terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pesquisa Ibope mostra evolução do comportamento feminino nas capitais brasileiras

Entrevista com Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e professora da Universidade de São Paulo (USP).
Uma pesquisa Ibope realizada nas principais capitais brasileiras sobre o comportamento feminino das gerações X, Y e baby boomer revela que com o passar dos anos e as transformações sociais, as mulheres foram modificando as decisões na vida profissional, afetiva e sexual. No passado, o início da atividade sexual era por causa do casamento. Hoje, é uma decisão própria. Para se ter uma ideia, a nova geração acredita que pelo menos 71% das mulheres que viajam devem optar por métodos modernos, os quais não precisem tomar diariamente e evitem o esquecimento.


Pesquisa revela comportamento feminino na compra de sapatos


Estudo é resultado de um trabalho de conclusão de curso de Pós-Graduação em Gestão de Marketing da UNIJUÍ
Um estudo da UNIJUÍ revela o comportamento da mulher no momento da compra de sapatos, na região Noroeste do Estado. A pesquisa foi realizada como trabalho de conclusão de curso de Pós-Graduação em Gestão de Marketing, no Campus Santa Rosa. O trabalho foi produzido pela aluna Camile Pilatti e orientado pelo professor Luciano Zamberlan.
O objetivo do estudo foi identificar as principais dimensões relacionadas a atitude em relação ao consumo de moda, bem como avaliar o envolvimento feminino com sapatos. O trabalho contempla uma revisão bibliográfica acerca do comportamento do consumidor, consumo e gênero feminino e moda e envolvimento. Também foram realizadas 180 entrevistas com mulheres, para identificar o consumo de sapatos por este público.
Camile explica que pouco se sabe sobre a paixão exercida pelas mulheres em relação a sapatos: “por isto busquei entender o motivo que as faz sentirem-se envolvidas por eles”. Ela revela que os dados que mais a impressionaram foram que as mulheres possuem em média 20 pares de sapatos, sendo que as respostas variaram de três a mais de 60 pares. A frequência de consumo delas é em média de um par a cada estação. Gastam de R$ 70 a R$ 670 na compra de um sapato, sendo que em média estão dispostas a gastar R$ 232.
A pesquisa identificou ainda atributos no momento da compra: 85% das mulheres buscam conforto, seguido de preço, com 54%, à frente de marca, modelo e cor, por exemplo. Também, 87% compra calçado para ficar bonita, ou sentir-se elegante, 83%. O professor Luciano Zamberlan explica que, ao contrário dos homens, que possuem motivações de uso mais utilitárias, as mulheres possuem objetivos hedônicos na compra de sapatos, motivados pelo prazer e satisfação que o sapato pode proporcionar: “a mulher tende compra um calçado para cada ocasião, diferente do homem, que busca versatilidade, usa um par de calçado para momentos diversos”.
http://www.unijui.edu.br/comunica/pesquisa/14492-pesquisa-revela-comportamento-feminino-na-compra-de-sapatos
OA PES SÃO A BASE DOS CORPOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 17 de novembro de 2012

Mulheres e suas historias

Especial: Eulália Pinheiro

sexta, 16 de novembro de 2012 • 13:34
 
 
Mulheres: Eulália Maria Pinheiro
Em uma dessas noites de muito calor e nostalgia, resolvi passear pelas livrarias da cidade. Tenho uma estranha mania: ao escolher os meus livros, abro em qualquer página e leio. Se gostar do que li, pronto! O autor ganha a minha dedicação. Eduardo Galeano ganhou!



(Eliana Calmon,Ellen Johnson-Sirleaf,Aung san suu kyi )"(...) um dia os homens mataram todas as mulheres e puseram as máscaras que as mulheres tinham inventado para aterrorizá-los. Somente as meninas recém-nascidas se salvaram do extermínio. Enquanto elas cresciam, os assassinos lhes diziam e repetiam que servir aos homens era seu destino. Elas acreditaram. Também acreditaram suas filhas e as filhas de suas filhas (...)” Eduardo Galeano.

Ao abrir aleatoriamente seu livro intitulado “Mulheres”, surpreendi-me com um texto chamado “Autoridade”, mas o livro fala de todos os tipos de mulheres. Exalta as mulheres, a existência delas e “critica” as opressões sofridas tempos atrás.

Opressões Sofridas? Passado? Hein? Eu sei que: “Quando o Talibã assumiu o poder em Cabul em Setembro de 1996, 16 decretos foram transmitidos pela Rádio Sharia. Entre estes darei destaque para os que envolvem as condições das mulheres: É proibido às mulheres andar descobertas. É proibido lavar roupa à margem dos rios. É proibido a alfaiates costurar roupas femininas ou tirar medidas das mulheres. Caso sejam encontradas revistas de moda na loja, o alfaiate será preso. Se andarem com roupas da moda, ornamentadas, apertadas e atraentes para se exibir, serão condenadas pela Sharia Islã e perderão a esperança de um dia chegar ao Paraíso.” Pena que não disseram que Paraíso era ou é esse. E o pior, parece-me que essa ditadura ainda existe, apesar de informarem na mídia que não. (Hum, sei!).

Violência contra Mulher é crime.Maria da Penha.Brasil.Ufa!
Mulher ser inferior, ilógico. Eu tenho uma teoria: a mulher é a evolução do homem! E isso não é mentira! Acreditem, afirmo que isso é verdade. Darwin, como homem, sabia disso, porém não quis relatar para não desapontar os “Companheiros Machistas”. Estou relatando agora, só para vocês, tá?! A mulher é a evolução! (Ah! E têm outras coisas sobre a supremacia da mulher. Não posso falar por motivos de segurança pessoal. Vou me silenciar, caso contrário, serei apedrejada por homens xiitas na porta do meu prédio. Sério!!! Isso existe!)

Pois bem, terminei de ler o livro no meio da noite. Pensei na manhã seguinte: Opa! Meu estado tem uma mulher Presidente do Tribunal que marco bonito. Preciso conversar com ela. Quero saber de todos os passos para chegar a Presidência. Cá prá nós, ser Presidente de um Tribunal requer no mínimo coragem.

Que mulher é essa? Preciso conhecê-la, pensei. Será muito bom falar com a Desembargadora Eulália Pinheiro. Como Deus me deu um temperamento insuportável no que se refere a conseguir algo que a olho nu parece impossível, só descansei quando a assessora de imprensa, Virginia, uma jornalista extremamente responsável – mulher -, marcou prontamente um encontro às oito da manha de uma quarta-feira.



