segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Especialistas reprovam dieta da embriaguez de Lady Gaga

Nutricionista diz que corpo magro que a cantora exibe pode não ser perda de gordura
A cantora norte-americana Lady Gaga revelou recentemente o segredo da sua boa forma. Antes de ir para academia, a pop star confessou que ingere um copo de uísque.
Segundo ela, a bebida auxilia na perda de peso e a deixa mais agitada para fazer seus exercícios.
O R7 pediu a avaliação de especialistas sobre a prática da diva pop. Eles falam sobre o risco que o álcool pode causar para pessoas ativas fisicamente como a cantora.
De acordo com a nutricionista Madalena Vallinoti, a bebida alcoólica, apesar de possuir muito açúcar, diminui os níveis de glicemia no sangue, ou seja, diminui a fonte essencial para dar ânimo e energia ao corpo.
- Sinceramente, não sei como ela consegue ter mais pique, ingerindo algo que tende a diminuir o combustível de energia do corpo. O álcool, apesar de rico em açúcar, é hipoglicêmico, ou seja, abaixa drasticamente o nível de açúcar no corpo. O correto é consumir o açúcar sem exageros, em uma quantidade necessária para dar ânimo e não afetar na glicemia sanguínea.
O fisiologista Vladmir Modolo, especialista em esportes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica o que acontece cada vez que se ingere uma quantidade excessiva de açúcar.- O organismo libera insulina, uma substância encarregada em pegar o açúcar, que vai direto para o sangue, e jogar no tecido muscular. Quando ingerido em grande quantidade, como no caso da bebida, e associada ao exercício físico, o corpo acaba tendo um pico de insulina, já que ambos liberam excessivamente a substância.
Esse excesso de insulina acaba transferindo toda a glicose do sangue para o músculo, gerando cansaço imediato, tremores e tontura.
Outro problema, e o mais preocupante, é a desidratação. Pois, a pratica de esporte eleva a temperatura corpórea para acima de 37° e com intuito de estabilizar, o organismo acaba eliminando água em forma de suor.
O mesmo procedimento acontece durante o consumo de bebida alcoólica. Portanto, a associação dos dois gera uma grande perda líquida, o que ocasiona a desidratação da célula.- Diante deste problema, o corpo se esforça para manter uma estabilidade. Para isso, acaba aumentando a frequência cardíaca e arterial acima do normal.
A psiquiatra Liliane Kijner Kern também ressalta que, ao invés de auxiliar, a bebida pode causar distúrbio de atenção, o que deixaria a cantora distraída e mais propícia a lesionamentos, já que não ficaria atenta a maneira correta de praticar os exercícios.
Outro ponto importante, é que o álcool afeta as regiões responsáveis pelo autocontrole, mais um ponto negativo para ingerí-la antes dos exercícios físicos.
A coordenadora do projeto Mulheres Dependentes Químicas e psiquiatra, Patrícia Hochgraff, explica que a bebida alcoólica, em princípio, deixa a pessoa mais desinibida e eufórica, por isso dá a sensação de auxiliar, mas depois gera uma depressão no sistema central, responsável pelo desânimo.
- É como se primeiro cortasse o freio da pessoa e depois pisasse no desacelerador.
Dieta da embriaguez
Apelidada de dieta da bebedeira, o método adotado pela cantora teria sido elaborado pelo namorado, o ex-barista Luc Carl, que perdeu 18 kg apostando nas bebidas.
Carl pretende lançar um livro com suas dicas de emagrecimento. Mas, esqueceu de citar que os drinques são muito calóricos e nada nutritivos.
Além disso, o uso excessivo pode gerar uma dependência química, tornando o adepto um alcoólatra.
Outro problema que pode ser gerado por este hábito é a anorexia alcoólica, doença conhecida como drunkanorexia. Trata-se de um distúrbio alimentar, ainda não comprovado cientificamente pelos médicos, em que a pessoa deixa de comer para poder consumir bebida alcoólica. Patrícia fala sobre o assunto.
- A pessoa substitui refeições ricas em vitaminas e com todos os componentes necessários para o corpo, como carboidratos, proteínas e fibras, para ingerir calorias vazias e que apenas engordam.

Madalena alerta para o risco de ter o álcool como principal fonte de energia.
- Se você tem isso como fonte principal, você acaba perdendo uma série de nutrientes e atribuindo uma carência de proteínas no corpo. Além do mais, o álcool estimula a perca de massa muscular, ao invés de gordura. Aí fica uma pergunta: será que Lady Gaga exibi um corpo magro porque não tem massa gorda ou porque perdeu massa muscular?
Dica de quem entende do assunto
Para perder peso de uma forma saudável e dar um gás na academia, nada melhor do que aderir uma ideia de quem realmente entende do assunto.
A nutricionista Madalena Vallinoti recomenda que, uma hora antes de malhar, o ideal é ingerir carboidratos com baixo índice glicêmico, que aproveita o lado bom do açúcar, mas sem exageros.
- O açúcar é um ótimo combustível de energia e deve sim ser ingerido, mas, claro, sem exageros.
Por isso, a dica é apostar nos carboidratos integrais como bolachas e pão.
- A pessoa pode escolher entre um pão integral com queijo branco, um iogurte ou frutas. Basta optar por coisas saudáveis.
É válido lembrar que bebida alcoólica não é sinônimo de suplemento alimentar e, muito menos, fonte de energia. Apesar de ser um ponto de referência no mundo musical, a dica da pop star está bem longe de ser saudável.


Disponivel em< http://www.abpcomunidade.org.br/clipping/exibClipping/?clipping=13326 > Acesso em 28 de fevereiro de 2011
BEBIDA E SAUDE NÃO COMBINEM.... NÃO VALE A PENA EMAGRACER A QUALQUER PREÇO

Mulheres plus size estão em alta no mercado da moda

27/02/2011 08:08

De desfiles a lojas segmentadas, novo cenário é comemorado tanto por empreendedores do setor quanto por consumidoras, que hoje têm opções de peças para valorizar o corpo de acordo com cada estilo







Uma dificuldade que se transformou em oportunidade. É assim que se resume a história da empreendedora Carla Alves de Oliveira, proprietária da loja Universo GG, especializada em moda plus size.
Nenhuma pesquisa de mercado indicou a Carla em que segmento apostar no ramo do comércio. Foi questão de ‘sentir na pele’ mesmo. “Sempre fui gordinha e tive que lidar com a falta de opção de roupas para mulheres como eu, principalmente quando era mais jovem. Não existia loja na cidade que oferecesse o que eu queria usar no tamanho ideal para mim”, comenta, contando que por várias vezes, quando era adolescente, chegou a comprar roupas que não lhe serviam para que uma costureira copiasse o modelo.
Desafio transformado em oportunidade de negócio

