segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cirurgia plástica deixa apresentadora de TV com o rosto deformado no PR

 

'Rainha dos Caminhoneiros' teve que largar o programa, há 32 anos no ar.
Edileuza Fabrini mora em Cascavel, no oeste do Paraná, e tem 65 anos.

Cassiane SeghattiDo G1 PR, em Cascavel
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Edileuza Fabrini antes e depois da cirurgia (Foto: Edileuza Fabrini/Arquivo Pessoal)Edileuza Fabrini antes e depois da cirurgia (Foto: Edileuza Fabrini/Arquivo Pessoal)
Uma apresentadora de TV de Cascavel, no oeste do Paraná, teve de abandonar o programa que comandava há 32 anos por causa de uma cirurgia plástica realizada há seis meses em uma clínica particular. Edileusa Fabrini, de 65 anos, considerada a "Rainha dos Caminhoneiros", teve o rosto desfigurado devido ao procedimento. “Não tem dinheiro que pague o meu sorriso. É igual uma vida. Que dinheiro paga uma vida?”, questiona.
Emocionada, no último programa, exibido em setembro, ela contou como ocorreu o procedimento cirúrgico e que estava abandonado o programa, além dos shows que realizava em todo o Brasil, principalmente no sudoeste do Paraná “Eu pensava em chegar toda linda e maravilhosa. Eu queria me mostrar mais bonita porque, hoje, com a TV digital, eu tinha esse direito. Todo mundo gosta de ficar bonita”, disse.
Cirurgia foi realizada em abril de 2013 (Foto: Cassiane Seghatti/G1)Cirurgia foi realizada em abril de 2013
(Foto: Cassiane Seghatti/G1)
Edileuza lembra com muita emoção a decisão de fazer a cirurgia no rosto, que, segundo ela, partiu do próprio médico. “Eu falei que queria apenas fazer uma cirurgia no seio. Mas o médico olhou para mim e disse: ‘qual sua profissão?' Falei para ele que era apresentadora e ele disse: ‘Não, então vamos fazer uma plástica. A senhora vai ficar muito linda. Porque a senhora está muito velha, a senhora está muito envelhecida, a senhora está velha demais, está acabada. O seio não tem problema’. Ele ficou tão encantado em fazer o meu rosto que a impressão que dava é que eu ia ficar muito bonita”, acrescentou.
Segundo ela, com o apoio da família, mas ainda receosa em fazer a cirurgia, decidiu por fazer, já que “ficaria mais bonita para aparecer na TV”. No dia da cirurgia, porém, a apresentadora lembra que percebeu que algo tinha ocorrido errado. “Eu ouvia os médicos e enfermeiros falando 'volta Edileuza, volta Edileuza'. Eu escutava o desespero do pessoal e não conseguia fazer nada”, disse.
Após 12 horas, a paciente foi levada para o quarto. Mas sentia muitas dores. “Aquela noite eu não dormi. Gritei a noite inteira. (...) Todas as enfermeiras viram que eu estava muito mal e me aplicaram injeção na veia a noite inteira”, lembrou. Ela conta ainda que o médico que a operou só foi vê-la no dia seguinte e afirmou que as dores eram “normais”. “Eu falei para ele que não tinha dormido a noite inteira de dor e ele disse que era normal. Depois me mandou embora”, garantiu.
Edileuza conta que sentia muitas dores após a cirurgia (Foto: Edileuza Fabrini/Arquivo Pessoal)Edileuza conta que sentia muitas dores após a cirurgia (Foto: Edileuza Fabrini/Arquivo Pessoal)
O maior ressentimento de Edileuza, conta ela, é o médico ter dado alta, embora soubesse que estava sentindo muitas dores. “Ele deveria ter me segurado no hospital, ter me colocado numa UTI, ter pegado a equipe do hospital, ter pegado um neurocirurgião, feito uma eletromiografia e já ia ver os nervos lesados”, completou.
Já em casa, ela lembra que só chorava. “Eu não enxergava, nos primeiros dias, eu tinha dores demais. Tudo o que eu comia caia da boca. Aliás, até hoje eu não posso comer perto dos outros. E eu também não sinto o sabor. O cheiro, também, eu só sinto se for muito forte”, complementa.
O programa
O programa, que era voltado para o público de caminheiros, era exibido em uma TV fechada e uma TV de canal aberto. Ela lembra com carinho todos os anos que trabalhou com comunicação e afirma estar muito triste por ter de abandonar o que tanto gostava de fazer. “O meu sentimento é de muito sofrimento, de muita tristeza. Ter me tirado do ar, sabia, foi a maior tristeza do mundo. Eu não merecia ter saído do ar por um médico. Eu fiz a operação porque ele falou que eu ia ficar bonita. Eu achei que fosse ficar mais uns dez anos ainda no ar. Eu queria trabalhar na TV até, pelo menos, meus 75 anos”, conta emocionada. Além da apresentação do programa, Edileuza também era conhecida por ser responsável pela “Caravana Lobo na Estrada”, onde organizava shows.
Além de todos os anos como apresentadora, ela conta que a dor é ainda maior, pois o programa foi pensado para homenagear o marido, já morto, e que era caminhoneiro. “Esse programa representa a minha vida, porque o meu marido era caminhoneiro. Quando eu estava esperando bebê, eu viajava com ele. Ainda bem que eu fiz esse programa como homenagem para ele antes dele morrer”, complementou.
A apresentadora exibe com orgulho o cenário usado no programa e que fica na sala casa dela (Foto: Cassiane Seghatti/G1)
A apresentadora exibe com orgulho o cenário usado no programa e que fica na sala casa dela (Foto: Cassiane Seghatti/G1)
Justiça
O nome do médico que realizou a operação não foi revelado pela apresentadora por questões éticas. Mesmo assim, ela diz que processou o médico. Ela apenas afirmou se tratar de um profissional que está no começo da carreira e que é do nordeste do país. “Ele estragou a minha profissão, mas eu não quero estragar a dele”. disse. No entanto, Edileusa afirmou ao G1 que se a “justiça não for feita”, terá de dizer. “Eu estou salvando a pele dele, mas se eu quiser falar, eu posso falar”.
Ciente de que o processo que moveu contra o médico deve demorar para sair, Fabrini pede para que, pelo menos, os juízes lhe concedam uma “ação de alimentação”. “Essa ação vai demorar. Quando eu for ganhar essa ação, talvez eu já tenha morrido. Os juízes poderiam ver isso. Eu não posso trabalhar. Estou fraca demais. Perdi 14 kg. A cada 15 dias, estou no hospital tomando vitamina e injeção para dor”, conta.
Apesar de todo o sofrimento que ainda passa, ela garante que está se sentindo muito amada e amparada pela família, amigos e pelos fãs que os acompanham.
http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2013/10/cirurgia-plastica-deixa-apresentadora-de-tv-com-o-rosto-deformado-no-pr.html

