sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Dietas absurdas... Bom para começar o ano. Cuidado!

quarta-feira, 21 de julho de 2010
 CUIDADOS QUE DEVEMOS TOMAR COM AS DIETAS DA MODA


Dieta das proteínas ou dieta do carboidratoNessa proposta diminui ou exclui o consumo de carboidrato e aumenta o consumo de proteína e gordura, com o intuito de que o metabolismo troque o uso de glicose por gordura para gerar energia. É uma alimentação desbalanceada. O consumo excessivo de proteína e gordura pode causar vários malefícios ao organismo, como por exemplo, elevar o colesterol no sangue. Além disso, o carboidrato exerce funções essenciais no organismo e deve fazer parte da alimentação diária. Geralmente as pessoas que seguem essa dieta relatam sentir cansaço, falta de disposição, mau humor e outros sintomas desagradáveis.

Dieta da sopaGeralmente a sopa indicada é feita com uma variedade enorme de legumes e verduras, e em algumas receitas tubérculos, mas não tem uma fonte de proteína, o que torna a dieta desbalanceada também, além disso, não é por muito tempo que as pessoas conseguem seguir, pois logo enjoam de ficar apenas tomando sopa.

Dieta da luaNesta dieta é indicado o consumo de líquidos (chás, sucos, caldos, etc.) após a virada da lua. É uma dieta com baixo valor nutritivo, a pessoa sente fome e no dia seguinte acaba compensando e extrapolando. A eliminação que ocorre é praticamente de água do corpo, não se perde gordura.

Dieta desintoxicanteSão vários tipos: chás que produzem efeito laxante, água morna em jejum, sucos, frutas ácidas, enfim são restrições excessivas, que podem causar desidratação, problemas nos rins, fraqueza muscular, pode prejudicar a flora intestinal, dependendo da restrição terá um tipo de conseqüência.

Essas são apenas algumas dietas, a cada dia surgem novidades. O que de fato posso afirmar é que não existe milagre, é preciso que as pessoas se conscientizem disso e a partir desse pensamento comece a mudar seus hábitos aos poucos, tornando-os saudáveis, e almejando antes de ter um corpo "perfeito", ter saúde, que é o mais importante.

muito boa reportagem tirei do site cyber diet. Onde sou membro

Postado por Zi de Mello às 11:00

Marcadores: DIETA DA MODA
Disponível em: http://alziramello.blogspot.com/2010/07/cuidados-que-devemos-tomar-com-as.html
acesso em 31 de dezembro

América Latina vive era de obsessão pela beleza



04 de junho de 2003
ATENÇÃO O ARTIGO É DE 2003
 
A preocupação com a beleza se transformou em verdadeira obsessão na América Latina, mobiliza uma indústria de milhões de dólares e interessa de forma igual a todas as classes sociais: agora, o sonho de ser uma Barbie parece estar ao alcance da maioria das mulheres latino-americanas, graças às cirurgias plásticas, às dietas e à ginástica.

Cada vez que uma mulher se olha no espelho, reproduz mentalmente o questionamento da bruxa da Branca de Neve. Na maioria das vezes, a resposta não é satisfatória. Até mesmo as estrelas mais belas do cinema não se sentem satisfeitas com seus traços, o comprimento das pernas, a cor da pele, sua textura, a forma da boca ou dos olhos. Por isso, não vacilam em gastar várias horas por dia numa academia de ginástica ou entregam o corpo e o rosto às mãos de um cirurgião plástico.
Graças às cirurgias e tratamentos apropriados, qualquer um tem a chance de "corrigir" o que considera uma "injustiça da natureza" ou criar uma imagem física que lhe permita se sentir mais confortável ou em melhores condições de enfrentar as exigências da sociedade. A aparência física é, para 61% das pessoas, o fator mais importante para o sucesso social, segundo recente pesquisa feita pelo instituto Gallup, no Brasil. Com pequenas variações, possivelmente este resultado pode ser válido em todo a região.
Por US$ 8 mil, em média, as mulheres e mais recentemente também os homens podem mudar a aparência recorrendo à cirurgia plástica, prática que aumentou mais de 200% na região nos últimos dez anos. No mundo, só os Estados Unidos estão à frente do Brasil em número de cirurgias estéticas. Na Argentina, estima-se que uma em cada trinta pessoas se submeta a cirurgias para mudar o rosto ou o corpo, segundo a revista americana Newsweek.
"Atualmente, no Brasil, as pessoas falam de cirurgias estéticas com naturalidade, mas em muitos países da Europa e nos Estados Unidos não é assim", disse um dos mais respeitados cirurgiões plásticos do mundo, o brasileiro Ivo Pitanguy. Os preços dos tratamentos de beleza na América Latina são muito variados e as preferências dos que se submetem a eles também. Isso se explica pela diferença de padrões de beleza.
Nos países da América Central e do Caribe, as mulheres gostam de exibir glúteos generosos. "Para conseguir esse resultado, elas podem ficar de cinco a 10 quilos acima dos padrões de beleza perseguidos pelas mulheres no Uruguai e na Argentina", explicou o médico argentino Raúl Pinto, representante na América Latina da União de Medicina Estética Internacional. "A mulher colombiana valoriza muito os lábios muito grossos, assim como no Brasil, mas o mesmo não ocorre no Chile e no México", continuou.
Embora haja diferenças na concepção do corpo de um país para outro, o modelo de beleza que prevalece na região é o europeu (pele branca, olhos claros e cabelos loiros), mas esses critérios se chocam com a realidade multirracial latino-americana. Assim como a maioria das pessoas do mundo, os latino-americanos depositam esperanças essenciais na mudança do corpo: aspiram à eterna juventude, a se parecer com uma modelo ou atriz, melhorar sua apresentação para alcançar sucesso profissional ou até mesmo fugir da discriminação. Homens e mulheres, ricos e pobres, descendentes de europeus ou indígenas invadem os centros de beleza obcecados com a idéia de desafiar a natureza para conseguir corpos na medida de seus sonhos.
O negócio da beleza

Com mais ou menos tempo e dinheiro, milhões de latino-americanas recorrem diariamente a centros de beleza com a esperança de se parecer com ícones como a modelo argentina Valeria Mazza, a atriz mexicana Salma Hayek, a apresentadora de TV chilena Cecilia Bolocco ou a cantora americana Britney Spears. Apesar da fama de "machos latinos", os homens também acabaram se rendendo: 10% da população masculina se submete a tratamentos estéticos, segundo estatísticas regionais. "Agora homens e mulheres fazem o que podem para cuidar dos corpos e, assim, preservar seus postos de trabalho", disse o esteticista chileno Patricio Araya.

Em Santiago de Chile, onde se observa um verdadeiro 'boom', há atualmente 3,5 mil centros de beleza - de academias de ginástica a salões de cabeleireiro - para uma população de quatro milhões de pessoas: um aumento de 50% nos últimos 4 anos. A proliferação de salões não é um fenômeno isolado: os chilenos consomem 600 milhões de dólares ao ano em produtos de beleza, segundo fontes da indústria cosmética.
No Brasil, 3,5 milhões de pessoas freqüentam as sete mil academias do país, pagando de US$ 10 a US$ 20 ao mês, segundo dados da rede Fitness Brasil. Os números mostram que o negócio da busca do corpo perfeito movimenta no Brasil pelo menos US$ 420 milhões. À proliferação das academias nos bairros se soma o aparecimento de novos fenômenos, como o dos personal trainers e dos spas.
Misión del Sol, em Cuernavaca (90 km ao sul da Cidade do México), é um dos muitos spas que causam furor na América Latina. O centro oferece um fim-de-semana que, por US$ 500, inclui hospedagem, alimentação, massagens, cuidados faciais, salão de beleza e tratamentos sofisticados (banho de espuma, reflexologia, talassoterapia e procedimentos esfoliantes).
Além de cuidar do corpo com exercícios físicos e apelar para terapias alternativas e para o uso de vários cosméticos, os latino-americanos também recorrem a cirurgiões para esticar a pele do rosto, engrossar os lábios, firmar os glúteos, tornear as pernas ou até mesmo afinar os joelhos. As razões que levam alguém a recorrer a uma operação para mudar a aparência variam conforme a idade, a origem social e os recursos de que dispõe.
"As adolescentes recorrem à prática, em geral, querendo mudar o nariz ou o tamanho dos seios", explicou o cirurgião plástico venezuelano Pedro Meneses. "Na medida em que a idade avança, as pacientes desejam modificar o corpo e perguntam sobre mamoplastias de aumento, redução ou levantamento dos seios e também começam a contemplar a idéia de fazer lipoaspiração ou lipoescultura. Quando se aproximam dos 40-50 começam as inquietações com o envelhecimento facial", continuou. Apesar dos diferentes pedidos dos clientes, os implantes de seio são as cirurgias mais solicitadas na região. A brasileira Silimed, única fabricante de silicone da América Latina que produz dois terços dos produtos que preenchem as próteses de seio no Brasil, vendeu 18 mil pares de implantes em 1999 e o número aumentou para 28 mil em 2000, segundo a revista americana Time.
O preço das operações na região depende muito do especialista do país: uma lipoaspiração nos quadris custa US$ 900 no Uruguai e US$ 4 mil em El Salvador. Mas há uma tendência que, segundo especialistas, é irrefutável: a prática de cirurgias estéticas é cada vez maior.

