segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A obesessão pela perfeição

Michael Jackson sofreu diversos transtornos quando era criança, um deles foi o seu nariz, que era criticado pelo seu pai..

A primeira mudança no rosto de Michael Jackson foi o nariz..
Disponivel em: http://1.bp.blogspot.com/_laaCVS5aga4/TJTr_R79IHI/AAAAAAAABC0/QvmYfWCDjus/s1600/gallery_2_2151_495661.jpg acesso em 27 de setembro de 2010

PODEMOS destacar como a principal preocupaçao de Michael Jackson..
A primeira cirurgia plastica de Michael Jackson no nariz, foi na era OFF THE WALL, o nariz de Michael ja estava um pouco menor, mas mesmo assim, anos depois, na era THRILLER, Michael Jackson faz a sua segunda rinoplastia..
O nariz de Michael Jackson ja estava normal, semelhante ao nariz de uma pessoa comum, Michael deveria ter parado na segunda cirurgia, mas infelizmente para Michael, seu nariz ainda nao estava do jeito que queria...
Quando o album Bad foi lançado, o nariz de Michael Jackson estava muito menor do que antes..

Michael Jackson ja tinha feito mais duas rinoplastias, pois mesmo na forma que estava seu nariz na era thriller, nao seria possivel conseguir a forma que estava no album Bad, em apenas um procedimento cirurgico..
Ou seja, Michael Jackson ja tinha feito 4 rinoplastias, mas as cirurgias nao acabavam por ali..
Michael Jackson fez mais uma nova cirurgia na Era Dangerous, somando 5 cirurgias..
Como se ja nao fosse o bastante, Michael faz uma nova cirurgia plastica na era History, no ano de 1995..
Agora, o nariz de Michael Jackson estava muito menor do que antes, mas mesmo assim, isso ainda nao era o limite para Michael Jackson..
Em 1999, Michael Jackson passa por mais um procedimento, só que este procedimento acaba lhe causando alguns danos, pois se nariz foi "Arrebitado" mais ainda, e Michael ja estava praticamente sem cartilagem, e seu osso nazal ja estava danificado..
Por volta de 2003, Michael Jackson faz mais uma cirurgia plastica, so que esta é uma reparadora, pois seu nariz ja estava danificado..
Foi necessario a colocaçao de uma protesse no lugar do osso, pois nao tinha mais condiçoes, o osso nazal estava completamente deteriorado..
Michael Jackson ficou muito transtornado, e como seu nariz ficou um pouco defeituoso, ele foi em busca de um tratamento internacional..
Desta vez, foi necessario a retiraçao de cartilagem da orelha, para colocar no nariz.Com tantas cirurgias plasticas, Michael Jackson perdeu praticamente todo o Olfato, e tinha que sempre fazer tratamentos nazais..
O seu cirurgiao plastico disse que - Michael queria ter um nariz igual ao Peter Pan..
Agora, seria necessario tantas cirurgias plasticas para chegar a este resultado lamentavel?

Postado por Mr. Bacalow às 14:00

Relação de Ronaldo com a balança é complicada há mais de uma década

Problemas de sobrepeso têm início com série de lesões que atrapalham o atacante durante praticamente toda a sua carreira
POR:Bruno Winckler, iG São Paulo
A luta de Ronaldo contra a balança vem desde a recuperação da sua primeira grave cirurgia, em 2000, quando rompeu os ligamentos do joelho direito em partida entre a Inter de Milão e Lazio. A recuperação esplêndida, que culminou no título mundial de 2002, não evitou os primeiros comentários sobre a sua forma física, comuns até hoje.

Veja abaixo a cronologia da relação de luta e, depois, entrega de Ronaldo ao sobrepeso e má forma.


1999
Ronaldo tem sua primeira lesão no joelho direito, já na Inter de Milão. Ganha peso durante o tempo parado, mas recupera-se e, em forma, volta a jogar cinco meses depois.

2000
No retorno, em abril, rompe os ligamentos do joelho recém operado e só retorna aos gramados no início de 2002
2002
Recuperado da cirurgia, Ronaldo volta a jogar alguns minutos pela Inter de Milão, mas é criticado pelo técnico Héctor Cuper, que disse que ele “não entrava em forma”. Apresenta-se à seleção sob várias suspeitas mas, com 83 kg, brilha na conquista do penta. Marca oito gols – dois na final - e é eleito o melhor jogador do mundo.
2003
á no Real Madrid é criticado por torcedores que alegam falta de comprometimento. Perseguido por uma parte da imprensa da Espanha, que o apelida de “gordito”.
2004
Durante o relacionamento com a modelo Daniela Cicarelli, Ronaldo apresenta melhoras da sua forma física, tanto que o então técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira elege a modelo como a “preparadora física” de Ronaldo.
2005
Ao jornal “Folha de S. Paulo”, Ronaldo reclama das chacotas dos espanhóis. O craque diz que pesa 87 kg e alega que a televisão "engorda as pessoas".

2006
O craque se apresenta fora de forma à seleção para a disputa da Copa da Alemanha. Antes do torneio, Lula questiona o técnico Carlos Alberto Parreira sobre a forma física de Ronaldo, que provoca. “Assim como dizem que eu estou gordo, dizem que o presidente bebe para caramba. Assim como é mentira que eu estou gordo, deve ser mentira que ele bebe para caramba”.
2007
De volta à Itália para defender o Milan, descobre-se que Ronaldo sofre de hipotireodismo, que em alguns casos é responsável pelo aumento de peso. Ele passa por tratamento e emagrece cinco quilos na inter-temporada.
2008
Em fevereiro rompe os ligamentos do joelho esquerdo em partida contra o Livorno, em Milão, seu último jogo defendendo um clube europeu. Durante a recuperação é alvo de piadas mundo afora depois dedivulgadas fotos suas sem camisa com a barriga à mostra.
2009
Contratado pelo Corinthians no fim de 2008, demora a entrar em forma. Estreia no dia 4 de março, pouco mais de um ano depois de sofrer a cirurgia no joelho esquerdo. Atua no segundo tempo de partida contra o Itumbiara, no interior de Goiás. Quatro dias depois marca um gol redentor em clássico contra o Palmeiras. A grande performance no primeiro semestre do ano abafa as piadas em relação seu peso até julho, quando sofre lesão na mão esquerda e para por dois meses. Extra-oficialmente, passa por uma lipoaspiração nesse período. Ronaldo não confirma essa informação.

2010
Atua em alguns jogos no início do ano, mas sem a mesma desenvoltura da temporada anterior. É poupado de alguns jogos para estar bem durante a participação do Corinthians na Libertadores. Vai mal na primeira partida decisiva contra o Flamengo, mas tem atuação destacada na partida de volta, que marcou a eliminação do Corinthians. Em seu twitter, o atacante admite que está fora de forma e fica 112 dias sem atuar entre maio e agosto. Participou de dois jogos depois disso. Ficou fora das últimas três partidas do time e não participa do jogo desta quarta-feira contra o Santos. Se recupera de uma lesão na panturrilha esquerda.
Disponivel em: http://esporte.ig.com.br/futebol/2010/09/22/relacao+de+ronaldo+com+a+balanca+tem+mais+de+uma+decada+9596984.html Acesso em 27 de setembro de 2010


Por uma história social das mulheres: os movimentos sufragistas uruguaios

Revista Estudos Feministas
version ISSN 0104-026X
Rev. Estud. Fem. vol.18 no.2 Florianópolis May/Aug. 2010
doi: 10.1590/S0104-026X2010000200020
Lorena Zomer; Mário Martins Viana Júnior
Universidade Federal de Santa Catarina
El Sufrágio. VASQUES, Maria L. Osta.Montevidéu: Obsur, 2006. 155 p.



Há aproximadamente vinte anos iniciavam-se os trabalhos do Observatório do Sul (OBSUR), que tinham como pretensão investigar as atividades desenvolvidas pelas mulheres uruguaias. Nas mais diversas áreas das Ciências Humanas, mais do que temáticas e objetos de pesquisa, o OBSUR buscava inclusive transformar as próprias pesquisadoras em sua trajetória investigativa. Tratava-se, portanto, de um duplo trabalho em que objeto e pesquisadora eram os alvos e do qual o presente livro de Maria Laura Osta é tributário ao se apresentar como o primeiro número da série de Cadernos do OBSUR.

