sábado, 29 de setembro de 2012

Blogs incentivam anorexia e bulimia

 
Meninas encontram na internet incentivo para ter o transtorno; saiba identificar o problema e procurar ajuda
Nos blogs as meninas têm Ana (anorexia) e Mia (Bulimia) como Nos blogs as meninas têm Ana (anorexia) e Mia (Bulimia) como "amigas" Shutterstock / Piotr Marcinski Um simples desejo: ser magra e linda. Essa é a motivação para tantas garotas serem “amigas de Ana e Mia”. Essas duas não representam personagens reais e sim a abreviação de doenças. A anorexia e bulimia são transtornos alimentares que podem levar à morte, mas que são exaltados na internet.

Nas páginas na internet que falam sobre Ana e Mia é possível encontrar Clara*, que começou a vomitar quando pesava 70 quilos e, em três meses, emagreceu 17. Hoje, com 64, diz que sua meta é ficar com menos de 40 quilos.

Ela conta que não se considera doente e que as pessoas que acham isso são “gordas deprimidas que não teriam nossa coragem”. Ela justifica o objetivo de ser magra dizendo que “quanto mais belo por fora, mais as pessoas te gostam, pois ninguém liga se você é belo por dentro se não tem nada a oferecer por fora”. Clara comenta também que gosta da sensação de vazio que sente ao não comer, mas que por vezes quase não suporta a dor no estômago.

A garota conta que começou a vomitar depois de sofrer bullying na escola e perceber que, ao emagrecer, recebia elogios. Criou um blog para dividir suas experiências com outras meninas que passam pela mesma situação. “Não tenho amigos, foi uma forma de eu sentir que alguém no mundo liga pra mim. Não quero isso pra ninguém”, diz.

Ponto de vista médico
De acordo com a psiquiatra do Proata (programa de assistência a pacientes com transtornos alimentares), Mara Maranhão, os transtornos alimentares normalmente vêm acompanhados de baixa autoestima, impulsividade, perfeccionismo em um contexto sociocultural que favoreça esse comportamento.

“Geralmente a pessoa inicia uma dieta comum, mas vai restringindo cada vez mais a quantidade de alimento”, diz a médica. Na tentativa de perderem cada vez mais peso as garotas praticam exercícios físicos exageradamente e comem muito pouco ou nada durante o dia. Depois de algum tempo, a menstruação começa a ser irregular, os ossos ficam frágeis e os pacientes costumam ter pressão baixa, diz a psiquiatra.

A maioria das garotas que escrevem nos blogs sobre Ana e Mia contam que tentam de todas as formas esconder o transtorno da família. Por isso a atenção de todos dentro de casa para perceber alterações no comportamento é fundamental. As meninas escrevem nos posts que costumam ir ao banheiro imediatamente após comer para poder vomitar, e usam o barulho do chuveiro como disfarce. Além disso, sempre inventam mentiras para evitar ingerir alimentos.

Para muitas garotas a superação precisa ser incentivada também através de acompanhamento psiquiátrico, reeducação alimentar e terapia em família, segundo Mara. O principal componente é a força de vontade para encarar a bulimia e anorexia como doenças.

Compulsão superada
Nem todas as meninas que começam a ser amigas de Ana e Mia continuam. É o caso de Bruna*, de 14 anos. Inspirada pelas amigas bonitas e se achando feia, ela reduziu drasticamente a quantidade de comida e começou a vomitar. Em dois meses perdeu oito quilos, mas, com a ajuda de seu atual namorado, conseguiu superar o transtorno. “Ele me pediu pra parar e por ele eu tentei”, diz. Hoje ela afirma que vê beleza nas pessoas mais “cheinhas” e que não tem mais vontade de vomitar. Além disso, ela dá uma dica para as meninas que ainda acreditam que Ana e Mia são suas amigas. “Encontrem um motivo a mais para ficar bem do jeito que são. Olhem-se no espelho e digam a si mesmas que são lindas”.

Você não está sozinha
Contrapondo esses blogs, existem muitos outros que podem ajudar quem deseja superar essas doenças. A criadora do blog “Dia de Amar seu corpo”, Natalia Bonfim, é uma delas. Ela acredita que, nos blogs que falam sobre os transtornos, as garotas buscam um espaço para ser elas mesmas e fazer amizades. “Muitas vezes estas meninas encontram-se extremamente sozinhas há muito tempo e a internet passa a ser, então, muito importante, e com razão”, diz.

