segunda-feira, 29 de março de 2010

Morte de Armando Nogueira - O Jornalista: A Arte de Contar palavras


Jornalista e comentarista esportivo faleceu por volta das 7 horas da manhã desta segunda-feira na Lagoa,Zona Sul do Rio de Janeiro. Lutava contra a doença desde 2007.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
O jornalismo brasileiro está de luto. Quem gosta de esporte, então, começa a semana com tristeza ainda maior.Morreu na manhã desta segunda-feira, dia 29, o ex-diretor da Central Globo de Jornalismo e comentarista esportivo Armando Nogueira, aos 83 anos. Foi por volta das 7 horas em seu apartamento na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro, vítima de câncer no cérebro. Sofria desde 2007, quando descobriu a doença.
O velório ocorre no salão Armando Nogueira, no Estádio Maracanã, e o enterro está marcado para o meio-dia desta terça, dia 30, no cemitério São João Batista, em Botafogo, também na Zona Sul do Rio.
HOMENAGENS - Vários jornalistas e ex-colegas começaram a manifestar suas condolências logo após saberem da notícia. “Foi sem dúvida um dos mais brilhantes jornalistas esportivos do Brasil em todos os tempos. Está naquela galeria que tem Nelson Rodrigues, por exemplo”, diz o gaúcho Rui Carlos Ostermann, que trabalhou com Nogueira na Rede Globo.
Biografia

Armando Nogueira nasceu no Acre e foi para o Rio de Janeiro com 17 anos, onde se formou em direito. A carreira de jornalista começou em 1950, no jornal Diário Carioca. Foi repórter, redator e colunista.
Ao longo dos 60 anos de carreira, passou também pela Revista Manchete, O Cruzeiro e Jornal do Brasil. Trabalhou ainda na Rede Bandeirantes, e atualmente estava no SportTV, onde apresentava o programa Papo Com Armando Nogueira. Na rádio CBN participava do CBN Brasil.
Escreveu textos para o filme Pelé Eterno (2004) e é autor de dez livros: Drama e Glória dos Bicampeões (em parceria com Araújo Neto); Na Grande Área; Bola na Rede; O Homem e a Bola; Bola de Cristal; O Vôo das Gazelas; A Copa que Ninguém Viu e a que Não Queremos Lembrar (em parceria com Jô Soares e Roberto Muylaert), O Canto dos Meus Amores; A Chama que não se Apaga, e A Ginga e o Jogo.
JORNAL NACIONAL – Nogueira era diretor da Central Globo de Jornalismo quando da criação do Jornal Nacional, em 1969. O atual editor-chefe do telejornal diz que aprendeu com ele o ofício. “Era um gigante do telejornalismo”, define William Bonner.

Com informações do Portal G1 e rádio Gaúcha
http://novohamburgo.org/site/destaques/2010/03/29/jornalismo-em-luto-aos-83-anos-armando-nogueira-morre-vitima-de-cancer/


O GLOBOESPORTE.COM selecionou algumas pérolas do grande jornalista:
O Rei e a bola :"Pelé é tão perfeito que se não tivesse nascido gente, teria nascido bola
Mané e o drible :"Para Mané Garrincha, o espaço de um pequeno guardanapo era um enorme latifúndio."
Perfeição :“A tabelinha de Pelé e Tostão confirma a existência de Deus
Habilidade :"No futebol, matar a bola é um ato de amor. Se a bola não quica, mau-caráter indica."
Humor "Anúncio: troco dois pés em bom estado de conservação por um par de asas bem voadas."
Crítica :"Os cartolas pecam por ação, omissão ou comissão"
Ídolos :"Heróis são reféns da glória. Vivem sufocados pela tirania da alta performance
Enciclopédia :"Tu, em campo, parecias tantos, e no entanto, que encanto! Eras um só, Nílton Santos"
Futebol total :"O passe é devoção; o drible, inspiração.”
O gol : “Gol de letra é injúria; gol contra é incesto; gol de bico é estupro."

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1548994-9825,00-DEZ+FRASES+INESQUECIVEIS+DO+MESTRE+ARMANDO+NOGUEIRA.html

domingo, 28 de março de 2010

Diretor de cinema procura mulheres sem silicone em Hollywood

 Fonte http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/donnadc/19,0,2852713,Diretor-de-cinema-procura-mulheres-sem-silicone-em-Hollywood.html

Rob Marshall pediu a agências de elenco por modelos de peito natural

TRÍSSIA ORDOVAS
O diretor do quarto filme da série Piratas do Caribe, Rob Marshall, andou divulgando um pedido incomum às agências de elenco de Los Angeles: "procuram-se modelos lindas e em forma. É necessário medir entre 1m70cm e 1m72cm e vestir tamanho 4 ou 6, nem maior, nem menor. Idade entre 18 e 25. Precisa ter o corpo magro de uma bailarina. E seios de verdade. Não envie seu currículo se você tem silicone".

O pedido é meio estranho, né? O diretor garante que vai fazer um teste (de que tipo?) para detectar as próteses e que elas aparecerão, por mais naturais que possam parecer. Vale lembrar que a protagonista Keira Knightley (foto ao lado) é uma das mais despeitadas beldades hollywoodianas. É que na época em que a película foi rodada, ainda não existiam os peitões turbinados.

sábado, 27 de março de 2010

carta da mulher que ignora o corpo

PARA LER É PENSAR
Carta IV - (da mulher que ignora o corpo)
FONTE: http://eraparasercancao.blogspot.com/2010/03/carta-iv-da-mulher-que-ignora-o-corpo.html


o céu está limpo, as estrelas parecem colaborarem para mais um noite. visto-me de nudez e provocação... tenho toda a calçada e todo os desejos dos homens. meu corpo, inda juventude, sabe de fingimentos, sobrevive a tantos gozos sem gozar, conserva-se alheio para a chance de se descobrir um dia.
a brisa eriça a minha pele morena, essa morenice antepassada, sobrevivente de tantos preconceitos. os meus seios ainda não estão maduros, mas foram inúmeras vezes provados. salientes no bustiê bege e com decote desinibido, atiça o transeunte feito de fantasia. as curvas, o quadril, as pernas alongadas, inda mais pelo salto, são convites expostos para todos... para os meninos que não sabem da artimanha do sexo, para os homens infiéis, para os senhores cansados de suas esposas tagarelas e recatadas, para as mulheres que desejam o carinho de outra mulher.
resume-se ao corpo todo o desejo. meu nome pode ser qualquer um, o nome que desejares eu tenho, a mulher que desejares eu sou, a posição que quiseres eu aceito e o que pedir eu faço, mas não se engane, não confunda, não me tens, não tens o brilho de meus olhos, nem o meu pulsar, nem os meus sonhos. tens a tua fantasia e a minha necessidade, nada mais. se desejas que eu seja tua, agora, serei, mas apenas enquanto o teu dinheiro puder te permitir meu dono.
a minha carne é igual a tua, também sei de sentimentos, de alegrias e tristezas, defino as coisas que parecem ser, das coisas que realmente são. em cada abuso teu um frio na alma. sinto-me coisa tão inútil quanto a ti, vazo vazio, porcelana medíocre que não se tem o cuidado do tato, carne rasgada e, murada feita para ser transposta. permito-te a ilusão mas não te dou a minha que é muito mais simples, sem necessidades de paisagens de primaveras, de cenas de filmes com finais felizes.
queria apenas não existir no teu caminho, não existir no teu reparar e que fosse eu a descobrir a ti.
Postado por daufen bach. às 18:29

Marcadores: Cartas

Mulheres X exercícios físicos

sexta-feira, 26 de março de 2010


Atividade Física e Mulheres

Exercícios praticados de forma moderada por 60 minutos diários, são os maiores responsáveis pela manutenção da forma física e consequente combate ao sobrepeso quando relacionados ao sexo feminino. Da mesma forma foi comprovado que exercícios em menores quantidades e intensidades maiores não obtém resultados tão satisfatórios nestes aspectos.



Combinação > Corrida + Musculação



Estudos feitos em Universidades americanas e corroborados no Brasil por 13 anos, analisaram cerca de 40 mil americanas com média de idade entre 30 e 54 anos , as participantes mantiveram suas dietas habituais. No início do estudo, 50% das mulheres faziam menos de 150 minutos por semana de atividade física moderada, 22% faziam mais de 420 minutos, e o restante tinha um nível de atividade intermediário entre esses dois primeiros grupos. Apenas 13% das mulheres começaram o estudo com peso normal e conseguiram chegar ao final sem sobrepeso ou obesidade. Essas mulheres tiveram uma média de atividade física semanal de 420 minutos, 60 minutos por dia.