Beleza ao alcance de todos
A clínica de beleza uruguaia Fundação Clínica Echevarriarza oferece até 70% de descontos em tratamentos, dependendo da necessidade da cliente. "Estamos em condições de devolver à sociedade parte do que esta nos deu, apoiando aqueles que desejam fazer um tratamento e não tenham acesso economicamente", anuncia em sua página na Internet. "Na América Latina, a pressão social para ter melhor aparência é tão intensa que até mesmo mulheres muito pobres encontram uma forma de conseguir o dinheiro necessário", disse Meneses.
Recentemente, alguns bancos abriram linhas de crédito para financiar cirurgias de beleza e certas clínicas oferecem convênios com instituições financeiras para facilitar o pagamento das cirurgias. A isso se soma o boom de procedimentos menos agressivos que não requerem uma operação em centro cirúrgico e são, portanto, mais baratos. O melhor exemplo é o tratamento com injeções de botox para esticar a pele e diminuir as rugas, que custa em média US$ 200. Os especialistas mais responsáveis o usam com muita prudência, pois é um procedimento que apresenta riscos.
Mesmo os preços das cirurgias tradicionais caíram muito de preço nos últimos anos: há dez anos, as argentinas pagavam US$ 10 mil por um 'lifting' facial, enquanto agora a mesma operação custa nove vezes mais barato. No ano passado, a Argentina se tornou a Meca da cirurgia plástica da região, após a desvalorização de sua moeda. Os chilenos, por exemplo, podem se submeter a um "weekend touch up" ("retoque de fim-de-semana"), pacotes turísticos de dois dias que incluem tratamentos de vários tipos em Buenos Aires ou Mendoza (a oeste). Na outra ponta do continente, a Costa Rica também se promove como um centro turístico de cirurgias estéticas. "A estabilidade baseada em uma democracia que caracteriza a Costa Rica, junto com sua amabilidade e atmosfera tranqüila fazem desse país um lugar ideal para a recuperação pós-cirúrgica", anuncia a página na Internet do cirurgião plástico Ronald Pino.
Na República Dominicana, alguns médicos oferecem tours pelas principais cidades dos Estados Unidos em busca de clientes. As latino-americanas mais abastadas, ao contrário, preferem se operar nos Estados Unidos. Os destinos mais procurados pela qualidade dos centros especializados são Miami (Flórida, sudeste) e Houston (Texas, sul).
Na outra ponta da escala social, os que têm menos recursos caem na tentação das ofertas dos centros locais. Muitas vezes essas aventuras terminam em negligências médicas de graves conseqüências. No Peru, por exemplo, 80% das cirurgias estéticas são feitas em clínicas informais. Os cirurgiões dominicanos rejeitam as acusações de má prática feitas por ex-pacientes, mas reconhecem uma taxa de mortalidade pós-operatória "inferior a 2%".

Uma cirurgia de presente aos 15 anos
Na Colômbia, a tradicional festa ou viagem sonhada nos quinze anos foi deixada de lado. As adolescentes agora pedem uma cirurgia para aumentar os seios ou uma depilação definitiva com laser. "Sem entender como deveria ser seu corpo, as crianças repetem os sinais de uma cultura doentia", critica a médica Mabel Bello, responsável pela clínica Aluba, onde são tratadas as pessoas que sofrem de distúrbios alimentares.

Na Argentina, entrar em uma loja de roupas em um shopping center pode dar um exemplo deste fenômenoQuando uma mulher com medidas na média (60 quilos e 1,65 cm de altura) entra em uma butique de Buenos Aires, precisa comprar roupas de tamanho grande, enquanto nos Estados Unidos usaria tamanho pequeno. A busca pelo corpo de sílfide tem gerado excessos de alto risco para a saúde.
"A pressão da cultura por um corpo magro, a dificuldade dos jovens de encontrar seu lugar na sociedade e a crise da família como estabilizador social, bem como o individualismo excessivo" são algumas das causas apontadas por Bello para o alto índice de patologias alimentares observados no país. Tanto na Argentina quanto no Uruguai, uma em cada dez adolescentes sofre de uma patologia alimentar, como a bulimia e a anorexia.

A busca de aceitação social
Em questão de propaganda de produtos para manter a forma, todos os recursos parecem válidos, de TV a outdoors. Algumas personalidades que recorreram à cirurgia ou métodos intensivos de beleza são mostradas - com admiração ou assombro - como modelos de comportamento social. Celebridades como Zulema Yoma - ex-mulher do presidente argentino, Carlos Menem -, Silvio Santos ou a atriz mexicana Verónica Castro ocupam as primeiras páginas de publicações de seus países exibindo corpos e rostos modelados cirurgicamente.

No México, as publicações especializadas em beleza e moda são as de maior sucesso na indústria editorial do país. Enquanto os principais jornais vendem 150 mil exemplares por dia e um livro é considerado best-seller com 20 mil exemplares, a edição mexicana da Cosmopolitan distribui 300 mil cópias por mês e a revista Vanidades chega a 600 mil.

Esther Gracilita, editora de moda do suplemento de moda e beleza do jornal mexicano Reforma, afirma que "tanto nas passarelas, quanto nos meios de comunicação e nas ruas se nota essa obsessão pela beleza, a um ponto em que agora é mais importante fazer exercícios para ter boa aparência do que por motivos de saúde". Em uma região onde o modelo de beleza dominante é o tipo europeu, enquanto grande parte da população tem pele morena, olhos escuros e cabelos negros, alcançar o ideal se torna uma luta inglória. "Aqui no Chile todas querem ser bonecas Barbie: loiras, altas e magras", explicou Araya. "A obsessão ocorre porque profissionalmente exigem delas ter boa aparência. É por isso que neste país há tanta loira, embora tenham rosto de morenas", continuou.
No México, onde cerca de 70% da população têm pele morena, milhares de pessoas tentam clarear a pele usando um produto chamado Clarant B3. "Não ter os atributos que consideramos belos põe o indivíduo em desvantagem competitiva frente a esses outros seres considerados belos", explicou o cirurgião Meneses. "A cirurgia plástica pode ser vista como um meio de igualar níveis no campo de jogo e, longe de vê-la como algo banal, poderíamos então considerá-la como francamente restauradora, reparadora e funcional", concluiu.
Contra o domínio do modelo europeu de beleza na região, há algum tempo começou a ser observada um tipo de revanche do tipo latino, graças à influência de estrelas como a mexicana Salma Hayek e a americana Jennifer López. "Essa é uma mulher com mais curvas, olhos verdes, cabelos pretos e pele morena", descreveu Moncada, a especialista costarriquenha. Sua conclusão de que está surgindo um novo padrão não admite réplica: "A Miss Universo deste ano, a dominicana Amelia Veja, é a prova".

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. dISPONIVEL < http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI201517-EI1827,00.html > ACESSO 31 DEZEMBRO

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O sono da mulher amada - Xico Sá

Esse texto foi publico no Yahoo em 17/12/2010.
Digno de quem já descobriu o que é amar de verdade...]

“Amar, além de muitas outras coisas, quer dizer deleitar-se na contemplação e na observação da pessoa amada”, sopra o velho escritor Alberto Moravia, sempre aqui na cabeceira.
Uma das melhores coisas da vida é observar a pessoa amada que dorme, entregue, para além dos pesadelos diários.
Como bem disse Antônio Maria, o grande cronista que aparece com ciúmes até da própria sombra no livro da Danuza, um homem e uma mulher jamais deveriam dormir ao mesmo tempo, embora invariavelmente juntos, para que não perdessem, um no outro, o primeiro carinho de que desperta.
Experimente você também, sensível leitora, ver o seu homem quando dorme. Há uma beleza nessa vigília que os tempos corridos de hoje não percebem.
Amar é… vê-lo(a) dormindo.
Cada mexidinha, cada gesto. O que sonha nesse exato momento? Tomara que seja comigo, você pensa, pois o amor também é egoísmo. Gaste pelo menos meia hora por semana nesse privilegiado observatório.
Psiuuuuu!
Ela dorme.
Mãozinha no ar, como se apanhasse pássaros, que coisa mais linda. Uns 23 minutos assim, mirei no rádio-relógio. A mão desce ao colchão, quase dormente, formigamentos. Coça o nariz. Põe a mãozinha direita entre as coxas.
Agora vira de lado, como os antigos LPs quando gastavam as seis músicas do A. E me abraça como nunca fosse partir, corpos viciados, almas em busca de um acerto.Dorme, meu anjo.
Ela obedece.
Vigio o sono dela como um soldado zapatista. Como um cão zela o sangue do dono. Como se fosse um homem-exército e pronto.
Amar, no início era o verbo intransitivo da alemã professora de amor de Mario de Andrade. O idílio tem sobrevida, não como gênero, mas como vício, vício de amar. Amar de muito.
A mão desce agora sobre o meu peito, como se medisse meus batimentos. A mão direita volta para a arte de apanhar pássaros, que beleza, que diabos!
O ideal é que você, amiga leitora, durma do lado esquerdo da cama, o do coração, sempre. Mãozinha no ar catando pássaros. Até se acalmar de vez. Calmaria danada de horas, sem coreografias ou narrativas.
Sonha, sonha, sonha, minha menina.
Como é lindo a vigília ao sono dela.
Coça o nariz. Sussurra umas onomatopeiazinhas lindas de sonhos de besouros. Ela arruma os cabelos como algas, entorpeço num mergulho.
Observar o sono do(a) amado(a) é a melhor maneira de mapear a sua beleza. É a melhor maneira de conhecer o homem ou a mulher com quem dormimos.
E como são lindas aquelas marquinhas deixadas pelos lençóis no corpo dela. Um mapa de delírios! Melhor é lê-las como quem adivinha os sonhos e o futuro no fundo da xícara árabe ou nas cartas.
& Modinhs de fêmea

“A nudez da mulher é obra de Deus”.

(William Blake)

Disponivel em<http://www.pocacoisa.xpg.com.br/o-sono-da-mulher-amada-xico-sa.html> Acesso em 30 de dezembro

Gisele Bündchen na campanha da Balenciaga – Androginia na moda e discussão de gêneros

Gisele Bündchen para a campanha da Balenciaga Spring 2011




Recentemente foi lançada a campanha da coleção spring 2011 da Balenciaga, estrelando ninguém menos do que a nossa über model Gisele Bündchen. As fotos clicadas por Steven Meisel apresentam as peças da coleção com ares futuristas da marca em um styling que caracteriza certa androginia. Gisele, que geralmente aparece evidenciando suas curvas ultrafemininas em desfiles e anúncios, apresenta-se com um estilo que esbarra nas fronteiras entre o feminino e o masculino. As formas mais estruturadas e linhas retas, em conjunto com a maquiagem quase invisível, caracterizam essa “confusão” de gênero.

Olhando para a foto da campanha, é impossível não lembrar outros exemplos bastante marcantes de androginia, nos quais a ferramenta mais importante de transformação da figura feminina em uma figura mais masculinizada era a roupa. Quando falamos das roupas masculinas invadindo o guarda-roupa das mulheres, não podemos deixar de falar em Coco Chanel, uma das precursoras desse movimento todo na moda. Insatisfeita com o desconforto das roupas femininas de sua época, foi ela quem inseriu as calças no vestuário feminino, bem como a gravata borboleta – o princípio de uma emancipação feminina, começando pela moda. E como não falar de Marlene Dietrich? Diva do cinema dos anos 30, também desafiou os limites do gênero na moda, usando peças de alfaiataria, com seus cortes retos e rígidos, escondendo toda a voluptuosidade do corpo feminino.


Coco Chanel e Marlene Dietrich com visuais andróginos


TEXTO MEU SOBRE O ASSUNTO
Nos anos de 1970, o corpo excessivamente magro das modelos ditava a moda feminina e passou a ser objeto de apreciação e de desejo. No Brasil, os corpos eram mais politizados, buscando expressar mais a liberdade do que propriamente a beleza saudável de quem vive em contato com a natureza. Em 1971, apareceu Leila Diniz, como símbolo de liberdade e de espontaneidade, ao exibir sua barriga grávida, de biquíni, na praia de Ipanema, escandalizou e lançou moda.

