sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Beleza está em 7o. lugar na preferência dos solteiros

Homens valorizam outras qualidades antes da estética, como fidelidade, sinceridade e romantismo

Redação, iG São Paulo
25/08/2011 10:44



Uma pesquisa realizada com mais de dezoito mil solteiros de todo o Brasil mostrou que a beleza não é o fator mais importante para os homens que buscam uma parceira. De acordo com os dados divulgados pelo site de relacionamentos ParPerfeito, a “beleza física” ficou na sétima colocação do ranking que lista as onze principais qualidades desejáveis no sexo oposto. Fidelidade, sinceridade, determinação, romance e união são as cinco características mais procuradas por eles nas mulheres.
Com relação ao tipo físico da mulher ideal, os números revelam que os homens apreciam formas mais harmônicas no corpo feminino, mas essa não é a questão central na busca de um amor. Para a pergunta “Que tipo físico você gostaria que sua parceira tivesse?”: 33% disseram que “tanto faz”; 23% preferem alguém “em forma”; 19% querem alguém com peso médio; 11% desejam as magrinhas; 7% valorizam aquelas que estão “um pouco acima” do peso; 4% gostam do corpo feminino “musculoso”; e 3% apontaram o tipo “pequeno” como preferido. Ninguém votou no tipo “muito acima do peso” como o melhor.

Para conquistar uma mulher o visual é ainda menos importante. “Beleza física” amargou o décimo lugar no ranking delas. Contudo, problema mesmo é o desemprego: mais da metade (55%) não se relacionaria com um homem que não estivesse trabalhando no momento – enquanto apenas 11% deles se oporiam a namorar uma mulher desempregada.
Confira o ranking das onze principais características que os homens solteiros buscam numa parceira:


1º Lugar: "Alguém Fiel"

2º Lugar: Sinceridade

3º Lugar: “Pessoa decidida, que sabe o que quer da vida”

4º Lugar: Romantismo

5º Lugar: "Alguém que goste de cuidar de mim, de fazer tudo junto”

6º Lugar: Personalidade idealista e sonhadora, “para construir uma vida realmente a dois”

7º Lugar: Pessoa que valorize e mantenha sua beleza física

8º Lugar: Alguém mais tradicional, que valorize a família e “goste de ficar em casa”

9º Lugar: Pessoa divertida, descontraída e que “não valorize padrões estéticos”

10º Lugar: Que goste de liberdade e saiba dar espaço

11º Lugar: Tipo moderno, que curta lugares da moda



Leitura para solteiros:

Procura-se um amor online

Como seduzir o homem de cada signo

Sites de namoro ganham força

O que NÃO fazer no primeiro encontro

Amor, casamento e filhos

A pesquisa respondida anonimamente pelos usuários do site ParPerfeito revelou ainda outros anseios de homens e mulheres:

- Na visão masculina a expressão “Eu te amo” quer dizer “Eu quero passar o resto da minha vida com você”, enquanto para a maioria das mulheres ela simplesmente demonstra que “Eu quero você na minha vida”.
- Enquanto 58% dos homens querem ser pais, a proporção de aspirantes a mãe é bem menor: apenas 43% responderam ter esse desejo.
- Está fora de moda a velha ideia de que mulher quer casar e homem não. Hoje a proporção de homens e mulheres que buscam o matrimônio é muito equilibrada, aponta o estudo

acesso em 26 de agosto
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Entenda o segredo da boa forma dos chineses



A Medicina Tradicional Chinesa defende o uso de ervas e alimentos para melhorar a saúde
Por que os chineses são mais magros? Além de por questões genéticas, a maioria dos especialistas destaca que a dieta equilibrada e baseada nos hábitos de saúde taoístas e a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) mantêm essa população no peso ideal. A prova de que o segredo da magreza dos chineses está na dieta e em hábitos de vida equilibrados é que até os mais magros estão começando a engordar com a chegada do hambúrguer e outros tipos de fast-food. "A obesidade é uma doença que aumenta lentamente no mundo todo. O excesso de peso afeta a circulação, a pressão arterial e pode, inclusive, provocar câncer", explicou Wendy Shao, especialista em Medicina Tradicional Chinesa do Beijing United Family Hospital and Clinics (BJU), um dos mais caros da capital chinesa.
Produtos naturais, acupuntura e massagens

A MTC, uma prática preventiva de três mil anos de antiguidade e cuja efetividade continua sendo objeto de estudo e controvérsias para a ciência ocidental, combina o uso de ervas medicinais, dietoterapia, massagens e acupuntura para resolver os problemas de obesidade.
Procedente de uma família de mulheres especialistas em MTC, Wendy deu uma série de conselhos gerais, como evitar a perda de peso rapidamente por meio do uso de produtos ditos "milagrosos", já que podem produzir problemas cardíacos.



De fato, alguns medicamentos chineses à base de efedra e exportados através da internet foram proibidos nos Estados Unidos por conterem uma substância ilegal, o cloridrato de fenfluramina, que estava associada à problemas no coração e cuja venda foi proibida em 2009 na China.



Wendy defendeu o uso de produtos naturais, sem componentes químicos, para equilibrar todo o corpo: "este é o núcleo do meu tratamento, combinado com a acupuntura e as massagens".



Segundo ela, a maioria de seus pacientes conseguiu reduzir entre 5% e 10% de seu peso e melhorar a aparência de sua pele, que costuma sofrer com as mudanças bruscas de peso.



Seus tratamentos começam por equilibrar o interior mediante acupuntura e massagens e depois com chás a base de ervas, entre elas a do fruto do cratego chinês, a raiz de kudzu e a de sementes de cássia.



Wendy assegurou que estes chás não provocam efeitos colaterias e contêm numerosos flavonóides (antioxidantes), como a citrina, e outros componentes que, combinados em função de cada pessoa, podem ajudar a perder peso ao reduzir o apetite e ativar o metabolismo e o funcionamento do sistema digestivo colaborando para a evacuação, a eliminação dos triglicerídeos e na redução do colesterol.



"Trata-se de fazer com que a beleza e a saúde se encontrem e não de perder saúde a fim de se conquistar beleza", recomendou a especialista. Como parte de seu tratamento, a acupuntura desempenha um papel fundamental, pois através dela "se pode influir no sistema digestivo e reduzir a ansiedade a fim de que os pacientes comam menos, além de melhorar a circulação, enquanto as massagens incidem nos mesmos pontos para conseguir efeitos similares".



A especialista recomendou que, para emagrecer, as pessoas devem procurar um um profissional experiente em MTC, já que cada caso exige remédios individualizados para que o corpo recupere o equilíbrio e, com ele, a saúde, a beleza e a magreza.



Equilibrando o ¿Yin¿ e o ¿Yang¿

O objetivo do diagnóstico pela MTC é equilibrar os elementos "yin" (negativo) e "yang" (positivo). A MTC se baseia na natureza e no poder das ervas e dos alimentos, que têm quatro características: frio, quente, temperado e fresco; e cinco sabores: salgado, ácido, doce, amargo e picante.



O tratamento consiste em usar remédios com uma natureza e sabor opostos ao do problema a fim de neutralizá-lo.



Cada uma destas características tem uma influência diferente. Por exemplo, os alimentos ácidos atuam sobre o fígado e a vesícula biliar, os amargos favorecem a drenagem e atuam sobre o coração e o intestino, os salgados lubrificam e atuam sobre o rim e os doces tonificam o baço, o pâncreas e o estômago. Da mesma forma, os alimentos quentes revigoram, os neutros harmonizam e os frios adstringem.



Wendy recomendou perder peso gradualmente, a um ritmo de entre 5% e 10% do peso em dois meses, já que mais rápido que isso não é considerado saudável. Além disso, aconselha aos pacientes que reduzam ou abandonar de vez hábitos alimentares ocidentais, como o abuso de café e de pizzas. "É preciso comer muitos vegetais e frutas. E substituir o café por chá verde ou Chá Pu-erh, que não só ajudam a perder peso, mas são ricos em antioxidantes que mantêm a juventude".



Para a MTC também é muito importante ter paz de espírito e praticar esportes. Por este motivo, a especialista recomendou descansar após as refeições e, depois, praticar alguma atividade física, como uma caminhada em ritmo acelerado.



"Se a linfa flui, o corpo emagrece"

Lili Lu, famosa por seus tratamentos naturais herdados de gerações de praticantes da MTC, também disse acreditar que não há milagres, portanto a pessoa precisa manter uma alimentação equilibrada e praticar esportes. Ela assegurou que é esse o segredo da beleza de atrizes chinesas como Li Bingbing, Xu Qi, Gao Yuanyuan e da francesa Juliette Binoche.



Os antepassados de Lili trataram tanto dos aristocratas da dinastia Qing como dos funcionários de Mao Tse Tung e passaram para ela a receita contra a acne a base de mel que a tornou famosa entre a colônia estrangeira em Pequim como "Sugar Mama".