Calcada em uma perspectiva de História Social, essa obra, ainda que se diferencie da literatura de gênero, tem como principal pretensão enxergar as mulheres uruguaias como sujeitos ativos com importante participação no avanço das conquistas políticas durante fins do século XIX e início do XX. Essas mulheres modificaram os papéis sociais femininos e imprimiram importantes transformações no seio da sociedade uruguaia, como a conquista do voto em 1932.
Mesmo diante de uma grande dificuldade no acesso a documentos relativos ao processo sufragista, expressa na falta de informação das instituições e no próprio desgaste físico das evidências, a autora lançou mão de uma larga variedade de fontes. Para a pesquisa, utilizou teses realizadas pelos alunos de Direito acerca da participação das mulheres no âmbito político, projetos apresentados no Parlamento, obras do bispo Mariano Soler, além de jornais como El Democrata que mostravam as formas de relação entre Igreja e sociedade.
Trata-se, portanto, de uma história social das mulheres uruguaias, isto é, uma análise em que a compreensão das grandes estruturas dá lugar a uma pesquisa que busca não resgatar um passado único, mas uma história do trabalho, das mulheres, da sexualidade, entre tantas outras, como havia afirmado Robert Darnton.1
Dessa forma, temos uma história que deixa de analisar o político na perspectiva positivista, isto é, como espaço de atuação dos homens imersos nos grandes feitos e nos fatos marcantes. O convite feito por Maria Laura Osta é para compreendermos o sujeito em suas várias formas e níveis de participação. É para percebermos, por exemplo, a ação das mulheres no nível cotidiano avançando em suas conquistas políticas. Amplia-se, portanto, a percepção de suas ações em espaços de atuações tidos, até bem pouco tempo, como exclusivamente masculinos.
O livro, dividido em cinco partes, inicia-se com o capítulo intitulado de "Los movimientos feministas mundiales por el sufrágio". Nesse momento, a autora demonstra como havia no Uruguai uma circularidade de ideias e questões de caráter mundial referentes às lutas feministas. Isso fica expresso, por exemplo, na presença da espanhola Belén de Sórroga, que serve para ilustrar uma das formas como as uruguaias tinham conhecimento dos debates feministas em escala mundial. Assim, partindo da ideia contraditória de igualdade jurídica, inaugurada pelas revoluções modernas, a autora mapeia os diferentes avanços dos feminismos em escala nacional e internacional. Contudo, é possível observar alguns problemas nessa forma de abordagem que ocultam um pouco a profundidade, relevância e importância do restante da obra. O feminismo, ou melhor, a sua história, aparece de forma engessada em uma perspectiva linear e evolucionista, além de não haver uma crítica aprofundada das fontes. Os jornais, por exemplo, não são problematizados quanto ao seu alcance e ao público leitor, entre outros aspectos.
Entretanto, no segundo capítulo, "La condición femenina: de lo privado a lo público", ao se preocupar em analisar "A geração dos 1900", a autora adentra mais cuidadosamente as fontes. Através de teses de Direito, demonstra que era latente a discussão sobre o sufrágio feminino nos debates jurídicos, pois para alguns esse direito era natural, enquanto para outros a mulher perderia seu encanto delicado, e resultaria na destruição da família. Dessa forma, a autora retrata uma nova mentalidade na virada do século XIX para o XX, mostrando uma mulher que expressava sua opinião e ascendia pública e politicamente em uma sociedade patriarcal.
Uma aceitação que não ocorria, também, era no mundo do trabalho, em que Osta constata que as mulheres eram a maioria, gerando uma concorrência que despertava a revolta dos homens. Porém, aos poucos conquistaram algumas leis, como a da silla,2 em 1918. Maria L. Osta aponta que essas leis previam os cuidados devido à mulher ser mais fraca e inferior ao homem, mas ao mesmo tempo garantiam a entrada e a permanência delas no mundo do trabalho. No tocante à educação feminina, esta se torna mais acessível para a leitura e escrita, a partir de 1795, quando a mulher passa a ser vista como a educadora dos futuros cidadãos. Mas é no exercício da docência que, segundo a autora, as mulheres ganham notoriedade, pois essa profissão lhes é legada devido aos baixos salários, que para os homens seriam insuficientes. Conforme estudos de historiadores, a autora afirma que essa foi a abertura para o ensino primário feminino, e principalmente o caminho para a igualdade política, junto à criação da Escola Normal, em 1882, e à permissão para estudos universitários, em 1879.
No terceiro capítulo, "Conquistas políticas de la mujer em Uruguay", cujo propósito é demonstrar a ação e o protagonismo das mulheres uruguaias ao longo da história do país, Maria Laura Osta contrasta inicialmente a imagem passiva que se pretendia da mulher no século XIX com os primeiros movimentos do início do século XX que abordavam o tema da "questão feminina" e eram expressos nos êxitos dos projetos de leis que contemplavam os direitos civis e políticos das mulheres.
Nesse bojo nem sempre as ações das mulheres eram convergentes. Isso ficava evidente, por exemplo, nas diferenças de interesses entre as sufragistas e as trabalhadoras. As primeiras inclinavam-se ao avanço das conquistas no campo político, enquanto as segundas focavam as conquistas de caráter material, social e econômico.De fato, como nos lembra Ângela de Castro Gomes, os logros em um determinado âmbito podem não vir acompanhados de sucessos nos outros.3 Direitos políticos, civis e sociais não, necessariamente, estão articulados, como se pode observar na história do Brasil. Contudo, no Uruguai, uma militante sufragista, Paulina Luisi, acreditava que a conquista do direito ao sufrágio seria seguida por consideráveis avanços de caráter social. Ela era uma das mais altas expressões do protagonismo e da consciência das mulheres, que, segundo Laura Osta, paulatinamente, conquistavam espaços públicos e políticos através de reuniões, conferências, publicações, empregos, gestões de instituições públicas, entre outros modos de participação.
Entretanto, muitas vezes esses progressos eram seguidos de recuos e perdas, o que a autora atribui de forma perspicaz à manutenção de uma ideologia dominante patriarcalista, aceita por muitas militantes que, ao defenderem a criação de um partido feminista, viam a mulher a partir de uma perspectiva sexista, isto é, como algo complementar ao homem, ligada ao sentimento que auxiliaria a razão masculina. Enfim, aspectos paradoxais e bem observados de um feminismo de primeira onda que limitavam ou eram limitados pelas diretrizes do partido.4
No seu penúltimo capítulo a autora escrutina também as diferentes posições assumidas dentro da Igreja Católica quanto à participação da mulher no âmbito político. São três as principais vias de atuação: o jornal El Democrata e o El Bien Público e as ações tomadas pelo bispo Mariano Soler, que, de acordo com o contexto histórico, poderiam assumir nuanças de apoio ou rechaço aos direitos das mulheres. Esses aspectos, quando apresentados pela historiografia uruguaia tradicional, tendiam a ocultar a importância da participação das mulheres, mas, quando abordados por Maria Laura Osta, apontam a heterogeneidade existente dentro da própria Igreja e permitem, inclusive, sinalizar um quarto aspecto: a importância da organização das mulheres católicas na busca de seus direitos, mesmo com conotações de caráter conservador.
Ainda nesse capítulo, a autora aponta e discute a heterogeneidade presente dentro do batllismo e do liberalismo. Assim, em uma espécie de tripé (catolicismo, batllismo e liberalismo) se evidenciariam os paradoxos e as facetas plurais assumidas em torno da "questão feminina", ora apresentando aproximações, ora indicando distanciamentos e disputas, tal como o estreitamento entre o batllismo e o "feminismo da compensação", posturas que, quando tomadas em conjunto, visualizariam a mulher como o futuro da sociedade, embora com objetivos e ênfases diferenciadas. Havia assim uma pluralidade de ideologias no Uruguai na primeira metade do século XX que, por diversas vezes, esbarravam nas condições materiais e nas ações das mulheres, protagonistas de suas próprias histórias.
Quanto à última parte do livro, a autora discute os oito projetos de lei acerca da defesa do sufrágio feminino no Uruguai que se iniciaram em 1914 e culminaram com a aprovação do direito ao voto em 1932. Sob a influência das teses de John Stuart Mill, a importância desses debates estava respaldada no argumento da busca de uma sociedade mais igualitária que deveria garantir a defesa das mulheres e os seus acessos a cargos públicos, possibilitando, assim, a substituição das práticas consuetudinárias pela ascensão de direitos constitucionais. Trava-se, principalmente, do combate aos argumentos que apontavam a mulher como um ser inferior nos aspectos mental e biológico.
De amplo alcance, o projeto de lei previa uma intensa revisão da Constituição de 1830, texto em as mulheres nem sequer eram vistas como cidadãs. No intenso debate legislativo, Laura Osta destaca, por um lado, a participação das Ligas e Associações feministas que lutavam para desfazer aquela ideia de inferioridade intelectual das mulheres, mas, por outro, a ausência dos anarquistas além da aversão do Partido Católico que ratificava os papéis sociais conservadores ligados ao sexo feminino.
No avanço das discussões, observa-se, pouco a pouco, a confluência dos partidos em aceitar a participação das mulheres na política. Contudo, como bem observa a autora, isso ocorria de maneira contraditória. Ainda que essa participação no âmbito público tenha ocorrido em virtude da ação e luta das mulheres que buscavam igualdade entre os sexos, os homens achavam que a participação delas no âmbito político era necessária porque, enquanto mulheres, teriam maior sensibilidade para tratar de certos assuntos e temáticas. Permanecia a ideia de inferioridade feminina, ainda que as mulheres fossem direcionadas para novas funções sociais. O êxito da análise de Maria Laura Osta está em mostrar que, mesmo permeadas por noções conservadoras e patriarcalistas, as posições do Partido Batlista e da Igreja Católica, paulatinamente, facilitaram as discussões e as primeiras conquistas civis das mulheres.
Entrementes, esse livro, longe de representar uma história linear na qual as mulheres tiveram seus anseios no mundo político atendidos, aponta para a necessidade de se perpetuar uma organização engajada em verificar uma realidade em que ainda há muito por se fazer e modificar. Divididas entre as tarefas domésticas não remuneradas e as atividades extralar, as mulheres uruguaias representam apenas 12% da participação no governo, mesmo sendo o voto feminino uma conquista naquele espaço há quase 80 anos. Assim, o livro de Maria Laura Osta nos instiga a pensar o quanto foi feito e, sobretudo, o tanto que se pode e deve fazer na busca por dirimir as desigualdades com base na diferença sexual, sejam elas no âmbito social, político e econômico.

Disponível;< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2010000200020&lng=en&nrm=iso> Acesso em 27 de setembro de 2010

Ivo Pitanguy: “A melhor cirurgia é você se tolerar bem”

Após 33 anos, Pitanguy e Sant'Ana, cirurgião e paciente, se encontram para falar de beleza, amizade e Deus

Em primeiro lugar, a intenção foi fazer uma entrevista entre um operado e seu cirurgião.
Só que o meu cirurgião, no caso, é uma divindade. E foi um grande prazer entrevistá-lo em sua visita recente a Porto Alegre. Encontrei um Ivo Pitanguy, aos 84 anos, disposto, mentalmente ágil e cheio de humanidades na sua mente e no seu coração.
Ele se recordou com impressionante nitidez daquele dia, 33 anos atrás, em que operou meu rosto na sua clínica da Rua Dona Mariana, bairro Botafogo, no Rio de Janeiro. Sabe Deus o quanto me foi feliz e realizador este encontro com um dos maiores cirurgiões mundiais de todos os tempos.
Paulo Sant’Ana – Eu ia caminhando para a sala de cirurgia e o senhor caminhava ao meu lado. Eu ia fazer um lifting, porque havia tido uma paralisia no rosto. Então eu lhe fiz um apelo: doutor Ivo, aproveite para tirar as quatro rugas da minha testa. O senhor disse: não, isso é muito trabalhoso, sai muito sangue. Quando acordei da cirurgia, não havia as quatro rugas.