Carla Alves de Oliveira, da Universo GG, se transformou em empreendedora para atender mulheres como ela: plus size“Resolvi abrir a loja por isso, para atender as pessoas que enfrentavam a mesma dificuldade que eu”, pontua. Hoje, em sociedade com os pais, Carla mantém duas lojas Universo GG no Centro da cidade. A moda plus size, segundo ela, é uma adaptação da moda apresentada nas passarelas do universo fashion. “Houve e ainda está havendo um trabalho intenso por parte das confecções para criar os mesmos modelos, mas corrigindo as imperfeições e valorizando o corpo das mulheres plus size com peças que garantem melhor caimento”, explica. Jovialidade

Ao contrário do que era comum num passado não tão distante, hoje a moda plus size traduz jovialidade, elegância e discrição na medida certa. “Inauguramos a primeira loja com uma numeração maior pensando nas senhoras. Mas hoje isso mudou, o perfil das mulheres brasileiras é diferente e a moda maior atende bem mulheres de todas as idades, desde as mais jovens”, explica Marli Costa Santos, sócia-proprietária das lojas Aluarte Brasil - são duas voltadas especificamente às mulheres plus size.

Estratégia

Fernanda Rocha, proprietária da Artgga Fashion, no Mercadão da Cidade, conta que apostou no segmento em Jundiaí porque percebeu que havia demanda. “Tenho uma loja em Santana do Parnaíba há cinco anos e mantenho um site para divulgação. Pela internet, percebi que aumentava a cada mês o número de novas clientes que eram da região de Jundiaí. Então ,resolvi apostar”, diz.
Luana Rocha da Silva, vendedora, substituiu as calças de moletom e camisetas largas pelo traje esporte fino


Segundo Fernanda, as mulheres plus size querem peças atuais, que misturem elegância, conforto e beleza. “Elas querem se sentir bonitas e sexy como qualquer mulher. E hoje a moda permite isso”, comenta, contando que os shorts, vestidos e blusas decotadas fizeram sucesso na coleção verão 2011.

Sem perder a elegância

“Sou alegre, descontraída, me aceito do jeito que sou e não tenho problema algum com a minha autoestima”, declara Natacha Almeida, 27 anos, gestora de negócios.
Casada há um ano, ela conta que os quilos a mais nunca representaram um problema nem mesmo para os relacionamentos afetivos.
“Sou recém casada, mas estou com o meu marido há seis anos. Ele sempre me aceitou da forma como sou. Não sou gorda porque sou relaxada, é genética, é meu biotipo, sempre fui assim ”, comenta.

De acordo com a psicóloga Luciane Alves, a autoestima não está relacionada com a aparência física, mas em como a pessoa se sente consigo mesma. “As pessoas precisam aprender a se cuidar, primeiro cuidar do interno e consequentemente do externo. Não exigir demais de si mesmo, mas sim aprender a valorizar aquilo que se tem” , diz, lembrando: “Se estou bem resolvida internamente, naturalmente me sentirei bem numa relação. Se meu mundo interno está bem trabalhado, saberei lidar com minhas ‘imperfeições’”.
Não se preocupar com a opinião dos outros é uma dica da psicóloga. E deste assunto Natacha entende bem. “Sempre fui gordinha, mas nunca me incomodei com o que as pessoas achavam da minha aparência. Durante a adolescência foi um pouco complicado, mas não por me sentir diferente e sim porque queria usar as roupas da moda e não tinha onde comprar”, recorda.

A gestora de negócios Natacha Almeida preza pela discrição
Quando o assunto é moda, Natacha gosta de acompanhar as tendências e de se vestir bem. Mas nada de chamar a atenção. Roupas estampadas e muito coloridas ou justas demais não combinam com o estilo da gestora de negócios. “Prefiro peças que me deixem passar despercebida”, conta.

Luly Zonta, jornalista do BOM DIA Bauru, conta sobre o dia a dia de uma mulher determinada, bem resolvida e com a autoestima elevada
Meu sonho é dormir gorda e acordar, magra. Mas por enquanto, sou uma obesa (sim, infelizmente, já passei dos estágios de fofinha, cheinha, etc) de bem com a vida, mas que fica p... da vida quando (e isso é quase sempre) não consegue achar uma roupa que sirva, seja na prateleira das lojas ou do meu próprio guarda-roupa, que por incrível que pareça tem peças do tamanho M ao 56 e todas ainda me cabem. Ufa!Luly Zonta



O problema dos padrões vale para roupa de crianças e de magrelas também, mas eles têm opção, os gordos não.
As grifes GG até estão se proliferando, mas.... Hello!!! Desde quando só gente idosa ou de mau gosto plus size!E não basta alargar a calça e a camiseta, tem que lembrar que a cava é maior, o cavalo, e lembrar que gente acima do peso tem o direito de usar uma estampa colorida e moderna, uma saia mais curta e não no meio da perna, o que desfavorece o biotipo... É incrível, mas também não acho decotes para comprar. Isso tudo me deixa com um humor péssimo.
Os lojistas não entendem que as gordas dão a vida por uma roupa que lhe devolvam as pazes com o espelho, que as façam sentir normais e por que não chamar a atenção por sua elegância?
Tenho o privilégio de ser considerada uma gorda moderna e bem-vestida e isso não vem da família, dos meus amigos de redação ou da turma do São Paulo Fashion Week, evento que cubro desde 1997. Mas confesso publicamente que é um pouco de truque: fico atenta às modelagens que me favorecem (graças à genética sou gorda por inteiro e não sou tão baixinha, tenho 1,67), aposto no preto apesar de amar cor, e o pulo do gato é investir em sapatos e colares compridos que desviam a atenção e alongam a silhueta. Hoje, os colares fazem parte de mim.
É claro que sonho com uma minissaia ou um tomara-que-caia, mas com três boas peças: um vestido básico, uma calça reta e uma regata ou top com mangas para quem tem vergonha de exibir os braços roliços, é possível compor looks do dia-a-dia até a balada chique. Nada que salto e pérolas não resolva.
Mas voltando às lojas, quando encontro uma roupa que gosto (e que me serve) acabo fazendo um pequeno estoque. Tenho três calças de malha larguinhas iguais, sete blusas do mesmo modelo, mas com cores diferentes e dois vestidos que achei a minha cara iguais.
Essa história é engraçada, numa sexta tarde da noite quando saí do jornal vi o vestido na vitrine e surtei, passei o fim de semana sonhando com ele, mas como estava de plantão, a escala não me permitiu experimentá-lo. Contudo, na segunda-feira ele ainda estava lá à minha espera, mais feliz ainda fiquei quando ele me serviu como luva. Era tanta alegria... O vestido agora era meu. Aliás, ele e o irmão dele, porque na dúvida da cor do detalhe (flores enormes por sinal), dividi em três vezes e levei os dois. O mais engraçado ainda foi uma mulher no semáforo que virou para o marido e disse: "eu quero o jardim daquela gorda". Eu, feliz da vida, linda e gorda no vestido florido, caí na gargalhada.

