quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pesquisa explica por que os magros não engordam




Vale a pena ler esta pesquisa publicada no site terra, 27 de janeiro de 2009 • 16h40 • atualizado às 16h44



Por que, por exemplo, algumas pessoas parecem estar sempre comendo de tudo e não engordam? E por que outros indivíduos vivem constantemente de dieta e não podem perder peso? Um estudo realizado por um programa chamado "Horizon" do canal de TV BBC recrutou 10 voluntários para tentar responder a estas perguntas.
As 10 pessoas, todos magros e que nunca haviam realizado nenhum tipo de dieta, passaram quatro semanas devorando todas as pizzas, batatas fritas, sorvetes e chocolate que tinham vontade.
Nenhum deles poderia fazer exercícios físicos e deveriam caminhar o mínimo possível.
Durante as quatro semanas do estudo, os voluntários deveriam duplicar a quantidade de calorias ingeridas diariamente, que eram, em média, de 3,5 mil para as mulheres e 5 mil para os homens. A experiência foi vigiada pelo médico pesquisador Rudy Leibel, da Universidade de Columbia, em Nova York.
Segundo o cientista, todos temos um peso natural, biologicamente determinado e o nosso corpo faz todo o tipo de esforços para manter-se nesse peso, sejamos magros ou gordos.
"O organismo constantemente tende a tentar que voltemos ao peso corporal normal que nos corresponde", afirma o especialista.
Leibel diz, entretanto, que outros fatores influenciam no peso de um indivíduo. "50% se deve a nossos genes e outros 50% provavelmente se devam ao meio."
Resistência à gulaA experiência foi mais fácil para uns voluntários do que para outros. Os acostumados a fazer exercícios físicos ou praticar esportes tiveram muitas dificuldades em limitar o esforço físico.
"Comer muito sempre foi fácil para mim. Estou acostumado a comer mais do que o normal quando estou me preparando para uma corrida", diz Thomas Patel-Campbell, um atleta que participou do estudo. "Fui um de apenas dois voluntários que não ficaram doentes durante a experiência. Mas o que foi mais difícil para mim foi limitar-me a 5 mil passos ao dia", completa.
O menu típico dos participantes consistia em sobremesas, batatas fritas, guisado gorduroso etc. Muitos dos participantes não conseguiram manter a dieta e todas as semanas vomitavam. Para dois dos voluntários foi impossível consumir a quantidade de calorias prevista por dia.
Depois de quatro semanas, os 10 voluntários haviam aumentado entre 3,5 e 5,5 kg. Dos dois que não conseguiram cumprir a cota, um engordou apenas meio quilo e o outro baixou de peso.
Esses resultados, segundo o cientista, demonstram os diferentes comportamentos que o corpo humano pode assumir quando enfrenta um excesso de calorias.
Gene associado à obesidadeA resposta poderia estar nos nossos genes. Especificamente no chamado gene FTO, o primeiro gene associado à obesidade.
Estudos no passado mostram que os adultos que têm uma variante desse gene pesam, em média, mais do que aqueles que não têm o FTO.
Além disso, o FTO pode influenciar no apetite porque as pessoas que têm esse gene não sabem quando o estômago está cheio. E as que não têm resistem mais facilmente à comida.
Dr. Leibel acredita que em algumas pessoas, como aquelas que não conseguiram cumprir sua cota de calorias diárias, o apetite quase não se altera, mesmo que queiram comer mais ou que sejam obrigados a fazê-lo.
"Temos que pensar que é uma espécie de termostato e que cada pessoa tem um ponto fixo marcado" explica o Dr. Liebel. "Quando o peso é reduzido abaixo deste ponto, o organismo vai lutar para recuperar o peso que perdeu", ele acrescenta.
E mesmo que o excesso de calorias possa resultar em muitas pessoas em um aumento de peso, a aparência delas não parece alterar-se.
Isto acontece porque, em vez de gordura, o peso aumenta pelo aumento da massa muscular a mediada que a taxa metabólica aumenta.
A Dr. Carel le Roux, outra especialista que supervisionou o estudo, afirma que esta é outra razão pela qual as pessoas não parecem ganhar peso apesar de comer muito. "Estudos têm demonstrado que esta tendência de aumentar a massa muscular e não a gordura quando comemos em excesso é determinada geneticamente", explica ela.
E assim, graças aos seus genes, quando a experiência terminou os voluntários foram capazes de retornar ao seu peso normal sem dificuldade e sem realização de dietas rigorosas ou regimes.
Terra Argentina