Natalia também conta que o apoio em blogs é importante já que, em São Paulo, há somente dois ambulatórios especializados no tratamento de pacientes com transtornos alimentares, o Ambulim e o Proata.

As autoras do programa Help Ana e Mia, Alice Ribeiro e Victória de Almeida, também ajudam meninas que têm a compulsão. Para elas a cura vem após a pessoa mudar a forma como se vê diante da sociedade, sendo um processo de autoconhecimento, sinceridade consigo mesmo, conhecimento de pontos fracos e fortes e superação de frustrações. “devemos ter orgulho do que somos”.

*Nome fictício para preservar a identidade dos personagens

Grife criticada por foto de modelo raquítica

 

Reclamações obrigaram marca a retirar imagem do site
Imagem causou polêmica / Foto: Reprodução/TopShop Imagem causou polêmica Foto: Reprodução/TopShop

     

Após publicar uma foto de uma modelo extremamente magra em seu site, a grife Topshop passou a ser alvo de duras críticas não só por parte dos consumidores, mas de entidades que combatem a anorexia. A modelo em questão é a australiana Codie Young, que, assim como a marca, afirma que é saudável e veste um tamanho 38.

"Estou muito feliz com o meu corpo e com a minha aparência porque são partes de quem eu sou! Durante toda a minha infância fui chama de anoréxica e pessoas perguntaram se eu era bulímica. E era realmente difícil às vezes lidar com isso. Sabe, algumas pessoas são naturalmente magras e mesmo se eu tentasse engordar, não adiantaria, porque não importa o que eu coma, continuo magra", escreveu a menina em seu blog.

Andrew Leahy, diretor de publicidade da Topshop, admitiu ao jornal britânico Daily Mail que a foto de Codie "acentua" as proporções da modelo, fazendo com que "sua cabeça e pescoço pareçam maiores em comparação com o resto do corpo". Mas reafirmou que a garota não tem qualquer distúrbio alimentar. De qualquer forma, a coleção retirou a imagem do ar para evitar mais polêmicas.
http://vivabem.band.com.br/moda/noticia/?id=100000444471

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Programa ver tv : Mulher como objeto na midia


Dois anúncios, um na internet e outro na TV, voltaram a causar protestos. Os dois tratam a mulher como objeto de consumo e receberam muitas críticas nas redes sociais. A alegação é de que as peças publicitárias, além de machistas, estimulam a violência contra a mulher.




Para debater essas questões foram convidados: a integrante do Observatório da Mulher Raquel Moreno; o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Antônio Carlos Malheiros; e a publicitária e professora da ESPM Selma Felerico



Seguem os links com a participação da profa


primeiro bloco
http://www2.camara.gov.br/tv/materias/VER-TV/426161-VER-TV-DISCUTE-TRATAMENTO-DA-MULHER-COMO-OBJETO-NA-MIDIA-(BL.1).html

segundo bloco
http://www2.camara.gov.br/tv/materias/VER-TV/426316-VER-TV-DISCUTE-TRATAMENTO-DA-MULHER-COMO-OBJETO-NA-MIDIA-(BL.2).html

terceiro bloco
http://www2.camara.gov.br/tv/materias/VER-TV/426320-VER-TV-DISCUTE-TRATAMENTO-DA-MULHER-COMO-OBJETO-NA-MIDIA-(BL.3).html

ESPERO QUE GOSTEM.
COMENTEM O PROGRAMA

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Mídia.jor discute como se manter relevante em tempos de comunicação integrada



Kátia Zanvettor
12/09/2012 17:10



Na tarde desta terça-feira (12/9), ocorreu o terceiro painel do mídia.Jor “O desafio de ser relevante – como pensar a comunicação de forma integrada” com a presença de Fernando Luna, da editora Trip, Maria Luiza Borges, do Jornal do Commércio do Recife e Rosa Vanzella Fernando, da Máquina Public Relations. O Painel Diálogo III, moderado por Pedro Sigaud-Sellos, trouxe para o debate a constatação de que as estruturas dos negócios em comunicação transgridem o modelo tradicional e passa para a multiplataforma e que, nesse cenário, o jornalismo precisa se reinventar para garantir a integração e a convergência.





