segunda-feira, 31 de maio de 2010

Descubra o que o seu namorado pensa sobre cirurgia plástica

fonte: http://www.buscapb.com.br/?p=5488#


domingo 30 maio 2010 às 12:55 pm.



A plástica deve ser feita para satisfazer a nossa vontade. Mas, vamos combinar que é impossível não pensar o que o namorado vai achar sobre essa decisão. E nessa hora, pintam zilhões de perguntas: será que ele vai gostar? Será que conto a ele que operei? Para saber o que os rapazes realmente pensam sobre cirurgia plástica, selecionamos 50 homens para responder aquelas perguntinhas que você sempre quis saber.

A mulher precisa revelar para o parceiro que já fez plástica?

“Acho que sim. Mas, é claro que não deve ser algo do tipo ‘prazer, me chamo fulana e fiz plástica em tais regiões do corpo’”, brincou o engenheiro Carlos Eduardo Gesteira, 29 anos. Essa foi a mesma opinião emitida por 50% dos entrevistados, que afirmaram que com o passar do tempo – e com o aumento da intimidade – a mulher deve sim contar ao parceiro quais cirurgias plásticas fez. Já a outra metade achou que não é preciso saber porque o que vale mesmo é a aparência atual, não importando o que a mulher fez para chegar até ela.
Deixaria de sair com uma mulher porque ela já fez plástica?

Resposta unânime: claro que não! Pode ficar tranqüila e continuar paquerando seu gatinho. Se ele não quiser sair com você, acredite, a culpada não é da sua plástica.
Pagaria uma plástica para a parceira?

A maioria (65%) respondeu sim. Afinal, fazer a cirurgia ajudaria a elevar a auto-estima da namorada – que também ficará mais bonita para ele. Os 25% disseram não, já que se a mulher quer operar, ela que gaste o dinheiro dela com isso. E os outros 10% tiveram a mesma opinião que o estudante Itacir Soares de Campos Junior que disse que só pagaria caso a parceira realmente precisasse ou quisesse muito fazer a plástica.

Você teria curiosidade de ver como a mulher era antes da plástica?

Descobrimos que 62% dos homens querem sim saber como era sua parceira antes da cirurgia plástica. Por quê? Simples, o bichinho da curiosidade atenta os moçoilos da mesma maneira que a gente.

Se a plástica dela não deu certo, você falaria que gostava mais de antes?

73 % disseram preferir não falar a verdade, já que a mulher deve ter criado muitas expectativas em relação ao resultado final. “É a própria mulher quem precisa olhar bem no espelho e analisar se gostou ou não do resultado”, disse o vendedor Rogério Costa Silva, 28 anos. Já os outros 27 % comentaram que falariam e assumiriam as conseqüências de deixar as coisas sempre em pratos limpos.

Você daria suporte durante o pós-operatório da parceira?

Apesar de 90% acharem que só devem fazer uma cirurgia plástica reparadora e não estética, 100% dos rapazes afirmaram que sim, eles dariam todo o suporte que a namorada precisasse nessa hora, independentemente se a plástica tivesse sido feita por vaidade ou por necessidade.

Vale a pena aumentar o bumbum com silicone ou fica artificial?

90% dos homens que participaram da pesquisa disseram não podem opinar porque nunca viram um bumbum siliconado. Mas, em uma coisa todos concordaram: precisa tomar muito cuidado para o dérriére não ficar desproporcional ao resto do corpo. Então, atente-se para não errar a mão porque essa é a preferência masculina e eles reparam mesmo.

Dá para saber se a mulher tem silicone nos seios?

De acordo com 70% dos entrevistados, dá sim. Mas será que dá mesmo? “Quando vemos uma mulher com um peito muito grande ou uma mulher de mais idade com eles ainda em bom estado, é de se suspeitar”, explica o supervisor de marketing André Amanio Fogaça, de 29 anos.



O que acha das mulheres que fazem plástica só para agradar ao parceiro?

80% dos rapazes entrevistados acharam que esse não deve ser o motivo para se submeter a uma cirurgia. Afinal, o que fazer se ela for largada pelo parceiro no dia seguinte ou anos depois? Agora, os outros 20% se mostraram um pouco machista e disseram que gostariam de ter uma mulher que se preocupasse em estar bonita para ele.

Você falaria para a parceira que ela precisa de plástica?

Alguns entrevistados disseram que não teriam o menor problema em falar se a plástica fosse realmente necessária. Mas 65% concordaram com o publicitário Marco Mello, 26 anos. “Nunca. Isso é a mesma coisa que assinar seu próprio atestado de óbito. Não falaria para minha parceira nem que ela precisaria cortar a unha, que dirá fazer uma cirurgia.”



Agüentaria numa boa o jejum sexual de 30 dias no período de recuperação da parceira?

Surpreendentemente, 100% deles responderam que sim. “Mas é preciso lembrar que sexo não significa só penetração. Há outras formas de satisfação sexual”, lembra o auxiliar de enfermagem Hamilton Brito Leal da Silva, 39 anos. Viu como eles também sabem ser sensíveis e compreensivos? Só não deixe de dar atenção ao rapaz, é claro.



O que acha das mulheres que gastam dinheiro com plástica?

Apesar de 67% dos entrevistados acharem que há maneiras mais importantes para se gastar o dinheiro, eles respeitam a decisão e disseram que cada um faz o que quer com o seu próprio din-din. O empresário Ricardo Braghetta, 24 anos, revelou que “os outros não devem achar nada, é a mulher que tem de se sentir bem consigo e saber como deve gastar o que ganha.” Já o auditor Álvaro Gomes Lourenço Júnior, 30 anos, disse que “todo mundo tem o direito de querer ficar e estar mais bonito. O problema é que a sociedade atual cobra isso e as pessoas podem ficar escravas dos padrões, canalizando todos os esforços e dinheiro nessa direção. E a vida é muito mais do que isso.”

O que você acha das mulheres que sofrem por não poderem fazer uma plástica?

85% acharam bobagem sofrer por esse motivo. “É preciso ter uma boa auto-estima para superar esse sofrimento e focar nas suas qualidades e virtudes. Se a mulher acha que somente com uma plástica poderá ficar bonita, ela pode cometer um erro de julgamento e distorcer a realidade”, falou o coordenador de marketing Rogério Rodrigues, 39 anos. Já o jornalista Fernando Badô, 31 anos, aconselha as que não podem fazer plástica e estão infelizes a buscar outros meios de melhorar o corpo, como uma boa alimentação, exercícios físicos ou até algum truque para disfarçar as imperfeições. E aí, vale investir em makes e peças de roupas que valorizam seus pontos fortes.
E você, faria uma plástica?

Apesar de vermos cada vez mais a ala masculina procurando cirurgiões plásticos para fazer correções no visual, apenas 6% dos homens entrevistados abriram o jogo e disseram que fariam uma plástica por necessidade e não por vaidade. E desses, somente o DJ Nande Fernandes, 26 anos, declarou já ter recorrido ao bisturi – ele fez uma rinoplastia (plástica no nariz). Os 94% restantes, declararam que nunca fariam ou por não terem vontade ou por terem medo.

Revista Plástica & Beleza

CIRURGIAS PLÁSTICAS NÃO TÃO BOAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Georgia O`Keeffe e a loucura do amor feminino

Georgia O`Keeffe e a loucura do amor feminino
http://www.amalgama.blog.br/05/2010/georgia-okeeffe/

31–05–2010 – Compartilhar – Enviar para e-mail

Tuitarpor Fernando da Mota Lima
Faz anos que a crítica de cinema morreu, também a literária. Quero dizer, morreu no espaço da grande mídia cultural. Ambas se refugiaram em alguns nichos acadêmicos, não raro completamente inacessíveis ao leigo inteligente. Para ler e compreender parte dessa crítica esotérica, o leigo precisaria de um treinamento intelectual de dez anos, no mínimo, empanturrando-se de teoria, que aliás passou a importar muito mais do que as obras de criação artística.

