terça-feira, 23 de julho de 2013

As 10 cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil

 

Em 19 de julho de 2013 |0 Comentário
A facilidade, inclusive de pagamento, tem feito cada vez mais mulheres ir em busca de cirurgiões e recorrer ao bisturi.
E não é para menos. Todo mundo quer ficar bonita e se sentir bem.
Recentemente saiu uma pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS) que aponta as cirurgias mais realizadas pelas brasileiras.
Veja a lista.
1 – Lipoaspiração: 211.108 procedimentos cirúrgicos em 2011
2 – Aumento de mama: 148.962
3 – Abdominoplastia: 95.004
4 – Blefaroplastia (cirurgia das pálpebras): 90.281
5 – Redução de mama (mulheres): 66.417
6 – Mastopexia: 64.960
7 – Rinoplastia: 43.809
8 – Facelift: 38.484
9 – Otoplastia: 28.788
10 – Aumento dos lábios (exceto materiais injetáveis): 23.311

Fonte: Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS)

Cidade Ditadura da beleza. Número de cirurgias plásticas em adolescentes cresce 141,3%

No público jovem, as intervenções cresceram em um ritmo três vezes maior do que entre adultos (38,6%). Lipoaspiração e implante de silicone nos seios são os procedimentos mais comuns
O que não faltam são incentivos. Mulheres magras, exibindo barrigas saradas e seios turbinados são destaque na televisão e em capa de revistas. Para realizar o sonho de ter um corpo o mais próximo possível do idealizado, cada vez mais mulheres têm recorrido à cirurgia plástica. Mas até que ponto essa insatisfação com o corpo afeta a vida delas? Esses procedimento são realmente necessários? As intervenções vêm sendo realizadas de forma indiscriminada, sobretudo pelo público jovem. Prova disso são os dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) que apontam que, de 2008 a 2012, o número de cirurgias plásticas em adolescentes de 14 a 18 anos cresceu 141,3%.
Foram 37.470 procedimentos realizados em 2008, saltando para 91.100 no ano passado. Ritmo que supera em mais de três vezes o registrado em adultos: 38,6% – 591.260 em 2008, subindo para 819.900 em 2012. Considerando o total de intervenções realizadas, a participação dos adolescentes também apresentou crescimento. Saltou de 6% (37.740 de 629.000) para 10% (91.100 de 911.000).
Lipoaspiração e implante de silicone nos seios são os procedimentos mais realizados entre as meninas, enquanto ginecomastia (redução das mamas que crescem demais) e cirurgia de correção da orelha de abano são os mais comuns entre os meninos. O Brasil é o segundo país do mundo em número de cirurgias plásticas, atrás apenas dos Estados Unidos. Em terceiro lugar no ranking está o Japão.
Sonho
Em meio a tantas motivações meramente estéticas, em alguns casos, o procedimento é recomendado pelos médicos. É o caso da jovem Júlia Rabay, 16. Retraída por causa dos seios grandes, ela desejava, desde os 13 anos, diminuir a mama. “Os meus seios eram desproporcionais, eu me sentia desconfortável”, relata. Preocupados com a autoestima da filha, os pais resolveram satisfazer o desejo e, em 26 de junho deste ano, realizaram seu grande sonho: dar a cirurgia de diminuição da mama à filha.
Apesar de ainda estar dolorida em decorrência do período pós-operatório, Júlia é enfática ao afirmar que não se arrepende de sua decisão e diz estar totalmente satisfeita com o resultado. O sutiã, que antes era tamanho 46, diminuiu para 40. Antes de decidir pela intervenção cirúrgica, no entanto, a jovem pesquisou na internet todos os riscos que correria. Foi quando saiu com os pais em busca em um bom cirurgião plástico. “Tem gente que faz para aparecer, ela fez para se sentir melhor”, salienta o microempresário Jorge Rabay, 56, pai da jovem.
Há alguns anos, a estudante Natália Cosme Nogueira, 16, sofreu uma queda. Desde então, ficou com o nariz “feio”. Cansada de ser alvo de piadas na escola, o que a deixava para baixo, resolveu fazer uma cirurgia plástica. A ideia partiu dos próprios pais, que preocupados, perguntaram se ela gostaria de se submeter ao procedimento. Hoje, ela garante que tudo mudou em sua vida. “As pessoas me olham diferente. Até a minha autoestima eu recuperei”, comenta, reforçando que não se arrepende da decisão que tomou.
Paulo Régis Teixeira, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) Regional Ceará, explica que o aumento na procura por procedimentos cirúrgicos de caráter estéticos se deve pela facilidade de acesso à informação que as pessoas estão tendo, o que ajudou a desmistificar a cirurgia plástica.
Houve também uma melhora na situação sócio-econômica da população brasileira, fazendo com que parte dos pacientes, que antes não tinham acesso a esse tipo de procedimento, agora passassem a ter. Outro fator que contribuiu foi o aumento dos serviços de cirurgia plástica. Hoje, existem em todo o Estado em torno de 130 profissionais, entre cirurgiões plásticos e residentes de cirurgia plástica.
No Ceará, os serviços de residência desta especialidade existem no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Instituto Doutor José Frota (IJF) e na Faculdade de Medicina. O especialista comenta que a lipoaspiração e o implante de silicone passaram a ser os procedimentos mais procurados tanto pelas pessoas de mais idade quanto pelos adolescentes. “Hoje, as pessoas procuram o cirurgião muito cedo e as adolescentes estão nesse hall. Ficou uma coisa meio que de moda”, ressalta. No caso da prótese de mama, Teixeira reconhece que há cerca banalização.
O médico conta que frequentemente acontece de meninas, em vez de fazerem uma festa de 15 anos, como tradicionalmente acontece, pedirem aos pais uma cirurgia plástica de presente. “Os pais se preocupam, mas quando são casos realmente necessários eles estimulam a fazer”, frisa. O especialista acrescenta que, com os resultados, muitas vezes é possível mudar a personalidade da pessoa. “Tive um professor que dizia que o cirurgião plástico é um psiquiatra com bisturi na mão”, conta.
Estatísticas
Como grande parte das cirurgias estéticas são particulares, a SBCP não sabe estimar quantos procedimentos são realizados, por ano, no Ceará. Como também não existe uma tabela de preços, os valores variam bastante, de acordo com o procedimento e profissional escolhidos. “Para cirurgia estética, o preço não é fixo”, enfatiza Teixeira.
Para evitar maiores riscos, o presidente da Sociedade chama atenção para as propagandas que se disseminam na televisão e em revistas anunciando a chamada medicina estética. Ele alerta que não existe essa especialidade no Conselho Federal de Medicina (CFM). “Qualquer procedimento cirúrgico envolve riscos, mas no caso de um cirurgião plástico, a pessoa pelo menos tem a segurança de que está sendo operada por um profissional treinado para isso”, destaca.
Saiba mais
1. Procure realizar um check-up antes de se submeter a uma cirurgia plástica. Exame de sangue, hemograma, coagulograma, raio-x de tórax. É preciso fazer um exame clínico e laboratorial completo desse paciente
2. Se informe com quem você vai se operar e se o médico é especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
3. O local onde o procedimento vai ser feito é outro ponto importante. Hoje, praticamente não se faz mais cirurgia plástica em clínicas, a maioria é feita em hospitais, com todas as condições necessárias, com Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Intervenções maiores têm que ser feitas nessas condições
4. O acompanhamento pós-operatório é outro ponto importante. Não é somente a cirurgia em si que vai resolver o problema. Existem mecanismos que ajudam na recuperação desses pacientes, como a fisioterapia com drenagem linfática. Maior parte dos pacientes já está recuperada com 30 dias
5. Procure se informar sobre as cirurgias que o médico que você está se consultando já fez, se ele foi bem-sucedido, se os resultados foram bons. Isso é importante, é a segurança para o paciente
 
