sábado, 19 de julho de 2014

O PODER DE COMPRA DAS MULHERES - O comportamento da consumidora de hoje

O PODER DE COMPRA DAS MULHERES - O comportamento da consumidora de hoje
Revista Vida & ArteFui entrevistado pela Revista Vida & Arte do Jornal Diário da Região para uma matéria sobre o comportamento da mulher que compra. A íntegra da entrevista você encontra aqui, além de uma entrevista simulada em vídeo..
Revista Vida e Arte: Como o retrato dessa nova consumidora foi construído?

Mario Persona: 
A mulher é hoje o alvo mais importante da indústria dirigida ao consumidor final. Além de aproximadamente metade dos lares brasileiros serem hoje dirigidos por mulheres, em todas as situações elas têm um enorme poder de decisão na compra. Por sua própria natureza, as mulheres são também grandes compradoras por causa de sua capacidade de atenção pulverizada. Enquanto o homem é focado e provavelmente sai para comprar como quem sai para caçar -- tendo um alvo só em mente --, a mulher tem um comportamento mais extrativista, mais de coleta, o que a leva a sair em busca de muitas coisas por ter também um espectro maior de interesses, como beleza, saúde, casa, filhos e até as necessidades do marido. São poucos os homens que compram para suprir necessidades da mulher, mas são muitas as mulheres que compram para suprir necessidades do homem. Daí seu extraordinário poder de compra e consumo.

Revista Vida e Arte: Como é o perfil dessa mulher que mais do que preocupada em 'gastar' está querendo obter o melhor custo-benefício dos produtos que adquire?

Mario Persona: 
As mulheres são habilidosas em transformar limão em limonada, ovos em omeletes e um objeto qualquer em peça de arte e decoração. Por isso ela não analisa apenas o uso imediato daquilo que compra, mas tem uma visão muito mais holística dos desdobramentos daquela compra. Ela também pensa em mais pessoas que poderão ser beneficiadas pela sua compra e inclua aí até mesmo produtos como roupas e cosméticos. A mulher se veste bem para causar um impacto positivo no ambiente como um todo, enquanto o homem pensa muito mais no conforto pessoal. Por isso, de um modo geral, a mulher é sempre mais preocupada com as conseqüências de uma compra, e isso inclui a melhor relação custo-benefício.

Revista Vida e Arte: Podemos dizer que hoje as mulheres ditam regras de consumo? Por que?

Mario Persona: 
Sim, porque até mesmo a indústria automobilística e de produtos eletro-eletrônicos acompanha os grandes desfiles de moda para saber quais serão as tendências de cores para o ano seguinte. Essas tendências no vestir têm um grande impacto na escolha das cores dos carros e eletro-eletrônicos porque elas traduzem o gosto estético da população, ou pelo menos o que será "vendido" como gosto estético durante algum tempo.

Questões como usabilidade têm também hoje uma grande influência do público feminino, menos curioso do que o homem para aprender como as coisas funcionam, e mais voltado para a simplicidade e resultados imediatos de sua utilização. Embora algo complexo possa atrair o público masculino, mais ligado em desafios e com um cérebro que gosta de montar e desmontar as coisas, são as coisas simples que atraem as mulheres, porque o objetivo delas não está na coisa em si -- seja o objeto ou produto -- mas nos benefícios que trará.

Revista Vida e Arte: O mercado (em geral) está totalmente preparado para atender as exigências destas mulheres?

Mario Persona:
 Nem sempre, porque muitas empresas são predominantemente masculinas. O homem não tem a sensibilidade necessária para entender a alma feminina e precisa do auxílio das mulheres para poder enxergar o que uma mulher deseja comprar. Mesmo assim, acho que nunca será capaz de enxergar com a clareza que uma mulher enxerga. 

Revista Vida e Arte: A comunicação das marcas acompanhou (ou acompanha) o ritmo de evolução dessas consumidoras ao longo dos anos?