(Ingrid Betancourt,Madre Teresa de Calcutá,Michele Obama)Na quarta-feira eu estava ansiosa. Queria muito conhecer a Desembargadora. Acordei às seis, tomei um copo de leite e saí. Ao chegar ao Tribunal estacionei o carro. Eis que um ilustre desconhecido - flanelinha - me dá uma lição de moral (ou imoral?!). Disse: "Qual éééé?".

Eu estava tão entretida com meus pensamentos que não falei nada. Mas o “dono da rua” falou de novo: “Qual é, tia? A senhora não tem vergonha de andar com um carro tão sujo desse? Se eu fosse bacana teria muita vergonha”.

Parei. Olhei. Pensei no que ele me falou e irritada disse: “Você está me desconcentrando, cale a boca!”.

E ele, insistentemente, foi me seguindo e falando: “Tia, deixa eu lavar o seu carro. Tia, deixa eu lavar seu carro." E repetia incansavelmente. Parecia um mantra. E completou a sua fala: “Tia, a senhora vai ser barrada por andar dentro do carro do lixo, parece até uma mendiga.” Parei. E de novo o olhei. E pensei: que ignorância dele. Ou a minha?
Lembrei da música do Gilberto Gil e cantei para ele:

Essa aparência de um mero vagabundo é mera coincidência/ Deve-se ao fato de eu ter vindo ao seu mundo com a incumbência/ De andar a terra, saber por que o amor, saber porque a guerra/ Olhar a cara da pessoa comum e da pessoa rara/ Um dia rico, um dia pobre, um dia no poder/ Um dia chanceler, um dia sem comer/ Coincidiu de hoje ser meu dia de mendigo.”
Ele ficou atônito e sorriu. Eu disse: “Você venceu, meu chapa! Pode lavar o carro. Quem sabe assim terei mais caráter e ética. Mas vamos fazer um acordo? Te pago o dobro se você esquecer esse papo de tia. Tudo, menos tia. Ando meio complexada. E outra, você é muito idoso para eu ser sua tia.”

Ele disse: “Já é! Pode deixar, vou deixar o caranga nos trinques, ti....a.... Tia não! Doutora. Acertei! Sou bom nisso, aprendo rápido."
Rimos juntos daquela situação sem pé e nem cabeça.

Mas :“a vida, é assim.A vida é assim. Vida humana. Vida é alegria. Vida é cor e confusão. Vida é som e paixão”...

Cheguei na hora marcada e encontrei três pessoas educadíssimas na recepção da presidência do Tribunal: Aldemar, Idelbam e Jurema. Um deles me informou para eu esperar a jornalista e assessora Virgínia Fabris.

A jornalista chegou minutos depois. Cumprimentou-me, juntamente com o jornalista Fernando Castelo Branco, ambos assessores de impressa do Tribunal. Um time de primeira!

Ficamos esperando a Desembargadora chegar. Recordo-me que apareceu o Antônio, o senhor que serve o cafezinho, e com os dentes da simpatia e da felicidade verdadeira ofereceu-me um café e eu disse: “Sim, por favor, um pouco de café, com uma colher de açúcar e dois pingos de adoçante.” E completei: “Não precisa entender minha bipolaridade do café, é um costume para não engordar”. Antônio, o homem simples do cafezinho, sorriu.

A jornalista Virginia entrou na sala da desembargadora e quando retornou, afirmou: “A desembargadora irá falar com você.” Eu agradeci.

Ela comentou com outra pessoa, que não me recordo o nome: “Como a sala da Desembargadora tem um cheiro bom!” E perguntou o que era. A pessoa disse: “Eu acho que é o perfume da Desembargadora.” Permaneci calada e curiosa. A melhor das sensações dos sentidos. Cheiro. Queria sentir o cheiro.

“Pronto, pode entrar”, disse a jornalista.Entramos.

Quando entrei, senti o cheiro de flores e vi uma mulher de estatura mediana e muito dinâmica. Era a Desembargadora Eulália. Uma mulher ágil, com uma voz grave e raciocínio rápido. Sentei ao seu lado, agradeci e disse que queria conversar sobre o judiciário. Ela respondeu: “Então vamos!”

Com a palavra: A Dama das Flores, A Dama da Voz, A Dama da Justiça:



Desembargadora, a senhora é a primeira presidenta a ser nomeada nesse tribunal do Piauí? O que significa isso para senhora?

– Sim. É uma missão. Eu fui a primeira juíza aqui do Piauí, ingressei no ano de 1978. Quando chegou a minha oportunidade de concorrer à presidência do tribunal, eu concorri. E fui aclamada, na época.

O que isso significa, tendo em vista que o Mato Grosso e o Piauí foram considerados tribunais não muito bons pelo CNJ?

– Muita responsabilidade e muita preocupação em agir com destreza. Porque a nossa finalidade é ajudar, mas também com muita responsabilidade. Essa sua colocação, de terem sido o Mato Grosso e o Piauí considerados os piores do Brasil, decorre das dificuldades do tamanho do território. Fui agora ao encontro em Macapá e vi um tribunal pequeno, com poucas comarcas e com tudo digitalizado. Aqui temos comarca de distância de mais de 1000 km. Difícil digitalizar tudo. Até as operadoras de telefonia dificultam um pouco esse trabalho. Mas temos vontade e empenho, não é desídia nossa. Todo mundo está empenhado em resolver os problemas. Fico até triste, porque o ideal seria que fôssemos os melhores e lutamos para isso.



E o futuro do Judiciário do Piauí?

– Primeiro, melhorar a prestação jurisdicional como um todo, que a finalidade do poder judiciário é o que traz a paz social. Segundo, para eu conseguir uma prestação e posicionar o melhor, eu tenho que: ter uma quantidade necessária de servidores, ter pessoal qualificado e melhorar os fóruns. Tenho essa prioridade, que seria construir fóruns nas comarcas maiores. Inclusive nelas eu trabalhei e como corregedora vi que eles já estão insuficientes para o tamanho do movimento.

No seu trabalho na corregedoria, a senhora viu a real situação do poder judiciário no Estado?

– Eu visitei quase todas as comarcas. Eu só não fui pessoalmente à região sul, mas na região norte eu fui em todos e existe deficiência. O gestor do local é o juiz do fórum. Ele tem mil atribuições, principalmente em uma comarca pequena... Ele é juiz federal, do trabalho, de casamento. Inclusive juiz criminal e cível. Então, ás vezes, fica um pouco difícil a gestão. E para melhorar, tem que ter dinheiro, o dinheiro depende de orçamento e tem que seguir os padrões da lei. Essa dificuldade eu senti, procurei melhorar. Mas tenho certeza que com o Corregedor atual, Des. Paes Landim, e comigo na presidência, que conhecemos os problemas, a tendência é melhorar.



Em relação aos fóruns da capital, especificamente o de família e cível, a senhora tem alguma solução?