domingo, 27 de outubro de 2013

Propaganda com Nana Gouvêa é vetada pelo Conar

 

Anúncio foi suspenso mistura de simbologia infantil e apelo sensual; no mesmo dia, propagandas do Gelol e da Itaipava também foram vetadas

Reprodução
Nana Gouvêa em propaganda do Motel Panda
Nana Gouvêa: “Eu não acho que bichinho de pelúcia seja artigo de exclusividade infantil. Eu adoro bichinhos de pelúcia. E qual é a mulher adulta que não se derrete toda ao ganhar um?”
São Paulo - Após reunião em sua sede, no Rio de janeiro, o Conar decidiu suspender as propagandas das marcas Gelol e Itaipava, além de um anúncio do Motel Panda, que tinha Nana Gouvêa como garota propaganda .

 

No primeiro caso, de acordo com o Conselho de Ética, o grande problema é o target. Um anúncio impresso mostra bebês, com menos de um ano, que caem ao aprender a andar. A mensagem diz: “é com os tombos que a gente aprende, cresce e evolui na vida. Não basta ser remédio, tem que ser Gelol". Acontece que o uso do produto não é recomendável para crianças com menos de dois anos de idade. O resultado da decisão foi a sustação por unanimidade.
Já no caso da Itaipava, a propaganda foi sustada por maioria de votos. A marca utilizou em sua mensagem o slogan: "Itaipava Light. 25% menos calorias. 22% menos álcool*. 100% cerveja". Entretanto, para o orgão, não ficou evidente sobra qual produto a Itaipava Light estava sendo comparada. Este anúncio foi veiculado em mídia exterior, como shoppings, pontos de ônibus, outdoors e aeroportos.
No mesmo dia, o Conar também decidiu vetar um outdoor do Motel Panda. O anúncio mostrava um ursinho de pelúcia e a Nana Gouvea dividindo a cama. A propaganda foi vetada por “misturar simbologia infantil com apelo sensual”. A garota-propaganda da peça em questão soltou o verbo nas redes sociais. “Eu não acho que bichinho de pelúcia seja artigo de exclusividade infantil. Eu adoro bichinhos de pelúcia. E qual é a mulher adulta que não se derrete toda ao ganhar um?”, desabafou Nana Gouvêa.