Estima-se que 40% dos brasileiros adultos apresentam excesso de peso, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 conduzida pelo IBGE. Emagrecer já é uma tarefa difícil, e a manutenção do peso após alguns quilos perdidos é mais difícil ainda. O melhor negócio é não deixar o peso se acumular com o passar do tempo, e essa é uma equação teoricamente simples: não podemos ingerir mais calorias do que gastamos. Na prática, é importante que as pessoas tenham em mente o quanto de atividade física é necessária para controlar o peso.



Além disto foi comprovado pelo mesmo estudo que no tocante a prevenção de doenças vasculares como o derrame cerebral e infarto do miocárdio, assim como prevenção de doenças crônicas e degenerativas, a recomendação de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada é a mais amplamente difundida. É isso que a Associação Americana do Coração e o Colégio Americano de Medicina do Esporte preconizam, mas não definem se essa quantidade de atividade física é suficiente para evitar ganho de peso. Já o Instituto de Medicina dos Estados Unidos recomenda, desde o ano de 2002, a realização de 420 minutos de atividade física moderada por semana para evitar que adultos entrem na faixa de sobrepeso ou obesidade.



As evidências científicas que embasam essa recomendação têm sido questionadas, mas o atual estudo reforça com metodologia impecável essas diretrizes do Instituto de Medicina. É importante ressaltar que os resultados da pesquisa ainda revelam que, para as mulheres com sobrepeso ou que estão obesas, os 60 minutos diários de atividade física não são suficientes para alcançar um peso normal. Estas precisam realmente fazer uma dieta de restrição calórica e uma rotina de exercícios diferenciada.



Corrida e o corpo feminino



Muitas mulheres se sentem inseguras ao começar a praticar a corrida , isto é decorrente de diversos mitos e boatos infundados a respeito desta modalidade física e como ela afeta suas praticantes.

Alguns mitos que são amplamente divulgados em relação ao desenvolvimento do corpo feminino influenciado pelo ato de correr são totalmente infundados . Algumas mulheres se perguntam se com a corrida o seu físico ficará igual ao das maratonistas profissionais, muito magras ou se glúteos e peitos irão cair por causa da atividade. Outra pergunta também surge: será que a corrida vai me deixar flácida?



Antes de tudo é preciso ter consciência que só o excesso (atletas profissionais que vivem do esporte) poderia trazer esse tipo de resultado na estética do corpo feminino. Nesses casos o corpo seca muito e acaba mudando, causando até o envelhecimento precoce. Para a imensa maioria feminina, a corrida só deixa o corpo mais bonito, mais magro e delineado, ainda mais se aliar o exercício com a musculação.



Notadamente a corrida colabora para manutenção do peso corporal e consequente redução do percentual de gordura do corpo feminino , quando aliada a musculação os resultados tendem a ser potencializados , pois os benefícios decorrentes dos trabalhos contra-resistência como aumento de massa magra , fortalecimento de articulações entre outros estão intimamente relacionados a melhora da estética feminina.

Um corpo treinado tem seus parâmetros estéticos e de saúde caminhando paralelamente , observamos nos praticantes das duas modalidades de forma inter-relacionada a melhora da pressão arterial , redução do colesterol ruim , estabilização do ritmo cardíaco só para citar alguns dos benefícios mais importantes da prática das atividades acima.

Não pense que é necessário ser um(a) maratonista ou mesmo passar horas na academia , todos os benefícios das duas modalidades já podem ser observados por pessoas que praticam as mesmas duas a três vezes por semana por algo em torno de 60 minutos.
Então mexa-se procure um bom profissional para lhe orientar e aproveite o melhor de duas modalidades simples e que lhe proporcionarão grandes resultados.

Mulher morre durante cirurgia plástica em Porto Alegre

CUIDADO A SAGA DA MORTIFICAÇÃO CORPORAL CONTINUA

Redação CORREIO http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=54260&mdl=27

Uma promotora de eventos de 29 anos morreu, na tarde desta quarta-feira (24), durante a realização de uma cirurgia para implante de silicone e de lipoaspiração em uma clínica particular em Porto Alegre. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, a vítima teria sofrido complicações cardíacas durante o procedimento.
A chefia de investigação da Delegacia de Homicídios, que vai apurar o caso, informou que o médico responsável pela cirurgia e outros dois profissionais que estavam na sala de cirurgia prestaram esclarecimentos preliminares. Segundo a polícia, eles teriam dito que perceberam a queda dos batimentos cardíacos da paciente. Ainda de acordo com polícia, eles teriam declarado que tentaram fazer a reanimação por cerca de uma hora, mas não conseguiram.
A promotora de eventos foi até a clínica acompanhada da irmã, que estava em uma sala de espera. O corpo da vítima foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Porto Alegre, onde um exame deve determinar as causas da morte. O laudo deve ficar pronto em até 30 dias.



terça-feira, 23 de março de 2010

Cuidado : modelo uma profissão perigosa para as meninas

Cidade
Mulher - UMA PROFISSÃO PARA MENINAS
Mercado de trabalho Mundo das modelos atrai jovens cada vez mais cedo em Ribeirão
RENATO VITAL
Gazeta de Ribeirão

Para alcançar o sonho de desfilar nas passarelas, muitas meninas começam a carreira de modelo muito antes de completar a maioridade. As opções de trabalho para essa área são amplas. Além das passarelas, as modelos podem trabalhar em propagandas, recepção de eventos e vários outros cargos que exploram principalmente a beleza das profissionais.
Segundo a empresária Irene Oliveira, que possui uma agência de modelos, a procura de garotas interessadas em trabalhar na área não para de crescer. “Durante o nosso primeiro mês de funcionamento foram cadastradas cerca de 40 modelos que se colocaram à disposição para trabalhar em diversas áreas”, disse. Irene conta que trabalha com modelos infantis, jovens e adultos. “Nós temos também modelos contratados que são de outras cidades da região”, disse.
Apesar de ter apenas 15 anos, a estudante e modelo Amanda Cristina Igual já atua há um ano e meio naárea e realizou diversos trabalhos. “Nunca tinha pensado em ser modelo. Um dia ganhei um book e fui atrás por incentivo da fotógrafa”, disse. Apesar do deslumbramento que a profissão pode causar, Amanda alerta que a vida de modelo não é fácil. “É difícil como qualquer outra área. É preciso enfrentar situações diferentes e ter jogo de cintura para lidar com isso”, contou.
Em casos como o de Amanda, que é menor de idade, os pais precisam assinar uma autorização para que a garota comece a trabalhar. A psicóloga Ana Laura Morais Martinez explica que antes de tudo é importante que a pessoa certifique-se que seguir essa carreira é uma desejo dela. “Há muitos pais que empurram as filhas para a profissão. Isso não pode acontecer”, alertou.
A comerciante Alessandra Vernille Igual, mãe de Amanda, precisou mudar de profissão para dar o devido apoio à filha. “Abri minha própria loja. Tinha que fazer meus horários para ajuda-la. É uma doação”, disse. Alessandra explica que o mais complicado é conciliar os horários da escola de sua filha. “Ela não pode ficar faltando às aulas.”
Atenção é indispensável
A psicóloga Ana Laura explica que é importante que as agências de modelos tenham um acompanhamento psicológico para as profissionais. “A pressão e a correria do dia-a-dia podem acarretar diversos problemas emocionais. A garota pode até desenvolver bulimia ou anorexia devido esse culto ao corpo”, disse. Ana conta que esses distúrbios devem ser observados principalmente pela família. A modelo Amanda Igual conta que ao chegar em casa depois de um de seus trabalhos começou a chorar. “Foi uma semana inteira de desfiles. Eu trabalhei muitas horas seguidas, e ainda tinha a escola. Foi difícil, mas consegui superar”. (RV)

fonte: http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1678380&area=92020&authent=A934B882105300108DB31980EAB91B

Mãe escreve sobre anorexia da filha em Portugal

Jornal de Noticas no Porto
Sociedade
Mãe em luto escreve livro para consolarExperiência de perda é contada em"Sem Ti, Inês" para lidar com essa dor