– Estamos terminando uma obra que será entregue em dezembro. Eu disse para eles que o aditivo é até 150 dias. Não quero prorrogar. Assim vai melhorar tudo. Vamos ter condições de dar o melhor local para as pessoas trabalharem e as partes procurarem a justiça.

Como é a sua relação com os outros desembargadores?

– Graças a Deus, o meu relacionamento com os desembargadores é muito bom, nenhuma aresta. O que levo para o plenário sempre vai aprovado. Lógico que não é nenhuma unanimidade que você combina. É uma unanimidade normal, de acordo com o voto de cada um, mas com todo respeito e tudo tranquilo e não tem problema nenhum.

A Senhora acha que a sua gestão vai ficar para história?

– Eu pelo menos quero cumprir com o meu dever, pois acredito que deva ficar para história. Mas eu quero que seja uma história bonita, composta de trabalho e de respeito. O tribunal deve ser respeitado. O que mais importa no mundo é uma justiça respeitada. Um poder judiciário desrespeitado não tem vida.



Como é sua vida? O seu tempo ?

– A minha mãe dizia que nós fazemos o nosso tempo. Faço o meu tempo. Eu tenho tempo de ser magistrada, tenho tempo para ser gestora, tenho tempo de ser dona de casa, mãe, esposa e às vezes ainda sobra uma folga para passear. E agora, avó. Os meus netinhos... E estou esperando mais duas.

A senhora recebe todas as pessoas? Os movimentos sociais e os menos favorecidos?

– Tenho recebido todos, depois que assumi o cargo. Todos que marcam e que dá tempo, eu atendo.

Não é um tribunal fechado para Elites?

– Não, de maneira alguma. Inclusive quando é alguma coisa que a gente tem que fazer uma provocação para agilizar, se faz.

Por que estudar Direito?

– Sabe que foi uma opção bendita na época que eu fui estudar. Aqui no Piauí não existia Universidade, só havia Faculdade de Direito, Faculdade de Letras e Faculdade de Odontologia. Como meus irmãos já faziam faculdade em Fortaleza-CE, meu pai achou que eu tinha que ir para lá. Saí daqui pensando em fazer economia porque eu tinha feito um curso de contadora. Naquela época, tinha um orientador para conversar com a gente antes de fazer a matricula. Ele disse: “Minha filha, você pode escolher a faculdade na área humana.” Eu escolhi Direito. Na minha família não tinha pessoas formadas em Direito. Depois mandei uma carta para o meu pai, pensando que ele não fosse entender, porque eu saí daqui dizendo que ia fazer economia, uma faculdade que não existia aqui. Quando eu fiz a carta, meu pai fez outra belíssima - ele escrevia muito bem-, ele disse: “Minha filha, hoje eu me realizo através de você e se eu tivesse tido a oportunidade de me formar, queria ter me formado em Direito”. Eu me empolguei, sendo que gosto muito da profissão, vesti a camisa realmente, desde a Faculdade eu dizia que iria ser Juíza.

A senhora saiu da Faculdade e depois ?

– Eu saí da Faculdade em 1976 e em 1977 teve o concurso. Em 1978 eu assumi em uma comarca bem distante, a 426km da capital, sendo que naquela época não tinha telefone, televisão, não tinha nada. E para você falar com a minha família e o tribunal, tinha que fretar um carro do meu bolso. Uma distância de 61km para um posto telefônico, sendo que 61km de ida e 61km de volta. Mas nada disso me fez desistir. Era uma vontade de ser juíza e até aqui estou, com 34 anos nessa luta.



Como foi para a senhora trabalhar como juíza no interior?

– Eu morava na comarca. Participava das missas - sou católica -, participava das procissões, vivia na comarca e era respeitada por todo mundo. Atendia as partes. Eu nunca fui de andar nas casas porque no interior tem um problema, lá quem não é de um lado é do outro. Então, eu não frequentava casas de político, para não dizerem que eu era do lado X.

A senhora não gosta de política?

– Não é que eu não goste. A imagem que se passa de um magistrado muito ligado com a política é de parcialidade e juiz tem que ser imparcial. Às vezes não basta apenas ser, tem que parecer. Porque as pessoas confundem. O Juiz não é diferente de ninguém, mas ele deve ter um comportamento diferenciado.

O que a Senhora não tolera no ser humano?

– Eu acho que é a irresponsabilidade, falta de ética, falta de respeito com o próximo. Sou uma pessoa que valoriza o ser. Eu não valorizo o ter. Por exemplo, gosto do meu trabalho de julgar, não gosto do que o povo pensa que os outros gostam, o glamour.

A senhora frequenta festas ou é muito reservada?

– Sim, saio com a minha família. Mas fui obrigada a ser reservada.

Desembargadora, qual é a sua prioridade no Poder Judiciário do Piauí? O que a senhora quer deixar registrado?

– Quero deixar registrada a construção dos Fóruns, equipá-los e aumentar o número de servidores. Já estamos em 150, previsão de acordo com o nosso orçamento. E mais: fazer curso de capacitação e estimular os servidores.

– Desembargadora, última pergunta, a senhora tem defeitos?

– Eu acredito que eu deva ter, mas procuro podar ao máximo para fazer tudo correto. Não sou um ser perfeito, todo o ser humano tem seu defeito, às vezes fico irritada quando eu vejo as pessoas sem empolgação. Não gosto da falta de ética. Isso me irrita.

Ao final da conversa todos estávamos descontraídos.Desembargadora Eulália é uma mulher forte e de pulso, gostei muito dela . Ela adora cantar, e é uma pessoa muito simpática, quase teve um momento de “canto-musical”. Tudo muito bom!Harmonioso!
Agradeço os seus juízes auxiliares (Virgílio Martins Filho) e a querida e competente jornalista Virgínia Fabris.

Tudo foi leve e espontâneo, isso me deixou muito feliz. Meus agradecimentos...
Meu obrigada especial para Des. EULÁLIA MARIA RIBEIRO GONÇALVES NASCIMENTO PINHEIRO.
A Dama das Flores,A Dama da Voz,A Dama da Justiça!



Obrigada as Mulheres! As Marias e não Marias!

Maria/ Milton Nascimento:Maria,Maria é um dom, uma certa magia /Uma força que nos alerta/Uma mulher que merece/Viver e amar/Como outra qualquer/Do planeta Maria, Maria/É o som, é a cor, é o suor/É a dose mais forte e lenta/De uma gente que ri/Quando deve chorar/E não vive, apenas aguenta/Mas é preciso ter força/É preciso ter raça/É preciso ter gana sempre/Quem traz no corpo a marca/Maria, Maria/Mistura a dor e a alegria/Mas é preciso ter manha/É preciso ter graça/É preciso ter sonho sempre/Quem traz na pele essa marca/Possui a estranha mania/De ter fé na vida.
FAÇA PARTE DA HISTORIA, MULHER!
 
