quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Diletto rebate críticas após processo do Conar

Divulgação
Potes de sorvete de massa Diletto
Sorvetes Diletto: marca rebate críticas após denúncia do Conar
Guilherme Dearo, de EXAME.com
São Paulo - A Diletto pretende pedir o arquivamento do processo do Conar que trata de uma denúncia envolvendo a marca - além da Do Bem (dos Sucos do Bem).
É o que revelou a empresa hoje (25), à Exame.com.
Ontem, Exame.com publicou que o Conar investigava Diletto e Do Bem após reclamações de consumidores, que tinham se incomodado com informações divulgadas nas ações de marketing das marcas.
O processo citava a matéria publicada por Exame em outubro, "Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira", da jornalista Ana Luiza Leal.
A empresa diz que o pedido de arquivamento terá como base os julgados do próprio Conar, de acordo com a interpretação de artigos que embasaram a representação, demonstrando que não houve qualquer violação.
A Diletto esclareceu, ainda, que o processo no Conar foi aberto com base na reclamação de apenas uma consumidora, cujo nome não pode ser revelado publicamente.
Leia a seguir a nota oficial da Diletto sobre o caso:
“Em primeiro lugar, é fundamental esclarecer que entregamos exatamente o que prometemos: um gelato premium, com base importada da Itália, feito com ingredientes nobres e de procedências garantidas. Nosso limão é Siciliano, nosso Coco vem da Malásia, nossa Vanilla vem de Madagascar, nosso Pistache vem da Sicília, nosso Cacau vem do Togo, nosso Doce de Leite vem da Argentina e os nossos palitos são da França com madeira da República Checa. Nosso processo de fabricação é um dos mais modernos e sofisticados do mundo. Essa é a grande e definitiva verdade da Diletto.
Em relação à comunicação de nossa marca, podemos dizer com tranquilidade que ela foi desenvolvida para reforçar de forma lúdica nosso valores e trabalhou com ingredientes baseados em fatos reais. O personagem Vittorio, fundador da Diletto, é o alterego do Sr. Antonio, avô de nosso sócio. Como representado por nosso personagem, o verdadeiro nonno foi um imigrante de origem italiana proveniente do vilarejo de Sappada, na região do Vêneto, uma região famosa na Itália por utilizar a neve dos Alpes no processo de fabricação artesanal de gelato. Uma inspiração inevitável.
Contamos essa história e a tangibilizamos através de um slogan e imagens de cunho publicitário. Não acreditamos de forma alguma que esta prática tenha falsificado o nosso DNA. Somos uma tradução literal dessa narrativa ficcional.
Vale lembrar ainda que, embora o Nonno Vittorio tenha ganhado uma maior notoriedade nos últimos tempos, o verdadeiro protagonista do nosso branding, o “mito” trabalhado na comunicação é o nosso urso polar. É ele que está presente em todos os nossos materiais gráficos, posters, cardápios e todas as nossas ativações, desde um toyart, uma moeda própria com sua cara, uma galeria de arte infantil até um grande ursão que recebe nossos clientes em nossa loja. É a história deste urso polar sorveteiro que agora é contada em um livro que foi ilustrado e impresso na Itália e que estamos lançando nos próximos dias.
Mais uma história ficcional inspirada em nossos valores reais.”

Tópicos: Conar, Alimentação, Diletto, Sorveterias, Empresas, Estratégias de marketing, Marketing

