sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Lipoaspiração só funciona com mudanças de hábitos de vida




Estudo americano observou um ano após a cirurgia, a gordura volta ao corpo se não houver uma transformação na rotina. O Brasil é o segundo país no ranking mundial de cirurgias plásticas. Atualmente são realizadas mais de 1,7 mil cirurgias plásticas, ou seja, a cada hora, são 71 operações. O país só perde em número de plásticas para os Estados Unidos, o primeiro da lista em todo o mundo. Dentre as cirurgias mais procuradas está a lipoaspiração.
A lipo consiste em retirar a gordura com uma cânula metálica. Os médicos alertam que a lipoaspiração não é um tratamento para a obesidade e sim, para retirar determinadas gorduras da região do organismo.
A prática dá resultado, asseguram os médicos. No entanto, é preciso que o indivíduo se conscientize da importância de incluir hábitos saudáveis em sua vida.
Um estudo da Universidade de Colorado, nos EUA, constatou que se o paciente continuar se alimentando com gordura e açúcar e manter uma rotina sedentária, a cirurgia tem prazo de validade. Depois de acompanhar mulheres que se submeteram a lipoaspiração e que não mudaram seus hábitos, a gordura extraída voltou após um ano. E dessa vez a situação se agravou, porque boa parte dela havia ido para o fundo do abdômen.
Os cientistas acreditam que essa gordura cria uma espécie de resistência. Para os médicos, a lipoaspiração só surte efeito se o paciente mudar seus hábitos de vida incluindo em sua rotina um cardápio saudável e equilibrado à prática de atividades físicas.

Por Carolina Abranches

http://bemstar.globo.com/index.php?modulo=corpoevida_mat&url_id=4147acesso em 28 de outubro

Público feminino tem grande participação nas redes sociais

Cada vez mais cresce o número de redes sociais lideradas por mulheres
Atualmente, além de liderar o mercado de e-commerce, as mulheres também estão à frente dos homens quando se trata de redes sociais. O público feminino está cada vez mais participativo no universo das redes de relacionamento.
É o que mostra uma pesquisa divulgada em 2009, realizada por David McCandless, do blog Information is Beautiful, na qual se verificou que das 17 redes pesquisadas, 13 são comandadas por mulheres, e nas outras quatro há equilíbrio entre os sexos.
E se engana quem acha que os homens são os que mais vêem vídeos através do conhecido portal de vídeos do Google. Ainda essa pesquisa mostra que nas quatro redes sociais onde há equilíbrio, estão o LinkedIn e o YouTube.
Outro estudo realizado em 2010 pelo e-bit, empresa referência no fornecimento de informações sobre o e-commerce nacional, constatou-se que 55% dos consumidores são do público feminino e fizeram uma compra pela internet influenciada por uma rede social. Isso porque as mulheres são mais sensíveis a opiniões sobre um produto, por isso buscam maiores informações sobre análises de quem já o utilizaram.
Cada vez mais as empresas têm percebido que investimentos em banners e bloco de anúncios, além de outros meios, parecem ir perdendo espaço para o investimento em marketing nas mídias sociais.
É de olho nesse número crescente de consumidoras, que empresas como Americanas.com, Submarino e Flores Online, garantem a entrega de todos os produtos no prazo definido e sem atrasos - itens fundamentais para o sucesso de uma loja virtual - feitos pela Direct Express, maior empresa de courier privado do Brasil.
Para Luiz Nascimento, diretor comercial da Direct Express, “é preciso saber como criar um ambiente da web que harmonize com a sensibilidade das mulheres, não só objetivando a venda do produto, mas reconhecendo seu poder para tal”, afirma
A empresa dispõe de sistemas de rastreamento, monitoramento e abastecimento de informações em tempo real, que permitem que o cliente saiba detalhadamente onde está a entrega, e também auxilia os entregadores com possíveis problemas de não localização ou ausência do cliente. Esta tecnologia possibilita uma queda no insucesso das entregas de 1,5% geral no e-commerce para 0,5%. Os couriers estão equipados com um sistema WAP que possibilita a comunicação em tempo real com a empresa caso o cliente não esteja em casa. A informação vai para o sistema e a Direct comunica imediatamente o cliente para solucionar o problema, assim evita-se a não entrega e retorno do pedido.
Mais informações através do site www.directlog.com.br
Imprensa
Miriam Matos (11)2311.0494 / 2311.0484



terça-feira, 25 de outubro de 2011

RJ investiga novo golpe de cirurgia plástica

Consumidoras eram atraídas por facilidades no pagamento, mas cirurgia nunca acontecia; cerca de 90 foram lesadas


Da BandNews FM noticias@band.com.br

A Delegacia do Consumidor investiga um novo golpe no Rio, a venda facilitada de cirurgias para implante de silicone, redução de abdômen e lipoaspiração que não são realizadas.



O esquema é quase sempre o mesmo: atraídas por propagandas em sites, quiosques em shoppings da cidade e banners em ônibus oferecendo as operações com parcelamentos em até 36 vezes. As vítimas começam a pagar as parcelas ,e depois que tentam marcar o procedimento nunca conseguem fazer a cirurgia.



De acordo com a delegacia, pelo menos 90 mulheres já foram lesadas com o golpe. Os prejuízos das vítimas foram de R$ 5 a 7 mil até descobrirem a farsa.

http://www.band.com.br/noticias/cidades/noticia/?id=100000463883

Como são as mulheres que os homens preferem?

A preferência dos homens quando o assunto é a característica feminina mais atraente, sempre foi um mistério. Em 16 anos trabalhando com pessoas em busca de seu par ideal, percebi que não existe um padrão e o que é considerado uma beleza indescritível para um, pode ser considerado feio para o outro.


Mas, uma pesquisa realizada na rede social Badoo na Inglaterra com dois mil homens tenta definir as preferências masculinas. Este estudo mostrou que para 60% dos entrevistados, os cabelos escuros são destaque, sendo que 33% preferem cabelos castanhos e 28 % cabelos pretos. Já em relação ao corpo 38% dos homens disseram preferir mulheres medianas, que usam tamanhos entre 40 e 42, enquanto apenas 10% procuram mulheres que usam 36. Em relação à cor dos olhos, 40% dos entrevistados afirmou ter uma atração especial pelos azuis.

Vale lembrar, porém, que cada região tem características específicas que chamam mais atenção, principalmente quando são padrões mais raros em determinadas cidades, estados ou países. No Brasil, por exemplo, podemos observar que de acordo com a região as preferências predominantes mudam.

Por isso, sempre considero válido compartilhar estas pesquisas, mas a verdade é que quando encontramos o verdadeiro amor, estas características físicas não são tão importantes. Se você ainda não encontrou o seu par ideal, minha dica é não concentrar a busca em características estéticas e abrir bem os olhos para as pessoas que estão perto de você!


http://www.parana-online.com.br/colunistas/312/88728/?postagem=COMO+SAO+AS+MULHERES+QUE+OS+HOMENS+PREFEREM

Portugal Fashion: Corpo feminino em destaque



 23.10 - 11h Por: Ana Mendes
O segundo dia do Portugal Fashion teve casa cheia, com cerca de sete mil visitantes na Alfândega do Porto. Diogo Miranda foi o primeiro estilista a apresentar a colecção, em que destaca o erotismo e a sensualidade do corpo feminino.
Ana Salazar, com pretos e variadas tonalidades de pele, apresenta vestidos elegantes, confortáveis e femininos. Já a dupla Manuel Alves/Manuel Gonçalves aposta nos estampados e transparências em tecidos fluidos que enaltecem a mulher moderna, elegante e glamorosa.O desfile de Katty Xiomara encerrou a noite da melhor forma, com uma colecção que teve como mote as borboletas e que revela vestidos bastante leves e descontraídos.



FILHO DE BAÍA NA PASSERELLE
Ontem, a Alfândega do Porto assistiu a duas estreias na passerelle: do filho de Vítor Baía e de Manuel Luís Goucha. Afonso, de quatro anos, apresentou a colecção Miguel Vieira Júnior e o apresentador desfilou pela Vicri.
EU CRIO A MINHA MODA" (RAQUEL LOUREIRO, RELAÇÕES-PÚBLICAS)

Correio da Manhã - Como define o seu estilo?
Raquel Loureiro - Sigo as tendências, mas eu crio a minha própria moda. No dia-a-dia tudo depende do meu estado de espírito.
- O que não pode faltar no seu guarda-roupa?
- Umas calças de ganga, um blazer e um vestido preto.
- É uma mulher vaidosa?
- Normalmente sou muito descontraída, mas também tenho o meu lado glamoroso e gosto de me arranjar e pôr um vestido e um salto alto.
O OLHAR DE FIONA: "CORES ELÉCTRICAS"
DIOGO MIRANDA

Uma continuação da última colecção. Menos agressiva e mais sensual. Cores vivas e eléctricas em combinação com decotes, costas abertas e algumas rachas grandes para dar mais sex-appeal. O jogo delicado com rendas e fechos emprestou algo interessante. Parabéns ao Diogo!