Os ares da liberdade que varreram a sociedade ocidental se refletiram na imagem ideal das mulheres. Corpos bronzeados, cabelos ao vento, energia pulsando nas veias. O culto aos corpos modelados por exercícios ainda não está consolidado, mas se insinua na aparência saudável de quem vive em contato com a natureza (ULMMANN, 2004: 96).
Na moda, a modelo inglesa Lesley Hornby, também conhecida como Twiggy, que em inglês, significa galho seco, representou um novo padrão de beleza, extremamente jovem e magra, com cabelos curtos, aproximava-se a figura de um rapaz. Twiggy emprestou nome e rosto para bonecas, jogos, canetas, cílios postiços, cabides, meias e até máscaras. No Brasil, o corpo violão dá lugar a um corpo tábua. Colaborando com a afirmação: ”a magreza torna-se solidária ao antigo imaginário da limpeza, constituído pelo fascínio diante da transparência e do repúdio perante a acumulação (SANTANNA, 1995:22).”

 Lesley Hornby: sua imagem quase andrógina, magérrima,pequena, com cabelos loiros muito curtos e imensos olhos realçados com camadas de rímel ecílios postiços, tornaram Twiggy o ícone dos anos 60.

< Disponível em: http://www.tvgasm.com/newsgasm/Twiggy_promo.jpg > acesso em 22

de fevereiro de 2009.

Mulheres com excesso de peso têm gastos mais elevados

Terça-feira, Dezembro 28, 2010

Por Maria Emília Salles
memiliasalles@uol.com.br


Duane Bryers é um grande artista americano, nascido em 1911 em Michigan numa fazenda com três irmãos e duas irmãs.

Disponivel em< http://bocaberta.org/2009/12/hilda-a-pinup-gordinha-de-duane-bryers.html > Acesso em 30 de dezembro



Pesquisa divulgada recentemente, nos Estados Unidos, pela Universidade George Washington, revela que as mulheres obesas gastam, em média, 4,879 dólares a mais, por ano, em relação às demais mulheres com peso considerado normal. Entre estes gastos, além de alimentação e custos médicos, foram incluídos dias perdidos com atestados médicos no trabalho, perda de produtividade e até gastos extras com gasolina.
O estudo também aponta que as mulheres acima do peso ganham menos em comparação às demais. As obesas que em 2009 tinham um salário médio de 32,450 dólares por ano e trabalhavam em período integral, receberam 1,855 dólar menos que as mulheres não obesas (redução de 6%). Entre os homens não há diferenças relevantes. Ambos, magros e com sobrepeso, têm recebido salários parecidos.
De acordo com Bruno Maletta, sócio da empresa de pesquisa focada no universo feminino Sophia Mind, os argumentos apresentados no estudo americano são racionais e podem ser pensados para a cultura brasileira, apesar de não existirem dados no Brasil para se comparar ao número americano. “As mulheres acima do peso que querem voltar ao ‘padrão’ gastam mais com alimentação, produtos dietéticos e lights, que são mais caros, com programas de exercício, médicos, remédios e produtos de beleza”, explica.
Segundo levantamento feito pela Sophia Mind sobre cuidados com o corpo, feita com brasileiras, 54% das mulheres estão insatisfeitas com sua aparência e 94% delas mudariam alguma parte do corpo, se possível. O estudo mostra que a principal insatisfação é com o peso e que a barriga é a parte que elas mais mudariam. Para resolverem o descontentamento, 79% fazem algum esforço para melhorar a aparência e 51% declararam praticar exercícios físicos de três a quatro vezes por semana.
Janice Lorena, do blog Emagrecer para Viver, acredita que a busca pelo padrão pode levar as pessoas a ficarem refém dessa situação.“Desde a adolescência que convivo com o sobrepeso. Já me deparei com situações em que não estava feliz com meu corpo e todas essas dietas da moda, shakes, remédios, aparelhos, eu comprava. Já deixei de pagar contas só para gastar com esses ‘milagrezinhos’ que nunca deram resultado algum. Isso não só me trouxe desgaste financeiro como também me provocou sérios problemas de saúde. Hoje, com 39 anos, encaro essa situação de uma forma mais positiva”, conta.

Valores de roupas com tamanhos especiais são mais altos
Todas as mulheres com alguns quilos extras sabe a dificuldade de encontrar roupas que se encaixem ao seu corpo e bolso, já que o preço das peças confeccionadas com exclusividade para os mais cheinhos é proporcionalmente mais pesado, entre 25% e 40% mais caras do que as demais.

O mercado de roupas com tamanhos especiais tende a crescer nos próximos anos, com o aumento da população que está acima do peso, no Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a obesidade já atinge mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos. A pesquisa revela que, se for mantido o ritmo atual de crescimento do número de pessoas acima do peso, em dez anos elas serão 30% da população – padrão idêntico ao encontrado nos Estados Unidos, onde a obesidade já se constitui em sério problema de saúde pública.
Luciana Almeida, co-administradora do site gordinhaslindas.com, conta que tem gastos muito superiores do que mulheres com peso considerado normal. “Diante de colegas ditas magras, tenho um gasto muito superior ao delas. Um belo exemplo está neste período festivo. Enquanto uma mulher ‘magra’ tem um leque de possibilidades, com variados estilos e preços, nós nos vemos podadas e, quando encontramos aquela “roupa especial”, o valor chega a ser três ou quatro vezes maior do que o valor pago por uma pessoa magra”, relata.
De acordo com Maira Moraes, editora de conteúdo do Papo de Gordo e responsável pela coluna Gordinha Yeah Yeah no site, é muito complicado encontrar roupas para as mulheres que estão acima do peso, já que os fabricantes e lojas trabalham com um modelo quase irreal de corpo feminino. “Quando encontramos peças legais, elas acabam custando mais caro, não apenas porque é preciso gastar mais tecido, mas principalmente porque não se tem e produção em grande escala para diluir esses custos”, explica.
Dionisio Sanabio (Sou eu o Love..descobriram minha identidade secreta..), um dos responsáveis pelo blog Gordinhas Maravilhosas, conta que sua esposa teve que pagar o dobro do preço em uma calça, em relação à numeração menor. “Minha esposa foi comprar uma calça jeans e, procurando nos tamanhos menores, achou calças até 50% mais baratas do que nas seções plus-size. Ela não teve opção. ou comprava uma super apertada ou gastava o dobro”, conclui.

Diisponivel em< http://gmaravilhosas.blogspot.com/2010/12/mulheres-com-excesso-de-peso-tem-gastos.html > acesso 30 de dezembro de 2010

Anorexia e Mídia

Doença Crônica


A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, muito mais comum em mulheres, do que em indivíduos do sexo masculino, e tem início geralmente na adolescência, com uma dieta restritiva, inicialmente de alimentos calóricos, que depois se estende para outros tipos de alimentação. De acordo com dados estatísticos, atinge cerca de cinco por cento das mulheres no mundo inteiro, que apresentam um padrão alimentar totalmente deturpado,e perda de peso progressiva, resultante de um regime feito por conta própria,sem auxílio de nenhum profissional especializado, e que está relacionado ao medo excessivo de engordar.



Influência da Mídia

De acordo com pesquisadores sobre o tema, nos últimos vinte anos, os casos de anorexia nervosa praticamente dobrou, talvez em virtude da importância dada a magreza feminina, como símbolo de status e conquista amorosa bem-sucedida, fazendo da obesidade uma condição estigmatizada. A relação de felicidade, sucesso e beleza, com um corpo magro e esbelto, preconizado pelos vários tipos de mídias, tem levado muitas mulheres a fazerem dietas inadequadas e não saudáveis, na tentativa de regular o peso corporal. Para os estudiosos, devido ao número crescente de anoréxicas, seria necessário implementar na sociedade, programas de orientação nutricional,e estratégias para prevenir essa doença.



Morre ex-modelo francesa que ganhou fama por campanha contra anorexia

Isabelle Caro sofria da doença e em 2007 se deixou fotografar nua em campanha sobre o tema. Um ano antes, chegou a entrar em coma pesando apenas 25 kg.

Da Redação – redacao@novohamburgo.org

Famosa por se deixar fotografar nua em campanha contra anorexia, a ex-modelo e atriz Isabelle Caro, morreu no último dia 17 de novembro, aos 28 anos. A informação foi divulgada pelo site 20minutes.ch nesta quarta-feira, 29, mas sem dizer a causa do falecimento.
De acordo com o jornal online suíço, ‘a atriz francesa, sempre presente na mídia por sua luta, faleceu no mês de novembro na maior discrição possível’. Cantor e amigo de Isabelle, Vincent Bliger, confirmou a morte da amiga em seu site pessoal.
O estrelato chegou para Isabelle Caro em 2007, ao posar seu corpo muito magro para o fotógrafo Oliviero Toscani. As fotos foram usadas em campanha conta a anorexia, doença que sofria desde os 13 anos.



Em 2006, Isabelle chegou a entrar em coma em função da doença, pesando apenas 25kg e medindo 1,65 metro. Caro havia decidido superar a doença. No início de 2010, anunciou que havia chegado aos 42 kg.

Na campanha “No Anorexia” de 2007, a ex-modelo buscou chamar atenção para a doença que atinge grande número de modelos. “Esta foto, sem batom ou maquiagem, não me dá nenhum valor. A mensagem é forte: tenho psoríase, o peito caído, um corpo de pessoa mais velha”, Isabelle declarou na época da campanha.

NOVAMENTE PARA MARCAR PRESENÇA AFINAL ESTAMOS AS VESPERAS DE UM NOVO ANO

Morre ex-modelo francesa famosa pela luta contra a anorexia

GENEBRA, 29 dez 2010 (AFP) -Isabelle Caro, ex-modelo e atriz francesa que foi lançada à fama após se deixar fotografar nua em uma campanha contra a anorexia, doença de que sofria, morreu no dia 17 de novembro aos 28 anos, segundo uma informação publicada nesta quarta-feira no site 20minutes.ch.


"A atriz francesa, sempre presente na mídia por sua luta, faleceu no mês de novembro na maior discrição possível", revelou o jornal suíço.
A causa da morte não foi informada no site.
Um amigo da modelo, o cantor suíço Vincent Bigler, confirmou a morte de Caro em seu próprio site.
Isabelle Caro começou a trilhar o caminho da fama em 2007, ao mostrar seu corpo magro para as câmeras do fotógrafo Oliviero Toscani, como forma de advertir para as consequências da anorexia, de que sofria desde os 13 anos e que a levou ao coma em 2006, quando pesava apenas 25 kg e media 1,65 metro.