Fernando Luna abriu a reflexão apontando que o jornalismo passa por um momento crucial de transformação deflagrada pela revolução tecnológica, provocando uma reorganização nos modos de fazer, acessar, distribuir e fazer negócios com a notícia. Segundo o jornalista, os modelos de negócios estão se transformando rapidamente e as soluções ainda estão sendo experimentadas. “O modelo de negócio em cima da qual a indústria se consolidou é muito louca. Um modelo muito caro e muito descartável”, afirmou.



Crédito:Alf Ribeiro

Debatedores enalteceram necessidade dos jornalistas se atualizarem



Segundo Luna, o momento agora é de uma nova perspectiva e não tem relação com o medo do fim do papel, mas do novo reposicionamento sobre o que é efetivamente o negócio dos jornalistas. “Revistas e jornais são um jeito de olhar o mundo. Nós não vendemos papel. Assim, estamos falando de empresa que pensa o mundo de determinada maneira e expressa o mundo em diferentes suportes”, garantiu.





A segunda a falar foi a jornalista Maria Luiza Borges que compartilhou sua angústia sobre as transformações e o seu entusiasmo com as novas gerações do jornalismo que chegam completamente alfabetizadas na linguagem digital. Segundo a jornalista, o negócio integrado tem dois grandes desafios, o primeiro é “falar com os nativos digitais quando muitos de nós não somos é falar para pessoas que consomem informação de maneira multitarefa. Ou seja, estão consumindo informação e fazendo outras coisas simultaneamente”, disse.





Segundo Maria Luiza, o Jornal do Commércio tem enfrentado o desafio aprendendo com as novas gerações e valorizando práticas de colaboração entre as diferentes gerações da redação e garantindo que os jornalistas continuem tentando manter o seu maior patrimônio, que é a credibilidade na apuração da notícia.





Rosa Vanzella, da Máquina Public Relations, trouxe a perspectiva da integração a partir pelo viés das agencias de comunicação. Segundo Rosa, as transformações tecnológicas assim como afetou os veículos de comunicação também afetou e afeta os modelos de negócio da comunicação organizacional. Segundo Rosa, a empresa surgiu em 1995 como uma assessoria de imprensa, fazendo basicamente relacionamento com a mídia, e isso foi evoluindo a partir das demandas de mercado com o surgimento de novos desdobramentos com um perfil integrador.





“Hoje a comunicação organizacional ultrapassou a assessoria de imprensa e estamos desenvolvendo um trabalho focado no relacionamento com os diferentes públicos. O profissional de comunicação tem que mapear, enxergar e falar com todos os públicos que falam com uma organização e mostrar para os gestores com quem e como eles devem falar”, comentou.





A mesa foi finalizada com um debate em que o público questionou sobre como deve ser o perfil do jornalista neste novo cenário de integração. O consenso da mesa é que o tempo de integração é também um tempo de reformulação dos modelos tradicionais e “além de se alfabetizar o jornalista tem que mudar o comportamento. Em um tempo de diálogo e de redes abertas, não cabe mais espaço mais para uma certa arrogância, comum aos jornalistas”, provocou a jornalista Maria Luiza

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Título: Corpo para que te quero? Usos, abuso e desusos




Título: Corpo para que te quero? Usos, abuso e desusos

Organizadoras: Junia de Vilhena e Joana de Vilhena Novaes

Número de páginas: 334

Formato: 17 x 24 cm

Coleção: Teologia e Ciências Humanas n.107

Coeditora: Appris



Corpo para que te quero?: o corpo sob o viés da psicologia



O corpo, na época contemporânea, é o cartão de visita pessoal. Este adágio engloba o relato de 31 autores que compõem o livro Corpo para que te quero? Usos, abuso e desusos. Com organização e autoria de Junia de Vilhena e Joana de Vilhena, a obra traz uma gama de discussões que se propõe a formar um campo transdisciplinar, de linhas teóricas diversas; discussões que vão da história à antropologia, da psicologia social à comunitária, da propaganda e marketingà psicanálise, da dramaturgia ao mundo virtual.