FONTE http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3475831-EI8147,00-Pesquisa+explica+por+que+os+magros+nao+engordam.html





Enfim pensar estas questões é que vale a pena!!!! Comentem!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009


Nem sempre a maneira de tratar os corpos foi a mesma ao longo da história. O ideal de beleza sofreu suas transformações e o modo de encarar a gordura, também. Em seu livro Corpos de Passagem, Denise Bernuzzi de Sant’anna apresenta o dilema dos gordos na história (1995:20-21): Foram inúmeras as sociedades que acolheram com alegria a presença dos gordos e desconfiaram da magreza, como se esta expressasse um déficit intolerável para com o mundo. Magreza lembrava doença e o peso do corpo não parecia um pesar. Entretanto no decorrer deste século, os gordos precisaram fazer um esforço para emagrecer que lhes pareceu bem mais pesado do que o seu próprio corpo. Ou então foram chamados a dotar sua gordura de alguma utilidade pública, transformando-a, por exemplo, em capacidade de trabalho duro, ou em travesseiro acolhedor das lágrimas alheias... Como se os gordos precisassem compensar o peso do próprio corpo, sendo fiéis produtores de alegria e consolo. ...Há quem diga: um colo magro não é um colo; o abraço de um magro não aquece, nem conforta. Em outra passagem, Sant’anna nos relata a rejeição aos gordos e a admiração pelos magros : ...Apesar das agruras do magro, ele não contradiz o fascínio atual pela velocidade e pela transparência. Em algumas culturas pouco dadas à apreciação da gordura, a magreza torna-se solidária ao antigo imaginário da limpeza, constituído pelo fascínio diante da transparência e do repúdio perante a acumulação Nelas, o corpo magro evoca uma economia de tempo para quem aprecia: olha-se mais rápido um magro do que um gordo, diria um desses padres ou cientistas fascinados pela higiene.... Contemplar um gordo exige um tempo maior... Os corpos grandes lhe sugerem um abafamento de sons, a paralisia do olhar, o estancamento da agitação infantil (1995:22-23). O corpo passou a ser um valor cultural que integra o indivíduo a um grupo, e ao mesmo tempo o destaca dos demais. Ter um corpo “perfeito”, “bem delineado”, “em boa forma” consagra o homem e representa a vitória sobre a natureza, o domínio além do seu corpo, o controle do seu próprio destino. A gordura, a flacidez, o sedentarismo simbolizam a indisciplina, o descaso. As pessoas são culpadas pelo “fracasso” do próprio corpo. Nesta cultura, que classifica as pessoas a partir da forma física, a gordura passa a ser considerada uma doença, pois é preciso construir um corpo firme, bem trabalhado, ultramedido. Mais precisamente quanto ao corpo, Baudrillard afirma que temos uma sociedade doente: A ideologia de uma sociedade que se ocupa continuamente do indivíduo culmina na ideologia da sociedade que trata a pessoa como doente virtual. De fato, torna-se necessário acreditar que o grande corpo social se encontra muito doente e que os cidadãos consumidores são frágeis, sempre à beira do desfalecimento e do desequilíbrio para que em toda a parte, junto dos profissionais, nas revistas e nos moralistas analistas, se empregue o seguinte discurso “terapêutico (2005:177).“ A moda passou não só a ditar o que vestir, mas também que corpo exibir. Cada vez mais o discurso midiático da indústria da beleza ganha espaço na mídia. Não se encontra mais um padrão típico de mulher local, regional, ao folhear uma revista ou ao zappear a televisão. Nota-se um padrão único de mulher, com mediadas, cabelos, roupas e acessórios semelhantes, mundialmente .