Mario Persona: 
Sim, e creio até que a comunicação possa caminhar um passo à frente da produção industrial, já que é muito mais rápido desenvolver um diálogo de uma marca ou produto com seu público alvo do que desenvolver o próprio produto. O mundo da comunicação é também mais feminino do que o mundo do design e desenvolvimento de produtos, o que permite aos profissionais de marketing e áreas correlatas terem uma visão melhor do que pensam as consumidoras. É por isso que cada vez mais a indústria de bens de consumo procura trabalhar integrando suas áreas de desenvolvimento de produtos com o marketing, a comunicação e o pessoal de vendas, que é quem tem um contato maior com os elos finais da cadeia produtiva.


Mario Persona é consultor, escritor e palestrante. Veja www.mariopersona.com.br
fonte: http://mariopersona.com.br/entrevista_revista_vidaearte.html

O ciclo de consumo feminino, afinal o que elas querem?


Engana-se quem pensa que as mulheres são um nicho de mercado e não as verdadeiras protagonistas. Os dados mostram que hoje elas controlam cerca de 70% do consumo brasileiro. Mas afinal, o que querem as mulheres?

Gisele Meter
Esses dias a convite de uma amiga resolvi sair para fazer compras, entre uma vitrine e outra olhamos diversos produtos, os que nos chamavam atenção eram analisados mais criteriosamente. Ao perceber o que fazíamos fiquei pensando como o comportamento da mulher mudou em relação ao processo de compras.
Não somos mais aquelas que consumimos por consumir, mas embasamos muito bem nossas decisões, pensamos e ponderamos antes de decidir, avaliamos custo X benefício e diversos outros fatores, ou seja, viramos, mulheres que decidem muito além do processo de compra, mas que analisam vários fatores para aquisição de um produto.
O consumo está presente em nossa vida e é um processo necessário, mas também está ligado a nossa cultura e a fatores internos de cada pessoa sendo orientado pelo afeto e sobrevivendo através dele ganhando novos significados, comprar então transcende o comportamento de compra, mas envolve fatores biológicos, sociais e psicológicos.
Parece algo complexo, mas se pensarmos que ao comprarmos um produto estamos também comprando uma ideia fica mais fácil de entender.
Compramos sim por necessidade, mas também compramos porque acreditamos em algo e também pelo que somos e se pensarmos como mudamos nos últimos tempos, podemos entender melhor esta transformação do padrão de consumo. Comprar para a mulher ganhou novos significados, quase que uma forma de expressão e de comunicação de suas ideias.
Estamos mais exigentes, mais criteriosas e também mais antenadas, temos nossas próprias aspirações e desejos, necessidades diferentes dentro de um novo ciclo de consumo, estamos mais preocupadas em adquirir produtos que façam sentido, que demonstrem a forma como pensamos e somos, um exemplo disso são as empresas que se preocupam com a sustentabilidade, sendo vista de forma muito positiva por nós mulheres.
Não queremos somente consumir, queremos também conhecer a empresa, sua história, ter mais proximidade e reconhecer afinidades para que a compra tenha sentido.
Gostamos de estudar um produto logo após a paquera, avaliamos preço, vantagens e também as opiniões acerca de uma marca, não ficamos somente na compra por prazer impulsivo, mas na compra por prazer consciente. Hoje mais do que nunca, temos recursos para saber sobre um produto.
Atualmente, além das vias habituais, temos a nosso alcance a tecnologia virtual e usamos não somente como uma via de consumo, mas também como uma via de exposição de ideias e pesquisa, queremos falar e também ouvir novas percepções.
Eu mesma, já comprei diversos produtos após ler um comentário positivo em blogs ou redes sociais, é quase como se fosse uma confirmação dizendo: compre porque vale a pena! No entanto o contrario também já ocorreu, após pesquisar sobre um produto e ler várias criticas negativas acerca de trabalho escravo ou utilização de pele de animais, meu desejo pela compra reduziu a níveis próximos de zero, impactando também no meu reposicionamento frente à marca que fiz questão de deixar expresso em minha rede social.
O que ocorre hoje é que não somos mais consumidoras passivas, somos consumidoras ativas, gostamos de influenciar o comportamento de compra de outras pessoas e utilizamos muito bem as redes sociais para isso, gerando uma repercussão grande em nosso meio.
Engana-se quem pensa que somos um nicho de mercado e não as verdadeiras protagonistas, os dados mostram que hoje controlamos cerca de 70% do consumo brasileiro. Entender isso pode ser a chave para nos conquistar como consumidoras de forma diferente e inovadora e é isso que queremos
fonte: .http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/o-ciclo-de-consumo-feminino-afinal-o-que-elas-querem/71343/