SALVEM NOSSOS CORPOS DE TANTA BELEZA

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Modelos com deficiência levam a diversidade ao São Paulo Fashion Week

 

Além das belas e charmosas modelos, que são consideradas padrões nas passarelas, a edição 31ª edição do São Paulo Fashion Week (SPFW), na Fundação Bienal, no Parque do Ibirapuera, conta com a beleza na diversidade. Como o tema desse ano diz respeito ao futuro, abranger a democracia dos tipos físicos, também é um começo. Nas passarelas externas do evento, até o dia 17 de junho, lindas modelos com deficiência da agência Kica de Castro Fotografias, vão provar com caras, bocas e muita simpatia o que sempre foi dito desde 2007: beleza e deficiência não são palavras opostas. A moda pode ser democrática e abrir espaço para esses profissionais.
No Brasil, cerca de 30 milhões de consumidores possuem algum tipo de deficiência e fazem questão de acompanhar e estar na moda.
As modelos com deficiência, escolhida para essa ação “futurista”, foram: Caroline Marques, paraplégica, 29 anos e Paola Klokler , má formação congênita, membro inferior esquerdo, 20 anos. Ambas com um currículo extenso na área. Marques é modelo, há cinco anos, passarela e anúncio fotográfico. Paola além de ser modelo fotográfico há dois anos, com destaque em Berlim, é atleta de basquete em cadeira de rodas e dançarina do ventre.
Para ressaltar a beleza, de Caroline e Paola, a produção foi pensada em cada detalhe. Figurino, acessórios e maquiagem, ficam por conta da equipe do Mercadinho Chic .Uma empresa que existe há três anos, onde o conceito é deixar o sexo feminino, em sua diversidade, dentro da moda, para qualquer situação. Vale à pena conferir os serviços dessa empresa, que apóia a inclusão da pessoa com deficiência, no site: www.mercadinhochic.com.br
Mercadinho Chic!
End.: Rua Oscar Freire, 720 – Jardins
Horário de Funcionamento: de 4° a sábado, das 12h às 20h (modas e acessórios).
Domingo, das 11h às 19h (Decoração e Home)

A semana da moda mais importante e badalada da América Latina, realizada em São Paulo, Fashion Week, começou no dia 13 e terminará no dia 18 junho. É possível conferir a. Evento que dará continuidade às comemorações de 15 anos de Fashion Week com o tema “Futuros”.
Reunindo os mais conceituados profissionais do segmento: estilistas, produtores, consultores de moda, jornalistas, agências de modelos, fotógrafos, marcas que promovem beleza e ditam tendências.