 
Modelo francesa Isabella Caro, de 27 anos, que sofre de anorexia.
Disponível em: .Acesso em: 25 de setembro de 2007.
"Foi hospitalizada durante 15 dias por um problema no pulmão e ultimamente estava muito cansada, mas não sei a causa da morte", declarou o cantor ao site 20minutes.ch. Em breve, eles rodariam juntos o videoclipe da música "J''ai fin" (Sic), sobre a anorexia.
Caro havia decidido superar a doença. No início de 2010, anunciou que havia chegado aos 42 kg.

Em 2007, na campanha No Anorexia, ela quis "despertar consciências" sobre uma doença que atinge muitas modelos. "Esta foto, sem batom ou maquiagem, não me dá nenhum valor. A mensagem é forte: tenho psoríase, o peito caído, um corpo de pessoa mais velha", declarou Caro, na época.

Disponível < http://diversao.terra.com.br/noticias/0,,OI4865382-EI25,00-Morre+exmodelo+francesa+famosa+pela+luta+contra+a+anorexia.html > Acesso em 30 de dezembro


Texto meu presente neste blog há algum tempo.
Durante a Semana da Moda, em Milão, em setembro de 2007, uma campanha publicitária italiana, criada pelo fotógrafo Oliviero Toscani – conhecido por suas propagandas polêmicas para a marca Benetton nos anos 80 e 90, com imagens marcantes e inquietantes, abordando temas como Aids, guerra e racismo, entre outros – chocou modelos e estilistas europeus. Nas ruas, um outdoor estampava uma modelo nua, pesando apenas 31 quilos, com o título “Não Anorexia”. Segundo Toscani (2007), a campanha foi um marco na publicidade da moda européia, poucos anunciantes têm a coragem de fazer uma mensagem tão agressiva. Para o fotógrafo, pode-se fazer algo interessante e tirar vantagens econômicas ao mesmo tempo. A publicidade contou com o aval do Ministério da Saúde, pois cerca de dois milhões de italianos sofrem de anorexia e bulemia. Porém, após uma semana de veiculação nas ruas, o outdoor foi retirado, com o argumento de que a imagem agredia sociedade. O principal jornal da Itália – Corriere Della Sera – se recusou a publicar a foto. Na França, os outdoors foram vetados. A justificativa era de que a imagem era imoral.







A modelo do outdoor nos lembra um corpo cavernoso: “Como metáfora do corpo, a caverna grotesca tende a se parecer (e, no sentido metafórico mais grosseiro, identificar) com o corpo feminino anatomicamente cavernoso” (RUSSO, 2000, p.13).


Em 2006, o governo italiano, a Federação da Moda italiana e a Associação Alta Moda - que reúne os estilistas italianos que apresentam suas coleções em Roma e Milão - adotaram o chamado “Manifesto antianorexia”, a fim de impor um modelo de beleza saudável, generoso e mediterrâneo, que proíbe contratar modelos menores de 16 anos, estabelecendo ainda que as candidatas apresentem certificados médicos sobre a não existência de problemas alimentares.




terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Freud e os mistérios da masculinidade


CONHEÇAM MARIA RITA KEHL

.Não se sabe que motivos levaram o escritor Grégoire Bouillet a encerrar por e-mail a relação amorosa com a artista plástica Sophie Calle. De fato, o protocolo contemporâneo da gestão dos afetos não recomenda o método e nem a mídia, considerada impessoal e burocrática demais frente às razões do coração. Os visitantes da exposição “Cuide de você” (“Prennez soin de vous”), que ocupou o SESC Pompéia entre 10/7 e 7/9 tiveram acesso a uma cópia da carta de rompimento, mas não às razões pelas quais o autor preferiu o e-mail a uma conversa pessoal. Quem sabe ele tivesse tentado romper a relação antes, pessoalmente, sem sucesso? Ou temesse por parte de Sophie uma cena melodramática e constrangedora, no limite do decoro tão caro aos parisienses?

O fato é que a ex-namorada conseguiu reverter a humilhação provocada pelo pé na bunda eletrônico de Grégoire convocando, a seu favor, uma fervorosa adesão feminista, pós-moderna, multidisciplinar e internacional. As 107 mulheres a quem Sophie enviou a carta de Grégoire a pretexto de consultá-las sobre como respondê-la foram unânimes em condenar a falta de etiqueta, de sensibilidade e, por que não? – de macheza por parte do rapaz.. É possível agrupar as objeções das amigas de Calle em duas categorias principais: as críticas ao estilo supostamente literário de Bouillet e os diagnósticos de coloração psicanalítica à personalidade do rapaz. A carta de Grégoire foi considerada kitsch, maneirista, antiquada, estereotipada, brega, convencional – observações que teriam ferido de morte o escritor se a carta fosse uma peça literária. Já sua personalidade, foi diagnosticada por mulheres de diversas profissões como egoísta, infantil, narcisista, insegura, dissimulada e despreparada para o amor. Grégoire foi condenado, com base no código de ética pós-feminista, por um delito moderno tipicamente masculino: o de não estar à altura da imensa capacidade de amar das mulheres.

É provável que elas tenham razão. Não é difícil perceber o cabotinismo do rapaz, que tenta se passar por uma vítima de sua própria infidelidade. O que me interessa, entretanto, é observar que as fraquezas de caráter de que Grégoire é acusado são, sem tirar nem por, idênticas às características atribuídas por Freud às próprias mulheres, desde seu texto Introdução ao Narcisismo, de 1914. Infantilidade, narcisismo, egoísmo, frieza de sentimentos e uma habilidade para a dissimulação desenvolvida a partir de seu complexo de castração, compõem a estilística da feminilidade, segundo a observação freudiana. Em vários outros textos, entre os quais O Ego e o Ide, de 1920, A Sexualidade Feminina (1931) e A feminilidade (1933), Freud confirma suas observações anteriores. A repressão sexual à qual as moças eram submetidas desde a infância, o desconhecimento da vagina, o sentimento de humilhação devido á inferioridade de seu minúsculo órgão sexual em comparação com o falo masculino, tudo contribuiria para tornar as mulheres frígidas no sexo e arredias no amor. Do homem, uma mulher só desejaria duas coisas: que a colocasse em um pedestal de modo a confirmar seu valor como objeto privilegiado do desejo dele; e que lhe propiciasse a única e verdadeira experiência de plenitude a que a mulher teria direito: não o extase do sexo, mas o da maternidade. A feminilidade seria uma espécie de preço pago pela mulher ao homem, visando a obtenção do falo-filho. “A mulher freudiana é aquela que diz ‘obrigada’ ao homem”, esceveu Colette Soler.

O homem freudiano seria o narciso ferido, sempre inseguro de seu valor; eterno amante dedicado a conquistar o amor da virgem inexperiente a quem caberia, depois do casamento, reconhecer a virilidade dele. A mulher representava o objeto misterioso que, embora dependente material e juridicamente do parceiro, jamais lhe revelaria o segredo de seu desejo e de seu gozo. O homem freudiano ocupa a posição do amante e a mulher, a do objeto idolatrado. Mas para que a estratégia funcione, é essencial que a moça conserve uma aura de mistério e de estudada indiferença. Nisso consiste a mascarada da feminilidade, cuja função é ocultar a verdade do desejo e da castração femininos.

Onde se encontram, hoje, as “verdadeiras” mulheres freudianas? Teremos nós, gerações pós-feministas, esquecido os artificios e artimanhas que nos faziam tão atraentes quanto inacessíveis para a fantasia masculina? Hoje, não nos parece que os homens é que andam arredios, ao passo que as mulheres do século XXI se comportam como guerreiras assediadoras da gélida fortaleza masculina? “O que faço para sustentar meu desejo por esta que se entregou a mim desde o primeiro momento?” perguntam os rapazes de hoje que, por angústia e vingança, transformam suas amadas em grandes mães assexuadas.

A linha divisória entre homens e mulheres, pelo visto, perdeu sua antiga fixidez, trazendo mobilidade e liberdade para ambas as partes. Se o falo não é um pênis e sim um significante, seu manejo está franqueado a homens e mulheres. Só que, ao insistir em sustentar a equação pênis=falo, os homens acabam por se colocar em uma posição muito mais frágil do que as mulheres. Estas recém descobriram, por conta da própria psicanálise, que o órgão masculino só possui o valor fálico que elas lhe conferirem.

Freud estaria enganado em suas observações a respeito das diferenças entre os sexos, das quais faço aqui uma proposital caricatura? Não creio. O que ele não poderia prever é que as transformações da cultura, para as quais a psicanálise desempenhou no século XX um papel central, fariam por deslocar as mulheres de seus lugares tradicionais até exigir a construção de outra feminilidade ou, ainda mais: de outra relação dialética entre homens e mulheres.

Não é impossível então, que na medida em que as mulheres se livraram de algumas restrições sexuais e existenciais impostas pela moral vitoriana, a linha demarcatória entre a masculinidade e a feminilidade tenha se deslocado – forçando os homens, por enquanto, a jogar na defensiva. Freud já havia percebido a existência de um hiato na complementariedade imaginária entre homens e mulheres, a ponto de perguntar a sua amiga Marie Bonaparte: mas afinal, o que quer uma mulher? Pergunta que repercutiu em todas as geraçaões de psicanalistas, sobre tudo homens. Ora: é claro que ninguém pode saber o que deseja uma mulher. O desejo é, por definição, inconsciente. Um homem também desconhece seu próprio desejo.

Quanto ao suposto mistério do querer feminino, este que se manifesta através de fantasias triviais e de pequenas reivindicações dirigidas ao outro – bem, nesse caso qualquer mulher pós-freudiana poderia responder: eu quero o mesmo que você, seu bobo. Você só não percebe porque não quer saber que eu sou sua semelhante, sua rival, sua irmã.

E nesse caso, a diferença sexual continua um mistério – para os homens e para as mulheres.

Disponivel em:http://www.mariaritakehl.psc.br/resultado.php?id=258> Acesso em 27 de dezembro



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MULHERES DOVE E SEUS SIGNIFICADOS

Semiótica da Publicidade


QUE BELEZA UM BLOG COMPANHEIRO... PARA UMA SEMIOTICISTA EM CORPO FEMININO NADA MELHOR QUE ENCONTRAR ESTE TEXTO:

Um blog sobre publicidade e semiótica
http://semioticadapublicidade.blogspot.com/2010/12/mulheres-dove-e-seus-significados.html

Seja bem vindo, acompanhe as análises de publicidades e outros formatos de linguagens publicitárias no blog.



Segundo o Blog Mundo das Marcas (http://www.mundodasmarcas.blogspot.com/) Dove foi inicialmente comercializada nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial e sempre funcionou em cima de seu argumento racional, ou sua proposta de vendas que é ¼ de creme hidratante, além de ter PH neutro e não possuir gordura animal em sua fórmula. Os produtos são produzidos apenas nos EUA, Brasil e Alemanha apesar de serem comercializados em mais de 90 países.