 

Mulher relata drama como escrava na Rússia por mais de 10 anos

 

16 de novembro de 2012 09h56 atualizado às 10h20
       Daniel Sandford
Da BBC Brasil
A história de Leyla Asherova, mantida como escrava em uma loja de Moscou por mais de dez anos e forçada a entregar sua filha, ilustra como imigrantes de países como Uzbequistão e Cazaquistão podem sofrer na Rússia. Ela é uma das 11 imigrantes que trabalhavam em condições de escravidão em um mercado da capital russa e que foram liberadas por ativistas de organizações que combatem o tráfico de pessoas.
Leyla chegou a Moscou há uma década, quando ainda tinha 16 anos, para trabalhar como balconista de uma loja em dos subúrbios do leste da cidade, acreditando tratar-se de uma boa oportunidade. Mas ela jamais foi paga pelos serviços.
"Quando eu cheguei, logo no primeiro dia, eles levaram meu passaporte. Aí percebi que a dona da loja estava espancando uma das meninas. Ela puxava o cabelo e chutava a garota com muita força. Foi quando eu me dei conta de que tinha vindo parar no lugar errado", conta.
Rotina de escravidão
Ela relembra que era forçada a trabalhar durante muitas horas seguidas, com pouca alimentação, e sempre temendo ser alvo de violência. "A dona da loja me batia muito. Uma vez ela me espancou por mais de duas horas sem parar. Eu ainda tenho marcas nas pernas, no corpo e no rosto. Ela me bateu até mesmo quando eu estava grávida", diz.
Leyla está grávida novamente, após dar à luz duas crianças no cativeiro. Uma delas, o menino Bakhyr, 6 anos, está com ela no abrigo em que os imigrantes resgatados estão morando provisoriamente.
A segunda, Diana, que teria cinco anos, foi tirada da mãe à força. Mais tarde Leyla ficou sabendo que a menina teria morrido ao cair de uma varanda, mas ela não tem certeza sobre a veracidade da história.
"Quando ela (a dona da loja) me contou que minha filha estava morta, fiquei completamente paralisada. Não senti pânico ou qualquer outra emoção, só pensei que precisava fazer alguma coisa para garantir que ela não ficasse impune por isso".
Leyla diz que o pai das crianças pertence à família da dona da loja. Ela não usou a palavra estupro, mas relatou que o homem a espancava com muita frequência.
Ela foi libertada quando um grupo de ativistas invadiu o mercado e encontrou muitas pessoas dormindo nos fundos da loja. A maioria nunca tinha recebido permissão para cruzar a porta de entrada do estabelecimento.
Polícia e subornos
Leyla conta que pedir para algum cliente da loja ligar para a polícia seria inútil, já que a dona do mercado oferecia subornos regulares a diversas autoridades e policiais. Ela diz que os policiais costumavam devolver à dona da loja todas as meninas que tentavam fugir.
Ao tentar reportar o caso ao Comitê de Investigação russo, órgão semelhante à Polícia Federal no Brasil, ela recebeu como retorno uma tentativa de prisão por imigração ilegal, mas após uma longa negociação, ativistas conseguiram libertá-la mais uma vez.
As investigações sobre o período de dez anos em que foi mantida como escrava foram encerradas, mesmo sem avançar e sem incluir a prisão de nenhum dos acusados.
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6304979-EI8142,00-Mulher+relata+drama+como+escrava+na+Russia+por+mais+de+anos.html

Como Redes Sociais Ruas VAO AS. Como aproveitar Melhor tanta Energia?

Marcha das Vadias e Mamaço.

Leia mais sobre Feminismo
Publicado NA segunda-feira, 20 junho, 2011
Daqui da Minha janelinha virtual, tenho observado hum fenomeno Interessante E, para ELE, pra mim Fazer vencer a preguiça de escrever. Voces perceberam Como, Ultimamente parece Que como Redes Sociais estao Fazendo como PESSOAS, Finalmente, se apropriarem das SUAS Causas, SEM passar organizados POR GRUPOS? Acho Que ISSO E UMA grande mudança, Que introduz Mais hum Movimentos Sociais DESAFIO AOS. Como lidar com ISSO?
ESTOU fóruns do Brasil ha 9 anos, mas a Minha historia E de ativismo los Defesa dos Direitos da Mulher e, Mais especificamente, da amamentação. Como muitas amigas, atuei Época n'uma los Qué uma Divulgação das nossas ideias e nossos Eventos era Feita ainda POR Correio UO Telefone. Um Simples chegada fax fazer, FOI UM Avanço dificil de compreender se, Hoje em Dia. Uma era dificil Comunicação e, consequentemente, um e Participação como decisões acabavam Sendo Mais centralizadas.
Em 1996, QUANDO USAR começamos a uma internet, percebi, imediatamente, ó potenciais QUE ESSA FERRAMENTA pros Teria Sociais Movimentos. N organizamos los Grupos Virtuais e criamos Nosso site de Primeiro, Amamentação online , Que ESTA FORA DO AR, mas ajudou a milhares de mothers POR Mais de 10 Anos. Nessa Época, also Fiz varias Palestras parágrafo ONGs sobre o USO da internet e dizia Que Todo Mundo tinha Que Entrar, porqué E o Tipo de brincadeira Que Só TEM Graça, se a gente brinca Junto.
Hoje, ainda uma Que Situação NAO SEJA o ideal - sim, ainda existam muitas PESSOAS excluidas digitalmente - o Cenário E Muito Diferente DO Que eu vivi e como facilidades nd Comunicação NAO deixam brecha Muita parágrafo Que Grupos OU PESSOAS se considerem don @ s dos Movimentos . Daqui de Longe, percebo Muita gente com Vontade de Participar, opinar, refletir e essas PESSOAS NAS Redes Sociais encontram Como Facebook ou Twitter, o canal Que escoa Toda ESSA Energia.
Por Causa da Minha História, Dois Eventos me chamaram Atenção, recentemente. Os "Mamaços" e como "Marchas das Vadias" .
Mamaço