Ivo Pitanguy – Temos uma longa história juntos. Eu me lembro como se fosse ontem. O interessante é que você sempre teve uma grande alegria de viver. E, no momento em que o conheci, vi que essa alegria que sentimos juntos se harmonizava. Me senti na posição de amigo querendo fazer, quem sabe, o que eu não tinha pensado. Então, na calma da sala eu procurei interpretá-lo e senti que poderia te dar um pouquinho mais do que tínhamos conversado. Aquilo me deu uma grande alegria.
Sant’Ana – É lícito mexer-se na obra criada por Deus, o corpo humano, ou senhor considera que o cirurgião é um agente de Deus?

Pitanguy - Somos pequenos agentes. Deus tem outros agentes mais importantes do que nós. Deus é o todo. Deus, na realidade, nos deu, nos criou, e nós somos uma parte da natureza que é o conjunto do que é Deus. É muito difícil definir o que não é Deus, é mais fácil achar que tudo é um pouco de Deus. Então, é sorte sabermos alguma coisa na vida. Você como grande jornalista, eu como cirurgião. Procuro dar o melhor de mim mesmo. É um pouco do que Deus nos deu também.
Sant’Ana – O senhor tem convicção de que é Deus esse ímã, essa força superior que está em todos os lugares, que preside a realão dos homens?

Pitanguy - Acho que existe uma grande orquestra. Nós somos um dos instrumentos que, dentro dessa orquestra, procuram a harmonia.
Sant’Ana – Eu tenho uma frase que diz: a velhice é a pior doença. Eu pergunto: o cirurgião plástico é o melhor médico para a pior doença?

Pitanguy - O que o ser humano tem que fazer é viver. Nós todos temos vários platôs de vida, são platôs que vamos subindo. Vamos passando um platô e encontramos, em um determinado momento, determinadas pessoas, determinados instantes de vida. E depois existe um outro platô mais alto. O importante é não acharmos que chegamos ao cume. Temos sempre quer procurar um caminho.
Sant’Ana – Como o senhor vê os avanços da tecnologia na medicina?
Pitanguy - Todos somos um pouco o avanço da tecnologia. Eu, como cardíaco, tenho uma válvula Carpentier, que é um avanço da medicina. No nosso campo, somos muito artesanais. Não estamos dentro da grande maquinaria da cirurgia. O que fazemos é uma cirurgia que depende muito da interpretação e da criatividade do cirurgião.
"É muito difícil definir o que não é Deus, é mais fácil achar que tudo é um pouco de Deus".
Sant’Ana – Por que o senhor escolheu a cirurgia plástica?

Pitanguy - Comecei jovem como cirurgião geral em um hospital de urgência. Meu pai era cirurgião, e eu talvez tenha sido muito influenciado por isso. Vias as pessoas que chegavam, percebi que a primeira função do médico era salvar a vida. Depois vi que muitas pessoas ficavam estigmantizadas, não se sentiam totalmente dentro de sua própria estrutura, porque ficava uma cicatriz ou uma deformidade. O ser humano não é só a parte somática. A sua estrutura de forma é toda uma parte anímica, psicológica. Essa energia que flui é o equilíbrio entre as partes.
Sant’Ana – A cirurgia plástica serve, então, a outros valores além da beleza?

Pitanguy - O que é reparador e o que é estético se confundem. A criança que nasce com lábio leporino, que nasce com o lábio aberto. A primeira função é aproximar aquele lábio, portanto, é reparadora. Mas se depois daquilo houver uma mudança de um lado para o outro, e o cirurgião procurar então integrar socialmente aquela criança, fará uma cirurgia estética. Uma senhora que teve muitos filhos, tem um abdômen que se distendeu. O cirurgião corrige o abdômen, aproxima os músculos, faz uma cirurgia reparadora. Mas também não deixa de ser estética.
Sant’Ana – O senhor se considera, além de cirurgião, um clínico?

Pitanguy - Me considero médico. O médico é clínico antes de ser cirurgião. Procuro entender as pessoas e, ao procurar entendê-las, procuro fazer o que há de mais nosbre no ser humano, que é me irmanar com o outro para pode ajudá-lo. A medicina não é uma ciência exata. A medicina é uma arte aplicada.
Sant’Ana – A Santa Casa embeleza algumas mulheres pobres?

Pitanguy - Algumas, não. Tratamos centenas de milhares de pessoas. Temos uma assistente social, uma psicóloga, temos dietólogas, temos uma estrutura montada muito grande. São vários professores associados e eu sou responsável. Atendemos a população carente do Rio tanto em cirurgia estética quanto reparadora, sem diferenças.
Sant’Ana – Dizem alguns estetas que a personalidade de uma pessoa, no rosto dela, está no nariz.
Pitanguy - O que expressa a personalidade na face é o que está por dentro das pessoas. Há pessoas sem harmonia na face que têm uma grande delicadeza interna e nos transmitem beleza na sua convivência.
Sant’Ana – Alguém já lhe pediu para ficar feio?

Pitanguy - Não. Acho que a feiúra é um apanágio não muito procurado. Como dizia o filósofo Francis Hutcheson, o belo é o verdadeiro. O bom é o verdadeiro. Agora, a interpretação do belo representa apenas a interpretação na beleza no seu sentido simples. Ela é um conjunto que emana também de dentro da alma, de dentro da pessoa.
Sant’Ana – Há casos em que o senhor aconselha a pessoa a não fazer a cirurgia?

Pitanguy - Muitas vezes a pessoa chega, você vê que é normal. Mas, por algum motivo, ela não gosta da sua cara. É muito perigoso fazer alguma coisa nesses casos. Muitas vezes, quando uma pessoa quer alguma coisa além do que você poderia dar, o melhor é não operá-la. O melhor é um tratamento psicoterapêutico.

___________________________________

*A entrevista completa está na ZH impressa.
Disponível: http://zelmar.blogspot.com/2010/09/ivo-pitanguy-melhor-cirurgia-e-voce-se.html > Acesso em 27 de setembro

sábado, 25 de setembro de 2010

Repreensão da família pode agravar casos de bulimia e anorexia

Familiares de pacientes com distúrbios alimentares precisam compreender e dar suporte
Disponivel em:< .br/especial/rs/bem-estar/19,0,3043891,Repreensao-da-familia-pode-agravar-casos-de-bulimia-e-anorexia.html Acesso em 25 de setembro de 2010
A repreensão dos pais ou familiares diante da constatação de um distúrbio alimentar pode desencadear uma piora no quadro de qualquer paciente. A anorexia ou a bulimia geralmente ocorre em uma faixa etária na qual a identidade ainda não está definida, portanto, o suporte da família se torna crucial no tratamento.
Patrícia Santafé, endocrinologista que trata pacientes que sofrem do distúrbio, explica que a família precisa agir nos primeiros sinais da doença. O primeiro passo pode ser uma conversa.
— O ideal é nunca afrontar, sempre apoiar. As pessoas que sofrem essa doença não estão conscientes disso. Os familiares precisam entender que essa pessoa sofre por não se aceitar — diz a médica, que atende no Centro Clínico do Hospital São Lucas da PUCRS.
A médica orienta, em um segundo momento, que a pessoa encaminhe o paciente a um atendimento médico, que geralmente é feito por mais de um profissional, como um psicólogo e um endocrinologista.
— É importante não subestimar a doença. Hoje em dia esses distúrbios têm começado cada vez mais cedo — garante a especialista.

Segundo a nutricionista Michelle Ferreira De Simone, estima-se que 1 em cada 9 meninas adolescentecorre o risco de desenvolver uma anorexia nervosa.
— São números assustadores que merecem a atenção de pais, educadores e clínicos — afirma .
Como identificar os sintomas
Identificar os sinais dos distúrbios não é uma tarefa simples. Sentir-se gorda, por exemplo, é algo recorrente principalmente entre as jovens. Segundo Patrícia, a anorexia e a bulimia se confundem com frequência. Ambos pacientes, por exemplo, julgam-se sempre estar muito acima do peso.
— Isso é mais evidente entre as pessoas que estão desenvolvendo ou já desenvolveram a anorexia, pois eles apresentam um peso bem abaixo do normal e mesmo assim se acham gordos. O bulímico pode estar em um peso ideal ou até estar um pouco acima do peso.
Sinais possíveis a cada distúrbio segundo as especialistas:
ANOREXIA
:: Baixo peso
:: Rejeição de comida ou alimentação em quantidades muito pequenas
:: Enjoos e desconforto ao comer
:: Alteração menstrual: por causa da baixa ingestão de nutrientes, elas podem não produzir hormônios suficientes
: Anemia: a doença pode ser identificada nos olhos (o branco dos olhos fica mais claro) ou na boca (lábios esbranquiçados). Também pode ocorrer tontura e palpitação.
:: Queda ou enfraquecimento do cabelo
:: Usar roupas largas para esconder o corpo
:: Evitar eventos sociais por causa da comida
BULIMIA
:: Comer compulsivamente
:: Buscar o isolamento logo depois de comer: as pessoas com bulimia tentam provocar o vômito ou tomam laxantes depois de comer

:: Amarelamento dos dentes
:: Mal hálito
:: Queda de cabelo
:: Feridas nos dedos ou nas mãos: ao provocar o vômito diversas vezes, o paciente pode se ferir
:: Comer escondido
:: Usar roupas largas para esconder o corpo

Historia da moda no Brasil

A autora nos apresenta mais de cinco séculos de história conseguindo prender o interesse e a atenção dos leitores com sua escrita leve e bem articulada. Com uma extensa rede de referências História da Moda no Brasil é um guia completo para os que buscam dados específicos sobre as formas de vestir de uma determinada época proporcionando também uma leitura prazerosa para quem opta pela seqüência dos capítulos, numa cronologia que se inicia no século XVI e chega ao XXI.

Aguarde lançamento!
Acesso: http://www.estacaoletras.com.br/

Homens cada vez mais vaidosos

Quase perfeitos

Disponivel em < http://www.osaogoncalo.com.br/site/cultura/2010/9/24/17363/quase+perfeitos > Acesso em 25 de setembro de 2010


Já foi o tempo em que frequentar salão de beleza era privilégio das mulheres. Hoje, a realidade é outra. Se as mulheres invadiram, definitivamente, o espaçomasculino, a recíproca é verdadeira porque os homens se despiram do preconceito e querem, cada vez mais, estar em dia com a estética. Fazer unha, pintar cabelo, depilar geral já fazem parte dos cuidados que os homens incorporaram à sua rotina de beleza.