Anúncios publicitários devem cuidar da imagem das crianças, diz Conar

 

Campanha cearense causou polêmica ao mostrar menina em pose sensual.
Grupo de defesa infantil aponta risco de erotização precoce.

Do G1, em São Paulo
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Campanha gerou polêmica por usar imagem de crianças em poses consideradas sensuais (Foto: Reprodução)Campanha gerou polêmica por usar imagem de
crianças em poses consideradas sensuais
(Foto: Reprodução)
Nos primeiros seis meses de 2013, 18 denúncias relacionadas à publicidade para crianças e adolescentes foram recebidas pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O número equivale a 10% do total de reclamações sobre questões diversas, que somam 191.
Segundo o Conar, a campanha de Dia das Crianças de uma marca de bolsas e calçados do Ceará, que exibiu uma menina usando produtos em poses sensuais, foi a primeira queixa neste ano sobre o uso de crianças em situações erotizadas. O órgão recebeu notificações sobre a campanha e abriu um processo contra o anunciante.
Das 18 denúncias recebidas pelo Conar relacionadas à publicidade para crianças, apenas duas resultaram em advertência para as empresas. Em cinco casos, houve suspensão da veiculação do anúncio. O órgão ainda emitiu quatro ordens para alteração do material. Outros sete casos foram arquivados.
De acordo com o Conar, reclamações como as do anúncio da empresa cearense são raras, porque a própria classe publicitária se organizou para tratar com mais cuidado a imagem dos menores de idade, não os deixando tão expostos.
Para Isabella Henriques, diretora de Defesa e Futuro do Instituto Alana, organização que luta pela regulamentação da publicidade infantil, o caso é grave. “Uma exposição tão grosseira de crianças é difícil de se encontrar, mas mostrá-las com apelo adultizado em propagandas não é incomum”, relata.
saiba mais
Entre os problemas desse tipo de publicidade, Isabella menciona a erotização precoce e o risco do incentivo à pedofilia.
A especialista do Insituto Alana afirma que, apesar do público infantil não ser o alvo do anúncio, crianças podem ter acesso a ele. "A criança é muito literal, acredita naquilo que vê. Por isso precisa ser protegida", explica Isabella.
O Conar aponta as denúncias como uma forma de ajudar na fiscalização do conteúdo dos anúncios publicitários. Qualquer consumidor, desde que identificado, pode fazer uma reclamação e uma das formas é pelo site do Conar.
http://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2013/10/anuncios-publicitarios-devem-cuidar-da-imagem-das-criancas-diz-conar.html

Silicone aumenta chance de morte por câncer de mama, diz estudo

FONTE: http://www.94fmdourados.com.br/noticias/saude/silicone-aumenta-chance-de-morte-por-cancer-de-mama-diz-estudo

Pesquisa canadense sugere que prótese não causa tumor, mas dificulta diagnóstico de câncer de mama em seu estágio inicial