De seu salão em Pequim, o Royal Family Beauty and Health Care, ela revelou à Agência Efe que os melhores alimentos para o verão, ricos em antioxidantes, são brócolis, tomate, pepino e arando.
"A medicina chinesa age para que todo o corpo esteja são. Acho que é importante conhecer como se distribui o sistema linfático por todo o corpo (...). Se a linfa flui sem obstáculos, então o corpo emagrece", explicou a esteticista.
Por isso, entre as recomendações que Lili dá a seus clientes está caminhar diariamente por 20 minutos em um ritmo acelerado, para que o corpo sue, promovendo a circulação do sangue, mantendo a fluência do sistema linfático, expulsando as toxinas e reduzindo o peso. Ela recomendou ainda alimentos com fibras, comer muito no café da manhã e pouco para jantar, e dedicar entre 20 e 40 minutos diários para a prática de atividades físicas.
"Não sou a favor de a pessoa emagrecer reduzindo a quantidade de comida, acho que o exercício é o melhor método. O esporte ajuda a digerir a comida e melhora o tom dos músculos", destacou.
A esteticista, que tem 56 anos, 1,68 metro de altura e 60 quilos, explicou que mantém essa proporção graças a sua rotina: a primeira coisa que ela faz ao se levantar é tomar uma colherada de mel e água, depois se exercita durante 20 a 40 minutos, faz uma refeição que inclui tomate, pepino, maçã, carnes, frutas, leite, queijo e ovos. O jantar costuma ser mais leve, a base de peixe e carnes branca, para que a digestão seja rápida.
Ela afirmou que na sua idade é preciso consumir mais alimentos ricos em cálcio e vitamina D, incluindo queijo e soja.
"Acho que o leite, os ovos, o sol e atividades físicas são quatro fatores essenciais para se manter a saúde. A vitamina D também é importante."

DIVERSAS OPINIÕES CORPORAIS SÃO SEMPRE ACEITAS PARA SEREM REFLETIDAS

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Homens fazem mais cirurgias plásticas



Menos preconceito tem aumentado o público masculino dos consultórios.

Mesmo que eles muitas vezes escondam, já não é de hoje que a procura dos homens por procedimentos estéticos vem aumentando. O fenômeno acontece desde meados da última década de 70.



Com a mudança de costumes – como a entrada da mulher no mercado de trabalho – e o incentivo da mídia, o homem passou a prestar mais atenção no ambiente ao seu redor e a ter vontade de cuidar da aparência, recorrendo aos recursos que a cirurgia plástica pode oferecer.
Começou então a procura do público masculino pelas clínicas de estética, pelas técnicas de rejuvenescimento (cremes, aplicações de botox) e pelas cirurgias plásticas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o número de homens entre as pessoas que se submetem a este tipo de cirurgias saltou de 8% para 28% nos últimos dez anos. Em 2009, das 645,4 mil cirurgias plásticas realizadas no país, 119,2 mil foram em homens.
"Diferente do que acontecia há cinco anos, hoje os homens não têm mais vergonha de falar que fizeram algum procedimento estético. Conversam sobre o assunto abertamente e sem medo de preconceitos. Os homens estão assumindo este lado vaidoso", afirma o cirurgião plástico do Einstein, Dr. Pedro Vital Neto.
"Contudo, a cirurgia plástica em homens tende a ser mais complexa tecnicamente, em função de características do organismo masculino", explica.
De acordo com o médico, quase 80% dos homens têm uma noção errada do que é, por exemplo, uma lipoaspiração. "Existem aqueles que chegam ao consultório querendo eliminar a ‘barriga dura’, só que a lipoaspiração é indicada para pessoas magras e que possuem gordura localizada", afirma o Dr. Pedro Vital Neto.



Do que eles mais gostam?

Algumas técnicas são mais procuradas pelo público masculino. Entre elas estão: cirurgias para eliminar calvície, papadas, pálpebras caídas, rugas e bolsa sob os olhos. Também têm bastante procura correção de nariz, lipoaspiração, ginecomastias (para eliminar glândulas mamárias) e, atualmente, muitos já estão aderindo às próteses de tórax, coxas e panturrilhas.



O ranking de procedimentos mais procurados está basicamente relacionado à idade. Quando adolescentes, os meninos procuram fazer cirurgias de correção de nariz, de abdome e lipoaspiração; já cirurgias de rejuvenescimento começam a ser feitas com o avanço da idade, mais ou menos a partir dos 40 anos.



"Não existe idade certa para fazer a primeira cirurgia estética, o que existe são oportunidade e avaliação médica", afirma o médico.



"Os procedimentos não mudaram muito durante o tempo. As técnicas utilizadas ainda são as mesmas, o que mudou mesmo foi, cada vez mais, a procura por uma boa aparência. E a forma de pensar do homem", conclui o cirurgião.



Publicada em agosto/2011.


http://www.einstein.br/espaco-saude/bem-estar-e-qualidade-de-vida/Paginas/homens-fazem-mais-cirurgias-plasticas.aspx

BRASILEIRAS ADEREM A CIRURGIA DE AUMENTO DE GLÚTEOS .

A busca pelo corpo perfeito tem levado cada vez mais mulheres e homens aos consultórios de cirurgias plásticas. Pesquisa realizada recentemente pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (da sigla em inglês ISAPS), aponta que o Brasil perde apenas para os EUA em números de procedimentos. O levantamento apontou também que, aumento de seio e de bumbum, estão entre os procedimentos mais procurados pelas brasileiras.


O que chama atenção nos dados da pesquisa é justamente a procura pelo aumento de glúteos, uma vez que as brasileiras são consideradas referência quando o assunto é bumbum. A procura pela cirurgia vem sendo percebida nos consultórios de cirurgia plástica, isso deve-se pela busca do corpo mais curvelíneo e pelo fato da cirurgia ter se modernizado ao longo dos anos. Além disso, as mulheres estão deixando de lado o pré-conceito sobre o silicone no bumbum.
O que antes era sinônimo de desconforto e resultados por vezes insatisfatórios, passou a ser mais simples e com resultados muito similares ao bumbum natural. A incisão atualmente é menor e fica quase imperceptível, além da recuperação ser muito mais rápida. Em cinco dias a paciente consegue se sentar, ao contrário de antigamente quando a paciente esperava quase 10 dias para retornar às suas atividades normais.
Dentre os procedimentos existentes estão a lipoenxertia e a bioplastia, ambas eficazes, mas a prótese de silicone glútea é a que consegue um resultado mais natural às mulheres. A melhor opção para que deseja ter um bumbum avantajado e ao mesmo tempo natural, é a prótese de silicone glútea.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), estima-se que cerca de seis mil cirurgias do tipo tenham sido realizadas no último ano. Entretanto, o procedimento mais procurado entre as brasileiras continua sendo a prótese mamária. O que está ocorrendo é que muitas mulheres estão perdendo o medo da cirurgia de prótese de glúteo, que é o procedimento ideal para quem deseja aumentar o bumbum e deixá-lo com uma aparência natural.

Dr. Gustavo Tilmann – CRM/SP 93139


Turismo médico põe Brasil em negócio de US$ 60 bi

São Paulo- O Brasil tornou-se definitivamente um polo de tratamentos médicos e estéticos para estrangeiros, um negócio que mundialmente movimenta US$ 60 bilhões por ano , principalmente entre europeus e americanos em busca de cirurgia plástica, correção estética e tratamento na área odontológica e ortodôntica. O custo até 30% menor é um dos atrativos, além do know-how de especialistas e de hospitais que oferecem qualidade certificada internacionalmente.

De acordo com Mariana Palha, organizadora do evento Medical Travel Meeting Brazil, que acontece este mês no WTC, em São Paulo, as boas perspectivas do segmento se baseiam em dados como os cerca de 180 mil estrangeiros que estiveram nos últimos três anos no País, para tratamento de saúde. "Os dados são do Ministério do Turismo", destaca.
A previsão para os próximos anos é de incremento de 35% da procura de estrangeiros por serviços médicos, e a meta é criar uma 'força-tarefa' de divulgação internacional para aproveitar os holofotes centrados no País por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas, entre 2014 e 2016. "O número [de crescimento de 35% até 2016] é composto não só com base nos investimentos destinados ao segmento, mas também em função do crescimento de estrangeiros que virão ao País para a Copa e as Olimpíadas", crê.
Apesar da ascensão, o turismo médico deve ser visto com atenção, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada e titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. "É atemorizador ver agências de viagens intermediando cirurgias", diz.


Queixas sobre forma do nariz podem indicar sinais de doença mental

22 de agosto de 2011, Ciência e Saúde Por Márcia Wirth
Queixas repetidas a respeito do tamanho ou da forma do nariz podem indicar sinais de doença mental. A Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos não recomenda a rinoplastia para pacientes que apresentam dismorfia corporal.