2010-03-18 - EDUARDA FERREIRA

Perdeu a filha quando ela tinha 15 anos. Ana Granja foi escrevendo logo desde o começo da doença de Inês e passou para o papel as emoções da primeira fase do luto. O livro que daí resultou, espera a autora, irá ajudar pais atingidos pelo mesmo sofrimento.
"Sem Ti, Inês" nasceu da necessidade de entender a dor trazida pela doença e pelo rápido desaparecimento de um ser jovem a que se está ligado pelo laço da maternidade. Ana Granja, que vê hoje à noite a sua obra apresentada na Quinta de Bonjóia, no Porto, afirma ao JN que a guiou a "clara motivação de auto-ajuda, primeiro, depois a necessidade de extravasar emoções e, por fim, a vontade de partilhar e ajudar" quem tenha sido atingido por uma dor igual.
"Perder um filho é completamente anti-natural, é uma inversão do que supomos ser a lógica da vida", diz-nos esta mãe que se mantém "na condição de luto", tentando, conforme descreve, "seguir em frente apesar das marcas irreversíveis da morte". Ana Granja, professora de Filosofia, recorda que encontrou "muito consolo na poesia" e nos esforços para conviver com a dor, procura aliar agora as facetas da sua experiência na preparação de uma trabalho de doutoramento sobre o papel da escola no apoio a alunos em processo de luto.
Com esse trabalho, a autora pretende preencher também um vazio na abordagem do tema no mundo educativo, já que aquele tem merecido mais estudos à luz da psicologia e da saúde. De qualquer modo, são estudos ainda pouco numerosos já que, reconhece Ana Granja, "a nossa sociedade lida muito mal com a morte, o luto e o sofrimento, sendo tudo mais direccionado para o bem-estar e a alegria".
Sobre o livro que hoje é apresentado publicamente, Ana Granja afirma ao JN que "ali está o meu sofrimento e acredito que outras mães em luto se reconfortem com o que descrevo, para que não estejam sozinhas neste caminho tão devastador".
A autora de "Sem Ti, Inês" viu, em seis meses, desaparecer-lhe a filha, por uma anorexia que a deixou vullnerável a uma pneumonia. Mas, sublinha Ana Granja, "com outra doença o livro existiria na mesma".





Portugal pede corpos com formas



Já começa incomodar as modelos tão magras em Portugal...
Moda nacional começa a querer corpos com formas

JORNAL O CARTAZ
por CATARINA VASQUES RITO
15 Março 2010

A anorexia é um fantasma no mundo da moda, principalmente das manequins. Em Portugal continua a não ser um tema discutido profundamente
O mundo da moda viu-se forçado, há uns anos, a lidar com um facto até então pouco discutido: a anorexia. Esta doença, que pode levar à morte quando não tratada a tempo, é um fantasma entre manequins, mais nas mulheres do que nos homens. Isto é, a pressão exercida pelas medidas certas e o peso ideal provoca em muitas jovens, que querem singrar nesta profissão, a tomar medidas, por vezes drásticas, em relação à sua alimentação.
Recentemente, no Brasil, após a Semana da Moda de São Paulo, este assunto voltou a ser abordado por se ter constatado que muitas manequins, que estavam a desfilar, eram magras de mais. Na Europa, nomeadamente em Es- panha, medidas de controlo foram tomadas há três anos, exigindo que todas as raparigas antes dos desfiles fossem pesadas para perceber se estavam abaixo do seu peso. Em Portugal, não tem havido uma discussão sobre este assunto, porque não surgiram, que se conheça, casos suficientes para justificar medidas mais drásticas.
Andressa Borba, 17 anos (faz 18 em Julho), é brasileira (Curitiba) e trabalha como manequim há três anos. "Este é um tema que nunca me preocupou em demasia. Tenho cuidado com o meu corpo como um todo. Para ter uma saúde sã é preciso tratar da pele, do cabelo e claro da alimentação, mas como o que gosto, sem exagerar porque não é positivo para o meu bem-estar. Tem de existir um grande equilíbrio mental para conseguirmos estar nesta profissão e para não nos deixarmos afectar pelas pressões das agências. Pessoalmente, só uma vez é que foi pedido para perder mais alguns quilos e foi em Paris, onde acho que exageram um pouco", confessa ao DN esta jovem que gostaria a vir a trabalhar como fotógrafa ou publicitária.
"Nos seis anos em que trabalho como manequim nunca me foi pedido para emagrecer. Nós, os homens, temos menos pressão nesse sentido, desde que se cumpra o peso referido no book. Claro que se um manequim diz pesar normalmente 76 quilos e depois aparece para um trabalho com mais cinco ou seis quilos, vai-lhe ser pedido para emagrecer. Mas acho que a pressão nas mulheres é realmente grande nesta área, porque as roupas são feitas em tamanhos muito pequenos", salienta Jonathan Sampaio, ao DN, um dos manequins portugueses com mais sucesso além-fronteiras.
Hélio Bernardino, director-geral da Agência Elite Lisbon, afirma que nunca se deparou com um caso de anorexia nos vários anos em que trabalha neste universo. "A anorexia é realmente um problema, mas nos vários anos de profissão que tenho nunca me deparei com um caso. Conheço situações destas, poucas, mas de raparigas fora da moda. Acho que a questão de nunca termos abordado com profundidade esta questão é porque não temos situações de risco. Existem de facto manequins muito magras, algumas durante estas alturas das semanas de moda têm uma alimentação mais regrada, mas muitas vezes deve-se ao facto de quererem poupar dinheiro. Claro, que como responsável de uma agência de modelos tenho de estar atento. No entanto, é importante frisar que a situação tende a mudar, a moda das manequins muito magras está a ser alterada. Vai começar a surgir a mulher com uma imagem mais saudável, brilho no olhar, mais chegada à realidade", frisa.
No último desfile da Louis Vuitton, em Paris, foi isso mesmo que aconteceu. As manequins eram fisionomicamente diferentes, eram detentoras de corpos com mais formas, mais volumosas, até gordinhas. E o falatório tem sido grande pela aposta feita pela marca em mudar o tipo de imagem da mulher que está a desfilar, indo mais ao encontro dos corpos ditos normais (reais) femininos.

Mulher diretora de cinema conquista Oscar pela primeira vez na história

Magazine
Marco. Conquista da diretora no Oscar faz refletir sobre o papel da mulher na história do cinema
Caminho aberto por Bigelow
MANOHLA DARGIS - THE NEW YORK TIMES

LOS ANGELES, EUA. A vitória dupla de Kathryn Bigelow no Oscar de melhor direção e melhor filme por "Guerra ao Terror" não conseguiu somente trespassar o teto de vidro aparentemente blindado da indústria cinematográfica norte-americana. Ela também conseguiu desmantelar estereótipos sobre quais tipos de filme as mulheres podem e devem dirigir. Esse feito foi histórico e estimulante, especialmente para as mulheres que fazem filmes e as mulheres que assistem a filmes - dois grupos que frequentemente são ignorados e injustiçados em uma indústria na qual a maioria das películas tem homens como estrelas e é feita por e para homens. É muito cedo para saber se esse momento será transformador - mas, quer saber, é bom demais.
Independentemente se são fonte de repugnância ou risos, o Oscar é um importante destaque cultural e, agora, talvez mais do que nunca. Todos os espectadores da cerimônia de entrega do Oscar podem não ser compradores de entradas para os cinemas, mas, quando eles assistiram à transmissão deste ano, eles ouviram a notícia espantosa, chocante, enervante ou desinteressante (escolha seu grau de comprometimento) de que Bigelow foi a primeira mulher em 82 anos de Oscar a ganhar o prêmio de melhor direção.
As discussões reais sobre a política sexual não costumam entrar em pauta durante a interminável "temporada" do Oscar, motivo pelo qual sua simples indicação foi quase tão importante quanto sua vitória dupla.Mesmo antes do anúncio das indicações em 2 de fevereiro, enquanto ela recebia prêmio atrás de prêmio, incluindo a honraria do Sindicato dos Diretores, as pessoas que normalmente não falam sobre mulheres e cinema comentavam sobre essa mulher e o cinema. Incomumente, a questão de diretoras mulheres trabalhando - embora elas raramente tenham trabalho no cinema - estava sendo discutida nos jornais e nos sites. Isso foi feito sem acusações de politicamente correto, expressão que muitas vezes é dita para silenciar aqueles com reclamações legítimas. As palavras "filme" e "feminismo" não apareciam tantas vezes na mesma frase desde quando "Thelma & Louise" agitou a cultura quase duas décadas atrás.
Thelma e Louise não precisaram carregar o livro "O Segundo Sexo" para confirmar suas credenciais como inspirações feministas; a forma como os espectadores receberam as personagens provou que elas eram feministas.O mesmo vale para Bigelow, que não gosta de falar sobre ser um marco feminista - ela nem precisa, por ser um marco há décadas. Tampouco precisa falar sobre o papel como diretora mulher. A recusa em comentar, junto com os tipos de filme que ela faz, nem sempre agrada a algumas pessoas. Como Thelma e Louise, Bigelow não aceita se comportar do jeito que acham que ela deveria.
Uma matéria crítica sobre a diretora no site Salon.com intitulada "Kathryn Bigelow: Feminist Pioneer or Tough Guy in Drag?" (Pioneira do Feminismo ou um Cara Durão em Pele de Mulher?) expõe algumas das questões em jogo. O centro da crítica da autora, Martha Nochimson, é a acusação de que Bigelow e sua técnica "magistral" são elogiadas enquanto Nancy Meyers e Nora Ephron enfrentaram o "descaso sumário". As diferenças entre a forma como elas foram recebidas, escreveu Martha, "revelam uma suposição insustentável de que o estilo de filmagem viril para as situações fragmentadas e de risco de morte dos filmes de guerra é naturalmente superior à técnica apropriada para as situações orgânicas e ratificadoras da vida que são típicas da comédia romântica".
ENFIM UMA MULHER ENTRA PARA A HISTORIA DO CINEMA SEM MOSTRAR O CORPO.