Conar investiga Diletto e Suco Do Bem

Michael Melo/EXAME
Picolés da Diletto
Picolés da Diletto: marca está sendo investigada pelo Conar
Guilherme Dearo, de EXAME.com
*atualizado em 25/11, às 13h
São Paulo - O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) está investigando as empresas Diletto (sorvetes) e Do Bem (do Suco do Bem).
Os processos, abertos no dia 3 de novembro, investigam as histórias contadas sobre as marcas, criadas por elas próprias - o chamado "storytelling".
Eles citam a reportagem publicada na revista Exame "Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira", da jornalista Ana Luiza Leal.
Os consumidores reclamam que há informações nas embalagens e em peças publicitárias que não são verdadeiras.
A Diletto diz, por exemplo, que os picolés da marca nasceram com Vittorio Scabin, avô do fundador da marca. Dizem que ele fabricava sorvetes na Itália e veio para o Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial.
Mas, como a reportagem de Exame mostra, o tal Nonno Vittorio nunca existiu. “Reconheço que posso ter ido longe demais na história", disse Leandro Scabin, fundador da empresa.
Essa técnica de criar ou divulgar histórias envolvendo a empresa e a marca é conhecida como "storytelling". As narrativas criam tons humanizados para as marcas, comovem consumidores, promovem valores - assim, elas se destacam no mercado entre tantos concorrentes.
A Do Bem também está sendo investigada por suas histórias. A empresa diz que as laranjas são fresquinhas e vêm, por exemplo, da fazenda do senhor Francesco, do interior de São Paulo. Muitos consumidores se identificam com o lado "orgânico" e "familiar" da marca. "Eco-friendly".
Exame mostra, contudo, que gigantes como Brasil Citrus fornecem as laranjas para a Do Bem - e também para várias outras empresas do ramo.
Os consumidores, nesse caso, reclamam que a propaganda é enganosa, porque parece que pequenos agricultores estão sendo diretamente beneficiados pela Do Bem.
Diletto e Do Bem serão notificadas e terão dez dias para encaminhar suas defesas, que devem ser julgadas na reunião de 11 de dezembro.
Caso o resultado seja positivo para o consumidor, ambas serão notificadas com "recomendações", para se adequarem. Por exemplo, mudança na embalagem e nas ações de marketing.
Mas o Conar não tem poder judicial. As empresas seguem o conselho por estarem associadas à instituição, que promove a autorregulamentação do mercado.
A Diletto se defendeu em uma nota oficial, dizendo que divulga uma história "lúdica" para transmitir os valores da empresa.
A Do Bem diz que os agricultores que fazem parte da comunicação da Suco do Bem de fato existem e são colaboradores atuais. Mas, pelo crescimento nos últimos anos, outros fornecedores foram incorporados.
Tópicos: Alimentos, Conar, Alimentação, Diletto, Sorveterias, Empresas, Estratégias de marketing, Marketing, Marcas
fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/conar-investiga-diletto-e-suco-do-bem

