terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mau hábito alimentar requer campanhas




A imagem do Brasil como um país desigual não se sustenta apenas em pesquisas acadêmicas.

Uma simples observação nas grandes cidades leva a esta constatação. Tem havido melhorias

na má distribuição da renda, mas a redução das desigualdades é um processo lento, pois ele

depende de fatores de longa maturação, como o nível de instrução da população.

Outra imagem clássica do Brasil é a de um país de famélicos. A subnutrição pátria está

retratada na literatura, na música, na poesia. Há obras-primas inspiradas no sofrimento do

nordestino em períodos de seca, por exemplo. Como não poderia deixar de ser, a fome

costuma ser tema explorado em certo discurso político.

A subnutrição, principalmente a infantil, ainda é problema, embora já tenha sido mais grave.

Neste ponto, porém, pesquisas e estudos têm sido menos pessimistas que políticos e artistas.

O candidato Luís Inácio Lula da Silva levantou, na campanha de 2002, a bandeira do combate

à fome. Sensato, aparece no documentário “Entreatos”, feito pelo cineasta João Sales sobre os

bastidores daquela campanha, dizendo-se cético quanto a estimativas de que haveria 50

milhões de brasileiros famélicos.

Considerava e tinha razão o número muito elevado, irreal.

Mas, como política é política, a demonstração de sensatez registrada no filme não o impediu de

converter o frustrado programa Fome Zero no Bolsa Família a consolidação sob um único nome

das linhas de assistência criadas no governo FH.

De grande apelo eleitoral, o Bolsa Família foi expandido até chegar a atingir aproximadamente

13 milhões de famílias ou, direta e indiretamente, cerca de 50 milhões de pessoas, aquele

mesmo número cabalístico que Lula rejeitara na campanha.

Na semana passada, o IBGE divulgou os resultados da mais recente Pesquisa de Orçamentos

Familiares (POF), referente a 2008-2009, com a consolidação do quadro revelado no

levantamento anterior: não existe mesmo no Brasil aquela fome que grupos políticos

denunciam em campanha. Na penúltima POF, o índice de pessoas de baixo peso era de 4%,

menos que a taxa de 5% aceita como normal pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O

problema no Brasil passou a ser outro: o avanço da obesidade, como ocorre em sociedades

afluentes. Segundo o IBGE, 49% dos brasileiros já se acham acima do peso. As crianças não

escampam, com 33,5% delas gordas e 14,3% obesas.

Coloca-se, então, mais uma tarefa para o poder público: campanhas para melhorar os hábitos

alimentares das pessoas e incentivos à prática de exercícios físicos, inclusive com intervenções

nas cidades para a criação de áreas de lazer, como indicou o médico Carlos Augusto Monteiro,

professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, em artigo publicado no GLOBO.

É possível que o bunker dirigista que funciona na Anvisa aproveite a última POF para reforçar

seus ataques à publicidade de alimentos industrializados para crianças. Será novo engano. Por

que não estabelecer novos parâmetros para a indústria no uso de sal, gordura e açúcar? É um

equívoco achar que a supressão da propaganda alterará hábitos de consumo.

Fonte: O Globo, Rio de Janeiro, 31 ago. 2010, Primeiro Caderno, p. 6.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A evolução da beleza



Das Vénus da Pré-História à moda dos nossos dias, o corpo engordou, emagreceu, voltou a engordar e, num ápice, ficou anorético. Uma pequena história da beleza
Anabela Natário (www.expresso.pt)

17:50 Segunda feira, 30 de Agosto de 2010

O artista agarrou num pequeno pedaço de calcário poroso e esculpiu uma mulher, talvez a sua ou uma outra da tribo. Fez o que viu ou imaginou a seu gosto? Provavelmente, porque foi há 22 ou 24 mil anos, inspirou-se no modelo mais próximo e comum. Somos, então, levados a pensar que, na Idade da Pedra, um corpo feminino belo era gordo, de seios enormes, ventre proeminente e ancas roliças. Bem, nesta época, dizem os especialistas, o olhar masculino era mais atraído pelo mistério da fertilidade...
A escultura de 11 centímetros do ilustre desconhecido, desenterrada em 1908, na Áustria, recebeu o nome de Vénus de Willendorf. Desde essa data, inúmeras estatuetas semelhantes foram sendo descobertas, dos Pirenéus à Sibéria, mostrando aquilo que o homem, durante um largo período de tempo, via e apreciava na mulher. A obra mais antiga, conhecida, data de há 35 mil ou 40 mil anos e foi encontrada na Alemanha, é a Vénus de Schelklingen, de apenas seis centímetros, com o seu peito enorme e ancas largas, em marfim de mamute.



"A beleza das Vénus está nas formas e na valorização do corpo feminino no que há de mais exuberante na mulher: o quadril e o seio. A preocupação estética é inerente à necessidade da expressão humana e o ser humano, nessa época, visceralmente expressa a beleza que é ser mulher: o ser que garante a sobrevivência e continuidade da espécie humana. A imagem do feminino nasce plasticamente do grande mistério que é a fertilidade e do grande enigma que passa a ter esse ser capaz de tamanha divindade - gerar e parir semelhantes", afirmam as professoras brasileiras Isabel Hennig e Adriana Barbosa no estudo "Para Além das Imagens do Feminino".



À dezena de pequenas mulheres talhadas em calcário, marfim, cerâmica ou carvão, que os arqueólogos têm encontrado, foi dado o título de Vénus, numa assunção de que estas representam um ideal, ou não tivessem escolhido para as identificar o nome da deusa romana da beleza que nasceu numa concha de madrepérola e se fazia transportar num carro puxado por cisnes. Era bonita, diríamos ainda hoje, esteticamente bela, proporcional, simétrica e equilibrada - diriam os gregos, para quem o belo também tinha uma dimensão moral.











"Olhemos para uma daquelas estátuas de menina que os artistas do século VI a.C. esculpiam...", começa por dizer Umberto Eco, na sua "História da Beleza". "Os pitagóricos teriam explicado que a rapariguinha era bela porque nela um justo equilíbrio dos humores produzia um colorido agradável e porque os seus membros estavam numa relação certa e harmónica, dado que eram regulados pela mesma lei que regia a distâncias entre as esferas planetárias. O artista do século VI estava obrigado a realizar aquela beleza imponderável de que falavam os poetas e que ele próprio teria captado numa manhã de primavera, observando o rosto da rapariga amada, mas obrigado a ter de a realizar na pedra e concretizar a imagem da rapariga numa forma."



Avançando até à Renascença, assiste-se a uma nova visão e utilização do corpo, apoiada na redescoberta e recriação da Antiguidade Clássica. Entre o fim do século XIII e o princípio do XVII, o corpo passa a ser algo que se deve enfeitar com arte e de modo a ver-se bem. Os ourives criam peças para ostentar pelo corpo, artigos concebidos "segundo cânones de harmonia, proporção e decoro", como refere o professor italiano licenciado em Estética, lembrando que "o Renascimento é um período de empreendimento e atividade para a mulher, que na vida de corte dita leis na moda, se adequa ao fausto imperante, mas não se esquece de cultivar a sua mente, participa ativamente nas belas-artes, tem capacidades discursivas, filosóficas e polémicas".



"Mais tarde, o corpo da mulher, que se mostra publicamente, será contrabalançado pela expressão privada, intensa e quase egoísta dos rostos, de não fácil decifração psicológica e, por vezes, intencionalmente misteriosa: eis a Vénus de Urbino de Ticiano ou a mulher da Tempestade de Giorgione. A Vénus de Velázquez aparece-nos de costas, enquanto só lhe percebemos o rosto por reflexo, no espelho. Artificialidade do espaço e caráter fugidio da beleza feminina encontrar-se-ão ainda, nos séculos seguintes, nas mulheres de Fragonard, em que o caráter onírico da beleza preludia já a extrema liberdade da pintura moderna: se não há vínculos objetivos para a representação da beleza, porque não colocar uma bela nudez numa merenda burguesa sobre a relva?"



Quanto ao corpo do homem, por esta época, o entendimento é diferente. Quando eles são retratados, não interessam as regras da proporção e da simetria, sim personificar o poder ou, talvez, dar o grito do Ipiranga em relação aos preceitos clássicos. "As formas do corpo não escondem a força nem os efeitos do prazer: o homem de poder, gordo e entroncado, quando não musculoso, tem e ostenta os sinais do poder que exerce. Certamente não são esbeltos Ludovico, o Mouro, nem Alexandre Bórgia (que goza da fama de objeto de desejo das mulheres do seu tempo), nem Lourenço, o Magnífico, nem Henrique VIII. E, se Francisco I de França, no retrato de Jean Clouet, dissimula debaixo de amplas vestes a sua esbelteza démodée, a sua amante Ferronière, retratada por Leonardo, enriquece a galeria de olhares femininos indecifráveis e fugidios", diz Umberto Eco.



Seja como for, para a mulher e para o homem, o ideal de beleza foi mudando e... repetindo-se. A dada altura, regressámos aos tempos em que gordura volta a ser formosura e as mulheres se querem pequenas como a sardinha. Foi no século VIII e, na centúria de 20, depois da morte dos espartilhos e das cinturas finíssimas, quando o corpo feminino se libertou, literalmente. Não chegou às formas do paleolítico, mas andou perto... Só que, entretanto, surgiu a inglesa Lesley Hornby, mais conhecida por Twiggy, a primeira supermodelo do mundo, que impôs, no final dos anos 1960, o corpo franzino, o cabelo curto e olhos rasgados encimados por longas sobrancelhas, transmitindo um ar andrógino.



