domingo, 30 de março de 2014

Corpo feminino -texto de Herbert Vianna



Cirurgia de lipoaspiração?

Herbert ViannaPelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é a saúde e outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é a dieta. Fé, só na estética. Ritual é a malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo e sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de policia. Celulite é falta de educação e Filho da Puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem, imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber na roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.
Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
“CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA ELE QUEM FOR.”
Herbert Vianna
Cantor e compositor
Foto: Mauricio Valladares
 http://www.aracatinet.com/cirurgia-de-lipoaspiracao/46529

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Para 65, mulher que mostra corpo merece ser atacada




sábado, 29 de março de 2014

Protesto online motivado por pesquisa do Ipea convoca selfies de topless contra o estupro

    
Publicado: 28/03/2014 11:22




Mulheres
Thinkstock

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Na quinta-feira (27), minha timeline do Facebook foi inundada por comentários de amigos chocados com os resultados da pesquisa do Ipea sobre a percepção do brasileiro acerca da mulher. Os dados realmente mostram uma realidade absurda: 65% dos entrevistados acreditam que mulher que usa roupa curta merece ser atacada. Pior: 66% dos entrevistados eram... Mulheres. Oi?
Indignada com os resultados da pesquisa, a jornalista Nana Queiroz criou um evento no Facebook para o protesto online "#EuNãoMereçoSerEstuprada", que já tem até agora 32.000 convidados e mais de 2.000 presenças confirmadas. A ideia é postar no perfil uma selfie com a hashtag do protesto às 20h desta sexta (28).
Leia também: Pesquisa mostra dados alarmantes sobre violência contra as mulheres
Nana disse ao Brasil Post que teve a ideia quando viu o resultado da pesquisa, inspirada na Marcha das Vadias e no grupo russo Pussy Riot. "A ideia é que a gente tire a roupa e se fotografe, da cintura para cima, com um cartaz tampando os seios com os dizeres "Eu também não mereço ser estuprada" e postemos, todas juntas, ao mesmo tempo, online. Quem tá dentro?", diz a descrição do evento. Quem não quiser fazer topless pode aparecer vestida, o importante é postar a foto com a hashtag #EuNãoMereçoSerEstuprada no seu perfil do Facebook às 20h.
O protesto reverberou nas redes e o evento começou a ser utilizado como lugar de debate sobre políticas públicas voltadas ao problema, desabafos e, claro, discussão sobre como proceder no protesto.
Protesto online motivado por pesquisa do Ipea convoca selfies de topless contra o estupro
Publicado: 28/03/2014 11:22

Mulheres
Thinkstock
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Na quinta-feira (27), minha timeline do Facebook foi inundada por comentários de amigos chocados com os resultados da pesquisa do Ipea sobre a percepção do brasileiro acerca da mulher. Os dados realmente mostram uma realidade absurda: 65% dos entrevistados acreditam que mulher que usa roupa curta merece ser atacada. Pior: 66% dos entrevistados eram... Mulheres. Oi?
Indignada com os resultados da pesquisa, a jornalista Nana Queiroz criou um evento no Facebook para o protesto online "#EuNãoMereçoSerEstuprada", que já tem até agora 32.000 convidados e mais de 2.000 presenças confirmadas. A ideia é postar no perfil uma selfie com a hashtag do protesto às 20h desta sexta (28).

Nana disse ao Brasil Post que teve a ideia quando viu o resultado da pesquisa, inspirada na Marcha das Vadias e no grupo russo Pussy Riot. "A ideia é que a gente tire a roupa e se fotografe, da cintura para cima, com um cartaz tampando os seios com os dizeres "Eu também não mereço ser estuprada" e postemos, todas juntas, ao mesmo tempo, online. Quem tá dentro?", diz a descrição do evento. Quem não quiser fazer topless pode aparecer vestida, o importante é postar a foto com a hashtag #EuNãoMereçoSerEstuprada no seu perfil do Facebook às 20h.
O protesto reverberou nas redes e o evento começou a ser utilizado como lugar de debate sobre políticas públicas voltadas ao problema, desabafos e, claro, discussão sobre como proceder no protesto.

http://www.brasilpost.com.br/gabriela-loureiro/protesto-online-estupro_b_5049118.html

Onze empresas oficializam parceria por combate à violência contra mulher






Grupo formado por Pão de Açúcar, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras assinou termo de adesão à campanha, nesta quinta (27)

 

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Onze empresas oficializam parceria por combate à violência contra mulher

Maria da Penha

Grupo formado por Pão de Açúcar, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras assinou termo de adesão à campanha, nesta quinta (27)

por Portal Brasil : 27/03/2014 12:21

A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Eleonora Menicucci, e representantes de 11 empresas públicas e privadas assinaram termo de adesão à campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte, nesta quinta-feira (27). Com a iniciativa, o combate à violência contra a mulher ganha novo reforço.

 

Lançada em 2012, a Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte iniciou com a proposta de mobilização da sociedade e dos sistemas de justiça e policiais para fortalecer os instrumentos de responsabilização dos agressores. Agora, a ideia é que empresas e instituições divulguem e desenvolvam ações sobre a Lei Maria da Penha e o Ligue 180 para o público interno e externo.

 

Magazine Luiza, Grupo Pão de Açúcar, Fundação Vale, Correios, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaipu, Avon, Petrobras e Petrobras Distribuidora compõem o grupo que oficializou hoje apoio à campanha.

 

O envolvimento de empresas e instituições no enfrentamento à violência pode reduzir a perda de recursos públicos e privados e também de produtividade causadas pelas ausências das vítimas ao trabalho. Levantamento do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento aponta que a violência contra a mulher causa 20% das faltas ao trabalho no mundo. Isso significa que uma a cada cinco ausência é motivada por agressões ocorridas no espaço doméstico.

 

As instituições internacionais calculam ainda que as mulheres em idade reprodutiva perdem até 16% dos anos de vida saudável devido à violência doméstica. O Brasil tem a Lei Maria da Penha, considerada pela ONU Mulheres como uma das três melhores legislações mundiais para combater a violência de gênero.

 

A ideia é que os parceiros da SPM desenvolvam ações sobre os direitos das mulheres e o enfrentamento à violência. No plano apresentado pelas empresas estão previstas atividades para difusão, promoção e fortalecimento de ações de enfrentamento à violência contra as mulheres.

 

A campanha é um dos seis eixos do programa Mulher, Viver sem Violência. A finalidade do programa da SPM é viabilizar a integração do atendimento às vítimas de violência, por meio de serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para trabalho, emprego e renda.

 

As empresas e os parceiros da Campanha se comprometem a unir esforços para o desenvolvimento de ações como:

I – Divulgar a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 e/ou demais serviços públicos para o atendimento de mulheres em situação de violência;

II – Desenvolver ações para sensibilizar e ampliar o conhecimento do público interno e/ou externo da empresa acerca dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência; e

III – Divulgar informações sobre a legislação para o enfrentamento à violência contra as mulheres, tal como a Lei 11.340/2006 – Lei Maria da Penha.

 

Fonte: http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2014/03/onze-empresas-oficializam-parceria-por-combate-a-violencia-contra-mulher

Secretaria de Políticas para as Mulheres

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...