No capítulo “Corpos em revista: uma releitura do corpo ultramedido nas revistas femininas, no século XXI”, Selma Peleias Felerico Garrini expõe o efeito midiático provocado pelas revistas de beleza e pelos costumes e aprovações sociais sobre o olhar feminino. Neste artigo, a autora registra a mudança de comportamento das mulheres entre 20 e 45 anos em relação à estética corporal; o que acarreta em novas práticas de consumo.



Já Mary Del Priore aponta as transformações físicas que a mulher sofreu durante o século XX. Desde a invenção do batom, em 1925, à do sutiã, a autora descreve a intentona do espartilho de facilitar o trabalho nas indústrias. “Conversas sobre a história do corpo” deixa claro que manter a linha se tornou um culto, em busca de protelar o envelhecimento.



A virilidade masculina exercida nas lutas de MMA e UFC é abordada por Joana de Vilhena. A partir do depoimento de jovens lutadores ela constrói sua narrativa pautada no corpo que não sabe o que é viver sem dor, em “Corpo arma, corpo ferramenta ou corpo capital? Escutando lutadores de MMA”.



Em “Você tem fome de quê? Sobre a clínica da obesidade em um hospital da rede pública”, a autora e organizadora assume outro foco de abordagem. Neste capitulo, a psicologia ganha espaço dentro dos hospitais no combate à obesidade. Segundo ela, o distúrbio genético pressupõe um olhar multifacetado e bastante plural para que o tratamento seja eficaz.



Sobre as organizadoras:



Junia de Vilhena – psicanalista; doutora em Psicologia Clínica; professora do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-Rio; coordenadora do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social (LIPS) da PUC-Rio.



Joana de Vilhena Novaes – psicanalista; pós-doutora em Psicologia Médica e Psicologia Social (UERJ); doutora em Psicologia Clínica (PUC-Rio); coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-Rio. Autora de O intolerável peso da feiura (Editora PUC-Rio/Garamond, 2006) e Com que corpo eu vou? (Editora PUC-Rio/Pallas, 2010).
http://www.editora.vrc.puc-rio.br/corpoparaquetequero.html

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Depois de perderam a batalha contra a anorexia, as gémeas australianas perderam a batalha contra a vida

Por: Redacção / CF
29- 8- 2012 20: 40


Mãe acusa hospital de não ajudar filha anorécticaIdênticas até na morte. Clare e Rachel Wallmeyer, de 42 anos, morreram na sequência de um incêndio na sua casa perto de Melbourne, na Austrália.



Uma foi encontrada morta, a outra morreu no caminho para o hospital.



Acabou por ser um incêndio e não a doença que pôs fim à vida das duas irmãos, anoréticas há mais de 25 anos.



Estavam tão debilitadas que quem olhava para elas via pouco mais do que dois esqueletos. Ainda assim, foram várias vezes à televisão falar sobre o seu caso. Conheça as gémeas nesta reportagem do «60 Minutes Australia».





Eram consideradas um caso de estudo e um problema para os pais. A polícia chegou a ponderar prender as mulheres para evitar que morressem de fome.



As causas do incêndio não são conhecidas, mas as primeiras investigações afastam a possibilidade de fogo posto.



Contudo, ao longo dos anos, as vidas perturbadas de Clare e Rachel foram pautados por várias tentativas de homicídio uma da outra. Ironicamente, acabaram por cumprir o seu desejo: morrerem juntas.


http://www.tvi24.iol.pt/internacional/gemeas-anoreticas-morte-queimadas-incendio-anorexia-tvi24/1371178-4073.html


Justiça proíbe alimentação forçada de anoréxica à beira da morte

Em decisão polêmica, um juíza da alta corte de Londres determinou que alimentação à força não estaria de acordo com os melhores interesses de uma mulher anoréxica à beira da morte. A magistrada Eleanor King tomou uma decisão favorável ao Sistema de Saúde britânico (da sigla em inglês, NHS), ao permitir que médicos "não provenham nutrição e hidratação", se a paciente não concordar.