Grandes campanhas foram realizadas pela marca, principalmente com a Agência Ogilvy (http://www.ogilvy.com.br/), que possui na pomba o seu principal ícone (como é possível ver em todas as embalagens e nos produtos). Uma campanha em especial citada pelo Blog Mundo das Marcas é a "Real Curves", em português "Beleza Real".

As imagens, tanto nacionais quanto internacionais, que serão trabalhadas neste texto são oriundas desta campanha.

A realidade, que por diversas vezes pode ser chocante, é revestida por camadas de mediação para que possa ser assimilada e significada. A publicidade é uma destas camadas, que reveste de comunicação estratégica determinados tipos de contextos.

De maneira bem generalizante, a Publicidade trabalha com imagens ideais, com pontos de projeções para os seus consumidores (sim, a publicidade também é consumida, bem como os produtos que divulga). É por meio da publicidade e das imagens que ela projeta que consumidores podem vislumbrar possibilidades de ser e de ter, obviamente, não é só a publicidade que faz isso, mas ela está tão presente no nosso cotidiano que é inegável que tenha essa capacidade.

Normalmente, as representações do masculino e do feminino nas campanhas publicitárias de grandes marcas são pautadas por celebridades, por modelos reconhecidos internacionalmente e/ou por atores e atrizes de relevado destaque no cenário. Quando estes itens não são validados ainda sobra o uso de modelos com aparência extremamente bem construída, de formas longilíneas, exíguas, enxutas, com músculos proeminentes e sorriso na face.

Ou seja, a publicidade, de fato, revela imagens de aparências que são, praticamente, inalcançáveis. Configuram-se como ideais a serem atingidos por meio do consumo dos produtos publicizados. A fórmula básica da publicidade é a seguinte:

Publicidade = Imagem Ideal + Produto Argumentado + Consumo Aspirado
A campanha "Beleza Real" da marca Dove subverteu essa lógica, na medida em que substituiu na fórmula a "Imagem Ideal", pela "Imagem Real". Obviamente, há que se levar em conta a relativização da palavra "real", já que a publicidade é uma representação e como tal não permite o acesso direto ao real, sendo assim, as imagens são representações e não, ipsis literis, reais.

O que é possível afirmar é que as imagens da campanha têm uma relação mais indicial com seus referentes, elas apontam com mais precisão um tipo de aparência, que não é vista rotineiramente nas imagens publicitárias. Portanto, como signo há algo nas imagens que tem relação de fato com os referentes dando a entender que são imagens "reais".

Ao trocar um elemento da fórmula a campanha da Dove também altera outro. Então, não haverá mais o "Consumo Aspirado", pois o consumidor não se projetará como ideal nas aparências da campanha, sendo assim, o consumo será esperado.
Publicidade = Imagem Real + Produto Argumentado + Consumo Esperado

O "Consumo Esperado" se manifesta por meio dessas "Imagens Reais", ou seja, o consumidor entenderá, dentro da campanha como contexto, que a marca não promete, nem promove benefícios ideais, já que no conjunto não existem argumentos propícios a levar o consumidor a buscar nos produtos situações que não acontecerão. Ou seja, o consumo é o esperado, não é um consumo aspiracional e de projeção.


MULHERES DOVE






Um elemento importante que marca esse tipo de campanha da Dove é a cor branca. Na campanha voltada para produtos de verão, como bloqueador solar, a cor presente nas peças é o amarelo, mas na campanha principal o branco é o elemento comum, além dos corpos femininos.

O branco marca as peças com sua pureza, porém não é uma pureza religiosa ou sexual, é uma pureza de objetivos, de sensações, de prazer, é uma pureza na relação consigo. Portanto, o branco além de qualidade é um indicativo de certo tipo de atitude, de uma postura frente ao padrão de beleza imposto, que obviamente também foi ajudado a ser criado pela marca Dove em suas campanhas anteriores.

De certa maneira, os símbolos usados na campanha, o feminino em especial, são conduzidos para que se rebelem, como argumentos, contra a lógica patriarcal modeladora do corpo feminino.

Exatamente dentro desta linha de raciocínio é que as imperfeições, signos indiciais, despontam nas peças como símbolos capazes de gerar argumentos lógicos que apresentam caminhos cognitivos para as leitoras. Caminhos que imputam novas formas de representar o feminino na publicidade e, portanto, novas formas de consumir imagens do feminino.

Seios grandes, seios pequenos, curvas proeminentes, sardas, cabelos brancos e grisalhos e outros índices são ressaltados nas peças como ícones e quali-signos aparentes que devem ser mostrados.

A imperfeição é a marca da campanha, que pode ser vista por meio da construção do corpo feminino usando ângulos. As poses das modelos formam ângulos interessantes, que destacam as imperfeições.

Obviamente, percebe-se que na campanha não há a feiúra em si, de alguma forma, o feminino apresentado é sempre belo, ou traz traços de beleza em alguma expressão, seja no sorriso, na forma do cabelo, nas curvas, nos gestos ou na leveza aparente de ser quem é.

Portanto, a "Imagem Real", claro está, deve ser considerada como uma imagem construída, com perspectivas, ângulos, planos de câmera, iluminações e indumentárias organizadas para revelar especialmente os índices da imperfeição do corpo feminino. A suavização do branco demonstra, por meio de suas qualidades, que as imperfeições devem ser valorizadas, que são elas que definem e identificam o corpo feminino como um algo diverso, espontâneo e múltiplo, que não deve se render a padrões impostos.

Moda silicone: Brasil é o segundo país com maior número de cirurgias plásticas


A moda dos seios grandes chegou com tudo no Brasil. No reality show a Fazenda quase todas as participantes admitem já ter recorrido à cirurgia plástica para aumentar o seio. Até nas passarelas já tem manequim dando uma turbinada.


Tags:seios,turbinar,a fazenda,silicone,manequimPublicidade Link:

Incorporar: http://videos.r7.com/-moda-silicone-brasil-e-o-segundo-pais-com-maior-numero-de-cirurgias-plasticas-/idmedia/0834ff7ef4ebf032a29acba2a24fd1a3.html

http://videos.r7.com/-moda-silicone-brasil-e-o-segundo-pais-com-maior-numero-de-cirurgias-plasticas-/idmedia/0834ff7ef4ebf032a29acba2a24fd1a3.html

Botox virtual até em cartão de Natal



Quem pensa que é só na eleição que os políticos usam e abusam de uma repaginada no visual, fique de olho nos cartões de Natal.
É o caso, por exemplo, do deputado federal eleito Stepan Nercessian (PPS). Com todo o respeito ao divertido parlamentar, quem o viu nestas eleições sabe que essa imagem aí sofreu um rigoroso processo de lipoaspiração...



A lipoaspiração mão promove o emagrecimento

A lipoaspiração tem como função melhorar a silhueta e remover a gordura localizada.

A gordura retirada poderá ser implantada em outros locais como: glúteos, face, lábios, etc. (Lipoescultura).
Importante: a lipoaspiração não promove o emagrecimento, sua indicação é para diminuir medidas e melhorar o contorno corporal.
Anestesia: peridural com sedação.

Internação: na maioria das vezes o paciente recebe alta no mesmo dia, porém dependendo da quantidade aspirada, podendo se estender para 24h

Disponivel http://www.belluscorpus.com.br/cirurgia-plastica/lipoaspiracao-lipoescultura.php acesso em 27 de dezembro de 2010



Ibope aponta as cirurgias plásticas preferidas dos homens

Os homens estão cada vez mais ligados ao lado da boa aparência e cuidados estéticos. Prova disso é que, ano após ano, aumenta o interesse de pessoas do sexo masculino por cirurgias plásticas. Uma pesquisa realizada pelo IBOPE mostra um crescimento considerável no número de cirurgias plásticas feitas por homens.

Para o cirurgião plástico Sérgio Aluani, do Corpo Clínico do Hospital Albert Einstein, houve uma mudança radical no perfil do tipo de cirurgia que os homens estão procurando. "Até cinco anos atrás, vinham ao consultório atrás de procedimentos pouco invasivos, que não deixavam marcas, como preenchimentos, laser e luz pulsada", afirmou.
Hoje, com o avanço da medicina e o barateamento no custo de uma cirurgia, é possível a realização de duas plásticas em apenas uma cirurgia. Segundo pesquisa do IBOPE, encomendada pela coordenação do XI Simpósio de Cirurgia Plástica, em 2009, houve um aumento no número de procedimentos em homens. As grandes campeãs na preferência masculina foram:
1) Cirurgia de pálpebra (119.217 procedimentos)

Assim como a maioria das correções estéticas, as pálpebras começam a incomodar os pacientes com o passar dos anos. Com o avançar dos anos, as pálpebras ficam mais frouxas e com excesso de pele.
É uma cirurgia pequena com aplicação de anestesia, geralmente, local. Por ser uma intervenção simples, o tempo de internação pode ser de apenas 12 horas, mas os cuidados com o pós-operatório devem ser tomados por até duas semanas.



Valor médio*: R$ 3.250

2) Cirurgia de nariz (15.778 procedimentos)

O nariz é um dos maiores vilões no termos de estética. Grandes, pequenos, tortos, desproporcionais, são muitas as classificações. Alguns homens estão insatisfeitos com este "acessório" no meio da face, e optam por fazer pequenas alterações.



A rinoplastia pode, inclusive, corrigir problemas respiratórios causados por desvios nasais.

Dependendo do tipo de cirurgia, o processo pode ser mais ou menos complicado. A sedação pode ser geral ou local e o tempo de internação é de, geralmente, 24 horas. O tempo de recuperação total pode ser de até sete dias.
Valor médio*: R$ 3.950



3) Lipoaspiração (15.458 procedimentos)

A lipo já é uma cirurgia amplamente conhecida no Brasil, tendo as mulheres como principais pacientes. Agora, os homens também passaram a brigar com o excesso de gordura localizada e estão investindo neste tipo de intervenção. Muitos podem pensar que a cirurgia é feita para a eliminação de peso mas, na verdade, ela serve para melhorar o contorno na região da cintura e eliminar as gordurinhas que estão sobrando.

O tempo de internação e tipo de anestesia depende do nível pretendido no procedimento. Geralmente, o tempo hospital de é curto, com uma internação de apenas 24 horas. Mas o processo de recuperação total pode durar cerca de 20 dias, dependendo de cada caso.