Terra
redacao@94fmdourados.com.br
Divulgação
Silicone aumenta chance de morte por câncer de mama, diz estudo
Pesquisadores concluíram que mulheres com silicone tem 26% mais chances de serem diagnosticadas com câncer nos estágios avançados da doença
Mulheres com implantes de silicone nos seios e que desenvolvem câncer de mama têm mais chances de morrer da doença, sugere uma pesquisa canadense. Segundo o estudo, divulgado na publicação britânica British Medical Journal, as próteses não são as causadoras dos tumores, mas dificultam o diagnóstico do câncer em seus estágios iniciais.
Os autores da pesquisa, o epidemiologista Eric Lavigne e o professor Jacques Brisson, ambos da Universidade de Quebec, analisaram os resultados de 12 estudos publicados desde 1993 nos Estados Unidos, Canadá e no Norte da Europa.
Eles concluíram que mulheres com silicone tem 26% mais chances de serem diagnosticadas com câncer nos estágios avançados da doença - justamente porque a prótese impediu o diagnóstico no estágio inicial. Uma análise de cinco estudos mostrou que a chance de morte entre pacientes com prótese aumenta 38%.
Cautela
O estudo afirma que a presença do silicone dificulta a identificação do câncer por exames de raio-X e mamografias. Em contrapartida, o implante pode facilitar a detecção manual dos tumores porque fornece uma superfície contra a qual o nódulo se apoia.
"A pesquisa sugere que a cirurgia cosmética para aumento dos seios pode prejudicar o índice de sobrevivência entre mulheres que posteriormente são diagnosticadas com câncer de mama", afirmaram os pesquisadores.
No entanto, eles ponderam que os resultados devem ser interpretados com cautela, porque os dados de alguns estudos não se encaixam nos critérios da meta-análise, um método de pesquisa que tenta combinar resultados de estudos independentes sobre um único tema.
Os canadenses defendem a necessidade de mais estudos para investigar os efeitos a longo prazo dos implantes cosméticos de mama na identificação e prognóstico de câncer.
Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, em 2011 foram realizadas quase 149 mil cirurgias de aumento dos seios no Brasil, colocando o país atrás somente dos Estados Unidos no ranking do número de mulheres que realizam a cirurgia. Em todo o mundo, foram 1,2 milhão de cirurgias.
FONTE: http://www.94fmdourados.com.br/noticias/saude/silicone-aumenta-chance-de-morte-por-cancer-de-mama-diz-estudo

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Imperfeição em cirurgia estética gera dever de indenizar


A Clínica de Estética Fisio Center foi condenada ao pagamento de R$ 5 mil, de indenização por danos morais, e ao ressarcimento de R$ 830,00. Os valores são referentes a uma cirurgia de bioplastia no nariz que acabou infeccionando e criando uma verruga.
A decisão unânime é da 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que entendeu que “a obrigação assumida pelo profissional médico, que se propõe à determinada cirurgia estética, constitui obrigação de resultado, de forma que o não-atingimento das metas propostas e acertadas com o particular contratante constitui inadimplemento absoluto do acordo, apto a ensejar a rescisão do contrato de prestação de serviços médicos e também para justificar a condenação do médico (ou da clínica — por responsabilidade objetiva pelo ato do preposto) na reparação dos danos experimentados pelo paciente”.
O desembargador relator reconheceu que a cirurgia plástica estética contratada não atingiu o resultado esperado e ainda constituiu causa de imperfeições que não pré-existiam à intervenção médica.
Ainda segundo ele, a clínica não juntou aos autos nenhum termo de esclarecimento acerca dos resultados que a bioplastia poderia proporcionar à paciente. Também não anexou aos autos o prontuário médico, nem fotos anteriores e posteriores ao procedimento da bioplastia, e nenhum outro documento que fosse capaz de servir de base à sua defesa.
O desembargador afirmou que “em razão de se cuidar de causa regida pelo Código de Defesa do Consumidor, se impõe, na espécie, a inversão do ônus da prova, que determina também que somente a ocorrência de circunstâncias imprevisíveis ou de ato culposo imputável exclusivamente à paciente seria capaz de eximir o médico da responsabilidade pelos danos causados, circunstâncias essas que a clínica de estética em momento algum logrou demonstrar”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.
http://www.conjur.com.br/2013-jan-23/imperfeicao-cirurgia-estetica-gera-dever-indenizar-danos-morais
 