A grande mídia cultural teve durante algumas décadas o privilégio de educar o público de cinema e literatura através de críticos como Edmund Wilson e Pauline Kael, nos EUA, André Bazin e François Truffaut, na França, Antonio Candido, Paulo Emílio Salles Gomes e Sérgio Augusto, no Brasil. Cito apenas os primeiros que me vêm à memória. O que hoje prevalece fora dos nichos esotéricos da academia são exercícios sociológicos ou psicanalíticos livres e sumários, por vezes inteligentes e criativos, mas que pouco ou nada tem a ver com crítica. Diria que prevalece antes de tudo o infrene subjetivismo dos autores numa atmosfera cultural cujo narcisismo converte crônicas e artigos em pura projeção de egos olímpicos, ainda quando irrelevantes. Diante do quadro acima grosseiramente esboçado, entro na dança e logo alerto o leitor ocasional para o fato de que o que segue não é crítica de cinema.
Quando vi Georgia O`Keeffe (EUA, 2009), baseado na história da personagem de mesmo nome, fui tomado por um choque de beleza. Incapaz de traduzi-lo em palavras, tudo que me veio à cabeça foi escrever uma crônica ficcional, se posso abusar desta expressão, sob o influxo do filme pulsando ainda na memória e na imaginação. Aliás, acho que fui inibido pelas cenas iniciais. Nelas Georgia (Joan Allen) afirma sem meias palavras sua desconfiança das palavras. Deixe que a pintura fale sua própria linguagem, diz ela. Que fazer de mim, coletor de palavras, incapaz de desenhar uma janela, uma face humana, a fuga da luz entre o olhar e o espelho? Se querem saber de Georgia, do que viveu e sofreu, descubram-no na obra que pintou. É ela novamente reprimindo meu discurso feito só de palavras. Seu tom, franco e direto, sugere a medida de sua integridade humana e artística.
Alfred Stieglitz (Jeremy Irons) entra em cena. Ele tem o poder de revelar Georgia para si própria ao indicar-lhe as fontes irracionais de sua criatividade. Stieglitz assinala o que todo crítico, todo tradutor de arte, ainda quando racionalista, precisa reconhecer: os móveis inconscientes da criação artística. Mas tudo que Georgia pontua no início do filme soa como uma ironia, pois ela desqualifica a palavra valendo-se… de palavras. Isso me fez lembrar uma das boutades geniais de Millôr Fernandes, que num passe de mágica inverte uma verdade consagrada: uma imagem diz mais do que mil palavras. No entanto, tente dizer isso sem usar palavras.
Mas o fato é que eu, racionalista quase autopunitivo, rendi-me à força milagrosa do filme. A beleza da fotografia, a força magnética de duas personalidades tão excepcionais, Georgia e Stieglitz, magnificamente interpretadas por Joan Allen e Jeremy Irons, a magia da pintura transposta para a linguagem do cinema, tudo isso anulou minhas intenções críticas. Quando dei por mim, ou por mim fora de mim, percebi que a arte é um milagre. O corpo da mulher, liberto do seu centro subjetivo, o corpo da mulher é também um milagre. Georgia é forte, de uma força estendida a um milímetro da aspereza dos fortes castigados pela vida; Georgia é orgulhosa na medida da sua força. Entretanto, ei-la vencida e dobrada pela fraqueza de toda mulher: a fraqueza entranhada no amor. Georgia ama e ao amar Stieglitz ela perde sua força, embora retenha seu orgulho. Sem forças para suportar o amor traído por Stieglitz, mas intransigente na fidelidade a seu orgulho, Georgia desaba. A dor do amor reveste-se de uma expressão tão dolorosa e sem palavras que se converte num mal orgânico. Georgia se dói e se sofre imobilizada na cama, sem forças sequer para traduzir em linha e luz sobre a tela a dor sem voz do amor traído.

As mulheres são loucas, dizia minha amiga que tanto roeu a corda do amor enlouquecido. Se Stieglitz revelou Georgia para si própria, Lúcio Bacamarte, neto renegado do personagem de Machado de Assis, revelou à minha amiga sua própria loucura, que é a loucura de toda mulher. Quando ama, a mulher transfigura a vida, reverte o círculo das estrelas e alastra o fogo da paixão no centro da floresta ardente. E assim, perdida de si própria, desavinda do seu centro, mesmo quando seja uma Georgia O`Keeffe, ela enlouquece como todas as loucas de amor internadas na Casa Verde de Lúcio Bacamarte.
Li em algum lugar, em algum livro, uma anedota atribuída a Gertrude Stein. Perguntaram-lhe qual a diferença entre a libido feminina e a masculina. Esta começa aqui, disse apontando a zona genital, e acaba em qualquer lugar; aquela começa em qualquer lugar e acaba aqui, concluiu apontando novamente a zona genital. Traduzindo de modo mais complicado, homem e mulher estão condenados à incompreensão amorosa, pois, enquanto a libido do primeiro é centrífuga, a da segunda é centrípeta. Há no filme uma cena que me parece ilustrar muito bem esta anedota. Georgia está no hospital sob os cuidados de um médico que é irmão de Stieglitz. Este vai ao encontro de Georgia, quando encontra o irmão no corredor. O irmão, que antes tanto o ajudou, acusa-o de ser cruel com Georgia e proíbe que a visite. Mais tarde autoriza a visita. Stieglitz entra no quarto e depara Georgia afundada numa depressão tão profunda que não tem forças nem para falar. Ele a ama profundamente, apesar de traí-la. No entanto, fala apenas, com franco entusiasmo, da exposição da obra de Georgia que planeja para sua galeria.
Voltando a Lúcio Bacamarte, as mulheres sofrem de uma loucura estranha à libido centrífuga do homem, estranha à sua sensibilidade difusa capaz de expressar seu amor à mulher paralisada num leito de hospital pela depressão, cujo culpado é ele próprio, falando não de amor, mas de negócios, de ambições profissionais, da pintura transposta para o código do mercado. Confesso duvidar de tudo isso que acabo de escrever, pois amei e sofri o amor por vias e códigos muito distintos. Se assim me contradigo, de outro lado não duvido de que a natureza e a cultura se conjugaram de modo muito confuso para juntar na mesma casa e na mesma cama seres tão irredutíveis nas linhas do amor ao qual fatalizadamente se abandonam. Como diz a canção de Dorival Caymmi, não tem solução.


terça-feira, 25 de maio de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010
Mãe gasta R$ 32 Mil em Cirurgias Plásticas para ficar igual a Filha
Postado por O Site de Toda Mulher

Mãe e filha: à esquerda, Janet, 50. À direita, sua filha, Jane, de 22 anos

Levando em conta o cabelo, o corpo e o rosto, elas poderiam ser consideradas gêmeas, diz a publicação britânica “Daily Mail”. Mas as duas não são irmãs e sim mãe e filha: Janet, 50, e Jane, 22. A mais velha confessa ter gasto 10 mil libras (cerca de R$ 32,4 mil) em cirurgias plásticas para se parecer com a mais nova. “Pode soar insano, mas ela é linda. Quem não gostaria de se parecer com ela?” questionou a mãe, em entrevista ao jornal. “Ela puxou a aparência de mim, mas essas minhas características foram desaparecendo com o tempo.”
Janet conta que quis recuperar seu visual ao perceber o quanto sua filha é atraente. “Agora, em vez de mãe e filha, somos como gêmeas. Tenho bons genes e boa pele, mas precisei de uma ajuda para me sentir melhor”, continuou.
Há alguns anos, antes de embarcar nesse processo, Janet estava fora de forma e se sentindo pouco atraente. Agora, ela diz ser mais vaidosa do que era quando tinha 20 anos, época em que estava muito ocupada cuidando de Jane e seu irmão, Pete. “Eu não prestava muita atenção em mim mesma”, contou. Aos 40, ela se divorciou, mudou para a Espanha, encontrou um novo parceiro, começou a se exercitar e a trabalhar.
Ela emagreceu, mas ainda não estava feliz com o rosto de mulher mais velha. “Eu tinha inveja dos olhos sem ruga de Jane, seus lábios e seu cabelo. Estava desesperada para ficar mais parecida com minha filha, mas sabia que meus cremes para rugas não poderia voltar o relógio de uma forma tão radical.” Foi aí que ela partiu para a cirurgia plástica.
Quando a mãe contou à filha que queria se parecer com ela, a jovem desaprovou. “Ela ficou furiosa e me implorou para não fazer isso. Não que ela não quisesse ser parecida comigo, mas tinha medo da operação”, explicou. A mãe insistiu e, em setembro do ano passado, foi para a Croácia fazer a cirurgia facial. Em seguida, ele fez alongamento no cabelo. O toque final foi reformar o guarda-roupa, comprando novas peças.
Ao jornal, a filha disse: “as pessoas me perguntam se eu me importo, mas não poderia estar mais orgulhosa. Eu a ajudo com o cabelo e roupas. E não posso acusá-la de roubar meu visual, se foi ela que me deu essa aparência.” Ainda de acordo com a jovem Jane, ela adora se parecer com a mãe e as duas nunca foram tão amigas.