ANA SALAZAR
Gostei mais do que em Lisboa. Tem outro dinamismo e é mais interessante. E sempre com o estilo irreverente de Ana.
ALVES/GONÇALVES
A mesma colecção da ModaLisboa, com várias novidades ‘injectadas' no meio. As peças novas são muito trabalhadas, parecem origami. Muito interessante e feito em tecidos leves e cores fortes, como o azulão e o rosa-choque. Mas como já tinha dito na altura da apresentação em Lisboa, dispenso as aplicações de PVC na roupa. Distraem o olho e não enriquecem a colecção.

http://www.vidas.xl.pt/noticias/nacionais/detalhe/portugal_fashion_corpo_feminino_em_destaque.html
Europa ; Circuito da moda inclui Lisboa

Cabeça de magro

A má notícia: somos viciados em gordura, sal e açúcar. A boa: novas pesquisas revelam que podemos reprogramar nossa cabeça para não cair em tentação. É o rehab alimentar


por Denise Dalla Colletta e Priscilla Santos



Crédito: Sendi Morais
Você pensou uma, duas, 3 vezes, mas não resistiu: usou a tal substância. Ela logo desencadeou em sua cabeça um processo viciante: ao tocar sua língua, fez liberar em seu cérebro opioides — químicos responsáveis por uma sensação de recompensa e prazer, também acionados por drogas como heroína e morfina. Inconscientemente, você move sua língua e mandíbula. Se fosse uma criança, abriria um sorriso. A resposta imediata do seu corpo: quero mais!
Esse barato não foi provocado por uma nova droga da moda. É uma velha conhecida que, consumida com moderação, é essencial à nossa sobrevivência: comida. Mais especificamente aquela com grandes quantidades de gordura, sal e açúcar, ingredientes que, a ciência revela, nos fazem pedir cada vez mais, mais e mais. “São as chamadas comidas palatáveis, não só porque são saborosas e dão prazer, mas porque estimulam nosso apetite e nos fazem comer sem parar”, diz o autor do livro The End of Overeating (O Fim da Comilança, sem edição no Brasil) David Kessler, ex-integrante do FDA, órgão que regulamenta alimentos e remédios nos Estados Unidos. Esses ingredientes mexem em mecanismos cerebrais que costumam ser atingidos também por drogas pesadas, como a heroína e, a mais recente descoberta, maconha. Basta sentirmos um cheirinho de batata frita ou dar a primeira mordida em um bolo de chocolate para disparar o ciclo vicioso. “Comer alimentos ricos em açúcar, gordura e sal só nos faz comer mais alimentos ricos em açúcar, gordura e sal”, diz e repete Kessler. Para entender esse desejo sem fim, a ciência da gordura — que já analisou nosso metabolismo e reações fisiológicas — agora muda de foco. “As pesquisas sempre buscaram o que acontece em nosso corpo enquanto comemos. Mas a verdadeira pergunta é: o que acontece em nosso cérebro?”, diz Kessler. Entender isso é essencial para que possamos reprogramar nossa mente. E dar início a uma reabilitação alimentar — a única saída para se pensar como um magro.


GORDURA DÁ LARICA
Em junho, cientistas da Universidade da Califórnia e do Instituto de Tecnologia da Itália publicaram um estudo revelando que a ingestão de alimentos gordurosos libera no intestino endocanabinoides. Qualquer semelhança do termo com a Cannabis sativa, a planta da maconha, não é coincidência. Esses químicos são parecidos com aqueles encontrados em um cigarro feito com ela e que costuma causar um apetite voraz — a famosa larica pós-baseado. No experimento, ratos alimentados com gordura não conseguiam parar de comer. Já os que ingeriram só proteína ou carboidrato se deram por satisfeitos mais rapidamente. “Provavelmente, os endocanabinoides reduzem a mensagem de saciedade que se origina no intestino e é enviada ao cérebro”, afirma Nicholas DiPatrizio, professor do Departamento de Farmacologia da Universidade da Califórnia.
Não é só gordura que tem essa capacidade de nos fazer continuar comendo mesmo quando já estamos supostamente satisfeitos. “Toda comida prazerosa pode neutralizar os sinais de saciedade”, diz o neurocientista David Linden, autor do livro A Origem do Prazer (lançado no Brasil em agosto pela Editora Elsevier). Aí também entram os pratos ricos em açúcar e sal, que liberam em nosso cérebro mais dopamina, um neurotransmissor responsável pela sensação de felicidade e bem-estar, do que os demais tipos de alimentos. Um truque da natureza para que os homens das cavernas sobrevivessem.
Na dieta dos nossos antepassados, alimentos com sal, gordura ou açúcar eram raros — as refeições não tinham mais que 10% de lipídios, as gorduras que vinham da carne. Nosso vício em sal não é totalmente explicado pela ciência. Mas os pesquisadores desconfiam que seja uma estratégia evolutiva para compensar o sódio perdido no suor. Já a gordura e o açúcar são reservas naturais de energia: fomos programados para abocanhá-los sempre que os encontramos pela frente. “Mas sabemos que se você comer açúcar, gordura e carboidratos refinados [que se transformam rapidamente em açúcar na digestão] repetidamente, isso irá alterar seus circuitos de prazer”, afirma Linden. Com o tempo, as células cerebrais não irão responder de forma tão intensa ao estímulo provocado por esses ingredientes. Como acontece com a heroína, o efeito enfraquece com o passar do tempo. E aí você precisa de mais quantidade da substância para sentir o mesmo barato.



O CAMINHO DO VÍCIO
Gordura, sal e açúcar ativam nosso circuito de prazer.



VÍCIO EM COMIDA



O deleite com os alimentos funciona em duas fases. Primeiro vêm as preliminares: sentir um cheiro gostoso, passar na porta do restaurante onde se experimentou um jantar dos deuses ou assistir a uma propaganda de biscoitos recheados na TV. “É daí que vem o verdadeiro poder da comida: da antecipação do prazer”, afirma Kessler. Esses estímulos já são suficientes para fazer nosso cérebro liberar dopamina. A substância — também responsável pelos impulsos de fuga — cria o desejo e nos faz correr atrás do que for necessário para comer aquele prato tentador. Quando você, de fato, abocanha a gostosura, mais dopamina é liberada. E também opioides. Essas substâncias farão não apenas com que você sinta prazer, mas aumentarão seu desejo e irão motivá-lo a buscar mais comida. Para evitar que esse ciclo tenha início, é necessário parar no comecinho. Mude o caminho de casa para o trabalho para não passar na frente do tal restaurante e evite chegar muito próximo da banca de pastel para não ser seduzido pelo cheirinho de fritura. O prazer proporcionado apenas pela ideia de que você está prestes a se esbaldar com uma delícia dessas já pode fazer você perder o controle.



A prova veio de um estudo divulgado em abril, em que pesquisadores da Universidade de Yale, EUA, reuniram 48 mulheres, entre magras e acima do peso, para testar o quanto ficavam tentadas ao ver um milkshake de chocolate. Após 4 a 6 horas em jejum, as voluntárias olhavam para uma foto da bebida. Somente depois podiam saboreá-la de fato. Nos dois momentos, seus cérebros foram escaneados. Em algumas mulheres, os cientistas observaram um padrão de atividade de neurônios comum também no vício em drogas: a simples sugestão da comida ativava mais o sistema de prazer e recompensa do que ingeri-la propriamente. Essas mulheres tinham uma fissura por comidas calóricas maior do que a normal (já que liberavam mais dopamina nas preliminares) e uma satisfação inferior à média ao abocanhar as gostosuras (quando os químicos de bem-estar vinham menos do que o esperado). Resultado: elas comiam mais como forma de compensação.



O curioso é que esse padrão não foi visto apenas em mulheres obesas, mas também nas magras. “Estar dentro do peso não quer dizer que você não seja viciado em comida”, diz Ashley Gearhardt, pesquisadora do Centro Rudd para Política Alimentar e Obesidade da Universidade de Yale. Algumas pessoas compensam a comilança com dias sem colocar quase nada na boca ou com muito exercício físico, mas correm o risco de ganhar peso mais adiante.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI260314-17773,00.html

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Transtorno alimentar precoce

Críticas em relação ao peso afetam autoestima de crianças desde os 10 anos de idade



21/10/2010 19:25

Foto: Getty Images Crianças são atingidas por críticas de coleguinhas desde os 10 anos
 Crianças são atingidas por críticas de coleguinhas desde os 10 anos

Quando se inicia, até mesmo entre o sexo masculino, a percepção mais severa diante do corpo? Segundo um estudo realizado pela Universidade de Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos, até mesmo os pré-adolescentes, quando importunados pelos colegas com piadas de mau-gosto, tendem a ser ainda mais críticos e intolerantes consigo mesmos.