Não é só no Brasil que os homens buscam a tão sonhada perfeição estética. Do outro lado do mundo, no Japão, onde a indústria da beleza fatura 4 milhões de dólares por ano, com mais de 174 mil salões de beleza, os homens são vistos como um público exigente, atento a detalhes e sempre em busca de novidades. A força do mercado é tão grande que uma das maiores redes de salões de beleza do país contratou, em 2006, o jogador de futebol inglês David Beckham para atrair a então nascente clientela que começava a pensar que ser bonito não é tão ruim.



Mas nem sempre é tão fácil para os meninos mostrar sua preocupação com a estética. Carla Castilho, hairstylist do Instituto de Beleza Ilha Mar, em Alcântara, São Gonçalo, conta que às vezes precisa dar uma “ajudinha” ao cliente. “A maioria dos homens chega de forma ainda tímida. Mas com um bom bate-papo alguns deixam transparecer que gostariam de ficar com o visual do Reynaldo Gianecchini”, brinca, acrescentando que no instituto, 30% da clientela é de homens.

As intervenções cirúrgicas também caíram no gosto dos nossos machões. Para se ter uma ideia, em 2009, das 645,4 mil cirurgias plásticas realizadas no país, 119,2 mil foram em homens, segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope Mídia. De acordo com o levantamento, o procedimento mais realizado em homens, no período de 2009, foi a cirurgia das pálpebras com 19 mil cirurgias, seguida do nariz, com quase 16 mil, e lipoaspiração, com pouco mais de 15 mil.

Teclado aclopado ao sutiã

A empresa japonesa Angel Kitty desenvolveu um acessório diferenciado: um sutiã que é um teclado de computador. Assim, que digita pode também tocar no corpo de uma mulher. O produto, que leva o mesmo nome da empresa, Angel Kitty, foi cuidadosamente desenvolvido levando em consideração a anatomia do corpo feminino. O sutiã é forrado com silicone, para se tornar o mais confortável possível para quem o usa. O teclado é compatível com Windows Me, 2000, XP e Vista e pode ser plugado ao computador via USB. Custa US$137 (o equivalente a R$ 235 reais).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

VERDADES E MENTIRAS SOBRE CIRURGIAS PLÁSTICAS

SEGUE A VISÃO DE UMA CIRURGIÃO PLASTICA
Disponível em < http://mundofashion.tv/?p=9588 > Acesso em 21 de setembro
O que você deve saber antes de procurar passar por uma cirurgia plástica

1) “O INVERNO É A MELHOR ÉPOCA PARA A REALIZAÇÃO DE UMA CIRURGIA PLÁSTICA”
MENTIRA

A cirurgia plástica pode ser realizada em qualquer época do ano. A recuperação e a cicatrização não são prejudicadas se a cirurgia for realizada no verão ou em outra estação. O que pode ser desconfortável é o uso da cinta modeladora nos casos de lipoaspirações, em um período de calor.

2) “A CELULITE SOME COM A LIPOASPIRAÇÃO” MENTIRA

Pode inclusive haver uma piora, principalmente se existir flacidez de pele associada à celulite.

3) “O FUMO AUMENTA O RISCO DE NECROSES” : VERDADE

Na cirurgia alguns vasos sempre são lesados e os restantes devem estar em perfeita ordem para manter a vascularização da pele. Como a nicotina diminui o calibre dos vasos sanguíneos, os fumantes têm um risco muito maior de problemas de cicatrização e morte de tecido (necrose). “Se a célula não recebe sangue…morre”

4) “A PRÓTESE DE MAMA DEVE SER TROCADA A CADA 10 ANOS”: MENTIRA

As próteses utilizadas atualmente são mais resistentes. Exames de imagem realizados para o acompanhamento da glândula mamária e controle de câncer de mama, podem ser usados para a avaliação da integridade e contorno dos implantes. Os melhores são: a Ressonância Magnética e o Ultrassom. Enquanto o implante estiver sem alterações não há necessidade de troca.
5) “DEPOIS DA LIPOASPIRAÇÃO O VOLUME NA REGIÃO ASPIRADA NÃO VOLTA MAIS”

VERDADE

Uma vez retiradas, as células adiposas (de gordura) não de formam novamente, mas outras células sempre estão presentes na região. Estas células podem aumentar de tamanho se houver um ganho excessivo de peso. Por isso aconselhamos que a lipoaspiração seja para tratamento apenas de gorduras localizadas, que uma vez tratado este depósito o resultado é definitivo, ou seja, um culote aspirado não volta mais. Mesmo com um aumento de peso o contorno corporal não volta ao que era antes da lipo.

6) “COM A MUSCULAÇÃO MELHORO A FLACIDEZ DE PELE” MENTIRA

A musculação corrige a flacidez muscular e não tem ação sobre a pele. A flacidez muitas vezes está relacionada a idade, hereditariedade, tipo físico, tabagismo (fumo) e presença de estrias. É claro que toda flacidez deve ser combatida desde os planos mais profundos(muscular) até os mais superficiais(pele) com exercícios físicos, uma alimentação saudável, hidratação, utilização produtos e tratamentos estéticos.



7) “MESMO FAZENDO MUITA GINÁSTICA NÃO CONSEGUIMOS PERDER OS PNEUZINHOS”
VERDADE

Os depósitos de gordura localizada não respondem muito bem aos exercícios físicos. É claro que diminuem bastante, mas aqueles indesejáveis culotes e os famosos pneus das calças de cintura baixa só desaparecem depois de uma lipoaspiração.

O ideal é queimar toda a gordura em excesso com atividades físicas e uma alimentação regrada e saudável, para depois recorrer à lipoaspiração.

“A HIDROLIPO POR SER FEITA COM ANESTESIA LOCAL É MENOS ARRISCADA”
MENTIRA

Até mesmo procedimentos com anestesia local podem ser arriscados se não forem respeitados os limites de anestésico injetado
Nota: É muito importante a postura do paciente antes e depois da cirurgia plástica para obter bons resultados.
Muitas vezes, mesmo depois das cirurgias, alguns pacientes podem ainda ficar insatisfeitos com o resultado. Uma cintura torta, um abdômen protuso mesmo depois de uma lipoaspiração parecem inaceitáveis, mas podem acontecer mesmo nas mãos de bons cirurgiões se o caso for postural.
São casos de cifose, lordose ou escoliose, onde ocorrem desvios na coluna, gerando alterações estruturais e musculares com repercussão estética.
Mesmo retirando toda a gordura de um abdômen, se houver lordose, toda a musculatura abdominal é jogada para a frente causando um abaulamento que só poderá ser corrigido com fisioterapia postural. Por isso também é importante que o paciente passe por algumas sessões de RPG antes de fazer algumas cirurgias.

Dra. Luciana Pepino é médica, especialista em Cirurgia Plástica e membro da SBCP.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pensamento positivo engorda?

Pensamento positivo engorda? NÃO FALTAVA MAIS NADA!!!!!!!!!!!!!!!

Escrito por Arethusa Dias - 14/09/2010

Submarino.com.br

Será que as emoções influenciam na nossa capacidade de seguir dietas? Com base em pesquisas recentes, especialistas afirmam que até o modo como pensamos em comida pode ser decisivo na perda de peso. O mais engraçado é que o otimismo e o bom humor não necessariamente ajudam nesse processo e podem, inclusive, se tornar barreiras ao sucesso do regime.



De acordo com uma pesquisa publicada no BioMed Central, pessoas muito otimistas e independentes têm maior dificuldade em aceitar críticas dos profissionais e mudar seus hábitos alimentares eficazmente (embora consigam se manter fiéis aos novos hábitos saudáveis que adquirem por um período maior de tempo). Já as pessoas mais estressadas e preocupadas em emagrecer, tendem a seguir mais rigorosamente os conselhos de psicólogos e as dietas sugeridas por nutricionistas.



A psicóloga Judith Beck sugere em seu livro “Pense magro” que a maneira de pensarmos nos induz a comportamentos que podem beneficiar ou sabotar nossa dieta. Por exemplo: Todos nós temos dias em que nos sentimos muito tristes, certo? Se você pensa “gordo”, vai logo descontar esse sentimento num pacote de biscoitos ou batata chips, mas se você pensa “magro”, se sente chateado demais para comer e perde o apetite. Quem se compromete a perder peso precisa, portanto, prestar atenção em como pensa e controlar a ansiedade e as atitudes que se têm quando a comida está bem a sua frente.

Em algumas situações, as pessoas perdem o controle de suas emoções e da forma como a comida é pensada em suas vidas. Ao invés de ser uma fonte de nutrientes necessários para o funcionamento do corpo, a refeição passa ser uma forma de compensação por sentimentos ruins e se torna a única fonte de prazer na vida delas. Em entrevista para o portal Terra, o gastroenterologista José Carlos Pareja ressalta a importância de um trabalho multidisciplinar para quem quer reduzir as medidas, incluindo nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos ou psiquiatras e, em alguns casos, cirurgiões gástricos.
Pareja ainda explica que a ligação entre os sentimentos e a obesidade pode ser evidenciada quando observamos casos de pessoas que emagreceram muito em um curto período de tempo. Como não estão acostumadas com a nova forma, muitas delas continuam com a impressão de que não vão passar por um vão mais estreito ou que roupas de tamanhos menores não vão servir. Ele classifica esse tipo de paciente como “gordo emagrecido” e com isso justifica a necessidade do acompanhamento de psicólogos e/ou psiquiatras para quem passa por cirurgias de redução de estômago, por exemplo.
dISPONIVEL EM: http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/09/14/pensamento-positivo-emocoes-emagrecimento-obesidade/ aCESSO EM 17 DE SETEMBRO DE 2010

Aos 75 anos, Sophia Loren coroa Miss Itália 2010

A atriz italiana Sophia Loren, 75 anos, foi jurada do concurso e coroou na noite desta segunda-feira (13), em Salsomaggiore, a vencedora do Miss Itália 2010, Francesca Testasecca, de 19 anos.