Obesas mórbidas posam nuas em nome da arte

 

Na contramão dos ensaios sensuais com modelos anoréxicas, o fotógrafo italiano Yossi Loloi só fotografa gordinhas e lança a pergunta: Quem diz que beleza tem que ser magra?

Agência de modelos prova que beleza e deficiência não são contraditórias

A modelo paraplégica Caroline Marques, em desfile no Fashion Mob 2011 / Rica de Castro/Divulgação/Metro
 
“Cadeiras de rodas, muletas, próteses, órteses, para mim, são acessórios de moda”, afima a fotógrafa Kika de Castro. Numa iniciativa em favor da inclusão social, criou a Agência de Modelos para Profissionais com Deficiência, em 2007. A empresa tem um casting com 80 modelos, espalhados pelo Brasil, que possuem alguma necessidade especial. Apesar de localizar-se em São Paulo, o estúdio atrai pessoas de todo o país.
Segundo Kika, agora as pessoas estão conseguindo enxergar que beleza e deficiência não são palavras oposta, mas ainda existe muito preconceito. A agência faz mais trabalhos fora do Brasil. Em outros países do mundo existe maior atenção para aspectos da vida dos deficientes. Fato que levou a fotógrafa fazer parceirias com agências no exterior para ser reconhecida aqui dentro.
A ideia de criar a agência surgiu quando Kika chefiava o setor de fotografia de um hospital e centro de reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência física. As fotos que fazia para os prontuários e fichas médicas eram muito frias. Os pacientes se sentiam inibidos, usavam apenas peças íntimas e uma placa que vinha com o número do prontuário quando fotografados. Foi então que kika resolveu dar mais vida as fotos. Batizou o trabalho de fototerapia, buscava resgatar a autoestima por meio de fotos. Os pacientes, satisfeitos com o projeto, começaram a pedir books de moda.
Para a avaliação, os interessados precisam viajar para São Paulo. Em alguns casos a fotógrafa vai até as cidades descobrir novos talentos.
http://www.prograd.uff.br/sensibiliza/ag%C3%AAncia-de-modelos-prova-que-beleza-e-defici%C3%AAncia-n%C3%A3o-s%C3%A3o-contradit%C3%B3rias

Beleza e deficiência não são opostos, diz criadora de agência de modelos

Kica de Castro trabalha com 80 modelos com deficiência em todo o país.
Demanda cresce, mas preconceito ainda predomina, afirma ela.