A partir daí, os corpos foram-se querendo, por força dos desfiles de moda, cada vez mais finos, esquálidos, mesmo. Tanto de mulheres como de homens. O primeiro sinal foi dado pela Calvin Klein, nos anos 1990, quando fotografou a modelo Kate Moss, seminua, macérrima, com ar de viciada em drogas duras. E todos começaram a aparecer muito magros, olheirentos, num estilo de "heroinómanos chiques". De tal forma se regressou ao fino, mas acrescentando-lhe o ar de doente terminal, que alguns países resolveram impedir a disseminação da ideia de que magreza é beleza. Em 2006, o governo regional de Madrid proibiu desfiles de looks anoréticos e a polémica resolução foi bem aceite pela Cibele, uma das mais importantes semanas da moda europeias que decorre anualmente na capital espanhola. Perto de 40 por cento das manequins foram vetadas: todas as que apresentavam um aspeto doentio e um índice de massa corporal abaixo dos 18.



"Estamos magras mas não doentes", queixaram-se as excluídas, estranhando o comportamento espanhol (em França e em Inglaterra houve apelos no mesmo sentido, mas não se chegou a medidas drásticas). As modelos poderão ter alguma razão, face às exigências do outro lado do mundo. Ainda no passado mês de outubro, a Ralph Lauren despediu uma das suas modelos com o argumento de que era muito gorda, isto depois de abusar do Photoshop para lhe adelgaçar o corpo nas fotos das suas campanhas publicitárias e com tanto exagero que a modelo aparecia com a cabeça muito mais larga do que o corpo. Ora, Filippa Hamilton, de 23 anos, que trabalhava para a marca desde 2002, pesava 54 quilos e media 1,77 de altura, com estes números não poderia desfilar em Espanha e, segundo a Organização Mundial de Saúde, o seu peso ideal deveria ser de 70,9 kg...



De facto, o mundo parece esquizofrénico. Nos Estados Unidos, onde os corpos do cidadão comum são cada vez mais volumosos, a marca que redefiniu o "estilo americano" quer cabides. Na Alemanha, a revista feminina de maior tiragem decidiu substituir as fotografias de corpos de manequins moldados por programas informáticos por "mulheres reais". A causa? A diretora da publicação, Andreas Lebert, disse estar farta de engordar corpos com Photoshop para que as raparigas parecessem pessoas normais. "O peso médio das modelos é cerca de 23% menor do que a maioria das mulheres", disse, adiantando que também tinha recebido muitas queixas de leitoras incapazes de se identificarem com as modelos das capas.



O corpo, independentemente da beleza, é o património natural do ser humano. "As sociedades humanas agem sobre o corpo através de regras de etiquetas, sanções e proibições, de prémios e castigos, de leis e penas e tudo isso se reflete na forma de andar, sentar dormir, amar, de se alimentar, etc. Nesse sentido, o corpo é uma encruzilhada de acontecimentos culturais e sociais, animais e psíquicos, uma confluência de fenómenos, uma rede de emoções, uma teia de movimentos, um repertório inesgotável de gestos", dizia, no século XIX, o pensador brasileiro José Carlos Rodrigues.

Publicado na Revista Única de 28 de Agosto de 2010

Disponível em:

Uma nova geração de narcisistas

Os jovens exigem de si e dos outros nada menos que a beleza absoluta. Até onde isso pode levar?

Martha Mendonça. Colaborou Maurício Meireles

Foi em março do ano passado, pouco antes de o verão terminar, que o estudante paulistano F., de 16 anos, tomou a decisão: não haveria mais luz em seu banheiro. Ele não queria ver o próprio rosto refletido no espelho. Detestava sua imagem. Havia quase um ano que ele reclamava com a mãe, advogada, sobre suas “rugas” – pequenas linhas de expressão no canto dos olhos, praticamente imperceptíveis. “Meu filho sempre foi bonito, alvo de elogios de todos”, diz ela. “Mas, adolescente, começou a inventar imperfeições.” O estudante queria fazer tratamentos para ficar com a pele (que nem sequer tinha espinhas) “completamente lisa”. Implicava com os poros do rosto. Quando ele retirou as lâmpadas do banheiro, a mãe o levou a uma dermatologista, que acabou atuando mais como psicóloga do que em sua própria especialidade. “Receitei uns sabonetes para ele sossegar, mas passávamos as consultas conversando”, afirma a médica. “Cheguei a apresentá-lo a uma jovem atriz, paciente minha, para ele se convencer de que a pele perfeita dos famosos das revistas não existe na vida real.” Aos poucos, auxiliado por um psicólogo, F. dominou sua ansiedade. Hoje ainda consome hidratantes, mas dá mais atenção à faculdade de engenharia, recém-iniciada.



Histórias como a de F. estão chegando aos consultórios de dermatologistas e cirurgiões plásticos – além de nas salas dos psicólogos. Os adolescentes querem mudar o corpo, guiados por uma percepção estética exacerbada e irrealista. O belo não é mais suficiente para eles. Querem ser perfeitos: pele sem máculas, rosto sem assimetrias, cabelos iguais aos de seus ídolos. Com esse tipo de sensibilidade, pequenos defeitos (ou mesmo particularidades de origem racial) são motivo de vergonha ou depressão.



“Somos uma sociedade obcecada pela beleza, disposta a persegui-la a qualquer custo”, afirma Nancy Etcoff, psicóloga da Universidade Harvard. Pesquisadora do tema há duas décadas e autora do livro A lei do mais belo, ela diz que crianças e adolescentes atuais estão mais preocupados com a aparência do que em qualquer outro período da história. “É uma preocupação torturante e cotidiana”, afirma. Os americanos cunharam a expressão “geração diva” para definir os jovens e os adolescentes tomados pelo ideal da perfeição física. Na semana passada, uma pesquisa com 200 jovens americanos, realizada pela Universidade Rutgers-Canden, em Nova Jersey, constatou que aqueles que acompanham reality shows sobre cirurgias plásticas são mais propensos a realizar esse tipo de cirurgia. “O que os adolescentes pensam sobre seu corpo hoje vai contribuir para o próprio conceito de saúde que terão no futuro”, diz Charlotte Markey, uma das pesquisadoras. E não só nos Estados Unidos.



“O espelho está distorcido”, afirma o cirurgião plástico Ivo Pitanguy. “O adolescente está programado para captar informação e absorve como ninguém essa busca pela perfeição em nosso tempo.” Pitanguy acredita que vivemos a “era da visibilidade”, na qual a forma e a imagem são os valores sociais mais importantes. Em seu consultório e nas palestras, ele diz deparar com necessidades estéticas cada vez mais elaboradas, nem sempre “coerentes com a realidade”. Qual é a fração da juventude brasileira que vive essa tremenda ansiedade estética? Não se sabe, mas médicos e psicólogos sugerem que ela não se restringe apenas aos privilegiados. O imperativo da beleza atinge todos os grupos sociais, e cada um gasta o que pode. Uma pesquisa encomendada nos Estados Unidos pela Associação Cristã de Moços (YMCA, na sigla em inglês) descobriu que garotas pobres estão gastando em produtos e tratamentos de beleza um dinheiro desproporcional. Economizado, ele poderia garantir o pagamento da universidade. E o futuro profissional dessas garotas.



A ansiedade em torno da beleza já foi captada pela literatura. Uma sociedade em que todos são igualmente belos é o tema do best-seller Feios, do escritor americano Scott Westerfeld, lançado no Brasil pela Editora Record. O livro se passa num mundo imaginário, onde, ao completar 16 anos, todos têm direito a uma plástica radical que os tornará não apenas bonitos, mas perfeitos. As feições são corrigidas e a pele é trocada por outra, sem espinhas nem manchas. Os ossos são substituídos por uma liga artificial, mais leve e resistente. A partir daí, os adolescentes saem dos alojamentos da “Vila Feia” e passam a frequentar “Nova Perfeição” – uma região rica, de festas grandiosas e aventuras esportivas. Sonho de todo adolescente? “Não se pode negar que pessoas bonitas têm mais oportunidades de emprego, de amizade, de sucesso”, disse o escritor a ÉPOCA. “A beleza é hoje o maior referencial de nossa sociedade. A busca da perfeição tomou conta até de quem ainda não percebeu.”



Coordenadora do Laboratório de Doenças da Beleza da PUC-RJ, a psicóloga Joana de Vilhena diz que a percepção que os jovens têm do próprio corpo obedece a um misto de ambiente familiar e cultura. “Uma sociedade de espetáculo e de consumo como a nossa inunda o jovem de belas imagens e o incita a consumi-las”, afirma. Como dissociar a magreza cada vez mais visível de modelos e atrizes do boom de transtornos alimentares de nosso tempo? Estima-se que haja 100 mil adolescentes anoréxicos ou bulímicos no Brasil, sendo 90% mulheres de 12 a 20 anos.



Um novo tipo de distúrbio que vem sendo estudado na última década parece intimamente ligado à obsessão pela beleza dos adolescentes: o transtorno dismórfico corporal (TDC). Quem sofre de TDC não tem uma percepção adequada da própria imagem. Vê defeitos que não existem ou aumenta os existentes. Como consequência, o doente coloca aquela “imperfeição” no centro de sua vida e preocupa-se em tempo integral com a possibilidade de superá-la. Um dos exemplos de provável vítima desse tipo de transtorno foi o cantor Michael Jackson, que passou a vida refazendo sua aparência.



“O pedaço vira o todo”, diz a dermatologista Luciana Conrado, pioneira em estudos do TDC no país. Em 2003, ela constatou, em seu consultório, um número expressivo de jovens querendo tratamentos desnecessários. Acabou desenvolvendo uma tese de mestrado na Universidade de São Paulo (USP), na qual uniu as áreas de dermatologia e psiquiatria. “No Brasil, os adolescentes tendem a sofrer muito com a autoimagem por causa da diversidade e das misturas raciais, que produzem biotipos diferentes do padrão europeu, valorizado por eles”, afirma.