A musa do cinema usou um vestido prateado, que deixava o colo em evidência e ressaltava o corpo esguio - existente, segundo ela, apesar do espaguete que ela insistiu, ao longo dos anos, em saborear com certa frequência.
Francesca, com pelo menos duas grandes tatuagens à mostra - uma no pé e outra na barriga -, chegou à final depois de vencer 60 concorrentes, entre elas, uma transexual, Alessia Mancini, que acabou desclassificada, e Giulia Nicole Magro e Giulia Di Quinzio, que chegaram a ficar entre as três finalistas, mas terminaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.


Disponivel em: http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI4676389-EI13419,00-Aos+anos+Sophia+Loren+coroa+Miss+Italia.html> Acesso em 17 de setembro de 2010

França veta véu islâmico integral

Lei é aprovada por 246 votos a um e deve ser sancionada pelo presidente Nicolas Sarkozy

14 de setembro de 2010
14h 20

A francesa Kenza Drider promete desrespeitar lei. Foto: Claude Paris/AP
PARIS - O senado francês aprovou nesta quarta-feira, 14, o veto ao uso de véus islâmicos integrais, que cobrem todo o rosto da mulher, como a burca e o nicab.
O veto foi aprovado por 246 votos a 1. A maioria dos senadores de oposição se absteve em protesto. A lei já havia sido aprovada na Câmara em 13 de julho. Opositores do projeto têm dez dias para recorrer a medida no Conselho Constitucional, mas isto é considerado improvável por analistas. O presidente Nicolas Sarkozy deve sancionar a lei.
Para defensores da lei, ela garante a igualdade entre os sexos, aumenta a segurança e a dignidade da mulher e reflete os valores seculares da república francesa. "O véu integral coíbe a individualidade da pessoa dentro da comunidade", disse a ministra da Justiça francesa, Michele Alliot-Marie.
Ainda de acordo com a ministra, o veto não tem nada a ver com religião. "O véu desafia o modelo de integração baseado na aceitação dos valores da nossa sociedade", afirmou.



Oposição à lei

Líderes muçulmanos franceses acreditam que a lei pode elevar o risco de islamofobia no país. O projeto proíbe o uso de véus que cobrem o rosto da mulher nas ruas e em edifícios públicos.
O veto deve afetar cerca de 2 mil mulheres e deve entrar em vigor após seis meses depois da sanção da lei. Durante este período, a nova legislação será explicada à população.

A muçulmana francesa Kenza Drider promete desrespeitar a lei. "Não é uma lei justa. É contra liberdade individual, liberdade de religião e de consciência.", disse.
Kenza, que foi a única mulher a ser entrevistada pela comissão do Congresso sobre o tema, prometecontinuar usando o véu normalmente mesmo se a lei for sancionada.

Islamismo na França
A França tem a maior comunidade muçulmana da Europa Ocidental, com 5 milhões de fiéis. O uso de véus é comum entre mulheres imigrantes que vivem na periferia de grandes cidades, como Paris. O islã já é a segunda maior religião do país, atrás do catolicismo.
Existem diversos tipos de véus islâmicos. O nicab esconde todo o rosto da mulher, deixando à vista apenas os olhos. A burca é uma veste que cobre todo o corpo feminino. Já o chador e o hijab ocultam apenas o cabelo e o pescoço.
comentarios
A França esta certa, pois quem não deve, não precisa ficar escondedo o rosto, esconder o rosto e coisa de bandido. Tenho muito respeito aos mulçumanos, mas essa pratica serve apenas para esconder bandido.

15 de setembro de 2010
13h 32Denunciar este comentário
O grande problema da Europa hoje é a queda de natalidade das populações tradicionais. Com a chegada de imigrantes muçulmanos às pencas, que têm muito mais filhos que os Europeus, é provável que, em algumas décadas, a Europa será maciçamente muçulmana. Enquanto a Europa se auto-demole, a Eurábia surge dos seus escombros. Sem reverter a queda de natalidade (o que é quase impossível) a Europa tradicional vai morrer. Essa lei de proibição de véus é só mais um paliativo grotesco que não toca na raiz do problema. A civilizaçao ocidental terá muita sorte se ainda existir dentro de 50 anos.

PARA REFLETIR: RESPEITO, PRECONCEITO, INTOLERANCIA...









Judiciário mantém condenação de cirurgião plástico

Olyntho Nerto é acusado de danos estéticos e vai pagar R$ 30 mil a paciente
MidiaNews
TJ manteve condenação por erro de médico em cirurgia plástica de paciente em Cuiabá

ANTONIELLE COSTA -DA REDAÇÃO
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a condenação do cirurgião plástico Olyntho Gonçalves Neto por erro médico cometido contra Mageny de Lima Figueiredo, durante cirurgia plástica de lipoaspiração em 2005, em Cuiabá.
O médico, que em 2008 foi condenado a pagamento de R$ 50 mil de indenização por danos morais e R$ 10 mil por danos estéticos, conseguiu a redução do valor para R$ 30 mil.
Mageny propôs uma ação de reparação de danos morais e estéticos, após ter se submetido a uma cirurgia plástica e não ter obtido resultado satisfatório. De acordo com informações contidas na ação, Mageny recebeu alta hospitalar um dia após a cirurgia e, em casa, verificou que o corte ficara aberto e sangrando.
Em seguida, avisou Olyntho, que a teria orientado a fechar o corte com uma fita e procurá-lo no dia seguinte. Dessa forma, em função dos problemas do pós-operatório, a paciente alegou ter ficado com a barriga deformada.
Em sua defesa, o cirurgião argumentou que Mageny lhe procurou para corrigir defeitos de outras cirurgias plásticas, inclusive, supostas irregularidades no abdômen. Alegou também que prestou toda assistência a paciente e que, em função de "problemas extras-cirúrgicos", a operação não alcançou o resultado desejado.
Olyntho considerou ainda que a sequela não era irreversível e que o valor pleiteado na ação era exorbitante. Dessa forma, propôs um recurso de apelação junto ao Tribunal de Justiça e conseguiu que o valor da indenização fosse reduzido.
De acordo com o desembargador Sebastião de Moraes Filho, relator do recurso, mesmo considerando a culpa do médico no insucesso da cirurgia, "há de se comungar que não se trata de lesões graves e de natureza permanente, irreversíveis, que geraram limitações funcionais ou debilidade de função. Notadamente quanto à questão estética, observa-se que não houve alterações anatômicas, perda do aspecto habitual, gerando repulsa a quem observa".
Citando que a responsabilidade do médico e dos profissionais da área de saúde é de meio e não de resultado, o desembargador relator fez uma ressalva por se tratar de cirurgia plástica.
"Entre nossos doutrinadores, domina o entendimento no sentido de que, em se tratando de cirurgia plástica, o médico assume uma obrigação de resultado", afirmou Moraes.
Isso porque, segundo ele, na maioria dos casos, os pacientes não se encontram doentes, mas pretendem corrigir um problema estético.
Participaram da votação o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha (revisor) e o juiz convocado Pedro Sakamoto (vogal).
Com informações da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça

Disponiovel em< http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=3&idnot=31284 Acesso em 17 de setembro de 2010

O talento da atleta é avaliado por seu peso???

Tim Duncan volta das férias seis quilos mais magro que em 2009

Gregg Popovich elogiou a boa forma física do experiente jogador do San Antonio Spurs
iG São Paulo

O treinador do San Antonio Spurs, Gregg Popovich, está impressionado com a forma física do pivô Tim Duncan. O comandante da equipe texana elogiou o principal astro da franquia por ter se mantido em boa forma no período de férias.
Aos 34 anos de idade, o pivô Tim Duncan sabe a importância de manter o seu corpo saudável. O jogador completará 35 anos durante a disputa de sua décima quarta temporada. Por isso, o astro evitou cometer abusos desde que foi eliminado pelo Phoenix Suns no dia 9 de maio.
Gregg Popovich afirmou em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira que Duncan voltou mais magro do que na temporada passada. Duncan está seis quilos mais leve do que no acampamento de treinamento do ano passado.
"Acho que ele está mais magro do que na temporada passada", disse Popovich sobre o peso do jogador. "Ele quer voltar a vencer e sabe de suas responsabilidades. Ele está realmente sério sobre isso."
O Spurs inicia seu campo de treinamento no dia 27 de setembro. O primeiro jogo da equipe de San Antonio na pré-temporada acontecerá em Houston contra o Rockets no dia 3 de outubro. A temporada regular começa um mês após o campo de treinamento. No dia 27 de outubro o Spurs recebe o Indiana Pacers.

Disponível em: http://esporte.ig.com.br/basquete/2010/09/16/tim+duncan+volta+das+ferias+seis+quilos+mais+magro+que+em+2009+9592795.html
> Acesso em 17 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dupla que praticava cirurgia plástica sem licença é presa em Massachusetts

Dupla que praticava cirurgia plástica sem licença é presa em Massachusetts -09/15/2010
Maria José do Nascimento e Victor H. Hernandez não tinham licença para os procedimentos médicos.

A polícia de Massachusetts prendeu na quarta-feira (8) uma brasileira e um mexicano acusados de operar uma clínica sem a devida licença. Maria José do Nascimento, 55, e Victor H. Hernandez, 38, atuavam no Victoria Med Spa em Revere, clínica especializada em lipoaspiração e outras cirurgias plásticas.
Segundo o The Boston Globe, os dois foram flagrados quando duas policiais se fingindo de clientes solicitaram informações. Para uma delas, Victor disse que uma abdominoplastia (retirada de excesso de pele e gordura da área abdominal) custaria em torno de $2,500. Segundo a investigação, o suposto cirurgião disse que receitaria fortes analgésicos para um eventual desconforto pós-cirúrgico.
Levados para a Corte Distrital de Chelsea, Maria José e Victor não confessaram a culpa por distribuir substâncias classe E, prática de medicina e outras ofensas criminais. Segundo as autoridades, os dois não tinham nem licença médica, nem licença para operar uma clínica especializada em cirurgias e procedimentos estéticos.
“Suas atividades poderiam ter facilmente levado à morte ou causado danos graves aos pacientes”, disse a Promotora Assistente Kathryn Hinman. Durante a batida, uma mulher que estava numa mesa cirúrgica tinha aparentemente se submetido a cirurgia facial. Uma ambulância estava de prontidão, caso houvesse alguém em processo cirúrgico.
As fianças da brasileira e do mexicano foram estipuladas em $5,000 e $10,000, respectivamente. Os dois estão presos. Victor teria ainda roubado lidocaína, um anestésico local, de um médico para quem trabalhou recentemente. Por isso, foi acusado de apropriação indébita de mais de $250. A investigação teve a participação do FDA – órgão que controla alimentos e medicamentos nos EUA -, da polícia de Revere, da polícia estadual e do escritório da promotoria de Middlesex.
Prática de risco
A prisão dos dois causou surpresa em Daisy Cabrera, cliente que fazia tratamento de varizes na clínica, desde janeiro. “Pensei que eles fossem médicos licenciados para isso”, disse ela, complementando que o consultório normalmente estava cheio de mulheres.