Ônus da prova é invertido em ação sobre cirurgia plástica

por Pedro Canário
Ao contrário dos demais procedimentos médicos, a cirurgia plástica tem obrigação de resultado. Não basta, portanto, que tenham sido usadas a melhores técnicas durante o procedimento, já que o intuito é entregar ao paciente o resultado esperado. E, por ser uma relação em cuja obrigação é de fim, se assemelha às relações de consumo, nas quais o ônus da prova deve ser invertido: cabe ao cirurgião provar que nada do que poderia ter feito apresentaria outro resultado, e não ao paciente comprovar a desídia do cirurgião.
O entendimento foi fixado pela ministra Nancy Andrighi, da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, em Recurso Especial interposto por homem que ficou insatisfeito com cirurgias plásticas que fez no nariz. Inicialmente, o paciente havia feito uma cirurgia para correção de desvio de septo nasal, e aproveitou para fazer também a correção estética.
Não gostou do que viu no espelho depois de passado o prazo de recuperação. Fez outra cirurgia, que também não trouxe o resultado esperado, e foi à Justiça buscar compensação pelos danos morais e reparação pelos danos materiais. Em primeiro grau, teve o pedido negado. O juiz afirmou que o paciente não conseguiu comprovar a negligência do cirurgião.
O paciente foi ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina alegar que as cirurgias estéticas têm obrigação de fim, e portanto o ônus da prova deveria ser invertido. Não seria ele, portanto, quem deveria comprovar a negligência do médico, mas o cirurgião quem deveria comprovar que o nariz de seu paciente não poderia ter saído de outra forma. Não pelo trabalho dele, pelo menos.
No acórdão de segundo grau, o TJ concordou com a tese de que as cirurgias plásticas têm obrigação de resultado, como já havia sido fixado pelo Superior Tribunal de Justiça. Só que a inversão do ônus da prova não caberia no caso, pois avaliar se o resultado obtido foi o esperado seria “muito subjetivo”. E porque em ações de indenização por dano moral, “o ônus da prova incumbe a quem alega”, como dizia o acórdão do TJ catarinense.
A ministra Nancy Andrighi discordou do tribunal. Ela argumentou que, nas obrigações de resultado, “o uso da técnica adequada não é suficiente para isentar o médico da culpa pelo não cumprimento de sua obrigação”. Incumbia ao recorrido, portanto, fazer prova de circunstância capaz de elidir sua responsabilidade pelos danos alegados.
No entanto, a ministra não reformou a decisão do TJ, mas reenviou o caso para a primeira instância, para que seja feita nova instrução. Ela afirmou que, como o TJ reconheceu a obrigação de resultado no caso, seguindo a jurisprudência do STJ, mas não determinou a inversão do ônus da prova, caberia ao STJ determiná-la.
Só que, como ficou definido em Recurso Especial julgado em 2011 pela 2ª Seção, especializada em Direito Privado, a inversão do ônus comprobatório é regra de instrução, não de julgamento. “Assim, considerando a necessidade de se permitir ao recorrido a produção de eventuais provas capazes de ilidir o pleito deduzido pelo recorrente, deverão ser remetidos os autos à instância inicial, a fim de que seja oportunamente prolatada uma nova sentença”, finaliza a ministra Nancy Andrighi.
fonte: http://www.conjur.com.br/2013-out-21/processo-cirurgia-plastica-onus-prova-invertido

Mulher abusa de esteroides e desenvolve órgão sexual masculino em seu corpo

 


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Um documentário sobre uma fisiculturista tem dado o que falar na imprensa mundial. Apresentado pela celebridade Jodie Marsh, ele conta a história de Candice Armstrong, uma britânica de 28 anos.

Moradora de Londres, Candice afirma que o abusivo uso de esteroides anabolizantes a deixou com o corpo totalmente masculino. O mais impressionante entre seus relatos é o desenvolvimento de um órgão genital masculino em seu corpo.

“Eu virei homem”, afirma a fisiculturista. Ela comenta que nunca desejou se transformar tão drasticamente assim.

Mulher abusa de esteroides e desenvolve órgão sexual masculino em seu corpo

Vários efeitos colaterais aparecem durante o processo, incluindo o desenvolvimento de pelos, acnes e outros. Além disso, seus seios desapareceram, dando lugar a um peitoral de fisiculturista.
As mudanças são impressionantes, e o resultado final mostra que seu corpo, de fato, não tem nenhum detalhe que se remete ao perfil de uma mulher comum.

Brasil é terceiro no mundo em procura por cirurgias plásticas

      

Perdendo apenas para a China e Estados Unidos, o Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo, nos países que mais realizam cirurgias plásticas. São cerca de 630 mil por ano. De acordo com especialistas, a cirurgia mais procurada pelos brasileiros é a lipoaspiração, que elimina o pneuzinho de gordura localizado entre a cintura e a barriga de homens e mulheres.