FONTE> jORNAL O TEMPO
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/IdEdicao=1603&IdCanal=4&IdSubCanal=&IdNoticia=136363&IdTipoNoticia=1






sexta-feira, 19 de março de 2010

Japão é processada por supostamente demitir funcionários feios, gordos e velhos



A Prada está enfrentando um processo no Japão porque a gerente geral das unidades japonesas, Rina Bovrisse, está acusando a marca de discriminar funcionários considerados feios, gordos ou velhos.

Segundo ela, o CEO da Prada Japão, Davide Sesia, teria voltado de um tour pelas 40 lojas da grife espalhadas pelo país em maio de 2009 e ordenado que ela demitisse cerca de 15 empregados que se encaixavam na descrição acima ou não tinham "o visual Prada".

Um pouco depois, em dezembro do mesmo ano, ele teria pedido que ela emagrecesse e mudasse o cabelo porque estava "envergonhado da feiúra dela e não queria que os visitantes da Itália a vissem", diz o processo. Logo em seguida, Rina foi demitida. Nem a Prada, nem a ex-gerente, comentam o caso.

PODE UMA COISA DESSA??? SALVEM OS CORPOS
http://www.chic.com.br/moda/noticia/prada-no-jap-o-processada-por-supostamente-demitir-funcion-rios-feios-gordos-e-velhos

quinta-feira, 18 de março de 2010

Associação em defesa dos obesos, protege a "Preciosa"

Fonte: http://www.abril.com.br/blog/dieta-nunca-mais/2010/03/associacao-em-defesa-dos-obesos-quer-que-preciosa-mantenha-seu-peso/

Depois da notícia de que uma empresa se ofereceu para encaminhar kits de emagrecimento para a atriz de “Preciosa”, Gabourey Sidibe, com a justificativa de que ela precisa, não só ser mais saudável, mas também emagrecer caso queira ganhar um Oscar, uma nova companhia se manifestou. Dessa vez, foi a NAAFA (Association to Advance Fat Acceptance), um grupo que estimula pessoas obesas a se aceitarem.


Uma porta-voz da associação afirmou que não se pode, apenas olhando o corpo de alguém, dizer se essa pessoa é saudável ou não. “Sucesso vem em diferentes tamanhos”, declarou. A postura da primeira empresa, que deixou claro a opinião de que só magros ganham prêmio foi absolutamente errada.
Mas vale lembrar que, em muitos casos, a simples medição da circunferência abdominal pode indicar quão saudável seu corpo está. Segundo pesquisas, mulheres com medidas abdominais acima de 80 cm – aproximadamente – têm mais chance de sofrer com pressão alta, diabetes e outras doenças ligadas ao sobrepeso.

Toda a refeição éa última ceia para os gordos....Gikovate

http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=7&idnot=19601
Toda refeição é a "última ceia" para os gordos, diz psiquiatra e autor best-seller
Psiquiatra Gikovate diz que gordos devem agir como magros
FOLHA ONLINE
O que leva alguém a comer até não poder mais, a exagerar nas pizzas, nos chocolates e em todo o resto? É só entender o pensamento de um gordo: ele sempre pensa em adotar uma dieta extremamente severa logo após a próxima refeição e, por isso, decide mergulhar em uma avalanche de calorias para aproveitar a "última" oportunidade.
Essa é a opinião do psiquiatra Flávio Gikovate, que já vendeu aproximadamente 1 milhão de exemplares de seus 29 livros (o 30º, sobre sexo, será lançado em julho deste ano pela MG Editores).
Em entrevista à Livraria da Folha, o autor de "Deixar de Ser Gordo" (MG Editores) diz que, nestes casos, "toda refeição é uma espécie de 'última ceia'", ideia que provoca tendência ao consumo exagerado. "A reeducação alimentar é o caminho, até porque as dietas restritivas são ineficientes e inadequadas --apenas 2% dos que emagrecem dessa forma se mantêm magros.
Outro tormento para quem quer maneirar nas calorias é não resistir e devorar um monte de guloseimas à noite, após ter conseguido se manter fiel à dieta durante o dia. "A razão é a mesma: a proibição e a privação aumentam o desejo, de modo que a tentação acaba por vencer a força de vontade", afirma Gikovate. "O estoque de determinação vai sendo gasto ao longo do dia."

Sentimento de fracasso
As desistências constantes, entre outros fatores, fazem com que o gordo se sinta sempre um fracassado. "E não deveria ser assim, pois, se sua autoestima pudesse melhorar antes disso, ele teria melhores condições de conduzir o processo de reeducação alimentar." Acreditar em "processos milagrosos" também impede o emagrecimento.




Já tomar remédios que diminuem o apetite pode ajudar, de acordo com o psiquiatra. "Porém, o essencial é melhorar a alimentação, começar uma atividade física --algo muito difícil, porque o gordo é preguiçoso e envergonhado de sua aparência-- e, eventualmente, iniciar um trabalho psicoterapêutico para criar estratégias capazes de aumentar a autoestima."
Solução?
O melhor modo natural de emagrecer é a pessoa aprender a comer como magro. Mas como? "A gente tem que começar pelo fim: comer da maneira que faria se já tivesse perdido os quilos necessários, porque o corpo acompanha o tipo de ingestão praticada."

Gikovate ainda completa: "Quem come como magro, pensa como magro, ou seja, para de ver na comida mais do que a necessidade fisiológica e/ou um prazer gustativo interessante". E assim a comida deixa de ser remédio para qualquer tipo de mal psíquico.



segunda-feira, 15 de março de 2010

PRECONCEITO COM OS OBESOS!!!

NO DIA DO CONSUMIDOR , QUE TAL RELEMBRARMOS A IMPORTÂNCIA DOS OBESOS NA HORA DAS COMPRAS.
COM O TEXTO: Preconceito tamanho GAtitudes irônicas, maldosas e agressivas reforçam o sentimento de inferioridade das pessoas gordas. Discriminação vai do sutil ao escancarado
Publicado em 14/03/2010
POR Mauri König -
EM http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=982509&tit=Preconceito-tamanho-G

ainda na entrada da loja a vendedora pergunta: “É pra você?” Tudo certo, não fosse o traço de ironia no canto dos lábios diante da moça de manequim 46. A modelo plus size Andressa Costa de Oliveira, 25 anos, já passou por isso algumas vezes. A reação depende do humor na hora, diz ela, mas é impossível ficar indiferente ao preconceito estético. Gordinha desde sempre, An­­dressa nunca encarou seu corpo como um problema. Entretanto, nem todos conseguem superar a discriminação. Atitudes irônicas, maldosas e agressivas, sejam elas de amigos ou desconhecidos, reforçam o sentimento de inferioridade dos obesos.

Não bastassem as restrições físicas próprias da obesidade, os gordos ainda são vítimas de um sutil preconceito. Sutil porque nem sempre o outro se dá conta de que sua atitude revela discriminação. Um exemplo? Considerá-los lentos, preguiçosos e obcecados por comida. No entanto, há outras formas mais evidentes. Numa cultura midiática de culto ao belo – e, nesse caso, ser belo é ser magro –, o obeso está predestinado a olhares recriminatórios, a ser visto como inferior, a ter restrições na hora de se vestir, a ter apelidos depreciativos, a ser sexualmente desinteressante.
É IMPORTANTE SABER:
Discriminação que mais machuca vem de casa

O empresário José Eduardo do Carmo Costa foi ganhando de três a quatro quilos desde os 18 anos. Hoje, aos 51, pesa 175. Já passou por situações constrangedoras, como no dia em que um sujeito fez a maior cena no avião lotado e se recusou a viajar no banco ao seu lado, ou diante dos gracejos de crianças apontando o dedo e dizendo “olha, mãe, um homem gordo”. Ao obeso, cabe assimilar cada manifestação de preconceito. Com algumas, brinca-se, com outras, ignora-se. Mas para algumas, não há remédio. “A discriminação que mais machuca é a da família”, diz José Eduardo.