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Diferentes corpos femininos em grandes campanhas de moda

POR  EM DOMINGO, 9 MARÇO 2014
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Bem mais da metade das mulheres que consomem produtos anunciados em campanhas estreladas por supermodelos, magérrimas, fogem desse conhecido padrão de beleza. Ironicamente, apesar de não as representarem, a maioria das grandes marcas e importantes revistas insistem em direcionar tais ideais inalcançáveis a elas, ao invés de escolherem formas mais naturais de atingir o tão desejado público-alvo.
Ainda que algumas não tenham a intenção de mudar essas tais imposições sociais, a demanda das próprias clientes parece estar forçando uma certa quebra de paradigmas. Dessa forma, múltiplas marcas estão começando a escalar mulheres que realmente correspondam à maioria, teoricamente o verdadeiro “padrão”. A solução parece fácil mas, na verdade, as marcas que buscam outros tipos de corpos e estética em suas propagandas são consideradas transgressoras e, um avanço na tentativa de mudança do status quo. E não são apenas os pequenos que aderiram à onda. Diesel e Miu Miu são alguns nomes fortes da indústria que desejam atingir – e principalmente representar – mulheres com todos os biotipos em suas criações. Confira abaixo algumas das campanhas mais relevantes:
Diesel
Sob o comando de Nicola Formichetti, a Diesel foi uma das marcas que mais investiu no conceito, chegando a escalar os personagens de sua campanha pelo Tumblr e investindo em mulheres que vestem todos os tamanhos. O movimento se chama “Diesel Reboot” e faz parte da estratégia do novo diretor artístico de resgatar o caráter ousado e irreverente da grife. Em suas próprias palavras: “Celebrar a diversidade e a individualidade. A aceitação do indivíduo e a rejeição ao status quo!”.
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Dove
A Dove é super conhecida por suas campanhas que exploram e expõe mulheres de etnias e biotipos variados, já tendo divulgado truques de Photoshop, no intuito de revelar que o produzido e divulgado pela mídia não é real. Mais do que isso, afirmar que cada uma possui a sua própria beleza. No vídeo abaixo, relembre a ação em que a marca de cosméticos convidou um artista forense para provar às mulheres que ela são mais bonitas do que pensam (ou do que a indústria convencional as faz acreditar).
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Levi’s
A Levi’s lançou a campanha do jeans global e perfeito, chamada Curve ID. O conceito é acabar com o sofrimento das mulheres por conta das poucas opções que, normalmente, fazem com que aquelas que sejam acima do peso “ideal” se sintam constrangidas na hora da compra. O slogan é “A marca que inventou o jeans agora encontra a fórmula ideal para vestir, também, mulheres de diferentes shapes”.
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Revistas de Moda
Mais resistentes do que as marcas, são as revistas de moda que ditam, ou no mínimo influenciam, o que será tendência e como serão rostos e corpos desejáveis pelas mulheres. São elas que criam estereótipos e imaginários e, quando querem, podem sim ajudar a romper estigmas e criar um movimento de aceitação. Aqui, a sempre desafiadora Vogue Itália com modelos em sua capa consideradas plus size pelo mercado. A Elle Francesa com a supermodelo Tara Lynn e, mais recentemente, a Vogue Americana com a atriz Lena Dunham, do seriado Girls – apesar das acusações de overdose de Photoshop é inegável a quebra de estereótipos.
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De uma forma ou de outra, pequenos passos fazem com que pouco a pouco outras formas de beleza comecem (ou voltem) a ser apreciadas e, mais importante, naturalizadas. Lembrando que em um passado não tão distante, eram as mulheres curvilíneas que dominavam a atenção da sociedade. É claro que criar uma revolta contra aquelas que são magras seria reproduzir a mesma estrutura, mas a ideia aqui é entender que tudo na moda pode e deve ser feito para qualquer uma, independente do seu biotipo.
http://www.afronte.com.br/diferentes-corpos-femininos-em-grandes-campanhas-de-moda/