Blog faz análise de propagandas que mostram animais felizes por servirem de comida

"Suicide Food"

Blog faz análise de propagandas que mostram animais felizes por servirem de comida
25 de maio de 2010
Por Lobo Pasolini (da Redação)

Existe um blog muito instigante chamado Suicide Food, que faz uma análise semiótica de propagandas que usam imagens de animais aparentemente felizes por servirem como comida. Quem nunca viu uma churrascaria de beira de estrada cujo logo inclui um animal sorrindo, como se estivesse saudando do prato os fregueses que o devorarão?
Suicide Food compila imagens dessa natureza enviada por leitores, e as acompanha de textos irônicos que, no entanto, não desviam do propósito de desconstruir a ideologia do carnismo que naturaliza o consumo de corpos de animais. Um detalhe importante: o blog com frequência sublinha a ligação entre carnismo e misoginia, já que muitas imagens explicitamente objetificam as mulheres. Sexo vende, diz o adágio, e geralmente por meio do corpo feminino.


Imagem: Reprodução/Revista Pegn
Essa semana um artigo sobre um evento nas Filipinas nos chamou a atenção. Trata-se de uma estória supostamente “bem-humorada” sobre uma festa na cidade de Quezon, onde acontece anualmente um festival de carne de suínos. O ponto alto do evento é a chamada Parada dos Leitões, quando cadáveres assados são fantasiados e exibidos pelas ruas da cidade numa espécie de carnaval macabro.
Imagem de um frango oferecendo a coxa (Reprodução/Suicide Food)


Em todo o mundo parece ser necessário se criar uma fantasia em relação ao consumo de carne, aplicar uma espécie de maquiagem para se desviar do enorme problema moral que é matar por um prazer gastronômico. Nos Estados Unidos, nós temos porcas prostitutas; nas Filipinas, porcos disfarçados de divas disco e outros arquétipos do gênero; no Brasil, um frango simpático é usado por uma conhecida empresa de exploração de animais; e por aí vai.
O propósito é sempre o mesmo: criar a falsa impressão de que os animais estão alegres por participar do seu próprio sacrifício e, assim, aplicar a anestesia moral necessária naqueles que se recusam a enxergar a face brutal do carnismo.

sábado, 22 de maio de 2010

Nem celebridades aguentam tantas plasticas

Sharon Stone recusa fazer mais cirurgias plásticas

20-05-2010

Sharon Stone não tenciona submeter-se novamente a quaisquer cirurgias plásticas, depois da operação que fez há seis anos para aumentar a espessura dos lábios, que considera ter sido um fracasso.
Em declarações a uma publicação nos Estados Unidos, a ex-modelo e actriz americana, de 52 anos, acaba de admitir que na época - estava à beira do seu terceiro divórcio, do jornalista Phil Bronstein - ficou horrorizada com o resultado. A loira afirmou mesmo que, quando se olhava no espelho, a sua cara fazia lembrar um truta.
Sharon Stone fez furor como sex symbol entre meados da década de 80 e durante os anos 90 devido a sucessos cinematográficos como ‘Instinto Fatal' e ‘Casino'.

http://www.vidas.xl.pt/noticia.aspx?channelId=c2d2af04-2665-4412-b970-2e4741530ece&contentId=a4212a98-5591-4fcc-9dd2-ad626a7aebc8

A feminização do social e o declínio do amor romântico

ALÉM DA VAIDADE VALE REFLETIR SOBRE O PAPEL MULHER NA SOCIEDADE . NÃO FEMINISTA MAS PREZO O VALOR DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO. MAIS QUE UM ROSTINHO, E SIM UMA CABEÇA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fonte: http://www.substantivoplural.com.br/a-feminizacao-do-social/
Por Nina Rizzi

Texto escrito pra os “Cadernos de Gênero”, do MST.

A feminização do social e o declínio do amor romântico

 
Assim como o ser humano individualizado, os grupos, as famílias são também produtos de uma sociedade num dado momento histórico. Estas são influenciadas pelas relações de produção, pelas organizações econômicas, políticas, jurídicas e ideológicas da classe dominante.A história das mulheres é uma narrativa de avanços e recuos. Em determinados períodos históricos, elas adquiriram direitos formais e informais que, em outros períodos foram perdidos. Podemos dividir a condição feminina ao longo do tempo, situando-a em linhas gerais até o século XVIII, para então, fazer uma análise mais aprofundada.

Na Pré-história, antes mesmo, da organização social sedentária existir, já havia uma diferenciação dos sexos. Com a “invenção da maternidade”, a mulher passa a ser reverenciada. Durante a Antiguidade, com a sedentarização e o envolvimento dos homens nas guerras, a mulher ficou reclusa ao espaço doméstico. O que serviu não só pra desvalorizar este trabalho, mas a própria condição feminina. Essa condição só foi acentuada durante a Idade Média, quando a mulher tem seu prazer suprimido, “castrado”.

A família burguesa surge na Europa em medos do século XVIII, rompendo com os padrões familiares vigentes. É a primeira classe que define família como sendo um grupo formado por um homem, uma mulher e os filhos do casamento. Há neste período um fechamento da família em si mesma, onde homens e mulheres têm funções e espaços bem definidos. O espaço dela é a casa, já que a responsabilidade sobre a administração do lar e a criação dos filhos, vulneráveis e necessitados de um treinamento emocional a longo prazo, é desta mãe idealizada. Porém o espaço dele é fora de casa, no mundo dos negócios, onde predomina a frieza, o calculismo, a competição e a busca pelo sucesso. E se estas habilidades “naturais” são inerentes ao masculino, o lar passou a ser o espaço da emoção, do amor romântico, da harmonia, enfim do paraíso.

Este tipo de família também estabelece nos padrões de sexualidade. No casamento fica estabelecida uma clara separação entre afetividade e sexualidade. A sexualidade feminina ficou restrita ao casamento, e tendo como objetivo a procriação, a mulher não tem direito ao prazer, já que é improvável que uma vida caracterizada pelo trabalho doméstico árduo e contínuo conduza à paixão sexual. Aos homens é dada a oportunidade de se envolverem em ligações extraconjugais com maior frequência com a amante ou com prostitutas. As mulheres, esposas, são consideradas “angelicais”, submetidas a um confinamento da própria sexualidade, símbolo da mulher “responsável”.