O Primeiro Mamaço Aconteceu los São Paulo, QUANDO UM Grupo de Mulheres FOI dar mamar no Espaço Itaú Cultural, EM UMA Apoio a Mãe Que havia Sido impedida de dar o seio AO Seu Bebê não locais, Antes Dias. (Nem Quero Falar sobre o absurdo Que E uma restrição da amamentação los CRP PÚBLICA NO BRASIL, coisa Que eu Nao ha via Atrás 9 ANOS, QUANDO vivia Ai, porqué ISSO E ASSUNTO parágrafo Outro Dia).
DEPOIS de São Paulo, o Mamaço se espalhou Pelo Brasil, nenhum Recife, Rio de Janeiro Cidades de e outras. O Que eu IAChE sensacional MESMO FOI Tudo ter partido de Pessoas Nao vinculadas a nenhum Grupo UO Rede de amamentação, mas de Mulheres Que Vivem OU ESSA viveram Experiência de alguma forma e queriam se reunir dar parágrafo SUA MENSAGEM.
Ja aconteceram eventos de "amamentação coletiva" NO BRASIL, POR GRUPOS Organizado Médicas UO insituições, mas ESSA FOI uma Primeira Vez (Que eu Saiba) Que Ø Evento Aconteceu de-forma espontânea Completamente de e ainda si reproduzindo Cidades in VARIAS.
E dificil alguem questionar o Mamaço , OU Ser contra a amamentação. De UMA forma Geral, como Reações FORAM As Melhores, somente idiotas Sistemas Operacionais CQC fizeram SEUS COMENTÁRIOS misóginos de Semper . Tambem, Nao Dá pra se esperar nada de Melhor Grupo hum Que Acha moderno Ser racista, sexista, homofóbico e anti-Semita ... Então NAO assistindo MESMO.
Marcha das Vadias

Como Todo Mundo Quase JÁ DEVE sabre, um Slutwalk surgiu nenhum Canadá, Como UMA RESPOSTA um policial Que hum FOI PRA Televisão DiZer Que, parágrafo Prevenir o estupro, como Mulheres deveriam evitar se vestir Como "vadias" ( "as mulheres devem evitar se vestir como vagabundas " ). A Velha Tendência de culpar uma vitima. Indignadas, como canadenses FORAM como Ruas, EM protesto, e acabaram arrastando, espontaneamente, marchas nd Inglaterra, Austrália, EUA, Índia e Brasil não. Fora como Que ainda Vão aparecer.

Não feminista Movimento, NEM Todo Mundo concorda com ESSA Estratégia de se "ressignificar" e de se apropriar da Palavra "vadia" ("slut"). Ue Nao tenho mas Certeza, um Princípio, Gosto da ideia. Acho Que E irônico e Funciona BEM. Mais ainda UMA Como Estratégia de marketing, Quantas marchas de protesto contra machismo São feitas de Todos os Anos, SEM NEM UM ter pouco da repercussão Que ESSA ESTA tendão? Pelo Menos, Nunca se VIU Tanto - Pelo Mundo todo - Cartazes com essas messages:



Como Redes Sociais tiveram hum Papel fundamentais pra Mobilização da Marcha, EM Todo Mundo. E eu Acho Que Meio Que pegaram comeu como militantes DO Movimento de Mulheres de Surpresa, in alguns Lugares.
No Recife, POR Exemplo, uma Marcha FOI POR Organizada Duas PESSOAS NAO TEM Que histórico de Participação los Eventos feministas. Pra complicar, um Deles E Homem - Chamado de Jesus e vestido um carater - Que (Como soube DEPOIS) FOI o portavoz do Movimento, Dando entrevistas de e Depoimentos. Fiquei curiosa pra ver Que não ia dar ISSO.
Nada contra ter Homens los Ações feministas, Muito Pelo contrario. Mas, Nao Deixa de Ser Estranho o protagonismo de hum Deles n'uma marcha Que visto denunciar o machismo Como o Verdadeiro culpado Pela Violência contra a Mulher.
Com ESSA Marcha, FOI apresentado como feministas O Desafio um Que me refiro, Nesse post, e Que Deveria Ser foi por elas pelas amigas reunioes NAS Próximas Fórum. Como lidar com um com Rapidez Que ESSA Ações Como se multiplicam internet na? Qual Nosso Papel Neles? Como NAO comer mosca e, AO MESMO tempo, respeitar a Expressão espontânea de Apoio a Causa UMA Que, afinal, nao è somente Nossa?
No Geral, Acho Que a Marcha Sucesso hum FOI. Vi muitas fotos bonitas e, pra Minha alegria, Além da Minha Filha, tava Todo Mundo LA.
Gostei de reconhecer muitas amigas militantes DO Fórum de Mulheres de Pernambuco , Como Suely, Marcia, Jô, como Loucas de Pedra Lilás e muitas outras. E FOI BOM Demais ver, juntinho a ELAS, UMA garotada nova, instigada, carregando Cartazes Muito Legais.

Aqui, não Outro Lado do Mundo, fiquei assuntando Como Teria Sido ESSE Encontro de gerações. Sim, porqué ali tinha Mulheres Que PODEM dar aula de Teoria de Gênero, Que TEM UMA Bagagem de Experiência não Movimento Que permite ver como uma Marcha das Vadias com Olhos Bem Diferentes das Meninas e meninos, Que estao ágora Chegando.

Claro Que Num Evento convocado Pela Internet TEM de Tudo, talvez algumas PESSOAS NAO estivessem entendendo Que aquela era UMA Ação feminista, mas NAO OS subestimaria meninos e Meninas, NAO. Acho Que o Pessoal PODE NAO ter um Teórica base, entendre NEM Que o feminismo E, mas TEVE uma Vontade, um Disposição de ir pra rua DiZer Que NAO SE PODE POR culpar A Mulher Ser vitima de estupro. Só ISSO, valeu a pena.
Nao li nada fazer Que Saiu nn Jornais e NEM vi nd Televisão como Matérias sobre a Marcha. Nao sei Bem o Que Disse o Jesus. Claro Que E UMA pena Que elementos tenha encabeçado a Marcha. E ESSE É O Maior Desafio, Na Minha Opinião, parágrafo OS Movimentos Sociais. Como NAO "comer mosca" e tentar se Integrar e Participar da Organização de Eventos Como ESSE, DESDE A Origem um. Pessoal, TEM Que Ficar de Olho NAS Redes Sociais!
Mas, o Que eu IAChE Mais bonito MESMO FOI um presence DO Movimento de Mulheres nd Marcha. Provavelmente, aquela FOI uma Primeira Vez Que ELAS los participaram de UMA Ação Feminista Como coadjuvantes, SEM ter Tido nenhuma Responsabilidade Direta no ato. E mandaram Muito BEM. Demonstraram Maturidade parágrafo Levantar uma bandeira com a garotada, respeitando Seu Ritmo e SUAS Iniciativas, SEM atropelá-los, ainda Que tenham percebido uns escorregões Aqui e ali.
Certamente FOI UMA Marcha Atípica pro Movimento. Alem do Jesus e alguns Rapazes fantasiados de mulher (o Que nn pareceu Muito esquisito), parece Que UMA das Moças da Organização Chegou comeu um AFIRMAR Que Nao era feminista e fez duras criticas AO Movimento. Bom, da MESMA forma Que Nao se Nasce Mulher, also Nao se Nasce feminista.
PoDE ter faltado um information Ela, Reflexão, mas existia uma Intenção de defensor Ô defendemos Qué NOS. Falamos Muito Aqui no blog e Espaços los other OS mitos sobre los Relação AO feminismo. NAO PODEMOS culpabilizar ninguem POR NAO entendre o Que Somos NÓS. Cabe à gente Incluir, estimular uma Reflexão e respeitar OS Processos de Transformação de CADA UM (a).