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

o futuro do varejo

O varejo é incrivelmente dinâmico:
“Veremos mais mudanças nos próximos 10 anos do que vimos nos últimos 100″, disse Doug Stephens, fundador da Retail Prophet e autor de The Retail Revival: Re-Imagining Business for the New Age of Consumerism. 
Stephens publicou recentemente suas 10 previsões sobre como o varejo vai mudar neste ano. Confira:
1. As empresas estão pesquisando tudo sobre você de diferentes formas
“Neurologistas alemães estão mapeando ondas cerebrais em resposta à precificação de produtos e descobrindo alguns insights sobre como o cérebro humano percebe preço e valor”, Stephens escreveu. “Os varejistas tem agora uma capacidade sem precedentes para usar a tecnologia a fim de entregar inteligência, não sobre o que os consumidores dizem que vão fazer, mas sim sobre o que eles atualmente fazem”.
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2. Entregas no mesmo dia (ou na mesma hora) serão comuns
A Amazon está testando um sistema de entrega em 30 minutos com um drone. Embora a ideia de robôs realizando entregas seja estranha, Stephens diz que os consumidores vão esperar por isso em breve.
Para competir com o varejo online, as lojas físicas devem começar a usar centros de distribuição e logística.
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3. Lojas tradicionais terão a mesma inteligência analítica que as lojas online
“O conhecimento de quem está na loja; para onde o cliente vai se movimentar e os produtos com quem eles vão interagir, serão instantaneamente e constantemente calculados”, diz Stephens. “Quando caminhamos numa loja física, nosso histórico de pesquisa vai nos acompanhar e informar nossa experiência de compra física”.
A Apple implementou recentemente a tecnologia blue-tooth que percebe quem está na loja.
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4. Empresas de mídia começarão a vender produtos
O atual papel da mídia como anunciante está mudando, e as empresas estão começando a vender produtos por elas mesmas. Por exemplo, grande parte da Revista Harper Bazaar pode ser comprada. ”Programas de TV vão gerar receita com a venda de produtos, não mais apenas a propaganda deles”.
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5.  A “nova Revolução Industrial” vai começar
Em resposta às greves por melhores salários, empresas como McDonalds e Wal-Mart vão começar a automatizar o máximo de tarefas possíveis.
Isto já está em andamento, com a instalação de 10.000 sistemas de checkout no Wal-Mart. O McDonalds na Europa já instalou 7.000 touch screens este ano.
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6. As linhas entre o comércio online e offline vão sumir
No ano passado, o eBay lançou o “digital storefronts” em Nova Iorque e São Francisco, que permitia que os consumidores fizessem pedidos para serem entregues no mesmo dia. Stephens diz que esta é uma forma fácil que os varejistas tem para impressionar os consumidores.
“Estas instalações não somente acrescentarão um elemento de surpresa e variedade para os consumidores, mas elas também permitirão que as marcas se estabeleçam em locais oportunos e muitas vezes menos convencionais”, diz Stephens. “Estas instalações não precisam de inventário nem suporte técnico periódico, o que não requer seres humanos”.
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7. A privacidade se tornará um negócio
Os consumidores estão cada vez mais preocupados com sua privacidade enquanto fazem compras online, e começarão a pagar por serviços que os mantenha no anonimato. Com isso, os varejistas terão que se empenhar em confortar os clientes, certificando que a compra é segura.
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8. As pessoas não se preocuparão muito com a propriedade
Conforme a classe média se difunde e a cultura passa a ser a de viver com menos, os consumidores vão passar a analisar as compras mais de perto. “Carros, casas, utensílios e eletrodomésticos e pousadas serão cada vez mais comuns”. A Rent The Runway, que permite que as mulheres aluguem vestidos para ocasiões especiais, é um bom exemplo dessa tendência.
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9. Comentários na Redes Sociais terão impacto nas compras
A Nordstrom lançou recentemente um programa que exibe os produtos mais populares do Pinterest. Isto vai se tornar ainda mais popular neste ano, conforme os consumidores procurarem comentários e opiniões de outras pessoas.
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10. Os preços poderão variar diversas vezes em uma hora
Os varejistas vão começar a testar a “precificação dinâmica” nas lojas, possibilitando as mesmas vantagens competitivas de sites como Amazon e Priceline.
“Espere para ver a incorporação de outros dados como clima, preços e até mesmo itens já constantes no carrinho de compra dos clientes”.
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Texto adaptado de: Business Insider
- See more at: http://www.universovarejo.com.br/o-futuro-do-varejo-10-previsoes-sobre-como-a-forma-de-compra-ira-mudar/?utm_source=newsletter&utm_medium=emailmkt&utm_campaign=20140225_varejo_nrf#sthash.oBLUsmAx.Kyx8eR02.dpuf

O mundo é dos jovens: ONU registra recorde histórico na população de 10 a 24 anos Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/o-mundo-dos-jovens-onu-registra-recorde-historico-na-populacao-de-10-24-anos-14587036#ixzz3JcWecQ6G © 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Relatório mostra que 25% da população do planeta está nessa faixa. Saúde, educação e emprego são desafios

POR 



Mundo tem 1,8 bilhão de pessoas entre 10 e 24 anos
Foto: Free Photos
Mundo tem 1,8 bilhão de pessoas entre 10 e 24 anos - Free Photos

RIO - Um relatório inédito lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) traça um retrato da atual juventude mundial, uma multidão de 1,8 bilhão de pessoas que passa por problemas centenários, ao mesmo tempo em que carrega a responsabilidade de garantir um futuro sustentável para o planeta.
O tamanho da população jovem não tem precedentes. As pessoas entre 10 e 24 anos, alvo do estudo, correspondem a 25% dos seres humanos — um recorde histórico. E a tendência é de crescimento: em 2050, serão 2 bilhões. Sua distribuição, no entanto, é desigual. Noventa por cento estão nos países em desenvolvimento, confirmando a tendência ao envelhecimento das sociedades mais ricas.