A cirurgiã plástica Vanessa Brandalise adverte “Quem está disposto a fazer uma cirurgia deve lembrar que, mesmo com intenções de melhorar a aparência, esse procedimento não deixa de ser uma intervenção, por isso requer todos os cuidados relativos a qualquer cirurgia, já que riscos existem em qualquer intervenção cirúrgica e engloba desde fatores pessoais até a subjetividade do resultado, traduzida por pacientes que criam expectativas inalcançáveis ou comparações com pessoas do meio artístico ou revistas, até complicações advindas do não seguimento correto das orientações pós-operatórias”.


Feita com cautela, a cirurgia pode ajudar a recuperar o frescor diante do espelho. “Siga seu desejo, confie nos seus instintos, pesquise e procure informações através de todas as fontes possíveis”, concluiu. Portanto, antes de realizar uma cirurgia plástica, atente-se aos cuidados fundamentais, procurando diferentes especialistas. Além disso, nem todas as situações fazem necessidade de cirurgias.

domingo, 20 de outubro de 2013

O misterio da mulher mais beijada do mundo


Atualizado em 19 de outubro, 2013 - 12:06 (Brasília) 15:06 GMT
Inconnue de la Seine | Foto: Lorenzi
Rosto imortalizado em busto do século 19 foi parar em treinamentos de primeiros socorros
Milhões de pessoas em todo o mundo aprenderam a fazer ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em um manequim conhecido como Resusci Anne. A história por trás da modelo do século 19 - ou, pelo menos, uma versão dela - vai ser contada em um simpósio em Londres para marcar o European Restart a Heart Day. Mas será que alguém realmente sabe alguma coisa sobre ela?
A oficina Lorenzi é um pequeno paraíso de antiguidades em Arcueil, um movimentado subúrbio de Paris. E é o último de sua categoria. No andar de baixo os mouleurs, aqueles que fazem os moldes, criam estatuetas, bustos e estátuas, despejando gesso em moldes da mesma maneira que eles têm feito desde que o negócio da família começou, na década de 1870.
 
Mas se você quer ficar cara a cara com a história, suba as escadas de madeira empoeiradas para o sótão da oficina. É uma experiência perturbadora. Há máscaras de poetas e artistas, políticos e revolucionários penduradas por todos os lados: Napoleão , Robespierre, Verlaine, Victor Hugo, a face robusta e impaciente de Beethoven quando era vivo e a feição pálida do compositor em sua máscara feita após a morte.
No entanto, surpreendentemente, de todos os rostos em exibição no Lorenzi, o mais vendido é a máscara de uma jovem mulher. Ela tem um rosto atraente, agradável, com um breve sorriso em seus lábios. Seus olhos estão fechados, mas dão a sensação de que podem abrir a qualquer momento. Esta é a única máscara que não tem nome. Ela é conhecida simplesmente como L'Inconnue de la Seine, a mulher desconhecida do rio Sena.

A mulher desconhecida

E assim sua história começa. Em algum momento no final do século 19, o corpo de uma jovem mulher que morreu afogada foi encontrado no rio Sena. Como era costume naquele tempo, seu corpo foi colocado em exposição no necrotério de Paris, na esperança de que alguém iria reconhecê-la e identificá-la. O patologista de plantão ficou tão encantado com a expressão da menina e seu enigmático meio-sorriso que ele pediu a um moldador que fizesse um molde de gesso de seu rosto.
Em pouco tempo, a máscara começou a ser vendida fora das oficinas dos mouleurs na margem esquerda do rio, e logo a jovem se tornou uma musa para artistas, escritores e poetas, todos ansiosos para criar identidades e histórias imaginárias sobre a mulher misteriosa, a Mona Lisa afogada.
Ao longo dos anos, nomes como os poetas Rainer Maria Rilke e Louis Aragon, o fotógrafo e pintor Man Ray e o escritor Vladimir Nabokov foram enfeitiçados pela Inconnue, e houve um tempo em que nenhuma sala moderna na Europa estava completo sem uma máscara dela na parede.
Uma das primeiras histórias criadas com a personagem foi a novela de 1899 The Worshipper Of The Image (O Adorador de Imagem, em tradução livre) de Richard le Gallienne, que retrata a máscara como uma força malévola que enfeitiça e acaba por destruir um jovem poeta.
Outros autores foram mais gentis. Muitos deles contaram a história de uma jovem inocente do interior, que chega a Paris, é seduzida por um amante rico e abandonada quando engravida. Sem ninguém a quem recorrer, ela se afoga nas águas do Sena. No necrotério, seu belo rosto, pacífico após a morte, é preservado para sempre com um molde de gesso.