Muitas Vezes eu vi garotas chegarem Aqui não Síndrome , dizendo Que gostavam DO Que eu escrevia Mas Que ELAS NAO ERAM feministas. Meses DEPOIS começavam um entendre Que o feminismo NAO E Essa Coisa estereotipada Que enfiam nd Cabeça da gente e mudaram de Idéia. Sim, ELAS São feministas
Eu nasci ASSIM NAO, Aprendi (e Todo Dia aprendo mais) a me tornar UMA feminista. QUANDO era adolescente, POR Exemplo, Minha idola JÁ era Pagu, mas eu era "contra o Aborto", comeu entendre Que ESSA E UM Questão Muito Mais complexa, e Hoje sou Completamente favorável à descriminalização SUA. Um Aprende gente. Ou NAO. Mas QUEM JÁ ESTA HÁ Mais na Estrada ritmo TEM E Mais Que Ser tolerante.
Ue IAChE uma Marcha Das Vadias do Recife Bem bacana e hum marco.

Como ESTOU Escrevendo de Fora, de Longe, mas Conhecendo Bem como Personagens, POSSO DiZer Que vi ali o Momento los Que o Movimento historico, combativo e sedimentado se depara com uma Força da internet e da Juventude Que Quer Participar e, Na Minha Opinião, Saiu Muito se BEM. Respeitou e agregou.
Agora E SE manter Ligado parágrafo Que essas Meninas e meninos possam fazer Estar Lado da Gente. CADA UM (a) não Seu Ritmo, Cada um (a) Ao Seu Jeito, mas Semper com respeito e Participação Democrática.
fonte: http://sindromedeestocolmo.com/
DE SUA OPINIÃO SOBRE ESTE EVENTO QUE CRESCE ANO A ANO

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O lugar das mulheres chinesas é ao fogão, por isso não têm cargos políticos


12.11.2012 - 12:45 Por AFP, PÚBLICO, null
As poucas mulheres no Congresso limitam-se a confirmar o que os homens decidiram
As poucas mulheres no Congresso limitam-se a confirmar o que os homens decidiram (Reuters)
A China proclama a igualdade entre homems e mulheres e Mao Tsetung disse que elas são "metade do céu". Mas é um machismo insidioso que domina a política chinesa, um desequilíbrio que continua com a nova equipa dirigente, que é nomeada na quinta-feira, no dia de encerramento do 18.º Congresso do Partido Comunista Chinês.
Vinte e três por cento dos mais de 2200 delegados reunidos em Pequim são mulheres. Mas a grande maioria delas tem um papel neutro, limitando-se a ratificar as decisões já tomadas nos círculos restritos e que são essencialemnte masculinos.

Quanto mais se sobe na hierarquia política chinesa, mais a presença das mulheres se torna rara. No Comité Central do partido apenas 6% dos membros são mulheres; no Bureau político, um órgão de 25 elementos, há apenas uma mulher; o Comité Permanente (o mais poderoso na hierarquia) nunca integrou uma mulher.

Só Jiang Qing, que era a mulher de Mao, que foi presa, julgada e condenada à morte depois do marido morrer, em 1976, pertenceu à direcção suprema do PCC durante a Revolução Cultural (1966/76); o organismo era então diferente do que é hoje.

Neste 18.º Congresso está em curso uma renovação de lugares — enrte 60 e 70% dos líderes mudam. Mas a maior parte dos analistas ouvidos pela AFP diz não esperar a promoção da única mulher no Politburo, Liu Yandong, que poderá mesmo perder o posto. Antes dela, outra mulher, Wu Yi, foi vice-primeira-ministra e a revista Forbes considerou-a uma das mulheres mais poderosas do mundo pois foi ela quem negociou a entrada da China na Organização Mundial do Comércio. Era a ministra da Saúde no momento da eclosão do surto de SARS (pneumonia atípica).

Os historiadores explicam que a fraca presença feminina nos cargos de decisão chineses se deve à mentalidade. A cultura política está solidamente ancorada no universo masculino e na tradição das noitadas de homens em clubes. "Eles reinam na política chinesa onde existe uma atmosfera de clube, são todos velhos amigos", diz Leta Hong Fincher, investigadora na Universidade de Tsinghua, em Pequim, e especialista em questões de paridade.

A agência Nova China publicou este ano um trabalho sobre o tema em que dizia que as mulheres são confrontadas com uma "sub-cultura" política, que é burocrática e tem rituais — o consumo de álcool, por exemplo, ao qual elas não aderem —, tendo por isso dificuldade em integrar-se. Uma sondagem/inquérito realizada pela Federação das Mulheres (um organismo do Estado) em 2010 revelou que 62% dos homens e 55% das mulheres chineses consideram que o melhor papel para a mulher é em frente ao fogão.

Como em outros países, as chinesas deparam-se com discriminação no trabalho, sendo pagas abaixo das tabelas usadas para os homens. Ns cidades ganham 67% do salário masculino para um trabalho igual, no campo a diferença é ainda maior e ganham apenas 55%, segundo o mesmo inquérito.

"Não podemos pedir aos homens qualificados para se demitirem para entrarem mulheres para os lugares", disse Han Xiaoyun, delegada no Congresso do Povo (Assembleia Nacional Popular, o órgão legislativo que reúne uma vez por ano, em Março; este ano confirmará os nomes dos novos dirigentes). Em 1997 o Governo estabeleceu que a Assembleia Popular deveria ter no mínimo 22% de mulheres. Actualmente tem 21%.
http://www.publico.pt/Mundo/o-lugar-das-mulheres-chinesas-e-ao-fogao-por-isso-nao-tem-cargos-politicos-1572129
ESTA MALTERIA FALA DA CHINA DO SECULO XXI !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
VC PODE IMAGINAR ISSO??????????????????????????