Mesmo ocupando um quinhão avantajado da população mundial, os jovens estão na lanterna entre os grupos contemplados por políticas públicas. Segundo o relatório da ONFPA, faltam investimentos em programas de qualidade de vida, educação e oportunidades de emprego. O resultado é a sua vulnerabilidade à violência, drogas, depressão e gravidez na adolescência, entre um leque de fatores que reduz o potencial econômico e social deste contingente.
SAÚDE É ÁREA DEFICIENTE
Chamado “O poder de 1,8 bilhão: adolescentes, jovens e a transformação para o futuro”, o documento é divulgado no mesmo momento em que a comunidade internacional discute as medidas que substituirão os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, como são conhecidos os oito compromissos que deveriam ser seguidos pelos governos entre 2000 e 2015 (erradicação da pobreza e da fome, atingir o ensino básico universal, promover a igualdade entre os sexos, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna, combater HIV, malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer parceria mundial para o desenvolvimento).
A situação dos jovens mostra as pendengas que resistiram aos avanços. A saúde é uma das áreas mais deficientes. Em 2012, cerca de 1,3 milhão de adolescentes morreram de doenças preveníveis ou tratáveis, segundo a Organização Mundial de Saúde. Pelo menos 160 milhões de jovens estão desnutridos.
— O HIV é a segunda maior causa de morte entre os jovens — destaca Anna Cunha, oficial do UNFPA. — Entre as meninas, este ranking é liderado pelo suicídio. E temos observado uma ligação cada vez maior entre estes problemas de saúde mental com outros desafios, como a gravidez indesejada.
Nos países mais pobres, os transtornos mentais são observados em meninas a partir dos 12 anos. Estes problemas são agravados com costumes tradicionais, como o casamento infantil. A cada dia, cerca de 39 mil crianças tornam-se noivas. Anna lembra que o matrimônio precoce é proibido em muitos países, mas ainda assim praticado. Com a prática, as jovens tornam-se mais vulneráveis a doenças sexualmente transmissíveis.
— A educação sexual ainda representa um grande obstáculo — lamenta Anna. — Os jovens têm acesso limitado à informação, recursos e serviços. Em muitos países a lei dificulta a chegada de preservativos. O tema é ensinado na escola de forma distorcida, sem base científica. E os profissionais de saúde têm preconceito em lidar com quem precisa de assistência.
Entre os rapazes, a maior vilã é a violência. Em 2012, cerca de 1,3 milhão de adolescentes morreram em conflitos, sendo que 97% ocorreram em países pobres. Fugir da criminalidade significa, em muitos casos, abandonar a casa. A criminalidade foi apontada como o maior motivo do êxodo de jovens de Honduras para os EUA este ano.
A educação também figura entre os temas que mais preocupam os redatores do relatório. Aproximadamente 175 milhões de pessoas não conseguem ler uma frase completa. A Unesco destaca que, embora frequentem o ensino primário por quatro anos, a falta de recursos básicos faz os alunos deixarem a escola sem qualquer aprendizado. Como as adolescentes são mães muito cedo, há muito mais rapazes dentro da sala de aula do que mulheres.
Alguns países têm feito seu dever de casa. Brasil e México são citados entre aqueles com programas de transferência de renda que aumentam o nível de escolaridade dos jovens e acesso a saúde, inclusive para as meninas.