Giovana SanchezDo G1, em São Paulo
25 comentários

Kica de Castro em seu estúdio (Foto: Giovana Sanchez/G1)Kica de Castro em seu estúdio
(Foto: Giovana Sanchez/G1)
"Aqui, ninguém usa Photoshop", alerta a fotógrafa Kica de Castro para quem entra em seu estúdio, no bairro do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. "E sou muito grata à tecnologia HD, que mostrou que todos têm defeitos, ajudou a reassaltar a imperfeição". Kica tem 35 anos e há 12 anos trabalha com fotografia para deficientes. Primeiro, num centro de reabilitação, fazendo fotos de prontuários e fichas médicas. "Era tudo muito frio e eles ficavam inibidos de ter que ficar sem roupa e ser fotografados com uma plaquinha, como numa prisão."
[O G1 publica, nesta quinta e sexta (1º e 2), a série 'Transformadores', que conta histórias de gente que mudou a própria vida para melhorar a realidade de outras pessoas. Conheça todos os protagonistas da série.]
Foi então que ela resolveu dar mais vida para a sala de fotos. "Fui na 25 de março e comprei tudo que você pode imaginar de quinquilharia. Aí, quando os pacientes vinham, fazia quase um editorial de moda com eles, até ficarem a vontade para a foto médica".
Kica percebeu que tudo mudou no seu trabalho, e os pacientes começaram a pedir books de moda. Vendo a demanda, ela começou a pesquisar e viu que a Europa está avançada na moda para deficientes. Após uma viagem para a Alemanha e muita pesuqisa e contatos, ela abriu, em 2007, a "agência de modelos para profissionais com alguma deficiência" que leva seu nome. Hoje ela trabalha com 80 modelos em quase todo o Brasil - menos no Acre e em Rondônia.
Em suas fotos, os aparelhos ortopédicos aparecem como acessórios. "Acho que agora as pessoas estão conseguindo enxergar que beleza e deficiência não são palavras opostas, mas ainda existe muito preconceito", diz ela. Até hoje, ela diz que a agência faz mais trabalhos para fora do Brasil.
Carolina Vieira, uma das modelos da agência de Kica (Foto: Kica de Castro/Divulgação)Carolina Vieira, uma das modelos da agência de Kica (Foto: Kica de Castro/Divulgação)
Para Priscila Menucci, modelo de 91 cm e a menor atriz brasileira reconhecida pelo Rank Brasil, trabalhar com moda foi uma mudança radical na vida. "Passei a cuidar mais do corpo, da pele e a fazer cursos como automaquiagem". E, ao ser questionada como se sente na passarela, ela é categórica: "com 1,90 m de altura, me sinto um mulherão!"
Confira a entrevista com Kica:
G1 - Como você teve essa ideia da agência?
Kica de Castro -
Na verdade foi uma coisa muito por acaso. Sou publicitária e estava meio estressada, isso no começo de 2000. Aí, resolvi largar tudo para fazer fotografia. Comecei com os eventos sociais e corporativos, mas a partir de 2002 recebi um convite para ser chefe do setor de fotografia de um centro de reabilitação. E lá o foco era a deficiência física. Fazia os prontuários médicos, artigos científicos. Era da forma mais fria possível. Era uma sala pequena, fundo branco, e as pessoas tinham que ficar de peças íntimas ou em alguns casos nuas. As fotos eram feitas nas quatro posições globais (frente, costas e laterais), acompanhada de uma plaquinha do lado com o número do prontuário. Não tinha nenhum paciente que olhasse para aquela situação e não perguntasse 'Estou sendo fichado, é foto para presídio?'. E eu não tinha experiência, não sabia lidar com aquilo.
Passados os 3 meses de experiência, não sabia se ia aguentar, as pessoas não se comunicavam comigo, algumas choravam quando iam tirar a roupa, era muito invasivo para a autoestima do paciente. Aí tive uma conversa com uma amiga do setor de psicologia que me disse: 'faça o seu trabalho da melhor forma possível e tente se aproximar das pessoas'.
Aí, no dia seguinte fui na Rua 25 de Março (via mais importante de comércio popular de São Paulo) e com R$ 120 fiz a festa. Comprei tudo o que você pode imaginar em quinquilharia, bugiganga, revistas masculinas e femininas de moda. Na segunda-feira cheguei ao trabalho e fui até barrada pelo segurança de tão grande que estava a minha sacola.
Quando os pacientes chegavam e eu pedia para eles tiarem a roupa, dizia que era uma foto para um editorial de moda e deixava tudo ali a disposição para eles se enfeitarem. As fotos mantinham o mesmo padrão científico, mas as pessoas tinham 5 minutos de contato com a vaidade delas. Então eles se maquiavam, se penteavem, se olhavam no espelho.
G1 - Eles ficavam mais a vontade?
Kica -
Ficavam. Eles passavam pela situação de estar nu, mas não tinha mais aquele comentário de 'estou sendo fichado'. [...] E eles iam me contando a história delas, muitos tinham o sonho de serem modelos e eu incentivava eles a correr atrás do sonho. Para a minha surpresa eles começaram a me pedir books particulares. Como trabalhava na instituição e o espaço era mais acessível, eu só cobrava o preço de custo. Quando eles viam a foto revelada, eles diziam 'nossa, mas essa sou eu sem maquiagem, sem photoshop?'. Com essa produção, com essa luz, as pessoas ficavam motivadas. Elas foram atrás das agências e pra minha surpresa, todas as respostas eram negativas.
As meninas começaram a voltar com a mesma baixa autoestima. Eu dizia: 'isso não pode acontecer!' E elas me falavam que a única pessoa que acredita no potencial elas era eu. Aí, em 2005, comecei a fazer uma pesquisa que me levou para Europa.
Cleonice Terra, modelo da agência de Kica com paralisia cerebral (Foto: Kica de Castro/Divulgação)Cleonice Terra, modelo da agência de Kica com
paralisia cerebral (Foto: Kica de Castro/Divulgação)
G1 - Eles têm iniciativas assim?
Kica -
Têm. Na Alemanha tem o concurso 'a mais bela cadeirante'. Na França e na Inglaterra tem um reality show só para pessoas com deficiência, que é mais inclusivo. Na Alemanha, há anúncios publicitários para venda de aparelhos ortopédicos, diferente daqui, que é só um catálogo de cores.
Algumas poucas ações eram vistas aqui, mas nada na passarela, voltado pra fotografia. Era sempre essa coisa de recepção de eventos, coisas pequenas.
G1 - E aí você teve a ideia de trazer para o Brasil?
Kica -
É. Mas tive que começar lá fora, para poder ser reconhecida aqui dentro. Tive contato com a agência na Alemanha justamente para fazer valer, colocar isso na cabeça do povo. Lá fiz pesquisa e o contato se mantém até hoje.
Em 2007, atribuí as atividades que já tinha como fotógrafa, aproveitei meu CNPJ justamente para poder colocar como Agência de Modelos para Profissionais com Alguma Deficiência.
G1 - E como foram esses anos, de 2007 pra cá?
Kica -
Costumo avaliar a partir de 2010. Os 3 primeiros anos foram de implantação do conceito. Ninguém sabia disso, ninguém acreditava no potencial, então exploramos bem esse lado. A partir de 2010, alguns resultados já foram surgindo nas passarelas, em editoriais de moda.
G1 - Vocês fazem trabalhos fora do Brasil também?
Kica -
Bastante.
G1 - Mais do que aqui?
Kica -
Sim. Principalmente as amputadas. É a visão brasileira. O brasileiro tem essa coisa de que para ser modelo tem que ser Gisele Bündchen, tem que ter 1,80 m, magra, olho verde e loira de preferência.
Priscilla Menucci, modelo de 91 cm (Foto: Giovana Sanchez/G1)Priscila Menucci, modelo de 91cm (Foto: Giovana
Sanchez/G1)
As modelos plus size hoje são uma releitura do Renascimento. Pessoas com deficiência não tiveram nenhuma referência na história da humanidade. Então você imagina, desde a década de 1960 querer implantar pessoas com deficiência no mercado da moda e você ser praticamente a única a falar do assunto o tempo todo... É complicado mudar a visão. As pessoas colocam as pessoas com deficiência na passarela, mas não na mesma proporção que as modelos contratadas. Coloca-se uma para ficar bem na foto.
Na agência temos 80 profissionais, mas as oportunidades ainda são poucas.
G1 - Como é feita a seleção?
Kica -
O processo seletivo é feito como um processo convencional. Porque estamos falando de inclusão de mercado de trabalho, de um mecado totalmente ditador. Ou seja, ou você entra na regra do que já existe ou não dá para trabalhar com moda. O processo é feito da mesma maneira de uma modelo convencional, a pessoa passa testes, entevistas, tem que ter curso profissionalizante. É uma exigência básica da agência. A pessoa tem que estar preparada para enfrentar o mercado de trabalho.
Se você não estiver preparado para o mercado de trabalho, aqui não tem espaço para o assistencialismo. Aqui obrigo todo mundo a ter uma primeira profissão, justamente para poder manter a segunda profissão, que é ser modelo, porque infelizmente ainda são poucas as modelos que vivem de modelagem. É o que falo para as meninas: estudar e ter uma profissão que mantenha tudo.
G1 - A sua agência se mantém só com as fotos de moda? Você abandonou a fotografia de eventos que fazia?
Kica -
Continuo. O mercado está abrindo as portas, mas ainda não está totalmente aberto. Muito pelo contrário. As pessoas estão começando a ver nosso trabalho, dão algumas oportunidades, mas ainda são poucas e precisamos correr muito.
[...] As pessoas estão vendo a inclusão na área de beleza e sensualidade de forma diferente, estão conseguindo enxergar que se pode ser profissional, que beleza e deficiência não são palavras opostas.
tópicos:

Agência de modelos com deficiência confrontam ditadura da perfeição


Mistura Urbana
01/07/2013

Hoje com a diversidade no auge e as marcas entrando no ritmo do “adapte-se ou morra”, agências especializadas em modelos com alguma deficiência propõe inclusão no mercado da moda, de um público representado por mais de 46 milhões de consumidores.

da Redação
A agência americana Doll Parts da Tarah Una e a agência da fotógrafa brasileira Kica de Castro, a primeira no país nesse segmento, se destacam nessa proposta. Ambas possuem interesses acima do lucro: promover mensagens de superação, liberdade, respeito e evolução social.
uma modelo, com estilo de motoqueira, tatuada e o braço amputado, agachada ao lado de uma moto
Foto da agência Doll Parts da Tarah Una

Kica de Castro trocou o mercado publicitário para assumir o setor de fotografia num Centro de Reabilitação para deficientes. Incomoda com o constrangimento dos pacientes diante da câmera, foi a 25 de Março e comprou acessórios e itens de beleza e simulou um estúdio de moda dentro do seu departamento. Essa iniciativa deu espaço para um projeto de fototerapia, focado no resgate da autoestima dos pacientes.
Em 2009 lançou a agência de modelos para pessoas com alguma deficiência e somente após conseguir parceria com a agência alemã Visible teve mais abertura no Brasil. Desde então alcançou grandes avanços na inclusão de modelos deficientes no mercado brasileiro. Hoje sua agência conta com 80 modelos.
Conversamos com a Kica, e ela nos contou um pouco sobre o cenário atual do mercado, os trabalhos que tem feito e as expectativas para o futuro. Confere ae!
uma modelo deitada com a sua cadeira de rodas na beira do mar
Foto de Kica de Castro