AS MARAVILHOSAS PAISAGENS FLUORESCENTES PINTADAS EM CORPOS FEMININOS


A beleza natural do corpo feminino indo de encontro à essencia da Mãe Natureza.
A beleza natural do corpo feminino indo de encontro à essencia da Mãe Natureza.


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John Poppleton é um fotógrafo e artista que se especializou em criar cenas fantásticas com suas modelos. Em uma de suas séries mais encantadoras, "Black Light Bodyscapes", ele pinta materiais com pigmentos fluorescentes nas costas de suas modelos e os fotografa sob uma luz negra produzindo assim essas extraordinárias imagens. As cenas são todas baseadas em fenômenos incríveis criados pela Mãe Natureza combinados com a beleza natural do corpo feminino, criando uma experiência poderosa e elegante para quem os observa.
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Várias são as pinturas e todas são baseadas em fenômenos espetaculares como oceanos durante pôr do sol , montanhas sob o luar , auroras brilhantes e cenas cósmicas de estrelas e galáxias. As pinturas corporais são um deleite ao olhar. Mesclam a beleza da forma feminina com o esplendor da natureza.Incorporam as curvas e formas das modelos em suas pinturas criando uma alusão à essência do sagrado da Mãe Natureza em seus corpos.
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Poppleton também usa dois corpos femininos para criar uma pintura, com a paisagem fazendo uma transição de uma mulher para outra. Em uma de suas pintura corporais, por exemplo, o artista usa o cabelo da modelo como o início de uma cachoeira onde seus fios luminescentes fluem nas torrentes brancas de água. Com elegância e grandiosidade, as pinturas fluorescentes encarnam a beleza da vida. Um espetáculo visual. Confiram.
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Um dos vários vídeos da série "Black Light Bodyscapes" mostrando como é feita


© obvious: http://lounge.obviousmag.org/manifesto_da_artes/2014/05/as-maravilhosas-paisagens-fluorescentes-pintadas-em-corpos-femininos.html#ixzz37mEH7qza 
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fonte: http://lounge.obviousmag.org/manifesto_da_artes/2014/05/as-maravilhosas-paisagens-fluorescentes-pintadas-em-corpos-femininos.html