— A educação de qualidade tem uma ligação direta com a economia — assinala o nigeriano Babatunde Osotimehin, diretor-executivo da UNFPA. — Se tem uma universidade à disposição, por exemplo, o jovem tem mais capacidade para se inserir no mercado de trabalho e criar pequenos e médios negócios, uma grande fonte de empregos.
Esta é a senha para Osotimehin indicar o lado promissor descoberto pelo levantamento. Dos 210 países, 59 estão em transição demográfica — a diminuição das taxas de fecundidade e mortalidade. Este fenômeno provoca um “bônus”. Durante um certo período, variável em cada nação, há mais pessoas em idade ativa (de 15 a 64 anos) do que dependentes da população que está fora do mercado (crianças de até dez anos e idosos com 65 anos ou mais). É o momento ideal para o crescimento econômico.
— Este é um sinal, o melhor para que os países em desenvolvimento consigam dar acesso à população a políticas públicas — descreve Osotimehin. — É quando os jovens ganham maior perspectiva, um papel ativo na economia.
No ano passado, pouco mais de 73 milhões de jovens entre 15 e 24 anos — o equivalente a 36% de todas as pessoas nesta faixa etária — está desempregada. A maioria está nos países em desenvolvimento, que precisam correr atrás dos investimentos necessários para fazer esta curva ascendente.
MAIS FINANCIAMENTO PARA AS MULHERES
O modelo a ser seguido tem endereço. Nos últimos 40 anos, o Leste Asiático conseguiu expandir o mercado de trabalho e aumentar os padrões de vida da maioria dos estratos da população. A receita é básica: aumentar o acesso e a qualidade da educação; criar oportunidades em outros setores da economia, além da tradicional agricultura; e disponibilizar mais crédito no sistema bancário à população, principalmente para as mulheres. Quando elas contam com mais dinheiro na conta, o número de crianças na escola é elevado em 8%, e há menos desigualdades sociais entre jovens de ambos os sexos.
“O exemplo dado pelos países do Leste Asiático, que transformaram suas trajetórias econômicas nas décadas de 1970 e 1980, mostra que as políticas prescritas no relatório têm sido bem sucedidas no passado. Países agora à beira de uma transição demográfica pode alcançar esse crescimento, mas apenas com o investimento adequado em suas populações jovens”, ressalta o documento da UNFPA.
O relatório afirma que dois caminhos podem ser seguidos. Um deles, em que o governo abre o cofre para políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes, resulta em “uma enorme recompensa a longo prazo no desenvolvimento econômico e social”. E cita a região mais pobre do planeta: se os países da África Subsaariana fizerem os investimentos necessários em capital humano, seus dividendos demográficos podem render US$ 500 bilhões por ano nas próximas três décadas. É um ganho expressivo, considerando que o continente é teto da maioria dos 500 milhões de jovens que vivem com menos de US$ 2 por dia.
O segundo caminho é o seguido atualmente. Sem investimentos em saúde e ducação, as desigualdades sociais vão se perpetuar.
— O contingente inédito de jovens não é nem deve ser encarado como um obstáculo. É um grande segmento da população que tem capacidade para conduzir o planeta — garante Osotimehin.
Anna acrescenta:
— Mostramos como não existe a possibilidade de aproveitar a oportunidade demográfica se não houver direitos para a população jovem, como a vida sem violência e o trabalho digno.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/o-mundo-dos-jovens-onu-registra-recorde-historico-na-populacao-de-10-24-anos-14587036#ixzz3JcWV5PKa 
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10 modelos de sucesso que fogem do padrão extremamente magro

