terça-feira, 10 de novembro de 2015

Irã nomeia primeira mulher para cargo de embaixador



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  • Ahmad Halabisaz/Xinhua
    Marzieh Afkham é a primeira mulher a ocupar o cargo de embaixador no Irã; ela irá representar o país na Malásia
    Marzieh Afkham é a primeira mulher a ocupar o cargo de embaixador no Irã; ela irá representar o país na Malásia
A República Islâmica do Irã nomeou pela primeira vez em sua história uma mulher como embaixadora no exterior, cargo que será ocupado pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Marzieh Afkham, na Malásia, informou nesta segunda-feira (9) a agência oficial "Irna".

De acordo com o meio, a veterana funcionária será responsável pela legação diplomática na Malásia, uma monarquia eletiva onde o islã é a religião oficial, no que constitui uma ruptura com as práticas diplomáticas iranianas nas quais os homens ocupavam todos os cargos de maior responsabilidade e de representação do Estado.

Afkham é a cara pública mais reconhecida no exterior do regime iraniano desde que o presidente Hassan Rohani, um clérigo iraniano de tendência moderada, assumiu o poder em agosto de 2013 e ela se transformou em porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

A nomeação de Afkham aconteceu formalmente em um ato que também serviu para apresentar seu substituto como porta-voz, Jaber Ansari, e no qual a nova embaixadora agradeceu ao ministro das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, por "confiar nas mulheres e fazê-las participar dos avanços dos objetivos do país".

"A audácia desta decisão e a confiança dada às mulheres é uma honra que o senhor deu ao Ministério das Relações Exteriores", disse Afkham a Zarif.
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2015/11/09/republica-islamica-nomeia-primeira-mulher-embaixadora-no-exterior.htm

Entre 2003 e 2013, taxa de homicídios de mulheres aumenta 8,8%, diz estudo

A taxa de homicídios contra mulheres no país aumentou 8,8% entre 2003 e 2013, segundo o estudo Mapa da Violência 2015 - Homicídios de Mulheres, produzido pela Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais) e divulgado nesta segunda-feira (9). De acordo com o relatório, o Brasil é o quinto país mais violento para mulheres em um ranking de 83 nações que usa dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). No período, em média, 11 mulheres foram assassinadas no Brasil todos os dias. Mais da metade delas, 55%, eram negras
A pesquisa indica que, em 2003, a taxa de homicídios de mulheres era de 4,4 para cada 100 mil habitantes. Em 2013, ano com os dados mais recentes disponíveis, esse índice chegou a 4,8/100 mil habitantes, mesmo patamar de 2012 e o mais elevado da série histórica registrada. Entre 2003 e 2013, a taxa chegou a registrar queda entre 2006 e 2007, quando o índice passou de 4,2/100 mil habitantes para 3,9/100 mil habitantes.
A queda aconteceu no período após a entrada em em vigor da Lei Maria da Penha, que prevê punições mais rigorosas a agressores de mulheres. Depois da implementação da lei, porém, a taxa voltou a subir no ano seguinte, saindo de 3,9/100 mil habitantes em 2007 para 4,2/100 mil habitantes no ano seguinte.
Para o coordenador do estudo, Julio Jacobo Waiselfisz, o aumento nas taxas de homicídios contra mulheres acompanha a tendência de aumento da violência no Brasil já revelada por outros relatórios, mas o machismo ainda é responsável pela maioria dos assassinatos cometidos contra mulheres no país.
"A influência do machismo nessas mortes é muito grande porque no Brasil, até pouco tempo, havia uma justificativa legal para o homem matar uma mulher que o traísse, por exemplo. É uma questão cultural que você não muda como quem muda de roupa. O Brasil é uma sociedade extremamente patriarcal.
Julio diz que a responsabilidade do machismo pelos assassinatos de mulheres no Brasil fica evidente a partir da análise do perfil dos assassinos delas. De acordo com o estudo, em 2013, 50,3% das mulheres assassinadas no Brasil foram mortas por um familiar. Em 33,2% dos casos, essas mortes foram praticadas pelo próprio parceiro ou ex-parceiro.
"Infelizmente, a gente continua a ver esse tipo de história todos os dias na televisão. A mulher termina o relacionamento, o homem não concorda e mata a parceira. Ou então, no meio de uma discussão, o homem pratica essa violência. Isso mostra como os homens ainda acham que têm poder sobre as mulheres", afirmou.
Julio Jacobo afirma que a quinta posição do Brasil no ranking internacional da violência contra a mulher mostra como, ao contrário do que se costuma dizer, o brasileiro não é um povo tão cordial assim e de como o machismo ainda está arraigado à sociedade. Na comparação com outros 83 países, o Brasil só está atrás de Rússia (4º), Guatemala (3º), Colômbia (2º) e El Salvador (1º).
"Veja a reação das pessoas ao tema da redação do Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] deste ano. As pessoas diziam que inserir esse tema era doutrinação das esquerdas. É um absurdo", lamentou o pesquisador.
Pessimista, Julio Jacobo afirmou que não há nenhuma evidência que indique que a violência contra a mulher vá diminuir no curto prazo no Brasil, mas ele comemora a implementação de novas legislação com foco na proteção das mulheres como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio (assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica), sancionada em março deste ano.
"Não tem nada que nos indique que essa violência poderá diminuir em um horizonte curto, mas ao longo prazo, acredito que essa é uma luta civilizatória. Não haverá mais espaço para quem não condene a violência contra a mulher", disse o pesquisador. 
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Veja as 10 capitais mais violentas para mulheres no Brasil10 fotos