Joana de Vilhena Novaes, em seu livro O Intolerável peso da Feiúra, resgata as idéias de Baudrillard (1990), que sugere um sujeito desvitalizado, sem referências, sem causa. O sujeito da Sociedade-Espetáculo, cuja a ambição é receber o reconhecimento social e ter lugar de visibilidade na cena social e analisa o que a disciplinarização do corpo representa: ..., o corpo ideal não diz respeito somente ao controle do peso e das medidas, revela também funções psicológicas e morais. A feiúra caracteriza, a um só tempo, uma ruptura estética e psíquica, da qual decorre a perda da auto-estima. Vale lembrar que a dimensão ética é também interrompida, pois se deixar feia é interpretado como má conduta pessoal, podendo resultar na exclusão do grupo social. Portanto, mudar seu corpo é mudar sua vida, e as intervenções estéticas decorrentes desse processo traduzem-se em gratificações sociais. (2006:73) Outra autora que coloca claramente a questão sobre o corpo e sua aceitação é Maria Rita Kehl. A autora fala sobre o corpo-imagem que o individuo apresenta ao espelho da sociedade e que vai determinar a sua felicidade, não por despertar o desejo ou o amor de alguém, mas por construir o objeto privilegiado do seu amor-próprio; a tão propalada auto-estima, a que se reduziram todas as questões subjetivas na cultura do narcisismo. (2004:175). E argumenta que a possibilidade de inventar um corpo ideal, com o auxílio de intervenções cirúrgicas, clínicas de estéticas e exercícios físicos, confunde-se com a construção de um destino, de um nome, de uma obra. É a dominação da natureza pelo homem.
Uma campanha italiana, veiculada na última semana de setembro de 2007, durante a Semana da Moda em Milão, apresenta uma modelo nua, curvada, que pesa apenas 31 quilos, sob os dizeres “Não Anorexia”. Foi criada pelo fotógrafo Oliviero Toscani, conhecido pelas polêmicas campanhas da Benetton nos anos 80 e 90, que usavam fotos abordando temas como Aids, guerra e racismo. Segundo Toscani: “Acho que isso pode ser o começo de um novo ciclo de publicidade, vamos ver o que acontece. Não são tantos clientes que possuem a coragem de fazer uma campanha como esta... Acho que se pode fazer algo interessante e tirar vantagens econômicas ao mesmo tempo”. A luta contra a anorexia é uma das prioridades do governo de Romano Prodi. Hoje, cerca de 2 milhões de italianos sofrem de anorexia e bulemia. A campanha contou com o aval do Ministério da Saúde.O principal jornal da Itália – Corriere della Sera – se recusou a estampar a foto. Porém após uma semana de veiculação nas ruas, foi retirada, com o argumento que a mesma agredia sociedade. Na França, os outdoors foram vetados. A justificativa era de que a imagem era imoral. A estilista Rafaella Curiel, participante da semana de moda em Roma, dispensou quinze modelos por excesso de magrezas. Ela justificou que trabalha com o tamanho 42 e recebeu modelos de tamanho de 36 e 38.
Aproveitando a semana do SPFW vale darmos continuidade ao assunto, registrando algumas noticias publicadas na semana passada.
fonte http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,
MUL962925-7084,00-DOIS+ANOS+APOS+MORTE+DE+MODELO+CENTRO+ANTIANOREXIA+DA+SPFW+NAO+SAIU+DO+PAPE.html