A pesquisa calculou o índice de massa corporal (IMC) de estudantes entre 10 e 11 anos de idade. Depois disso, os pesquisadores examinaram a percepção deles em relação ao próprio corpo. Os resultados, divulgados na publicação online sobre saúde mental Psych Central, mostraram que aqueles que estavam com sobrepeso – e eram motivo de chacota por isso – tendiam a julgar a si mesmos com maior severidade do que aqueles que não eram vítimas do problema.





“De certa forma, a crítica ao peso é uma das últimas formas socialmente aceitáveis de crítica”, revelou um dos realizadores do estudo, Timothy D. Nelson, ao Psych Central. Com isso, as crianças que vêem o próprio corpo de maneira negativa correm maior risco de desenvolverem transtornos alimentares, entre outros problemas psicológicos.





Para a psicóloga especialista em psicologia infantil e nutrição pela Unifesp, Patrícia V. Spada, há que se considerar os valores e padrões estéticos estimulados atualmente e a maior suscetibilidade dos pré-adolescentes e adolescentes a sofrerem com uma busca às vezes inatingível – e em alguns casos prejudicial.



Não posso ser assim?
“Quando estes jovens percebem que estão acima do peso se inicia uma fase de sofrimento emocional pela dificuldade de reversão deste quadro e também pelos prejuízos sociais, como o bullying, por exemplo”, afirma a especialista. Com isso, os problemas psicológicos também vêm à tona: baixo rendimento escolar, tristeza profunda, depressão e agressividade ou passividade excessiva.
“Hoje em dia eles são altamente vaidosos”, lembra a nutricionista da Nutrociência Assessoria, Adriana Martins de Lima. Ela, que realiza há alguns anos um projeto que liga o currículo escolar a assuntos relacionados à alimentação e educação nutricional na Escola Carlitos, de São Paulo, afirma que entre grupos de meninos e meninas de 10 anos, o ponto mais delicado a ser discutido é a questão do peso. “Ao explicar como é construído o gráfico de crescimento, em que avaliamos peso e estatura, nem todos encaram a discussão tranquilamente: os meninos fazem gozações e as meninas se escondem”, explica.

Entre bonecas e modelos

Do lado feminino da infância, no entanto, o problema é ainda mais gritante. “É muito comum meninas de 10 anos verem o próprio peso de maneira distorcida, achando que estão mais gordinhas do que deveriam estar”, conta a nutricionista. Mas até mesmo antes desta idade a estética dos poucos quilos entra em cena. Segundo ela, que já viu meninas entre sete e oito anos brincando de serem modelos e proibindo a coleguinha acima do peso de entrar na brincadeira, a tendência é a preocupação com o assunto ser cada vez mais precoce.

De acordo com Ana Paula Baptista, psicóloga infantil da Clínica EDAC (Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico), de São Paulo, já é comum pegar crianças até mesmo abaixo dos 10 anos evitando comer muito preocupadas com a estética. “Elas estão recebendo estas informações de que devem buscar o ideal da perfeição muito cedo, um ideal que raramente é alcançado”, comenta.
Enquanto os adultos possuem maior maturidade para se posicionar diante da imposição de modelos da sociedade, Baptista explica que as crianças, os pré-adolescentes e até mesmo os adolescentes de hoje estão no auge do aprendizado de valores e conceitos e irão repetir o que vêem para depois elaborarem uma opinião própria. “Então se a moda é ser magérrimo, eles vão querer seguir aquele modelo, quando na verdade é necessário que eles valorizem a si mesmos, o que possuem de diferente”, explica a psicóloga.

Transtornos alimentares
De acordo com Baptista, ao mesmo tempo em que a criança pode ter uma baixa auto-estima e ter uma distorção do próprio peso, ficando com a vontade de ser cada vez mais magra a qualquer custo, ela pode deixar a vaidade de lado e deixar de se importar, desenvolvendo um comportamento destrutivo por achar que não há saída.

“São defesas para lidar com o problema, que podem ir desde obesidade à magreza extrema”, afirma. Mas lembra: na fase da infância, é mais comum ela ter alterações de humor ou comportamento. Mas se o problema começa ali, é na adolescência que ela pode tentar resolver ou se encaminhar realmente para uma doença.

Estética familiar

O papel da família é muito importante. A sensibilidade da criança em relação ao corpo irá depender da valorização que é dada a ele no ambiente em que ela vive: “Às vezes os pais nem falam que elas precisam se cuidar para não engordar, mas se a mãe se preocupa muito com isso, a criança vai repetir este mesmo padrão.” Não que o assunto não deva ser citado, já que a alimentação saudável e a prática de exercícios e esportes são importantes para as crianças, mas não especificamente com este valor de estética por trás.
Segundo Martins, reforçar os pontos positivos da criança, independentemente do corpo que possui, é uma forma de deixá-la com a auto-estima mais em cima. “Se uma criança está acima do peso e caminhando para reduzi-lo, mostrar os aspectos positivos dela torna menos sofrível este processo e faz com que ele se valorize mais”, revela a nutricionista.

Spada explica que é importante manter-se em contato com os filhos e perceber se estão tristes ou felizes, sociáveis ou isolados, e se sentem que possuem espaço para perguntarem ou argumentarem sobre o assunto. “Fortalecer um vínculo afetivo desde a gravidez é um importantíssimo fator de proteção contra esse tipo de problema”, afirma.

Segundo ela, a criança que não aprender a entrar em contato com as emoções poderá considerar apenas os insultos. “Acabam vivendo como se o valor como indivíduo único – certamente com muitas qualidades – não fosse considerado por eles mesmos e, desta forma, não conseguem modificar comportamentos que trazem danos à saúde em geral”, revela.

http://delas.ig.com.br/filhos/mae+preciso+emagrecer/n1237809581396.html acesso em 21 de outubro

Transtorno Alimentar Precoce

De 1999 a 2006, índice de internações de crianças menores de 12 anos causadas por transtornos alimentares mais que dobrou nos EUA

Novo relatório mostra que distúrbios alimentares em crianças e adolescentes vêm crescendo ao longo da última década, com alguns dos aumentos mais pontuais ocorrendo entre meninos e jovens de grupos minoritários. Em dados alarmantes citados no relatório, uma análise da Agência para a Pesquisa e a Qualidade da Saúde dos Estados Unidos constatou que, entre 1999 e 2006, as internações em virtude de distúrbios alimentares aumentaram 119% entre as crianças com menos de 12 anos de idade.



Casos graves de anorexia e bulimia aumentaram e o mesmo ocorreu com as “síndromes parciais” de distúrbios alimentares – jovens que apresentam alguns, mas não todos os sintomas destes problemas. Segundo dados do relatório, os atletas, incluindo ginastas e lutadores, e também os artistas, como dançarinos e modelos, podem estar particularmente em risco.
“Observamos a ocorrência de muito mais transtornos alimentares do que no passado e em pessoas que não estavam associadas a estes transtornos anteriormente – muitos meninos, crianças pequenas e crianças em risco social ou situação de pobreza”, disse David Rosen, autor do relatório e professor de pediatria e psiquiatria da Universidade de Michigan. “O estereótipo do paciente que sofre destes transtornos é de uma garota branca, rica e de determinada idade. Queremos que as pessoas entendam que os distúrbios alimentares podem afetar pessoas de diferentes grupos”.