 Uma a cada três pessoas que procura a rinoplastia – cirurgia plástica do nariz – têm sinais de transtorno dismórfico corporal, uma condição de saúde mental em que a pessoa tem uma preocupação exagerada com ligeiros defeitos, reais ou imaginários, na aparência. As descobertas são de um estudo, publicado recentemente na edição de agosto da Plastic and Reconstructive Surgery, realizado com 266 pacientes avaliados por cirurgiões plásticos na Bélgica, durante um período de 16 meses.
Os pacientes – todos candidatos a fazer uma rinoplastia – foram convocados a responder um questionário para avaliar os sintomas de transtorno dismórfico corporal. Entre aqueles que procuram o procedimento por razões médicas – para corrigir um problema de respiração, por exemplo – apenas 2% dos pacientes apresentaram sintomas da doença. Mas entre os pacientes que procuram mudar o seu nariz por razões cosméticas, 43% mostraram sinais da doença, expressando uma preocupação razoável e muita angústia em relação ao próprio corpo, apesar de apresentarem narizes que “eram relativamente normais”. Ao todo, 33% dos participantes do estudo apresentaram sintomas da doença.
A pesquisa apresenta uma taxa surpreendentemente alta de transtorno dismórfico corporal entre pacientes que procuram a rinoplastia. Estudos anteriores demonstraram que cerca de 10% dos pacientes que procuram a cirurgia plástica sofrem desta condição. Neste estudo recente, os pesquisadores não encontraram nenhuma relação entre o nível de transtorno dismórfico corporal e o nível de “anormalidade no nariz”. Em muitos casos, os pacientes, que mostravam sinais da doença, muitas vezes, estavam reclamando de narizes que a maioria das pessoas consideraria normal.
Os pesquisadores apontaram que novos estudos são necessários para determinar se as pessoas que procuram a rinoplastia têm maiores taxas de transtorno dismórfico corporal do que aquelas que procuram outras cirurgias estéticas, tais como o lifting facial, por exemplo.
O que é preciso esclarecer…

“Mesmo diante dos resultados encontrados, é importante destacar que uma pessoa que demonstra angústia com sua aparência, por causa de um nariz muito proeminente ou disforme, não necessariamente apresenta sinais de transtorno dismórfico corporal”, esclarece o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.
“Sabemos que a insatisfação com a imagem corporal é algo comum e é ela que nos leva a procurar um cirurgião plástico. Mas, a partir do momento em que esta insatisfação começa a interferir no nosso dia-a-dia, impedindo-no de manter relações sociais normais – como um namoro ou um trabalho – devemos nos preocupar, pois os pacientes com muitos sintomas de dismorfia corporal são incapazes de manter uma rotina saudável”, explica Ruben Penteado.
Segundo um dos autores do estudo, David B. Sarwer, é normal estar insatisfeito com a própria aparência, mas a maioria das pessoas saudáveis não permite que “pequenas falhas faciais” ou “corporais” atrapalhem suas vidas. Já os pacientes com dismorfia corporal transformam “a falha” numa obsessão, num pensamento fixo, que nunca sai de suas mentes. Estas pessoas estão sempre pensando em seu nariz, verificando a própria imagem no espelho ou numa superfície reflexiva, além de evitarem situações em que as pessoas possam ver seu perfil. Toda esta angústia pode dificultar muito a concentração nos estudos ou no trabalho.

A Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos não recomenda a rinoplastia para pacientes que apresentam dismorfia corporal. “É um erro operar estas pessoas porque as chances de que estes pacientes fiquem satisfeitos depois da cirurgia são mínimas, não importa o quão boa a forma do nariz possa se apresentar, depois da rinoplastia”, avalia o diretor do Centro de Medicina Integrada.
Na prática clínica, conta Ruben Penteado, é comum encontrar pacientes que claramente apresentam sinais de transtorno dismórfico corporal, mas, muitas vezes, é difícil convencê-los a procurar a terapia. “Muitas vezes os pacientes que têm este problema não conseguem olhar para si mesmos, para suas necessidades. É difícil até mesmo fazer contato visual. Estes pacientes tendem a se fixar no espelho na sala de exames e olham para si todo o tempo”, conta Ruben Penteado, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Entendo a preocupação das pessoas com o formato do seu nariz, afinal de contas ele é a peça central do rosto das pessoas. Mas o mais importante é sentir prazer nos cheiros e aromas que a vida pode nos apresentar

Organização do Miss Itália veta candidatas com plástica

Patrizia Mirigliani, organizadora do
 Miss Itália,quer candidatas com pudor


A organização do concurso de Miss Itália vetou as candidatas que fizeram cirurgias plásticas. E as restrições não acabam por aí: as participantes não podem usar extensões no cabelo e lentes de contato.



Os responsáveis pelo evento ainda recomendam que as mulheres usem manequim 38 e que leiam, pelo menos, três livros ao ano, além de jornais todos os dias.

Segundo Patrizia Mirigliani, organizadora do concurso, as novas orientações são importantes para dar exemplo de "graça e pudor" às mulheres do País. "Eu gostaria que a nova Miss Itália tivesse um comportamento baseado na moderação", afirmou ao jornal La Repubblica.
Patrizia quer misses como Lucía Bosé, Silvana Mangano e Sophia Loren. "São moças bonitas sem artifícios ou camuflagens", explicou.
O regulamento também diz "os saltos altos só devem ser usados se o contexto permitir e se a moça tem certeza de manter um andar elegante durante todo o tempo".

ENFIM TRAÇOS ETNICOS E NATURAIS SERÃO CONSIDERADOS

Será que a Zara é a única vilã da história?

Empresas como a Nike, Marisa, Collins e Penambucanas já passaram o que a Zara está passando e sabem o quanto a exploração do trabalho escravo pode repercurtir negativamente em suas marcas e estratégias. Ainda mais neste caso, em que autoridades brasileiras emitiram 52 autos de infração contra duas oficinas de costura subcontratadas pela Inditex (proprietária da marca Zara no Brasil), após constatarem que seus ateliês também serviam de moradia para os funcionários, que suas jornadas de trabalho eram superiores a 12 horas e os salários eram de no máximo R$ 458. Ou seja, vivendo em condições sub-humanas, sem direito a sair da casa em que trabalhavam, exceto por questões de saúde.


Para Giuliana Cassiano Orlandi, auditora fiscal que participou de todas as etapas da fiscalização, a superexploração dos empregados, que tiveram seus direitos laborais e previdenciários negados, aumentam as margens de lucro para as empresas e funcionam como motivação para os empregadores. "Tudo isso gera uma redução no preço dos produtos, caracterizando o dumping social, uma vantagem econômica indevida no contexto da competição no mercado, e uma concorrência desleal".



Denise Von Poser, professora de comunicação com o mercado do curso de pós-graduação da ESPM, compartilha da mesma opinião, incluindo o fato de que, assim como o mundo se abriu para a China, sem levar em consideração as condições precárias de trabalho que os chineses vivem, muitos imigrantes se submetem a trabalhar nessas condições por acreditar que elas são melhores do que em sua terra natal. “Há dois lados nessas histórias que envolvem o trabalho escravo. De um está a empresa, que não deveria ter como meta querer ganhar 100% de lucro em cima da exploração humana. Do outro, o empregado, que não deveria se deixar submeter a essa precariedade desde o início”.



Ainda no caso da população chinesa, ela acredita que é questão de tempo até que ela amadureça diante de um mercado que se abre cada vez mais e passe a reinvidicar seus direitos. “O trabalho escravo no Brasil não é de hoje e os refletores só estão em cima da Zara por se tratar de uma marca conceituada. Mas, e aquelas pequenas oficinas de costura, de fundo de quintal, que existem no Brasil em grandes centros comerciais, mas que ainda não foram descobertas, como fica? Só boicote, por parte dos consumidores, não resolve o problema”, conclui Denise.



É fato que toda ação de fiscalização, por parte dos órgãos competentes e da sociedade, seja válida para reprimir qualquer tipo de movimento de trabalho escravo. Mas pelo que parece, a culpa não recai apenas sobre as grandes companhias, mas também sobre os governantes e a sociedade, que às vezes aceitam essas condições, mesmo estando cientes da exploração, e consomem, por mais que a origem dos produtos seja questionável.



A versão da Zara nessa história

O grupo Inditex informou hoje (18) que pretende revisar o sistema de produção de seus fornecedores no Brasil, em colaboração com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), para garantir que não haja exploração dos funcionários.
Além disso, a companhia espanhola exigiu dos fornecedores responsáveis pela subcontratação irregular que revertam à situação imediatamente. O fornecedor, por sua vez, assumiu as compensações econômicas aos trabalhadores e vai corrigir as condições trabalhistas de sua terceirizada.
"Esse caso representa uma grave infração ao Código de Conduta para Fabricantes e oficinas externas da Inditex, que esse fabricante havia assumido contratualmente", explicou a multinacional em comunicado.
No Brasil, são cerca de 50 fornecedores estáveis que somam mais de 7.000 empregos e, conforme a companhia, seu sistema de auditoria social permite assegurar que as condições de trabalho na cadeia de produção tenham "um nível geral ótimo".

Fonte: Repórter Brasil

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O CULTO DO CORPO FEMININO NA OBRA PORCARIAS: UMA NOVA UTOPIA

Gilda Carneiro Neves - Seg, 15 de Agosto de 2011 15:30
Caderno de Resumos do II Seminário Discente e II Mostra de Pesquisa do Departamento de Letras e Artes, promovido pelo PPGLI/UEPB - 2011
O CULTO DO CORPO FEMININO NA OBRA PORCARIAS: UMA NOVA UTOPIA

(Orientadora: Maria Goretti Ribeiro)