Disponivel <http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Dia-a-dia/46760/Mulheres+plus+size+estao+em+alta+no+mercado+da+moda> acesso em 28 de fevereiro de 2011
MAGRAS E GORDINHAS BOA SEMANA. COMECEM A SEMANA BEM E REPENSEM SEUS CORPOS DE MANEIRA SAUDÁVEL. COMENTEM

Meio milhão de páginas pró-anorexia e bulimia na Internet



Organizações espanholas lançam alerta



Em menos de um segundo, num motor de busca online como o Google, apareciam, no ano passado, cerca de meio milhão de páginas pró-anorexia e bulimia, alertam organizações espanholas, num documento citado pela agência Lusa.

No relatório de 2010 sobre difusão e proliferação na rede de conteúdos apologistas da anorexia e da bulimia, distúrbios alimentares, a Agência da Qualidade da Internet e a Associação Contra a Bulimia e a Anorexia adiantam que a esmagadora maioria das pessoas que consulta estes conteúdos são menores.
Segundo o documento, cujas conclusões são enunciadas no portal da Agência da Qualidade da Internet, a defesa da anorexia e da bulimia está a aumentar consideravelmente nas redes sociais (Facebook, Twitter, Hi5, Tuenti). A maioria dos utilizadores dos conteúdos (95%) são raparigas que querem emagrecer a todo o custo. No ano passado, a Agência da Qualidade da Internet conseguiu encerrar quase 50% das páginas pró-anorexia e bulimia.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.


ESTE ALERTA DEVE SER RETRANSMITIDO A TODOS E A TODAS
QUEREMOS UM CORPO PERFEITO: MAS TEMOS QUE CUIDAR DA SAÚDE.
SOBREVIVER PARA MOSTRAR O CORPO E O MAIS IMPORTANTE, VIVER COM ELE!
Disponível: < http://org-www.alert-online.com/pt/news/health-portal/meio-milhao-de-paginas-pro-anorexia-e-bulimia-na-internet > Acesso em 28 de fevereiro de 2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

EUA: Traços étnicos conflitam com ideiais de beleza em cirurgias



Correções no nariz, aumento de seios e remodelação das pálpebras asiáticas estão entre os procedimentos mais procurados em NY

Ther New York Times
26/02/2011 08:05
No Queens, os cirurgiões se concentram no nariz arrebitado que seus pacientes chineses querem mais discretos. As mulheres russas no Brooklyn aumentam os seios, enquanto os coreanos em Chinatown diminuem a mandíbula.
Conforme a demanda por correções cirúrgicas aumenta ao redor do mundo, Nova York tem desenvolvido uma série de nichos de mercado que permite que muitos imigrantes da cidade obtenham realces que são cuidadosamente adaptados às suas preferências culturais e ideais de beleza.





Foto: The New York Times

O cirurgião plástico Steve Lee mostra mudanças feitas nas pálpebras de uma paciente de ascendência asiática

Assim como eles podem encontrar folhas de uvas libanesa ou tigelas de sopa vietnamita com aquele gostinho de casa, os imigrantes podem encontrar cirurgiões capazes de recriar o decote da cantora mexicana Thalia ou os olhos brilhantes de Hyori Lee, a cantora pop coreana.
Eles também podem encontrar um número crescente de médicos que oferecem planos de parcelamento para ajudá-los a pagar pelas operações. Se o preço ainda for alto demais, a cirurgia ilegal por profissionais não licenciados está disponível em muitos bairros.
Ao remodelar as pálpebras asiáticas e as silhuetas latinas, essas clínicas especializadas fornecem uma perspectiva sobre as aspirações e inseguranças dos imigrantes na Nova York do século 21 – um retrato corrigido com Botox, é claro.
"Quando um paciente chega com um determinado contexto étnico e uma certa idade, nós sabemos que ele ou ela está procurando", disse o Kaveh Alizadeh, presidente doo Grupo de Cirurgiões Plásticos de Long Island, que possui três clínicas na cidade. "Nós somos uma espécie de sociólogos amadores”.
Alizadeh, ele próprio um imigrante do Irã, admite que os resultados podem parecer menos ciência do que estereótipos. Ainda assim, ele e outros médicos que trabalham em comunidades étnicas dizem poder detectar tendências: muitos egípcios fazem lifting no rosto. Muitos italianos remodelam os joelhos. Alizadeh diz que seus conterrâneos iranianos favorecem a mudança de nariz.



Demanda

E não há dúvida sobre o aumento da procura em bairros de imigrantes, onde o mandarim e o árabe são falados na sala de cirurgia e os pacientes vão dos "18 aos 80 anos" de idade, como um médico explicou.
Cerca de 750 mil asiáticos nos Estados Unidos fizeram cirurgia plástica em 2009 – cerca de 5% da população da Ásia, e mais do dobro desse número em 2000, segundo projeções da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos. Entre os latinos, o número foi de cerca de 1,4 milhões, quase 3% dessa população e um aumento de três vezes em relação a nove anos antes. Em 2009, cerca de 4% dos brancos foram submetidos a um submetidos a um procedimento cosmético.

Em Nova York, novas clínicas foram abertas nos enclaves de imigrantes, e as existentes se expandiram para acompanhar a demanda.
A mudança estética é, em muitos aspectos, uma tradição entre os imigrantes da cidade. Um século atrás, nos primeiros dias da cirurgia cosmética, judeus europeus foram submetidos a operações no nariz e imigrantes irlandeses tiveram suas orelhas presas para trás na tentativa de parecer "mais americanos", disse Victoria Pitts-Taylor, professora de sociologia na Faculdade do Queens, que tem escrito sobre as atitudes da população imigrante em relação à cirurgia plástica. "A maior parte dessas operações era feita para corrigir problemas de assimilação", disse Pitts-Taylor.