Você ainda tem parcerias com agências fora do país como a Visible na Alemanha?
Kica.: A parceria com a Visible acabou em 2010, quando eles deixaram de cumprir o contrato. Hoje tenho vários contatos com empresas fora do Brasil que contratam modelos com deficiência, principalmente modelos fotográficos, voltados para aparelhos ortopédicos.
-Fale um pouco sobre os trabalhos que as suas modelos já fizeram fora do Brasil.
Kica.: Recentemente fizemos uma campanha para uma griffe Italiana, para acabar com o preconceito no mundo da moda. As fotos foram feitas no Rio de Janeiro e divulgadas lá fora. As empresas, por uma questão de custo, preferem que as fotos sejam feitas aqui, pois, eles também preferem que seja o meu olhar inclusivo para campanha.
-Como está o mercado da moda hoje para modelos deficientes no Brasil?
Kica.: A moda vem abrindo espaço a cada dia. Primeiro foram os editoriais, em seguida as passarelas e hoje faculdades de moda colocam a moda inclusiva como grade curricular, fazer roupas adaptadas de acordo com a necessidade de cada deficiência. As empresas ainda não colocam a disposição para o consumo direto. O que existe são estilistas que fazem por encomenda. Vale a pena ressaltar que estamos falando de 46 milhões de consumidores com alguma deficiência, que gostam de estar bem vestidos.
-O mercado está mais inclusivo do que quando iniciou a agência?
Kica.: Os atuais resultados são bem mais positivos do que no começo. Mas ainda existe muito trabalho para ser feito, para que esse mercado venha a ser considerado inclusivo de fato. Muitos desfiles deixam de contratar esses profissionais, por puro preconceito. Além de faltar acessibilidade em vários estabelecimentos. Esses profissionais são qualificados para o trabalho e ter eles nas passarelas não é questão de “modismo”, as oportunidades precisam existir de igual para igual.
-Fale um pouco sobre os clientes que a sua agência tem hoje.
Kica.:
- Mercadinho Chic, para ação de promoção no SPFW;
- Fiat, para apresentação dos produtos em uma feira voltada para o publico com deficiência;
- Estilista Cândida Cirino, do Paraná, que esta investindo na moda inclusiva e contrata os modelos para desfiles e editoriais;
- Fator Brasil, confecção de roupas para pessoas com nanismo. Que contrata os modelos para catalogo da marca;
- Agencia de animação Tchaka Eventos, para festa em geral. A Drag Queen Tchaka e considerada a rainha das festas em São Paulo;
- Produtora Norma Desmond, do diretor Murillo Flores, para artes cênicas.
Três modelos. A do meio é cadeirante e as outras estão ao seu lado, apoiando na cadeira.
Foto de Kika de Castro

-Como os modelos com deficiência chegam até você?
Kica.: Alguns por indicações de amigos e até mesmo do casting, outros por fazerem pesquisa na internet: redes sociais, links. E alguns pelo caça-talento, quando eu estou em busca de novos modelos para compor o casting.
-Quais são os fatores que você avalia antes de agenciar um(a) modelo?
Kica.: Por ser um mercado de trabalho rígido, as regras não são tão diferentes do mercado convencional. O modelo não pode ser tímido, tem que seguir regras, chegar no horário, ter atividade física, cuidar da aparência, ter disciplina com alimentação, estudos. Muitas pessoas acham que ser modelo não requer estudos, isso é um erro. Regras básicas de etiquetas são cobradas a todo o momento, principalmente pelo cliente. A expressão corporal, também é avaliada a todo o momento, não apenas na hora de executar o trabalho, mas na seleção também. A forma como esta sentado, como toca a cadeira, como pega na muleta, bengala … O corpo fala, então chegar de cabeça baixa, ou achando que não vai conseguir uma oportunidade são as primeiras barreiras que devem ser superadas. Bom ressaltar para os futuros candidatos que as oportunidades surgem, mediante ao esforço e dedicação de cada um. Nada caí do céu e o trabalho é em equipe.
-Você tira fotos bastante ousadas e nunca tenta esconder ou disfarçar a deficiência. Como você trabalha com o modelo para ele se sentir a vontade com a ideia de explorar o próprio corpo na frente da câmera?
Kica.: No mundo em que vivemos não existe a perfeição. A mídia a todo momento tenta criar um ser humano referencia de beleza, que não existe. O que esta estampado nas capas de revistas são imagens retocadas por computação gráfica, que muitas vezes, deixa a pessoa diferente do que ela é. È normal fazer pesquisa da internet e ver exemplos de retoques que não deram muito certo. A pessoa precisa aceitar como ela é, antes de mais nada. A felicidade é a melhor maquiagem que pode ter dentro de um estúdio fotográfico. Se uma modelo pode fazer caras e bocas em uma cadeira, essa pode ser uma cadeira de rodas. Se a pessoa precisa do aparelho ortopédico para locomoção, na foto ele pode ser um acessório de moda. Tudo é uma questão de ponto de vista. Antes de fazer arte com fotografia, o que permite criar muitas coisas, eu estou trabalhando com pessoas e preciso mostrar como elas são, sem mascaras, sem manipulação de imagem, sem esconder nada. Preciso primeiro mostrar o ser humano que existe ali na minha frente e depois dar asa a minha imaginação.

-Você foi a primeira a abrir uma agência nesse âmbito no Brasil. Ao mesmo tempo que propõe inclusão para o mercado, você também confronta uma sociedade que só aceita ser impactada por uma marca se ela pregar a perfeição. Como cidadã e profissional, o que você espera alcançar com o seu trabalho?
Kica.: Como objetivo, temos a intenção de acabar com o preconceito e fazer a inserção desses profissionais no mercado de trabalho de forma natural, valorizando o potencial que cada um têm.