“Garotas com curvas” – Uma prova de que a moda é para todas

http://fashionatto.literatortura.com/2013/08/28/garotas-curvas-prova-moda/

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“Sempre que entro em alguma loja, a primeira coisa que percebo é o olhar complacente, ou até mesmo arrogante, das vendedoras, que mal me deixam abrir a boca e já dizem ‘Infelizmente não temos tamanhos especiais ´. Geralmente quando entro em lojas de ‘gente normal’ estou apenas procurando um presente para uma amiga ou coisa do tipo, mas ninguém nem me dá tempo de dizer nada. Meu Deus, que coisa mais irritante!” Este foi o desabafo de uma colega que certo dia me contou que estava cansada de ser bombardeada por comentários do tipo “Você tem que perder peso, do contrário nunca vai encontrar algo que te sirva, e tudo que você vestir vai te fazer parecer um saco de batatas amarrado. Não queres se vestir bem?”.
Mesmo quem não sofre com a balança sabe que a frase à cima é repetida constantemente por revistas femininas e perpetuada por todos os tipos de mulher como um incentivo para manter a dieta. A americana Tanesha Awasthi também era uma destas que fazia das dietas religião e da Vogue bíblia, porém, um dia reparou que seu corpo jamais se modificaria de forma tão radical a ponto de caber em um manequim 34 como as modelos que admirava, e ao invés de se desesperar e afundar-se nas rosquinhas como muitos pensam, recorreu a uma outra alternativa, a aceitação.
Tanesha viu que era possível sentir-se bem e vestir absolutamente tudo o que via nas passarelas mesmo que as revistas dissessem que não. Para tentar ajudar a outras meninas plus size, ela desenvolveu em 2011 o blog “Girls with curves” ou em português, “Garotas com Curvas”, onde aceita desafios de moda e ousa nos modelos ditos “perigosos” para meninas que vestem à cima do 42. A moça já provou que é possível usar estampas, listras horizontais, vestidos rodados e até mesmo cropped sem errar, basta saber valorizar seus pontos favoráveis. O site também permite que seguidoras mostrem seus looks e apresentem novas combinações.
Em 2010 a V Magazine lançou um memorável editorial entitulado “Size Issue” onde coloca modelos de diferentes padrões e tamanhos para posarem juntas.Uma de suas mais belas fotos é a que serve de capa para esta matéria. Em 2012, foi a vez da Elle francesa ter seu primeiro ensaio com uma modelo ‘plus size’. A escolhida para estrelar as fotos foi a americana Tara Lynn, que fez questão de posar em posições que não disfarçassem suas curvas e as tão temidas “dobrinhas”.
A iniciativa de ambas as publicações é absolutamente incrível, pois ajuda na aceitação das meninas com seu próprio corpo e mostra que “Não, eu não estou destinada a vestir batas e preto para o resto da vida”. É um grande passo, assim como o projeto batalha dos corpos, para mostrar que nem todas as “gordas” são Perséfone, que é possível seguir tendências mesmo estando fora dos padrões, e que beleza não se define pelo tamanho do seu manequim.
Abaixo seguem alguns dos modelos considerados “ousados” para plus sizes propostos por Tanesha.
Listras horizontais e pregas nos quadris.
Listras horizontais e pregas nos quadris.
Visual completo de listras horizontais e com blusa cropped.
Visual completo de listras horizontais e com blusa cropped.

Blusa Peplum
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Calça estampada e blazer mostarda
Tutu
Look com Tutu, super amor!
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Blusa levemente transparente e saia com brocado barroco
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Vestido em listras horizontais
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Diferentes looks de Tanesha
SOBRE O AUTOR

Luanna Jales. Ex estudante de Moda da UDESC, atualmente estuda História na UFSC. Aluna do contra, foi para a Moda estudar história, e agora que estuda História adora discutir Moda. Sonha em ser cerimonialista, figurinista e professora, tudo ao mesmo tempo. Quer conhecer o mundo e ensinar a uma pessoa de cada vez que Moda não se define pelo o que vai se usar na próxima estação. Por fim, ama Charles Schulz com a mesma força com que Schoreder ama Bethoven.

Tráfico de mulheres é denunciado ao vivo em outdoor ambulante


FONTE: http://fashionatto.literatortura.com/2013/08/08/trafico-de-mulheres-e-denunciado-ao-vivo-em-outdoor-ambulante/