As gêmeas que adoram o espelho

As gêmeas curitibanas Mônica e Monique Sperandio são o reflexo uma da outra – mas, mesmo assim, não dispensam um bom tempo em frente ao espelho. Aos 16 anos, admitem ser obcecadas pela aparência. Desde meninas têm a mesma rotina semanal: maquiagem diária para sair de casa, chapinha três vezes por semana e compras no shopping a cada momento de folga – para aproveitar o cartão de crédito que ganharam da mãe. “Temos seis portas de armário cheias de roupas e sapatos”, diz Mônica, orgulhosa. No ano passado, pintaram o cabelo. Queriam muito ser louras, mas desistiram porque o cabelo ficou ressecado. Garantem que equilibram beleza e inteligência. “No ano passado lemos, juntas, 71 livros.” E afirmam, em dupla: “Não queremos ser burras, mas a beleza é fundamental”.

Disponivel em< http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI164998-15228,00.html. Acesso em 29 agosto de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

Cirurgias plásticas devem fazer parte do pacote de casamento?




58% das noivas da Inglaterra e cerca de 39% dos noivos estão dispostos a fazer uma cirurgia plástica ou outro procedimento estético, como preparativo para o casamento. As informações são de um site inglês – Goodsurgeonguide.co.uk – coordenado por Christiana Clogg, que perguntou a 512 casais, se eles estavam considerando fazer algum procedimento estético antes do dia de seu casamento. Os resultados também revelaram que 11% das mulheres e 9% dos homens que participaram da pesquisa já haviam feito alguma intervenção cirúrgica. Os procedimentos considerados para antes “do grande dia” pelos pesquisados incluiam aplicação da toxina botulínica, implante de silicone para aumento das mamas, clareamento dental, lipoaspiração, dentre outros. Segundo a coordenadora do site, como o casamento é o dia mais importante da vida de muitos homens e mulheres, é normal que um grande número de pessoas queira que tudo esteja perfeito, incluindo a própria aparência. Ainda segundo Clogg, a razão mais comum para as pesquisadas quererem fazer uma cirurgia plástica antes do casamento era sair melhor nas fotos, com 64% dizendo que a plástica as faria sentir melhor no dia da cerimônia. Já os homens estavam preocupados principalmente em dar prazer à sua companheira, três, em cada cinco, disseram que fariam a cirurgia plástica para ficarem mais atraentes para sua cara-metade.

Disponível em <: http://dicadebeleza.wordpress.com/2010/08/21/cirurgias-plasticas-devem-fazer-parte-do-pacote-de-casamento/> Acesso 29 de agosto de 2010

O paciente deve ser informado que os maiores riscos da lipoaspiração são tromboses e embolias

Se você digitar, hoje, lipoaspiração no Google, verá diversas notícias associando o procedimento a complicações e até mesmo ao falecimento de alguns pacientes. Nos últimos anos, problemas durante a realização desta cirurgia têm ocupado espaço na mídia, em todo o País. "Na verdade, não existe uma cirurgia mais arriscada do que outra, nem mesmo as cirurgias plásticas. A lipoaspiração está sujeita às mesmas complicações que qualquer outro procedimento cirúrgico", explica Ruben Penteado, cirurgião plástico, diretor do Centro de Medicina Integrada.

Após mais de trinta anos de aplicação da técnica, a lipoaspiração está consolidada no Brasil. As estatísticas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, SBCP, indicam a realização de 90.000 lipoaspirações por ano. "Precisamos avançar nas questões que garantam maior segurança à realização do procedimento, o que necessariamente passa por uma melhor qualificação dos profissionais", destaca o médico.

Problemas com a lipoaspiração acontecem quando a indicação do procedimento não é precisa. No rol das promessas de emagrecimento fácil estão chás medicinais, adesivos cutâneos, ‘dietas da moda’, pílulas que regulam o apetite, cirurgias de redução do estômago... Freqüentemente, a lipoaspiração também é a saída procurada por pessoas que estão acima do peso. "A lipoaspiração não é um método de emagrecimento. É um procedimento destinado a remover gordura localizada, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal. É o tipo de gordura que dificilmente pode ser eliminado, mesmo com o auxílio de exercícios físicos e de uma nova dieta", explica Ruben Penteado, que é membro da SBCP.

Vale destacar também que esta regra só se aplica a pacientes adultos. Crianças, ainda que tenham acúmulo de gordura no corpo, a ponto de comprometer seu bem estar físico e psicológico, não devem se submetidas à lipoaspiração. "Já para os adolescentes, a lipoaspiração pode ser indicada, contanto que o jovem operado não seja obeso", destaca Penteado.

Além da indicação bem feita, as contra-indicações precisam estar bem claras também. "A partir de 10% a mais do peso ideal, os resultados da lipoaspiração não são tão satisfatórios. É importante entender que se trata de uma cirurgia de acerto de contornos e não deve ser encarada como um método para emagrecer", explica Ruben Penteado.

Há um limite de gordura que pode ser retirado. De acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina, não se pode passar de 7% do peso corporal do paciente na lipoaspiração úmida (com injeções de soluções líquidas) e 5% de retirada de gordura na lipoescultura a seco.

Doenças cardíacas graves, alterações pulmonares, anemia, diabetes e hipertensão arterial precisam estar sob controle para que o paciente seja operado. "Outra grande contra-indicação diz respeito às alterações psicológicas, como depressão e doenças ligadas à auto-imagem, como a anorexia e a bulimia. Nesses casos é preciso acompanhamento profissional psicológico antes da cirurgia", defende o cirurgião.



PRECAUÇÕES

Um fator que contribui para o sucesso do procedimento é o conhecimento dos riscos por parte do paciente. "O paciente deve ser informado que independentemente da técnica, os maiores riscos da lipoaspiração são tromboses e embolias. Para prevenir problemas é necessário que o médico investigue se o paciente apresenta histórico anterior de flebite e trombose nas pernas. Deve ser usada uma bomba massageadora, durante e após a cirurgia, para estimular a circulação na panturrilha. É aí que reside o risco de formação de flebite e trombo, que pode causar até mesmo uma embolia pulmonar", diz o diretor do Centro de Medicina Integrada.

A realização da cirurgia em ambiente adequado, com toda a infraestrutura para atendimento de emergência e acompanhamento de anestesiologista também auxilia na prevenção de intercorrências. O paciente deve também observar a estrutura de atendimento ambulatorial do profissional. Durante a consulta, o especialista deve passar calma, confiança, além de tirar todas as dúvidas do paciente.

"Se o ambiente apropriado é importante, imagine então o cuidado na escolha do cirurgião plástico. O primeiro passo é verificar se o profissional é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Depois, é conveniente conversar com pacientes que já foram operados por esse médico e verificar também se ele atua em bons hospitais e se a equipe dele é habilitada e treinada", aconselha Ruben Penteado.

Por enquanto, não há nenhuma normatização impedindo que um médico de outra especialidade faça uma cirurgia plástica. Mesmo não sendo obrigatório, o título de especialista indica um maior preparo. Para recebê-lo, o médico precisa fazer dois anos de residência em cirurgia geral e três anos em cirurgia plástica. Depois, se submete às provas da SBCP e torna-se membro da Sociedade, que tem 4.800 associados.

Por fim, desconfie de promessas milagrosas. "Minilipo", "Lipinho" ou "Lipo Light" são nomes que seduzem e podem até confundir quem quer melhorar o contorno corporal, mas tem medo de se submeter a uma cirurgia. "Não considero apropriado ‘mascarar’ o procedimento, lipoaspiração é sempre lipoaspiração, com os seus riscos e benefícios. É preocupante observar a banalização das lipoaspirações de pequeno porte", diz o médico.

A publicidade médica irregular é a infração mais recorrente nos processos analisados pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Cremesp, que envolvem a cirurgia plástica e os procedimentos estéticos. Esta prática abrange a exposição de pacientes (mostrando o "antes" e o "depois"), a divulgação de técnicas não reconhecidas, de procedimentos sem comprovação científica e a mercantilização do ato médico (anúncios em quiosques de shoppings, promoções onde o "prêmio" é uma cirurgia plástica, consórcios e crediários para realização de cirurgias plásticas). "Ao se deparar com anúncios como estes, o paciente deve ficar alerta. A cirurgia plástica não pode ser oferecida como uma vantagem, uma bagatela, um grande negócio...", afirma o diretor do Centro de Medicina Integrada.

Disponível em: http://www.progresso.com.br/not_view.php?not_id=47055> Acesso em 28 agosto 2010


sábado, 28 de agosto de 2010

Aumenta a obesidade infantil no Brasil

O paradoxo da sociedade contemporânea: Anorexia X Obesidade


Estudo verificou que crianças podem sofrer sérios danos à saúde devido ao excesso de peso. Quando estão acima do peso ideal e apresentam gordura abdominal, o risco de futuramente terem problemas cardiovasculares é aumentado. Além disso, podem apresentar enfraquecimento ósseo, o que acarreta em maior chance de fraturas. A pesquisa foi publicada no Journal of Bone and Mineral Research.



As avaliações aconteceram com 140 crianças com idade de 7 a11 anos, as quais não tinham o hábito de freqüentemente praticar exercícios físicos. Os resultados apontaram que 30% destas eram propensas a ter diabetes, pois tinham algum problema com a regulação de açúcar no sangue. Já 5% apresentavam menos massa óssea, mas isso, segundo especialistas, devido ao acúmulo de gordura na região do abdômen. Fato comum em crianças com pré-diabetes.



Os médicos afirmam que é durante a infância o melhor período para se aumentar a força dos ossos, o que reduz a osteoporose. Exercícios regulares para os pequenos é a melhor dica.

Por Oscar Ariel
Acesso em 28 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Anorexia aos 11 anos

A paulistana Fernanda Eleutério fala sobre o drama da doença na infância. Aos 19 anos, está recuperada e é estudante de enfermagem

Aline Ribeiro



RECUPERADA

Fernanda teve anorexia aos 11 anos (foto à esq.). Hoje, com 19 (à dir.)Eu era uma criança gordinha. Tinha menos de 1,50 metros e pesava quase 60 quilos. Na escola, me chamavam de baleia, barril... Sempre fui traumatizada com isso. As crianças têm preconceito com o diferente. Aí você mesma acaba se diferenciando dos outros, se distanciando. Me sentia invisível na infância. Eu tinha uma única amiga. Eu era gordinha e ela era muito magra. Acho que por isso nos aproximamos. Os outros colegas não conviviam com opostos.