Maria José do Nascimento saiu do Brasil há cerca de oito anos. Segundo o advogado dela, a imigrante não sabia que Victor não tinha licença. A brasileira trabalhou durante muito tempo no setor administrativo da clínica, ainda segundo o advogado. Mas segundo a promotora Hinman, a brasileira trabalhou para uma pessoa que foi presa por também aplicar procedimentos médicos sem licença, além de ofensas similares. O empregador de Maria José fugiu do país.
Leonard Friedman, um médico que atuava no mesmo endereço foi acusado no início deste ano de vender receitas ilícitas de analgésicos e tranquilizantes.
De acordo com o advogado de Victor Hernandez, seu cliente serviu à Marinha americana em 1994 e cursou faculdade durante o período. O imigrante disse que fez faculdade na área médica no México. Há 18 meses, Victor, que está no país desde os 12 anos de idade, tornou-se cidadão americano.
A prisão da dupla remete ao caso Fabíola B. de Paula. Aos 24 anos, a brasileira morreu em Framingham (MA) enquanto se submetia a uma lipoaspiração, no basement de um condomínio, onde funcionava uma clínica clandestina de cirurgia plástica. O suposto médico, Luis Carlos Ribeiro, foi condenado a três anos de prisão por homicídio culposo (sem a intenção de matar).

Da redação do ComunidadeNews.com

GLUTEOPLASTIAS


A GLUTEOPLASTIA virou um business. Um big business. Um big e arrebitado business. O IBOPE foi conferir e constatou que valorizar o traseiro mediante implantação cirúrgica de próteses de silicone trouxe a alegria de volta para muitas mulheres. E, poucos homens, por enquanto.
Das pouco mais de 4 mil cirurgias de 2008 o número saltou para 8091 em 2009 e provavelmente voltará a dobrar em 2010. Na média, as próteses mais comuns são as de 300 mililitros de silicone, o que equivale ao conteúdo de uma latinha de COKE. Em termos de comportamento, uma diferença substancial entre as “peitudas” e as “bundudas”. As primeiras capricham no decote e exibem, gloriosas, as conquistas decorrentes da plástica. Já as segundas, conservam a prótese em segredo absoluto, dando a entender, para os que percebem, tratar-se de ganhos da academia.
Em matéria de VEJA o cirurgião RAUL GONZÁLES reitera a “confidencialidade” das gluteoplastias: “É o grande segredo das clínicas de plástica. Algumas mulheres escondem até do marido e aproveitam para fazer quando eles estão viajando”.
Dentre as que mais cedo aderiram à nova moda, ANA MARIA BRAGA. Acrescentou volume ao seu derrière em 2005 – 220 milímetros de silicone. Como jamais esconde o que faz, ANA MARIA acabou se transformando numa espécie de TIPPING POINT desencadeador do mais novo desejo das mulheres. E de poucos homens, por enquanto.
Uma gluteoplastia custa entre R$ 10 a 20 mil, o procedimento leva pouco mais de uma hora e a alta é no mesmo dia. Dói por uns bons dias, e a paciente precisará dormir de lado ou de bruços. Depois é suficiente colocar uma saia ou calça justa, e sair para os olhares de admiração das demais mulheres, e da galera.
Disponível em <
O bumbum é uma das áreas anatômicas mais valorizadas. Quando bem modelado, confere graça e harmonia ao corpo, valorizando a beleza feminina.
Os implantes de silicone utilizados na gluteoplastia de aumento são constantemente aprimorados para oferecer mais conforto e segurança. São preenchidos por polímeros (?)são amplamente utilizados na medicina - a maioria dos objectos que utilizamos no dia-a-dia são constituídos de polímeros ou por gel de silicone coeso (?)semelhante a uma gelatina firme - mesmo que o invólucro se rompa, dificilmente o conteúdo se espalha no organismo. Os implantes de silicone da gluteoplastia de aumento são conceptualmente diferentes dos populares implantes mamários e faciais.

Geralmente a gluteoplastia de aumento dura 90 minutos sob anestesia peridural com sedação. O cirurgião plástico faz uma incisão de cinco centímetros no final da coluna entre os glúteos e o implante é inserido abaixo do músculo glúteo. Em casos específicos o cirurgião plástico pode lipoaspirar as gorduras acima e abaixo das nádegas para aperfeiçoar o resultado estético. Da mesma forma, pode-se lipoaspirar gordura da cintura e implantá-la ao redor dos glúteos (50% da gordura implantada será absorvida pelo organismo em seis meses).
A incisão da gluteoplastia de aumento é fechada com pontos absorvíveis pelo organismo e a cicatriz resultante fica em local bem escondido, curando-se facilmente.

Após a gluteoplastia de aumento a paciente pode deixar a clínica ou hospital em 24 horas - deverá dormir de bruços e não sentar sobre os implantes durante duas semanas. Pode-se retornar ao trabalho após uma semana e aos exercícios físicos após seis semanas.
Por ser uma cirurgia plástica simples que resulta em pequena cicatriz e utiliza implantes de silicone de qualidade cada vez mais seguros, a gluteoplastia de aumento tem se tornado cada vez mais popular entre as cirurgias plásticas estéticas.
Geralmente o resultado da gluteoplastia de aumento é satisfatório, mas como cada organismo reage de maneira diferente, algumas pacientes apresentam desconforto ao sentar e podem sentir os implantes de silicone.
Disponível em: http://bellle.com/pro-gluteoplastia-intro.html > Acesso em 16 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Misturando tendências e tradição

Tendências da passarela e moral muçulmana se fundem no novo jeito de se vestir das mulheres do oriente

International Herald Tribune
DISPONÍVEL NO SITE < http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/misturando-tendencias-e-tradicao > ACESSO EM 13 DE SETEMBRO DE 2010

Executivas da Índia corporativa estão optando por trajes mais moldados ao corpo. No Sudão, uma mulher que ouse vestir calças pode ser mandada para a cadeia. Nas capitais europeias, o véu islâmico se transformou num pára-raios político. E por todo mundo islâmico uma nova safra de designers está provocando as mulheres a deixar para trás a moda "purdah" com roupas que fundem as tendências das passarelas e a moral muçulmana.




Nas antigas sociedades que experimentaram uma onda de produtos e ideias ocidentais, a mulher sempre carregou nas costas as demandas antagônicas de tradição e modernidade. A forma como ela se veste revela muito mais do que seu senso de estilo pessoal. Ela é medida de acordo com o que usa ou não, por seus familiares, colegas de trabalho e até no debate dos políticos sobre o véu. Algumas vezes ela aceita a tradição, outras ela a desafia. Com freqüência ela combina as duas coisas de maneira que pode confundir e surpreender.



Na Índia, a década de crescimento econômico veio acompanhada de novas oportunidades para as mulheres urbanas e bem educadas – o que trouxe também uma variedade enorme de new looks. Quase todos os dias eu tenho a impressão de que esse país está mudando”, diz Anupamaa Dayal, designer de New Deli que abusou de vestidos curtos e túnicas na sua última coleção de outono. “E quem muda mais rápido? A mulher.”



Quando uma mulher ganha mais dinheiro, poder e liberdade isso se nota logo na forma como ela se veste. Mas muito mais do que os homens, porém, as mulheres escolhem o que têm no guarda roupa em função das expectativas culturais: modéstia, autoridade, vários ideais de feminilidade. O que quer dizer tradição para o olhar de um ocidental poderia significar status para uma mulher asiática ou africana e seus pares.



Na Nigéria por exemplo, uma colegial pode escolher entre usar jeans ou vestidos colados, mas uma vez que ela consiga subir na carreira, as nigerianas não serão vistas em nada além de roupas tradicionais do país, cuja opulência pode soar estranha aos olhos ocidentais. Da mesma forma, na Índia, um jovem trabalhadora num escritório, hoje, está quase sempre vestida com calças ou tailleur, por vezes mal ajustados às mulheres indianas, de quadris mais largos. Mas uma gerente sênior provavelmente escolheria um sari ou uma túnica indiana sóbria ou um "churidar" ajustáveis.



"Acredito que o sari me faz sentir com mais autoridade. Creio que há uma mudança em meu comportamento",afirmou Ambika Nair, que já atuou como jornalista, advogada e agora trabalha no braço legal da Thomson Reuters na Índia. "Não vejo o sari ou o churidar como tradicional, e não acho que vestir um terninho, sobretudo um mal ajustado, signifique ser moderno."



Na roupa feminina, em outras palavras, a tradição nem sempre transmite subserviência. A política mais poderosa da Índia, Sonia Gandhi, a italiana presidente do Partido do Congresso, quase sempre é vista com saris que não parecem caros, mas não verdade são tecidos à mão com sedas e algodões luxuosos. Certamente, na Índia, assim como em vastas regiões da África, América do Sul e Ásia, existem milhões de mulheres que ainda lutam para se alimentar e vestir. Na construção civil em Nova Deli, as trabalhadoras carregam cimento na cabeça, e são tão magras que parecem esqueletos em saris.



Ao mesmo tempo, a vida de mulheres indianas está num estado de mudança profunda. Hoje, existem mais garotas que rapazes matriculados na escola primária. A proporção de mulheres no mercado de trabalho aumentou. As mulheres vivem cada vez mais sozinhas, viajam muito, adotam crianças como mães solteiras e até se divorciam. Ao mesmo tempo, têm de lidar com costumes sociais e religiosos estabelecidos, assédio sexual e, por vezes, violência pura e simples. Nova Deli, notória por sua brutalidade, destaca-se entre as principais cidades indianas por ter o maior número de casos de estupro e abuso sexual durante a última década.