“Acredite em você e não deixe ninguém tirar o seu foco. Confie em Deus, haja com honestidade e siga o seu caminho” - Kica de Castro
um trabalho e tanto

Fotógrafa registra a vida real de Barbie e Ken após o casamento

Esse post é especial pra você mulher, que um dia adorou brincar de bonecas, principalmente da linha Barbie e Ken.
A Fotógrafa de Vancouver Dina Goldstein, expõe o lado mais sombrio do casamento da Barbie com Ken em sua mais recente série de fotos ‘In The Dollhouse’.
Dina registrou Barbie e Ken vivendo no seu dia a dia, em várias situações inusitadas, como Barbie esperando ken para jantar; Barbie se revoltando em cortando seu cabelo.
Vendo esse projeto podemos concluir que o mundo não está facil pra ninguém haha :D

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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Projeto fotografa corpo de mulheres com marcas da gravidez após o parto

'Beleza Revelada' reúne mães que tiveram filhos e transformações físicas.
Participantes mostram coragem ao se exibir em momento tão frágil da vida.

Do G1, em São Paulo
304 comentários

Mulheres posam para fotógrafa após terem filhos (Foto: Darien McGuire/Divulgação)Mulheres posam para fotógrafa americana logo após terem filhos (Foto: Darien McGuire/Divulgação)
As transformações do corpo feminino durante e após a gravidez foram tema de um trabalho da fotógrafa americana Darien McGuire, que clicou várias mulheres após terem filhos. O material faz parte do Projeto Beleza Revelada (Beauty Revealed Project, em inglês), criado e organizado pela americana Rachel Barlow.
As imagens impressionam pelo visual e pela coragem das mães em se expor durante um período de tanta fragilidade e insegurança com o corpo, geralmente após o ganho de vários quilos e a dificuldade em eliminá-los. As participantes, porém, mostram muito orgulho e auto-estima.
Uma das legendas das fotos publicadas no Facebook diz: "Cada corpo tem uma história de vida que uma vez carregou". Outra resume bem o sentimento das mulheres: "Nunca fiquei confortável com meu corpo, mas meus bebês e eu trocamos presentes. Eu lhes dei a vida e eles me deram esse corpo. No começo, foi difícil aceitar, mas eles e meu marido me amam não importa como. Agora vejo isso também".
Segundo o perfil do projeto, o trabalho é destinado a educar crianças sobre a beleza do corpo no pós-parto. E isso inclui aceitar estrias, manchas, varizes, cicatrizes, excesso de pele, flacidez e tantas outras características que fazem parte da mulher após uma gestação.
"(O projeto) É sobre nossos corpos e o trabalho que eles tiveram, mostrando respeito por essa bonita jornada."
Para ver mais fotos, confira a página do projeto no Facebook.
Mulher segura o filho e exibe o corpo com quilos extras após o parto (Foto: Darien McGuire/Divulgação)Mulher segura o filho e exibe o corpo com quilos extras após o parto (Foto: Darien McGuire/Divulgação)
Mães mostram o corpo marcado pela gravidez (Foto: Darien McGuire/Divulgação)Mães mostram o corpo marcado pela gravidez (Foto: Darien McGuire/Divulgação)
Marcas e flacidez não incomodam mulher, que posou para fotógrafa (Foto: Darien McGuire/Divulgação)Marcas e flacidez na barriga não incomodaram mulher que posou para foto (Foto: Darien McGuire/Divulgação)
Mulher exibe não só as marcas da gestação, mas as tatuagens no ombro e braço direito (Foto: Darien McGuire/Divulgação)Mulher exibe não só marcas da gravidez, mas tatuagens no ombro e braço (Foto: Darien McGuire/Divulgação)

“Roubo das riquinhas e levo para os pobres”, diz Dr. Rey

FONTE: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=6&cid=162585

SHOWMAN OU DOCTOR???????? PRA REFLETIR....

Sou uma espécie de embaixador do Brasil, como Gisele Bündchen e Anderson Silva

DO G1
No ar em 172 países, com seu programa de TV de cirurgias plásticas, o brasileiro Roberto Miguel Rey Júnior, o Dr. Rey, diz que fatura US$ 100 milhões por ano com produtos licenciados, cirurgias e apresentações na TV. Mora numa mansão avaliada em US$ 6 milhões em Beverly Hills e acaba de comprar um apartamento no bairro nobre do Itaim, em São Paulo. Filiou-se ao PSC (Partido Social Cristão), o mesmo do pastor Marco Feliciano, que pretende lançá-lo a deputado federal no ano que vem. A ÉPOCA, ele falou da nova carreira.

ÉPOCA –Qual será sua plataforma eleitoral?