Valor médio*: de R$ 2.650 a R$ 5.800



4) Cirurgia de face (15.027 procedimentos)
O lifiting facial ou cirurgia facial, sempre foi um sucesso entre as mulheres. Agora, para manter o ar mais jovial, os homens também estão entrando no bisturi. Com o passar dos anos, as rugas e excesso de pele começam a deixar a pele com algumas imperfeições.

A cirurgia remove excessos de pele e atua sobre alguns músculos de expressão facial.
A sedação pode ser local ou geral e o tempo de internação varia de 12 a 24 horas.
Valor médio*: R$ 6.550
5) Cirurgia de orelha (12.622 procedimentos)

Orelhas desproporcionais podem gerar traumas tanto em homens quanto em mulheres. As famosas orelhas de abano são responsáveis por grande parte da procura por este procedimento.A cirurgia de orelha também é simples e o paciente pode receber alta no mesmo dia. Após a operação, alguns cuidados devem ser tomados, como ficar alguns dias sem dormir sobre a orelha operada.
Valor médio*: R$ 3.150
*Valores fornecidos pelo Centro Nacional Assessoria Administrativa Cirurgia Plástica, para o Estado de São Paulo

Disponivel em:http://www.correiodoestado.com.br/noticias/ibope-aponta-as-cirurgias-plasticas-preferidas-dos-homens_92501/ aceosso em 27 de dezembro



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Modelos de manequim 42 desfilam em Londres e fazem campanha pela beleza real


Hayley Morey e Crystal Renn reforçam campanha por meninas menos magras na passarela



Do R7.Texto: ..

Efe

A modelo Hayley Morey, em um momento

de deslize no desfile de Mark Fast

.

.A inglesa Hayley Morey tem 21 anos, estuda finanças na universidade e quer ser pesquisadora como o pai. Mas no último fim de semana ela esteve bem ocupada com um compromisso bem diferente disso: representar as mulheres curvilíneas na Semana de Moda de Londres.

Usando um saudável manequim 42, ela é a musa do estilista Mark Fast e apareceu na apresentação dele para reforçar a campanha da marca pelo uso de mulheres de “tamanho real” em desfiles. Ela já havia trabalhado com o designer canadense em setembro, quando houve apenas modelos de manequim 40 e 42 na passarela.

Em sua aparição na passarela, Hayley usou vestidos superjustos (veja na foto ao lado) – iguaizinhos aos que as modelos magérrimas usariam em seu lugar. Ela, que desfilou ao lado de meninas de manequim 36 que normalmente predominam nas apresentações, definitivamente não é gorda, tem o corpo de uma mulher normal – mas nota-se que o modelito não favoreceu as curvas da bela modelo.



Ela contou ao jornal Daily Mail que recebeu muitos e-mails de mulheres adultas e adolescentes agradecendo por ela ser uma modelo “mais real”.



Hayley diz que tem dificuldade em conciliar os estudos à recente carreira de modelo – que promete ter dias contados, já que ela pretende se dedicar ao curso de finanças e trabalhar na área.



E ela não caiu só nas graças de Mark Fast. A modelo já fotografou para uma grife de biquínis de tamanho grande e também fez fotos para um editorial da revista Marie Claire inglesa.Confir..Precursora
Hayley se juntou ao time capitaneado pela modelo Crystal Renn (veja na foto acima), que tem 21 anos, usa manequim 42 e ganhou notoriedade no ano passado depois de lançar um livro, em que conta como sobreviveu mascando apenas chiclete para alcançar seu objetivo de ficar 30 kg abaixo de seu peso normal. Ela teve anorexia e hoje em dia diz em entrevistas que acha “bizarro” que hoje em dia o “’peso normal’ seja considerado ‘acima do peso’”.



Além das iniciativas de Heyley e Crystal, na semana passada, durante a Semana de Moda de Nova York, a modelo Coco Rocha deu declarações à imprensa internacional dizendo que as marcas a julgam - mesmo com 47 kg - "muito gorda" para a passarela.

..

Mãe põe filha na dieta aos 2 anos: “Não queria uma criança gorda”

Com 107 quilos, a britânica Aly Gilardoni decidiu impedir a todo custo que sua filha, Corleigh, ficasse acima do peso. Estabeleceu uma dieta desde que a criança tinha 2 anos de idade e, mesmo quando ela precisava comer 1700 calorias diárias para se desenvolver, limitava sua alimentação a apenas 700 .








“Estar acima do peso dominou a minha vida. Não quero que Corleigh seja como eu”, teria dito Aly, segundo reportagem do tabloide britânico Daily Mail.



A mãe está sendo acusada de descontar seus problemas na filha, que hoje tem 8 anos, e submetê-la a uma dieta de fome. Aly defende-se dizendo que fez o que fez para proteger a filha. “Não quero uma criança gorda. Sou obcecada por sua aparência. Quero que ela seja bonita e popular, algo que ela não seria se estivesse acima do peso”, afirma.



Corleigh já aderiu à obsessão da mãe: está sempre olhando para o espelho. Aly Gilardoni até se sente culpada pelo que faz com a filha, mas coloca a aparência acima de tudo.



O psiquiatra Christian Jessen alertou para o perigo de Corleigh ter deficiências nutricionais e problemas como osteoporose. Ela também corre o risco de desenvolver anorexia.



Aly demonstra não ter ideia do risco a que está expondo sua filha: “Você pode superar um transtorno alimentar com terapia. Mas, se você é gordo, vai ser gordo a vida toda”, disse.



É fato que a obesidade apresenta riscos para a saúde por aumentar as chances de desenvolver doenças cardíacas e diabetes, entre outras. Mas a anorexia é um problema gravíssimo: 20% dos pacientes morrem por complicações da doença. E seu tratamento não é nada simples, como Harriet Brown, cuja filha teve anorexia, contou ao Mulher 7×7.



Mas antes de tachar Aly de louca ou desnaturada por se preocupar tanto com a dieta da filha talvez valha a pena perguntar: que pai ou mãe nunca se preocupou que o filho/filha anda comendo demais e pode ficar obeso?



O tempo em que criança “fofinha” era criança “saudável” realmente ficou para trás e agora os pais lutam para encontrar um equilíbrio entre incentivar os filhos a se alimentar bem – e evitar a anorexia e a desnutrição – e incentivar os filhos a controlar o apetite – e evitar a obesidade e os problemas dela decorrentes. Comecei a pensar sobre o assunto depois de ler o comentário de Cátia, uma leitora do 7×7. Ela conta o seguinte:



“Estou acima do peso há sete anos. Após um acidente de carrro fiquei na cama por muito tempo e ganhei muito peso. Não quero que minha filha passe por isso e às vezes a proíbo de comer. Não comida, claro, mas pão, essas coisas, principalmente à noite. Digo para ela não comer porque, senão, vai ficar enorme. Mas tenho medo que, diante disso, ela pare de comer. Preciso de ajuda.”



Cátia, espero que este post a ajude. Criar os filhos dentro de uma dieta restritiva, como fez a britânica, realmente não é uma boa saída. Tampouco ajuda ensiná-los a contar calorias ou ficar se olhando no espelho. Isso pode aumentar a preocupação das crianças com relação à aparência – o que pode gerar problemas, a anorexia entre eles.



Talvez a estratégia mais eficiente seja incentivar os filhos a ter uma vida ativa, cheia de brincadeiras que gastam energia de forma divertida, e ensiná-los a gostar de alimentos saudáveis, como frutas, verduras e legumes. Imagino que será mais fácil fazê-los brincar do que comer brócolis, mas buscar um estilo de vida saudável parece ser a melhor forma de deixar de lado o medo da obesidade sem cair numa obsessão pela aparência. Brincar com as crianças e incentivá-las a praticar esportes é mais divertido e tem menos riscos do que ensiná-las a se preocupar com qualquer coisa que se assemelhe com um pneuzinho ou com as calorias que estão ingerindo.



Um ponto importante para fazer o plano dar certo é dar o exemplo. Não é fácil, é verdade. Aly, por exemplo, confessou ao jornal inglês que, enquanto dava saladinhas para a filha, comia o que tinha vontade. Mas servir de exemplo, mesmo que derrapando lá e aqui, é bem mais honesto – com você e com seu filho – do que esperar as crianças dormirem para atacar aquele hambúrguer com milkshake.



E você, como conversa com seu filho sobre alimentação e aparência?
Disponivel em: http://www.jcorreio.com.br/noticiadetalhes.php?id=10124 Acesso em 23 de dezembro




Transtorno alimentar: O mal do século

Disponivel em: http://suzanabitterman.wordpress.com/2010/01/31/transtornos-alimentares-o-mal-do-nosso-seculo/ Acesso em 23 de dezembro


A Ditadura da Magreza
A Ditadura da Magreza é o padrão estético estabelecido pela nossa sociedade e seguido a rigor pelas modelos, cada vez mais esqueléticas. Adolescentes e adultos jovens. A constante busca pelo corpo perfeito chega há uma obsessão desmedida, o que leva ao uso indiscriminado de diuréticos e laxantes ( Que provocam diarréias) o que acarreta perda de peso. Pessoas que se predispõem a esse tipo de transtorno, normalmente tem algum problema emocional e baixa auto-estima.
Esse problema que assola o mundo, está causando muita preocupação entre profissionais da saúde física e mental. Essa epidemia atinge 1% da população feminina mundial, entre 18 a 40 anos. O Brasil só começou a enxergar esse problema recentemente, inclusive colocando na teledramaturgia brasileira uma personagem com esse tipo de transtorno: Renata, interpretada pela atriz Barbara Paz.

Os transtornos mais conhecidos são a anorexia e a bulimia nervosa. Em todos os casos de transtornos alimentares, o doente desenvolve uma relação doentia com a alimentação, uma mistura de amor e ódio. Ou elas comem compulsivamente (no caso da bulimia) chegando a ingerir até 10 mil calorias em uma refeição para depois induzir o vômito. Como podem ficar dias a fio sem comer (caso da anorexia), sentindo repulsa das comida que lhe são oferecidas. Por mais apetitosa que os quitutes possam parecer.

Pessoas com esses tipos de transtorno se acham gordas, mesmos sendo esqueléticas, distorcem a sua auto-imagem diante de um espelho. Enxergando o seu próprio reflexo como o de uma pessoa obesa, mesmo que tenham 32 kilos. Podendo acarretar em sérios problemas psíquicos e uma deterioração física. Perdem os cabelos e a oleosidade da pele. Ocorre também complicações cardiovasculares, renais e endócrinas graves, levando a morte.
Traços característicos da personalidade Anorexia Nervosa são as seguintes: preocupações e cautela em excesso. Medo de mudanças, hipersensibilidade e gosto pela ordem
Outros traços desta personalidade seriam: Impulsividade, desorganização, preferência pelo novo, fácil desmotivação, extroversão, preocupação com modismos



ANOREXIA NERVOSA
A Anorexia nervosa é um transtorno emocional que consiste numa perda de peso derivada e num intenso temor da obesidade. Esses sentimentos têm como conseqüência uma série de condutas anômalas. A Anorexia Nervosa abrange preferentemente as mulheres e jovens entre 14 e 18 anos.