Sob a pressão de uma classe dominante que utiliza-se de vários e eficientes instrumentos para impor seus padrões (Igreja, Escola, meios de comunicação), que de uma maneira subliminar, ou não, induzem e reforçam a cultura masculina. Na produção de programas de entretenimento, músicas, folhetins, novelas, livros para mulheres, etc., há uma reafirmação desse ideal feminino de conseguir um bom partido, casar de véu e grinalda e ter a possibilidade concreta de realização de seus sonhos melosos de maternidade. Nesses meios, as mulheres heroínas são aquelas que tem como preocupação central o amor e os filhos, usam mais o coração que o cérebro par resolver os problemas. As mulheres racionais são quase sempre colocadas como as malvadas ou infelizes. E para se tornarem felizes precisam se entregar a um grande amor (no sentido romântico).
Nos períodos de guerra, quando os homens saem para os combates, as mulheres ocupam os espaços fabris destes, em busca do sustento de si e dos filhos. Na volta de seus maridos, muitas delas não querem mais se subordinar aos comandos masculinos, menos ainda ao império do lar.

Essa ruptura se concretiza com as lutas sociais por melhores condições de trabalho das classes subalternas, o surgimento dos movimentos feministas e a chamada revolução sexual.
Atualmente, as novas formas de relações conjugais e domésticas sugerem um novo modelo de feminilidade,o da “mulher liberada”. Ela conquistou os mesmos direitos e deveres dos homens no que tange o trabalho e a vida política-social. Porém, sua remuneração é diferente e sua jornada de trabalho aumentada pelos afazeres domésticos, após um dia exaustivo de labuta.

Concluímos então, que o “declínio do amor romântico” só foi possível a partir do momento em que as mulheres começaram a ocupar espaços sociais, antes tidos como masculinos, fazendo valer suas opiniões e desejos, lutando por direitos e lentamente modificando relações e construções sociais que as inferiorizava, deste modo feminizando o social, muito embora, ainda haja mulheres que sonham melosamente com o príncipe encantado, rico, que virá num cavalo branco para libertá-la dessa vida laboriosa.

E você, mulher, qual o seu papel: esperar ou ir à luta pelo seu lugar ao sol, à terra e ao lar?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A mulher Argentina.

ATENÇÃO: É SOMENTE UMA OPINIÃO
FONTE: ://governanciaonline.blogspot.com/2010/05/mulheres-argentina.html
um texto sobre a mulher agertina.
SOMOS DIFERENTES???? Afinal é somente uma opinião.....

Há cerca de quatro anos visitei a Argentina pela primeira vez. Estive quinze dias repartidos por Buenos Aires, Tucuman (a cidade onde a Argentina foi fundada) e em Mar del Plata. Era um país que eu tinha muita curiosidade de visitar por duas razões principais.
Primeira, porque a Argentina era tradicionalmente o país mais rico da América Latina, uma espécie de elite da região, embora na altura em que o visitei já tivesse sido ultrapassado pelo Chile. Havia aquela rivalidade tradicional entre a Argentina e o Brasil, a primeira mais elitista, o segundo mais popular, que era também uma herança das diferenças entre os seus respectivos colonizadores, Espanha e Portugal, respectivamente - e eu pretendia observar as diferenças.
A segunda razão é que a prosperidade argentina, sobretudo durante a Guerra vendendo carne para os ingleses, mas que já vinha de trás, tinha feito com que algumas manifestações culturais da Argentina tivessem chegado à Europa e a Portugal, como era o caso do tango. A geração dos meus pais dançava o tango e, embora eu não dançasse, era uma dança que eu continuo a apreciar. Aprecio sobretudo a beleza feminina no tango. Embora seja uma dança que é comandada pelo homem que tocando com os dedos no corpo da mulher lhe comunica os próximos movimentos, era claro para mim que a estrela do tango era a mulher - a elegância, a sensualidade, a beleza, o glamour.
E foi essa beleza feminina que eu fui procurar na Argentina. O país tinha saído de uma aventura de dez anos semelhante à do euro, mantendo uma taxa de câmbio fixa e de paridade com o dólar americano, que na prática equivalia a ter uma moeda comum com os EUA. Essa política arruinou o país que em 2002 a teve de abandonar e deixar flutuar o peso. Foi nestas condições que eu andei à procura do meu estereótipo da mulher argentina glamorosa.
Foi uma decepção. Claro que havia mulheres bonitas nas ruas, mas o vestidinho já tinha muitos anos, e um dinheirinho para comprar um novo teria feito muito jeito. Aquele cabelo já não via cabeleireiro há meses. Teria dado jeito um dinheiro para comprar uns cosméticos para fazer reluzir a pele e fazer sobressaír os lindo olhos. E faltavam sobretudo os sapatos. Os sapatos que davam à perna da mulher argentina aquela beleza especial quando dançava o tango, não havia dinheiro para os comprar.
Viam-se mulheres bonitas em Buenos Aires, Tucuman e Mar del Plata. Mas não reluziam. Faltava o dinheirinho para o cabeleireiro, para o sapatinho e para o vestidinho, mais uns cosméticos para compôr. Que pena.É assim que vai ficar a mulher portuguesa em breve.

Publicada por PEDRO ARROJA em 5/16/2010 12:19:00 PM

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Frases para Levantar Auto Estima PRA PENSAR

Frases para Levantar Auto Estima

Enc

Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
Mahatma Gandhi

A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitoria propriamente dita.
Mahatma Gandhi


AS religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?
Mahatma Gandhi
A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável.
Mahatma Gandhi

O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.
Mahatma Gandhi

Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.
Mahatma Gandhi

Olho por olho, e o mundo acabará cego.
Mahatma Gandhi

O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não.
Mahatma Gandhi

Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.
Mahatma Gandhi

Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova.
Mahatma Gandhi


Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.
Mahatma Gandhi
O amor é a força mais sutil do mundo.
Mahatma Gandhi

O que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio.Mahatma Gandhi

O amor nunca faz reclamações; dá sempre. O amor tolera; jamais se irrita e nunca exerce vingança.
Mahatma Gandhi
Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.
Mahatma Gandhi

Os fracos nunca podem perdoar.
Mahatma Gandhi
A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos.
Mahatma Gandhi

O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente.
Mahatma Gandhi

VAIDADE E AUTO ESTIMA ACIMA DE TUDO


Alto-Estima Sim, Vaidade Não


Editar Artigo
Publicado em: 16/02/2010

A Cirurgia Plástica, considerando todos os demais ramos da cirurgia geral, é sem dúvida aquele que vem experimentando um progresso vertiginoso, seja na evolução de técnicas operatórias - dentre as quais merece óbvia citação a lipoaspiração, os Implantes de Glúteo, etc - seja no aparecimento de novas tecnologias que expandem sobremaneira o seu campo de atuação, como os laseres, o ultra-som externo, Botox e os novos materias de Implantes. Entretanto, na opinião do Dr. Andre Vieira, o centro da questão, apesar desses avanços, ainda é o ser humano. "O indivíduo, homem ou mulher, que procura um Cirurgião Plástico pra modificar algum traço indesejado, não o faz por um impulso de Vaidade,

como muitos podem supor. A prática clínica nos ensina que essa procura vem marcada por uma luta íntima, longa, entre as dúvidas, medos, incertezas e vontade crescente de realizar a modificação desejada". O Dr. André Vieira, considera o marketing agressivo, visando minimizar o ato cirúrgico de uma Plástica Estética, fazendo-a simples demais para o leigo, um grande erro que deve ser severamente combatido. " A relação médico-paciente, na vigência de uma Cirurgia Estética, torna-se um ato de cumplicidade responsável. Ao contrário de um paciente que, por exemplo, sofre um acidente e necessita de atenção médica urgente, independente de onde ou de quem o atenda, a modificação Estética pretendida pressupõe uma análise conjunta dos desejos do paciente e da possibilidade do cirurgião em atendê-los. Uma falha nessa análise conduz à inevitável frustração tanto do paciente quanto do cirurgião."Toda cirurgia implica em riscos que devem ser claramente expostos e discutidos com o paciente.

"Da compreensão da complexidade, maior ou menor da intervenção, o paciente terá elementos para decidir se deve operar-se no consultório, por exemplo, ou numa clínica devidamente equipada. Segundo Dr. André Vieira, a relação médico-paciente em uma Cirurgia Estética é fundamental.