DIA 21 DE OUTUBRO DE 1945

1945 - Mulheres votam pela primeira vez para a Assembleia francesa
Dia simbolizou a expansão definitiva do direito ao sufrágio feminino na cultura ocidental

Wikimedia Commons/Reprodução

Cartaz oficial anunciando marcha em Washington pelo voto feminino, em março de 1913

Em 21 de outubro de 1945, as mulheres francesas votam pela primeira vez na história de seu país para escolher os deputados da Assembleia Constituinte. Meses antes, em 20 de abril, já tinham votado nas eleições municipais. Em 1946, já constituiam 47% do eleitorado, tendo depositado majoritariamente seus votos nas forças conservadoras moderadas, manifestando-se bastante fieis ao general Charles de Gaulle, que as havia emancipado eleitoralmente.

O voto das francesas resultou de um decreto de 21 de abril de 1944 promulgado pelo governo provisório do general De Gaulle: ‘‘As mulheres são eleitoras e elegíveis nas mesmas condições que os homens’’. Já não era sem tempo. As francesas estavam entre as últimas mulheres do mundo ocidental a adquirir o direito de votar e de serem eleitas. No Brasil, as mulheres passaram a ter o direito de voto assegurado pelo Decreto n.° 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. A primeira mulher eleita deputada federal foi Carlota Pereira de Queirós (1892-1982), que tomou posse em 1934 e participou dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte.

Nos primórdios da democracia francesa, no século XIX, o direito de voto estava reservado ao sexo masculino. Considerava-se que as mulheres, as domésticas e as pobres, devido a sua dependência econômica, não estavam em condições de exercer uma escolha livre.

Os militares também estavam excluídos do direito de votar, mas por outras razões – não se desejava que tomassem partido nas lutas políticas – e pelo fato de o o exército ter de respeitar o epíteto recebido de ‘‘O Grande Mudo’’.

Sabe-se que os primeiros votos femininos ocorreram na Córsega, no tempo em que a ilha estava sob a soberania genovesa: as mulheres votavam já no século XVI, nas assembleias locais, e seu direito foi confirmado pela Constituição de Pascal Paoli, em 1755. No entanto, foi abolida após a anexação francesa.

As primeiras mulheres a obter por inteiro o direito de voto foram os habitantes do território norte-americano de Wyoming, em 1869, seguidas pelas neozelandesas em 1893, as australianas em 1902, as finlandesas em 1906 e as norueguesas em 1913.

No Reino Unido, as reivindicações feministas assumem uma dimensão espetacular com a criação do movimento das sufragistas por Emeline Pankhurst, 45 anos, em 1903. Em 21 de junho de 1908, eram 250 mil a se manifestar no Hyde Park, Londres.

As manifestações se tornam violentas. Uma certa Emily Wilding Davison se atira sob as patas do cavalo do rei George V no derby de Epson, em 1913, e acaba morrendo em virtude dos ferimentos recebidos.

Foi necessário esperar o fim da I Guerra Mundial para que as ‘‘sufragetes’’ obtivessem uma meia-vitória. Em 28 de dezembro de 1918, com a outorga do direito de voto às mulheres com mais de 30 anos.


WikiCommons - Emmeline Pankhurst
É o início do movimento de emancipação mundial posto em marcha pelo papel ativo que desempenharam as mulheres na vida social durante a I Guerra Mundial. Como os homens estavam nas trincheiras combatendo, as mulheres tiveram de substituí-los no campo, nas fábricas e nos escritórios. Deram testemunho também de seu patriotismo como enfermeiras e auxiliares nos cuidados os feridos nos hospitais de campanha. Tudo aquilo, aos olhos dos homens, merecia recompensa.

Em 15 de julho de 1919, o próprio papa Bento XV se pronuncia a favor do direito de voto das mulheres. Nos Estados Unidos, a ratificação da 19ª Emenda à Constituição, em 26 de agosto de 1920, estende o voto ao conjunto das mulheres do país. As turcas obtêm o direito ao voto em 1934 por iniciativa do regime de Mustafá Kemal Ataturk.

Na França, após a I Guerra Mundial, a Câmara de Deputados votou por diversas vezes em favor do voto feminino. Mas seus projetos de lei foram por seis vezes rejeitados pelo Senado. Os motivos dos oponentes se deviam a preconceitos pessoais e ao temor de que as mulheres pudessem deixar de reforçar o campo conservador. A esquerda comunista e socialista temia em particular que as mulheres reforçassem o campo clerical e se submetessem às injunções dos padres.
Entretanto, as francesas não esperam pelo direito ao voto para ocupar funções governamentais. Três delas são nomeadas como sub-secretárias de Estado no governo constituído por Léon Blum, em 1936, após a vitória do ‘‘Front Populaire’’: Cécile Brunschvicg, Suzanne Lacore e Irène Joliot-Curie.

Foi necessário esperar os sobressaltos da Libertação de 1945 para que, enfim, as francesas obtivessem o direito de votar. Desde então, aos poucos, passam a ocupar regularmente cadeiras no Legislativo.

Porém a feminização da representação parlamentar teve de aguardar. O número de eleitas à Assembleia Nacional situou-se em 30 – 5% dos deputados – até 1997, data em que passa a 59 graças ao especial esforço dos partidos de esquerda.

Kendall Jenner: irmã de Kim Kardashian exibe corpo muito magro; veja as fotos

 

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Veja todas as fotos
Kendall Jenner definitivamente não herdou as curvas da família
Publicada Segunda-feira, 5 de novembro 2012 , 19:00
Se Kim Kardashian é conhecida por ter orgulho de exibir suas generosas curvas, sua meia-irmã, Kendall Jenner, impressiona ao ostentar um corpo muito magro. A moça, que já admitiu não gostar de ser considerada uma Kardashian, já fez seu nome como modelo profissional com apenas 17 anos. E apesar de não admitir, segue os passos do trio Kim, Kourtney eKhloe, e ao lado de sua irmã Kylie, fechou uma parceria fashion.
A carreira da moça parece estar a todo vapor. No ano de 2012, a jovem desfilou no "Fashion's Night Out", em Los Angeles, faturou um papel no seriado "Hawai Five-0", fez um ensaio de fotos bem sensual para a Victoria's Secret e, no momento, está na Austrália, fazendo shooting para a icônica revista Vogue. A modelo, assim como muitas celebridades, costuma postar fotos em sua página no Twitter e, na última semana, causou certo frisson entre os internautas ligados no clã Kardashian, por causa de sua silhueta superfina.
Além desses trabalhos, Kendall também participou de outros eventos de moda, como "America's Next Top Model", no qual foi juíza.
Confira as imagens de Kendall Jenner exibindo seu corpo, que não lembra em nada as curvas das Kardashian.
http://www.puretrend.com.br/secao/moda-dos-famosos_r21/kendall-jenner-irma-de-kim-kardashian-exibe-corpo-muito-magro-veja-as-fotos_a7631/1
SERA QUE PRECISAMOS SER TÃO MAGROS????