Este trabalho disserta sobre a representação do feminino numa perspectiva sócio-cultural e mito-poética com o objetivo de investigar na obra Porcarias da escritora francesa Marie Darrieussecq, a influência e as conseqüências da “nova” utopia do culto do corpo jovem das mulheres contemporâneas. A obra narra a estória de uma jovem que pouco a pouco se vê transformada em porca. Sob a forma de um monólogo, ela relata sua história, descrevendo os primeiros sintomas de sua metamorfose física (sua carne que vai se arredondando e se tornando cor-de-rosa, a erupção de mamilos em seu tórax...) e psíquica (sua aversão repentina a salsichas, linguiças e carnes industrializadas). A narradora relata também seu cotidiano completamente transtornado por causa de sua transformação e a dificuldade de gerenciar esta nova realidade e sua nova situação. É um romance que se insere na categoria de Literatura Fantástica, e pode ser categorizado de sátira social. A princípio a narradora é de uma ingenuidade surpreendente. Trabalhando em uma casa de massagens que também funciona como perfumaria, a personagem principal não se dá conta de que na verdade está sendo prostituída. Ela é tratada pelos homens que freqüentam a casa de massagens, na melhor das hipóteses, como um saco de batatas ou simplesmente um objeto sexual, e recebe de seu patrão, como presente, os produtos de beleza vencidos, como se ela fosse uma porca, servindo-se dos restos imprestáveis ao consumo normal. E esta situação (o uso de cosméticos vencidos) se prolonga por tanto tempo, que uma metamorfose acontece e ela acaba virando uma porca. Pretendemos traçar um perfil da narradora, identificando seus dramas e conflitos enquanto escrava do mito da beleza e do corpo perfeito, considerando a realidade da mulher de carne e osso que existe na atualidade, seus valores e desvalores, segundo os padrões de beleza impostos pela ideologia masculina e pelas exigências da sociedade de consumo. Analisaremos a condição feminina na sociedade capitalista que manipula a mulher e investigaremos se os problemas causados pelo culto ao corpo têm influência sobre a situação de submissão, discriminação, exclusão e exploração da mulher que sofre a ação rotuladora e discriminatória da sociedade atual, e até que ponto as práticas agressivas para a manutenção da beleza do corpo perfeito, juntamente com a pressão psicológica sofrida pela personagem, contribuíram para o processo de metamorfose relatado no texto em análise. Nosso trabalho será dividido em três capítulos. No capítulo um abordaremos o corpo filosófico e em nosso constructo teórico estamos trabalhando o que é metamorfose, o que é o corpo e o imaginário do corpo. No capítulo dois, que chamaremos de “corpo imaginário”, traremos as noções aplicadas na análise do texto, utilizando os conceitos de corpo pesquisados e utilizados no capítulo um. Discorreremos acerca do corpo mítico, mostrando a idealização ocidental do corpo, e do corpo simbólico, centrando-nos na metamorfose que aconteceu na obra “Porcarias”. E finalmente, no capítulo três, estudaremos o corpo social (enfatizando principalmente como a mulher tem que se apresentar nas várias situações e nos vários lugares ), o corpo cultural (que problematiza a prostituição feminina do ponto de vista social e cultural) e também o corpo erótico (que na obra em questão dá margem, inclusive, a pesquisar sobre o canibalismo).

Escravos da moda


Exploração de trabalho em condições degradantes em fábrica de fornecedoras da grife Zara em São Paulo mancha reputação da marca espanhola por Flávio Costa


O CONTRASTE: Fachada de loja da rede em São Paulo e detalhes da confecção em Americana: trabalhadoresamontoados em meio à sujeira em um espaço sem ventilação tinham jornadas sem descanso





A trajetória ascendente da grife espanhola Zara levou seu fundador, Amancio Ortega, ao posto de sétimo homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 31 bilhões. O frisson provocado pela entrada no mercado brasileiro, em 1999, transformou a marca em item obrigatório no closet das consumidoras de classe média. Mas uma mancha surgiu em meio à tamanha opulência. Na semana passada, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) descobriram um esquema de utilização de mão de obra escrava em três fábricas de fornecedoras da Zara, em São Paulo, nas quais 68 trabalhadores recebiam poucos centavos por peça produzida em condições subumanas.

O caso rapidamente tornou-se o assunto principal nas redes sociais e um dos tópicos mais comentados do Twitter. Críticas severas, avisos de boicotes e piadinhas como “o diabo veste Zara” se reproduziram de maneira viral. Tragada pelo escândalo, a controladora do grupo, a Inditex, que faturou US$ 15,8 bilhões em 2010, emitiu nota eximindo-se de culpa: “Ao ter conhecimento dos fatos, a Inditex exigiu que o fornecedor responsável pela terceirização não autorizada regularizasse a situação imediatamente. O fornecedor assumiu totalmente as compensações econômicas dos trabalhadores tal como estabelece a lei brasileira e o Código de Conduta Inditex.” A empresa disse estar disposta a colaborar com as autoridades brasileiras.

Mas Zara terá que fazer muito mais para limpar sua reputação, da mesma forma que outras multinacionais do ramo da confecção, envolvidas em exploração de trabalhadores em condições degradantes. “É uma crise de caráter. Os consumidores identificam a empresa com desonestidade, com má-fé. O primeiro erro já foi cometido após a crise: transferir a culpa para fornecedoras”, afirma José Eduardo Prestes, consultor há 12 anos em gestão de crise e professor de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing. “A proporção que o escândalo atingiu exige que a liderança mundial da empresa, Amancio Ortega, se posicione publicamente.” Segundo Prestes, a empresa deveria mostrar que medidas foram tomadas para sanar o problema.Palavras não deverão ser suficientes para impedir que os responsáveis pela Zara respondam por ações penais no Brasil, cujo crime de utilização de trabalho escravo está tipificado no Código Penal. A investigação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho e pelo MTE começou em maio, na cidade de Americana, interior paulista, onde se descobriu uma oficina com 52 funcionários (46 bolivianos, cinco brasileiros e um chileno) trabalhando em péssimas condições e com remuneração mínima. Metade da produção da fábrica, que foi fechada na época, era destinada à grife espanhola. O resto, segundo a procuradoria, era das marcas Ecko, Gregory, Billabong, Brooksfield, Cobra d’Água e Tyrol, que serão instadas a regularizar a situação. A apuração levou ao descortinamento de toda uma cadeia produtiva, na qual os direitos mais básicos do trabalhador eram desrespeitados. Tornou-se comum, no Brasil, aliciar bolivianos e colocá-los em locais insalubres para a fabricação de vestuário popular. A prática ilegal chegou ao mundo das grifes.



Em duas oficinas, 16 bolivianos amontoavam-se em um espaço exíguo entre enormes volumes de peças, em meio à sujeira, falta de ventilação e com fiação elétrica exposta. Não havia descanso. A jornada diária era de até 16 horas e a remuneração, irrisória. O dono da oficina recebia apenas R$ 6 por calça jeans fabricada. Deste valor, apenas um terço era dividido para os trabalhadores. Na loja, a mesma peça é vendida por R$ 135, em média. No Brasil, a Zara possui 31 lojas e 50 fornecedores fixos. “Os trabalhadores estavam submetidos a condições análogas à de escravo. A Zara é responsável direta, pois toda a produção era destinada à empresa”, afirma Fabíola Junges Zani, procuradora do Trabalho. As multas podem chegar a R$ 1 milhão.

sábado, 20 de agosto de 2011

Susanne Eman consome 21 mil calorias por dia e diz que pode chegar “saudável” a sua meta porque se exercita e mede a pressão.


A estadunidense Susanne Eman, de 32 anos, tem hoje 317 quilos. Seu objetivo é superar os 700 quilos para se tornar a mulher mais gorda da história, segundo a agência Barcroft Media.

Susanne (foto), que tem dois filhos e mora em Casa Grande, no estado do Arizona, quer chegar a pesar 360 quilos até o fim deste ano. Para atingir a meta, ela tem devorado quantidades de alimentos cada vez maiores. Susanne consome 21 mil calorias a cada dia, distribuídas em três refeições gigantes, que incluem desde 12 tacos de carne a 4 litros de refrigerante no café da manhã e no jantar.

Apesar das críticas, a americana diz que pode atingir seu objetivo de forma “saudável”, pois tem se exercitado e medido a pressão arterial diariamente. Ela decidiu engordar depois que não conseguia parar de ganhar peso naturalmente.Apesar das advertências de seu médico, Susanne disse que quer provar que as pessoas podem engordar com “saúde” e mostrar que não tem nada de errado em ser gordo.
“Aos 30 anos, eu estava navegando pela internet e encontrei um site sobre as mulheres obesas mais bonitas do mundo. Eu descobri esse mundo e simplesmente fiquei muito empolgada com a idéia de realmente ser como aquelas pessoas [...]. Decidi que queria ser gorda, mas de uma maneira saudável e feliz. Com 226 kgs, eu decidi que estava pronta”, escreveu em sua página eletrônica.

Plástica depois dos 70 e até 80 anos vira moda nos EUA

Número de pacientes da terceira idade cresce cada vez mais nos consultórios de cirurgia plástic


A bisavó Marie Kolstad colocou implante nos seios
Aos 83 anos, Marie Kolstad tem uma vida rica. Tem um emprego de período integral e uma vida social ativa, ocupada com 12 netos e 13 bisnetos. Mas havia uma coisa que precisava melhorar, diz ela: seu corpo. Na sua idade, diz Marie, "seus seios vão para um lado e seu cérebro para outro". Então, há algumas semanas, a viúva californiana se submeteu a uma cirurgia de três horas para levantar e colocar implantes nos seios - operação que custou cerca de 13 mil reais.
"Fisicamente, estou em boa saúde, e sinto que devo tirar vantagem disso", afirma. "Minha mãe viveu muitos anos, e deduzo que é isso que vai acontecer comigo também. E quero que minhas crianças tenham orgulho de minha aparência".

Marie é uma das muitas septuagenárias, octogenárias e até nonagenárias que estão lustrando seus anos de ouro com a ajuda de cirurgiões plásticos. De acordo com a Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética, em 2010 houve 84.685 procedimentos cirúrgicos em paciente de 65 anos ou mais. Eles incluem 26.635 lifts de face; 24.783 operações de pálpebra; 6.469 lipoaspirações; 5.874 reduções de seios; 3.875 lifts na testa; 3.339 lifts de seio e 2.414 implantes de seios.