Eu tinha 11 anos e, nas férias de janeiro, decidi que queria fazer alguma coisa para emagrecer. Meu prato passou a ficar cheio. Mas cheio de alface. No começo, meus pais pensavam: “nossa filha está fazendo regime, que coisa boa”. Quando eu perdi muito peso, começaram a ficar desesperados.



Meus pensamentos eram distorcidos. Me olhava no espelho e via uma pessoa muito gorda. Hoje consigo lembrar exatamente daquela imagem. Com uma diferença: agora eu sei que era raquítica. Além de me enxergar gorda, eu via os outros gordos. Eu assistia ao São Paulo Fashion Week e achava todas aquelas modelos esqueléticas gordas demais.



Um dia, peguei uma colher menor que de café para comer uma fruta. Eu olhava para aquela colher e via uma coisa enorme. Parecia que eu ia virar uma bola depois que comesse aquela quantidade. Comecei reduzindo as quantidades de porções. Em seguida, tirei doces e gorduras. Teve um momento que eu quase não comia.

Eu pegava livros de Biologia na escola para aprender sobre as calorias. Tinha uma tabela e eu calculava o quanto comia. Não podia passar de 200 calorias por dia. E eu já achava demais.

Um dia, a professora de Biologia pediu cada aluno fazer sua pirâmide alimentar e perguntou de quem estava invertida. Eu fui a única a levantar a mão. A minha pirâmide tinha salada na base. Carboidrato e proteína ficavam lá em cima. Sem contar que não tinha ponta. Eu nem pensava em comer açúcar e gordura.

Quando algum amigo me perguntava sobre alimentação, eu respondia na ponta da língua, como se fosse médica. Na minha vida, não conseguia aplicar nada. Esta foi a época que eu mais cozinhei na minha vida. Fazia as pessoas comerem bife a parmegiana, coisas gordurosas que eu nunca comeria. Queria ver os outros felizes.
Eu lia todas as revistas com mulheres perfeitas na capa e achava demais. Via aquelas chamadas “Emagreça 5 kg em uma semana” e lá ia eu.
Criei vários rituais. Eu precisava mastigar dois minutos cada colherada de comida. Sempre deixava alguma coisa no prato. Só fazia as refeições em horários padrões. Eu chorava quase todas as refeições. Ficava aos prantos. Parecia que tinha caído uma bomba no meu estômago. E que eu tinha engordado muito com aquilo.
Coloquei uma esteira no meu quarto para ajudar a emagrecer. Eu acordava de madrugada e, escondida dos meus pais, fazia exercícios. Não durou muito, porque eu tinha pouca força.
Fui de quase 60 kg para 27 kg em menos de seis meses. Eu quase não tinha cabelo, sentia muito frio mesmo no verão, não tinha mais força para nada. Quando o corpo se acostuma a emagrecer, não para mais. Perdi 7 kg em uma semana. 2 kg de um dia para o outro. Se eu medisse, a cintura cabia dentro das minhas mãos.

»Prevenção da anorexia: o exemplo é tudo

»Anorexia no recreio
Meus batimentos cardíacos chegaram a 50 por minutos (o normal é entre 90 e 120 bpm). Tive osteopenia (perda de cálcio nos ossos). Não menstruei por um ano. Eu era amarelada e tinha aparência de 70 anos.
Eu não deixei de ir à escola, mas não tinha força para manter minha postura ereta na cadeira. Eu ficava com os braços e cabeças deitados na mesa durante toda a aula. Só conseguia ouvir o que o professor falava. Passei a ter dificuldades para caminhar. Precisava me apoiar na minha mãe, como se fosse uma bengala, para me locomover.
Meus pais procuraram ajuda. Nutricionistas, psicólogos, psiquiatras. Comecei a fazer o tratamento para ganhar peso, mas ainda não me conformava em ter de comer. Eu pensava: “minha dieta é perfeita”, “o mundo está errado”, “eles deveriam fazer como eu”.
Eu não sei por que tive a doença. Pode até nem ter sido por causa dos apelidos na escola. Acho que eu tinha predisposição. Teria anorexia de qualquer jeito.
Oito anos se passaram e algumas coisas eu ainda não como. Quando eu ganho chocolate do namorado, eu distribuo. Só comi chocolate uma vez ou outra, quando minha médica mandou.

É muito difícil se livrar dos pensamentos da doença. A nutricionista, às vezes, me diz: “eu não estou falando com a Fernanda. Agora estou falando com a doença”. Como enfermeira, eu sei tudo o que dizer sobre a doença ao paciente. Mas como paciente, ainda hoje não sei se iria escutar.

Minha nutricionista quer que eu coma mais arroz. Me diz: “Fernanda, você quer ou não quer ter alta?” Eu quero e não quero. Eles são meu apoio. Se eu fosse fazer regime de novo, eu poderia ter de novo. Eu acho que não teria limites.





A anorexia chegou ao universo infantil.

Prevenção da anorexia: o exemplo é tudo


A anorexia chegou ao universo infantil. O que os pais devem fazer (e evitar) para que seus filhos se livrem da obsessão pela magreza

Aline Ribeiro

A doença psiquiátrica que mais mata no mundo está rondando as crianças. Conhecida por acometer adolescentes e jovens entre 12 e 20 anos, a anorexia – um distúrbio da mente com reflexos severos para o corpo – começa a ficar mais presente no universo infantil. Suas causas são diversas: de fatores genéticos à pressão dos coleguinhas, da mídia e do próprio modelo dentro de casa. Os especialistas afirmam que, por trás do distúrbio nos pequenos, frequentemente há pais neuróticos com a aparência e a alimentação. ÉPOCA consultou duas profissionais que trabalham com o tema, a endocrinopediatra Louise Cominato, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, e a psicanalista Ana Paula Gonzaga, coordenadora da Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia (CEPPAN). Elas listaram 12 dicas de como você pode ajudar seu filho a se livrar da obsessão pela magreza.

1 – Crianças anoréxicas geralmente têm famílias muito exigentes. Não faça cobranças exageradas em relação a tarefas e organização.
2 – Nunca diga este alimento é “bom” ou “ruim”, “engorda” ou “não engorda”. Você pode induzir seu filho a restringir a dieta.

3 – Prefira expressões como “isto é mais saudável”, ou “coma um pouco de cada coisa”.

4 – Não expresse uma preocupação excessiva com o corpo perto dos pequenos. Você é o principal modelo para o seu filho.


5 – Cuide também das dietas mirabolantes. Evite contar calorias e cortar alimentos.

6 – Encoraje seu filho a provar todo tipo de comida. É importante para o crescimento. Por que, afinal, um brigadeiro não é saudável?

7 – Não proponha, a não ser por recomendação médica, uma dieta para a criança. É importante que ela coma de tudo, até os alimentos mais atacados, como gordura e açúcar.

8 – Não estimule os apelidos relacionados à forma física, como gordinha, fofinha, redonda, bolacha, baleia...

9 – Não associe comida a castigo ou premiação. Comida é comida (e chocolate, definitivamente, não é prêmio).
10 – O momento da alimentação precisa ser agradável. Não force seu filho a raspar o prato. As crianças nem sempre precisam da quantidade de comida que os pais acham necessário.

11 – Ajude seu filho a ter uma imagem positiva de seu corpo. Explique que as crianças têm genéticas diferentes, por isso algumas são mais magrinhas que outras.

12 – Esclareça que o modelo de beleza das revistas e dos filmes não é real e não representa a maioria da população.

< Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI165719-15257,00.html > acesso em 27.agosto de 2010



Pesquisa global aponta que o Brasil é o 3º país que mais realiza cirurgias plásticas

26/08/2010 - 15:33

Cristiana Arcangeli

O Brasil é o 3º país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, segundo levantamento divulgado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps). No ranking, nosso país perde apenas para os Estados Unidos e China, que ocupam, respectivamente, 1º e 2º lugar. Mas por que o Brasil está numa posição tão avançada? Quais as cirurgias mais buscadas por aqui? As pessoas estão optando por procedimentos estéticos por vaidade ou necessidade? Para esclarecer essas dúvidas, conversamos com dois médicos, especialistas em cirurgia plástica.
De acordo com o cirurgião plástico André Eyler, o Brasil ocupa essa posição, porque é um país muito grande em termos populacionais. Mas além disso, é uma região tropical, onde as pessoas se expõe mais e culturalmente valorizam a beleza.

Entre os procedimentos cirúrgicos mais procurados, a pesquisa global realizada pela Isaps aponta que a lipoaspiração está em 1º lugar, com 18,8% das procuras, seguida de aumento de mama (17%), cirurgias nas pálpebras (13,5%), no nariz (9,4%) e na barriga (7,3%).

Especificamente no Brasil, os dados mudam um pouco. De acordo com um estudo realizado em território nacional pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública (Ibope), em 2009 foram realizadas 645,4 mil cirurgias estéticas, ou seja, 1,7 mil por dia. As mulheres são responsáveis por 82% das intervenções. Mas por aqui, os implantes mamários são os mais procurados por elas, com 19%, seguido de lipoaspiração associada a outras cirurgias, com 17%.

A pesquisa nacional aponta ainda que os procedimentos cirúrgicos realizados pela ala masculina também aumentou. No ano passado, 119,2 mil intervenções foram feitas pelos homens. Mas diferente das mulheres que preferem fazer mudanças do ombro para baixo, eles optam por intervenções no rosto. As cirúrgias nas pálpebras são as mais procuradas por eles, com 16%, seguida de cirurgia no nariz, com 13%.