O relatório, publicado na edição de dezembro da revista especializada “Pediatrics”, diz que, embora se estime que 0,5% de adolescentes americanas sofram de anorexia e cerca de 1 a 2% de bulimia, especialistas calculam que entre 0,8 e 14% dos americanos apresentem pelo menos alguns dos sintomas físicos e psicológicos dos transtornos alimentares.
Componente genético

Os meninos agora representam cerca de 5 a 10% das vítimas de transtornos alimentares, embora algumas pesquisas apontem que tal número pode ser ainda mais alto, disse Lisa Lilenfeld, futura presidente da Eating Disorders Coalition for Research, Policy and Action de Washington, D.C.
A especialista diz que a maioria dos estudos focados em maior incidência teve como base pacientes de centros de tratamento – em sua maioria mulheres brancas. “Este grupo não representa todas as pessoas que estão sofrendo. É difícil afirmar se os transtornos alimentares estão aumentando entre os homens ou se simplesmente estamos fazendo um trabalho melhor ao detectá-los”, disse ela.
Rosen e seus colegas analisaram, cuidadosamente, mais de 200 estudos recentes sobre distúrbios alimentares. Ele diz que, embora já se saiba muito sobre o que o que provoca tais condições, especialistas agora entendem que é preciso mais do que imagens na mídia de mulheres esqueléticas – mesmo que estas tenham um papel importante na situação.
Como outros vícios e problemas mentais, que vão de depressão a transtorno de ansiedade e alcoolismo, estudos similares mostraram que os transtornos alimentares podem atingir diferentes membros da mesma família, um indicativo de que existe um componente genético forte, disse Rosen.
“Pensávamos que os transtornos alimentares fossem consequências de dinâmicas familiares ruins, que eram causados pela mídia ou que alguns indivíduos com determinados traços de personalidade fossem acometidos pelo problema. Tudo isso pode ser importante, mas não é tão simples assim. Todas as mulheres jovens são expostas às mesmas influências da mídia, mas apenas uma pequena porcentagem delas desenvolve transtornos alimentares. Então, o que é diferente para aquele 1% que desenvolve o transtorno, comparado aos 99% que não o desenvolve?”, questionou Rosen.

Epidemia de obesidade
Ao mesmo tempo em que os transtornos alimentares aumentaram, a epidemia de obesidade também explodiu. Preocupações em relação a crianças acima do peso e obesas levaram alguns médicos a aconselhar seus jovens pacientes sobre a alimentação. Porém, tal abordagem pode ter um efeito contrário quando não é feita corretamente.
“Muitos jovens dizem em meu consultório que eles começaram a sofrer de transtornos alimentares quando o médico da família os aconselhou a perder um pouco de peso. Como médicos, devemos tomar cuidado para que nossas conversas não sejam inadvertidamente nocivas ou impactantes na autoestima do paciente”, disse Rosen.
Pais e pediatras devem estar atentos aos sinais de transtornos alimentares, como crianças cujo progresso nas tabelas de crescimento é subitamente alterado ou que tenham alimentação muito restritiva. Apresentar compulsão por exercícios, fazer afirmações preocupantes sobre a imagem corporal, vomitar, desaparecer após as refeições ou usar laxantes e remédios para emagrecer também são sinais de alerta. Combinados, podem representar uma situação de risco.



Transtornos alimentares, especialmente a anorexia, podem ter consequências em longo prazo para a saúde, como osteoporose precoce e até a morte. “Sabemos que, quanto mais cedo essas pessoas receberem um tratamento baseado em evidências, melhor será o resultado”, disse Lilenfeld. “A boa notícia é que os transtornos alimentares têm cura – ou seja, o paciente não somente mantém a situação sobre controle, na verdade o problema pode ser superado”, disse Rosen. Com os tratamentos e a maturidade, muitos jovens conseguem se ver livres dos transtornos alimentares.
“A sabedoria popular diz que os transtornos alimentares não têm cura. Que sofreremos a vida toda com o problema, que nunca vai melhorar - e o máximo que podemos esperar é que o transtorno fico sob controle, como ocorre com o alcoolismo. Essa não é a realidade, especialmente em crianças e adolescentes. A maioria deles consegue melhorar”, disse Rosen.
(Tradução: Claudia Batista Arantes)


http://delas.ig.com.br/filhos/transtorno+alimentar+precoce/n1237848046651.html acesso em 21 de outubro

 

















Anorexia e bulimia podem prejudicar a fertilidade

Foto: Getty Images
Pesquisa aponta: mulheres com anorexia e bulimia demoram mais para engravidar

The New York Times
07/08/2011 06:45

  Anorexia e bulimia podem prejudicar a fertilidadePesquisa aponta: mulheres com anorexia e bulimia demoram mais para engravidar

Mulheres com anorexia e bulimia podem demorar mais para engravidar do que mulheres sem esses transtornos alimentares, aponta um novo estudo.
Pesquisadores do Reino Unido pediram a 11.088 grávidas para preencher questionários na 12ª e 18ª semanas de gestação. Entre as mulheres, 171 (1,5%) tiveram anorexia em algum momento de suas vidas, 199 (1,8%) tiveram bulimia, e outras 82 (0,7%) haviam tinham experimentado ambas as condições.
A maior proporção das mulheres com transtornos alimentares levou mais de seis meses para conceber em comparação com aquelas sem história de transtornos alimentares (39,5% contra 25%). No entanto, os pesquisadores constataram que as mulheres com transtornos alimentares não eram mais propensas a demorar mais de 12 meses para engravidar.
Mulheres com anorexia ou bulimia foram mais de duas vezes mais propensas a engravidar com a ajuda de tratamentos de reprodução assistida: 6,2% contra 2,7% nas sem os transtornos.

O estudo também constatou que 41,5% das mulheres com anorexia, disse que sua gravidez não foi planejada, em comparação com 28,6% das mulheres na população em geral. Isto sugere que as mulheres com anorexia tendem a subestimar suas chances de engravidar, acreditam os pesquisadores.

Esta pesquisa destaca que há riscos para a fertilidade associados aos transtornos alimentares. No entanto, as altas taxas de gravidez não planejada em mulheres com histórico de anorexia sugerem que elas podem estar subestimando suas chances de engravidar”, disse a autora Abigail Easter, do Instituto de Psiquiatria do Kings College, de Londres (Reino Unido).
"As mulheres que planejam engravidar devem, idealmente, procurar tratamento para seus sintomas de transtorno alimentar antes da concepção e os profissionais de saúde devem estar cientes da possibilidade desses problemas ao investigar a fertilidade e fornecer tratamento para engravidar", acrescentou.

Anúncio de sorvete com freira grávida é proibido na Grã-Bretanha

Anúncio de sorvete da empresa Antonio Federici causa polêmica na Grã-Bretanha

Um anúncio de sorvete com a fotografia de uma modelo como uma freira grávida foi proibido pelo órgão que regula a publicidade na Grã-Bretanha. A Advertising Standards Authority (ASA, na sigla em inglês) considerou que o anúncio desrespeitava as crenças cristãs, principalmente de católico
A empresa por trás do anúncio, Antonio Federici, no entanto, prometeu exibir pôsteres semelhantes em parte do trajeto que o papa Bento 16 fará na capital britânica. A visita de Estado do papa, que começa nesta quinta-feira, é a primeira desde a criação da Igreja Anglicana em 1534.
A peça publicitária mostra uma modelo grávida, vestida de freira, saboreando o sorvete em uma igreja com os dizeres: "Concebido imaculadamente", em referência ao dogma cristão da concepção de Jesus, e "Sorvete é a nossa religião".



A empresa britânica responsável pela peça disse que exibirá pôsteres com imagens semelhantes perto da Abadia de Westminster. A agenda do papa prevê uma visita à abadia na sexta-feira, que será seguida da celebração de uma missa na Catedral de Westminster no sábado.
A empresa não revelou que imagem será exibida no novo anúncio, dizendo apenas que será uma "continuação do tema".
Por meio de uma porta-voz, a empresa disse que a nova peça tem como objetivo "desafiar" a proibição do órgão regulador. Por meio de um comunicado, a agência reguladora disse não poder fazer comentários sobre anúncios que ainda não foram divulgados, mas que está atuando, nos bastidores, para que o anunciante respeite as diretrizes.
A empresa disse ainda que tem o objetivo de comentar e questionar, usando a sátira e o humor, a relevância e a hipocrisia da religião e a postura da igreja em relação a questões sociais.
O anúncio proibido foi publicado em edições das revistas The Lady e Grazia e recebeu dez reclamações. A empresa tentou argumentar que o baixo número de queixas não deveria comprometer a liberdade de expressão com o grande público.
Esse é o segundo anúncio de Antonio Federici proibido pela ASA. Em 2009, uma imagem que mostrava um padre e uma freira se preparando para um beijo foi também rejeitada pela agência reguladora

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/anuncio+de+sorvete+com+freira+gravida+
e+proibido+na+grabretanha/n1237776930500.html acesso em 21 de outubro

Anúncios com fotos retocadas de Julia Roberts são proibidos na Grã-Bretanha

Empresa L'Oreal é obrigada a retirar de circulação propagandas consideradas 'enganosas' por autoridades britânicas



O anúncio da L'Oreal, estrelando por Julia Roberts

27/07/2011 09:55
Dois anúncios de cosméticos que usavam fotos alteradas por computador foram proibidos na Grã-Bretanha sob a acusação de que eram 'enganosos'. Os anúncios, das marcas Lancôme e Maybelline, da empresa L'Oreal, traziam fotos da atriz Julia Roberts e da modelo Christy Turlington manipuladas por computador.
A decisão foi tomada em resposta à denúncia da parlamentar Jo Swinson, do partido Liberal Democrata britânico, que afirmou que as propagandas "não são representativas dos resultados que os produtos podem alcançar".
O órgão regulador da publicidade britânica, Advertising Standards Authority (ASA, na sigla em inglês), concordou que as imagens eram exageradas e violavam seu código de conduta. Obrigada a retirar as propagandas de circulação, a L'Oreal admitiu ter retocado as imagens, mas negou que as duas propagandas fossem enganosas.