Dois anos após morte de modelo, centro antianorexia da SPFW não saiu do papel. Projeto previa construção de centro de reabilitação em parceria com a USP. São Paulo Fashion Week afirma que falta de verba emperrou a iniciativa.

Mais de dois anos após a morte por anorexia da modelo Ana Carolina Reston, o projeto de um centro contra distúrbios alimentares planejado entre a São Paulo Fashion Week e a Universidade de São Paulo ainda não saiu do papel. O psiquiatra Táki Cordás, responsável pelo ambulatório do Hospital das Clínicas da USP, reclama de descaso por parte da empresa responsável pelo evento. A organização da SPFW responde que espera apoio financeiro para transformar o projeto em realidade.

Ana Carolina morreu de infecção generalizada em novembro de 2006 aos 21 anos de idade. A modelo de 1,72 m de altura se recusava a comer, apesar de estar com apenas 40 quilos. “Quando a modelo morreu, todo mundo foi nos jornais para falar. As agências saíram dizendo que mudariam as regras, os eventos prometeram grandes iniciativas”, lembrou Cordás em entrevista ao G1 dada antes da última edição da São Paulo Fashion Week, em junho de 2008. “Esses programas de prevenção anunciados na época só serviram para fazer uma cortina de fumaça após a morte da modelo. Hoje, as meninas continuam morrendo”, afirmou o médico na ocasião. Nesta semana,
quando ocorre a edição outono-inverno 2009 do maior evento de moda do país , o G1 voltou a conversar com o psiquiatra, que informou que as coisas continuam na mesma. “Nunca mais [fui procurado]”, afirmou Cordás.O médico é quem responde pelo maior centro de tratamento de transtornos alimentares da América Latina – o Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares). No início de 2007, logo após a morte de Ana Carolina, ele foi procurado pela organização da São Paulo Fashion Week para ajudar a montar um centro de recuperação de pacientes com anorexia e bulimia. “É vergonhoso. Eu me dediquei a esse projeto, disponibilizei meus profissionais, montamos tudo e não deu em nada. Nem satisfação. Ficou por isso mesmo”, reclama o médico.

*****VALE DESTACAR O LIVRO DO MÉDICO PUBLICADO EM 2006 - WEINBERG, Cybelle e CORDÁS Táki A. Do Altar às Passarelas. Da anorexia santa à anorexia nervosa. São Paulo: Annablume******
Dando continuidade ao assunto sobre anti anorexia e o G1 - do SPFW , eis a matéria publicada no OESP , DO DR. TARKIS CORDÁS
"Palestras pontuais e atestados médicos não resolvem distúrbios alimentares'
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,palestras-pontuais-e-atestados-medicos-nao-resolvem-disturbios-alimentares,312514,0.htm
Carta aberta ao governador de São Paulo, José Serra
O Estado de S.Paulo
Táki Athanássios CordásCOORDENADOR DO PROGRAMA DE TRANSTORNOS ALIMENTARES DO INSTITUTO DE PSIQUIATRIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS - FMUSP
Ao contrário de epitáfios que dizem "não morreu em vão", a morte de Ana Carolina Reston e de outras meninas com anorexia nervosa, a não ser para as famílias, está relegada ao pó do sótão. O Instituto de Psiquiatria do HC possui o maior centro e a única enfermaria especializada da América Latina para o tratamento desses quadros. Quando da morte de Ana (em novembro de 2006) e da momentânea comoção nacional que causou, fomos convidados pela São Paulo Fashion Week a elaborar um projeto - pioneiro no Brasil - para o acompanhamento e prevenção dessas doenças. Não acredito em bom-mocismo. Isso apenas ocorreu porque nós, a Associação Brasileira de Psiquiatria e outros centros especializados fomos a público exigindo que a indústria da moda e as agências de modelo tomassem providências para proteger as adolescentes que querem seguir nessa carreira. Sabemos que a questão da moda é um dos fatores determinantes da doença, não o único, mas todas as pesquisas mostram que esta é uma população de elevado risco. Nossa equipe multidisciplinar elaborou um extenso programa de atendimento e apoio familiar. Tempo e dedicação foram colocados no projeto. Nunca mais fomos procurados pela SPFW. Palestras pontuais e atestados médicos não resolvem uma questão de tamanha complexidade. Senhor governador, a exemplo de políticos de outros países, como a Espanha e a Itália, sugiro que o senhor se engaje em propostas que proíbam modelos abaixo do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde de continuarem expostas a esse grave risco. "


O QUE INTERESSA É DARMOS CONTINUIDADE AO ASSUNTO E QUE ELE NÃO CAI NO ESQUECIMENTO. NÃO PODEMOS TER AS NOSSAS MULHERES MORRENDO DE FOME. NÃO ESTAMOS NA IDADE MÉDIA. ONDE AS PESSOAS VIVIAM SOBRE AS REGRAS E NORMAS DA IGREJA OU DEO SEU SR. FEUDAL. ISTO É: A MODA, A MÍDIA E A PUBLICIDADE NÃO PODE DITAR AS NOSSAS REGRAS DE COMPORTAMENTO E PRINCIPALEMNTE MEDIDAS.