A decisão determinou que medidas cabíveis devem ser tomadas para ganhar a cooperação da anoréxica, mas sem o uso da força. Por razões legais, o nome da paciente não foi divulgado, mas ela foi denominada L durante o julgamento.



20 kg

Apresentada como "altamente inteligente", L pesa 20 kg, nasceu no norte da Inglaterra e sofre de anorexia nervosa desde os 12 anos de idade. Desde os 14 anos, tem passado quase toda a sua vida internada em clínicas.



A anorexia cria o medo de ingerir calorias,fazendo com que a pessoa pare de comer. "Chegou um ponto em que o sistema de saúde, que cuida da parte física dela, passou a acreditar que alimentação à força não é o melhor para ela, apesar que, se não alimentada, provavelmente ela morrerá", disse a representante legal do sistema de saúde britânico Bridget Dolan.



De acordo com Dolan, L não expressa desejo de morrer e esta não seria parte da sua motivação de não comer, ou de não se hidratar. Ao mesmo tempo, a anorexia não a permite comer.



L concordou em ser alimentada com 600 calorias por dia por um tubo, mas isto seria insuficiente para ela manter o peso atual. "Até certo ponto, ela superou as expectativas ao conseguir viver com um peso tão baixo", disse Dolan.



Batalha 'perdida'

Baseada nas evidências, a juíza King declarou que "esta não é uma batalha que (L) irá vencer". King chamou os pais de L de "extremamente valentes" e disse à família: "A tarefa agora é fazer destas últimas semanas as mais confortáveis possíveis, para que vocês tenham a maior quantidade possível de tempo juntos".



Em junho, um juiz da alta corte havia decidido que uma mulher do País de Gales com anorexia severa fosse alimentada à força. Nesse caso, a mulher queria ter o direito de morrer, e o juiz argumentou que ela seria incapaz de tomar decisões.


http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6108157-EI8142,00-Justica+proibe+alimentacao+forcada+de+anorexica+a+beira+da+morte.html


Gordo ativo é tão saudável quanto magro, dizem estudos

DÉBORA MISMETTI


EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA + SAÚDE"



Dois estudos publicados hoje questionam o conceito já cristalizado de que gordura extra é sempre sinal de maior risco para a saúde.



O fenômeno é chamado pelos pesquisadores de paradoxo da obesidade: em certos casos, os quilos além da conta não indicam perigo e podem até ser protetores.



A primeira pesquisa analisou dados de 43 mil americanos divididos em grupos conforme o nível de obesidade e os resultados em testes de colesterol, pressão arterial e condicionamento físico.



Após um acompanhamento de cerca de 14 anos, os médicos, liderados por Francisco Ortega, da Universidade de Granada (Espanha), perceberam que os obesos considerados saudáveis após os exames tiveram um risco 38% menor do que os não saudáveis de morrer por qualquer causa. A redução de morte por problema cardíaco ou câncer foi de 30% a 50%.



O desempenho desses gordos "em forma" ao longo do tempo foi similar ao dos magros saudáveis, segundo o estudo, publicado hoje no "European Heart Journal".



Outro trabalho, na mesma edição da revista especializada, analisou, por três anos, a mortalidade de 64 mil suecos com problemas cardíacos (como angina e infarto) submetidos a um exame de imagem para determinar a saúde de suas artérias coronárias.



Os pacientes foram subdivididos de acordo com seu IMC (índice de massa corporal, calculado dividindo o peso em quilos pela altura ao quadrado, em metros).



O gráfico de mortalidade ficou em forma de "U": quem estava nos extremos (muito magros ou obesos mórbidos) tinha risco mais alto de morrer do que paciente intermediários, com sobrepeso ou obesidade moderada.



De acordo com o cardiologista Eduardo Gomes Lima, do Hospital 9 de Julho, esses achados propõem um questionamento ao uso do índice de massa corporal como método para avaliar obesidade.



"Dizer que um IMC a partir de 30 significa obesidade é suficiente? Nessa população vai ter obeso de verdade, mas também uma população com boa condição física, com muita massa magra. Não dá para colocar o IMC como grande definidor de prognóstico dos pacientes."



A pesquisa que acompanhou os americanos credita o melhor condicionamento físico dos obesos saudáveis como responsável pelo menor risco de morte observado nesse grupo em relação aos não saudáveis.