Blog: Cirurgia Plástica Estética
Um abraço,
Dr André Vieira
andrevieira@andrevieira.com.br

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES.

Vaidade: Espelho, espelho meu

COMO SEMPRE... BOM TEXTO DA SUPERINTERESSANTE
Vaidade: Espelho, espelho meu
http://super.abril.com.br/cotidiano/vaidade-espelho-espelho-meu-446312.shtml

Cuidar do corpo é uma atitude saudável e ajuda a aumentara auto-estima. Quando a busca pela beleza se torna obsessiva, porém, ela vira uma doença que exige tratamento

por Texto Maurício Oliveira

B.C. era uma bela mulher de 33 anos, com o corpo esculpido por duas horas diárias de academia, prática de várias modalidades esportivas e uso freqüente de recursos como lipoaspiração e drenagem linfática. Os constantes elogios não a convenciam, no entanto. Ela nunca se satisfazia com os resultados do esforço, que chegava a consumir 30 horas por semana. Considerava-se menos dedicada do que o necessário e ficava em pânico com a idéia de passar dois dias sem exercícios físicos. Também se sentia incomodada cada vez que via o rosto no espelho. Concluiu que o maior problema era o formato do nariz, embora ninguém notasse nenhuma imperfeição ou desproporção nele. Decidiu submeter-se a uma cirurgia plástica. Não aprovou o resultado e fez outras três cirurgias, sempre procurando corrigir a anterior. Durante um ano e meio, deixou os demais aspectos da vida em segundo plano para tentar resolver o problema que ela mesma havia criado. Quase não saía de casa, angustiada por constatar que a perfeição com a qual sonhara parecia cada vez mais distante. Na quarta cirurgia, aconteceu o pior. Teve uma infecção, perdeu parte do nariz e ficou deformada.



B.C. é apenas um exemplo (real) de uma mulher exageradamente obcecada pela beleza física. Você, provavelmente, conhece alguém com esse perfil. É claro que, até certo ponto, a preocupação com a própria imagem é saudável, pois contribui para aumentar a auto-estima, ajuda a preservar a saúde e até mesmo facilita a ascensão profissional, como muitas pesquisas já comprovaram ao associar a boa aparência à conquista de cargos e salários mais altos nas empresas. A partir de determinado estágio, no entanto, esse comportamento deixa de ser motivo de orgulho e realização pessoal e passa a gerar sentimentos como ansiedade e tristeza – indícios de um distúrbio psíquico, que os especialistas chamam de transtorno da imagem corporal (TIC), também conhecido com distúrbio dismórfico corporal (DDC). Pesquisadores de todo o mundo trabalham para definir com mais precisão as causas e os sintomas desse distúrbio com o objetivo de facilitar o diagnóstico e o tratamento. Para explicar o que ocorre com as pessoas afetadas, alguns especialistas costumam recorrer à metáfora da sala de espelhos dos parques de diversões: quem entra na sala só se vê deformado; apenas quem está ao lado consegue ver a pessoa como ela realmente é.







Normal ou doentio?



Um dos esforços brasileiros no sentido de conhecer melhor o transtorno vem da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde uma equipe liderada pelo psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, alarmada com a maior incidência de problemas relacionados à dificuldade de alimentação e à obsessão por dietas e exercícios físicos, desenvolveu um questionário sobre o tema (leia mais no quadro da próxima página). O objetivo é identificar se o paciente atravessou a fronteira entre a preocupação normal com a aparência e o comportamento doentio. As respostas resultam em uma pontuação que revela a existência do distúrbio e define se o estágio é moderado, médio ou grave. B.C. foi uma das pacientes diagnosticadas com TIC, um mal que, evoluindo silenciosamente e sem terapia, pode levar a sérios problemas de saúde, como a bulimia e a anorexia.



Chega a ser surpreendente, porém, que alguém alcance os estágios mais graves sem que os parentes, amigos e colegas de trabalho percebam que há algo errado. Os indícios são facilmente perceptíveis. Uma pessoa que vive dizendo que precisa emagrecer mesmo estando muito magra, que só sabe conversar sobre dietas e exercícios, que reluta em comer um mero bombom (e fica com drama de consciência por tê-lo feito), que prioriza as sessões na academia diante de qualquer outro tipo de programa e que faz do culto ao corpo um caminho para a alienação e a futilidade, sem se preocupar com o enriquecimento cultural ou com a realidade política e social ao redor, é possivelmente alguém que precisa de ajuda especializada.



A preocupação ainda pontual com o transtorno de imagem corporal faz com que não existam estatísticas confiáveis sobre a incidência, mas a impressão geral dos especialistas é que os casos vêm aumentando a cada ano. “O maior número de casos parece estar diretamente relacionado à crescente valorização social da beleza e da juventude”, ressalta Silveira. Ele lembra que a pressão pela boa aparência, fortemente reforçada pela mídia, contribuiu nas últimas décadas para a banalização dos recursos da medicina, um perigo a mais para quem transforma a beleza em obsessão. “Muita gente passou a achar simples demais fazer uma lipo ou uma cirurgia plástica para se aproximar dos padrões de beleza vigentes, mas é preciso lembrar que mesmo as mais simples intervenções envolvem riscos”, diz o psiquiatra.



Embora a insatisfação com a própria imagem e a busca obstinada pela beleza seja um fenômeno mundial, o Brasil exerce papel de protagonista. Por ser um país tropical, em que o corpo permanece à mostra o ano todo, os brasileiros (e especialmente as brasileiras) não convivem bem com quilos a mais e pequenas imperfeições físicas que costumam ser encaradas com naturalidade em outros países. Não por acaso, o Brasil tornou-se campeão mundial de cirurgias plásticas – foram 400 mil procedimentos em 2005 –, deixando para trás nações com renda per capita superior. É um indício de que, aqui, a preocupação com a beleza já saiu do rol dos supérfluos (enquanto os livros, por exemplo, continuam sendo algo para comprar apenas quando sobra dinheiro).

Doutor, opera minha filha!A supervalorização do corpo freqüentemente gera exageros. “Outro dia, recebi no consultório uma mãe que havia levado a filha adolescente para fazer uma cirurgia plástica completamente desnecessária e ainda por cima contra a vontade da menina. Por sorte, o cirurgião plástico percebeu algo errado e encaminhou o caso para a gente”, descreve Silveira. Esse exemplo demonstra que a obsessão pela beleza pode vir de casa – há muitos casos de mães que planejam a carreira de modelo para as filhas, por exemplo. Os especialistas dizem que os jovens que são cobrados pelos pais no sentido de não engordar têm maior chance de desenvolver algum problema psíquico em relação à aparência física. A fase mais delicada é justamente a da adolescência, porque já está naturalmente associada a dúvidas de todo tipo e a mudanças no corpo. “Mas mesmo as crianças estão sendo contaminadas por esse modelo. Ao imitar o comportamento dos pais, elas acabam se envolvendo com temas que não deveriam fazer parte do universo infantil”, diz a psicóloga Suely Murdocco, que coordena grupos de psicoterapia para obesos em São Paulo.



Talvez não haja local mais apropriado para a triagem de pessoas com distúrbios de imagem do que os consultórios de cirurgiões plásticos. Hoje, muitos deles já estão atentos para a necessidade de identificar os casos que precisam de orientação psicológica, mas ainda há os que não querem perder pacientes e topam realizar qualquer cirurgia – basta o paciente querer. “É uma questão ética muito delicada”, diz o cirurgião Paulo Jatene, de São Paulo. De cada dez pacientes que o procuram, ele costuma dispensar três, por julgar a cirurgia desnecessária. “Mas não acredito que essas pessoas desistam. Provavelmente saem à procura de outro cirurgião que faça a operação”, lamenta. Para decidir quem deve se submeter à cirurgia, Jatene se guia por um critério simples: ele só opera quando estiver convicto de que poderá melhorar a aparência do paciente. Certa vez, recorda-se, ele foi procurado por uma mulher que queria operar os seios. “Mas eles eram perfeitos, o que me fez encaminhá-la a um psicólogo antes de levar o caso adiante”, diz Jatene. O psicólogo descobriu então que a mulher havia sido abusada pelo pai na infância e concluiu que, ao desejar mudar o formato dos seios, ela estava tentando na verdade se livrar do trauma. Um caso para terapia, certamente – e não para um cirurgião plástico.