Os pais dele, que são magros, não aceitam o fato de os quatro filhos serem obesos. José Eduardo sente-se magoado, mas respeita a opinião deles, já idosos. Os pais sofreram no tempo da Segunda Guerra Mundial. Passaram até fome. Talvez por isso não quisessem ver a história repetida com os filhos, e assim os empanturravam. Tamanha preocupação acabou resultando num descompasso com a balança e, no caso de José Eduardo, a uma triste constatação acerca da percepção que os outros fazem de pessoas como ele. “Socialmente, ser gordo é um desvio”, diz.

“A gente é obrigado a levar na esportiva, tratar o preconceito com bom humor, mas que machuca, machuca”, desabafa. Ainda assim, procura se descontrair quando se depara com alguma atitude preconceituosa. “Ser gordo tem lá suas vantagens. Até já me convidaram para ser candidato a prefeito ou vereador em Campina Grande do Sul”, diz. E qual o porquê do convite? “Porque você não conhece ninguém, mas todo mundo te conhece. Com esse tamanho, não dá para passar despercebido”, brinca.

José Eduardo faz acompanhamento psicológico e nutricional há dois anos como forma de preparação para a cirurgia bariátrica. Só ainda não decidiu a data da operação para reduzir o estômago. Tem um pouco de medo. Ele reconhece que a opinião alheia tem muita influência. Quando fizer a cirurgia, será apenas 30% por necessidade própria e 70% por pressão dos outros. (MK)



1,5 bilhão serão obesos em 2015

Um bilhão e meio de pessoas sofrerão com a obesidade em 2015 se não mudarem o estilo de vida e hábitos alimentares pouco saudáveis, diz pesquisa da Organização Mundial da Saúde. Quatrocentos mil morrerão nos Estados Unidos devido a doenças coronárias em 2010, estagnando os efeitos dos avanços em medicina cardiovascular.

Metade das mortes previstas poderia ser evitada se as pessoas comessem de forma mais saudável e deixassem de fumar. Desde os anos 70, a taxa de morte por esse tipo de doença caiu pela metade graças a reduções no consumo de colesterol e de tabaco. Mas desde os anos 90 essas conquistas perderam força.

Consulta popular realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas revela que três entre 10 curitibanos já fizeram brincadeiras ou comentários maldosos sobre gordos (leia mais nesta página). Essa é só a faceta quixotesca do preconceito se comparada a outras formas mais agressivas. Semana passada, por exemplo, uma empresa da Lapa, na região metropolitana de Curitiba, foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar indenização de R$ 5 mil à dona de casa Daiana Fernandes por tê-la discriminado. Ela foi avisada que não seria contratada por ser obesa e isso traria problemas futuros para a empresa.



Dia a dia sofrido
O cotidiano dos obesos é todo de dificuldades, inclusive nos relacionamentos amorosos e na hora de procurar emprego. Algumas empresas, a exemplo da que recusou Daiana, evitam contratar funcionários com maior probabilidade de ter problemas de saúde, entre os quais hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e colesterol. “Tenho recebido muitas queixas de pacientes com dificuldades em arrumar emprego, pois sabem que não têm as mesmas oportunidades de trabalho, em função da discriminação por estarem acima do peso”, diz a psicóloga Luciana Kotaka.
“As atividades diárias dos obesos são impregnadas de medo, por receio de virarem alvo de chacotas, causando constrangimento”, diz a psicóloga. O problema pode estar em coisas consideradas simples pelos demais, como passar por uma roleta, comprar roupas, dançar ou mesmo se abaixar para amarrar o sapato. Isso tudo pode ser motivo de grande insegurança ou gerador de ansiedade. “O obeso sabe que é observado em suas condutas cotidianas e, frequentemente, ouve comentários maldosos e piadinhas de colegas ou de estranhos que estão no mesmo ambiente”, observa Luciana.

“De forma geral, ouvem que são preguiçosos, sem força de vontade, o que acaba por levar a pessoa a um comportamento de engessamento, pois acaba como que acreditando que não tem força e determinação suficientes para fazer exercícios físicos, ou mesmo seguir um programa de reeducação alimentar, permanecendo estagnada e engordando cada vez mais”, diz Luciana. Segundo ela, as pessoas que um dia já foram magras, que já estiveram dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade, são as que apresentam maiores sequelas, pois sentem a discriminação de forma mais acentuada.
As mulheres são mais suscetíveis, pois delas se cobra o estereótipo da mulher feminina, magra e bonita. “Nos desfiles, novelas, cinemas e publicidade, a mulher aparece sempre magra, fortalecendo esse ideal de beleza e promovendo a constante insatisfação”, diz ela. Esse “ideal” permeia o cotidiano. Andressa já se sentiu constrangida num shopping ao sentar-se na praça de alimentação para comer seu Big Mac. Ao seu lado, uma ma-grela a olhava como se dissesse “eu, que sou magra, estou comendo uma salada, e você, que é gorda, está comendo isso?”

Para a psicóloga, um exercício de alteridade, colocando-se no lugar do outro, não faria nenhum mal. “As pessoas ignoram a dificuldade que é carregar um peso maior do que se pode sustentar. Não sabemos lidar de forma adequada com os obesos, e isso fica muito claro para eles, pois a mídia prega, a todo momento, que felicidade e beleza são sinônimos de um corpo magro, abalando o psicológico dos gordinhos”, observa Luciana.
A psicóloga propõe pensarmos num mecanismo de retroalimentação, no qual a pessoa obesa já se sente diferente e inadequada na maioria das vezes e quando recebe mais críticas ou percebe que é excluída e estigmatizada, a comida se torna, mais uma vez, uma das únicas fontes de prazer. “A comida entra com a função de um antidepressivo ou mesmo como ansiolítico”, conclui.

Baixa autoestima
Muitos obesos vivem uma perigosa ambiguidade. Levam tudo na esportiva e em público até fazem gozação consigo mesmo como forma de superar o preconceito. Mas tem hora que não dá. No escuro do quarto, a máscara de pessoa feliz desaba. A autoestima vai ao chão porque, numa análise rasteira, imputa-se ao gordo uma culpa que não lhe cabe, tomando-o como uma pessoa sem força de vontade, vulnerável à gula e à preguiça. Em síntese, é uma pessoa que não emagrece porque não quer. E o preconceito estético provoca estragos na forma de se enxergar.

“A beleza é uma questão de imagem e autoimagem, não existe, portanto, o ‘mais que’ e sim o ‘diferente de’, pois cada um tem um aspecto da beleza que o torna único”, diz a psicóloga Luciana Kotaka. “Muitos se tornam introspectivos, como forma de proteção contra um mundo agressivo, podendo ficar em reclusão, evitando sair de casa, sem fazer amizade ou frequentar academia”, observa. Muitos tomam antidepressivos para conseguir lidar com a realidade da discriminação.
Tendência a ser obeso se define até os 2 anos
Pesquisa americana indica que a tendência à obesidade é definida antes dos dois anos de idade. O estudo publicado na revista médica Clinical Pediatrics descobriu que mais da metade dos entrevistados já estava acima do peso antes dos dois anos. Antes dos cinco, 90% já demonstravam sinais de obesidade. Um quarto deles já estava acima do peso aos cinco meses de idade.
As razões para o ganho de peso excessivo na infância e adolescência ainda não são conhecidas, mas pesquisadores dizem que alguns fatores que contribuem para isso são dieta inadequada, introdução de alimentos a bebês muito cedo e falta de exercício. As preferências alimentares já podem estar definidas antes dos dois anos de idade e pode ser difícil modificar os hábitos das crianças mais tard
Essa é uma das razões para que a atual geração de crianças tenha uma expectativa de vida menos elevada que a dos pais, segundo a Organização Mundial da Saúde. Doenças relacionadas à obesidade atingem cada vez mais jovens e crianças, que podem sofrer de hipertensão e alguns tipos de câncer. Quarenta e três milhões de crianças em idade pré-escolar sofrem de obesidade ou sobrepeso, condição que gera riscos para a saúde ao longo de toda a vida.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=982509&tit=Preconceito-tamanho-G

sexta-feira, 12 de março de 2010

Homenagem ao meu aniversario HOJE

Caros não é tristeza ... simplesmente uma referência ao dia do nosso Aniversário- Fernando Pessoa


(Álvaro de Campos)
[473]
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
=(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...