De acordo com o cardiologista Raul Santos, diretor da unidade de lípides do Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo), os exercícios reduzem o impacto dos efeitos prejudiciais da gordura.



"O exercício tem ação anticoagulante, ajuda a dilatação dos vasos e melhora a resistência à insulina, tendo um efeito contrário ao da obesidade. É melhor ser um obeso que se exercita do que um magro sedentário."



Para Santos, no caso do estudo com cardíacos, o efeito protetor conferido aos obesos moderados é mais difícil de explicar. Uma possibilidade é a de esse grupo ter pessoas com menos gordura abdominal, que produz substâncias inflamatórias e é um conhecido fator de risco cardíaco.



"Recomendamos a quem tem problema cardíaco perder peso, especialmente se a pessoa for barriguda."



Lima afirma que não se deve ficar com a impressão de que a obesidade não tem consequências. "A obesidade mórbida sempre está associada a um prognóstico pior."



Para ele, o importante é a necessidade de redefinir os limites da obesidade. "Talvez a gente esteja sendo muito rígido nessa avaliação."

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1148508-gordo-ativo-e-tao-saudavel-quanto-magro-dizem-estudos.shtml

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Projeto resgata história de mulheres assassinadas



25 de agosto de 2012
Categoria:: Mulheres
inShare.O Movimento de Mulheres Olga Benário do Ceará realizou projeto de resgate da história de dez mulheres torturadas, desaparecidas e assassinadas pela ditadura militar brasileira. O projeto foi realizado nas comunidades, em parceria com o Movimento de Luta, nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).



A atividade levou ao povo a oportunidade de conhecer a vida e a luta de mulheres como: Jana Moroni Barroso (1948-1974, CE); Áurea Eliza Pereira (1950-1974, MG); Therezinha Viana de Assis (1941-1978, SE); Nilda Carvalho Cunha (1954-1971, BA); Alceri Maria Gomes da Silva (1943-1970, RS); Gastone Lúcia de Carvalho Beltrão (1950-1972, AL); Ísis Dias de Oliveira (1941-1972, SP); Lourdes Maria Wanderley Pontes (1943-1972, PE); Anatália de Souza Melo Alves (1945-1973, RN) e Miriam Lopes Verbena (1946-1972, PA).



A pesquisa foi levantada de acordo com as informações do livro Luta, substantivo feminino, uma publicação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal.



A recepção da população nos bairros foi de muita indignação e revolta por saber que mulheres foram brutalmente torturadas, estupradas e assassinadas simplesmente por defenderem um país democrático e justo. Como bem falou Anatilde do Nascimento, do Conjunto Habitacional Bárbara de Alencar, “foi muito bom para nós, donas de casa e trabalhadoras, conhecermos essas histórias tão tristes, mas de muita luta. Me sinto forte para lutar como elas por saúde, creches para as nossas crianças, trabalho e por um Brasil melhor para todos. Essas mulheres, sim, são as nossas verdadeiras heroínas! E não aquelas que a televisão mostra nas novelas!”.



Ao final do projeto, um ato político na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, foi realizado com o objetivo de mostrar à sociedade o espírito de dar continuidade à luta dessas mulheres, exigindo a imediata abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos torturadores e assassinos das verdadeiras heroínas do povo brasileiro.



Paula Virgínia,

Movimento de Mulheres Olga Benário


Projeto resgata história de mulheres assassinadas



25 de agosto de 2012
Categoria:: Mulheres
.O Movimento de Mulheres Olga Benário do Ceará realizou projeto de resgate da história de dez mulheres torturadas, desaparecidas e assassinadas pela ditadura militar brasileira. O projeto foi realizado nas comunidades, em parceria com o Movimento de Luta, nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).



A atividade levou ao povo a oportunidade de conhecer a vida e a luta de mulheres como: Jana Moroni Barroso (1948-1974, CE); Áurea Eliza Pereira (1950-1974, MG); Therezinha Viana de Assis (1941-1978, SE); Nilda Carvalho Cunha (1954-1971, BA); Alceri Maria Gomes da Silva (1943-1970, RS); Gastone Lúcia de Carvalho Beltrão (1950-1972, AL); Ísis Dias de Oliveira (1941-1972, SP); Lourdes Maria Wanderley Pontes (1943-1972, PE); Anatália de Souza Melo Alves (1945-1973, RN) e Miriam Lopes Verbena (1946-1972, PA).