Os sintomas mais freqüentes são:
Medo intenso a ganhar peso, mantendo-o abaixo do valor mínimo normal.
Pouca ingestão de alimentos ou dietas severas
imagem corporal distorcida
Sensação de estar gorda quando se está magra
grande perda de peso (freqüentemente em um período breve de tempo)
Sentimento de culpa ou depreciação por ter comido
Hiperatividade e exercício físico excessivo
Perda da menstruação
Excessiva sensibilidade ao frio
Mudanças no caráter (irritabilidade, tristeza, insônia, etc.)


BULIMIA NERVOSA
A Bulimia Nervosa é um transtorno mental que se caracteriza por episódios repetidos de ingestão excessiva de alimentos num curto espaço de tempo (as crises bulímicas), seguido por uma preocupação exagerada sobre o controle do peso corporal. Excesso que leva a pessoa adotar condutas inadequadas e perigosas para sua saúde.
Os sintomas mais freqüentes são:

- Comer compulsivamente em forma ataques de fome e a escondidas,

- Preocupação constante em torno da comida e do peso,

- Condutas inapropriadas para compensar a ingestão excessiva com o fim de não ganhar peso, tais como o uso excessivo de fármacos, laxantes, diuréticos e vômitos auto-provocados.

- Manutenção do peso pode ser normal ou mesmo elevado,

- Erosão do esmalte dentário, podendo levar à perda dos dentes,

- Mudanças no estado emocional, tais como depressão, tristeza, sentimentos de culpa e ódio para si mesma.

índrome do Gourmet

As pessoas que sofrem dessa síndrome vivem preocupadas (mais que o normal) com a preparação, compra apresentação e ingestão de pratos especiais, diferentes e/ou exóticos. Podem continuar com esse tipo de preocupação e atividade, embora muitos tenham perdido o interesse nas suas relações sociais, familiares e ocupacionais.
Acredita-se que tal alteração possa ser conseqüência de lesões ou alterações funcionais no hemisfério cerebral direito, tais como tumores, traumatismos, hemiplegia, etc.



Transtorno Alimentar Noturno
É grande a incidência – de 1 a 3% da população – das pessoas que se levantam a comer pela noite, aindque continuem dormido. Não são conscientes do que fazem e não lembram nada ao despertar. Quando contamos o que fizeram, negam contundentemente. A despeito desses “assaltos” noturnos à cozinha, a maioria desses pacientes faz regime durante o dia. Também ocorre com alcoólatras, viciados e pessoas com transtornos do sono.



Pica
As pessoas com este transtorno se sentem impulsionadas a ingerir sustâncias não comestíveis: sabonete, argila, gesso, casquinhas de pintura, alumínio, cera, tijolo, etc. Isso pode acontecer em mulheres com tendência histérica, grávidas e como conseqüência de déficits alimentares sérios. Também é um hábito cultural de certos povos.



Síndrome de Prader-Willy
A Síndrome de Prader-Willi é um defeito que pode afetar as crianças independentemente do sexo, raça ou condição social. Sua natureza genética inclui baixa estatura, retardo mental ou transtornos de aprendizagem. Desenvolvimento sexual incompleto, problemas de comportamento característicos, baixo tono muscular e uma necessidade involuntária de comer constantemente. Implicando em uma necessidade de calorias reduzidas, levando invariavelmente à obesidade

Essa Síndrome deve seu nome aos doutores A. Prader, H. Willi e A. Labhart que, em 1956, descreveram pela primeira vez suas características. Acredita-se que exista um bebê com a síndrome, para cada 10.000-15.000 nascimentos.
É um problema congênito associado a um tipo de retardo mental. Essas pessoas não têm controle no aceso à comida, comem sem parar até que acabam morrendo. Parece estar relacionado com um mau funcionamento do hipotálamo. O Prozac ajuda controlar o problema que até então não tem cura.



Comedores compulsivos
Atualmente acha-se em estudo uma terceira categoria comum de Transtorno Alimentar; o Transtorno do Comer Compulsivo (“binge-eating disorder”), na qual os pacientes apresentam episódios de voracidade fágica (episódios bulímicos), mas sem se utilizarem de métodos purgativos depois, como acontece na









Bulimia Nervosa.
Estes pacientes são na maioria das vezes obesos e parecem se distinguir de obesos que não apresentam episódios de comer compulsivamente. Esta distinção ocorre pelo fato de apresentarem mais co-morbidade psiquiátrica . Tambem apresenta uma obesidade de maior gravidade.
O transtorno do comer compulsivo atinge três mulheres para cada dois homens, e tem uma prevalência de 2% na população geral de 30% entre as pessoas obesas que procuram tratamento para emagrecer.As pessoas com este transtorno apresentam freqüentes crises, durante as quais sentem que não podem parar de comer. Comem depressa e às escondidas, ou não deixam de comer o dia todo. Apesar desses pacientes se sentirem culpados e envergonhados por sua falta de controle, elas não apresentam atitudes compensatórias e compulsivas (vômito, laxantes…). Como os pacientes com Bulimia. Normalmente elas têm um histórico completo de fracassos em diversas dietas e regimes para emagrecimento. Normalmente são pessoas depressivas e obesas
Para o diagnóstico do Transtorno do Comer Compulsivo sugerem-se os seguintes critérios:



-Episódios repetidos de “binge eating” (ataques de comer)

- Durante os episódios, 3 dos indicadores abaixo devem estar presentes:

-Comer muito mais rápido do que o normal

-Comer até se sentir desconfortavelmente empanturrado

-Comer grandes quantidades de comida, mesmo sem fome.

-Comer sozinho, com vergonha da quantidade.

-Sentir-se culpado e/ou deprimido depois do episódio

Drunkorexia, ou Anorexia Alcoólica- A nova tendência



Termo criado nos EUA para definir o alcoolismo, associado a distúrbios alimentares. Este distúrbio é muito comum entre jovens e adultos de idade entre 20 e 40 anos, que ingerem bebidas alcoólicas no lugar da refeição. O ato restringe a absorção de calorias necessárias ao corpo humano sob o objetivo de manter um visual esbelto e na moda.
Esse transtorno, conhecido recentemente, está sendo mostrado, como já citado no texto de introdução, na novela de Manuel Carlos “Viver a Vida” pelo personagem de Barbara Paz.
Ter um corpo saudável e bonito é desejo de todos, mais ser capaz de tudo em nome da estética na minha opinião, é de uma extrema futilidade. É claro que nos casos de pacientes com transtornos alimentares, a preocupação com a estética vai além da mera vaidade, ela se torna um problema psíquico. Ser esbelto, ter formas perfeitas e simétricas virou meta de vida na nossa sociedade ocidental atualmente, que esquece o conteúdo para se preocupar com a forma. Os meios de comunicação exaltam que para ser bem sucedido na vida social, amorosa e profissional é imprescindível estar dentro dos padrões da ditadura da moda. Revistas exibem celebridades do cinema, televisão e top models com seus corpos invejáveis. Salientam que para se obter o êxito na vida, terão que adquirir formas semelhantes ao dos corpos esculpidos com perfeição. É assim que mulheres e homens, principalmente os adolescentes iniciam a ininterrupta briga com a balança e o espelho. O que na maioria das vezes resulta em transtornos e a morte.



A Vigorexia, um transtorno novo, que assola principalmente os homens, obcecados pelas formas perfeitas. Passam horas a fios na academia, até o extremo desgaste. Constantemente se olham no espelho e por mais perfeitos e musculosos que estejam, nunca é o bastante. Pelo excesso de anfetaminas que dão ao corpo uma maior musculatura, acabam se deformando sem terem consciência disto.
Meu conselho a meninos e meninas, homens e mulheres, se preocupem em malhar o intelecto, a sabedoria é a coisa mais importante que temos na vida. Com ela aprendemos a nos valorizar, a amar e ser amado, saborear as coisas boas da vida e lidar melhor com as decepções. Cuide da sua saúde é claro, faça exercícios regularmente (não em excesso). Para ter uma forma bonita e também que se sinta bem com você, mais principalmente saudável. Não faça dietas sem consultar um nutricionista antes!!!



Eu já fui magra demais e gordinha, sofri demais com a balança. Não que ainda não sofra. Mais hoje tenho consciência do meu valor como ser humano, como mulher e não são uns quilinhos a mais, ou a menos que vai me impedir de ser feliz. Quem não sofre quando está acima do peso e pensa que não vai atrair os olhares masculinos e femininos?



Todos nós sofremos com a balança ocasionalmente, porém o que a de mais belo no ser humano é o seu coração e sua alma .E o que esses unidos têm a oferecer ao mundo



Mais o seu poder de sedução não se resume ao seu corpo e sim a sua personalidade, inteligência, caráter e simpatia. Pelo menos eu adoto esses valores, em todos os setores da vida. E quem quiser que me acompanhe!



Suzana Olyver



Fontes:



Ballone, GJ – Transtornos Alimentares, in. PsiqWeb, Internet, disponível em



Imagens: Google



A Ditadura da Magreza

A Ditadura da Magreza - artigo escrito para a faculdade




Silicone nos seios, quadril simetricamente perfeito e um rosto que traduza beleza clássica. Estes são os requisitos para ser considerada bela, com um corpo ideal. Ilusão das mulheres, principalmente brasileiras. Cerca de 7% destas confessam ter feito algum tipo de cirurgia plástica, e 54% já considerou a idéia de submeter-se a um processo cirúrgico. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Dove, marca da Unilever, em dez países, dentre os quais apenas 2% das mulheres se dizem belas.

Há alguns anos o modelo da bela mulher era bem diferente e ter algumas gordurinhas a mais era sinal de beleza e saúde. O espartilho era a moda, modelava a silhueta da mulher deixando-as mais bonitas e elegantes. Este já era um sinal da ditadura da moda, já que muitas usavam o espartilho tão apertado que além de não permitir que ela se curvasse, comprimia o seu aparelho digestivo, atrofiava os músculos, espremiam as costelas, os rins e o fígado, levando-as por muitas vezes ao desmaio.