A contratação da modelo tamanho 10 (equivalente ao 40 no Brasil) Myla Dalbesio, por parte da Calvin Klein, suscitou uma série de discussões a cerca dos padrões extremamente magros adotados, até então, pela indústria da moda.
Myla Dalbesio
Myla Dalbesio
Considerada ícone das manequins chamadas "in betweenies", ou seja, mulheres cujo corpo não se enquadra nem nos padrões das passarelas, nem nas medidas consideradas "plus size", Myla influenciou, também, o último editorial de lingerie da Vogue.
Pensando nisso, o Huffington Post.com selecionou 10 modelos de sucesso, que fogem do padrão extremamente maro, e que, assim como Myla, poderiam muito bem ser a musa da Calvin Klein. Confira:
1. Elly Mayday
Elly Mayday é uma modelo de lingerie plus-size canadense. Diagnosticada com câncer um raro no ovário, Mayday continuou trabalhar na indústria da moda, apesar das cicatrizes de histerectomia e a careca deixada pelo tratamento.
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2. Kerosene Deluxe
Junto com Elly Mayday, Kerosene Deluxe é destaque em um documentário canadense chamado "A Perfect 14". Esta mulher durona teve um começo humilde, trabalhando na área de cosmetologia, até que um fotógrafo a viu em um evento e desde então a modelo é sucesso por onde passa.
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3. Mia TylerNada mais natural que a filha de Steven Tyler, assim como Liv, esteja no centro das atenções de Hollywood. A bela tem seguido uma bem sucedida carreira de modelo.
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4. Philomena Kwao
Vestindo 16, Philomena tem sido apontada como a primeira modelo negra, plus-size da Grã-Bretanha. Destaque na Cosmopolitan UK ela tem uma carreira realmente muito promissora.
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5. Denise Bidot
Este modelo Latina atualmente reside em Nova York, mas tem sido destaque em campanhas publicitárias em todo o mundo. Você pode encontrar algumas de suas fotos na Glamour ou nas versões da Cosmopolitan Latina. Ela também estrelou varejistas como Forever21, Levis e Macy.
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6. Katya Zharkova
Katya é considerada a plus-size pioneira da Bielorrússia. Ela mantém essas mesmas medidas desde os 14 anos de idade. Em 2013, ela foi nomeada a "Mulher do Ano" pela Plus Mag.
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7. Jada SezerEm um artigo para o The Independent, a modelo britânica, de 23 anos de idade, disse à revista: "As pessoas batem palmas para Beyoncé e Jennifer Lopez, que são mulheres cheias de curvas, mas elas são de tamanho 8 a 10, e elas têm treinadores pessoais ... Enquanto isso, algumas revistas colocam modelo plus-size em algumas fotos, como um gesto de boa vontade, mas não nos leva a sério ".
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8. Ashley Graham
Ashley é a principal modelo de lingerie da Lane Bryant. Ela também tem sido destaque na Vogue, Glamour e tem sido o rosto de muitas campanhas de Levis. Ela também fez manchetes depois de estrelar um anúncio que foi proibido de ser exibido antes 20h, por ser considerado muito revelador.
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9. Marquita Pring
Acredite ou não, a bela Marquita foi abandonada pela agência de modelos Ford Models, depois que decidiu cortar sua divisão plus-size. Grande erro: sozinha, a modelo tornou-se um dos maiores destaques da Cosmopolitan, e agora trabalha com a IMG Models, onde ela tem toda a liberdade para ser ela mesma.
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10. Tara Lynn
Tara tem sido destaque em várias capas da Elle, em toda a Europa, e também foi o rosto da H & M na campanha "Grande é bonito ", em 2011.
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sábado, 15 de novembro de 2014