Para Débora Galvão, especialista em cirurgia plástica e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o objetivo principal de uma cirurgia plástica é dar harmonia ao corpo ou rosto e não fazer uma transformação radical. Ou seja, a ideia de certas pessoas em ficar parecida com alguma celebridade e, para isso, recorrer a cirurgia plástica é totalmente furada. "Felizmente a maioria dos meus pacientes não procura por isso, mas quando acontece, meu papel é mostrar que o mais importante é ser você mesmo e não se transformar em outra pessoa", conta a médica.

Para quem acha que deve fazer cirurgia plástica ou está pensando seriamente no assunto, a dica mais importante é escolher um bom profissional. O primeiro passo é verificar se o médico é membro da Sociedade de Cirurgia Plástica. Para isso, basta consultar o site www.cirurgiaplastica.org.br. Também é importante procurar referências, conversar com pessoas que já fizeram plástica e indicam seus médicos.

É preciso também conhecer o médico pessoalmente para verificar se há empatia e afinidade, por meio das consultas. O paciente precisa se identificar com o profissional. A escolha também não pode se basear no preço cobrado pelo médico. "A pessoa deve ponderar o valor que dá a si mesma e à cirurgia. Afinal uma realização tão importante não tem preço", finaliza Débora.

Disponível em: < http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=34&id=125009 >. Acesso em 27 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Emagrecimento pode ser emocional


LEIAM E TIREM SUAS CONCLUSÕES
FONTE http://blog.comportamentomagro.com.br/2010/08/metodo-de-emagrecimento-visa-o-lado-emocional/
A obesidade é, atualmente, descrita como uma doença ou causadora de doença. Infelizmente, as duas coisas são verdadeiras.Cada vez mais pesquisas comprovam que a obesidade é a grande causadora de sérios problemas para as pessoas. Os principais e mais preocupantes, são: a pressão alta, diabetes, doenças do coração e infarto.
Além de efeitos físicos, o sofrimento emocional é também uma das partes mais dolorosas desse processo, principalmente pela importância que a sociedade impõe atualmente sobre a beleza do corpo: e um corpo magro!

O fato é que a maioria das pessoas que sofrem com problemas de peso já passaram pela clássica situação do efeito sanfona, criando assim uma questão fatal: porque será que é tão difícil manter-se magro?

A resposta para isso vem de um fator importantíssimo: todo comportamento alimentar envolve questões físicas e emocionais, sendo estas das mais difíceis de mudar, contribuindo desta forma, com os freqüentes fracassos das dietas.
Hoje, existem métodos especializados para esse tipo de readaptação psicológico-emocional.
O programa é um tratamento personalizado para atender aos aspectos comportamentais relacionados ao sobrepeso e obesidade.
O foco principal é o lado emocional da pessoa,é o paciente que se tornará autor de seu próprio emagrecimento, aprendendo a se responsabilizar pelo processo e deixar de pensar que é a gordura que se apropria dele, sem que ele possa fazer nada.
Com isso, a idéia é que a pessoa crie um comportamento magro, em que ela não se utilize da comida para compensar sentimentos – como o cansaço, estresse, solidão, raiva, entre outros – sejam eles bons ou maus.
Muitas pessoas não colocam seus sentimentos para fora e acabam engolindo tudo o que vêem pela frente, pela necessidade de sentir-se aliviada, compensada, feliz.
Partindo desse ponto, a psicologia pode contribuir para que as pessoas emagreçam, já que, nesse programa, o principal fator é o lado emocional.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tamanho G - O desafio na busca de roupas


Por Vila Fashion
Alcione Ribeiro, blogueira do "Poderosas Gordinhas".
Escolher roupas sempre é um desafio para os tamanhos grandes.



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Katiúscia Barros, colunista do site "Gordinhas Lindas", afirma que o preconceito não está somente nas pessoas, mas, inclusive, em marcas de roupas especializadas em tamanhos grandes.
"Por incrível que pareça, hoje enfrentamos preconceito de algumas das próprias grifes que trabalham com moda GG. Eles querem padronizar plus size como 42-44, o que é um absurdo! Uma 'plus size' é a partir do 46, tem porte altivo, altura mínima de 1,70. Como uma mulher GG acima do 48 vai se enxergar em um modelo 42 ou 44?", diz Janaína Calaça, blogueira do "Gordinhas Lindas", que há 11 meses faz trabalhos como modelo mas garante que já perdeu muita vaga por causa da sua forma e do seu tamanho 46. "Eles querem 42-44", conta.
A pedagoga Luciana Almeida vê uma dificuldade enorme em achar roupas que lhe caiam bem e que lhe agradem. "A maior parte é composta por roupa feia, com cortes retos e cores opacas. Parece que basta dividir um tecido ao meio, costurar em uma lateral e cortar três pedaços (pescoço e braços) e um vestido logo está pronto. Experimento roupas e me sinto um travesseiro", comenta.
A publicitária Alcione Ribeiro, blogueira do "Poderosas Gordinhas", conta que já passou diversos sufocos em lojas. "Já fui do tipo que chorava em provadores por não encontrar nada que me servisse, e pior, me recusava a ir em lojas de tamanhos grandes e, quando ia, morria de medo de ser vista por algum conhecido".


Estilo não tem tamanho

Beleza de mulheres reais em revista



Hoje, a publicitária mudou totalmente a maneira como enxergava a situação. "Não me importo de ir a lojas especiais, aliás, fico muito feliz pela existência delas", completa, afirmando que magazines também deveriam disponibilizar roupas em tamanhos grandes.


Por Tissiane Vicentin (MBPress)



Modelos plus size e Marc Jacobs para mulheres maiores













Modelo 'plus size' Fluvia Lacerda com Jô Soares

A modelo 'plus size' Fluvia Lacerda, da agência Elite EUA, é uma das convidadas do Programa do Jô desta quarta-feira, 24. Além de falar da carreira, a modelo, hoje uma das mais procuradas para estrelar campanhas não só para gordinhas, mas também para mostrar e ressaltar a beleza das mulheres reais, dará os detalhes de seu trabalho para um calendário dos Estados Unidos só com tops 'plus size' e com renda revertida para instituições que ajudam pessoas com problemas de distúrbios alimentares, como anorexia, bulimia e obesidade. "Creio que essa é uma das minhas missões: poder ajudar as pessoas a se aceitarem para que consigam viver de bem consigo mesmas e com a auto-estima elevada", disse a modelo, que veste manequim 48.


Fluvia, que esteve no Brasil em maio, acabou de fotografar para uma campanha na Alemanha, de onde seguiu direto para Toronto, no Canadá. No dia 1º de julho, ela embarca para Barcelona. Mesmo com a agenda lotada, a modelo, que nunca fez uma dieta, pretende voltar ao Brasil até o final do ano para estrelar uma campanha para alguma marca nacional.
 
MARC JACOBS PARA MULHERES MAIORES
Se as grandes grifes da moda fecham os olhos e apertam os tamanhos para vestir apenas as bem magras e altas, é bom que comecem a repensar. O mercado "plus size" cresce a cada temporada e o estilista Marc Jacobs, super celebrado entre os fashionistas, pode estar a um passo de caminhar rumo à diversidade que a moda pede

Segundo o jornal britânico "Daily Mail" a marca que leva o nome dele vai criar, em breve, uma coleção para quem usa tamanhos maiores que o 14 - que equivale ao 44 brasileiro. O anúncio desses planos foi feito via Twitter na última semana, pelo presidente da marca, Robert Duffy. Ele escreveu que as roupas não seriam baseadas na coleção, mas adaptadas pelo designer especificamente para mulheres maiores. O problema é que Duffy adiantou demais a ideia e precisou se retratar, dizendo que não há ainda anúncio oficial quanto a dita coleção.



Em entrevista à Vogue UK, Duffy lembrou que é um cara grandão e que, por isso, acha difícil comprar roupas que satisfaçam o seu gosto. No Twitter, complementou: "Não tenho facilidade para achar roupas. Naturalmente, eu posso mandar fazê-las", postou. Mas em conversa com seguidores, admitiu a necessidade de criar tamanhos maiores na própria marca: "Resolver problemas faz parte do nosso trabalho". Duffy disse ainda que levaria um ano para uma nova coleção como essa sair.

Contrariando as últimas declarações, no início do mês, ainda pelo Twitter, Duffy escreveu que experiência de fazer números maiores não foi das melhores. "Precisamos de consumidoras interessadas! Já fizemos roupas nos tamanhos 14 e 16 (equivalente ao 48 e 50 brasileiros), mas elas sempre encalham no estoque, tivemos que parar", afirmou.


Se realmente apostasse nesse novo mercado, a grife Marc Jacobs não abraçaria sozinha essa causa. A Saks 5th Avenue já tem araras com roupas maiores e até a Louis Vuitton apostou nas modelos mais cheias de curvas eu seu desfile de inverno 2010/2011. Duffy só seria diferente no nome da coleção. "Não gosto do termo ‘plus-size’. Alguma sugestão?", pediu. Quem quiser, pode escrever direto pra ele, via

Enfim moda para mulheres maiores

09/08/2010 - 14h21


Marc Jacobs pode se tornar primeira grande marca a criar roupas "plus size"

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Fonte http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/780148-marc-jacobs-pode-se-tornar-primeira-grande-marca-a-criar-roupas-plus-size.shtml
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O norte-americano Marc Jacobs está prestes a se tornar o primeiro grande estilista a produzir roupas em tamanho "plus size". A informação foi publicada no site do jornal britânico "Daily Mail". A marca que leva o nome do estilista está conversando sobre uma possível coleção voltada a mulheres que usam roupas a partir do tamanho 14 - equivalente ao 44 no Brasil.
O sócio do estilista e presidente da marca, Robert Duffy, anunciou os planos pelo Twitter na semana passada. Mais tarde, ele admitiu que falou demais e que não houve nenhum anúncio oficial da marca sobre a possibilidade de criação de roupas tamanho GG.
Duffy ainda disse que a linha estaria disponível dentro de um ano.
O presidente revelou que tem problemas para achar roupas para seu tamanho. "Eu sou um cara grande, não é fácil encontrar roupas para mim. Claro que posso mandar fazer. Sei como todo mundo se sente. Eu tento fazer dieta, mas..."
Ele ainda acrescentou que não gosta da expressão "plus size" e pediu aos fãs da marca ideias de uma frase nova para usar no lugar.
Atualmente, os grandes nomes da moda não fazem nada além do tamanho 44, pois os estilistas dizem que é mais difícil criar roupas para mulheres grandes.
Duffy escreveu no Twitter que as roupas "plus size" não seriam baseadas na coleção, mas adaptadas pelo designer especificamente para mulheres maiores.