Beleza inatingível



Mesmo com a ascensão do metrossexual, o homem excessivamente preocupado com a aparência (cujo ícone é o jogador inglês de futebol David Beckham), as grandes vítimas da pressão social pela beleza continuam sendo as mulheres. Pela amostra obtida na primeira aplicação do questionário desenvolvido pela Unifesp, uma em cada cinco mulheres sofre de transtorno da imagem corporal. A antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mirian Goldenberg, organizadora do livro Nu & Vestido (Record, 2002) e autora de De Perto Ñinguém É Normal (Record, 2004), em que tratou da obsessão pela beleza, lembra que o fenômeno ganhou proporções muito maiores a partir dos anos 90, quando top models macérrimas passaram a ditar os padrões da moda. “A partir daí, as mulheres entraram em um labirinto do qual ainda não conseguiram escapar: a busca infinita pela perfeição, pela beleza inatingível”, descreve. Ela sugere que as mulheres se inspirem no exemplo da atriz Leila Diniz (1945-72), ícone da liberdade feminina nos anos 60, para buscar a “libertação”. “Leila prezava a liberdade, o prazer de viver, o exercício pleno da sexualidade, sem ligar para padrões e conceitos. Ela desafiava as convenções e criou o seu próprio padrão de comportamento”, diz Mirian. “É um belo exemplo para quem vive fazendo regimes malucos, torrando dinheiro com produtos ineficazes, vestindo roupas de adolescentes mesmo depois dos 40 anos, pintando os cabelos de loiro ou tentando imitar o peito siliconado ou os lábios carnudos da modelo ou atriz do momento.”



Ao longo de seis anos, Mirian aplicou questionários sobre sexualidade a quase 1300 homens e mulheres com idade entre 17 e 50 anos, todos com nível universitário e moradores da cidade do Rio de Janeiro, tida como a meca do culto ao corpo no Brasil. Surpreendeu-se ao constatar as diferenças de ponto de vista entre homens e mulheres. “Os homens dizem que se atraem em primeiro lugar pela beleza da mulher, mas o que mais invejam nos outros homens é a inteligência. Com as mulheres ocorre exatamente o contrário: elas dizem se atrair em primeiro lugar pela inteligência do homem, mas o que mais invejam nas outras mulheres é a beleza.” Outro ponto de divergência entre homens e mulheres é o conceito de beleza feminina. Eles demonstram que preferem mulheres cheias de curvas, como a dançarina Scheila Carvalho, enquanto elas valorizam o padrão esguio de Gisele Bündchen. “As mulheres querem seduzir os homens com um corpo que está longe da preferência masculina”, diz Mirian.







O maior desejo



A psicóloga Suely Murdocco lembra que, há alguns anos, uma revista feminina norte-americana fez uma enquete pedindo às leitoras que escolhessem uma entre três realizações: um encontro romântico com o homem dos sonhos, uma noite divertida com um amigo querido que não encontravam havia tempo ou emagrecer 10 quilos. A maioria escolheu – adivinhe? – a terceira opção. “As mulheres estão conquistando posições de importância na política e no trabalho, mas ainda persiste a idéia perniciosa de que o nosso maior poder é a beleza e a juventude. Acreditamos que mais cedo ou mais tarde perderemos nosso poder para mulheres mais belas e mais jovens”, critica Suely.

Para ela, uma mudança de mentalidade só seria possível a partir da nova geração. Ao ressaltar a influência da mídia, Suely defende uma campanha de conscientização direcionada às adolescentes. “A mulher brasileira é a mais bonita e sexy do mundo e não precisa imitar os modelos europeus, das loiras com olhos claros e cabelos lisos. Já é hora de quebrar a ditadura do manequim 36.”

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães - 09 de maio de 2010 por Gisele Bündchen

Dia das Mães

09 de maio de 2010 por Gisele Bündchen
Categoria(s): Destaques, Jeito Gisele, Sentido da Vida



Eu sempre acreditei que ser mãe é a maior responsabilidade que uma mulher pode ter em sua vida. Em minha vida, notei muitas transformações significativas juntamente com uma grande mudança em minhas prioridades. O mais importante para mim é ser a melhor mãe possível para meus filhos. Eu quero amá-los, me comunicar com eles, ser paciente e ensiná-los o que sei. Não tenho dúvida de que me tornar uma mãe foi a experiência mais gratificante de minha vida. Posso dizer verdadeiramente que conheço o amor incondicional.
Fui abençoada por ter uma mãe amorosa que percebeu que nós éramos pessoas únicas que tínhamos nossos próprios caminhos para trilhar. Uma vez ela me disse, “nós te amamos e te criamos da melhor maneira possível, mas você não pertence a nós, você pertence ao mundo e você precisa encontrar seu próprio caminho.” Minha mãe foi meu exemplo e eu serei para sempre grata a ela. Obrigada mãe!
Neste dia das mães gostaria de aproveitar para falar também de um assunto muito importante, o aleitamento materno. Ele é essencial para o bebê recém nascido e cria um elo maravilhoso entre mãe e filho. É um momento único, onde o corpo se transforma para dar alimento, é uma benção da natureza! Amamentar, principalmente nos primeiros dias, traz alguns desafios, mas a recompensa é indescritível. O leite materno, além de ter todas as proteínas, gordura, vitaminas e água que o nenê necessita, é um ato de amor e carinho.
Seria muito bom que todas as mães pudessem ter a experiência da amamentação
Então, nesta data, 9 de maio, quero desejar a todas as mães do mundo um dia especial, e orar para todas nós sermos o melhor que pudermos para nosso filhos, que por sua vez, nos trarão amor infinito e risos todos os dias de nossas vidas (e muitas noites sem dormir também…).

Feliz dia das mães.
Amor e luz
Gisele
http://blog.giselebundchen.com.br/?p=1991
O DIFÍCIL É SER BELEZA E TOP MODEL SEMPRE!!!!!!!!!!!!!

Mãe tem que ser beleza sempre

Dia das mães...Dia de Rainha... comparado a um dia de Beleza. Ser mãe obrigatóriamente tem que ser bonita. !!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A volta das curvas perigosas e porque elas não desaparecem



http://www.vogue.it/en/vogue-curvy/the-curvy-blog/2010/05/the--curvy--met-gala
07.05.2010

01h44
A volta das curvas perigosas e porque elas não desaparecem


Claudio R. S. Pucci/Especial para Terra
Na falta de pessoa melhor, podemos culpar a modelo Twiggy por transformar o corpo esquelético em padrão de beleza no final dos anos 1960. Até ela aparecer divulgando a minissaia, as grandes representantes do panteão de sex symbols femininos tinham formas generosas, fartos peitos e grandes coxas. Foi a época de Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Gina Lolobrigida, Sophia Loren, Jane Mansfield, Bettie Page, Brigitte Bardot, Ava Garner, entre outras, todas com a famosa característica de "ter o que pegar".


Mesmo nos anos 1970 e 1980, mulheres como Linda Carter, a eterna Mulher-Maravilha ou a atriz Kathleen Turner de Corpos Ardentes, lutavam bravamente para preservar aquilo que serve de fantasia a quase todos os homens, as curvas femininas, perdendo cada vez mais espaço para magérrimas como Brooke Shields, Farrah Fawcett, Bo Derek, Cheryl Ladd, Jacqueline Bisset e cantoras como Debbie Harry e Joan Jett.
Tudo parecia perdido no século 21, já que os desfiles de moda são repletos de cabides que andam, Madonna e Lady Gaga dão o tom do corpo feminino na música, e até mesmo a voluptuosa Catherine Zeta-Jones aparece sem suas famosas coxas em foto recente (culpou a forma física pela preparação para o musical A Litte Night Music, em cartaz na Broadway) e, de repente, as cheinhas contra-atacam. É só ver os corpos de Beyoncé, Jessica Simpson, Scarlett Johansson, Christina Hendricks (a secretária Joan Holloway da série Mad Men), Mariah Carey, Salma Hayeck e Eva Mendes para notar aquilo que os estilistas e as revistas femininas teimam em negar: nós, homens, adoramos mulheres com um algo a mais.