Com exceção de um breve período durante a recessão americana, esses números vêm crescendo de forma consistente há anos, e especialistas dizem que a tendência é que o crescimento acelere agora que os baby boomers estão passando dos 65 e entrando na terceira idade. Mas o crescimento da prática também aumenta a preocupação sobre segurança.
Por quê?
As razões para fazer cirurgia em pacientes mais velhos são tão variadas quanto os próprios pacientes, dizem especialistas. Alguns chegam saudáveis a uma idade mais avançada e querem que seu físico esteja de acordo. Outros buscam novos parceiros. Há os que ainda estão trabalhando ou procurando trabalho, e querem parecer tão jovens quanto seus concorrentes.

E outros estão simplesmente cansados de queixos duplos, braços que balançam e pálpebras caídas.
Gilbert Meyer, um produtor aposentado que sobre sua idade revela apenas ser "acima de 75", procurou um cirurgião plástico no ano passado para operar a pálpebra e o pescoço. "Estava me olhando no espelho e não gostei do que estava começando a ver. Então decidi fazer algo a respeito", diz Meyer. "Por que não ter a aparência tão boa quanto puder quando puder?"
Mary Graham, uma dona de restaurante de 77 anos, fez um lifting facial e colocou implantes nos seios no começo do ano. "Só vou ao médico para fazer plástica", diz. Mary planeja abrir um novo restaurante nos próximos meses. "Trabalho sete dias por semana. Quero que minha aparência seja tão jovial quanto me sinto".
O cirurgião de Mary, Daniel Man, afirma que tem visto um número cada vez maior de pacientes acima dos 70 anos. "Essas pessoas são saudáveis e querem ser uma parte ativa da sociedade".
Riscos

Qualquer tipo de cirurgia apresenta riscos. Mas são poucos os estudos que focam em pacientes mais velhos que se submetem a cirurgias estéticas. Um deles, publicado em junho, aponta que os riscos na população acima de 65 anos não são maiores do que no resto da população. Pesquisadores da Cleveland Clinic revisaram o histórico médico de 216 pacientes que se submeteram a liftings faciais ao longo de três anos. Eles não encontraram diferenças significativas no número de complicações ao comparar pacientes com idade média de 70ª um grupo com média de 57 anos."O que estamos dizendo é que não é a idade cronológica que é tão importante, mas sim os aspectos fisiológicos", diz James E. Zins, autor do estudo e chefe do departamento de cirurgia plástica da Cleveland Clinic.
Todos os pacientes de seu estudo passaram por testes para diagnosticar problemas de saúde como doenças cardíacas e pulmonares, diabetes e pressão alta, além do uso de medicamentos como anticoagulantes, que poderiam causar complicações. Mas nem todos os pacientes maduros pode ser tão selecionados, então suas descobertas não significam necessariamente que os riscos sejam mínimos entre os pacientes idosos.
"Existe uma idade em que teoricamente as complicações se tornam mais prováveis?", questiona. "Isso significa que pacientes de 75 anos podem se submeter a um lifting facial com o mesmo risco de complicações dos pacientes mais jovens. Não temos números suficientes para responder a esta questão".

Liftings faciais podem ser realizados com sedação, mas outros procedimentos precisam de anestesia geral, o que pode ser arriscado em pacientes idosos. Os mais velhos também podem demorar mais a se recuperar, e o resultado pode não durar tanto, diz o cirurgião plástico Michael Niccole

Críticas

Alguns críticos da tendência questionam se os benefícios são maiores que os riscos, que, por sua vez, podem ser subestimados. Harriet A. Washington, autora de dois livros sobre ética médica, pergunta como pacientes mais velhos podem fazer uma opção consciente quando tão pouco é sabido sobre os riscos, especialmente para aqueles com condições crônicas, como diabetes, osteoporose e problemas cardíacos. "É uma daquelas coisas que começam a se infiltrar entre nós, e acho que, como de hábito, nós aceitamos a tecnologia antes de termos realmente aceitado questões e dimensões éticas", diz.
E enquanto a maior parte dos estudos indica que as pessoas se beneficiam psicologiamente dos prtocedimentos estéticos, uma minoria passa por alguma "turbulência emocional", diz David Sarwer, professor de psicologia da University of Pennsylvania School of Medicine.
"Há repercussões psicológicas reais a esses procedimentos, que frequentemente não são descritas no processo de consentimento", afirma.
Estranheza

Mas, supondo-se que o paciente é saudável, cumpre os pré-requisitos e entende os riscos, por que as pessoas costumam ficar tão melindradas com a idéia de idosos se submetendo a cirurgias plásticas?
Nancy Etcoff, professora-assistente da Harvard Medical School que estuda biologia e crenças sociais sobre beleza, acredita que isso acontece devido aos sentimentos dúbios que nossa cultura tem em relação a idosos à procura de parceiros. "Parte de nosso estereótipo dos idosos é que eles são pessoas sociais, queridas e afetuosas, mas sem força e sem sexo", afirma. "Estamos na era do Viagra, que é muito bem aceito, mas de repente a ideia de idosos, ou, principalmente, idosas, querendo ser sexualmente atraente em sua idade nos deixa desconfortáveis. Se uma idosa quer recuperar suas pálpebras ou ter seios que ela não precisa esconder sob uma cinta, por que não?"
Marie se perguntou a mesma coisa.
"No meu tempo, ninguém pensava em aumentar os seios nem nada assim", diz. "Mas hoje em dia as mulheres saem e nunca recebem uma segunda olhada se aparentam sua idade. Acho que você deve manter sua aparência física, mesmo que você só queira uma companhia ou alguém que te convide para jantar. E isso não vai acontecer se você não tiver a aparência que eles querem"
disponível em: http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=7&idnot=60385 acesso em 20 de agosto

Turismo médico aumenta a cada dia


Aaumento do turismo médico, onde os pacientes viajam para fora de seus países para fazer suas cirurgias plásticas, colocou em questão a base do relacionamento médico-paciente e está colocando em perigo muitas pessoas que procuram por cirurgias plásticas mais baratas. As taxas de complicações das cirurgias realizadas nestas circunstâncias são alarmantes.

Um artigo publicado na edição de agosto da Aesthetic Surgery Journal, intitulado Complicações do Turismo Cirúrgico Internacional, menciona um recente estudo realizado, nos Estados Unidos, que mostra um aumento nas taxas de complicações pós-cirúrgicas em pacientes que retornam de cirurgias feitas fora do país.
"É importante salientar que complicações após a cirurgia plástica não significam exatamente negligência médica. No pós-operatório da cirurgia plástica podem aparecer hematomas, infecção pós-cirúrgica, drenagem lenta dos cortes ou problemas de cicatrização, como necrose dos tecidos ou deiscência de suturas. Algumas destas complicações que podem surgir podem ser muito difíceis de serem corrigidas", esclarece o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.
"É temeroso ver agências de viagens intermediando cirurgias para seus clientes com cirurgiões com os quais nunca se encontraram. Os pacientes não têm nenhuma garantia de que seu cirurgião está adequadamente treinado e qualificado para realizar o procedimento ao qual serão submetidos", diz o cirurgião plástico.
No Brasil e no mundo, existe um conceito errado de que qualquer pessoa com um diploma médico pode realizar com segurança qualquer procedimento cirúrgico. A legislação em todo o mundo está mudando para refletir esta crescente preocupação de que os pacientes estão sendo tratados cirurgicamente por indivíduos incompetentes e não treinados, fora de seus países. De acordo com dados da ISAPS, International Society of Aesthetic Plastic Surgery, diversos países, como Itália, Rússia, México, Colômbia e Canadá estão liderando o caminho com novas regulamentações que controlam quem realiza qual procedimento específico, em quais pacientes e em quais instalações. Este também é o caso na Dinamarca. A Alemanha e a França já possuem regulamentações restritas há vários anos.

Para Ruben Penteado, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (com MW-Consultoria de Comunicação).




Kate Winslet cria liga contra cirurgia plastica


Kate Winslet é defensora assídua da beleza natural! A atriz, de 35 anos, já criticou o uso de Photoshop em suas campanhas e tem se revelado cada vez mais contra ao uso de botox e cirurgias plásticas.





Para concretizar esse ponto de vista, ela criou o que chama de “Liga Britânica Anti Cirurgia Plástica”, junto com Emma Thompson e Rachel Weisz. “Nunca vou me render. Vai contra a minha moral, a criação que meus pais me deram e o que julgo ser a beleza natural. Eu sou uma atriz, eu não quero congelar a expressão do meu rosto", disse Winslet.


“Estamos nessa onda horrível baseada na juventude, onde todo mundo tem que ter carinha de 30 anos quando tem 60″, completa Emma Thompson.
A terceira do grupo, Weisz, acrescenta dizendo que pessoas que parecem perfeitas demais não são sexy ou necessariamente lindas.Será mesmo que o trio anti-plástica nunca vai se render e entrar na faca? A iniciativa é bem interessante, mas com certeza as atrizes vão ganhar algumas inimizades por aí.

Exposição feminina na mídia é tema de discussão na PARAÍBA

18/08/2011 às 00:04:43
Exposição feminina na mídia é tema de discussão no II EPCOM/UEPBpor Assessoria EPCOMO Departamento de Comunicação Social e a Universidade Estadual da Paraíba estão realizando desde o dia 16 o II Encontro de Pesquisa em Comunicação – EPCOM. O evento, que tem como tema central Comunicação na Pós-Modernidade: Memória e Imagem das Culturas aborda o universido da pesquisa na área e em áreas afins à Comunicação Social.