No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.


Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
15/10/1929
fonte: http://www.releituras.com/fpessoa_aniversario.asp



segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher.. UMA LUTA DE TODO O DIA

08 de março de 2010

N° 16268AlertaVoltar para a edição de hojeEDITORIAIS










UMA LUTA DE TODOS OS DIAS
Retratadas em reportagem do caderno Donna de ontem, como forma de marcar a passagem de mais um Dia Internacional da Mulher, representantes de 35 países nos cinco continentes se dispuseram a falar sobre o papel que ocupam na sociedade e as dificuldades que ainda enfrentam em casa e no trabalho.
Desse panorama traçado em diferentes culturas, emergem curiosidades, desejos e dificuldades comuns unindo mulheres de todo o mundo. Apesar de presente na sociedade desde o século 19, em estágios diversos conforme sua localização, o feminismo, por exemplo, ainda é palavra desconhecida por uma jovem polinésia – nas ilhas do arquipélago francês, do outro lado do globo, as mulheres são responsáveis por boa parte da carga das tarefas da casa, da educação dos filhos e de sua alimentação.
Movimento que ganhou força com a luta pelo voto feminino – o primeiro país a conquistá-lo foi a Nova Zelândia em 1893 –, o feminismo atravessou gerações defendendo depois novas bandeiras, tratando de direitos individuais e coletivos, da autonomia do corpo da mulher, dos direitos reprodutivos e trabalhistas, da luta contra a violência doméstica, entre muitas outras, mas as mulheres chegam ao final da primeira década do século 21 enfrentando diferenças e discriminação.
Estudos citados na mesma reportagem mostram que 2,1 milhões de mulheres são agredidas a cada ano no Brasil, enquanto o Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Mulher estima que, na vida, uma em cada três mulheres sofrerá algum tipo de violência doméstica no mundo.
Outros dados revelam persistirem as diferenças salariais entre os dois sexos – as brasileiras, conforme levantamento entre 24 países, obtêm renda 34% menor –, que há trabalhadoras preteridas após a licença-maternidade ou mesmo por seu aspecto físico. O físico, a propósito, se revela uma nova forma de escravidão feminina, com padrões de beleza que impõem sacrifícios e frustrações.
Tanto dos dados de institutos, de governos e ONGs quanto da pesquisa informal realizada por ZH – utilizando-se de e-mails e redes sociais para a reportagem –, sobressaem diferenças e discriminações que muitos consideram banidas da sociedade moderna e globalizada. O Brasil, que melhorou seu desempenho em áreas como saúde e educação para as mulheres, deixa ainda a desejar quando o assunto é igualdade no trabalho e na política. Assim como outros tipos de discriminação, o que ainda atinge o sexo feminino só desaparecerá quando houver disposição e união de todos para bani-lo. Essa não é uma bandeira só das mulheres. Precisa ser uma meta permanente da sociedade.
O Brasil, que melhorou seu desempenho em áreas como saúde e educação para as mulheres, deixa ainda a desejar quando o assunto é igualdade no trabalho e na política.


Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2831071.xml&template=3898.dwt&edition=14248§ion=1011




Angola e o Dia da mulhar

07-03-2010 15:43
Efeméride- Mundo assinala segunda-feira o Dia Internacional da Mulher


Assinala-se segunda-feira, 8, o Dia Internacional da Mulher.



Fonte

Luanda - Comemora-se segunda-feira, 8 de Março, em todo o Mundo, o Dia Internacional da Mulher, em reconhecimento ao papel desenvolvido na reivindicação de uma participação plena e igualitária na sociedade e na luta contra a discriminação.
A data é comemorada desde 1910, em homenagem às mulheres que morreram numa fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, por reivindicarem melhores condições de trabalho.
A história remonta desde 1857, quando operárias desta fábrica de tecidos fizeram uma greve e ocuparam o recinto fabril, reivindicando melhores condições de trabalho, tais como a redução na carga diária de trabalho, de 16 para dez horas, equiparação de salários com os homens e tratamento digno no ambiente de trabalho.
As fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário e as mulheres chegavam a receber apenas um terço do salário de um homem, pelo mesmo tipo de trabalho efectuado.A manifestação foi reprimida com violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que depois foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.
O dia 8 de Março começou a ser comemorado em 1910, mas somente em 1975, através de uma resoluação, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Conhecido tradicionalmente como mês da mulher, Março deve servir de reflexão sobre os inúmeros problemas que a camada feminina enfrenta na sociedade, pois, a data significa que se devem resolver as questões que ainda impedem a emancipação progressiva e harmoniosa das mulheres.
Neste sentido, é importante que neste mês se realizem conferências, debates e reuniões, cujo objectivo é discutir o papel da mulher na sociedade actual. O esforço é para tentar diminuir e, no futuro, terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher.
Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitas partes do Mundo, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado.
Concretamente em Angola, o Governo muito tem feito para resolver a questão do género, um problema discutido em vários fóruns mundiais.
Prova disso é o aumento do número de mulheres que ocupam actualmente cargos de decisão em Angola, um compromisso assumido por sua excelência o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
A participação das mulheres nos órgãos de decisão do país passou de 9,5%, em 2004, para 40%, em 2009, a todo o nível, com destaque para o Parlamento, onde a camada feminina é representada por 39%, contra 12% em 2004.
O Governo angolano tem desenvolvido esforços para valorizar a mulher. Na realidade, é uma vitória das próprias mulheres, que têm lutado para esta conquista na sociedade.
Esta conquista foi realçada no dia 4 de Março de 2009, pela vice-ministra da Família e Promoção da Mulher, Ana Paula Sacramento, quando discursava, em Nova Iorque, na 53ª sessão da Comissão das Nações Unidas sobre a condição da mulher.
Segundo a vice-ministra, continua nas prioridades das políticas do Governo angolano a promoção da igualdade no género, baseada em programas, que visam o desenvolvimento harmonioso do país, o bem-estar das famílias e a consolidação da democracia.
A Organização da Mulher Angolana (OMA) apoia a "tolerância zero", decretada pelo Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, e manifesta a sua firme disposição de participar activamente nas campanhas de alfabetização, formação profissional e defesa dos direitos das mulheres.
A jornada “Março Mulher” no país está a decorrer sob o lema “Mulheres Angolanas mais rigor, mais transparência e melhor governação”.
fonte:
http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/2010/2/9/Mundo-assinala-segunda-feira-Dia-Internacional-Mulher,507d575a-4e4f-491c-9129-92c3ed62b006.html

Mulheres, Literatura ....Dia da MUlher

Sobre mulheres, livros, leituras e escrituras


Literatura de mulherzinha é desperdício de papel: melhor é encontrar-se com Virgínia Woolf, Simone de Beauvoir, Hilda Hilst, Dorothy Parker e tantas outras que mudaram a trajetória da mulher na sociedade ocidental
Ana Rita Fonteles - Especial para O POVO - 06 Mar 2010 - 19h43min
Entre suspiros, abandonar-se à leitura de romances de capa e espada. Contrariando a tudo e a todos e até mesmo a ELE, conseguir no mercado negro exemplares vetados pela Igreja Católica, a partir do século XVI, pela ``imoralidade`` e ``heresia`` contida em suas páginas. Invadir na ponta dos pés a biblioteca paterna e surrupiar o último lançamento de Eça de Queiroz, que será lido, é claro, à luz de velas, quando todos dormirem. Com parcos recursos fazer circular jornais que entre os últimos lançamentos de moda, trazem apreciações sobre novos romances e poesias, além de artigos reivindicando o direito ao voto e à educação escolarizada. Já vai longe a relação das mulheres com os livros na descoberta de novas possibilidades de vida, no alimento da escrita, no fortalecimento da transgressão.
Alimentadas pela leitura que mulheres sentiram-se encorajadas a desafiar a República francesa exigindo sua inclusão na recém fundada cidadania. As campanhas sufragistas em vários lugares,
entre a segunda metade do século XIX e meados do século XX, são alimentadas por livros como Uma Defesa dos Direitos da
Simone de Beauvoir
Mulher, da britânica Mary Wollstonecraft, que teve suas ideias utilizadas para enfrentar os preconceitos da sociedade patriarcal brasileira por Nísia Floresta, a escritora potiguar que, obrigada a se casar aos 13 anos, fugiu de casa e abandonou o marido um ano depois, em 1824.
Sim, os livros pareciam mesmo ser ``perigosos`` para as mulheres. Carmen da Silva, a jornalista que introduz temas feministas na agenda das mulheres brasileiras de classe média, a partir da década de 1960, descobriu que sua cidade gaúcha era pequena demais para seus sonhos e que desejava mais que tudo escrever, através dos seus encontros frequentes com Flaubert, Thomas Mann, Huxley, Ortega y Gasset, Nietzsche, Machado de Assis.
Dois livros especialmente ajudaram a transformar a história das mulheres no século XX, no Ocidente. Em 1949, no auge das campanhas de incentivo ao maternalismo e aumento da natalidade na França, a filósofa Simone de Beauvoir lança sua bomba incendiária O Segundo Sexo, primeiro pensamento sistematizado a questionar o determinismo biológico, desmontando a maternidade e a heterossexualidade como inescapáveis para as mulheres. Em sua primeira experiência de escrita autobiográfica, Memórias de uma moça bem comportada, ela relata o papel dos livros em sua formação. A moça de classe média tinha tanto desejo pela leitura que se esquecia, por vezes, de escovar os dentes e almoçava sanduíches de linguiça levados de casa para não perder tempo fora da biblioteca, seu verdadeiro lar.