E é só a gente dizer isso para as garotas começarem a reclamar que isso não acontece na vida real e que ainda vamos atrás das magrinhas. O que buscamos mesmo é proporção no corpo. Obviamente que mulheres muito acima do peso não estão em harmonia e acabam tendo maior rejeição. Agora aquelas que possuem proporção nas suas formas, mesmo que o número na balança não seja o padrão instituído pela moda, ainda são bem mais atraentes que as chamadas ¿vara-pau¿.


E as brasileiras não podem reclamar já que aqui um dos padrões de beleza é justamente a coxa e a bunda grande. Scheila Carvalho foi escolhida a mulher mais sensual do Brasil tantas vezes pelos leitores da revista VIP que eles deram um prêmio honorário à menina e a tiraram das competições futuras e ainda temos a Mulher-Melancia, a Mulher-Samambaia e Preta Gil. E convenhamos, nenhuma das duas têm exatamente um corpinho de Audrey Hepburn. O que é interessante, porém, é que lá fora a sensação é a mesma.
A Universidade de St Andrews na Escócia soltou um relatório no ano passado mostrando que os rapazes de lá preferem uma Kate Winslet a uma Victoria Beckham. Um bando de jovens entre 18 e 26 anos tiveram que dar notas em relação à saúde, peso e atratividade de 84 fotos de rostos de garotas da universidade. As meninas em peso normal foram consideradas mais saudáveis e atraentes que aquelas que estavam abaixo do peso ou muito acima.


Ainda no campo científico, pesquisadores do estado da Geórgia, nos Estados Unidos, provaram que garotas com curvas ativam as mesmas áreas do cérebro masculino que trabalham com "recompensas" e que também são acionadas por álcool ou drogas. Ou seja, as curvas nos deixam viciados e mais tontos ainda.


E enquanto elas se matam de fazer dieta para atender a algum clamor psicológico acabam ficando sem saber que ter um bumbum grande é bom para a saúde. Pelo menos foi o que apareceu no começo deste ano no International Journal of Obesity, quando um time de Oxford mostrou que a gordura no traseiro e nas coxas acaba limpando o corpo de ácidos danosos e age como um antiinflamatório, prevenindo as artérias de se entupirem. O mesmo não acontece se a gordura se acumular na cintura, fato danoso à saúde por poder causar problemas cardíacos e diabetes.
Com tudo isso em mente, só podemos fazer como os pintores renascentistas, o sabonete Dove e a Vogue italiana, que lançou recentemente o site Vogue Curvy devotado ás musas e à moda das moças com forte silhueta: louvar o corpo feminino do jeito que ele é e nos perder nas suas maravilhosas curvas perigosas. E que atire um comprimido de Herbalife aquele que não gosta disso. comunicar erros nesta matéria
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=204603



quinta-feira, 6 de maio de 2010

Brasil está em segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas

5/5/2010 13:15:21
Por Redação - do Rio de Janeiro

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas – só perde para os EUA. Segundo pesquisa do Ibope encomendada pela coordenação do XI Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, no ano de 2009 foram realizadas no Brasil 645.464 cirurgias plásticas, sendo 443.145 cirurgias estéticas (69%) e 202.319 cirurgias reparadoras (31%). Ou seja, 1768 cirurgias por dia.
Dentre as intervenções, 526.247 (82%) são realizadas em pessoas do sexo feminino. Sendo que os procedimentos mais requisitados pelas mulheres são: cirurgia de mama (19% / 98.699), lipoaspiração associada à outras cirurgias (17% / 86.925) e abdômen (16% / 84.478). Em seguida vem a lipoaspiração isolada (12% / 64.001), pálpebras (10% / 53.923), plástica de face em geral (9% / 49.794), nariz (8%/ 43.108), orelhas (5% / 25.189), pescoço (3% / 15.945) e implante capilar (1% / 41.84).



Sendo assim, as cirurgias de mama e lipoaspiração continuam liderando o ranking das plásticas mais realizadas.
Já no que diz respeito ao universo masculino, a pesquisa constatou que no ano passado foram 119.217 cirurgias, ou seja, os homens correspondem a uma fatia de 18% dos procedimentos cirúrgicos. As cirurgias mais realizadas são: pálpebras (16% / 119.217), lipoaspiração isolada (13% / 15.458), face em geral (13% / 15.027), nariz (13% / 15.778) e orelha (11% / 12.622). Seguido das anteriores estão lipoaspiração associada a outros procedimentos cirúrgicos (9% / 11.149), abdômen (8% / 9.689), implante capilar (7% / 8.730), peitoral – silicone no tórax (6% / 7.062) e pescoço em geral (4% / 4.587).
Do número total de implantes de silicone 99% são utilizados em das pessoas do sexo feminino e 1% do sexo masculino. Das 156.918 mulheres que colocaram próteses, 91% (143.253) foram nas mamas, 5% (7.771) nos glúteos, 2% (3.420) no queixo e 1% (2.238) nas panturrilhas. Em homens, a maioria das 1.793 próteses de silicone foram implantadas no peitoral (46% / 820), no queixo (21% / 375), nos glúteos (18% / 320), nas panturrilhas (8% / 139), nos bíceps (5% / 97) e tríceps (2% / 42).
As cirurgias de mamas, em sua maior parte, são de cunho estético, atingindo a marca de 91%, já as reparadoras correspondem a 9%. “A média desses implantes é de 275 mililitros, sendo o de 300 mililitros o mais utilizado (20%)”, afirma o cirurgião plástico Ewaldo Bolivar de Souza Pinto, que, ao lado do cirurgião plástico Carlos Oscar Uebel, coordenou o XI Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que aconteceu em março, em São Paulo.
Se nos anos 80 a maioria das cirurgias ainda eram reparadoras, a vontade de aumentar as mamas já existia e a prótese mais utilizada era a de 100 ml a no máximo 150 ml de silicone. Já no decorrer da década de 90 a procura pela prótese teve um crescimento significativo e a quantidade de silicone implantado passou a ser de 180 ml a 210 ml. Agora, nos anos 2000, a década começou com próteses de 235 ml e, nos últimos dois anos, as mais procuradas foram de 300 ml.
– Hoje, o tamanho da prótese aumentou proporcionalmente a vontade de colocá-la –, comenta Bolivar, que é presidente da Comissão de Ciência e Segurança da Cirurgia Plástica da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

A maioria dos procedimentos cirúrgicos é de caráter privado, executados em hospitais particulares ou clínicas (88%), enquanto apenas 12% em hospitais públicos, via SUS. A região do Brasil que mais se submete à cirurgia plástica estética é a Sudeste (64%). Em seguida vem a Sul (16%), o Nordeste (10%), o Centro-Oeste (8%) e o Norte (10%).

http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=167599

Transtornos alimentares têm componente hereditário, revela estudo




4, maio, 2010
 Editores Abril
Foto: Getty Images

Você já sofreu com algum tipo de transtorno alimentar? Fique atenta, pois segundo pesquisas as chances de você passar esse mal para seus filhos – ou quando tiver filhos - são grandes. De acordo com a endocrinologista Claudia Cozer, do Departamento de Tratamento com Medicamentos da Abeso, os transtornos alimentares como anorexia e bulimia têm um componente hereditário em 50% dos casos.
De acordo com a especialista, mesmo que essas mulheres tentem alimentar bem a família, elas passam nas entrelinhas um comportamento de rigidez alimentar, distorção de imagem corporal, relação ambígua com a comida, baixa autoestima e caráter afetivo da alimentação que é percebido pelas crianças.
Um estudo recentemente divulgado, elaborado pela psicóloga e pesquisadora Christiane Baldin Adami Laund, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), da USP, estudou o componente hereditário de distúrbios como a anorexia a partir da avaliação de mães e filhas com essa doença.
Segundo a pesquisa, essas são mulheres que desde a infância não gostavam de comer. Porém ao se tornarem mães muitas ofereciam aos filhos comida ou alimentos muito calóricos, com a intenção de dar que não tiveram. Por consequência, as filhas começaram a negar todo o alimento que tinham em demasia.