domingo, 25 de janeiro de 2009

INAUGURAÇÃO CORPO FEMININO

Meu trabalho visa explorar as imagens e as representações do corpo brasileiro na publicidade impressa, em 1950, 1970 e 2000Busco analisar a linguagem da publicidade e seus exageros que levam a obsessão pelo corpo perfeito. Assim inauguro meu blog para dividir minhas reflexões com todos que desejarem participar...
O corpo passou a ser um valor cultural que integra o indivíduo a um grupo, e ao mesmo tempo o destaca dos demais. Ter um corpo “perfeito”, “bem delineado”, “em boa forma” consagra o homem e representa a vitória sobre a natureza, o domínio além do seu corpo, o controle do seu próprio destino. A gordura, a flacidez, o sedentarismo simbolizam a indisciplina, o descaso. As pessoas são culpadas pelo “fracasso” do próprio corpo. O tema corpo na sociedade atual mistura-se ao universo do consumo e movimenta o mercado, propiciando a venda de inúmeros produtos.
A mídia impressa, mais especificamente, a revista foi escolhida, por ter um forte contraste com a mídia eletrônica. Como possui um ritmo próprio, as revistas podem oferecer um grande número de informações detalhadas sobre os produtos e ainda comunicar com eficácia o imaginário do consumidor e do seu uso. Por terem um período de vida útil maior que os comerciais de televisão e que os anúncios de jornais, permitem ao fabricante trabalhar mais intensamente a construção de uma imagem desejada na mente do consumidor.
Escolhi a publicidade para ser analisada, como poderia escolher o conteúdo editorial das revistas, por seu meu objeto de estudo e de trabalho nos últimos vinte sete anos. Sou formada em comunicação social, trabalhei como publicitária de 1982 até 2002 e desde 1987 leciono comunicação em cursos de Graduação e Pós-Graduação. Outro fator que me levou a estudar as campanhas publicitárias que tem como objeto a construção, ou melhor, a solução para a obtenção de um corpo perfeito foi identificar um número pouco significativo de estudos sobre o corpo. Pode-se se encontrar um número maior de pesquisas sobre o corpo e a literatura, o corpo e a moda e o corpo e a mídia em geral. E por fim um terceiro fator foi: a preocupação constante em ser beleza, magra e perfeita que observo em minhas alunas e amigas Como mulher observo que assunto permeia os diálogos, os fatos, as atitudes, o dia-a-dia de todas elas. Assim por conviver com um número considerável de mulheres e presenciar diariamente esta obsessão, resolvi ir em frente e entender essas mulheres.
PRETENDO E INDICAR MUITOS LIVROS, ARTIGOS, DEBATES ASSIM SOLICITO A COLABORAÇÃO DE TODOS.
COMEÇO COM UM POUCO DA HISTÓRIA DA VAIDADE FEMININA



Formosas antepassadas:
2000 a.C – Unhas e lábios tingidos com um pó fino feito com pétalas e pistolos de flores. Para dar cor à face, era utilizada uma erva macerada de nome henna, até hoje usada na indústria da beleza, especialmente para tratar e tingir os cabelos.

Império Egípcio – As mulheres egípcias lavavam-se todas as manhãs com uma mistura de água e carbonato de cal, esfregando o corpo com pasta de argila extraída do lodo do Nilo. De tempos em tempos, todo o corpo era esfregado com pedras-pomes para esfoliar a pele, castigada pelo sol. O banho era seguido por uma massagem de óleo perfumado. Máscaras de ovo de avestruz com leite, argila, óleo, farinha e resinas se encarregavam de conservar a beleza do rosto, maquiado com um fino pó ocre que adquiria reflexos dourados. Os olhos eram sublinhados por traços alongados de cajal e coloridos com pó de malaquita ou turquesa, e os lábios coloridos com vermelho vegetal. No alto da cabeça uma pesada peruca de franjas era fixado um cone, com cera perfumada, cujas gotas escorriam com o calor. As veias das têmporas e seios eram reforçadas com pigmentos azuis e as mamas adornadas com pó dourado.

Grécia Antiga – Embora a maquiagem tenha sido proibida para as espartanas virtuosas – sendo privilégio das cortesãs-, a vaidade feminina não esmoreceu. A mulher helênica era instruída a cuidar da higiene interna e externa. Jejum regular, banhos freqüentes e exercícios físicos faziam parte da rotina, assim como a escovação dos dentes e a lavagem regular dos cabelos. Todo o corpo era esfregado com um instrumento chamado estrigilo, que servia para retirar o excesso de óleo utilizado na lavagem e também para ativar a circulação. Embora não colorissem o rosto com pinturas, as mulheres costumavam desenhar um traço em forma de arco no lugar das sobrancelhas, que eram geralmente muito finas e ralas. As gregas sucumbiram, por fim, à maquiagem e aos perfumes quando os bárbaros do Egito e da Ásia Menor passaram a rondar as portas dos gineceus.