Hoje, as motivações parecem tão variadas e complexas quanto os procedimentos. Em vez de tentar se encaixar em seu novo país, muitos imigrantes buscam adotar as tendências de sua cultura de origem. "Meus pacientes são orgulhosos de parecer latinos", disse o Jeffrey S. Yager, que fala espanhol e triplicou o tamanho de sua clínica desde a abertura em 1997 em Washington Heights, um bairro dominicano em Manhattan. "Eu não entendo os pacientes que querem ocultar a sua origem étnica".



*Por Sam Dolnick

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/eua+tracos+etnicos+conflitam+com+ideiais+de+beleza+em+cirurgias/n1238113592364.html

SOMOS QUEM SOMOS? OU TEMOS QUE ALTERAR NOSSOS TRAÇOS HEREDITÁRIOS??? COMENTEM,





sábado, 5 de fevereiro de 2011

SPFW e seus transtonos alimentares

Táki Cordás é um dos maiores especialistas em transtornos alimentares do país.


Ele critica organização da São Paulo Fashion Week e agências de modelos.
Marília Justo Do G1, em São Paulo



Ana Carolina Reston morreu aos 21 anos de anorexia (Foto: Divulgação)Na semana do principal evento de moda do país, um dos maiores especialistas brasileiros em anorexia e bulimia, Táki Cordás, psiquiatra da Universidade de São Paulo (USP), faz um alerta: a indústria da moda não está cumprindo o que prometeu quando a modelo Ana Carolina Reston morreu, em 2006. Para o médico, a luta contra os transtornos alimentares foi deixada de lado.
A morte da modelo paulista comoveu o Brasil e foi notícia em todo o mundo em novembro de 2006. Aos 21 anos de idade, Ana Carolina, que já havia trabalhado em algumas das principais agências do país, morreu de infecção generalizada após passar mais de um mês internada com insuficiência renal causada pela falta de comida. Ela pesava apenas 40 quilos, muito pouco para os seus 1,72 m de altura.
“Quando a menina morreu, todo mundo foi nos jornais para falar. As agências saíram dizendo que mudariam as regras, os eventos prometeram grandes iniciativas. Um ano e meio depois, está tudo a mesma coisa. Não se fala mais nisso. Esses programas de prevenção anunciados na época só serviram para fazer uma cortina de fumaça após a morte da modelo. Hoje, as meninas continuam morrendo”, alerta Cordás, responsável pelo Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares) do Hospital das Clínicas de São Paulo – considerado o maior centro do tipo na América Latina.









SPFW
Desde a morte de Ana Carolina, a organização da São Paulo Fashion Week criou um programa de prevenção a transtornos alimentares, que já ofereceu palestras a modelos feitas por membros do próprio Ambulim. Segundo a coordenadora do projeto, Bell Kranz, desde janeiro de 2007, a SPFW proíbe menores de 16 anos de desfilar e exige um atestado médico para todas as modelos que participam do evento.
Em janeiro de 2007 também, a semana da moda de São Paulo distruibui entre as modelos uma cartilha sobre o assunto. “É um material que ensina as meninas que é preciso manter a saúde e se alimentar direito. Quer emagrecer? Pode, mas com saúde, comendo direito. A cartilha dá dicas voltadas especialmente para elas, que têm um dia-a-dia muito atribulado. Ensina como comer quando está trabalhando 20 horas seguidas, por exemplo", explicou Kranz ao G1.
Versões alternativas da cartilha foram lançadas nas edições seguintes da SPFW. Em junho de 2007, foi feita uma versão para os pais das modelos, ensinando como ficar de olho na saúde das filhas. “Muitas meninas moram muito longe de casa, sozinhas. Mostramos para os pais como fazer para garantir que elas estão se alimentando direito, mesmo tão distantes”, afirma Kranz.
A cartilha desta edição, ainda não lançada, será voltada aos professores de educação infantil.


SPFW x Ambulim

Táki Cordás fez duras críticas à organização da São Paulo Fashion Week por conta de um projeto montado em parceria com o Ambulim. No início de 2007, a SPFW procurou o especialista para conversarem sobre o desenvolvimento de um centro de recuperação para pacientes com anorexia e bulimia. Um ano e meio depois, a iniciativa segue apenas no papel.
“É vergonhoso. Eu me dediquei a esse projeto, disponibilizei meus profissionais, montamos tudo e não deu em nada. Nem satisfação. Ficou por isso mesmo”, reclama o médico. saiba mais

França quer tirar do ar sites pró-anorexia Anorexia pode matar 15% dos adultos que sofrem com a doença

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A organização da semana da moda paulista rebateu as críticas e disse que o projeto do centro está “100% de pé”. “Precisamos de patrocínio. É uma iniciativa cara. Estamos apresentando a proposta para diversas empresas, mas até agora nenhuma delas se manifestou”, afirmou Kranz.
A coordenadora afirmou que, no momento, não se sabe quanto dinheiro será necessário para levantar o centro, nem mesmo quanto tempo isso vai demorar, depois que um patrocínio for obtido. “É trabalhoso, não é algo que sai da noite para o dia. E é preciso lembrar que é uma proposta nossa, de boa vontade. Não temos obrigação de fazer nada disso.”, disse ela.
Táki Cordás reconhece que pode ter havido falta de dinheiro. “Falta de verba, falta de vontade. Enquanto isso, meninas continuam morrendo de anorexia enquanto tentam atingir um corpo vendido pela indústria da moda. É uma vergonha”, completou.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL600878-5603,00-NA+SEMANA+DA+MODA+MEDICO+ALERTA+QUE+MORTES+POR+ANOREXIA+FORAM+ESQUECIDAS.html





http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL600878-5603,00-NA+SEMANA+DA+MODA+MEDICO+ALERTA+QUE+MORTES+POR+ANOREXIA+FORAM+ESQUECIDAS.html








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Maldita Beleza

Por dentro do PDV

Potencializando o PDV em datas festivas

Por dentro do PDV

HSM entrevista Selma Felerico: a construção da marca nas redes sociais

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Beleza americana EM LIVRO???