Fissurados em cirurgias plásticas podem ser portadores do Transtorno Dismórfico Corporal

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,igualitarismo-e-um-mito-da-modernidade-diz-sociologo-da-sorbonne,1590742O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,igualitarismo-e-um-mito-da-modernidade-diz-sociologo-da-sorbonne,1590742O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,igualitarismo-e-um-mito-da-modernidade-diz-sociologo-da-sorbonne,1590742

fonte: http://acritica.uol.com.br/vida/manaus-amazonas-amazonia-Fissurados-cirurgias-plasticas-pode-ser-portadores-Transtorno-Dismorfico-Corporal-saude_0_1244875519.html

Cirurgião plástico, especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), alerta para a divisa entre o bom senso e o exagero nos procedimentos

    A estilista Donatella Versace é uma das celebridades que mudaram radicalmente ao passar dos anos
    A estilista Donatella Versace é uma das celebridades que mudaram radicalmente ao passar dos anos (Reprodução)
    De algumas semanas para cá, muita gente tem alegado não ver mais a personagem Bridget Jones no rosto da atriz Renée Zellweger. Aos 45 anos, a norte-americana se submeteu a procedimentos cirúrgico-estéticos na face que “apagaram” muitos dos traços naturais de sua fisionomia. Tanto rebuliço nas redes sociais por conta da aparência da atriz – que está, para muitos, irreconhecível – torna a suscitar grandes discussões relacionadas às cirurgias plásticas: até que ponto devemos mudar a aparência em prol do bem-estar pessoal?
    Algumas pessoas conseguem de fato reconhecer os pontos que não lhe agradam no corpo ou rosto, e agir sobre as mudanças com bom senso. Já os indivíduos que tendem a ter uma imagem fantasiosa da própria aparência a ponto de querer mudá-la drasticamente podem ser portadores do Transtorno Dismórfico Corporal. A condição é considerada um problema de saúde mental relacionado à imagem corporal, em que o indivíduo tem um ou mais defeitos percebidos em sua aparência, segundo o cirurgião plástico Israel Oliveira, especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “O TDC é diagnosticado apenas se a preocupação causa sofrimento significativo e perturba o funcionamento diário ou ambos”, alega.
    Ainda segundo o médico, modismos, exageros ou aberrações cirúrgicas com intuito de chamar a atenção da mídia ou causados pelo TDC podem levar à situações que ultrapassam o limite do aceitável na cirurgia plástica. “O modismo de ter lábios volumosos como o da atriz Angelina Jolie, por exemplo, levou diversas pessoas a procurarem cirurgiões plásticos e dermatologistas para fazer o preenchimento labial e alguns exageraram na dose. A falta de bom senso e de orientação de profissionais qualificados possibilita esses deslizes estéticos”, pondera o especialista.
    As cirurgias de face como rinoplastias, lifting facial e cirurgias ortognáticas (redução ou aumento da mandíbula e maxila) podem trazer grandes modificações na aparência, coloca o médico. “Porém, a necessidade e benefícios ao paciente devem ser avaliados, esclarecidos e dosados pelo cirurgião plástico em conjunto com o paciente”, destaca. O cirurgião afirma que as mudanças percebidas na face da atriz Renée Zellweger são decorrentes do envelhecimento cronológico e da perda de peso, e que não existe nada de errado com os procedimentos realizados no rosto da celebridade. “Vale ressaltar que ela tinha um rosto muito característico e os procedimentos (prováveis lifting facial, blefaroplastia, tratamentos cutâneos com toxina botulínica e ácido hialurônico) podem modificar as feições do paciente. De forma alguma isso pode ser considerado erro médico”, revela.
    Israel ressalta ainda que devemos considerar o envelhecimento como algo normal e que faz parte da vida. “O desenvolvimento de preenchedores cutâneos e a toxina botulínica, quando usados com bom senso, têm mantido a face de quem já passou dos 40 ou 50 anos com bom aspecto e livre de procedimentos cirúrgicos”, coloca.
    Tratamento
    De acordo com a psicóloga Karina Bessa, a partir de apenas um olhar é antiético afirmar que alguém sofre ou não de determinado transtorno. Não são todos que se submetem a procedimentos estético-cirúrgicos que possuem o TDC. “Mas há dados na literatura sugerindo que o TDC é comum em pacientes com transtorno depressivo, fobia social, TOC, e naqueles que procuram tratamento dermatológico e cirurgia plástica frequente”, aponta ela. Por ser uma doença séria, a idealização e tentativa de suicídio são altas, tanto em adultos quanto em crianças, segundo ela. “Muitos pacientes evoluem com significativas perdas ocupacionais e sociais e muitos permanecem isolados dentro de casa durante anos”, pondera Bessa.
    A Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) é a técnica psicoterápica mais indicada para o tratamento do TDC. O objetivo do tratamento é fazer com que o paciente possa “vir para a realidade”, perceber as distorções e ter melhor qualidade de vida e bem estar.
    “Muitas vezes há a necessidade de encaminhamento ainda ao psiquiatra e, neste caso, o tratamento segue de forma conjunta, onde o psicólogo (terapeuta) trabalha a psicoterapia e o médico psiquiatra trabalha o tratamento medicamentoso. Como o TDC comumente possui comorbidade com os Transtornos Alimentares, também existe a necessidade um acompanhamento por profissionais da nutrição. Assim, é possível perceber que o tratamento é multidisciplinar, ou seja, envolve profissionais de várias áreas”, assegura Bessa.