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No que se refere ao tráfico de mulheres, o Brasil é visto como roteiro sexual que alimenta uma atividade ilegal que movimenta milhões ou – quem sabe?! – bilhões de reais anualmente. Este é um problema mundial que atinge diretamente o país e, num contexto geral, o que se pode perceber é que as ações realizadas para derrubar esta indústria não têm sido suficientes.
”Foi horrível. Num primeiro momento, você sentada ali exposta no sofá, chega um homem que você nunca viu na vida, fala assim: ‘É essa’. Aí te pega, te leva lá pra dentro do quarto, tem relação sexual contigo e depois sai com você e paga. Você se sente uma mercadoria. Depois é exposta a outro traficante, a um policial, é exposta a isso tudo. Você não tem querer. O teu querer é o deles. É chato, é ruim, você chora, esperneia, mas não adianta. Você tenta fugir. Tentamos fugir várias vezes, mas não conseguimos.” Esse é o relato de Ana Lúcia Furtado, que foi traficada para Israel e obrigada a trabalhar como prostituta.
De acordo com o protocolo adicional à Convenção de Palermo (Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional) aprovado pelo Brasil em 12 de março de 2004, o tráfico de pessoas, ressaltando o tráfico de mulheres é definido como o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento dessas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração. Tal exploração inclui a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual; o trabalho ou serviços forçados; a escravatura ou práticas similares à escravatura; a servidão; ou a remoção de órgãos.
A mulher que é vítima deste tipo de crime conviverá com suas consequências para o resto da vida. Isto é, quando ela continua vivendo. Independentemente das terapias e tratamentos, a recordação de tempos cruéis sempre estará ali. Entretanto, ainda assim, existem pessoas que se omitem e preferem não enxergar essa realidade que salta aos olhos. Segundo Ana Lúcia Furtado, vítima do tráfico, ”Muita gente ainda não acredita na história, não acredita que haja realmente tráfico de mulheres.”
A fim de lembrar que esta prática existe e que algo dever ser feito, a ONG End It (que luta contra a escravidão de homens, mulheres e crianças) inovou, tratando o tema com uma campanha chocante: um outdoor ambulante circulou nas ruas de Atlanta (EUA) com mulheres escravas sexuais à mostra, para quem quisesse ver. Com a frase “Every year women are trafficked to major sporting events to be sold as sex slaves” (“Todo ano mulheres são traficadas para grandes eventos esportivos para serem vendidas como escravas sexuais”), a End It atingiu a intenção de recordar que grandes eventos esportivos são momentos em que os traficantes veem oportunidades de vender mulheres em um comércio bilionário de escravidão sexual.
Algumas ações para conscientizar as pessoas sobre esta realidade têm sido feitas também no Brasil, mas é importante que este assunto sempre esteja em pauta e não caia no esquecimento, dada a dimensão do tema e os problemas sociais causados pela impunidade de agentes responsáveis pela prática desse crime, que utilizam como vantagem a inocência e a fragilidade das vítimas.
autora RENATA ARRUDA
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Revisado por: Nayana Ferraz