Paulo Brito

Durante 2009, os americanos gastaram 10,5 bilhões de dólares com cirurgias plásticas de todos os tipos. É muito, mas muito dinheiro mesmo. Mais ou menos a mesma coisa que os governos do mundo inteiro decidiram destinar às vítimas do terremoto no Haiti. Ou metade do que deverá custar o nosso trem bala, entre Campinas e Rio de Janeiro. A cirurgia plástica virou moda bos Estados Unidos não porque as pessoas tenham descoberto detalhes do seu corpo para corrigir, mas porque tiveram acesso ao crédito (nem sempre barato) para isso. Essa facilidade começou há bastante tempo, ainda no governo de Ronald Reagan, entre 1981 e 1989, quando o governo reduziu impostos, entre eles o imposto de renda de pessoas físicas. No ano seguinte, a Suprema Corte permitiu que os médicos pudessem anunciar seus serviços, e então a festa começou. Daí em diante, americanos de todas as classes começaram a fazer mais lipoaspirações, correções de nariz, sobrancelhas, aumentos e diminuições em tudo o que achavam de mais ou de menos.

A professora de sociologia Laurie Essig, uma especialista em sociologia dos gêneros da universidade de Middlebury, no estado do Vermont, reuniu informações suficientes para escrever um livro sobre o assunto: “American Plastic: Boob Jobs, Credit Cards, and Our Quest for Perfection” (em português, a melhor tradução seria “Plástica americana: cirurgia nos seios, cartões de crédito e nossa busca pela perfeição”, Beacon, 219 páginas). Ela acha que em 1990 a desregulamentação dos bancos iniciada no governo Clinton permitiu a eles conceder crédito a muito mais gente. Aí é que as mulheres de baixa renda teriam passado a ver implantes de mama e abdominoplastias como uma estratégia para melhoria na carreira profissional, embora ao custo do comprometimento da sua renda.

Atualmente, o volume de dinheiro gasto com isso pelos americanos está caindo: as despesas de 2009, embora elevadas, já foram 20% inferiores às de 2007, possivelmente por causa da recessão. Isso pode ter feito muita gente optar por dietas e spas, que custam bem menos. Mesmo assim, o valor continua sendo gigantesco. Aqui, no mesmo ano de 2009, foram realizadas 457 mil cirurgias plásticas. Com esse número, somos o país recordista mundial, graças a uma reputação construída durante décadas pelo dr. Ivo Pitanguy – e arranhada periodicamente por médicos sem especialização nem escrúpulos. Laurie Essig buscou as causas para esse fenômeno em seu país e o que descobriu não é muito diferente do que já sabemos empiricamente: a maioria das pessoas busca na cirurgia plástica um remédio para as inseguranças que se originam dos seus corpos, seja no campo profissional ou no afetivo. Como o padrão de beleza e de saúde disseminado pela mídia é de corpos jovens, longilíneos, musculosos, brilhantes e com índice de massa corpórea construído nas telas dos computadores pelo Adobe Photoshop, é inevitável que uma multidão corra aos consultórios para se adaptar a esse modelo. Esse movimento, no entanto, já transformou radicalmente as relações entre essas pessoas e os médicos: se antes elas se viam apenas como pacientes de um cirurgião, agora são obrigadas a se verem como consumidores diante de prestadores de serviço. Um serviço pelo qual pagarão caro. Tanto lá quanto no Brasil, nada é barato nesse território: os bons médicos daqui costumam cobrar cerca de R$ 18 mil por um aumento de mamas e uma correção de abdome não fica por menos de R$ 13 mil.

Uma pesquisa feita em 2005 pela Associação Americana de Cirurgia Plástica mostrou que 30% dos pacientes ganhavam menos de US$ 30 mil por ano, ou seja, gente de poucas posses, enquanto 41% estava na faixa de US$ 30 mil a US$ 60 mil. Em resumo: 70% de todos os pacientes ganham no máximo US$ 40 mil por ano, o que nos EUA é a renda dos pobres e da classe média baixa. Pior, todas essas cirurgias foram financiadas com empréstimos obtidos a juros bem altos. O que Laurie Essig descobriu também é que investir milhares de dólares para corrigir uma barriga é uma reação do instinto da sobrevivência profissional: “Os corpos da classe trabalhadora tendem a ser maiores, e ela tem menos acesso a coisas como aparelhos para os dentes ou dermatologistas para manter uma pele impecável. Esses corpos também provocam mais rejeição do que os bem cuidados, das pessoas ricas”, diz ela. Passar por rico, garante a autora, acaba sendo uma defesa contra a mobilidade descendente. E às vezes isso requer uma transformação física.

A prova disso, conta em seu livro, é que ao entrevistar 140 candidatos a cirurgia plástica ela descobriu que quase todos iam entrar na faca por insegurança econômica. Parte deles com medo de perder o emprego, parte para disfarçar a idade porque tinham acabado de assumir um novo posto, ou iriam assumi-lo. Uma das pacientes, mulher com pouco mais de 50 anos que trabalha na indústria hoteleira, afirmou a Laurie Essig que hoje nem sempre importa o que você faz – importa mesmo é o que você parece. E que em 90% dos casos, as mulheres com os melhores corpos pegam os melhores empregos.

Pode não ser cem por cento verdade, mas em certos setores a aparência é mesmo fundamental – ninguém ficará muito confortável, por exemplo, de frequentar um dermatologista que tenha a pele marcada pela acne.

Disponivel em: http://pbrito.wordpress.com/2011/01/24/beleza-americana/> acesso em 4 de fevereiro
NÃO FICAMOS MUITO LONGE DESSES NÚMEROS. GASTAMOS MAIS EM PLASTICAS E ESTÉTICAS DO QUE EM CULTURA E LAZER. SERÁ QUE O CORPO ESTAMPA A FELICIDADE COMPLETA/
PARA PENSAR E RESPONDER

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Personal Trainner critica a aparencia masculina da MADONNA

28-01-2011


Tracy Anderson, personal trainer de celebridades que trabalhou com Madonna durante mais de dez anos, saiu a público para criticar a cantora que a consagrou afirmando que a ‘rainha do pop' abandonou-a, cega pelo desejo em ter uma aparência masculina, cheia de músculos.



Tracy explicou que tentou esculpir-lhe o corpo, tornando-o mais feminino, imagem que, de resto, tem sido a marca de referência da artista. Mas para a personal trainer, as coisas estão a mudar. "Penso que ela está a voltar ao corpo que tinha. Se olharmos para outras mulheres com quem trabalho, percebe-se bem que Madonna está longe dos meus métodos", avaliou Anderson.
A personal trainner foi despedida pela cantora em 2008, após ter recusado acompanhá-la durante a digessão mundial ‘Sticky & Sweet'.