Na  quarta-feira, 17, foi realizado o minicurso “Corpo, mídia e subjetividade: Os contornos do feminino cotidiano.” Ministrado pela professora e coordenadora do curso de jornalismo da Faculdade Maurício de Nassau de João Pessoa, Ms. Patrícia Monteiro, o minicurso teve como principal assunto abordado a temática relacionada à questão dos contornos do corpo feminino na mídia contemporânea. De acordo com a professora, a sociedade contemporânea é marcada pela inquietação social de modificar algo no corpo e o discurso jornalístico reforça essa ideia associando-a à questão da aparência através do status jornalístico promovido pelas revistas e colunas sociais.
Durante o minicurso a professora apresentou seu objeto de estudo Mídia e Cotidiano baseado nas edições da revista de cunho popular: ”Sou Mais Eu” escrita através dos relatos das assinantes que tem como objetivo a questão do mostrar e ser visto. Dessa forma, o corpo feminino é apresentado como mercadoria. Ainda de acordo com a Professora, a mídia proporciona uma relação direta de compra e venda de histórias de vidas, em que as notícias sobre o corpo são os produtos comercializados, “a mídia representa uma extensão do corpo humano que deseja e necessita ser exibido”, ressalta Patrícia.
A interação dos participantes durante e após o mini curso foi bastante satisfatória, alunos de diversas instituições estiveram presentes e elogiaram o trabalho desenvolvido pela ministrante.
O II Encontro de Pesquisa em Comunicação é uma promoção do Departamento de Comunicação Social da UEPB e conta com o apoio do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Cultura e Desenvolvimento e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação. Maiores informações podem ser obtidas através do email assessoriaepcom2011@gmail.com, ou através dos telefones (83) 87391181, (83) 88143169 e (83) 88797150.
PARABENS PELO ENCONTRO

Atrizes britânicas unem-se em campanha contra cirurgias plásticas



Publicado em Agosto 19, 2011 por Evan do Carmo

Três atrizes britânicas uniram-se, em Hollywood, a favor de uma campanha contra cirurgias plásticas. Kate Winslet, Emma Thompson e Rachel Weisz criaram a “Liga Britânica Contra a Cirurgia Plástica”.


Emma, Kate e Rachel criaram a Liga Britânica Contra a Cirurgia Plástica Foto: Reprodução


Aos 35 anos, Kate disse em entrevista ao jornal inglês “The Telegraph”, que ela e as amigas resolveram tornar-se ativistas contra a pressão de Hollywood para que as mulheres façam cirurgias plásticas.
“Eu nunca cederei”, disse. “Vai contra os meus princípios, contra a maneira como os meus pais me educaram e contra o que eu considero a beleza natural. Eu sou uma atriz. Não quero congelar a expressão do meu rosto”, disse a estrela.
Emma Thompson concorda em gênero, número e grau. “Eu não vou mexer em nada no meu corpo. Nós vivemos em uma sociedade louca pela juventude, na qual todo mundo tem que parecer ter 30 anos quando tem 60.” Já Weisz afirmou que as pessoas que parecem perfeitas demais “não são sexy ou particularmente bonitas”.

Disponivel: http://evandocarmo.wordpress.com/2011/08/19/atrizes-britanicas-unem-se-em-campanha-contra-cirurgias-plasticas/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Artistas espanhola recria editorias de moda com mulheres comuns

MARINA GURGEL


DE SÃO PAULO


A artista espanhola Yolanda Dominguez colocou mulheres reais fazendo poses de modelo para criticar indústria da moda




Atriz imita pose de modelo e perturba transeuntes

Cena como essas são comuns em editoriais de moda, mas não fazem nenhum sentido na vida real. Cansada de não se identificar com as revistas femininas, a artista Yolanda Dominguez, 34, resolveu criar a série "Poses". Nela, mulheres normais imitam as poses non-sense das modelos, para mostrar que não há identificação das mulheres com os editoriais de moda.
"Tente olhar para uma revista feminina como se você fosse um alien que não sabe nada sobre mulheres. Como você definiria as mulheres que aparecem lá? Absurdas, artificiais. Eu tentei expressar a forma como muitas mulheres se sentem ao ver revistas: a gente não se identifica com esse tipo de mulher, nós somos muito mais que isso. Eu usei 'Poses' para mostrar o quão absurdo aquilo é", disse Dominguez.


Atriz faz pose de modelo e lixeiro pensa que ela passou mal



Adicionar legenda
Para o cômico trabalho de sair às ruas brincando de estátua, a artista recrutou atrizes de todas as idades, "para mostrar que as mulheres, de no máximo 23 anos e 54 quilos, representam apenas 5% da população e nem isso, já que elas são retocadas por Photoshop".



Durante o experimento, as pessoas que viram as atrizes de Dominguez achavam que tratava-se de loucas ou doentes.
"As pessoas se importaram com as mulheres e pensaram que algo errado estava acontecendo. Muitas tentavam ajudá-las, outras se afastavam, riam ou faziam cara de interrogação. O meu preferido foi uma menina no McDonalds, que disse que aquilo era muito assustador e alertou as mesas vizinhas para chamarem uma ambulância caso acontecesse de novo."



A artista espanhola Yolanda Dominguez
Para Dominguez as poses realmente glamurosas são qualquer uma que "exalte a mulher em seu jeito, sua personalidade... Não há necessidade de se torcer e retorcer ou fazê-las parecer mortas ou doentes."
Segundo ela, o mesmo não acontece com os homens que não fazem papel de ridículo.
"Enquanto que nas fotos as mulheres parecem mortas e malucas, por que os homens não fazem essas poses? Eles estão sempre endireitados, saudáveis e bem-sucedidos. Talvez seja porque os fotógrafos são homens? Isso é algo para se pensar."

http://f5.folha.uol.com.br/humanos/960977-artista-recria-editoriais-de-moda-com-mulheres-comuns.shtml
ARTISTAS TAMBÉM REFLETEM SOBRE O ASSUNTO E NÓS???

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Anorexia e bulimia podem prejudicar a fertilidade

Mulheres com anorexia e bulimia podem demorar mais para engravidar do que mulheres sem esses transtornos alimentares, aponta um novo estudo.

Pesquisadores do Reino Unido pediram a 11.088 grávidas para preencher questionários na 12ª e 18ª semanas de gestação. Entre as mulheres, 171 (1,5%) tiveram anorexia em algum momento de suas vidas, 199 (1,8%) tiveram bulimia, e outras 82 (0,7%) haviam tinham experimentado ambas as condições.
A maior proporção das mulheres com transtornos alimentares levou mais de seis meses para conceber em comparação com aquelas sem história de transtornos alimentares (39,5% contra 25%). No entanto, os pesquisadores constataram que as mulheres com transtornos alimentares não eram mais propensas a demorar mais de 12 meses para engravidar.
Mulheres com anorexia ou bulimia foram mais de duas vezes mais propensas a engravidar com a ajuda de tratamentos de reprodução assistida: 6,2% contra 2,7% nas sem os transtornos.

O estudo também constatou que 41,5% das mulheres com anorexia, disse que sua gravidez não foi planejada, em comparação com 28,6% das mulheres na população em geral. Isto sugere que as mulheres com anorexia tendem a subestimar suas chances de engravidar, acreditam os pesquisadores.
“Esta pesquisa destaca que há riscos para a fertilidade associados aos transtornos alimentares. No entanto, as altas taxas de gravidez não planejada em mulheres com histórico de anorexia sugerem que elas podem estar subestimando suas chances de engravidar”, disse a autora Abigail Easter, do Instituto de Psiquiatria do Kings College, de Londres (Reino Unido).
"As mulheres que planejam engravidar devem, idealmente, procurar tratamento para seus sintomas de transtorno alimentar antes da concepção e os profissionais de saúde devem estar cientes da possibilidade desses problemas ao investigar a fertilidade e fornecer tratamento para engravidar", acrescentou.


 acesso em

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Perigo mirim




Nasci com cabelos escorridos, finos, e sempre usei compridos na infância. Quando comecei a me entender por gente, lá pelos 16, 17 anos, passei a encaracolá-los: fiz 4 ou 5 permanentes para dar "jeito" naqueles fios. Adulta e com menos vontade de usar química, passei a usar gel e outras coisas para ondular. Adorava meus cabelos compridos e cheios de onda e olha que a Gisele nem andava desfilando por aí. Parei de usar tanta coisa há pouco tempo, agora, só tratamento mesmo. Tem valido a pena, mais libertador ;)
Minha sobrinha mais velha nasceu com cachos e até hoje (está com 19 anos) tenta alisá-los. Usa chapinha, alongamento, progressiva, e por aí vai. A sobrinha do meio, ao contrário, cabelo liso e comprido, não entende porque não ganha umas ondas nas madeixas (mas, nunca fez nada porque só tem 13 anos). É assim mesmo: o sexo feminino nunca está satisfeito com o que tem, principalmente em se tratando de cabelo.
Acho a vaidade saudável desde que não seja neurótica, nem atrapalhe a vida social. Pois é: tem gente que não sai de casa de não estiver "montada", nem vai malhar para não desmanchar a escova.
Por isso me assustei tanto com uma reportagem da Record sobre a vaidade infantil. Gente, crianças, me-ni-nas de 9 anos fazendo drenagem, indo ao spa (uma porque "engordou" 1 kg), outra fazendo sobrancelha e etc. E as bocas, então? Batom vermelho, unhas roxas, olhos pintados. Meus deuses, que medo! Cadê as mães dessas criaturas?
Acho o máximo criança comendo direito, brincando enquanto se exercita, usando filtro solar para proteger a pele, vestindo roupa bacaninha. Mas, é só. Mais do que isso é puro despropósito.
Outro dia, falei durante um evento que tanta coisa boa que existe hoje (principalmente os anti-age) deveria existir há 15 anos. Com certeza, minha pele seria bem melhor, pois teria começado a cuidar mais cedo. Hoje se fala que a idade ideal para iniciar um tratamento é aos 25. Mas, gente, aos 9 não dá, simplesmente, não dá. É inaceitável também imaginar que profissionais se sujeitem a "tratar" uma criança só porque estão sendo pagos.
Enfim, a indústria daqui a pouco começará a atentar para essa tendência. Ou avisando na embalagem que alguns produtos são inapropriados para o consumo infantil, ou fabricando outros, mais compatíveis com a vaidade mirim. Será o fim do mundo? Não, é o consumo mais consciente tentando tentando se ajustar ao fim do bom senso.