A sedução e o corpo da mulher através dos séculos


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Compartilhado entre  Causas Perdidas e Fashionatto.
Temos uma visão bem clara do corpo feminino como uma das maiores maravilhas da natureza. Tudo que parte de uma mulher é belo. A vemos como mãe, companheira, amiga. Sabemos que a beleza da vida começa ali, naquele corpo que é capaz de, por nove meses, carregar outra vida e trazê-la ao mundo.
Além de tudo isso, também temos padrões de beleza, impostos pela mídia, propagados de boca a boca e ideia a ideia. Mulheres são discriminadas por estarem a cima do peso ideal. Ideal pra quem? Por ter um cabelo de tal tipo que não considerado bonito. Bonito pra quem? Vê-se, assim, como a sociedade tenta impor ao indivíduo, algo que foi construído coletivamente por um padrão individual. Apesar de tantas advertências, preconceitos e julgamentos, a mulher sempre se fez bela, nasceu bela, e ninguém pode tirar isso dela.
O que entendemos hoje por sedução e o que podemos chamar de libertinagem?
Voltando séculos atrás. Quando a igreja/religião cobriu o corpo da mulher, o pudor se acentuou; deixando então a mulher longe do próprio corpo, ela própria começa a se rejeitar e a se ver como objeto de pecado puro. Nesse ponto, o sexo é demonizado, a vagina só tem uma finalidade: reprodução. O verdadeiro tesouro da natureza e o símbolo da maternidade (seios, só depois), não pode ser relativo a prazer. A mulher foi criada para gerar outra vida, ela não pode usar dessa experiência para satisfação própria. Prazer é pecado e pecado é igual a inferno.
O útero tinha como principal característica pelos ditos “médicos” da época, ser algo amável e que conseguia atrair para si o prazer masculino, aproximando-se do pênis por um movimento precipitado, extraindo então sua semente para que a procriação fosse concebida. Com essa metáfora, uma bela e romântica visão da penetração, até faz parecer que essa ideia de sexo apenas para procriar, seja absolutamente linda.
Entretanto, nem todas as ideias era semelhantes essa, existiam comparações entre mulheres e animais, no caso fêmeas, óbvio – comparações que diziam que as fêmeas dos animais fugiam após o coito, já as mulheres não, pois elas aderiam a pratica para o deleite próprio, e não em beneficio da natureza e da propagação da espécie. Assim, a igreja identifica as mulheres como o mal sobre a terra, desde Eva.
O corpo feminino era considerado impuro. Veja: fluxo menstrual, placenta, líquido amniótico, secreções e dores do parto, pêlos púbicos. O que era mais ridículo, mas se formos considerar o pensamento da época, não dá pra falar muita coisa.
A depilação na época considerada algo apenas para pessoas consideradas descentes, assim. Ter pêlos púbicos era considerado erótico, era pecado. Depilar-se tirava todo o erotismo das partes íntimas, na época pentear e cachear (por incrível que pareça) os pêlos púbicos era algo apenas para prostitutas, afinal elas precisavam enfeitar o que era considerado mercadoria. Ou seja, para sedução, nada de depilação.
A mulher também foi considerada um grande mal apenas por sorrir, não há nada mais belo que um sorriso feminino. O homem sempre buscou descobrir qual era a causa de seu sofrimento, desde Eva, ele acredita que a culpa é da mulher, e agora, como não desconfiar de algo, ou ser, cujo maior perigo, consistia num belo sorriso?
Em 1559 temos uma descoberta fascinante feita por Renaldus Colombo: O clitóris. Segundo Colombo, ele havia descoberto a fonte do prazer feminino, porém, sempre porém, o clitóris na época, não foi considerado isso não. O clitóris foi considerado um “mini pênis”, o que só indicou para os fantasiosos e cientistas do período que a mulher e o homem tinham também os mesmo genitais – “comprovando”, por algum tempo, os estudos do século II de Galeano, que indicavam que a mulher não passava, no fundo, no fundo, de um homem com problema na formação dos órgãos genitais.
Assim, a vagina era um pênis ao avesso, o útero uma bolsa escrotal, ovários eram testículos. Ou seja, homossexualidade não existe, afinal somos todos apenas um sexo. Claro, segundo a lógica de Galeano.
A mulher de antigamente se cobria ao máximo. Isso tornava qualquer parte do corpo exposta um belo ponto erótico, até mesmo um tornozelo. A mulher se faz bela, se ninguém permite isso, a sociedade, mesmo não querendo, permitirá, como no caso do tornozelo. Os olhares mudam, a sedução aparece em vários lugares mínimos.
Quando aparecem as maquiagens, embelezamentos do rosto com pós e tintas brancas e vermelhas, com os cuidados da beleza do rosto, começa a história da higiene e por fim as roupas dentro do conceito da moda e do erotismo. Por que insistem em cobrir o que de fato é o maior objeto de desejo masculino? Por sedução. O pudor só aumentava a sedução, o pudor é a sedução.
Referência:  Mary Del Priore
http://fashionatto.literatortura.com/2013/11/11/a-seducao-e-o-corpo-da-mulher-atraves-dos-seculos/

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...