Disponível em < http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7416151736344300616 > Acesso em 1 de fevereiro

OS EXCESSOS TAMBÉM SÃO CRITICADOS POR QUEM ENTENDE!!! O QUE VOCÊS ACHAM???

negligência: Jovem morreu após fazer uma lipoaspiração

Fátima Santos tinha 25 anos quando decidiu fazer uma lipoaspiração ao abdómen e às ancas. Três dias depois da cirurgia, morreu vítima de uma tromboembolia pulmonar (obstrução da artéria que alimenta os pulmões). O caso aconteceu em Janeiro de 2008. A jovem dirigiu-se à Clínica Estética Algarve com o objectivo de retirar gordura do abdómen e flanco.
Após a operação, Fátima queixou-se de vómitos, tonturas e dores. O médico responsável pela cirurgia, Viriato Santos, receitou a Fátima antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios. Porém, a jovem acabou por morrer em casa. O clínico, especialista em nefrologia (doença dos rins), afirmou na época ao DN que aprendeu a técnica de lipoaspiração que aplicou na jovem em Espanha, num curso que durou 650 horas, para além de ter um master em Medicina Estética e outro técnico feito em clínicas da especialidade.
O médico Viriato Santos foi alvo de uma investigação e acabou por ser acusado pelo Ministério Público de homicídio por negligência.
Disponível em < http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1769609 > acesso em 1 de fevereiro
TAMBÉM NA EUROPA O ASSUNTO ESTAMPA OS JORNAIS. COMENTEM




Quanto vale um corpo perfeito

Publicação: 30 de Janeiro de 2011 às 00:
Rosa Lúcia Andrade - Repórter

Ser capaz de enfrentar qualquer sacrifício em favor da boa forma parece estar mais perto da realidade brasileira nos últimos tempos. As academias se proliferam pelas ruas das cidades, assim como salões de beleza com fórmulas mágicas de redução de medidas do corpo prometendo à mulher – e por que não ao homem também? - entrar naquele jeans tamanho 38, para ela. E vale também arriscar uma lipoaspiração e muitas pessoas estão recorrendo, embora a princípio a indicação deva ser exclusivamente para a boa saúde, à cirurgia bariátrica, a de redução de estômago, para ter aquele corpo que talvez nunca nem tivesse sonhado em ter.
Alguns médicos chegam a arriscar que as cirurgias plásticas tenham aumentado em quantidade, perto de 100%, na última década. Incluindo aí lipoaspiração, colocação de prótese de silicone nos seios e glúteos, correção de barriga flácida, entre outras. As próteses vêm sendo procuradas por uma camada cada vez mais jovem de pacientes. E de diferentes classes sociais. São alertados de todos os riscos, mas minimizados em favor da vontade. O que se quer, cada vez mais, é ficar em forma, com corpo de capa de revista e poder sorrir para a vida quando se olhar no espelho.
Embora algumas pessoas admitam que há mudanças na vida quando atingem o objetivo da beleza do corpo, muitas afirmam não ser seguidoras de padrões, escravas da imagem. Alegam que, problemas como seios muito pequenos, atrapalhavam a auto-estima. E como há facilidades no mercado das cirurgias, por que não aproveitar?
Modelar o corpo numa academia ainda é forma mais frequente, fácil e acessível, mas aqueles outros recursos, como massagens, drenagens linfáticas que, com a eliminação de líquido ajuda a reduzir medidas, têm sido ótimos aliados. Esses tratamentos não são tão acessíveis, mas se a questão é quanto custa, pode-se resolver muito bem sem necessitar passar por cirurgia, como afirmam os profissionais. Mas tudo depende do perfil do cliente/paciente.
Se for uma pessoa fácil de seguir uma disciplina de exercícios físicos mais uma boa dieta alimentar o resultado alcançado também vale muitos elogios. Mas é claro que, quando o problema é gordura extra mesmo, há casos em que a solução tem que ser extrema. Embora depois de esculpir o corpo ainda tenha de seguir uma rotina de academia e idas ao nutricionista.

Opções são variadas para modelar o corpo
Olhar uma foto e enxergar o que não se quer, geralmente é o que desperta uma pessoa à possibilidade de correr atrás de treinos e tratamentos mais radicais para se chegar ao corpo ideal. Não importando muito o sacrifício que terá de passar para atingir seu objetivo. É nesse ritmo que as academias vem apresentando cada vez mais opções de treinos – há quem aposte em novas opções a cada ano – e as clínicas de estética sempre mudem as técnicas já existentes por novidades para não ficar para trás.
Os gastos médios anuais com academias, nutricionistas e clínicas de estética para tratar o corpo ficam em torno de R$ 12 mil, em média, para uma pessoa. Levando-se em conta nesse cálculo quatro consultas ao nutricionista, 12 meses de academia num preço médio de R$ 130,00 e tratamentos ao preço de R$ 500,00 12 sessões. Mas se você acha pouco, há tabelas bem mais caras para atender um público mais exigente ainda. E há também outros recursos mais caros, se o dinheiro não for problema.
Decisão
Numa situação extrema, o gerente executivo de uma corretora de seguros, Altevir Fernandes de Queiroz Júnior, 43, decidiu ir a um cirurgião plástico há quatro anos na tentativa de “tirar” a barriga que, para ele, era o único problema das suas limitações físicas. Na primeira consulta com o médico ele recebeu a sugestão de procurar um gastro-cirurgião para ver a possibilidade da cirurgia de redução de estômago. Foi difícil assimilar a ideia, mas com o decorrer dos exames viu que era necessário tomar decisão tão radical.
No caso de Júnior, que não conseguia acompanhar seus amigos nem mesmo em festas como o Carnatal devido à exigência de esforço físico, a saída era essa. Júnior conta que não se enxergava gordo. Mas hoje reconhece a satisfação de entrar em qualquer loja de roupa e comprar o que quiser. “As pessoas até falam: Júnior, cuidado, isso aí não é mais para você”, brinca.
Ele não é nenhum seguidor sem limites de moda, mas reconhece que muita coisa mudou sim. Que ser magro, ter capacidade física e caber em roupas da loja que escolher também é muito bom. Depois da cirurgia bariátrica, ganhou fôlego para encarar exercícios físicos – antes só cavalgava e jogava boliche como diversão -, frequenta até hoje o consultório de um nutricionista e ano passado fez a cirurgia plástica de correção da barriga, necessária devido à perda excessiva de peso. Antes, pesava 140kg, atualmente fica em torno de 68 a 72kg com 1,63m de altura. Seu gasto médio anual com a nova vida de bem com o corpo é de aproximadamente R$ 9 mil.