A República é uma mulher


Será nossa História confiável? Estou convencido, por exemplo, que Cabral aportou em Touros, no Rio Grande do Norte, e não em Porto Seguro, na Bahia. E agora temos um feriado nesta semana, da Proclamação que não foi como contam. A da Independência até faz sentido. Mas a da República tem outra história. Na verdade, foi uma quartelada restrita, sem a menor participação popular e muito menos do Exército como um todo. Havia uma soma de descontentamentos, mas naquele dia só tinha a intenção de derrubar o gabinete do Visconde do Ouro Preto, o chefe do governo de nossa monarquia parlamentar - e não de derrubar o Imperador.

Precisavam de um líder e foram buscar em casa o Marechal Deodoro da Fonseca. Deodoro estava na cama, com enfisema. Relutou mas foi convencido a sair de casa, oferecendo-lhe uma liteira para transportá-lo. Depois, conseguiram um cavalo emprestado para que ele liderasse a tropa. Deodoro não ficou muito tempo ali e voltou para casa. Dizem que ele teria tirado o chapéu, gritando "Viva a República", o que é improvável, porque ele sempre fora monarquista e amigo do Imperador. Se houve algum grito, asseguram outros, teria sido o de "Viva sua Majestade o Imperador!". Os amotinados se dirigiram ao Gabinete Ministerial para prender seu presidente, o Visconde de Ouro Preto. Que pediu a Floriano para resistir aos amotinados mas Floriano se recusou e prendeu Ouro Preto. O Barão de Ladário resistiu e levou um tiro.

O Imperador estava em Petrópolis e quando soube, tomou o trem para descer para o Rio e formar outro gabinete. Deodoro, em casa, imaginou que era isso que o Imperador faria, mas, para mudar a disposição de Deodoro, contaram a ele que o novo Presidente de Governo seria Gaspar Silveira Martins, que vinha do sul, em navio. "Esse, não!" - reagiu Deodoro, agora decidido a ceder aos republicanos. Por que "esse não"? Porque quando estava em Porto Alegre, como interventor, em 1886, Deodoro arrastava a asa para os lados da filha do Barão do Triunfo, Maria Adelaide. Mas a moça preferiu Gaspar. Como vemos, é bem significativo que a República seja simbolizada por uma mulher.

À tarde, ao saberem da disposição de Deodoro, proclamaram a república no prédio da Câmara Municipal, com um texto redigido por José do Patrocínio. Só no dia seguinte o povo soube da novidade e o Imperador, nascido no Rio de Janeiro, foi banido para a Europa. Foi com a família morar em Paris, acompanhado do Visconde de Ouro Preto. Ele reinou por 58 anos e era chamado de O Magnânimo. Transformou o Brasil numa potência emergente. Venceu a Guerra do Paraguai, pacificou os movimentos regionais, fixou nossas fronteiras, aumentando nosso território, impôs a Abolição, foi um estudioso das ciências, um erudito, amigo de Darwin, Graham-Bell, Victor Hugo, Nietzsche, Pasteur, Richard Wagner, mas foi atropelado pela República. Hoje o adjetivo republicano tem sido usado sinônimo de ética com a coisa pública. Ou como camuflagem de corrupto.
Alexandre Garcia é jornalista em Brasília e escreve semanalmente em Só Notícias

http://www.sonoticias.com.br/artigos/13/164209/a-republica-e-uma-mulher/
Um texto feminino!!!!

 

A modelo Bárbara Evans exibe o corpo magro demais


Ela diz estar mais confiante
Bárbara Evans | Foto:Reprodução/Twitter
A modelo Bárbara Evans mostrou que está mais que em dia com a balança ao postar no Instagram, nesta terça-feira, 13. "Look do dia chuvoso e frio", escreveu a moça. O corpo é resultado da dieta da proteína que seguiu durante dois meses e a fez perder dez quilos. Atualmente ela mede 1,70m e está pesando 48 quilos.

Família denuncia que jovem morreu durante lipoaspiração


G1 13/11/2012 12h37

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Foto: Reprodução
Luana já vinha sofrendo com outro problema de saúde
A técnica de enfermagem Luana Balestrero Borges, de 25 anos, morreu durante cirurgia de lipoaspiração, ontem (12), em Vitória. O G1 ligou para o Hospital Santa Paula, onde a cirurgia foi realizada, mas recebeu a informação de que o diretor não estava no momento e que o hospital ia se pronunciar ao longo do dia.
Segundo o namorado de Luana, Adilson Júnior, a causa da morte não foi informada na certidão de óbito. "O Instituto Médico Legal deu autorização para enterrar o corpo, mas retirou alguns órgãos para análise e disse que o resultado pode demorar até dois meses para ficar pronto", disse.
Adilson afirma que acompanhou Luana em todos os exames e foi com ela ao hospital no dia da cirurgia. Segundo ele, os dois chegaram ao hospital às 6h e a cirurgia estava marcada para começar às 7h."O médico disse que a cirurgia ia demorar cerca de duas horas e meia. Por volta de 9h30, o médico me disse que ela tinha morrido. Ele falou que achava que no final da cirurgia um pedacinho de gordura pode ter entrado em uma artéria e causado embolia", conta.
A família de Luana estava muito abalada com o ocorrido. O pai dela, Carlos Borges, afirma que tentou convencer a filha a não fazer a cirurgia."No sábado, ela veio à minha casa e disse que estava alegre porque a cirurgia estava marcada para segunda-feira. Ela queria fazer, porque achava que ia ficar com o corpo mais bonito. Falei para ela não fazer, que a gente vê na imprensa que essas meninas fazem e muitas vezes, quando não morrem, ficam mutiladas.
Eu falava que ela não precisava de cirurgia, mas ela queria fazer", conta o pai.
Mensagem
Luana enviou uma mensagem para o celular do ex-marido Leomar Ferrani, com quem viveu por dois anos. Ela dizia estar preocupada. “Estou me internando agora, cirurgia complicada. Ora por mim. Caso aconteça algo, cuida bem da Rebeca. Obrigado por tudo. Beijo, Luana”, dizia a mensagem. Rebeca era a cadela do casal, que ficou com Leomar.
Ele diz que Luana já vinha sofrendo com outro problema de saúde. “Ela me mostrou um raio-x de um problema no útero que, segundo o médico dela, já estava agravado a mais de um ano.
Estava uma ferida muito grande e precisaria fazer uma raspagem para fazer uma biópsia e saber o problema dela. Ela disse que sentia muitas dores e quase não conseguia andar”, contou.
Sindicância
O Conselho Regional de Medicina (CRM) informou que vai abrir sindicância para apurar o que aconteceu. Será apurada a conduta do médico e do hospital. O prazo para a apuração é de 60 dias, podendo ser prorrogado.
fonte:

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...