Hoje ser magra é quase que uma obrigação entre as mulheres. Quem tem alguns quilos ou curvas além do desejado já se sente obesa e entra em guerra com a balança. Isso porque, depois de algumas descobertas médicas de que a gordura excedente pode trazer malefícios à saúde, o padrão de beleza mudou radicalmente. E a pressão pelo corpo perfeito só aumentou levando milhares de mulheres de todo o mundo a uma rotina ditatorial para se igualarem as modelos esqueléticas que desfilam nas passarelas do mundo da moda, como se aquelas poucas fossem a maioria e fosse obrigatório a todas as mulheres vestirem manequim 36.
Esta obsessão em busca do corpo perfeito, que leva as mulheres a problemas como anorexia e bulimia, rende lucros bastante rechonchudos para os autores de dietas de todos os tipos que variam de tipo sangüíneo, dieta das celebridades (a “ortomolecular”) e mais um número exorbitante de remédios para emagrecer.

Atualmente, a criação de novos cosméticos e prática de cirurgias plásticas são tão freqüentes que se devem ter condições para corrigir ou esconder as imperfeições a todo custo. A insatisfação acompanha desde a seleção para emprego até o autocontrole emocional. O estereótipo de beleza contemporâneo é vendido pela mídia, e esta faz acreditar que é a receita para a felicidade. Uma Gisele Bündchen, por exemplo, pode fotografar e desfilar muito bem, mas, fora das passarelas, quem pode garantir que sua vida será sempre satisfeita e feliz?

No entanto, 13% das mulheres afirmaram que somente as top models são realmente bonitas. E ainda de acordo com a pesquisa, 68% das mulheres concordam que a mídia utiliza padrões irreais e inatingíveis de beleza. Percebendo que a identidade estética de cada ser humano é variável e particular, os especialistas indicam soluções mais saudáveis e eficientes a longo prazo, como a prática de esportes e as academias de ginástica.

Mas o culto ao corpo e a busca exagerada por uma beleza idealizada podem trazer conseqüências dolorosas, por vezes, irreversíveis. A inversão dos valores, o ter versus o ser, já é um traço característico da sociedade. A constante insatisfação pessoal e a depressão podem gerar um comportamento excluso à família e à sociedade.

A televisão, as revistas, o cinema, enfim todas essas mídias formadoras de opinião apresentam mulheres lindas, e magras sempre associadas com um bom nível social, fama, amor e dinheiro, o que cria uma ilusão em milhões de jovens e adolescentes que almejam para si esse ideal.





Há como fugir desse estereótipo? Difícil. A mídia cria o modelo, por exigência do mercado e os seres comuns do planeta correm atrás desse ideal de beleza.

Na Grécia antiga, Vênus de Milo mostrava um corpo feminino forte, sem os extremos exagerados que vemos entre a Renascença, onde a beleza feminina eram formas quase obesas e excessivamente arredondadas, e os espartilhos do século 19, que deixavam a “cintura de vespa”, até o emagrecimento absoluto que começou a ganhar força após os anos 60, do século XX. Até chegar ao corpo magro e malhado, ornado de músculos, do início do século XXI, onde as protuberâncias são obtidas com próteses e as gorduras sugadas em lipoesculturas.





A ditadura da moda, como toda ditadura que se preze, esta envolvida com alguns tipos de torturas físicas e psíquicas e para se chegar o mais próximo possível do padrão de beleza imposto em cada época já envolveu tratamentos estranhos, longos, dolorosos e caríssimos.



A indústria da moda ao ditar um padrão quase inatingível, ao apresentar modelos quase inverossímeis, distancia-se, cada vez mais, da realidade, ameaçando, assim, a sua própria continuação. Porque, de repente, pode haver um consenso de que por trás de tantas imposições existe na verdade, uma falsa arte. E as mulheres, principalmente, poderão começar a se cansar de serem rejeitadas em sua natureza por essa indústria e passarão a rejeitar não só as suas regras, mas a indústria da Moda como um todo,seus padrões de beleza e magreza, cansadas de estarem sendo privadas do prazer de viver com saúde em nome de um falso modelo de perfeição.
A busca descontrolada pelo corpo perfeito deve ser controlada. Mas quem deve fazer esse papel? Essa é uma responsabilidade de toda a sociedade, já que todos têm uma parcela de culpa nessa situação. Porém os meios de mídia abrangem muitas pessoas e de diversas classes sociais ao mesmo tempo. Logo seria plausível a idéia dos meios de comunicação começarem a desempenhar esse papel. Desse modo os responsáveis por criarem mais uma neurose na mente feminina ajudariam essas mesmas mulheres a serem mais felizes do jeito que elas são e sem precisar recorrer a médicos e pílulas para se sentirem confortáveis em sua própria pele.
Atualmente, verificamos a mobilização de alguns publicitários em favor da responsabilidade social nos anúncios. Olivetto, fundador da agência de propaganda W/Brasil, cita que para uma mensagem publicitária ser verdadeiramente efetiva na venda de um produto tem que fazer mais do que pura e simplesmente vender o produto. Tem que acrescentar algo de útil na vida do consumidor. "Não importa o que seja, mas tem de ter esse algo mais, porque assim é mais eficiente, assim é melhor negócio, assim é mais responsável com o quadro social e assim é mais contemporâneo", segundo Washington Olivetto.

Segundo Francisco Gracioso, presidente da Escola Superior de Propaganda e Marketing, os publicitários receitam o remédio, como aplicar a responsabilidade social nas propagandas, mas eles próprios nunca tomam. Diante desta consideração e da constatação de colocar ênfase na responsabilidade social da propaganda, um grupo de publicitários composto por ele, Hiran Castelo Branco, José Roberto Whitaker Penteado, Christina Carvalho Pinto e Ricardo Guimarães estão elaborando um Código da Responsabilidade Social da Propaganda.
"Eu acredito na real beleza, aquela que está em todas as cores, idades, formas e tamanhos. Eu acredito na beleza maior, que vem da alma."

Postado por Diário de Perséfone às 17:42 Disponivel em: http://delas.ig.com.br/saudedamulher/os+mitos+dos+transtornos+alimentares/n1237888438005.html Acesso em 23 de dezembro

Os mitos dos transtornos alimentares



Conheça algumas ideias equivocadas sobre doenças como bulimia e anorexia

Leoleli Camargo, iG São Paulo
23/12/2010 10:28


Foto: Getty Images

Magreza: corpo perfeito é um obsessão de quem tem transtornos alimentares
Os transtornos alimentares são caracterizados por alterações doentias do comportamento em relação aos alimentos e à alimentação.
Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o problema é mais comum em mulheres, e pode afetar entre 1% e 4% da população feminina mundial ao longo da vida. Uma estatística que pode pular para 15% se contados os casos menos intensos – que não preenchem os critérios clássicos da doença – marcados pela adoção apenas eventual de laxantes, diuréticos, moderadores de apetite, dietas malucas, vômito induzido e prática compulsiva de exercícios físicos.
Parte dos casos menos intensos, infelizmente, evolui para um dos três transtornos alimentares mais frequentes: a anorexia, a bulimia ou a compulsão por comida. Em comum, além do elevado risco de morte, portadores destes transtornos compartilham uma intensa preocupação com o peso e uma imagem distorcida do próprio corpo.
Na cartilha com informações e orientações sobre transtornos alimentares, a Associação Nacional de Distúrbios Alimentares (NEDA), dos Estados Unidos, esclarece mitos sobre este grupo de doenças. Veja a seguir os principais.
Parar de comer ou provocar vômitos são escolhas pessoais
As pessoas não optam por desenvolver transtornos alimentares. Bulimia, anorexia e compulsão por comidasão doenças que se desenvolvem ao longo de um período de tempo e requerem tratamento apropriado.
Transtornos alimentares só afetam mulheres

O problema também afeta homens. Embora existam poucos dados estatísticos sobre o perfil masculino dos transtornos alimentares, aproximadamente 25% dos diagnósticos de anorexia são feitos em meninos, por exemplo.
Homens com transtornos alimentares tendem a ser gays

As preferências sexuais não têm correlação alguma com o desenvolvimento de transtornos alimentares.
Anorexia é o transtorno alimentar mais grave

Todos os transtornos alimentares podem ter consequências físicas e psicológicas. Embora a perda de peso excessiva seja uma característica da anorexia, efeitos nocivos de outros transtornos alimentares podem ameaçar a vida – como a desidratação aguda provocada pelo vômito induzido da bulimia.

Bulimia e anorexia podem ser detectadas no dentista

Conheça o transtorno dismórfico corporal

Ninguém morre de bulimia

Apesar das taxas de morte por bulimia serem menores do que as por anorexia, os portadores da primeira têm risco aumentado de morte súbita por conta dos vômitos induzidos – eles interferem no equilíbrio entre a água e os sais minerais do corpo – e também pelo uso frequente de laxantes e diuréticos.
Fazer dieta é um comportamento normal da adolescência

É fato que a preocupação com a alimentação e com o próprio corpo virou um comportamento “normal” da vida adolescente no mundo ocidental. No entanto, dar atenção excessiva a essas duas coisas pode aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares. Monitorar qualquer dieta do adolescente e estimular uma alimentação com foco na saúde, no bem-estar e em uma imagem corporal saudável é o melhor caminho.
Pessoas com anorexia nunca comem

A maioria dos anoréxicos come. Entretanto, pessoas com a doença tendem a comer porções muito pequenas, alimentos com poucas calorias ou combinações estranhas entre alimentos. Alguns podem comer chocolates no café da manhã e não comer mais nada no resto do dia. Outros podem comer uma folha de alface com mostarda a cada duas horas. Os comportamentos alimentares da anorexia são muito individuais. A cessação total da alimentação é algo muito raro de acontecer, mas pode causar desnutrição e morte em apenas algumas semanas.Transtornos alimentares estão relacionados apenas com aparência e beleza
Doenças como anorexia e bulimia são problemas mentais e têm muito pouco a ver com aparência ou beleza. Isso é evidenciado pela continuação do problema mesmo depois que a pessoa alcança a meta inicial de peso. Transtornos alimentares normalmente estão associados a questões como controle e autoestima baixos, e frequentemente existem como parte de transtornos mentais maiores, como depressão, ansiedade ou transtorno obsessivo compulsivo (TOC).
Menores de 15 anos não têm transtornos alimentares

Em geral, a anorexia é um transtorno que raramente tem início antes da puberdade. Já a bulimia é mais comumente detectada do final da adolescência até os 20 anos ou mais. Ainda assim, as duas doenças já foram diagnosticadas em crianças de sete e oito anos.
É impossível ter dois transtornos alimentares ao mesmo tempo

A associação de dois transtornos é comum. Alguns indivíduos vêm e vão entre a anorexia e a bulimia. Metade dos anoréxicos se transforma em bulímico ao longo da doença.



Leia mais sobre: saúde • transtornos alimentares • dietas • bulimia • anorexia •
Disponivel em: http://delas.ig.com.br/saudedamulher/os+mitos+dos+transtornos+alimentares/n1237888438005.htmlAcesso em 23 de dezembro

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

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