Bustos na oficina Lorenzi | Foto: Lorenzi
Versão mais famosa diz que busto seria de mulher afogada encontrada no rio Sena

Resusci Anne

Foi outro afogamento - ou quase afogamento - que garantiu à Inconnue um lugar na história da medicina.
Em 1955, Asmund Laerdal salvou a vida de seu filho, Tore, agarrando o corpo sem vida do menino de dentro d'água a tempo de limpar suas vias respiratórias. Na época, Laerdal era um bem sucedido fabricante norueguês de brinquedos, especializado na fabricação de bonecas e carros que faziam parte da nova geração de brinquedos plásticos moles.
Quando foi abordado para fazer um boneco para ajudar na formação técnica da recém inventada técnica de RCP – que combina compressões torácicas à respiração boca-a-boca e pode salvar a vida de um paciente cujo coração parou – a experiência de quase morte de seu filho alguns anos antes fez com que ele se interessasse pela ideia.
Asmund criou um manequim que simula um paciente inconsciente que precisa de RCP, mas queria que o boneco tivesse uma aparência natural. Ele também achou que um manequim do sexo feminino pareceria menos "ameaçador" para os aprendizes.
"É surpreendente ver um rosto tão pacífico. Todos que encontramos na água, os afogados e os que cometeram suicídio, nunca parecem em paz."
Pascal Jacquin, chefe da Brigada Fluvial do rio Sena
Ao lembrar-se de uma máscara pendurada na parede da casa de seus avós, muitos anos antes, ele decidiu que a Inconnue de la Seine seria o rosto da manequim Resusci Anne. Então, se você for uma das 300 milhões de pessoas que foram treinadas em RCP, você quase certamente "beijou" a desconhecida francesa.
Através da Resusci Anne, estudantes de primeiros socorros têm, por mais de 50 anos, tentado trazer de volta à vida a jovem do Sena. Mas será que a Inconnue é realmente o rosto de uma mulher morta? Ou será que foi tirada a partir de um modelo vivo?

Morta ou viva?

Anos atrás durante a produção de um programa para a Rádio 4 da BBC sobre esta história, a máscara foi mostrada para os homens e mulheres que se especializaram na recuperação de corpos afogados no Sena – a polícia do rio parisiense, conhecida como a Brigada Fluvial.
Sentado na sala de comando de um dos barcos policiais, ancorado em sua sede perto da Pont d' Austerlitz, o chefe da brigada Pascal Jacquin não estava convencido de que a menina estava morta quando a máscara foi feita.
"É surpreendente ver um rosto tão pacífico", disse ele. "Todos que encontramos na água, os afogados e os que cometeram suicídio, nunca parecem em paz. Eles estão inchados, não têm uma boa aparência."
Ao longo dos séculos, os artistas e escritores podem ter usado as histórias de Ofélia, personagem de Hamlet, e da Lady of Shallot, do poema do britânico Alfred Tennyson, para retratar a morte por afogamento como algo romântico e tranquilo, mas Pascal sabe, por experiência, que a verdade é muito diferente.
Mesmo os suicidas lutam pela vida no último momento e os seus rostos mostram essa luta. E o processo de decomposição começa muito mais rapidamente na água. Esta mulher, ele comentou, "parece estar apenas dormindo e esperando o príncipe encantado aparecer."
Como tantos antes dele, a imaginação de Jacquin havia sido despertada pelo rosto da jovem e ele já tinha começado a tecer um conto de sua autoria sobre os olhos fechados, o misterioso sorriso, e o enigma da Inconnue.
Outros especialistas consultados pareceram concordar que o rosto do molde parecia muito saudável para ter sido retirado do rosto de um cadáver. Na oficina em Arcueil, Michel Lorenzi, o proprietário atual, está encantado com a fascinação das pessoas pela desconhecida do Sena.
"Não me parece o rosto de uma pessoa morta. É muito difícil manter um sorriso enquanto um molde está sendo feito, então eu acho que ela era uma profissional, uma modelo muito boa. "
Treinamento de RCP no Japão | Foto: AFP
Rosto foi escolhido por fabricante de manequim por sua 'expressão natural'