“De alguma forma, aquelas filhas têm um psiquismo que absorve isso e tenta resolver o problema que foi adquirido”, afirma Chistiane Laund. “Todas vivenciaram situações de restrição alimentar e, agora, suas filhas sofrem de anorexia nervosa também”, fala. Para frear esse ciclo, a endocrinologista Claudia sugere que mulheres, ex- portadoras destes distúrbios, tenham acompanhamento psicológico e se for o caso nutricional para prevenir que os filhos repitam seus hábitos.

(Texto: Monique dos Anjos)
http://www.abril.com.br/blog/dieta-nunca-mais/2010/05/transtornos-alimentares-tem-componente-hereditario-revela-estudo/
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sábado, 1 de maio de 2010

Pitanguy critica a banalização da plástica

CRIADOR E CRIATURA.
ATÉ MESMO QUEM SEMPRE VIVIE DISSO... HOJE QUESTUONA O EXCESSO E A SUBSTITUIÇÃO DO APRIMORAMENTO PESSOAL PELA PLÁSTICA.... SEGUE UMA ENTREVISTA DE PITANGUY SOBRE O ASSUNTO


http://www.acritica.net/blog/wp-content/uploads/2010/03/pitanguy.jpg
FOTO FONTE
DATA:.03.2010, 09:10 (GMT-3
Fonte: http://www.correiodopovo-al.com.br/v2/article/Entretenimento/12356/
Ele lida, diariamente, com a busca alheia da juventude eterna. Um dos cirurgiões plásticos mais renomados no mundo, Ivo Pitanguy diz que nunca sofreu a ação de um bisturi. Aos 83 anos o cirurgião mantém a produtividade em seu consultório e não pensa em aposentadoria. “Se eu tenho um ofício que gosto de exercer, não faz sentido me afastarem disso. Gosto de transmitir minha verdade a outros”, diz.Aos 83 anos, Pitanguy nem pensa em se aposentar

Após uma conferência sobre envelhecimento durante o IX Simpósio Internacional de Medicina Antienvelhecimento, no Rio de Janeiro, Pintaguy conversou com a reportagem do iG. Confira a entrevista.

iG: Como o senhor lida com o próprio envelhecimento?

Pitanguy: Com curiosidade permanente, atendendo a uma série de reivindicações que a vida exige. A minha maneira de acumular conhecimento e o prazer enorme de distribuí-los também são formas de encarar esta realidade. Preciso estar em paz com a vida.
iG: Já pensou em se aposentar?

Pitanguy: O pior para o ser humano é afastá-lo das suas atividades. Gosto de transmitir minha verdade a outros. Não existe aposentadoria para isso. Na verdade, quando você detém um conhecimento, há prazer em transmiti-lo. Desde que tenha quem queira receber, claro.
iG: Quando o senhor se sentiu velho, pela primeira vez?

Pitanguy: Agora, que você acaba de fazer esta pergunta (risos). Me senti velho quando fiz 30 anos. Achei que 30 anos, naquela época, correspondia a ser um senhor. Fui a um alfaiate e ele sugeriu outro corte para minha roupa, porque já não tinha aquela idade de antes.

G: O senhor já fez plástica?

Pitanguy: Nunca fiz. Uma das melhores plásticas é você se sentir bem com o que tem. É achar que você é melhor do que realmente é.
iG: De que forma a vaidade se insere no seu cotidiano?

Pitanguy: Quando controlada, a vaidade deve fazer parte do dia a dia de todos nós.
iG: O senhor pinta cabelo...
Pitanguy: Às vezes sim, outras não. Me sinto muito à vontade com isso. Não é uma obrigação. Tem muito cabelo branco aqui nas laterais, como você pode perceber... Mas nunca tive cabelo totalmente branco. Nem na barba. Hoje, é claro, não tenho tudo pretinho (risos).
iG: E como cuida da mente? Faz meditação?

Pitanguy: Eu sou terceiro ‘dan’ de karatê (ou o terceiro grau dentro da faixa preta). Só dizer isso já explica como é minha meditação. Pratiquei por 12 anos. Tenho em casa um templo de meditação, onde permaneço com os aprendizados de concentração. Sinto o benefício do bem-estar com essas pequenas paradas ao longo do dia.

iG: Há um exagero na quantidade de cirurgias plásticas sendo realizadas no Brasil?

Pitanguy: Hoje há um exagero de tudo. De telefonia, de informação, de pequenas comunicações... A tendência é uma banalização da imagem. E banalizaram o que não podiam ter banalizado, porque cirurgia plástica é um ramo da cirurgia geral. O sujeito, ao ser operado, tem riscos iguais a qualquer outro ato cirúrgico. Em toda cirurgia sofre o fator do imponderável.

iG: O senhor já afirmou que há um crescente aumento dos homens à procura de cirurgias plásticas. A que se deve isso?

Pitanguy: Poderia citar vários motivos. Dou crédito às mulheres. Elas foram ocupando o mercado de trabalho de tal forma, que o homem, diante de sua própria masculinidade, foi buscar força na sua maior fragilidade, que é cuidar de si mesmo. O homem está buscando a doçura com sua própria imagem. É mais dono da sua imagem do que antes. A sociedade não o culpa mais por isso.

iG: O senhor às vezes convence pessoas a não fazer cirurgia plástica?

Pitanguy: É o que eu mais faço, diariamente. Faz parte da frequência diária. As pessoas procuram o médico no sentido fáustico (Fausto é personagem de um livro do filósofo alemão Goethe), que na literatura era visto como o cara que fez um pacto com o diabo e tinha uma fórmula mágica para a juventude. Quem pensa assim é doente. O mais insatisfeito é o cara que espera mais do que o médico pode oferecer. O ideal é ter interação física e mental daquilo que o paciente espera com aquilo que o médico pode oferecer.

iG: Qual o seu conceito de envelhecimento?

Pitanguy: É um termo amplo. Tem duas visões. A primeira é a questão objetiva, o que você vê. A segunda é o que você sente. Tem gente que não se sente velho, mas aparentemente é, e o contrário também ocorre. O ato de envelhecer é o acúmulo de experiências e fatos que vão dando à vida, apesar do passar dos anos, um sentido ao próprio tempo.
iG: O que é mais dramático: ser fisicamente velho com cabeça de jovem ou o contrário?

Pitanguy: O envelhecimento mental é pior do que o físico. Necessita um tratamento mais complexo.

iG: Como a facilidade à informação ajuda no processo do envelhecimento?

Pitanguy: É muito bom ter reflexão sobre a informação. Conhecimento pressupõe maturidade. Maturidade é uma série de camadas que vão se acumulando. Se envelhecer é dar encanto e importância a cada momento da vida, isso faz com que o passar dos anos não seja tão ruim assim.

iG: Que projeções o senhor faz para a cirurgia plástica daqui a 50 anos?

Pitanguy: Todas as previsões feitas até hoje foram erradas. Poucas projeções prospectivas dão certo. Sinto que a medicina em geral está crescendo. Teremos muito mais facilidade, por exemplo, na utilização de órgãos para transplante. Hoje se perdem órgãos com facilidade. A tecnologia já existe, o que falta é a compreensão fisiológica. O mapeamento genético é um caminho extraordinário.



ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...