As roupas se converteram no símbolo mais evidente da maneira como as mulheres personalizam essa mudança. A prosperidade criou uma nova consciência sobre o ajuste o ideal feminino: magro, esticado e sem relação com a beleza curvilínea do passado indiano. Mesmo o sari, o longo e drapeado emblema da modéstia, tem fica mais sensual. O chamado sari coquetel, geralmente feitos de chiffon diáfano, por vezes cravejado de cristais, as vezes aparece com um bustier. Assim como as roupas europeias, diz Shefalle Vasudev, que está escrevendo um livro sobre moda indiana, o sari agora é criado por estilistas famosos.



O sari estilizado, escreveu recentemente Vasudev na revista Outlook, "exige eventos elegantes, locais cinco estrelas, carros com motorista, saltos altos e infinitos acessórios para cair bem. Mais que qualquer outra coisa, precisa de um tipo específico de corpo – mais fino, pequeno, alto, firme e jovem. Em alguns casos, a globalização exporta ideias ocidentais de beleza feminina e leva as mulheres a descobrir o próprio corpo. Em todos os lugares, a avalanche de imagens e valores ocidentais tem endurecido a tradição.



Na Indonésia, o país muçulmano mais populoso, o hijab é muito mais comum do que era há uma geração. Mas não é mais o envoltório pouco elegante de tempos atrás. Podem ser desenhados como um lenço preso por broche divertido, ou usado com uma viseira da moda para proteger do sol. "Não temos mais medo de mostrarem somos na realidade", disse Liana Rosnita Redwan-Beer, editora de uma revista em Jacarta. "Olhamos para o ocidente pelo estilo e tendências, e modificamos isso para adaptá-lo às nossas necessidades."

Ofinica pensando o corpo feminino na CENA

http://projetoamoras.blogspot.com/2010/09/oficina-pensando-o-corpo-feminino-na.html

Segunda feira dia mundial da dieta!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pense magro!
ESCRITO POR FABI

TEXTO DISPONÍVEL NO BLOG

Quando você se imagina magra, fala como magra e age como magra, fica mais fácil perder e manter o peso. Então, treine sua mente para isso. A gente ensina a apagar os pensamentos gordos. As atitudes certas diante da comida vêm em seguida.
Se você quer emagrecer, não tem como escapar: é consumir menos e gastar mais calorias. Colocar isso em prática sem transformar sua vida num pesadelo pode depender de um só aliado: a força da mente. A idéia não é nova, mas as técnicas para mudar atitudes mentais negativas - aquelas que emperram até a mais esperta das dietas - nunca estiveram tão em moda.

O QI Mental, por exemplo, uma das propostas de emagrecimento mais comentadas no momento, usa imagens para reprogramar o cérebro e curar doenças de origem emocional. Essa técnica chinesa atua no subconsciente, onde se formam os padrões de comportamento, entre os quais aqueles que controlam o nosso jeito de comer. O médico João Yokoda, do setor de medicina chinesa e acupuntura da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foi quem adaptou o QI Mental ao tratamento da obesidade. “O exercício é superpor novas imagens mentais àquelas que atrapalham a sua dieta - você tem de se imaginar magra várias vezes ao dia para gravar esse novo padrão”, diz Yokada. As pesquisas mostram que atitudes mentais têm mais influência no volume de comida que ingerimos do que a própria fome.



A dificuldade de perder e manter o peso quando temos o registro de um corpo gordo na cabeça é infinitamente maior. Sidney Chioro, neurologista e professor de psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), sempre apostou nessa idéia e apoiou seu trabalho com obesidade em recursos que atuam no sistema neurológico. “São as emoções que traçam o caminho das mensagens no circuito dos neurônios. Um padrão neurológico inadequado pode transformar uma carência afetiva num comando de fome”, explica Sidney. É por isso que muita gente tenta resolver uma crise amorosa devorando uma caixa de bombons em vez de buscar solução para o relacionamento. Na luta contra a balança, Chioro usa imagens e sons que visam corrigir a rota do pensamento e facilitar o emagrecimento.



No entanto, existem maneiras mais simples para convencer sua mente a trabalhar a seu favor. Sucesso nos Estados Unidos, o livro Think Thin, Be Thin (Pense magro, seja magro, editora Broadway Books) traz 101 exercícios para quem quer educar a mente, somando pontos no projeto deusa. As autoras, a psicóloga americana Doris Wild Helmering e a escritora Dianne Hales, combinaram conceitos de várias linhas terapêuticas - terapia cognitiva, programação neurolingüística, gestalt terapia e análise transacional -, ajudando você a se livrar do registro de gorda que habita sua cabeça e garantindo um happy end para sua dieta. Isso não significa dormir gordinha e acordar enxuta. “Para que o cérebro registre novos padrões, os exercícios de reprogramação devem ser repetidos várias vezes ao dia, durante semanas ou meses”, defende a psicóloga Olga Inês Tessari, da Clínica Movimento Corporal, em São Paulo, especializada em emagrecimento. Curiosa? Selecionamos as sete sugestões mais bacanas do livro - pratique, pratique e pratique! Elas podem abrir sua cabeça para um corpo magro que sabe identificar a verdadeira fome.



Mudar a cabeça faz a dieta funcionar!
Tirar da cabeça a idéia fixa de que é impossível emagrecer, faz você modificar as atitudes diante da comida e perder peso sem sofrer
SEJA POSITIVA

Você tem coragem de chamar uma amiga que está gordinha de “rolha de poço”? Claro que não! Mas existe o risco de dizer coisas desse tipo (ou piores) para si mesma, programando seu cérebro para uma derrota na balança. Se você conserva pensamentos como “sempre estive gorda” ou “nunca fui capaz de perder peso”, acaba bloqueando qualquer possibilidade de mudança, mantendo o corpo pesado. Então, comece a ser positiva a partir de agora.

- Risque os pensamentos gordos. Quando eles vierem à mente, diga firmemente: “Pare ou apague!”
- Você pode tudo. Pare de repetir que não tem pique para malhar ou não pode viver sem doce. Reforce o que você pode fazer, dizendo a si mesma: “Eu posso fazer dieta”, “Eu posso andar mais dez minutinhos na esteira”, “Eu posso viver sem mousse de chocolate”.

- Trace metas realistas. Você vive dizendo que não consegue perder peso? Mude o discurso para: “Não perdi peso ainda, mas, quando decidir de verdade, vou conseguir”.
VAMOS FALANDO E FAZENDO A HISTORIA DO NOSSO CORPO














segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Brasil está em segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas


O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas – só perde para os EUA. Segundo pesquisa do Ibope encomendada pela coordenação do XI Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, no ano de 2009 foram realizadas no Brasil 645.464 cirurgias plásticas, sendo 443.145 cirurgias estéticas (69%) e 202.319 cirurgias reparadoras (31%). Ou seja, 1768 cirurgias por dia.
Dentre as intervenções, 526.247 (82%) são realizadas em pessoas do sexo feminino. Sendo que os procedimentos mais requisitados pelas mulheres são: cirurgia de mama (19% / 98.699), lipoaspiração associada à outras cirurgias (17% / 86.925) e abdômen (16% / 84.478). Em seguida vem a lipoaspiração isolada (12% / 64.001), pálpebras (10% / 53.923), plástica de face em geral (9% / 49.794), nariz (8%/ 43.108), orelhas (5% / 25.189), pescoço (3% / 15.945) e implante capilar (1% / 41.84).
Sendo assim, as cirurgias de mama e lipoaspiração continuam liderando o ranking das plásticas mais realizadas.
Já no que diz respeito ao universo masculino, a pesquisa constatou que em 2009 foram 119.217 cirurgias, ou seja, os homens correspondem a uma fatia de 18% dos procedimentos cirúrgicos. As cirurgias mais realizadas são: pálpebras (16% / 119.217), lipoaspiração isolada (13% / 15.458), face em geral (13% / 15.027), nariz (13% / 15.778) e orelha (11% / 12.622). Seguido das anteriores estão lipoaspiração associada a outros procedimentos cirúrgicos (9% / 11.149), abdômen (8% / 9.689), implante capilar (7% / 8.730), peitoral – silicone no tórax (6% / 7.062) e pescoço em geral (4% / 4.587).
Do número total de implantes de silicone 99% são utilizados em das pessoas do sexo feminino e 1% do sexo masculino. Das 156.918 mulheres que colocaram próteses, 91% (143.253) foram nas mamas, 5% (7.771) nos glúteos, 2% (3.420) no queixo e 1% (2.238) nas panturrilhas. Em homens, a maioria das 1.793 próteses de silicone foram implantadas no peitoral (46% / 820), no queixo (21% / 375), nos glúteos (18% / 320), nas panturrilhas (8% / 139), nos bíceps (5% / 97) e tríceps (2% / 42).
As cirurgias de mamas, em sua maior parte, são de cunho estético, atingindo a marca de 91%, já as reparadoras correspondem a 9%. “A média desses implantes é de 275 mililitros, sendo o de 300 mililitros o mais utilizado (20%)”, afirma o cirurgião plástico Ewaldo Bolivar de Souza Pinto, que, ao lado do cirurgião plástico Carlos Oscar Uebel, coordenou o XI Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que aconteceu em março de 2010, em São Paulo.
Se nos anos 80 a maioria das cirurgias ainda eram reparadoras, a vontade de aumentar as mamas já existia e a prótese mais utilizada era a de 100 ml a no máximo 150 ml de silicone. Já no decorrer da década de 90 a procura pela prótese teve um crescimento significativo e a quantidade de silicone implantado passou a ser de 180 ml a 210 ml. Agora, nos anos 2000, a década começou com próteses de 235 ml e, nos últimos dois anos, as mais procuradas foram de 300 ml.
– Hoje, o tamanho da prótese aumentou proporcionalmente a vontade de colocá-la –, comenta Bolivar, que é presidente da Comissão de Ciência e Segurança da Cirurgia Plástica da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).
A maioria dos procedimentos cirúrgicos é de caráter privado, executados em hospitais particulares ou clínicas (88%), enquanto apenas 12% em hospitais públicos, via SUS. A região do Brasil que mais se submete à cirurgia plástica estética é a Sudeste (64%). Em seguida vem a Sul (16%), o Nordeste (10%), o Centro-Oeste (8%) e o Norte (10%).
Fonte: Correio do Brasil

Disponível em: http://readers.ondiet.com.br/brasil-esta-em-segundo-lugar-no-ranking-mundial-de-cirurgias-plasticas/ Acesso em 06 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Corpos femininos, mais uma mercadoria no capitalismo

Por Babi Dellatorre , Diana Assunção , Livia Barbosa

Enquanto escrevemos esse artigo, 4 milhões de mulheres, meninas e meninos são explorados sexualmente no mundo inteiro, e o Brasil é o primeiro país no ranking latino-americano do tráfico de mulheres . Ao mesmo tempo, a sociedade patriarcal na qual vivemos naturaliza uma imagem abusiva das mulheres enquanto objetos sexuais, incentivando a busca de um estereótipo de beleza caro, e reforçando a idéia de que as mulheres já se “emanciparam” sexualmente. Mas a sexualidade, especialmente a feminina , é reprimida sempre que não está diretamente relacionada com a reprodução. Também, a decisão e autonomia das mulheres sobre seu próprio corpo são consideradas crime pela justiça burguesa de nosso país, resultando na morte de milhares de mulheres por conta dos abortos clandestinos. É desta ordem patriarcal que o capitalismo se apropria para perpetuar a sua ordem de exploração.