Em 1963, a dona de casa americana, Betty Friedan, incomodada pela situação de vazio trazido pelo american way of life para a vida de suas contemporâneas e dela mesma, transforma A Mística Feminina num best-seller com grande repercussão dentro e fora dos Estados Unidos. O livro a transforma na maior liderança feminista americana e desencadeia uma campanha da imprensa que prefere taxá-la de feia e mal amada a analisar a força de seus argumentos. Tanto seu livro como de Beauvoir tornam-se textos instrumentais. As mulheres que engrossam as fileiras dos movimentos feministas os devoravam, ligando os escritos a suas experiências pessoais, alimentando seus questionamentos.
Os anos de 1980 foram especialmente importantes para a produção de uma literatura centrada na escrita do eu, através da publicação em massa de autobiografias e livros de memória centrados em experiências de ruptura e invenção de novas vidas para muitas mulheres. Essa escrita expandiu-se a partir dos anos 1990 para os blogs, diários virtuais, em relatos que vão desde queixas cotidianas a reflexões aprofundadas, além de ter servido como espaço alternativo para a publicação da novíssima literatura brasileira escrita ou não por mulheres.
        Virginia Wolf
Os livros hoje continuam importantes, não há dúvida, principalmente num país onde os caminhos para a leitura são ainda tão excludentes. Quando se fala para a literatura para as mulheres pouca coisa de impacto vem sendo escrita, retratos de uma época caracterizada pela fragmentação de públicos, excesso de informações, e da ideia de que para as mulheres as grandes questões não existem mais. Elas chegaram lá, não é mesmo? Aparentemente nos restaria a tal da literatura ``para mulherzinhas``, ou ``chick lit``, focada na busca incessante por namorados e maridos e a consequente obsessão pelo corpo. Desperdício de papel.
Inspiradas nas mulheres que, ao longo da história, descobriram-se diversas, deslocadas e ansiosas por outros caminhos em meios aos livros, torna-se vital selecionarmos cada vez mais aquilo que escolhemos para ler. Na lista, bons lançamentos e visitas sempre frequentes aos clássicos. Assim entre Stendhal, Flaubert, Virgínia Woolf, Beauvoir, Hilda Hilst,     Dorothy Parker, Machado de Assis e tantos outros,                                                                      a gente  pode se encontrar. Ou ainda melhor, perder-se.
ANA RITA FONTELES é doutora em História pela UFSC e pesquisadora Funcap/CNPq do Departamento de História da UFC.
tp://www.noolhar.com/opovo/vidaearte/960130.html

domingo, 7 de março de 2010

8 de março - Dia Internacional da Mulher

8 de março - Dia Internacional da Mulher

A beleza sempre teve na mulher sua substância e expressão mais forte. Assim foi na Mitologia Grega que divinizou Afrodite e, nas épicas histórias: Helena, Cleópatra e Dalila...

06/03/2010 - 08:11

O Dia Internacional da Mulher, que com muito carinho, celebraremos na próxima segunda-feira, dia 8 de março de 2010, teve origem nas manifestações femininas por melhorias em suas vidas, mormente no que diz respeito aos direitos essenciais como condições mais favoráveis de trabalho, salários justos e o direito ao voto. Esta data foi oficialmente reconhecida e adotada pelas Nações Unidas no ano de 1975, - Ano Internacional da Mulher - para lembrar os sofrimentos, as discriminações e as violências sofridas pela mulher, bem como as melhorias sociais, políticas e econômicas conquistadas.

Entre todas as datas comemorativas esta deveria ser a mais festejada, comemorada, pois referente à mulher: amiga, esposa, filha e, a mais sublime de todas: mãe. A mulher traduz em sua leveza de anjo protetor toda a felicidade de que o bicho homem precisa. Ela empresta ao mundo o componente de harmonia e de amor que edifica e transforma.

A beleza sempre teve na mulher sua substância e expressão mais forte. Assim foi na Mitologia Grega que divinizou Afrodite e, nas épicas histórias: Helena, Cleópatra e Dalila. A imagem bela da mulher marca a poesia, a música, a pintura e a escultura; perpassa o sublime e o trágico. Porém, se esse sentimento é permanente, mudam os comportamentos, as formas de tratar a mulher: ora é pedestalizada e submissa, ora é demonizada e oprimida. A cultura de cada época tece a dialética da história feminina.



No tempo das nossas avós, havia funções e comportamentos privativos do homem ou da mulher, campos demarcados e até mesmo opostos. A mulher ficava encerrada em casa cozinhando, lavando, criando filhos e costurando as roupas do seu amo e senhor - o despótico, incontestado, másculo e valente marido, trabalhava duro ou vadiava, fazia a guerra ou assaltava - mas só ele era o chefe da família, só ele ditava leis e costumes, só ele governava nações.

Hoje a coisa está diferente. A mulher fica em casa tão pouco quanto o homem. Freqüenta universidades, dirige empresas, maneja metralhadoras, tripula astronaves, elege-se chefe de Estado e fala de igual para igual com o marido - isto, se achar conveniente ter um.

Será que o homem está perdendo espaço para a mulher? Estará o mundo às vésperas de um tirânico matriarcado?
Nada disso. O homem vem reagindo à altura diante da agressividade dessas "criaturas assanhadas". O equivocadamente chamado de "sexo forte" ainda mantém a supremacia em muitas profissões como cozinheiro, figurinista, cabeleireiro...

Como diz Fernando Veríssimo:
“Muitas mulheres consideram os homens perfeitamente dispensáveis no mundo, a não ser naquelas profissões reconhecidamente masculinas, como as de costureiro, cozinheiro, cabeleireiro, decorador de interiores e estivador”.
É, talvez por isso, que o macho desbanca a mulher em todo o mundo civilizado. E progride afoitamente em habilidades e domínios antes exclusivamente femininos: equilibra-se graciosamente em sapatos de salto alto, desfila com inexcedível charme nas passarelas, posa despido para revistas, adorna-se com pulseiras, colares e brincos.
Talvez até supere a companheira em tais requintes e graças, se continuar forte nessa competição!

Não. Não estamos às vésperas de nenhuma inversão valores e nem de domínio. Creio, pois, que o que está ocorrendo, no duro, é o desaparecimento das rígidas fronteiras entre os territórios masculino e feminino. O que é muito bom para todos.
Portanto, mulheres queridas, eu as conclamo: tomem conta do mundo, o homem parece que não deu muito certo, pelo que podemos perceber quase tudo de ruim que existe sobre a terra são frutos de suas lavras. Vocês, mulheres, com a sensibilidade, com o amor e a beleza que só em vocês sobra, podem fazer bem melhor do que nós homens fizemos até aqui.
Assim, confiante e feliz, é que neste dia a vocês dedicado internacionalmente, eu as saúdo com muito carinho e confiança trazendo-lhes todas as flores que cabem nos braços do meu afeto, da minha ternura e do meu amor.


8 de março - Dia Internacional da Mulher

A beleza sempre teve na mulher sua substância e expressão mais forte. Assim foi na Mitologia Grega que divinizou Afrodite e, nas épicas histórias: Helena, Cleópatra e Dalila...