BELO TEXTO A SER REFLETIDO POR TODOS.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

OS DIFERENTES PAPÉIS DA MULHER BRASILEIRA NO SÉCULO XIX

OS DIFERENTES PAPÉIS DA MULHER BRASILEIRA NO SÉCULO XIX






Sociedade patriarcal em constante mutação em inúmeros segmentos. Sociedade dominada pelo homem que fez da mulher criatura diferente, ofuscando suas qualidades e habilidades. Sim, exigia-se beleza dela, para Gilberto Freire[1], uma beleza mórbida, quase doentia que oscilava entre o tipo franzino e a senhora gorda.

O Brasil do século XIX regia as regras sociais para a mulher através da diferenciação dos sexos. Diferenciação dos sexos onde o padrão duplo de moralidade privilegiava o homem no que se referia absolutamente a tudo.

Um país basicamente rural começava a ingressar em nova fase durante o século XIX, convivência entre a estrutura escravista e as primeiras praticas capitalistas, alguns lugares incorporaram com maior rapidez as inovações que chegavam, iluminação a gás, bondes puxados a burro, os primeiros protótipos das lojas comercias, modernidade convivendo com escravos perambulando nas ruas dos centros urbanos e rurais.

Mudanças estruturais, conjunturais e comportamentais. O comportamento feminino ia mostrando características que incomodavam os conservadores, na verdade quase toda uma sociedade conservadora. Mary Del Priore [2] observa que, com essas mudanças vinham também idéias expostas em obras literárias que influenciavam as relações entre os sexos, homens e mulheres não tinham a mesma vocação e essa diferença é que fazia a felicidade de cada um. Inspirado no romantismo francês o debate que circulava entre os sexos era coberto de metáforas religiosas, possuir pudor era requisito indispensável para entrar na categoria de Santa.

O cotidiano dessas mulheres durante o século XIX baseava-se nos afazeres domésticos, muitas delas não tinham interesse para a instrução, a consciência de mudança através do conhecimento era quase inexistente, quase.

Mal entravam na adolescência já estavam se preparando para casarem-se , com vinte e poucos anos já eram cercadas de filhos. Tudo poderia ou acontecia durante a missa dominical, ponto de encontros de muitos namoros, olhares, desejos. A proximidade entre os opostos era permitida em nome de “Deus”, a missa servia como desculpa para muitos cochichos e piscadelas.
As moças das áreas rurais também faziam desse evento social, a missa, um momento de liberdade para conquistar e deixarem-se ser, iam atraentes para impressionar, um verdadeiro jogo de sedução mútua, o momento era único e somente semanal, pois fora do contexto da missa, era raro o momento em que homens e mulheres podiam falar-se.



Aliás, raros momentos sim, mas sempre davam um jeitinho de fazê-lo, utilizavam-se de vários artifícios, bilhetes, olhares, sacadas de janelas, notas de jornais.

Os romances literários rondavam os pensamentos das moças, romances que instigava o desejo de escolha do amor verdadeiro, ficavam nas entrelinhas, a escolha do amor verdadeiro nesse momento ainda pertencia ao patriarca.

Os diferentes papéis da mulher brasileira durante o século XIX vão surgindo lenta e distintamente, desde pequenas as moças recebiam uma forma de educação diferenciada dos meninos. As negras ficavam isentas desse processo sistemático de escolarização, para essas meninas escravas a educação acontecia no dia a dia, na violência do seu labor, na luta pela sobrevivência, na resistência, na fuga, mesmo após o fim da escravidão não vimos resultados concretos, diretos e imediatos que proporcionassem oportunidades de ensino para os negros libertos.

Guacira Lopes Louro[3] diz que para as meninas índias e pobres a situação era semelhante, escolas públicas não recebiam as descendentes indígenas, para elas a ação religiosa como instrumento de educação serviu de certa forma para apagar a identidade, moldar uma nova, sem força.

As meninas pobres estavam desde muito cedo envolvidas nas tarefas domésticas, no trabalho da roça, no cuidado com os irmãos menores, essas tarefas tinham prioridade, eram maiores do que a escolarização.

Para as filhas dos grupos sociais privilegiados, o ensino da leitura, da escrita e das noções básicas de matemática vinha acompanhado das aulas de piano, francês, aulas que eram ministradas em suas próprias casas ou em escolas religiosas. Eram incentivadas para desenvolverem habilidades domésticas que incluía domínio com a agulha, culinária, bordados, rendas, mando das criadas, domínio da casa. Para muitos grupos dessa sociedade do século XIX, as mulheres deveriam ser mais educadas do que instruídas, não havia a necessidade dela obter conhecimentos além daqueles que ajudasse a consolidar a sua moral e os bons princípios, o que contava não eram seus desejos ou necessidades, mas sim sua função social, o pilar de sustentação do lar.

As últimas décadas do século XIX apontam para a necessidade de educação para a mulher, vinculando-a a modernização da sociedade, a higienização da família, a construção da cidadania dos jovens, a educação feminina deveria permanecer sobre a égide e influencia cristã, quer dizer, católica.

A família brasileira conviveu com uma diversidade de modelos durante este século de tantas metamorfoses, ela tinha que se amoldar ao progresso e inovações que batiam as suas portas, se transformavam de acordo com tensões, conflitos, conjunturas demográficas, econômicas e culturais. A família patriarcal se revestia de
aura de harmonia, como se naquele momento esses lares fossem únicos portos de paz, no entanto sabemos que não eram assim e que não há esquema linear de evolução da família brasileira, havia sim, uma forte resistência e adaptação a inclusão de novos conceitos e paradigmas, principalmente ao que se referia à emancipação feminina em diversos anglos.

Há centenas de exemplos no século XIX de mulheres que souberam dizer o que queriam e pensavam de Nízia Floresta, passando por Augusta Candiani, Ana Jacinta de São José, Chiquinha Gonzaga e inúmeras heroínas anônimas, tantas Marias, Antonias, Josefas, Franciscas, tantos nomes, rostos e atitudes conhecidas ou não, que foram mostrando para este modelo de sociedade que resistia e reprimia a aceitação de suas transformações, essas tantas mulheres souberam dizer sim ao abolicionismo, ao republicanismo, a importância da educação feminina, ao divorcio, souberam dizer não à exclusão que consideravam injusta, lutando por uma emancipação que tivesse relação direta com a modernidade e a democracia.

Utilizavam recursos como a escrita e a palavra para se tornarem visíveis a vida pública, adquirir instrução suficiente para ter acesso à vida profissional constituiu não somente no século XIX, mas desde o inicio da nossa história uma luta que mobilizou mulheres de diferentes camadas sociais.

Mulheres que foram abrindo brechas e tomando para si poderes, antes só permitido ao homem, ampliando fronteiras, desconstruindo os destinos premeditados, fragmentando o contentamento com sua propalada inferioridade física e mental, colocaram para fora sua inteligência e energia em espaços privados e públicos, ultrapassaram obstáculos que não nasciam apenas das representações de uma sociedade machista, mas das árduas condições de vida que tiveram de enfrentar, encontraram formas variadas de ser e pensar.

José Murilo de Carvalho[4] observa que a representação da mulher como símbolo da liberdade, não era uma alegoria muito presente entre os republicanos brasileiros, segundo ele, no Brasil a figura feminina ligada a República foi a da mulher pública, a prostituta, utilizada pelos caricaturistas da época para representar a desilusão com o novo regime, o autor diz que a visão da República como prostituta é evidente e difundida por diversos autores da época. Comparando a representação da mulher na República francesa com a brasileira, o autor ressalta que na França as mulheres representaram papel real nas revoluções que começaram em fins do século XVIII e adentraram o XIX e que o uso simbólico da imagem feminina seria uma compensação para sua exclusão real por parte dos homens, esse símbolo tem certamente a ver com a mulher do povo que se envolve nas lutas políticas, no Brasil oitocentista e copiador de quase tudo da França, vê-se uma situação antagônica, não havia povo político masculino, muito menos feminino, esse simbolismo feminino falhava dos dois lados, para José Murilo de Carvalho[5] do significado no qual a República se mostrava longe dos sonhos de seus idealizadores, e do significante no qual inexistia a mulher cívica, tanto na realidade como em sua representação artística.Talvez isso explique a ridicularização da alegoria feminina por pessoas que no inicio apoiaram o novo regime, mas nada de diferente se via.