A mesma satisfação é reconhecida pela arquiteta Tatiana Gurgel, 32. Quando resolveu vencer o medo da cirurgia, aos 28 anos de idade, ela já estava cansada de passar várias vezes pelo processo considerado o pior efeito em quem luta contra a balança, o efeito sanfona: emagrece e engorda, repetidas vezes. Desde os 11 anos de idade que passava por isso e pior, quando voltava a engordar chegava a um peso sempre maior do que antes de emagrecer.
Para Tatiana também valeu a pena o investimento que fez. Um investimento em alta-estima, pode-se dizer. Aquele constrangimento de entrar numa loja e perguntar, antes de escolher a roupa, se lá tem o número dela, acabou. E com isso a frustração também, já que a ditadura da moda não muda muito com suas numerações sempre pequenas.
Tatiana investiu em tratamento psicológico, como a maioria dos pacientes desta cirurgia, e além disso calcula uma média de R$ 3,5 mil com gastos com a cirurgia. Depois, os gastos continuaram: quase R$ 1 mil com academia em um ano, mais oito meses com personal trainer por um salário mínimo por mês. Mas garante, está feliz. “Tudo isso que estou passando ainda valeu a pena e recomendo para quem está até com obesidade 1, o grau mais baixo”, afirma, depois de ter perdido 45kg e ter uma vida voltada para o bem estar.

Cirurgias plásticas ganham adeptos cada vez mais
Para se chegar ao padrão de beleza instituído vale tudo. Para muitas pessoas recursos mais caros e complexos, como as cirurgias plásticas podem, sim, fazer parte do projeto de vida para se viver melhor consigo ao se olhar no espelho. E quando o resultado desejado não depende de exercícios físicos e nem de nutrição, como os casos, por exemplo, de cirurgias de busto (a maioria delas buscando o aumento do número do sutiã das mulheres) o jeito mesmo é cair em campo e buscar a indicação de um bom cirurgião.

Os casos de cirurgias plásticas, atualmente mais em mulheres e cada vez mais entre as mais jovens, está virando conversa entre as mais variadas camadas sociais. O que antes parecia inatingível pelos altos custos, agora é se programar, calcular e ver o melhor custo/benefício. Pessoas da classe média estão lotando clínicas bem conceituadas da capital e escolhendo bons produtos, quando se trata de próteses, seja para busto ou glúteos, como vem sendo observada a maior busca. A lipoaspiração também vem fazendo parte do cardápio de opções para quem quer ficar dentro do padrão ideal de corpo tido como perfeito.

Aos 20 anos a estudante de medicina Gláucia Parente não ia à praia mesmo morando numa cidade litorânea. O problema não era fugir do sol, mas dos olhares que ela achava que estavam sempre nela quando vestia um biquíni. Os seios pequenos, para ela, chamavam a atenção de todos. Embora insatisfeita e limitada a usar roupas que não mostrasse seu busto – nada de decotes e alcinhas – tinha medo de enfrentar uma cirurgia de prótese de silicone.
“Tinha medo e fui a vários médicos até decidir fazer e como fazer”, diz Gláucia. Ela levou em conta a forma como a cirurgia foi apresentada a ela por cada profissional. “Não me arrependo. A recuperação foi tudo bem e pensei que fosse ser pior”, avalia.

Como Gláucia, várias adolescentes estão indo para as salas de cirurgias para colocar prótese de silicone nos seios. Os médicos afirmam que a procura está cada vez maior de jovens que buscam as próteses (busto e glúteos) e as lipoaspirações mudando um quadro que até 20 anos atrás era restrito a mulheres com mais de 40 anos, procurando os procedimentos de rejuvenescimento.

O gasto médio de uma cirurgia como a de Gláucia fica em torno de R$ 8,5 mil. A prótese escolhida é um pouco mais cara pelo modelo, em forma de gota e que garante um efeito bem natural começando o volume no colo e descendo para a área da mama, além de ter uma durabilidade maior. Mas para ela valeu a pena o investimento para poder passar do número do sutiã do 36 para o 42.

bate-papo: Charles Sá» cirurgião plástico

NADA CONTRA AS METAMORFÓSES PROMETIDAS COM AS CIRURGIAS PLÁSTICAS, MAS PODEMOS NOTAR QUE ENCONTRAMOS  PALAVRAS COMO; ADEPTOS, SACRIFÍCIOS, PROJETO DE VIDA NO TEXTO, COMO SE PERFEIÇÃO ESTÉTICA FOSSE UMA RELEGIÃO. SERÁ QUE PRECISAMOS DE MAIS UMA CRENÇA? COMENTEM

Farinha de berinjela, nova aliada da mulher

Estudo comprova que duas colheres de sopa diárias do alimento diminuem risco cardíaco e ajudam a emagrecer

DO IG
As pesquisas nutricionais trazem números para comprovar o que o conhecimento popular já sabe há muito tempo: as prateleiras dos supermercados e as barracas das feiras reúnem mais opções terapêuticas do que as próprias farmácias. Para o universo feminino, as produções científicas encontraram evidências de que um produto não muito conhecido pode melhorar a vida e até a autoestima da mulher.
Quem descobriu a nova aliada da população feminina foi a professora Glorimar Rosa, do Instituto de Nutrição Josué de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Com o apoio do programa Jovem Cientista da Faperj, ela pesquisou os efeitos da farinha de berinjela (parecida com a farinha de linhaça) e os resultados são bem animadores. Além de nocautear os riscos cardíacos, ela ainda ajuda a emagrecer.
Em um estudo piloto, Glorimar observou os efeitos do consumo da farinha de berinjela em 14 mulheres com mais de 40 anos. Todas tinham fatores de risco cardiovascular, como circunferência da cintura aumentada - pesquisas já comprovaram o quão perigosa pode ser a barriga de chope da mulher - hipertensão arterial e altas concentrações de colesterol e de triglicerídeos no sangue (marcadores que podem ser alterados até pelo ciclo menstrual).
As participantes foram divididas em dois grupos. Um deles só fez reeducação alimentar. O outro, além de consumir a mesma dieta, acrescentou duas colheres de sopa diárias de farinha de berinjela.
"Depois de dois meses, o grupo que consumiu a farinha perdeu, em média, seis quilos contra o grupo controle, que só perdeu três quilos", contou Glorimar à agência de notícias da Faperj.
O produto ajudou a reduzir os níveis de colesterol total, triglicerídeos e até o ácido úrico, substância que favorece dores articulares e inflamações quando em concentrações elevadas. Glorimar acrescenta que as consumidoras tiveram ainda uma maior redução da gordura visceral - também chamada de gordura invisível e que continua fazendo mal ao coração mesmo nas mulheres submetidas à lipoaspiração.
A análise feita na UERJ concluiu que a farinha de berinjela é mais potente que o legume in natura, o suco e o chá feitos com o alimento, pois concentra até 10 vezes mais fibra, além de ampliar a sensação de saciedade (conheça outros alimentos que são amigos da dieta).