Swinson disse que, apesar de alguns retoques serem aceitáveis, os dois anúncios em questão eram "maus exemplos de propaganda enganosa" e poderiam contribuir para problemas com a autoimagem dos consumidores.
"Deveríamos ter alguma honestidade nos anúncios publicitários e isso é exatamente o que a ASA está aqui para fazer. Estou contente que eles tenham apoiado estas denúncias. Há um quadro mais abrangente, em que metade das mulheres jovens, entre 16 e 21 anos, dizem que consideram fazer cirurgias cosméticas e estamos vendo o número de distúrbios alimentares mais do que dobrar nos últimos 15 anos", afirmou.
O diretor executivo da ASA, Guy Parker, disse à BBC que os retoques no computador eram uma "questão de gradação" e que os anúncios só serão proibidos se forem enganosos, danosos ou ofensivos.
"Se os publicitários forem muito longe ao usar retoques e outras técnicas de pós-produção para alterar a aparência das modelos e se isso correr o risco de ser enganoso para as pessoas, então está errado e nós proibiremos os anúncios."
Segundo Parker, as imagens da L'Oreal foram banidas porque a empresa não foi capaz de mostrar exatamente o quanto retocou as fotografias originais - um pré-requisito para anúncios de produtos cosméticos. "Neste caso, a L'Oreal não nos deu as provas, então não tivemos escolha a não ser apoiar a denúncia."
A empresa francesa admitiu que a imagem de Christy Turlington, que promovia uma base "anti-envelhecimento", foi alterada para "clarear a pele, limpar a maquiagem, diminuir sombras escuras ao redor dos olhos, deixar os lábios mais lisos e escurecer as sobrancelhas". No entanto, a L'Oreal disse que a imagem refletia precisamente os resultados que o produto poderia ter na pele. O anúncio da Lancôme, segundo a empresa, mostrava Julia Roberts em sua "pele naturalmente saudável e brilhante". Eles disseram ainda que o produto anunciado precisou de 10 anos para ser desenvolvido.
Em 2010, a ASA rejeitou as denúncias sobre outro anúncio da L'Oreal de um produto para o cabelo, com a cantora britânica Cheryl Cole, dizendo que os benefícios do produto não haviam sido exagerados.


http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/anuncios+com+fotos+retocadas+de+julia+roberts+
sao+proibidos+na+grabretanha/n1597102727936.html acesso em 21 de outubro
Se a moda pega!!!!!!!!!!!!!!!!!!




BBC Brasil

EUA: Pessoas com distúrbios alimentares travam batalha contra planos de saúde


Americanos testam limites de lei que obriga seguradoras a cobrir tratamento residencial contra anorexia e bulimia

The New York Times
15/10/2011 08:01

Pessoas com distúrbios alimentares travam batalha contra planos de saúdeAmericanos testam limites de lei que obriga seguradoras a cobrir tratamento residencial contra anorexia e bulimia Seu nome *


Através de reclamações e processos judiciais, aqueles com casos graves de anorexia ou bulimia estão lutando para fazer com que as seguradoras paguem por sua estadia em centros de tratamento residenciais, argumentando que os centros oferecem monitoramento continuo para que os pacientes não deixem de comer.
Mas, nos últimos anos, algumas companhias de seguros enfatizaram que não cobrem tratamento residencial para transtornos alimentares ou outras condições mentais ou emocionais. As seguradoras consideram os tratamentos residenciais não apenas caros – às vezes chegando a mais de US$ 1 mil por dia –, mas, também, ineficientes. Mesmo alguns médicos que tratam distúrbios alimentares concedem que há poucos estudos comprovando que os cuidados residenciais são realmente eficazes, embora acreditem que eles tenham valor.




Jeanene Harlick, que lutou na justiça por tratamento residencial para distúrbio alimentar

"Temos visto um aumento na negação dos tratamentos", disse Kathleen MacDonald, coordenadora de educação e prevenção da Fundação Gail R.Schoenbach, um grupo de defesa para pessoas com transtornos alimentares. "Agora, vou para a cama todas as noites sem poder responder a todos os emails que recebo. É de cortar o coração."
Ambos os lados estão acompanhando de perto as consequências de uma decisão importante do Nono Circuito de Apelação, que decidiu em agosto que as seguradoras da Califórnia devem pagar pelo tratamento residencial de pacientes com transtornos alimentares e outras doenças mentais graves.

Muitos Estados aprovaram leis semelhantes na década passada e, em 2008, o governo federal fez o mesmo. Em geral, as leis exigem que a cobertura para transtornos mentais e comportamentais seja equivalente à de doenças físicas como diabetes ou fraturas ósseas.
Mas a equivalência ou paridade pode ser difícil de definir e a decisão do tribunal é uma das primeiras de uma alta corte federal a interpretar o conceito.
Estima-se que cerca de 11 milhões de americanos, principalmente jovens mulheres, sofram de distúrbios alimentares, sendo os mais graves a anorexia nervosa, em que as pessoas passam fome, e a bulimia nervosa, em que elas comem por compulsão e em seguida fazem o possível para colocar a comida para fora. Esses transtornos, especialmente a anorexia, têm a maior taxa de fatalidade entre as doenças psiquiátricas.
Advogados e alguns médicos que tratam de distúrbios alimentares dizem que a internação, geralmente coberta pelas seguradoras, pode estabilizar um paciente e restaurar seu peso, mas geralmente não trata das questões psicológicas responsáveis pelo problema. O tratamento ambulatorial, que também é coberto, oferece aconselhamento, mas não o tempo todo. O tratamento residencial, segundo eles, ocupa um nicho vital entre os dois.





"Acho que não estaria viva hoje se não tivesse tido tratamento residencial", disse Jeanene Harlick, que tem 37 anos e vive em San Mateo, na Califórnia. Ela ficou no Centro de Tratamento Castlewood em Saint Louis de abril de 2006 até janeiro de 2007 para tratar anorexia. Jeanene estava 35% abaixo de seu peso ideal quando deu entrada no centro de moradia e, dentro de um mês, precisou de um tubo de alimentação.
Com a recusa da seguradora Blue Shield em pagar pelo tratamento, os pais de Jeanene pediram milhares de dólares emprestados refinanciando a sua casa.
O tratamento residencial pode custar mais de US$ 1 mil por dia. Apesar de a taxa diária ser geralmente menor que a de um hospital, os pacientes muitas vezes ficam muito mais tempo – semanas ou meses.
As seguradoras também dizer que existem poucos padrões para estes tipos de centro de tratamento. "Há uma grande variação em todo o país", disse Jena L. Estes, vice-presidente para o programa federal da Blue Cross e Blue Shield. "Há uma grande falta de controle em muitos desses centros de tratamento residencial."


Ainda não está claro quanto dinheiro Harlick e seus pais vão recuperar com a Blue Shield.
Jeanene, que perdeu seu emprego e seu seguro de saúde e agora recebe benefícios do governo por ter deficiência, disse esperar que a decisão do tribunal mostre às pessoas que os transtornos alimentares não são apenas questão de peso e aparência, mas doenças graves.
"Sinto que esta decisão legitima um pouco mais a realidade do que é esta doença", disse ela.
Por Andrew Pollack
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/eua-pessoas-com-disturbios-alimentares-travam-batalha-contra-planos-de-saude/n1597279770313.html

Ex-modelo britânica venceu anorexia por amor

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011


 
Kate Puncher, uma antiga modelo britânica, venceu a anorexia depois do noivo a ter convencido a ganhar peso através de um aliciante especial: um vestido de noiva dois números acima, que a futura esposa apenas conseguiria vestir se engordasse. Caso contrário, não haveria casamento.

De acordo com o Mail Online, Kate, 31 anos, lutou contra os distúrbios alimentares desde a adolescência, período durante o qual foi muitas vezes levada para o hospital.

Tudo começou aos 18 anos, quando um namorado ameaçou acabar a relação se Kate engordasse. Preocupada, a jovem começou a vomitar as refeições, a abusar de laxantes e a perda de peso tornou-se acelerada. A ex-modelo atingiu o pico da doença em 1999, tendo ficado tão fraca a ponto de o ciclo menstrual ter sido interrompido.