Se o seu alcance do tamanho GG for um sucesso, pode incentivar outras marcas.

A indústria da moda tem mostrado um novo interesse em mulheres maiores desde o ano passado, quando a modelo Crystal Renn, que usa tamanho 44, se tornou a primeira supermodel "plus size". Ela desfilou para as marcas Chanel e Jean Paul Gaultier.

domingo, 15 de agosto de 2010

Adolescentes representam 13% do total de cirurgias plásticas feitas em um ano.


.Enquanto outras meninas da idade dela ainda sonhavam com o primeiro sutiã, Gabriela Lopes de Souza já escondia as mamas enormes no número 46. “Apesar de só ter menstruado aos 14 anos, meus seios começaram a crescer aos 10.” Para não ser alvo de olhares alheios, ela ainda colocava um top por cima do sutiã e uma blusa enorme, que lhe dava aparência de mais gorda do que era. Com 1,60 metro, costas estreitas, Gabriela era infeliz demais. “O peso das mamas inclusive alterou minha postura”, explica.

Aos 16 anos, procurou a ajuda de um cirurgião plástico, que retirou 500 gramas de cada lado. Gabriela se livrou de um quilo de excessos. Terminado o período de recuperação, realizou outro sonho: ir à praia de biquíni, pois sempre desistia das viagens ao procurar um modelo que coubesse nos seios. “Certa vez, rodei a cidade inteira para encontrar um que me servisse, mas nada. Hoje é outra coisa. Todas as roupas ficam boas em mim. Foi a decisão mais acertada da minha vida. Se tivesse de fazer de novo, não teria a menor dúvida”, constata.

Cirurgiões plásticos alertam para excessos

Adolescentes devem conhecer o procedimento antes da cirurgia

Gabriela faz parte das estatísticas que mostram um novo comportamento do jovem brasileiro. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), os adolescentes já representam 13% do total de 547 mil cirurgias estéticas realizadas no País entre setembro de 2007 a agosto de 2008, ou seja, mais de 70 mil fizeram correções cirúrgicas nesse período. Entenda-se por adolescente, meninos e meninas entre 12 e 18 anos.
Para o cirurgião plástico Ronan Horta, a presença constante de adolescentes nos consultórios começou no fim da década de 1990. Ele percebeu esse fenômeno já em 1992. “A maioria das meninas que me procurava já tinha corpo de mulher aos 15 anos, sendo que a primeira menstruação havia ocorrido há três, quatro anos. E todas apresentavam alterações corporais secundárias e morfológicas típicas de uma mulher.”
Foi essa constatação que levou o cirurgião a fazer um estudo, orientado por pedagogos, com 1 mil questionários que foram respondidos por adolescentes da rede pública de ensino. O resultado mostrou claramente a precocidade da primeira menstruação e, como consequência, das características sexuais secundárias. O estudo do médico mineiro foi publicado em revistas científicas e recebeu os prêmios nacionais Ariê e Ivo Pitanguy.
A partir daí, a presença dos adolescentes se solidificou. “Hoje, é comum encontrar jovens acompanhados das mães nos consultórios em busca das cirurgias estéticas. O que era raro antes, hoje não causa mais nenhuma surpresa”, diz Ronan.

Cirurgia plástica em adolescentes


A procura quadruplicou em cinco anos, o que merece a atenção para as motivações e as conseqüências da intervenção nessa fase da vida Envie esta matéria para um amigo
Dr. Hans Arteaga *
O número de cirurgias plásticas vem aumentando consideravelmente nos últimos tempos e com isso, a presença do adolescente também ficou mais constante nos consultórios médicos, sendo necessário dar mais atenção às suas motivações, seus problemas e as conseqüências das plásticas nessa pessoa. Em 2000, cinco entre 100 pacientes que procuravam meu consultório tinham de 6 a 16 anos. Este ano o número saltou para 22 entre 100 pacientes.

Em adultos, a dinâmica entre consulta e cirurgia é muito curta, o paciente já chega bem mais esclarecido que antes, facilitando e tornando o processo muito mais rápido. No adolescente, porém, a atenção deve ser redobrada, não podendo existir pressa para a realização da cirurgia.
Todos nós, principalmente aqueles que têm filhos, sabemos que o adolescente está em constante mudança, e que a sua vontade por uma plástica hoje pode não ser a mesma amanhã, podendo não aceitar os resultados conseguidos.
Determinar os efeitos da plástica em um organismo em desenvolvimento não é muito fácil, mas hoje essas condutas estão mais padronizadas. Mesmo assim, o problema principal é o aspecto psicológico do adolescente, que deve ser bem analisado para conseguir boa indicação para a cirurgia, de maneira que seus anseios sejam atingidos e os resultados fiquem dentro de sua expectativa.
Quando se chega à conclusão de que o problema em si está dificultando o relacionamento em seu grupo social e, se possível, apoiado por educadores e psicólogos, então a cirurgia é realizada.

fonte http://www.terra.com.br/istoegente/320/saude/index.htm


Se a cirurgia plástica normalmente influencia a vida de quem a procura, as alterações no adolescente são muito mais perceptíveis, e, em geral, contribuem para o seu desenvolvimento psicossocial. Normalmente no primeiro curativo são notadas sensíveis alterações como postura corporal e fala mais espontânea.



Certa vez, uma adolescente de 17 anos compareceu ao consultório queixando-se por ter mamas muito pequenas. Sua mãe dizia que ela não ia à praia, não usava camisetas ou outras roupas que marcavam, pois se sentia constrangida. Após a cirurgia, a paciente retornou ao consultório muito mais falante, com uma outra postura, era praticamente outra pessoa. É lógico que isso varia de indivíduo para indivíduo, mas é gratificante para o médico ver essas mudanças.



Ainda sim, com todos os benefícios, devemos lembrar que os riscos inerentes à cirurgia, anestesia, internação em ambiente hospitalar, medicamentos e outros fatores sempre irão existir, e se nossa geração, que passou pela adolescência há 20, 30 anos, resolveu suas “neuras” sem recorrer a cirurgias, por que os adolescentes de hoje também não podem resolvê-las da mesma maneira? Essa questão fica em aberto.



* Hans Arteaga é especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Com especialização na Itália e Sérvia e Montenegro. É diretor clínico da Clínica de Cirurgia Plástica Anália Franco e do Hospital Avicena em Belgrado e médico cirurgião em Roma.



A imagem do corpo masculino já é tão explorada quanto a da mulher

fonte: http://maisindaia.com.br/site/?p=4402

Publicado por Redação em 14 agosto 2010 -
Nos novos tempos tudo acontece muito rápido até por conta da valiosa ferramenta que é a mídia. O corpo humano há tempos tem sido explorado e vem determinando um padrão de beleza muito comum até pouco tempo direcionado às mulheres. Entretanto, nas últimas décadas o corpo masculino também passou a ser alvo dessa tendência ditando um padrão de corpo masculino belo. Enquanto para as mulheres dita-se a magreza de um corpo quase sem formas, para os homens dita-se um corpo forte, musculoso, abdome definido e vasto peitoral. Normalmente a propaganda vem associada à venda dos mais variados produtos, desde roupas, celulares, carros, equipamentos de ginástica e/ou esportivos e até cerveja. Esse padrão de corpo a propaganda procura vincular ao homem bem sucedido cercado de interesses comerciais e sociais, de certa forma ocupando o espaço perdido pelos fabricantes de cigarros. Arnold Schwarzenegger, Silvester Stallone, entre tantos outros “fortões” do cinema muito influenciaram esse padrão estético nos anos 80 conduzindo milhares de jovens a correr para as academias na esperança de ter um corpo pelo menos parecido. Até os bonecos Falcon, Batman, Super Homem, que eram simples brinquedos infantis atualmente são musculosos da mesma forma os desenhos animados, He-man, Esqueleto entre outros. Quem fabricar bonecos franzinos, seja lá o nome que deram, está fadado ao fracasso de venda porque essa imagem não vende mais.
Os centros de estética, antes freqüentados apenas pelas mulheres hoje divide democraticamente espaço com os homens. Até uma conhecida revista masculina com tiragem de 250.000 exemplares em 1990 subiu para os atuais 18 milhões mostrando claramente o interesse masculino pelo assunto. Os cirurgiões plásticos passaram da mesma forma a engordar suas contas bancárias com esse público.
O grande problema da exploração dessa imagem são as patologias psíquicas que estão causando. Nas mulheres, excessivamente preocupadas com a magreza, a anorexia nervosa. Nos homens excessivamente preocupados com os músculos perfeitos a vigorexia ou Síndrome de Adônis, um transtorno emocional assim denominado pelo psiquiatra americano Harrison G. Pope da Faculdade de Medicina de Harvard, Massachusetts. Cerca de um milhão de norte-americanos dos mais de nove milhões de adeptos à musculação podem estar acometidos pela patologia emocional. A anorexia e a vigorexia, são doenças ligadas ao narcisismo fora de controle. O narcisismo até certo ponto pode ser considerado um valor de saúde porque o sujeito sem vaidade nenhuma pode ser em algum momento da vida um candidato à depressão.
Portanto, precisamos levar em consideração a importância da estética voltada para a saúde física e mental. Abdome forte, necessariamente não precisa ser um “tanquinho”, tem grande importância na preservação dos órgãos internos mantendo-os em sua posição funcional e isso vale para toda a vida. Não é raro vermos pessoas mais velhas relativamente magras de natureza, porém com aquela “barriguinha” bem baixa. É resultado do abdome fraco e que os órgãos internos encontram-se deslocados por força da gravidade. Além disso, os músculos do abdome participam da micção, defecação, do trabalho de parto, na expiração, e da boa postura protegendo a coluna lombar evitando, entre outras doenças, a temida hérnia de disco.