Patriarcado e propriedade privada

Nas sociedades patriarcais sempre se transmitiu a idéia de que há um modelo normal e regular de estruturas familiares e relações sexuais. Isso porque, como demonstra Friederich Engels em A origem da família, da propriedade privada e do Estado, a opressão das mulheres foi e segue sendo extremamente funcional para a perpetuação da propriedade privada dos meios de produção, no caso das famílias proprietárias, e para a reprodução da força de trabalho, no caso das famílias expropriadas. A necessidade histórica de perpetuar dentro do núcleo familiar, passando de pai para filho, os instrumentos de caça e coleta e o rebanho criado pelo homem e, por isso, alterando a anterior divisão das famílias para famílias patriarcais monogâmicas, pontua, segundo Engels, a origem da opressão da mulher. Nesse sentido, o domínio dos homens sobre suas casas e mulheres coincide com o desenvolvimento da idéia de propriedade, materializada no que chamamos de herança. É como parte deste processo que surge o direito paterno e a monogamia, conformando o patriarcado. O que então surgiu séculos antes do capitalismo, combinado a ele se transforma num pilar da exploração. Durante séculos, as mulheres se configuraram como um grupo socialmente subordinado, cuja sexualidade sempre foi reprimida. E a idéia de que a mulher, seu corpo e subjetividade, devem ser exclusividade do marido está relacionada ao fato desta ser considerada mais uma das propriedades do homem.



Do corpo ideal ao corpo vendido

Toda essa estrutura patriarcal subordina as mulheres ao papel de objeto: se antes a mulher era vendida como uma reprodutora pelos pais a um marido, hoje seu corpo é vendido em comerciais de cerveja, por exemplo. A democracia burguesa não nos deu o direito de não ser “coisa” , ao contrário, naturalizou sermos comparadas a animais irracionais e objetos (“éguinha pocotó” , “cachorras” , “mulher melancia” etc.). Isso porque a sexualidade feminina é definida segundo o prazer masculino, tendo seus corpos estigmatizados por um modelo de beleza alucinante e inalcançável, que também acaba reforçando outras opressões, pois se trata de um esteriótipo de beleza pautado nas pelas brancas, cabelos lisos, o corpo esbelto, e, além disso, na juventude. Essa idéia se expressa nos casos de assédio sexual nos locais de trabalho, que são utilizados como forma de chantagem com as trabalhadoras. Nos escandalosos casos de assédio e estupro nas moradias estudantis da USP e da UNESP que permanecem no “silêncio dos corredores” . Mas no capitalismo, não somente se “vende” a idéia de um corpo feminino ideal e de que somos objetos... Vendem os corpos femininos. Mulheres são vítimas de poderosas redes de tráfico, que contam muitas vezes com a cumplicidade de orgãos do governo ligados à indústria do turismo. Os dados referentes ao tráfico internacional são estarrecedores: dos brasileiros que cruzam o Atlântico vítimas do tráfico, 90% são do sexo feminino. Na Europa cerca de 500 mil mulheres são traficadas por ano, sendo desse total 75 mil o equivalente a mulheres brasileiras. No Brasil, as regiões mais atingidas pelo tráfico de mulheres, crianças e adolescentes são a Norte e a Nordeste, as mais pobres, segundo a Pesquisa Sobre Trafico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil (Pestraf).



Nós somos sujeito, e não objeto

Toda e qualquer forma de divisão dentro da classe trabalhadora é muito útil à classe dominante, que ao mesmo tempo se utiliza da opressão para disseminar em nossa classe os piores preconceitos, naturalizando diferenças salariais e condições de trabalho pelo sexo, por exemplo. Acreditamos que as mulheres devem se organizar politicamente e se levantar contra esta ordem. E, particularmente, devem enxergar na classe trabalhadora, um aliado estratégico. Porque essa ordem patriarcal hoje é garantida pelo capitalismo que nos explora e oprime duplamente, em nossos locais de trabalho e em nossa segunda jornada dentro de casa. Exigimos, portanto, educação sexual, sem intervenção da Igreja, para que as jovens possam conhecer e desfrutar de sua sexualidade como decidam. Punição a todos os estupradores e violentadores que seguem impunes. Direito ao aborto legal, livre, seguro e gratuito. Direito à maternidade plena, com possibilidade de atendimento de qualidade nos hospitais públicos. Exigimos também o fim das redes de tráfico de mulheres e crianças. O fim das ditaduras de uma beleza inalcançável, de padrões racistas, da propaganda abusiva. Mas acreditamos que a luta por todas essas reivindicações é inseparável da luta por uma outra sociedade livre de toda a exploração e opressão que hoje condenam a humanidade, e que aprisionam de forma mais cruel a nós mulheres. *Diana Assunção é trabalhadora da USP e dirigente da LER-QI. Livia Barbosa é assistente social e Babi Dellatorre estuda na UNESP de Rio Claro. Todas integram o grupo de mulheres Pão e Rosas. Leia o artigo na íntegra no site www.ler-qi.org



ENESS: Nem crítica ao governo, nem plano de lutas* Balanço das estudantes de Serviço Social e assistentes sociais integrantes do Pão e Rosas que estiveram neste último ENESS.



O Encontro Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESS)[1] reuniu estudantes de todo o país dispostos a discutir a opressão que sofrem as mulheres, os/as negros/as e os/as homossexuais, como se aliar aos trabalhadores e como responder aos duros ataques que os governos e os capitalistas tentarão nos impor com a crise se não nos organizarmos. Nós do Pão e Rosas desde o início do encontro travamos uma dura luta para expressar a solidariedade dos estudantes ao povo hondurenho que bravamente resiste à repressão pelos golpistas, respondendo ao chamado feito pelas feministas hondurenhas à que a América Latina se solidarizasse com sua luta, propondo que resgatássemos os atos que sempre foram realizados nos encontros. Mas lamentavelmente os companheiros da esquerda anti-governista estavam somente preocupados com as eleições para a executiva do curso e o ato não foi realizado. Apresentamos propostas como a defesa do marxismo em nosso currículo, por entendermos que o marxismo não só é a melhor teoria para explicar a sociedade de classes, como é a única que nos dá ferramentas para intervirmos nela aliando-se aos trabalhadores para buscar a superação deste sistema de opressão e exploração. E também a importância de lutarmos pela inclusão de disciplinas (obrigatórias) que tratem da questão da mulher com um viés marxista, por entendermos que esse tipo de opressão é muito útil ao capitalismo, para que possamos compreender que um dos passos mais importantes para a superação da opressão às mulheres passa pela superação do sistema capitalista. Enquanto integrantes da Região VII (SP) propusemos a luta pela incorporação do Serviço Social na USP já! Esta proposta generalizou pra que em todas públicas do país que ainda não oferecem o curso, com currículo pleno discutido amplamente. Propusemos também campanhas impulsionadas pelo Pão e Rosas em diversas Universidades, como a campanha contra a Terceirização, pela efetivação das/os trabalhadoras/es, a Campanha Latino Americana pela Legalização do aborto e a campanha contra a homofobia (Somos todas Marcelo Campos), chamando todas e todos estudantes dispostos a levá-las para seus locais de estudo e trabalho.



Chega de aparatos vazios! Organizar os estudantes desde a base!



Assim como no CNE, neste ENESS a discussão sobre qual programa levantar para se aliar aos trabalhadores e enfrentar a crise capitalista foi praticamente suprimida em função da discussão oca de romper ou não com a UNE e construir ou não a ANEL. Apesar de termos passado a semana toda discutindo com estudantes de todo o país, colocando nossas propostas nas brigadas, mesas e discutindo com todos/as nas reuniões abertas do Pão e Rosas, essas não foram encaminhadas para Plenária Final, devido a um gravíssimo “erro” de sistematização, um problema político que demonstra o desinteresse das correntes da esquerda anti-governista em discutir um plano de lutas concreto para o Movimento Estudantil. Também acreditamos que este espaço para a discussão e combate à política em favorecimento aos capitalistas por parte do governo Lula foi desaproveitado. Pois enquanto o governo Lula dá rios de dinheiro para os capitalistas, pago com o suor da classe trabalhadora através de impostos, assistimos o aumento das demissões em massa, acordos para demissão “voluntária” , corrupção e crise no senado, a saúde pública do país entra mais uma vez em colapso diante da gripe suína, tal como foi quando a dengue matou em sua maioria a população pobre simplesmente pela incapacidade do minguante SUS prestar atendimento. A política do governo na educação também não é sustentável pois a atual expansão enfrenta-se com as já escassas verbas que serão questionadas para repassar aos exploradores para que sigam lucrando. Chamamos todas/os estudantes, assim como a ENESSO, a levar para cada local de estudo as propostas que foram discutidas nas brigadas e mesas, as propostas que foram aprovadas na plenária final. Para dar um pontapé inicial, podemos desde já expressar a mais ampla solidariedade ao povo hondurenho e em setembro nos manifestar no dia 28 (Dia latino-americano e caribenho pela legalização do aborto) com atos, debates.
Disponível m: < http://www.ler-qi.org/spip.php?article1900 > Acesso em 3 de setembro de 2010

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...