Porém, em 2005, a vida de Kate sofreu uma reviravolta positiva. Apaixonou-se e, após dois anos, o namorado, Barry, pediu-a em casamento. Mas havia uma condição: para ser sua mulher, Kate teria de ganhar o peso necessário para encaixar no vestido de noiva, dois tamanhos acima do que vestia na época.



Foi o que fez. Ao contrário do que acontece com muitas noivas, que fazem dietas para usar o mais belo vestido de casamento, Kate precisou de engordar para o preencher. O uso de laxantes foi posto de parte e a britânica voltou a comer três refeições completas por dia.



No dia da prova do vestido, percebeu que o objetivo tinha sido cumprido e até ultrapassado: “Duas semanas antes do casamento, quando o experimentei, apercebi-me de que estava apertado. Para outras mulheres poderia ter sido devastador mas ter de o alargar, para mim, foi uma enorme conquista”, conta Kate.



O casamento aconteceu mesmo e o casal conseguiu até concretizar o sonho de ter uma filha que, durante muito tempo, pareceu impossível devido às condições de saúde de Kate. Jessica, a menina dos olhos dos pais, nasceu saudável e completa o primeiro aniversário em Dezembro.



“A vida é fantástica. Estou feliz como nunca imaginei que poderia estar”, confessou a ex-modelo ao diário britânico. “Aquilo por que passei foi horrível mas acabou por me tornar mais forte e estamos a caminhar para um futuro maravilhoso”, concluiu.
[Notícia sugerida por Raquel Baêta]

Perfis no Twitter e Facebook promovem anorexia e bulimia

Foram descobertos perfis do Facebook e do Twitter que promovem distúrbios alimentares como anorexia e bulimia. O uso inadequado das redes sociais pode jovens a enfrentar perigos graves de saúde.

A recente descoberta de vários perfis no Twitter que promovem a anorexia e a bulimia mediante conselhos e regras para o dia a dia revelou uma ameaça que muitos pais desconheciam e que, contudo, podem conter consequências perniciosas para a saúde dos seus filhos.

Nesses perfis podem ler-se frases como: "Agora quero desesperadamente emagrecer", "quando cheguei da escola fui obrigada a comer, mas felizmente consegui miar [vomitar] tudinho até sangrar" e "queria ser um camelo para ficar 2 semanas sem comer"

Outras frases chocantes são reveladores do problema: "Tenho anorexia há pouco mais de 5 anos e estou em tratamento infelizmente", ou "eu parei de comer porque você me chamou de gorda", ou ainda "é engraçado, apesar dos meus pais terem descoberto td (mia, anna e cutting), não mudou muita coisa".

Segundo revela Jocelyn Otero Ovalle, diretora de Marketing da BitDefender para Espanha e Portugal, “alguns destes perfis superam centenas de seguidores, pelo que estamos a falar de um fenómeno bastante divulgado".

"Muitos pais de adolescentes não sabem bem o que são as redes sociais e que perigos escondem. A nossa intenção é consciencializá-los e explicar-lhes o que podem fazer para evitar que os seus filhos aproveitem as redes sociais para reforçarem o seu comportamento insalubre”, alerta Jocelyn Otero Ovalle.

A BitDefender localizou também várias páginas do Facebook e blogs onde se encontram comentários similares e onde os jovens prestam ajuda e dão conselhos entre si para reforçar as suas atividades.

A empresa elaborou, assim, uma lista de conselhos para ajudar os pais a vigiar corretamente o uso que os seus filhos fazem das redes sociais e localizarem o mais cedo possível qualquer tipo de problema de saúde:

1. Crie um perfil nas redes sociais em que o seu filho também tenha (Facebook, Twitter, Tuenti) e siga-o, de tal forma que possa controlar os seus comentários, amizades, etc.;
2. Aprenda a utilizar corretamente essas redes sociais. Na Internet há cursos gratuitos e manuais;
3. Mantenha-se informado sobre todos os riscos de segurança nas redes sociais. A BitDefender conta com perfis no Twitter e no Facebook que pode seguir e onde pode receber esclarecimentos sobre qualquer dúvida que tenha;

4. Fale com os seus filhos. Explique-lhes os diferentes riscos aos que podem estar sujeitos nessas redes e como combatê-los;
5. Se os seus filhos insistirem em visitar páginas e blogs sobre esses temas, pode usar uma solução de segurança que inclua Controlo Parental, como a que oferece a BitDefender, que lhe permitirá impedir que os seus filhos visitem páginas que contenham palavras-chave relacionadas com este tema, como sejam: bulimia, anorexia, ana (nome pelo qual se referem a si mesmas as anoréxicas), mia (nome das bulímicas), princesa (forma de se verem a si mesmas), vomitar, ou tantas outras expressões quantas as que queira;

 

6. Se acredita que o seu filho tem um problema, contacte um especialista em transtornos alimentares o mais cedo possível;

7. No que diz respeito aos utilizadores que descobrem páginas como estas nas redes sociais, o melhor é denunciá-las nas próprias plataformas através dos mecanismos estabelecidos pelas mesmas, explicando detalhadamente que estão a promover um comportamento insalubre.

http://www.ptjornal.com/201110193503/sociedade/perfis-no-twitter-e-facebook-promovem-anorexia-e-bulimia.html




para pensarmos sobre o assunto!!!!!!!!!!!!!!!!!!!









terça-feira, 18 de outubro de 2011

Jovem de 13 anos faz plástica depois de sofrer bullying pelo Facebook

Aos oito anos Nicollete já havia quebrado o nariz três vezes

Foto: Reprodução Internet


Nova York (EUA) - Após ser vítima de bullying no Facebook, uma americana de 13 anos de Nova York resolveu fazer uma cirurgia plástica para mudar sua aparência. Nicollete Taylor passou por uma plástica no nariz pois não conseguia lidar com as brincadeiras de mal gosto. "Em um semana postaram cerca de cinco vezes ‘ei, nariz grande’", relatou a menina a BBC.

As provações aumentaram quando a menina quebrou o nariz pela terceira vez, aos 8 anos. Quando ela tinha apenas 2 anos já havia quebrado o nariz outras duas vezes

Maria, mãe da menina, via como a menina sofria com o problemas, mas falava para filha que ela poderia fazer uma cirurgia aos aos 18 anos. Depois que as brincadeiras ficaram mais fortes, Maria resolveu ceder e deixar a menina passar pela rinoplastia. "Depois do bullying, peguei o telefone e marquei uma consulta para ela", afirmou a mãe.
Agora que passou pela operação Nicollete espera que as brincadeiras acabem, mas afirmou que sabe que existem chances de o bullying acontecer novamente
De acordo com dados da Associação Americana de Cirurgiões Plásticos, quase 250 mil adolescentes dos EUA passaram por cirurgias plásticas estética em 2010.

http://odia.ig.com.br/portal/mundo/html/2011/10/jovem_de_13_anos_faz_plastica_depois_de_sofrer_bullying_pelo_facebook_199836.html

Com a proximidade do verão, cresce o número de pessoas preocupadas com o corpo. As mulheres, principalmente, querem estar lindas para exibir aquele corpão de biquíni. Esse efeito faz com que as clínicas de cirurgia plástica fiquem lotadas nesta época. Ainda dá para recorrer à cirurgia plástica, mas é preciso ter cautela.


Uma plástica não é como um tratamento estético e exige cuidados. Portanto, necessita de planejamento e atenções especiais. Muitas vezes, a ansiedade atropela etapas importantes que podem vir prejudicar o resultado do procedimento. O cirurgião plástico, Dr. Gustavo Tilmann, Membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Seguro, dá dicas importantes para quem quer fazer uma cirurgia plástica:

- Tenha absoluta certeza sobre a cirurgia que pretende fazer, o procedimento implica em afastamento temporário das atividades básicas do dia a dia.

- Certifique-se que o médico é especialista em cirurgia plástica e reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). No site da instituição é possível inserir o nome do profissional e verificar se o mesmo é Membro.
- Cuidado com descontos e preços baixos! Uma cirurgia não é algo barato, pois têm gastos com anestesia, hospital e em alguns casos, a prótese e o médico possuem preços diferenciados. Além disso, todo e qualquer procedimento deve ser feito em hospital e não em clínicas, pois caso haja alguma emergência, o médico terá todo o respaldo de uma equipe e equipamentos para contornar a situação.
- Atenção ao pós-operatório. Dependendo da cirurgia é será preciso, pelo menos, 15 dias para voltar à rotina. Evite pegar peso neste período!
- Lembre-se: o verão está próximo, então cuidado com a exposição ao sol! Abuse do filtro solar e atenção redobrada com a cicatriz.
- Vale ressaltar que nos primeiros meses o inchaço é mais perceptível. Só a partir do 3º mês é que os resultados começam a aparecer e em 6 meses, estará completo.