O peitoral, músculo símbolo da beleza masculina, é um grupo muscular responsável também pela postura do tronco e seu condicionamento pode evitar dores nas costas. Na mulher, além da postura dá sustentação aos seios que são formados por camada gordurosa e não recebe influência dos exercícios. Seios mais elegantes têm boa base que são os músculos peitorais que ficam embaixo.
Vários estudos vêm demonstrando que o homem moderno está ficando cada vez mais preocupado com a aparência. É preciso que os profissionais de saúde fiquem atentos a essa demanda e não os vejam apenas como cifrões e sim que se cumpra o papel de educar, cuidar e fortalecer o corpo preservando a saúde para que a preocupação com a estética não vire uma doença. Entre os jovens ávidos por resultados rápidos a busca desesperada pelo corpo perfeito tem levado ao desenvolvimento de anorexia, bulimia e uso indevido de anabolizante. Corpo belo sim. Sem exageros!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eis a idealizadora da Estação das Letras e Cores

Kathia Castilho é doutora e mestre em comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Professora e pesquisadora do Mestrado em Design da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo,



atuando na linha de pesquisa Design, Arte e Moda.


Coordena o grupo de pesquisa Corpo, Moda e Consumo e o Museu Virtual da Moda na mesma instituição.

É pesquisadora convidada do Grupo ETHOS: Comunicação, Comportamento e Estratégias Corporais da ECOUFRJ e do Centro de Pesquisas Sociossemióticas (CPS) do Programa de Comunicação e Semiótica da PUC-SP.

Dirigiu o site Moda Brasil, de 1996 a 2004, e deste último ano até 2006, atuou como professora e vice-coordenadora do Curso de Moda e Têxtil da EACH-USP
Desde 2005, é fundadora e vice-presidente do Colóquio Nacional de Moda.
Editora da revista dObra[s] desde 2007. É coordenadora da coleção de livros Moda e Comunicação da Editora Anhembi Morumbi, na qual é autora do livro Moda e Linguagem e Discursos da Moda: semiótica, design e corpo. Como organizadora publicou, com Carol Garcia, Moda Brasil: fragmentos de um vestir tropical; A Moda do Corpo, o Corpo da Moda., com organização também de Diana Galvão; Plugados na Moda e Moda e Luxo, ambos com Nizia Villaça.


É Diretora da Editora Estação das Letras e Cores.
Corpo e moda; por uma compreensão do contemporâneo







Estação das Letras e Cores Uma editora que pensa arte, corpo, moda e mulher


Nízia Villaça é Professora titular da Escola de Comunicação/UFRJ; Pós-Doutorado em Antropologia Cultural – Sorbonne, Paris V; pesquisadora do CNPq, tendo recebido a bolsa Cientistas do Nosso Estado, da FAPERJ; recentemente vem estabelecendo parcerias com instituições francesas: CNAM (Conservatoire National des Arts et Métiers des Pays de la Loire) e Sociétés, tendo escrito artigos para a França, Venezuela e Argentina; coordenadora do Grupo ETHOS: Comunicação, Comportamento e Estratégias Corporais; autora de livros e ensaios, entre os quais: Impresso ou eletrônico? – um trajeto de leitura (Mauad, 2002); Nas fronteiras do contemporâneo: território, identidade, arte, moda, corpo e mídia (Mauad FUJB, 2001), com Fred Góes; Em pauta: corpo, globalização e novas tecnologias (Mauad, 1999); Em nome do corpo (Rocco, 1998), com Fred Góes; Paradoxos do pós-moderno (UFRJ, 1996);

Mixologias: comunicação e consumo da cltura
Autora: Nízia Villaça


O livro Mixologias: consumo cultural e dinâmicas identitárias, por não ser fruto de pensamento sistemático ou dicotômico, constituiu espaço aberto para conexões que se cruzam em rede entre os diversos campos que têm sido explorados e interpelando o desejo neste e em outros projetos anteriores. O título Mixologias remete ao espaço de hibridações, miscigenações e misturas que se inscrevem numa linha não normalizadora ou prescritiva própria do paradigma clássico de cunho bipolar: norma x função; regra x conflito e sistema x significação, como bem acentuou Foucault. Instala-se uma espécie de cultura midiática performática cuja legitimidade é discutida por diversos autores.



SUMÁRI
Introdução
1. A questão comunicacional e a produção do sentido

1.1- De Gutenberg ao ciberuniverso: leitores e internautas

1.2- Comunicação, desfronteirização dos gêneros e estratégias identitárias

1.3- A crônica e o consumo nosso de cada dia

1.4- Muito além da minissaia – (Acrescentar ao livro)
2. Espaços periféricos: negociações midiáticas

2.1- Centro e periferia: mão e contramão da moda

2.2- O corpo periférico da velhice

2.3- A expansão dar marcas e o DNA periférico
3. Consumo e experiências comunicativas

3.1- Um lifting comunicacional

3.2- A expansão da comunicação e o paradigma antropológico: diferença e poder

3.3- O corpo híbrido: interculturalidades

4. O corpo: identidade e diferença

4.1- O corpo carnavalesco: estética da exceção

4.2- Os imageiros do contemporâneo: representação e simulação

4.3- O corpo: do objeto ao abjeto

5- Espaços da moda e produção de sentido

5.1- O rio dos medos e dos prazeres

5.2- Mixologias: ressemantização e produção de sentido

5.3- Entre o épico e o dramático: identidades em tempos globais

Transversalidades
ISBN: 978-85-60166-27-5

Ano de publicação: 2010

Número de páginas: 236









O Meio é a mestiçagem Pela Estação das letras e das cores

O Meio é a mestiçagem

Organizador: Amálio Pinheiro

Amálio Pinheiro é doutor em Comunicação e Semiótica pela PUCSP. Investiga as relações entre as áreas de literatura, comunicação e cultura na América Latina.Tem produzido ensaios e traduções comentadas de autores hispânicos, especialmente do Caribe.Desenvolve investigações sobre as relações entre a memória cultural, as artes e as ciências não clássicas, com ênfase nas conexões e ramificações entre voz, corpo e séries culturais. Publicou, entre outros, "Aquém da identidade e da oposição. Formas na cultura mestiça", l995 , "Nicolás Guillén: Motivos de son", 1991 e “Sobre os Anjos”, tradução de Rafael Alberti, 1993.




Livro Publicado: O Meio é a mestiçagem


Trata-se de mosaicos ou arabescos barrocos-mestiços em movimento, descentrados, inacabados e descontínuos, para os quais os sistemas lógicos-cognitivos da ciência moderna e seus corolários tecnológicos, baseados em unidades totalizantes e no crescimento contínuo, não fornecem conceitos compreensíveis.
Os treze trabalhos aqui alinhados podem ser divididos em duas seções intercomunicantes que expõem as tendências temáticas das duas linhas de pesquisa do Grupo Comunicação e Cultura: Barroco e Mestiçagem, do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.



A primeira seção investiga processos (montagens, mosaicos, sintaxes barroco-mestiças), a partir, preferencialmente, do "interior" das mídias, sem jamais deixar de levar em conta o ambiente "externo" que as invade e as tece. Enfatiza, portanto, questões de tradução dentro de uma ou mais linguagens, levando em conta os procedimentos de construção fornecidos pelas nossas sociedades. Marlúcia Mendes da Rocha examina as relações entre ficção seriada e folhetim televisual; Gicelma Chacaroschi Torchi aprofunda a vinculação entre barroco e erotismo ao comparar a filmografia de Joel Pizzini e a poética de Manoel de Barros; Rodrigo Stéfani Correa afina as idas e vindas entre comunicação publicitária e ambiente mercadológico/empresarial; Denise Lourenço arrola os procedimentos construtivos mestiços e barroquizantes do chamado Fanzine; Sonia Maria Lanza aproxima, em ação e reação, melodrama, estrutura folhetinesca e notícia jornalística; Paulo Morgado Rodrigues trata das confluências entre poesia e crônica na América Latina.
A segunda seção investiga objetos e/ou séries culturais dentro de entornos barroco-mestiços em que as chamadas mídias se entretecem. Experimenta, assim, os possíveis nexos e sintaxes entre séries e áreas mais amplas da cultura, buscando critérios tradutórios entre fronteiras. Mylene Goudet reavalia os procedimentos construtivos do barroco em meio aos fragmentos das cidades latino-americanas; Luís Fernando dos Reis Pereira revê as falências das dicotomias do alto e do baixo dentro das religiosidades mestiças; Déborah Pereira relê, no Brasil e na América Latina, as vinculações entre reencantamento religioso e/ou publicitário; Fernanda Henriques examina peculiaridades e intensidades nas interações entre cor, imagem, comunicação e cultura; Regiane Regina Ribeiro aprofunda os problemas das interfaces entre comunicação e escola, a partir do conceito de complexidade; Sílvia T. Liberatore faz um percurso pela série alimentar como mediação de textos comunicacionais; Vagner Rodrigues mostra as vinculações entre bairro e mestiçagem no jeito Samba Rock de dançar
Pretende-se, desse modo, que o conjunto dos textos reflita um dinamismo, em contração e expansão, entre o dentro e o fora, entre o micro e o macro, dos objetos da comunicação e da cultura. Trata-se de especificidades e intensidades barroco-mestiças que teorias gerais e unitárias não explicam.
ISBN: 978-85-60166-17-6

Ano de publicação: 2009

Número de páginas: 224

Peso:

medidas do livro: 16 x 23 cm

EDITORA DA KATHJIA CASTILHO , MERECE UM OLHAR ESPECIAL

Estação das Letras e Cores: Uma editora que entdende de corpo, moda e mulher

O estudo social da moda no Brasil, tendo como foco de análise o século XIX, são raros. Este trabalho objetiva a maior compreensão do início do consumo de artigos de moda neste período e as relações deste sistema com as particularidades da sociedade brasileira. Partiu-se para a análise dos textos de Joaquim Manuel de Macedo, autor que primeiro representou o movimento literário romântico brasileiro e nome de grande sucesso junto ao público leitor. Duas de suas obras foram escolhidas como títulos estruturais para o estudo das modas e dos modos na Corte fluminense sob o reinado de D.Pedro II: A Moreninha e o Moço Loiro. Através destes romances iniciou-se a identificação e análise das informações relacionadas ao vestuário e à moda, regras, hábitos e valores culturais que nortearam seu consumo, embora vários outros textos do autor tenham sido também utilizados. Para complementar e aprofundar os detalhes dos cenários que as narrativas de Macedo oferecem foram consultados periódicos da época e as obras de outros destacados autores contemporâneos como José de Alencar e Machado de Assis.