Inspirações

Para mim, existem duas possibilidades para a história. A primeira surgiu poucas semanas depois que o programa da BBC foi ao ar em 2009. Eu estava visitando o estúdio do fotógrafo Edward Chambre Hardman em Liverpool, um local da primeira metade do século 20 perfeitamente preservado, onde pessoas importantes da época se sentaram para ter um retrato feito por ele. Ao ver a máscara da Inconnue na parede de sua sala de espera perguntei ao guia, ingenuamente, quem era a jovem.
Sem hesitar, ela me contou a história de duas irmãs, gêmeas idênticas, que tinham nascido em Liverpool mais de um século atrás. Uma delas, segundo a guia, se envolveu em um caso de amor com um pretendente rico e fugiu para Paris, para nunca mais ser vista. Muitos anos depois, a outra irmã foi a Paris de férias. Andando por uma rua ela ficou surpresa ao ver a máscara da Inconnue afogada pendurada do lado de fora de oficinas de moldadores.
Ela reconheceu imediatamente a menina como sua irmã gêmea há muito desaparecida, condenada - ou abençoada - a permanecer eternamente jovem, enquanto sua irmã envelheceu. Fiquei fascinado pela história. Mais uma vez, uma história foi criada em torno do enigma da Inconnue.
A outra vem de um artista baseado em Oxford chamado John Goto. Anos atrás, ele decidiu criar sua própria ficção para o rosto.
Ele relatou em detalhes um trabalho de detetive que parecesse verdadeiro - seguindo "pistas" que conduziram à descoberta de um cartão de vistas da virada do século encontrado em uma loja em Buenos Aires.
Esta e outras evidências provariam, supostamente sem deixar dúvidas, a identidade da Inconnue - ela teria sido uma atriz húngara chamada Ewa Lazlo, que foi assassinada por seu amante, Louis Argon. Goto colocou a história e suas "provas" online, e começou outros projetos.

Fim do mistério

Foi intrigante, portanto, me deparar com detalhes do simpósio do European Restart a Heart Day, que acontece em Londres. Durante o dia, uma série de alto-falantes compartilham as últimas pesquisas sobre melhoras nas taxas de sobrevivência após uma parada cardíaca. Mas à noite, o entretenimento é fornecido pelo grupo Mulberry Hawk. Eles vão fazer uma performance que, de acordo com a sinopse, "conta a história de Ewa Lazlo, que se tornou a inspiração para o rosto da Resusci Anne, a primeira manequim usada na formação de RCP, e a garota mais beijada do mundo".
Então, eu pensei, a história de Ewa está começando a ter vida própria. Vários sites e blogs estão citando como fato que ela é a Inconnue.
Goto admite se sentir um pouco desconfortável com a sua criação. "Eu tinha assumido que as pessoas teriam uma visão pós-moderna e tratariam a história como ficção", ele me disse. "Eu realmente não esperava que eles fossem levar a sério."
Mas mesmo se Ewa for uma lição para não acreditarmos em tudo que se lê na internet, é improvável que a história vá muito além.
O que amamos sobre a Inconnue é a incerteza, o enigma. O que dá valor à máscara é o mistério ao seu redor.
No momento em que tivermos um nome, uma história de vida, aquele mistério está morto.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131016_mulher_mais_beijada_an_cc.shtml

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pin-ups com vestidos feitos de leite líquido em fotos

A Aurumlight fez um ensaio fotográfico com fotos que homenageia as pin-ups com vestidos feitos de leite. Várias fotos foram tiradas de vários ângulos enquanto um cara jogava o leite nas mulheres criando o formato dos vestidos. Veja o resultado e o making of:

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Traditional 40s Pinup Photos With Models Wearing High Speed Milk
Fonte: Ovelhas Voadoras
ttp://amorpelafotografia.com.br/2013/10/pin-ups-vestidos-feitos-leite-liquido-fotos-longa-exposicao/
 

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