- Outra dica de extrema importância é, fazer a cirurgia ajuda a alcançar o resultado desejado, mas é importante manter uma dieta saudável e adotar a prática de exercícios físicos para manter-se em forma.
Lembrem-se, cirurgia plástica é coisa séria e com a saúde não se pode brincar

Van Gogh não cometeu suicídio, dizem autores de biografia

Pintor teria sido morto acidentalmente por dois amigos, que brincavam com uma arma defeituosa
Para pesquisadores, depressão do pintor era resultado de uma epilepsiaOs autores de uma nova biografia do pintor holandês Vincent van Gogh dizem que ele não cometeu suicídio, ao contrário do que se acreditava.
Steven Naifeh e Gregory White, que escreveram o livro Van Gogh: The Life (Van Gogh: A Vida, em tradução livre), dizem que o mais provável é que o artista tenha morrido depois de ser atingido por disparos acidentais feitos por dois jovens que ele conhecia, que carregavam uma "arma com defeito".
Os autores chegaram a esta conclusão depois de passarem dez anos estudando com o auxílio de mais de 20 tradutores e pesquisadores. O Museu Van Gogh, em Amsterdã, disse que a afirmação é "dramática" e "intrigante".
No entanto, o curador do museu, Leo Jansen, disse em um comunicado que "muitas questões permanecem sem resposta" e que seria "prematuro descartar o suicídio". Van Gogh morreu aos 37 anos, na cidade de Auvers-sur-Oise, na França, em 1890.
Ele estava hospedado no hotel Auberge Tavoux, de onde caminhava até os campos de trigo locais para pintar. Por muito tempo, pensou-se que ele deu havia disparado contra si mesmo no campo antes de retornar para o hotel, onde faleceu.
Mas segundo Steven Naifeh, Van Gogh não foi para ao campo com a intenção de suicidar-se.
"Em Auvers, entre as pessoas que o conheciam, a crença era que de que ele foi morto acidentalmente por dois rapazes e que, para protegê-los, assumiu a culpa", afirma.
Naifeh diz que o renomado historiador de arte John Rewald chegou a registrar esta versão dos eventos quando visitou Auvers nos anos 30, e que outros detalhes corroboram a teoria.
Entre eles, a confirmação de que a bala teria penetrado no abdômen do pintor em um ângulo oblíquo, e não reto, como é comum em suicídios.
"Sabia-se que estes dois rapazes iam beber àquela hora do dia com Vincent. Um deles estava usando uma roupa de caubói e tinha uma arma quebrada com a qual brincava."
"Então temos dois adolescentes com uma arma quebrada, um garoto que gosta de brincar de caubói e três pessoas que provavelmente beberam demais", conclui Naifeh.
Por causa destes fatores, o autor afirma que um "homicídio acidental" é "muito mais provável".
No livro, os autores também fazem revelações sobre as relações familiares e a saúde do artista holandês.
De acordo com eles, o sofrimento de Van Gogh, tido como um misto de mania e depressão, resultava de um tipo de epilepsia.
Milhares de cartas escritas pelo artista, que ainda não haviam sido traduzidas, estavam entre os documentos utilizados por Naifeh e White para criar uma base de dados de 28 mil notas, para a pesquisa que deu origem ao livro.

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http://www.estadao.com.br/noticias/geral,van-gogh-nao-cometeu-suicidio-dizem-autores-de-biografia,786496,0.htm acesso em 18 de outubro

VISÃO GLOBAL: A dama que mudou Cuba

Líder de grupo que exigia a libertação de presos políticos, Laura Pollan morreu de dengue diagnosticada com atraso


*YOANI SÁNCHEZ

Oito anos atrás, Laura Pollán era uma professora escolar que morava com o marido, Hector Maseda, líder do Partido Liberal Cubano, ilegal na ilha caribenha. A família tentava levar uma vida normal na pequena casa na Rua Netuno, em Havana.

Numa certa alvorada, batidas na porta mudaram a vida do casal. Depois de uma longa revista e um julgamento sumário, Maseda foi detido e sentenciado a 20 anos de prisão, acusado de agir contra a segurança nacional. O crime: imaginar uma Cuba diferente, opor-se politicamente às autoridades e expressar tais opiniões por escrito.

Setenta e cinco membros da oposição foram detidos e condenados naquele março de 2003, época marcada na história cubana como a Primavera Negra. O governo esperava que esse golpe convencesse cidadãos descontentes a abandonar as fileiras dos manifestantes. Acreditava também que mulheres, mães e filhas dos prisioneiros políticos permaneceriam caladas.

Assim nasceram as Damas de Branco, grupo de mulheres que, por meio da luta pacífica, exigiu e conseguiu a libertação de todos os prisioneiros de consciência. No início, o movimento pareceu pequeno e desorganizado, levando-se em consideração os quilômetros de distância que separavam uma mulher da outra. Mas a indignação delas funcionou como elemento unificador, e suas marchas pelas ruas de Havana, vestidas de branco e carregando um gladíolo, se seguiram domingo após domingo por mais de sete anos. Uma voz se destacou entre elas: a de uma mulher de baixa estatura e olhos azuis que lecionava espanhol e literatura a adolescentes.

Laura Pollán estava se firmando como porta-voz e líder das Damas de Branco, dedicadas à defesa dos direitos humanos e à libertação dos seus entes queridos. Num país movido pela polarização do discurso ideológico, elas se mostravam diferentes. Não optaram por se organizar em torno de uma doutrina, mas sim da inatacável posição da afeição familiar. Assim conquistaram a simpatia de muitos na ilha. Provocaram as autoridades, que deram início a uma campanha de insultos contra elas.

Se houve um grupo que a mídia cubana difamou além dos limites do crível, foi o das Damas de Branco. O regime lançou uma espécie de guerra midiática. “Comícios de repúdio” – ônibus lotados de manifestantes “espontâneos” convocados para berrar insultos e até para agredir – fizeram da porta da frente de Laura Pollán seu altar principal.

Jornalistas oficiais as chamavam de “Damas de Verde”, alusão ao apoio econômico recebido dos cubanos no exílio para que pudessem levar comida aos maridos aprisionados. O governo hesitou em recorrer aos cofres públicos para financiar ataques políticos. Parte do dinheiro – que poderia ser usado para alimentar os cubanos – foi gasto arrancando das mãos dessas mulheres necessitadas cada centavo que chegava a elas.

A imprensa nacional continuou a difamar Laura até no dia 7 de outubro, quando ela deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Havana para tratar de dores nos ossos, falta de ar e fraqueza extrema.

Levando-se em consideração a gravidade do estado dela, funcionários do governo pediram à família que a paciente fosse transferida para uma clínica de luxo reservada aos militares. “Quero ficar no hospital do povo”, disse ela. Morreu sexta-feira, depois de um atraso de cinco dias até a conclusão do diagnóstico, dengue, num país que há meses sofre com uma epidemia forte da doença.

O Granma, jornal oficial do Partido Comunista, se manteve em silêncio – como todos os jornais das províncias. O regime Castro nunca foi capaz de fazer uma breve pausa na sua beligerância, de oferecer condolências. Esse silêncio também emana do medo em relação à pequena professora de espanhol, medo que faz o governo engolir em seco. A líder das Damas de Branco está morta, e ninguém em Cuba poderá carregar um gladíolo nas mãos sem pensar em Laura Pollán. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

É JORNALISTA CUBANA E AUTORA DO BLOG GENERACIÓN Y. EM 2008, RECEBEU O PRÊMIO ORTEGA Y GASSET DE JORNALISMO
http://blogs.estadao.com.br/radar-global/visao-global-a-dama-que-mudou-cuba/ acesso em 18 de outubro

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Saúde: A minha nova amiga anorexia




Por Amanda Ribeiro - aar@icicom.up.pt

Publicado: 10.10.2011
18:57 (GMT)

Marcadores: Anorexia , Hospital de São João , País , Sociedade

Não queria perder os amigos. Emagreceu. No alto dos seus 1,73 metros, chegou aos 34 quilos. Esta segunda-feira comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental.



Ana (nome fictício) quer resgatar a juventude. Quer ir aos festivais de verão com que sonhou durante quatro anos. "Bolas, passava a minha vida em concertos, sempre quis ir a Paredes de Coura. Nunca fui." Agora o problema é "com quem". "Os amigos que supostamente me acompanhariam já não estão comigo. Só damos os parabéns uns aos outros."