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1º - Vitória-ES - A cidade ocupa a primeira posição no ranking das capitais brasileiras mais violentas para mulheres em 2013, de acordo com o estudo Mapa da Violência 2015 - Homicídios de Mulheres, divulgado nesta segunda-feira (9). Segundo o estudo, a capital capixaba registrou uma taxa de 11,8 homicídios de mulheres para cada 100 mil habitantes. A taxa é quase seis vezes maior que a média mundial, que é de 2/100 mil https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7416151736344300616#editor/target=post;postID=6033663208234769997
habitantes Divulgação



#AgoraÉQueSãoElas: em defesa dos direitos da mulher

TMDQA! nunca foi e nunca será um espaço machista. Desde sua criação e durante os nossos quase sete anos de história, o portal defendeu as pautas do dia a dia das mulheres em seu conteúdo e divulgou com o mesmo grau de incentivo bandas e projetos musicais de homens e mulheres do Brasil e do mundo, além de receber sempre a colaboração de diversas garotas que mostram diariamente que o rock´n´roll, a música e a paixão por tudo isso é universal.
Infelizmente, as oportunidades e os direitos das mulheres não são garantidos em todos os lugares. Estamos vivendo um momento em que mulheres estão sendo atacadas e perdendo direitos que foram conquistados com muita luta. E é por este motivo que nós resolvemos apoiar a causa#AgoraÉQueSãoElas: para mostrar quantas e quão incríveis nós somos e que lutar pelos nossos direitos e exigir respeito, apesar de ser ultrajante (que ano é esse? 2015 não?), é certo e necessário.
Sabemos que a semana oficial da ação passou, mas a coleta de tantos depoimentos interessantes levou tempo e jamais deixaríamos de publicá-los por aqui. Por isso damos sequência a ele nesta Segunda-feira com uma série de textos incríveis.
Com a palavra, algumas mulheres que nós admiramos e respeitamos muito! #AgoraÉQueSãoElas.

Esse post será atualizado com mais depoimentos. Fique ligado.

Fabiane Pereira (apresentadora do Faro MPB na MPB FM e diretora da Valentina Comunicação)

fabiane-pereira
Não se fala em outra coisa. Pelo menos, pra mim, não há pauta mais importante do que a ‘primavera das mulheres’ se espalhando pelas ruas do Brasil e do mundo. Motivos para o presidente da Câmara dos Deputados cair não faltam mas duvido que Eduardo Cunha previa a ebulição e o alastramento de tantas manifestações contra seu Projeto de Lei 5069/13 e contra seus posicionamentos contra os direitos já conquistados pelas mulheres brasileiras. No Brasil, a cada DEZ MINUTOS uma pessoa é vítima de ESTUPRO – provavelmente este número é maior mas milhares se calam. O tal PL dificulta o atendimento básico de uma mulher que sofre violência sexual porque supõe que muitas inventam estupros para se ‘beneficiarem’ da lei que permite que elas abortem via SUS. Insanidade. É a única palavra que me vem a cabeça. Como muito bem disse a poeta Alice Sant’anna, “a palavra da mulher, que já não valia grande coisa, passa a não valer coisa nenhuma”.
Há 75 anos, qualquer mulher vítima de estupro pode abortar, se quiser, no Brasil. Num momento onde deveríamos estar discutindo a legalização total do aborto uma vez que o corpo é da mulher e ninguém em sã consciência utilizaria o método como contraceptivo, estamos indo pras ruas para evitar o retrocesso. Retroceder é a palavra de ordem da câmara mais retrógrada de todos os tempos. Retroceder é o que querem os ‘homens de bem que se preocupam com a nobre família brasileira’. Mas eles esquecem que retroceder não faz parte do nosso vocabulário nem aqui nem em várias partes do mundo. AVANÇAR sempre: pelo não retrocesso e, principalmente, pela igualdade de direitos. Como disse a Jout Jout, “vamos fazer um escândalo” e ele está só começando.

Salma (Carne Doce)

SalmaAcho que a mulher não tem nenhum papel especial na música. Nossa única responsabilidade, assim como os homens, é tentar fazer música boa, ou ao menos deveria ser assim. Em alguns aspectos a arte permite extrapolar os limites do corpo e superar preconceitos. Aí você pode ser reconhecida mais pelo seu talento e pela sua criatividade que por seus privilégios. Aí você pode ser diva mesmo estando fora dos padrões estéticos. Aí é mais fácil suplantar a necessidade de ser bela e feminina.
Mas, claro: não chega a ser um território livre do machismo. No palco é onde me sinto mais poderosa, livre e à vontade com o que sou, mas até chegar ali, e mesmo ali, é preciso enfrentar o fato de que sou e estou num mundo machista em desconstrução. É ter de falar várias vezes a mesma coisa para ser ouvida entre os meus colegas (o que mais me irrita), é me angustiar em explorar minha beleza e feminilidade pra ganhar pontos com o público (e curadores), é o olhar pra outras artistas como se fossem concorrentes sexuais. É toda a ignorância que já conhecemos.
Mas, assim como os outros ofícios, ser artista é uma possibilidade cada vez mais real no horizonte das mulheres. E essa representação crescente tem proporcionado eventos especiais como o No Ar Coquetel Molotov deste ano que, dirigido por uma mulher, teve uma programação tão bem preenchida pelo nosso gênero que as artistas femininas pareceram protagonizar o festival.
http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2015/11/09/agoraequesaoelas-em-defesa-dos-direitos-da-mulher/

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