A pesquisa foi levantada de acordo com as informações do livro Luta, substantivo feminino, uma publicação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal.



A recepção da população nos bairros foi de muita indignação e revolta por saber que mulheres foram brutalmente torturadas, estupradas e assassinadas simplesmente por defenderem um país democrático e justo. Como bem falou Anatilde do Nascimento, do Conjunto Habitacional Bárbara de Alencar, “foi muito bom para nós, donas de casa e trabalhadoras, conhecermos essas histórias tão tristes, mas de muita luta. Me sinto forte para lutar como elas por saúde, creches para as nossas crianças, trabalho e por um Brasil melhor para todos. Essas mulheres, sim, são as nossas verdadeiras heroínas! E não aquelas que a televisão mostra nas novelas!”.



Ao final do projeto, um ato político na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, foi realizado com o objetivo de mostrar à sociedade o espírito de dar continuidade à luta dessas mulheres, exigindo a imediata abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos torturadores e assassinos das verdadeiras heroínas do povo brasileiro.



Paula Virgínia,Movimento de Mulheres Olga Benário


fonte: http://averdade.org.br/2012/08/projeto-resgata-historia-de-mulheres-assassinadas/acesso em 3 de setembro

Sete mitos ridículos sobre o corpo feminino

sábado, 1 de setembro de 2012


Sete mitos ridículos sobre o corpo feminino


Ultimamente temos ouvido algumas doideiras a respeito desta criação maravilhosa que é o corpo feminino. Os republicanos sempre torceram seus narizes para a educação sexual, e por um bom motivo. Uma compreensão mínima de biologia tornaria absurda muitas de suas vangloriadas ideias sobre as funções anatômicas das mulheres. O deputado do Missouri Todd Akin, aquele do “estuprolegítimo”, é mais um na horda de homens da história cujo medo de mulheres os fez acreditar e espalhar mitos absurdos que seriam até divertidos se, no fim, não acabassem sendo mortais.

O fato dos republicanos conseguirem se ater a fantasias biológicas numa era de métodos e instrumentos científicos modernos mostra o triunfo da ignorância sobre a verdade.

Aqui vai uma lista das coisas mais absurdas que essas mentes doentes já evocaram sobre o corpo feminino por séculos e séculos.

1. O Útero Fujão

E se um dia seu útero decidisse picar a mula de onde estava e passear pelo seu corpo afora, livremente?

Foi o que Platão teorizou em seu famoso e sem crédito diagnóstico para “histeria”, uma praga vastamente disseminada entre as mulheres até o século 20. Em seu diálogo Timaeus, Platão, seguindo a ideia de outros autores gregos, descreve o útero como um pequeno animal de mente própria que vaga pelo corpo humano, “bloqueando passagens, obstruindo a respiração, e causando doenças”.

O mito do útero fujão viveu por séculos.

2. A Vagina Dentada

Você está fazendo amor com a sua gata e, de repente, nhac! A vagina dela comeu seu pênis.

Várias lendas folclóricas pelo mundo sustentavam a ideia da vagina com dentes (do latin vagina dentata). O buraco com dentes afiados escondidos nas partes baixas da mulher surpreende os visitantes com mordidas que podem casar danos ou até castração. Essa fantasia parece vir do temor da mulher enquanto monstro sedutor, particularmente por sua natureza animalesca. Uma banda de punk metal da Bélgica tem como nome o termo em latim.

Em 2007 o filme Teeth inverteu o mito transformando-o na lenda de uma garota colegial que descobre uma arma secreta contra o abuso dos homens.

3. O Clitóris Perigoso

O clitóris, símbolo do prazer feminino, foi motivo de alarme em várias culturas. No século 16, Sinistrari, um juiz romano e autor de um texto clássico sobre demônios, alertou que mulheres com clitóris alongados poderiam estuprar homens, e recomendou tortura para tais profanas criaturas. No século 19, remoção ou cauterização eram comumente indicados por médicos ocidentais como uma “cura” para tudo, de masturbação à “imoralidade”.