Morreu a amizade, ficou o estigma, que tanto "dificulta o tratamento da doença mental", salienta António Roma Torres, director do serviço de psiquiatria do Hospital de São João, no Porto.



Ana concorda: "Quem não entende que a anorexia nervosa é uma doença mental, olha-nos de lado. É impossível. Fazem-nos companhia porque têm pena. Terem pena de mim é o pior que me podem fazer. Para isso, prefiro estar sozinha."



Uma nova amiga

Foi ao perder os amigos que encontrou uma nova: a anorexia. Tinha 14 anos, queria "ser a maior" no seu grupo. Tudo parecia bem, até que alunos de outras turmas começaram a integrar o seu grupo. A serem amigos dos seus amigos. Ana não gostava deles. Deixou de ir almoçar, deixava-se ficar sozinha no intervalo.



Em casa, não lhe apetecia comer. Não era por se achar gorda. Simplesmente, não lhe apetecia. Depressa começou a perceber que quanto mais magra ficava, mais os seus colegas se preocupavam com ela. "Era isso que eu queria, alguma atenção da parte deles, que eu já tinha perdido." Entrou num ciclo "vicioso e doentio": comer cada vez menos para tentar recuperar os amigos.



O espelho

Nem todas as anoréticas se acham gordas ao olhar para o espelho. Ana via-se magra, mas não via uma doença. Só percebeu que poderia ter um problema quando as calças de uma amiga "muito pequenina e magrinha" lhe ficaram largas. Aí viu os pequenos pormenores. A cara enfezada, as clavículas, os ossos das costas que não queria tocar quando passava creme depois do banho.



Escondeu-se durante uns tempos. Usava roupas largas, dizia que jantava, mas atirava a comida para o lixo. Um dia, a mãe viu-a a vestir-se e percebeu. Foi encaminhada para a ala de psiquiatria do São João, onde chegou a estar internada por duas e cinco semanas. "Foi a pior experiência da minha vida." O isolamento, a rigidez do plano alimentar, os horários. "É um tratamento demorado. Cheguei a estar uma semana com o mesmo peso. Depende de pessoa para pessoa."



"A anorexia nervosa é uma doença rara, muito grave, mas rara. É uma doença tratável. Demora tempo, pode demorar anos, e por isso é fundamental que o tratamento seja certeiro", refere a psiquiatra Isabel Brandão, que acompanhou a doente desde o primeiro momento. Tudo indica que o número de casos não esteja a aumentar, mas começam a surgir um novos comportamentos associados à doença.



Quatro anos depois, aos 18 anos, Ana entrou na faculdade. Quer ser psicóloga. Pelo que foi no passado e pelo que é hoje.

disponivel: http://jpn.icicom.up.pt/2011/10/10/saude_a_minha_nova_amiga_anorexia.html acesso em 14 de outubro

Corpos em Revista Urgente

Olá.



Estou uma pesquisa de corpos de mulheres aplicados em revistas e os impactos sofridos. Com fins academicos


Gostaríamos da sua participação .


Por favor clique neste link e responda as perguntas.






O Link: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dDNHWWhlUWRBQzV5ekQtcGhma1A3blE6MQ








Selma Felerico

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cirurgia Plástica: Devo fazer?

Ellen Colombo7/10/2011 10:03:58
Para especialista, casos de complicação acontecem quando os fatores de risco são ignorados


O Brasil é o segundo País no mundo onde mais se realizam cirurgias plásticas estéticas. Os Estados Unidos ficam em primeiro. As novidades da área da cirurgia plástica sempre despertam interesse cada vez maior de homens e mulheres de todas as idades em busca da beleza e autoestima.

De acordo com a médica cirurgiã plástica Giovana Romano, que atende na Clínica Athenas, em Canoinhas, o aumento do número de cirurgias no Brasil, se deve a facilidade de se informar sobre o assunto, seja por meio de revistas ou da internet. Outro fator que coloca o Brasil em segundo lugar no ranking é o momento pelo qual o país está passando, mais estável economicamente. “As cirurgias estão mais acessíveis a todas as pessoas, é possível programar e realizar o sonho da cirurgia plástica dentro do orçamento da família sem problemas”, destaca.


Segundo a médica, dependendo da intensidade da cirurgia não é necessário idade mínima. Algumas são realizadas na infância, como orelhas de abano, por exemplo. “Para colocação de próteses de silicone é recomendável ter pelo menos 18 anos. Alguns casos de mamas muito grandes também podem necessitar de cirurgia, desde que haja prejuízo à coluna, dores ou um fator de autoestima associado ao problema”, conta.

A médica explica que cada caso é peculiar e deve ser bem avaliado e explicado pelo profissional médico ao paciente. “Nos casos de pacientes na adolescência, recomendamos a presença da mãe, do pai ou de um maior da família que seja responsável”, conta. E pessoas idosas, podem fazer cirurgias plásticas? Segundo a médica, desde que as condições de saúde estejam em perfeito estado e os exames de sangue e coração estejam normais, não há impedimento. “Claro, os cuidados devem ser redobrados, pois o idoso tem sensibilidade aos medicamentos e cicatrização mais delicados, mas a melhora da autoestima acontece em todas as idades”, acrescenta.

Outra cirurgia bastante procurada são as plásticas para pacientes que fizeram cirurgia de redução de estômago, pois há uma sobra de pele muito grande no abdome, braços, pernas, mama e face. “A cirurgia plástica corrige a flacidez e devolve ao paciente o contorno corporal para melhor ajuste nas roupas e trajes de banho”, explica. Para a médica, o sucesso de uma cirurgia plástica está ligado ao bom resultado e à satisfação do paciente. “Depende diretamente da confiança do paciente no cirurgião, de todos os cuidados com segurança do paciente envolvidos no pré-operatório e no pós-operatório.”


MAIS PROCURADAS



Segundo Giovana, que é membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e atua na área da cirurgia plástica estética e reparadora, as cirurgia estéticas mais realizadas atualmente são as de aumento mamário com prótese de silicone e lipoaspiração. Para a médica, o que muitas mulheres buscam no silicone é aumentar sua autoestima, ter mais confiança para vestir um decote ou um biquíni, por exemplo. “Os seios sempre foram um símbolo da feminilidade e da beleza da mulher em todos os períodos da humanidade. Não é uma questão de modismo e sim de valorização da mulher”, acredita.
A especialista comenta que outra cirurgia muito procurada é a lipoaspiração, ou lipoescultura, que pode apresentar riscos conforme o tempo cirúrgico e volume de gordura aspirado. De acordo com a médica, quanto maior o tempo e quantidade de gordura, maior o risco de uma embolia gordurosa, trombose venosa ou arritmia cardíaca. “Uma pessoa que já tenha diabetes, hipertensão ou episódio de trombose tem um risco maior para qualquer tipo de cirurgia. Os casos de complicação acontecem quando os fatores de risco são ignorados e, principalmente, quando a cirurgia é realizada em local inadequado, sem equipe de anestesia e com médico não habilitado”, explica.



SATISFEITO

Para quem pensa que cirurgia plástica é coisa de mulher, está muito enganado. Os homens estão visitando clínicas de estética cada vez mais. Nos últimos 5 anos, a quantidade de operações feitas pelo público masculino cresceu 30%. "Além de querer estar bem, o homem está usando sua aparência para ajudar nas suas conquistas profissionais", afirma. *Fernando, 30 anos, é um exemplo disso. Ele fez uma lipoaspiração abdominal há três anos com Giovana. Ele conta que sempre foi magro, mas tinha uma camada de gordura no abdome que o incomodava. “Depois de um tempo fazendo atividade física a camada de gordura não sumiu, então procurei uma especialista, me informei e optei por fazer a cirurgia”, conta. Hoje ele está satisfeito com o resultado. “Foi o que eu esperava, mudei meu estilo de vida e minha dieta alimentar. Faço atividades físicas regularmente e me sinto motivado em praticar atividade física para manter a forma”, comenta.

De acordo com ele, a qualidade de vida, autoestima e satisfação foram realmente alcançadas. “Eliminei o que me incomodava, era uma coisa pessoal, eu não me sentia bem”, explica. Sobre os riscos, Fernando acredita que eles são superados quando o paciente tem confiança no profissional escolhido. A cirurgia aconteceu em Curitiba. “Fiz a operação em uma sexta-feira e na segunda já voltei ao trabalho, claro que o pós-operatório exige cuidados especiais, mas foi tudo muito tranquilo”, conta.

*Nome fictício, o entrevistado não quis revelar sua identidade

http://www.adjorisc.com.br/jornais/correiodonorte/editorias/saude/cirurgia-plastica-devo-fazer-1.963050 acesso em 11 de outubro

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