A única ressalva feita pela nutricionista é que a farinha de berinjela estimula a formação da radicais livres - que podem levar ao envelhecimento precoce, por exemplo. Mas o prejuízo é anulado se, atrelado à farinha, forem consumidas frutas cítricas e ricas em vitaminas C.

dISPONÍVEL EM: < http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=7&idnot=40829 > ACESSO EM 1 DE FEVEREIRO

MAIS UMA PESQUISA BUSCANDO O BEM ESTAR BEM DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. BEM PELO MENOS NÃO TEMOS QUE PARTIR PARA CIRURGIA.

No carnaval aumenta a procura por cirurgias plásticas !!!!!

Primeira semana de fevereiro é o limite para curtir a festa de Momo com novas formas. Prótese de silicone e lipoaspiração ainda são possíveis
Quando se pensa em Carnaval, não há como deixar de vir à mente aquela profusão de belos corpos que magnetizam os olhares pelos salões, ruas, passarelas e em TVs de dezenas de países. Preparados com a mesma disciplina de um ritmista em época de ensaios, se destacam entre os diferentes elementos que compõem este universo de fantasia, luxo, alegria e beleza. Na quarta-feira de cinzas, sepultada a folia momesca, serão eles assunto para o resto do ano.
Em um desfile de escola de samba, por exemplo, o contorno corporal é tão importante quanto o desenho da alegoria ou a coreografia da comissão de frente. Não raro, um complementa o outro e o conjunto pode ser decisivo para a vitória da agremiação. É parte de uma estratégia que concentra criatividade, talento e, claro, segredos revelados somente na hora. Afinal, é um concurso.
As atenções se redobram especialmente entre as mulheres, que exibem seus atributos com evolução de levantar arquibancadas. São para as belas os disputados postos de rainha, madrinha, musa, miss, cidadã-samba e os lugares de maior visibilidade para os destaques, seja no chão ou no alto de um carro alegórico. A beleza aqui é ponta de um triângulo – nem sempre equilátero – que se forma junto com carisma e muito samba no pé.
Pico de verão
Muita gente se dedica o ano todo para brilhar com silhueta admirável na avenida por 50, 60 ou 80 minutos, mas a maioria dos desfilantes intensifica os preparativos somente algumas semanas antes, aproveitando o embalo da temporada de verão para ir à praia ou piscina com o corpo bem torneado. Ainda assim, há quem queira mais. Seios maiores, cinturas demarcadas, bumbuns firmes e arredondados são quesitos conhecidos deste enredo nas clínicas de cirurgia plástica.
O desejo de ostentar um corpo bonito na temporada carnavalesca é o grande responsável pelo aumento da quantidade destes tipos de procedimentos estéticos nos meses de janeiro e fevereiro. Há poucos anos, o movimento era atípico, devido ao resguardo exigido em pleno período de férias e ao afastamento do sol, para evitar inchaços e manchas e facilitar a cicatrização.
Na opinião do cirurgião plástico Zulmar Accioli, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a isto também se somam outros fatores para que o índice suba em até 40% nesta época. “A evolução dos métodos cirúrgicos e de anestesia deixou as cirurgias muito mais tranquilas e, na maioria das vezes, se dá alta no mesmo dia da operação”. Em geral, o retorno à praia demora um mês, mas, dependendo do local da cirurgia e do paciente, “às vezes, é possível liberar com duas semanas, usando bloqueador solar”, completa.

Divas
Conforme Accioli, que também é professor na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), “essa onda de procura aos consultórios e clínicas de cirurgia plástica não deve fazer com que se esqueça: uma cirurgia é sempre um procedimento médico maior e todas as recomendações devem ser seguidas para que o resultado alcance seu limite máximo”. Traduzindo: má cicatrização, dores ou deslocamento de próteses podem ocorrer, caso o período de repouso não seja respeitado.
Portanto, se você não está feliz em desfilar com o corpo que tem, ainda há tempo para moldar o perfil. A rainha da bateria da Unidos da Tijuca, Adriane Galisteu, por exemplo, sempre se declara satisfeita com seus seios pequenos e participa da folia do Rio de Janeiro sem o menor problema, adiando a preocupação para quando eles começarem a cair. Ao passo que Adriana Bombom (seios), Valesca Popozuda (bumbum), Luiza Brunet (seios) e Viviane Araújo (seios e nariz), respectivas rainhas de bateria das escolas paulistas Tom Maior e Águia de Ouro e das cariocas Imperatriz Leopoldinense e Salgueiro, mesmo nascendo privilegiadas, já fizeram as suas.
Valéria Valenssa, que virou ícone ao encarnar a mulata Globeleza por 15 vezes, aderiu a um ritmo intenso para se despedir das vinhetas da emissora, em 2005. Nove meses depois do parto do segundo filho, ela teve 30 dias para emagrecer oito quilos, implantar silicone no peito, fazer lipoaspiração e retocar o umbigo. Alerta-se aqui que tudo acompanhado por médicos, personal trainer e nutricionista, como manda a cartilha da preservação da saúde. Casos como o da modelo Ângela Bismarchi, que já fez 42 intervenções – várias em função do sambódromo – passam longe do bom senso. Em busca da fama, o bizarro também surge na maior festa popular do Brasil, por tabela, o maior espetáculo da Terra.
Marcos Reichardt Cardoso
Dusponível em< http://www.radiocriciuma.com.br/portal/vernoticia.php?id=16919 > acesso em 1 de fevereiro

 
PODEMOS PENSAR O CORPO SOMENTE NO CARNAVAL? COMO AS COISAS MUDAM.... NOS PRIMÓRDIOS A FESTA DO MOMO ERA A FESTA DA ALEGRIA, DO DESMEDIDO, DA FARTURA NA COMIDA E NA BEBIDA, DO CORPO " LINDO, LEVE E SOLTO"... AGORA É O PERÍODO FOUCAULTIANO , DE VIGIASR E PUNIR OS DESMEDIDOS, OS OBESOS. MARGINALIZADOS PELA CULTURA DO CORPO PERFEITO.
PENSEM, REFLITAM E COMENTEM.






ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...