A antiga prática da mutilação genital feminina , remoção parcial ou total da genitália, ainda afeta centenas de milhões de mulheres no mundo todo. A prática é justificada em algumas regiões por vários mitos, incluindo a noção de que o clitórios pode crescer e se tornar um pênis se não for cortado fora, ou de que um bebê irá morrer se tocar o clitóris.

4. Menstruação Contaminada

O sangramento mensal de uma mulher está entre as coisas mais assustadoras no campo da imaginação biológica. A menstruação tem sido chamada de punição divina, um sinal de corrupção e de veneno mortal. Plínio, o Velho, afirmou que uma simples visão de uma mulher menstruada poderia “tornar um espelho opaco, tirar o fio de uma aresta de aço e tirar o brilho do marfim”.

Na Idade Média, crenças muito difundidas iam desde a noção de que fazer sexo com uma mulher durante a menstruação poderia matar o homem ou mutilar o sêmem e produzir crianças horrivelmente deformadas, até que lavouras inteiras seriam perdidas na presença de uma mulher menstruada.

5. Ela não pode estudar

Vários motivos bastante criativos foram tramados por homens para negar à mulher o acesso à educação. Nos anos 1800, o educador Edward H. Clarke opinou que a energia gasta no estudo poderia privar os órgãos reprodutivos de uma adolescente de “fluir à potência”. Mais tarde ele alertou que educação superior poderia produzir mulheres com “cérebros monstruosos e corpos franzinos… [e] digestão fraca”.

Em 2005, o então presidente de Harvard Larry Summers veio com sua própria interpretação fantasiosa entre educação e biologia, dizendo existir diferenças inatas entre homens e mulheres e suas habilidades para matemática e ciências.

6. Colocar a mulher em seu devido lugar na evolução

Quando os conservadores não estão tentando negar a teoria da evolução, eles gostam de usá-la para justificar seus preconceitos contra as mulheres. Estudiosos feministas notaram que o foto de Charles Darwin em machos agressivos competindo para engravidar mulheres “exigentes” lembrava noções de comportamento Vitoriano. Esse viés sutil na obra de Darwin foi descoberto e aumentado por misóginos desde então para justificar a promiscuidade e agressividade masculina, fidelidade feminina e desigualdade entre sexos em geral.

O prêmio do mais recente e mais nocivo exemplo de preconceito evolucionário para para Kevin D. Williamson, editor-chefe adjunto do National Review, que escreveu um mingau de cérebro podre promovendo uma infinidade de idiotices, desde a ideia que homens de verdade fazem filhos ao invés de filhas até a noção risível de que Mitt Romney deveria ter 100% dos votos das mulheres devido à sua superioridade evolucionária.

7. O Estupro Imaculado

Como notou Robert Mackey, do New York Times, o mito de que estupro não engravida vem circulando por aí há séculos. Ele cita Vanessa Heggie, que afirma no Guardian que a posição legal de que gravidez anula a alegação de estupro vem desde o século 13, na Grã-Bretanha. Esse absurdo para estar ligado a uma crença antiga de que uma mulher teria que ter tido um orgasmo para poder conceber. Portanto, segue o raciocínio, se uma mulher engravidou, ela deve ter tido um parceiro disposto.

Vários malucos do século 20 tentaram tornar ilegal o aborto se virando a esses mitos e os baseando em uma pseudociência. O partido republicano assumiu a causa com uma vingaça e vez ou outra algum legislador expressa sua noção maluca em alto e bom som. NO meu Estado natal, tínhamos um membro do legislativo – um periodontista que presumo ter tido alguma educação médica – anunciou sua crença de que estupro não engravidava porque “os fluidos não fluíam”.

Todd Akin afirmou em uma entrevista na televisão que realmente acreditava que as gestações advindas do estupro eram “muito raras”, porque “se o estupro é legítimo, o corpo feminino tem formas de interromper a coisa toda”. Muitos de nós adoraríamos interromper sua campanha ao Senado.

fonte: http://mariadapenhaneles.blogspot.com.br/2012/09/sete-mitos-ridiculos-sobre-o-corpo.html
: acesso em 3 de setembro

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