    Deusas calipígias e a influência das nádegas na história da humanidade




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    "A pátria, a honra, a liberdade, nada existe: o universo gira em torno de um par de nádegas" -- Jean-Paul Sartre

    "Quando falamos das nádegas, falamos de nós mesmos", defende documentário A face oculta das nádegas,  de Caroline Ponchom e Allan Rothschild (que também publicaram livros sobre o culto aos seios, mãos e pés - veja), e propõem uma viagem multidisciplinar pelas diferentes representações do traseiro na história da humanidade, emprestando conceitos de história da arte, psicanálise, sociologia e semiótica.

    Leia mais


    Calipígia
    Do grego antigo καλλι (belo, de boa aparência) e πύγιον (nádegas); aquela que tem belas nádegas, perfeitas.

    Afrodite / Vênus calipígia
    "A procura pelo modelo calipígio é constante entre as nossas mulheres, a ponto de um fabricante de jeans ter dito, certa vez, que o Brasil é o único país no mundo em que as mulheres se vestem olhando-se de costas para o espelho."

    A face da alma...
    Para os gregos, as nádegas eram uma parte bela da anatomia, em parte devido à sua agradável curvatura, mas também por seu contraste com o traseiro dos outros macacos e chimpanzés. Os dois hemisférios humanos eram tão diferentes dos dois pedaços de carne dura (as calosidades dos ísquios) dos outros macaco, que os gregos consideravam as nádegas um sinal da suprema condição humana. Segundo os gregos, a curvilínea deusa do amor, Afrodite Calipígia — literalmente, "que tem belas nádegas" —, tinha nas nádegas a parte esteticamente mais agradável de toda a sua anatomia. Eram tão veneradas que um templo foi erguido em sua honra.
    Autores mais recentes têm declarado, de maneira um tanto ambígua, que "a bunda é a face da alma do sexo", que oferece "um amortecedor de delícias". O cineasta italiano Federico Fellini comentou, também de forma equívoca, que "a mulher bunduda é um épico molecular de feminilidade" — uma frase que parece ter perdido algo na tradução. O artista espanhol Salvador Dali foi mais longe ao insistir que "é através da bunda que os maiores mistérios da vida podem ser entendidos". Desmond Morris - Trechos de A Mulher Nua

    Et vera incessu patuit dea
    "Virgílio compreendeu que Vênus ocultasse aos olhos do filho, na selva líbica, a beleza imortal de seus olhos, de seu sorriso, de suas formas sedutoras; mas não aquilo que era sua essência divina, sua graça olímpica. Foi pelo andar que ela revelou-se Deusa." -- José de Alencar - A Pata da Gazela

    "A Vênus Calipígia tinha nádegas perfeitas, que Zeus lhe proporcionara em troca de alguns prazeres ilícitos. A procura pelo modelo calipígio é constante entre as nossas mulheres, a ponto de um fabricante de jeans ter dito, certa vez, que o Brasil é o único país no mundo em que as mulheres se vestem olhando-se de costas para o espelho. Por isso a sua marca de jeans procurava modelar as nádegas e era um sucesso no mercado feminino.
    Nas academias, a ginástica voltada para os glúteos é predominante e as mulheres lhe dedicam a maior parte do tempo dos exercícios. 
    Um paradoxo, no entanto, ameaça o corpo feminino idealizado quando os médicos dizem pelos jornais que as brasileiras estão, em média, acima do peso indicado tanto pela medicina quanto pela estética. Suas nádegas abundantes estão a ganhar volumes que ultrapassam o modelo de Vênus Calipígia. A deusa grega foi substituída por uma mulher chamada Melancia." -- Celso Japiassu
    http://www.newsgula.com/2013/04/deusas-calipigias-e-influencia-das.html

    Imagem impossível??? Corpo construido???

    ENQUÉTCHY DO DYÃN

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    Kimzinha Meu Kuardashian acabou de postar em sua conta do instagram uma das duas capas que ela fez pra revishta Paper que, acredite, não é tipo aquela revista Brazil, que tinha um ~POUQUINHO~ de sexo eshplícito. É apenax uma revishta de artchy.
    Sim, isso é artchy.

    ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

    Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...