Preço: R$ 45,00

ISBN: 978-85-60166-28-2

Ano de publicação: 2010Número de páginas: 228

Lombada quadrada

Capa: 4X1 Cores Papel Cartão 250 g/m²

Miolo: 1X1 Cores off set 90 g/m²
Tiragem: 1000 Peso: 1,025 kg Medidas do livro: 16 X 23 cm







sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Diário de um piloto ex-magro




















Diário de um piloto ex-magro






Como sobreviver comendo quase nada e correndo de moto
Texto: Geraldo Tite Simões

Fotos: Sxc.hu

(05-08-10) – Desde que Adão virou-se para Eva e perguntou “o que é este pneuzinho na sua cintura?” a humanidade descobriu o regime. E olhe que ela vivia à base de maçã! Tive de me submeter a um regime por três longos e intermináveis anos, de 1997 a 99, época em que decidi competir no campeonato brasileiro de motovelocidade, em uma 125 especial que pesava 63 quilos. A moto, porque eu pesava 69 quilos, para 1,69 metros de altura. Corpo de modelo, mas pesado demais para correr contra jovens de 55 quilos, que poderiam servir de manequins em qualquer agência funerária.
Fui parar em uma academia especializada em tirar banha de pilotos para emagrecer 8 quilos e ficar nas dimensões ideais de um piloto de moto nascido na Etiópia.
Com ajuda de uma nutricionista, comecei o tratamento. Entrava na academia às oito da manhã e saía às dez e meia, depois de fazer vários exercícios aeróbicos e com peso. Coisa de 100, 200 repetições, com pesinhos de 3 quilos. Duro mesmo era o regime.

Segundo a nutricionista, para alguém emagrecer é preciso comer. Sim, comer pouco e várias vezes por dia. A parte do “várias vezes por dia” até me agradava, quando me lembro dos alimentos e das quantidades. Nada mais de ovo frito, pele crocante de frango assado, lasanha da minha mãe, churrasco na casa da tia, bacon, torresmo e sacos gigantes de pipoca com Coca-Cola. Tudo isso pertencia ao passado. Minha dieta era à base de pepinos fatiados, broto de bardana (uma enigmática raiz descoberta por acaso por um tatu esfomeado e incluída na culinária humana), pães integrais com queijo branco, peixes grelhados com uma solitária alcaparra, mas sem manteiga. Complementado com aberrações como as tais barras energéticas, que proporcionam tanta energia para uma pessoa quanto uma pilha alcalina para um Boeing 747.


Fiquei tão especializado em regime que minhas amigas gordinhas vinham me consultar para saber o que estava tomando para ter um aspecto assim tão, digamos, moribundo. Virei consultor de mulheres em busca da anorexia, e poderia faturar uma grana com isso.



Foi uma fase difícil porque coincidiu com viagens ao exterior para testes de motos e pneus. Imaginem o que é passar em frente a restaurantes italianos sem mergulhar numa polpetta boiando em molho de tomate. Ou então fingir que não viu a placa “Hoy, paella valenciana”, num restaurante em Málaga, na Espanha. Ver joelhos de porcos crocantes na Alemanha, passando por baixo do meu nariz sem pular no garçom, dar uma gravata e roubar a bandeja. Nos Estados Unidos foi mais fácil porque a comida daquele país deveria fazer parte do acordo de paz da ONU, de não proliferação de armas químicas.



Enquanto eu desfilava diante de todas estas coisas, era obrigado a me refestelar com uma salada de agrião, quase sem tempero, ou um insosso peito de frango grelhado. A humanidade com certeza inventou o grelhado como forma de se vingar de algum deus mitológico, que exigia sacrifícios humanos. Imagino a cena: os pais tendo de entregar literalmente de bandeja a filha rechonchuda e tenra como um galeto al primo canto, mas sacaneando, “vamos grelhá-la, assim este deus nunca mais quererá comer gente”.



A palavra regime até então se resumia a um estilo de fazer política: regime autoritário, regime militar, regime comunista, regime social-democrata-com-tendências-esotéricas, etc. Tive de conviver com esta ditadura e consegui emagrecer não apenas os 8 quilos propostos, mas minha porcentagem de gordura no corpo chegou a miseráveis 11%. Todo mundo comia em restaurantes por quilo, eu comia em restaurantes por miligramas. Nos coquetéis, eu jogava fora o canapé e comia só a salsinha. Brindava com água mineral sem gás. Se servissem ossobucco no jantar, eu lambia o osso e ficava com um bucco no estômago.



Por isso, não lamentei a perda do campeonato brasileiro em 1999. Sabia que poderia voltar para as picanhas fatiadas, frangos assados, pizzas, canelones, calzones, doce de leite, goiabada cascão, ambrosia, brigadeiro, caipirinha, etc. Agora, com imprensados 76 quilos dentro das calças, posso voltar à vida normal. E, se der vontade voltar a correr, sempre existirá a categoria F-Truck.



Este texto foi originalmente para a revista Motociclismo Magazine em 2002, acho eu. Depois disso, meu amigo Edu Minhoca me levou pra escalar e fiquei viciado. A primeira coisa que aprendi foi que a relação peso-potência na escalada significava duas alternativas: ou eu aumentava minha potência, ou reduzia meu peso. Pronto, lá fui novamente fazer regime. Já perdi uns quilinhos, mas baixar de 70 quilos tá cada vez mais difícil, justamente porque escalar dá uma fome insaciável!
Diário de um ex-magro integra o livro O Mundo é uma Roda, à venda na livraria Cultura.





Idosos e deprimidos mais satisfeitos com cirurgia plástica

fontehttp://www.app.com.pt/idosos-e-deprimidos-mais-satisfeitos-com-cirurgia-plastica


05.08.10 · Notícias Relacionadas



A satisfação com os resultados da cirurgia estética parece ser mais evidente entre as pessoas mais velhas e entre aquelas que estão sob tratamento da depressão, revela um estudo publicado na revista “Archives of Facial Plastic Surgery”.
Para o estudo, investigadores da clínica californiana Premier Plastic Surgery, nos EUA, avaliaram 51 pacientes submetidos a algum tipo de cirurgia plástica facial entre 2007 e 2008.
Foi verificado que os pacientes com mais de 53 anos ficavam mais felizes com o resultado da cirurgia do que os mais jovens. De igual modo, as pessoas que estavam a ser tratadas para a depressão demonstravam maior satisfação com os resultados do que aquelas que não estavam em tratamento.
Para determinarem o grau de satisfação, os investigadores analisaram dados demográficos dos pacientes e os resultados de um teste psicológico a que foram submetidos e que avaliou a propensão para o optimismo ou pessimismo e a autopercepção dos pacientes em relação aos resultados da cirurgia. Com estas informações, foi traçado o perfil dos pacientes mais propensos a ficarem satisfeitos com a cirurgia.
“A capacidade de identificar as características – psicológicas, sociais ou demográficas – dos pacientes na fase pré-operatória pode ajudar a prever a insatisfação com a cirurgia plástica facial, dados altamente úteis para os cirurgiões”, apontou à EurekAlert a líder da investigação, Jill L. Hessler.


O estudo não determinou, contudo, as razões pelas quais os idosos e as pessoas com depressão foram mais propensas a sentir satisfação com os resultados da cirurgia.

Cirurgia plástica na adolescência



O desenvolvimento físico dos jovens tem acontecido muito precocemente. Nas meninas, a menarca (primeira menstruação) acontece por volta dos 11 anos em média, variando entre 9 e 16 anos. Com isso, o corpo sofre muitas modificações, que nem sempre são bem recebidas.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) afirma que, do total de cirurgias plásticas estéticas realizadas no Brasil entre 2007 e 2008, 13% foram feitas em adolesentes, com idade entre 12 e 18 anos. Isso corresponde a cerca de 70 mil cirurgias plásticas em um ano.
Mas o que leva o adolescente a procurar o consultório de um cirugião plástico? A insatisfação com o próprio corpo pode ser influenciada por diversos aspectos, como insegurança, complexos, modismo ou até mesmo complicações na saúde. O adolescente está passando por mudanças o tempo todo, por isso, casos de cirurgia plástica com justificativas exclusivamente estéticas devem ser analisados com muito cuidado.
Adolescência significa passagem. E a mudança constante de opiniões e vontades nessa fase da vida é extremamente comum. Portanto, o adolescente não se deve deixar influenciar pelos aspectos físicos impostos pela sociedade, a ponto de prejudicar a sua saúde ou integridade física e psicológica.

http://grupoadolescendo.blogspot.com/2010/08/cirurgia-plastica-estetica-na.html

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...