Império Romano – No Império Romano havia 300 tipos de estilo de cabelo. Penteados esculturais, feitos a ferro, usados pela aristocracia grega (anelar, encaracolar, ondular e alisar). Também era usada a peruca, feita com cabelos naturais.
1299 – Usado o primeiro espartilho na corte do Rei Eduardo I. Espécie de dois em um, afinava a cintura e levantava o seio. Os quadris eram enfurnados com enchimento, estofos, anáguas, armações de arame chamadas anquinhas. Algumas alargavam a mulher nos lados outros a envolviam como um cone e outros, ainda, estufavam apenas a parte traseira do corpo.

1600 – Para clarear e dar uniformidade à pele do rosto, era usada alvaiade, aquela pasta branca adotada mais tarde pelos atores de teatro e, em especial, os palhaços.
Veneza, Firenze e Salerno competem nas técnicas e estilos e perfumação de corpos e cabelos. O conceito de estética capilar veneziano são horas de tratamento nos terraços expondo os cabelos ao sol e borrifando-os com um preparado clareador. O tom castanho avermelhado se tornou conhecido como “castanho veneziano”. O clareamento definitivo só seria inventado em 1818, pelo francês Luiz Thénard, que deu origem à moda das falsas louras, que resiste aos séculos.

1700 – No mundo ocidental, a limpeza da pele era feita com toalhinha de fibra de linho, ocasionalmente embebida em perfume.
1715 – Na França rebentaram tumultos porque o uso polvilho nos cabelos levou à escassez de comida. A acumulação de farinha para fins estéticos só teve fim com a Revolução Francesa, em 1789.

1800 – Desejando emanar um perfume agradável, as damas da sociedade francesa – que raríssimas vezes tomavam um banho completo - costuravam sachês recheados com flores secas na roupa. Os mais apreciados eram os de lavanda e pétalas de rosas.
Corpos rechonchudos eram belos. Inspiravam artistas como Matisse e Renoir.

Io-Iô da moda no século XX

Década de 10 – Pela alva, olhos profundos, esfumaçados de negro e pequenos corações vermelhos no lugar da boca, as musas dessa época eram miúdas e roliças como bonecas de louça. As mais sensuais eram chamadas vamps, uma versão reduzida da palavra vampiras.

Década de 20 – Transgressora e atrevida, a mulher imitou pela primeira vez a atitude do homem. Cortou o cabelo, passou a fumar em público e exibiu uma silhueta sem curvas em vestidos de corte reto e folgado.

Década de 30 – As divas do cinema ressuscitam o glamour feminino, mas se mantêm longilíneas. Os seios e os quadris, porém voltam a enfeitar os vestidos. Cabelos louros e ondulados emolduram rostos pálidos, misteriosos, de olhar distante, com sobrancelhas depiladas e redesenhadas a lápis.

Década de 40 – Sedução era palavra-chave nesses anos de voluptosas fêmeas de olhar penetrante. Os cabelos ganham todas as tonalidades e caem sobre a testa, chegando a cobrir parte do rosto. Os corpos curvilíneos – mas ainda delgados – são valorizados e falam tanto quanto ao rosto e os lânguidos de coqueteria ganham destaque, celebrizados pelo cinema noir.

Década de 50 – A beleza comportada do começo da década cedeu espaço a uma sensualidade explícita mas algo inocente ao final. Grace Kelly e Audrey Hepburn, as duas bonequinhas de luxo, abriram alas as estonteantes Marilyn Monroe e Brigite Bardot, com suas bocas de fruta madura e a ousada atitude de mostrar o corpo nu. As formas mignons se avolumaram, mas as cinturinhas de pilão se mantiveram intactas, cingidas por cintas elásticas.

Década de 60 – A beleza esquálida conquista definitivamente as passarelas, personificada na modelo inglesa Lesley Hornby, rebatizada Twiggy,, que significa galho frágil. Com a aparência de órfã desnutrida, ela inaugurou o padrão andrógino e adolescente de beleza. A magreza e a extrema juventude sobrevivem até hoje.