As mulheres brasileiras do século XIX depararam-se com o estabelecimento de uma política jurídica, médica e política, preocupada com a formação de trabalhadores e cidadãos sadios, moral e sexualmente. A vida sexual e amorosa de toda a população e não só dos mais bem situados passava a ser uma preocupação dos governantes e um assunto de interesse público em função da necessidade de se cuidar da educação das gerações futuras e dos caminhos da construção de uma nova sociedade, nesse momento segunda metade do século XIX, sobre a ideologia positivista que pregava a “ordem e progresso”, o trabalho, as regras ligadas a higiene social, costumes ordeiros, as mulheres mais do que nunca deveriam assumir as tarefas do casamento, da maternidade e da educação dos filhos. Esse modelo de vida social, sexual e amorosa com padrões de honestidade e moralidade era recomendado para as mulheres que pertenciam às famílias mais abastadas, as mulheres que poderiam freqüentar o espaço público deveriam fazer de forma educada, eram elas a base moral da sociedade e as responsáveis pela formação de uma decência saudável, eram desobrigadas de qualquer trabalho produtivo.
Para as mulheres das classes populares, em particular as negras, indígenas, descendentes, mulatas, mestiças, ficava a preocupação de juristas, médicos e políticos, para estes, elas eram portadoras de vícios da pobreza, da escravidão, tinham tendências a ociosidade, não valorizavam os laços familiares, o casamento e a honra, para muitos juristas da época seria um desafio implantar esses conceitos de valores para uma camada da população que era arraigada de sexualidade, sensualidade, explicadas muitas vezes pela influencia do clima tropical e de tamanha mestiçagem.

Os olhares que vinham de cima impunham para as meninas pobres a existência de outras versões de moralidade, essas meninas evidenciavam a impossibilidade ou o fracasso de uma política de controle sexual e moral. O casamento para elas não tinham o mesmo sentido imaginado e desejado por moças que pertenciam a outros segmentos sociais e diferentes mundos culturais, não era o único local para as relações sexuais e afetivas, não tinham apenas um fim procriativo, a virgindade e a honra para as meninas pobres não eram tão imprescindíveis, poderiam encontrar outros parceiros e estabelecer firmes relações de amasiamento, essa diferenciação de postura, estava relacionada com uma organização familiar muito comum no Brasil de tantas diferenças

Sim, existiam em pleno século XIX mulheres solteiras, sozinhas, separadas ou viúvas, que viviam sós com suas filhas e filhos, que acabaram se transformando em companheiros de trabalhos domésticos e rurais, fora do lar ou autônomos, lavandeiras, costureiras, doceiras, quitandeiras, não podemos dizer que havia o predomínio da família nuclear, mas havia uma rede de apoio entre parentes e vizinhos com a moral familiar e bisbilhotavam a vida dos mais próximos, interferindo ao ponto de causarem uma queixa a uma possível desconfiança de defloramento, assunto muito debatido em suas rodas de conversas.
Na maioria dos casos as moças pobres que sofriam inúmeras violências morais e físicas, como a perca da virgindade e a difusão desse fato, abalando drasticamente a sua honra, eram incentivadas por familiares ou amigos mais próximos, como padrinhos e tios, para apresentar queixas nas delegacias, não encontravam nos braços do poder jurídico as soluções que ansiavam, claro que muitas moças pobres do século XIX, a virgindade, o casamento, a honra, eram valores que deveriam ser alcançados, mas se não alcançassem, devido aos entraves de suas vidas, e muitos eram eles, não seria o fim, nem a eterna infelicidade, seus costumes e condições de sobrevivência apresentavam-se com maior força diante dessas desilusões.

É o século de um aumento significativo de enjeitado, filhos abandonados por elas, mulheres mães, que se desfaziam de suas proles. Abandonavam meninos e meninas com dias ou meses de vida, segundo Renato Pinto Venâncio[6], eram deixados em calçadas, praias, terrenos baldios, conhecendo por berço monturos e lixeiras e tendo por companhia cães, porcos e ratos.

Para o autor era a negação da maternidade, mulheres que negavam a maternidade, que causavam indignação e perplexidade em uma sociedade alicerçada nos dogmas do catolicismo.

É válido salientar que essa negação da maternidade era comum as mulheres dos centros urbanos, para as mulheres do meio rural, era uma atividade incomum, pois os filhos eram mais braços para contribuírem para o sustento familiar. Meninos e meninas desempenhavam desde cedo alguma função produtiva ou de apoio.

Diferentes do território rural brasileiro, nos centros urbanos o trabalho infantil não tinha muito valor, as atividades artesanais e portuárias exigiam certo conhecimento e muita força física, e o mais relevante, nos campos existiam muitos pobres e poucos miseráveis, situação oposta acontecia nos centros das cidades que se desenvolviam e se urbanizavam rapidamente. Os filhos dessa legião de miseráveis e desclassificados sociais conheciam o cruel caminho do abandono, acrescentado a outras razões, como medo por parte de mulheres, mesmo de classe abastada por terem vivido amores proibidos, que deixaram frutos, bastardos que eram registrados como enjeitados e abandonados.
Para o autor a escravidão e a miséria deixaram séculos de instabilidade doméstica, assim, dentro desse contexto social vimos emergir um modelo familiar frágil e sem aparato do Estado, as famílias pobres encontraram meios para tentar salvar seus filhos, através de métodos de abandono, que em muitas vezes eram gestos de ternura e cuidados, mulheres escravas, libertas e pobres sem perspectivas, burlavam e bestificavam a sociedade oitocentista com ações que aparentemente eram desumanas.
Quando direcionada uma ótica para as transformações sócio-educacionais propagada pelo Estado para a construção da profissão de ensino, durante o século XIX, vemos uma ocupação considerável de mulheres.
Helena Costa G. Araujo[7] ressalta que a mulher foi conduzida para postos subalternos de pior remuneração, maior instabilidade e exigindo menores qualificações, a força de trabalho feminina foi sistematicamente afastada de posições de chefia, mas segundo a autora, ao mesmo tempo verifica-se que determinadas áreas foram predominantes ocupadas ou por mulheres ou por homens e o ensino foi um dos setores que visivelmente desde fins do século XIX a participação feminina foi ganhando campo, dava seus primeiros passos, apesar de a imagem tão fortemente propagada na sociedade, do professor (homem) como sacerdote da democracia, não podia, pois, ser perseguida por elementos femininos, questões biológicas impediam as mulheres de desempenhar o papel prestigiado de defensoras de uma democracia frágil, a necessitar ser fortalecida através da instrução e da intervenção na comunidade.

A irredutibilidade entre dois sexos, devida a diferença entre os seus instintos biológicos e a sua diferente relação com a reprodução, em termos de papeis a desempenhar, foi elemento constantemente difundido desde fins do século XIX.

O homem, a sociedade da época, talvez as circunstâncias fizeram da mulher um animal doméstico, que em muitas óticas não sabia pensar, refletir, ter consciência de seus direitos e deveres, não a educou, convertendo-a num ser humano, quando muito,

a sua preocupação era torna-se prendada, divertida, aquela que recriava, exibia habilidade e sensualidade, batucando Chopin, as músicas sensuais de cabarés ou dos fados das revistas, contudo essa condição de mulher domesticada, contrapõe-se ao desejo de muitas ao acesso a todo tipo de profissões e a sua capacidade de exercê-las, para muitas não havia profissões ou ocupações baseadas na natureza sexual, mas sim, conforme as condições e oportunidades oferecidas e permitidas.

Rachel Soihet[8] diz que medidas foram tomadas para adequar homens e mulheres dos segmentos populares ao novo estado de coisas, inculcando-lhes valores e formas de comportamento que passavam pela rígida disciplinarização do espaço e do tempo do trabalho e de todas as esferas da vida, dessas camadas populares se esperava uma força de trabalho adequado e disciplinada, especificamente sobre as mulheres as atenções eram dobradas principalmente quando se tratava do comportamento pessoal e familiar, durante o século XIX, havia inúmeras famílias chefiadas por mulheres sós, com concepções de honra e de casamento que ameaçavam e eram consideradas perigosas à moralidade dessa nova sociedade que se formava.










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[1] FREIRE, Gilberto. Sobrados e Mucamos. Rio de Janeiro: Record,2002, p.125.

[2] PRIORE, Mary. História do amor no Brasil. São Paulo Contexto, 2005, p.121, 122, 123, 124.

[3] LOURO, Guacira Lopes. Magistério de 1º grau: Um trabalho de mulher. Educação e realidade, Porto Alegre: UFRGS, 1993.

[4] CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: O imaginário da República no Brasil. São Paulo. Companhia das Letras, 1990.

[5] Id. Ibid. p. 89, 92, 93,96.

[6] VENANCIO, Renato Pinto. Maternidade negada. Em: Historia das mulheres no Brasil, São Paulo. Contexto. 2006. P. 189/202.

[7] ARAUJO, Helena Costa. As mulheres professoras e o ensino estatal. Em: Educação e realidade. Mulher e educação. Vol. 15, n 2. Jul/dez, 1990.

[8]SOIHET, Rachel. Mulheres pobres e violência no Brasil urbano. Em: História das mulheres no Brasil. São Paulo. Contexto, 2006.

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