06/03/2010 - 08:11
http://www.infonet.com.br/domingospascoal/ler.asp?id=95927&titulo=domingospascoal

O Dia Internacional da Mulher, que com muito carinho, celebraremos na próxima segunda-feira, dia 8 de março de 2010, teve origem nas manifestações femininas por melhorias em suas vidas, mormente no que diz respeito aos direitos essenciais como condições mais favoráveis de trabalho, salários justos e o direito ao voto. Esta data foi oficialmente reconhecida e adotada pelas Nações Unidas no ano de 1975, - Ano Internacional da Mulher - para lembrar os sofrimentos, as discriminações e as violências sofridas pela mulher, bem como as melhorias sociais, políticas e econômicas conquistadas.
Entre todas as datas comemorativas esta deveria ser a mais festejada, comemorada, pois referente à mulher: amiga, esposa, filha e, a mais sublime de todas: mãe. A mulher traduz em sua leveza de anjo protetor toda a felicidade de que o bicho homem precisa. Ela empresta ao mundo o componente de harmonia e de amor que edifica e transforma.
A beleza sempre teve na mulher sua substância e expressão mais forte. Assim foi na Mitologia Grega que divinizou Afrodite e, nas épicas histórias: Helena, Cleópatra e Dalila. A imagem bela da mulher marca a poesia, a música, a pintura e a escultura; perpassa o sublime e o trágico. Porém, se esse sentimento é permanente, mudam os comportamentos, as formas de tratar a mulher: ora é pedestalizada e submissa, ora é demonizada e oprimida. A cultura de cada época tece a dialética da história feminina.

No tempo das nossas avós, havia funções e comportamentos privativos do homem ou da mulher, campos demarcados e até mesmo opostos. A mulher ficava encerrada em casa cozinhando, lavando, criando filhos e costurando as roupas do seu amo e senhor - o despótico, incontestado, másculo e valente marido, trabalhava duro ou vadiava, fazia a guerra ou assaltava - mas só ele era o chefe da família, só ele ditava leis e costumes, só ele governava nações.

Hoje a coisa está diferente. A mulher fica em casa tão pouco quanto o homem. Freqüenta universidades, dirige empresas, maneja metralhadoras, tripula astronaves, elege-se chefe de Estado e fala de igual para igual com o marido - isto, se achar conveniente ter um.
Será que o homem está perdendo espaço para a mulher? Estará o mundo às vésperas de um tirânico matriarcado?


Nada disso. O homem vem reagindo à altura diante da agressividade dessas "criaturas assanhadas". O equivocadamente chamado de "sexo forte" ainda mantém a supremacia em muitas profissões como cozinheiro, figurinista, cabeleireiro...
Como diz Fernando Veríssimo:
“Muitas mulheres consideram os homens perfeitamente dispensáveis no mundo, a não ser naquelas profissões reconhecidamente masculinas, como as de costureiro, cozinheiro, cabeleireiro, decorador de interiores e estivador”.

É, talvez por isso, que o macho desbanca a mulher em todo o mundo civilizado. E progride afoitamente em habilidades e domínios antes exclusivamente femininos: equilibra-se graciosamente em sapatos de salto alto, desfila com inexcedível charme nas passarelas, posa despido para revistas, adorna-se com pulseiras, colares e brincos.
Talvez até supere a companheira em tais requintes e graças, se continuar forte nessa competição!
Não. Não estamos às vésperas de nenhuma inversão valores e nem de domínio. Creio, pois, que o que está ocorrendo, no duro, é o desaparecimento das rígidas fronteiras entre os territórios masculino e feminino. O que é muito bom para todos.







Portanto, mulheres queridas, eu as conclamo: tomem conta do mundo, o homem parece que não deu muito certo, pelo que podemos perceber quase tudo de ruim que existe sobre a terra são frutos de suas lavras. Vocês, mulheres, com a sensibilidade, com o amor e a beleza que só em vocês sobra, podem fazer bem melhor do que nós homens fizemos até aqui.







Assim, confiante e feliz, é que neste dia a vocês dedicado internacionalmente, eu as saúdo com muito carinho e confiança trazendo-lhes todas as flores que cabem nos braços do meu afeto, da minha ternura e do meu amor.



8 de março - Dia Internacional da Mulher

A beleza sempre teve na mulher sua substância e expressão mais forte. Assim foi na Mitologia Grega que divinizou Afrodite e, nas épicas histórias: Helena, Cleópatra e Dalila...

06/03/2010 - 08:11







O Dia Internacional da Mulher, que com muito carinho, celebraremos na próxima segunda-feira, dia 8 de março de 2010, teve origem nas manifestações femininas por melhorias em suas vidas, mormente no que diz respeito aos direitos essenciais como condições mais favoráveis de trabalho, salários justos e o direito ao voto. Esta data foi oficialmente reconhecida e adotada pelas Nações Unidas no ano de 1975, - Ano Internacional da Mulher - para lembrar os sofrimentos, as discriminações e as violências sofridas pela mulher, bem como as melhorias sociais, políticas e econômicas conquistadas.



Entre todas as datas comemorativas esta deveria ser a mais festejada, comemorada, pois referente à mulher: amiga, esposa, filha e, a mais sublime de todas: mãe. A mulher traduz em sua leveza de anjo protetor toda a felicidade de que o bicho homem precisa. Ela empresta ao mundo o componente de harmonia e de amor que edifica e transforma.



A beleza sempre teve na mulher sua substância e expressão mais forte. Assim foi na Mitologia Grega que divinizou Afrodite e, nas épicas histórias: Helena, Cleópatra e Dalila. A imagem bela da mulher marca a poesia, a música, a pintura e a escultura; perpassa o sublime e o trágico. Porém, se esse sentimento é permanente, mudam os comportamentos, as formas de tratar a mulher: ora é pedestalizada e submissa, ora é demonizada e oprimida. A cultura de cada época tece a dialética da história feminina.







No tempo das nossas avós, havia funções e comportamentos privativos do homem ou da mulher, campos demarcados e até mesmo opostos. A mulher ficava encerrada em casa cozinhando, lavando, criando filhos e costurando as roupas do seu amo e senhor - o despótico, incontestado, másculo e valente marido, trabalhava duro ou vadiava, fazia a guerra ou assaltava - mas só ele era o chefe da família, só ele ditava leis e costumes, só ele governava nações.







Hoje a coisa está diferente. A mulher fica em casa tão pouco quanto o homem. Freqüenta universidades, dirige empresas, maneja metralhadoras, tripula astronaves, elege-se chefe de Estado e fala de igual para igual com o marido - isto, se achar conveniente ter um.







Será que o homem está perdendo espaço para a mulher? Estará o mundo às vésperas de um tirânico matriarcado?







Nada disso. O homem vem reagindo à altura diante da agressividade dessas "criaturas assanhadas". O equivocadamente chamado de "sexo forte" ainda mantém a supremacia em muitas profissões como cozinheiro, figurinista, cabeleireiro...







Como diz Fernando Veríssimo:







“Muitas mulheres consideram os homens perfeitamente dispensáveis no mundo, a não ser naquelas profissões reconhecidamente masculinas, como as de costureiro, cozinheiro, cabeleireiro, decorador de interiores e estivador”.







É, talvez por isso, que o macho desbanca a mulher em todo o mundo civilizado. E progride afoitamente em habilidades e domínios antes exclusivamente femininos: equilibra-se graciosamente em sapatos de salto alto, desfila com inexcedível charme nas passarelas, posa despido para revistas, adorna-se com pulseiras, colares e brincos.







Talvez até supere a companheira em tais requintes e graças, se continuar forte nessa competição!







Não. Não estamos às vésperas de nenhuma inversão valores e nem de domínio. Creio, pois, que o que está ocorrendo, no duro, é o desaparecimento das rígidas fronteiras entre os territórios masculino e feminino. O que é muito bom para todos.







Portanto, mulheres queridas, eu as conclamo: tomem conta do mundo, o homem parece que não deu muito certo, pelo que podemos perceber quase tudo de ruim que existe sobre a terra são frutos de suas lavras. Vocês, mulheres, com a sensibilidade, com o amor e a beleza que só em vocês sobra, podem fazer bem melhor do que nós homens fizemos até aqui.







Assim, confiante e feliz, é que neste dia a vocês dedicado internacionalmente, eu as saúdo com muito carinho e confiança trazendo-lhes todas as flores que cabem nos braços do meu afeto, da minha ternura e do meu amor.


































ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...