Década de 70 – Os ares da liberdade que varreram a sociedade ocidental se refletiram na imagem ideal das mulheres. Corpos bronzeados, cabelos ao vento, energia pulsando nas veias. O culto aos corpos modelados por exercícios ainda não está consolidado, mas se insinua na aparência saudável de quem vive em contato com a natureza.

Década de 80 – Nasce a mulher-maravilha, poderosa, alta (quem não for que se equilibre como puder em um salto 10), ombros largos recheados pelas ombreiras, músculos modelados pelos exercícios com peso praticados nas academias. Cirurgias plásticas, cosméticos, quase milagrosos e tratamentos estéticos de alta tecnologia roubam a cena e as dietas tornam-se rotineiras.

Década de 90 – Versões modernizadas das divas Hollywood, as supermodelos, viram ideal de beleza, Kate Moss, menos exuberante que as demais, ressuscitou a fragilidade física de Twiggy, desta vez com causa identificada: anorexia. A doença se alastra pelas passarelas, entre as bailarinas e adolescentes, assim como a bulimia. Segundo os médicos, essas disfunções têm relação direta com a compulsão estética de um corpo magro esti Formosas antepassadas:
2000 a.C – Unhas e lábios tingidos com um pó fino feito com pétalas e pistolos de flores. Para dar cor à face, era utilizada uma erva macerada de nome henna, até hoje usada na indústria da beleza, especialmente para tratar e tingir os cabelos.

Império Egípcio – As mulheres egípcias lavavam-se todas as manhãs com uma mistura de água e carbonato de cal, esfregando o corpo com pasta de argila extraída do lodo do Nilo. De tempos em tempos, todo o corpo era esfregado com pedras-pomes para esfoliar a pele, castigada pelo sol. O banho era seguido por uma massagem de óleo perfumado. Máscaras de ovo de avestruz com leite, argila, óleo, farinha e resinas se encarregavam de conservar a beleza do rosto, maquiado com um fino pó ocre que adquiria reflexos dourados. Os olhos eram sublinhados por traços alongados de cajal e coloridos com pó de malaquita ou turquesa, e os lábios coloridos com vermelho vegetal. No alto da cabeça uma pesada peruca de franjas era fixado um cone, com cera perfumada, cujas gotas escorriam com o calor. As veias das têmporas e seios eram reforçadas com pigmentos azuis e as mamas adornadas com pó dourado.

Grécia Antiga – Embora a maquiagem tenha sido proibida para as espartanas virtuosas – sendo privilégio das cortesãs-, a vaidade feminina não esmoreceu. A mulher helênica era instruída a cuidar da higiene interna e externa. Jejum regular, banhos freqüentes e exercícios físicos faziam parte da rotina, assim como a escovação dos dentes e a lavagem regular dos cabelos. Todo o corpo era esfregado com um instrumento chamado estrigilo, que servia para retirar o excesso de óleo utilizado na lavagem e também para ativar a circulação. Embora não colorissem o rosto com pinturas, as mulheres costumavam desenhar um traço em forma de arco no lugar das sobrancelhas, que eram geralmente muito finas e ralas. As gregas sucumbiram, por fim, à maquiagem e aos perfumes quando os bárbaros do Egito e da Ásia Menor passaram a rondar as portas dos gineceus.

Império Romano – No Império Romano havia 300 tipos de estilo de cabelo. Penteados esculturais, feitos a ferro, usados pela aristocracia grega (anelar, encaracolar, ondular e alisar). Também era usada a peruca, feita com cabelos naturais.
1299 – Usado o primeiro espartilho na corte do Rei Eduardo I. Espécie de dois em um, afinava a cintura e levantava o seio. Os quadris eram enfurnados com enchimento, estofos, anáguas, armações de arame chamadas anquinhas. Algumas alargavam a mulher nos lados outros a envolviam como um cone e outros, ainda, estufavam apenas a parte traseira do corpo.

1600 – Para clarear e dar uniformidade à pele do rosto, era usada alvaiade, aquela pasta branca adotada mais tarde pelos atores de teatro e, em especial, os palhaços.
Veneza, Firenze e Salerno competem nas técnicas e estilos e perfumação de corpos e cabelos. O conceito de estética capilar veneziano são horas de tratamento nos terraços expondo os cabelos ao sol e borrifando-os com um preparado clareador. O tom castanho avermelhado se tornou conhecido como “castanho veneziano”. O clareamento definitivo só seria inventado em 1818, pelo francês Luiz Thénard, que deu origem à moda das falsas louras, que resiste aos séculos.