Dr. Rey – Sou uma espécie de embaixador do Brasil, como Gisele Bündchen e Anderson Silva. Quero mostrar que o brasileiro não é uma piada. É inacreditável que menos de 9% do PIB brasileiro vá para a saúde. Meu governo seria metade Obama, pelo lado social, e metade Ronald Reagan, pelo econômico. Venho da classe D, e meu barraco não tinha eletricidade. O brasileiro só rouba porque está desesperado, assim como eu fazia nos mercados paulistas. Se estivesse no Brasil, estaria na cadeia.

ÉPOCA – Vai abandonar a medicina e sua carreira na TV?

Dr. Rey – Minha inspiração foi o Silvio Santos. Precisei da mídia para ser conhecido. As riquinhas pagam meu trabalho humanitário. A cada seio que faço nelas, consigo fazer três correções de lábios leporinos em comunidades carentes. ‘Roubo’ das riquinhas e levo para os pobres. Nasci para elevar o Brasil a Primeiro Mundo. Meu sonho era ser candidato nos Estados Unidos, porque o latino é muito maltratado por aqui. Me falaram para esquecer os gringos, porque o país está em colapso econômico e moral. Então, vou para o Brasil, que é o país do futuro.

ÉPOCA – Acha que seria eleito?

Dr. Rey – Sei que a mulher brasileira me apoia. Mas o homem vive numa sociedade machista e não está acostumado com o meu jeito suave. Não sou gay, mas tenho um lado feminino.

ÉPOCA – Por que o PSC?

Dr. Rey – É um partido que não julga. Sou mórmon, metade gringo, tenho um jeito diferente, e eles me aceitaram. Além de tudo, é um partido que não tem vergonha de Deus. Não sou responsável pelas pessoas que estão no partido. Respeito o Feliciano, mas ele é ele – e eu sou eu.

Cirurgia plástica em adolescentes cresce 141% em 4 anos

  
Quarta, 03 de Julho de 2013 - 16:16
Fonte: Lúcio Borges com assessoria
A lipoaspiração e colocação de próteses nos seios estão no topo da lista no número de cirurgias plásticas em adolescentes, que mais que dobrou nos últimos 4 anos, no Brasil. Os dados são o que aponta um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que analisou o número de plásticas feitas por adolescentes de 13 a 18 anos.
Entre 2008 e 2012, esse número mais do que dobrou, o aumento foi de 141%. Em quatro anos saltou de 37 mil para 91 mil cirurgias. A lipoaspiração está no topo da lista, seguida pela prótese nos seios.
Segundo psicólogos, muitos adolescentes querem atingir um padrão irreal de beleza e acabam procurando as cirurgias plásticas como forma de se sentirem satisfeitos, muitas vezes sem dar atenção ao fato de que toda cirurgia implica em riscos.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica declarou que não há uma norma que defina uma idade mínima para a realização de uma operação estética. Cada caso precisa ser avaliado separadamente, levando em consideração a evolução física do paciente. (Canal Saúde / Fiocruz)
 
NOSSOS CORPOS QUESTIONADOS E REMODELADOS CONSTANTEMENTE
 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

“A anorexia me transformou em uma senhora”, lamenta mulher que pesa 38 kg

Escocesa Helen Gillespie luta contra a doença há 20 anos
Do R7
Helen Gillespie, de 30 anos, luta contra a anorexia desde os 10 anos. Por medo de se tornar adulta, ela restringiu drasticamente a ingestão de calorias para retardar a puberdade. O problema é que esta atitude a transformou em uma idosa de ossos frágeis e varizes. As informações são do jornal Daily Mail.
— Os médicos me dizem que tenho ossos de uma mulher de 70 anos de idade porque eles são muito fracos. Sinto-me como uma senhora e, se não melhorar, vou continuar a envelhecer prematuramente.

Helen, que pesa 38 kg, começou a fazer dieta aos dez anos. Por causa de o transtorno alimentar, ela passou quase a vida inteira no hospital. Por não acreditar que poderia corresponder às expectativas dos pais, Helen transferiu a frustração para a comida.
— Não queria ser criticada e sabia que o peso era algo que podia controlar. Perder peso parecia ser um talento para outras pessoas, especialmente meninas. Dessa forma, era admirada.

Helen nunca desenvolveu seios, teve namorado e saiu da casa dos pais. Ela queria mesmo era viver em um mundo infantil. A primeira menstruação veio aos 26 anos.
— Tudo se resume a ter um enorme medo de crescer. Tinha medo de relacionamentos, responsabilidades e expectativas.

Há quatro meses Helen vive na casa dos pais Rachel Gillespie, de 62 anos, e Bob Gillespie, de 63 anos. Mesmo com o apoio familiar, ela é incapaz de comer uma dieta saudável. Pelo contrário, consome metade das calorias que uma criança precisa por dia.
— Eu adoraria casar e ter filhos. Passo em frente a uma loja de noivas três vezes por semana, sempre olho a vitrine e penso como seria.
Helen diz que sua história pode servir de alerta para outras meninas anoréxicas.
http://noticias.r7.com/saude/a-anorexia-me-transformou-em-uma-senhora-lamenta-mulher-que-pesa-38-kg-02072013
 

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...