1700 – No mundo ocidental, a limpeza da pele era feita com toalhinha de fibra de linho, ocasionalmente embebida em perfume.
1715 – Na França rebentaram tumultos porque o uso polvilho nos cabelos levou à escassez de comida. A acumulação de farinha para fins estéticos só teve fim com a Revolução Francesa, em 1789.

1800 – Desejando emanar um perfume agradável, as damas da sociedade francesa – que raríssimas vezes tomavam um banho completo - costuravam sachês recheados com flores secas na roupa. Os mais apreciados eram os de lavanda e pétalas de rosas.
Corpos rechonchudos eram belos. Inspiravam artistas como Matisse e Renoir.

Io-Iô da moda no século XX

Década de 10 – Pela alva, olhos profundos, esfumaçados de negro e pequenos corações vermelhos no lugar da boca, as musas dessa época eram miúdas e roliças como bonecas de louça. As mais sensuais eram chamadas vamps, uma versão reduzida da palavra vampiras.

Década de 20 – Transgressora e atrevida, a mulher imitou pela primeira vez a atitude do homem. Cortou o cabelo, passou a fumar em público e exibiu uma silhueta sem curvas em vestidos de corte reto e folgado.

Década de 30 – As divas do cinema ressuscitam o glamour feminino, mas se mantêm longilíneas. Os seios e os quadris, porém voltam a enfeitar os vestidos. Cabelos louros e ondulados emolduram rostos pálidos, misteriosos, de olhar distante, com sobrancelhas depiladas e redesenhadas a lápis.

Década de 40 – Sedução era palavra-chave nesses anos de voluptosas fêmeas de olhar penetrante. Os cabelos ganham todas as tonalidades e caem sobre a testa, chegando a cobrir parte do rosto. Os corpos curvilíneos – mas ainda delgados – são valorizados e falam tanto quanto ao rosto e os lânguidos de coqueteria ganham destaque, celebrizados pelo cinema noir.

Década de 50 – A beleza comportada do começo da década cedeu espaço a uma sensualidade explícita mas algo inocente ao final. Grace Kelly e Audrey Hepburn, as duas bonequinhas de luxo, abriram alas as estonteantes Marilyn Monroe e Brigite Bardot, com suas bocas de fruta madura e a ousada atitude de mostrar o corpo nu. As formas mignons se avolumaram, mas as cinturinhas de pilão se mantiveram intactas, cingidas por cintas elásticas.

Década de 60 – A beleza esquálida conquista definitivamente as passarelas, personificada na modelo inglesa Lesley Hornby, rebatizada Twiggy,, que significa galho frágil. Com a aparência de órfã desnutrida, ela inaugurou o padrão andrógino e adolescente de beleza. A magreza e a extrema juventude sobrevivem até hoje.

Década de 70 – Os ares da liberdade que varreram a sociedade ocidental se refletiram na imagem ideal das mulheres. Corpos bronzeados, cabelos ao vento, energia pulsando nas veias. O culto aos corpos modelados por exercícios ainda não está consolidado, mas se insinua na aparência saudável de quem vive em contato com a natureza.

Década de 80 – Nasce a mulher-maravilha, poderosa, alta (quem não for que se equilibre como puder em um salto 10), ombros largos recheados pelas ombreiras, músculos modelados pelos exercícios com peso praticados nas academias. Cirurgias plásticas, cosméticos, quase milagrosos e tratamentos estéticos de alta tecnologia roubam a cena e as dietas tornam-se rotineiras.

Década de 90 – Versões modernizadas das divas Hollywood, as supermodelos, viram ideal de beleza, Kate Moss, menos exuberante que as demais, ressuscitou a fragilidade física de Twiggy, desta vez com causa identificada: anorexia. A doença se alastra pelas passarelas, entre as bailarinas e adolescentes, assim como a bulimia. Segundo os médicos, essas disfunções têm relação direta com a compulsão estética de um corpo magro estipulado às mulheres da virada do século.
Fonte: ULLMAN, Dora. O Peso da Felicidade (Ser magro é bom, mas não é tudo). Porto Alegre: RBS Publicações, 2004.

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...