terça-feira, 29 de abril de 2014

A capa da Placar com Bruno faz parte da normalidade do feminicídio no Brasil


Texto de Fabiana Moraes.
Meu primeiro sentimento ao ver a capa da revista Placar, que traz uma enorme foto do rosto do ex-goleiro Bruno, condenado pela morte de Eliza Samudio, foi de espanto.
“Não acredito”, pensei.
Essa sensação durou pouco. Na verdade, essa capa não é absurda, não deveria ter me causado tanta surpresa. Ela é na verdade a confirmação de uma situação, é uma peça-símbolo do tipo de visibilidade que se concede aos homens e mulheres desse País, no qual uma pesquisa equivocada parece ter diminuído a gravidade do fato de mulheres com saias curtas “estarem pedindo” para serem molestadas sexualmente.
A capa da Placar com Bruno faz parte da normalidade de um País no qual quase metade dos homicídios de mulheres são cometidos por pessoas próximas, geralmente marido, namorado, amigo, filho, pai. A outra metade das mortes não é suficientemente estudada, como se a violência contra o gênero feminino fosse mais grave somente quando recebe o carimbo da “violência doméstica”.
O apelo e o sofrimento do jogador merecem circular em papel de qualidade na grande mídia, onde o apelo e o sofrimento de milhares de mulheres mortas todos os anos em solo nacional só circula no momento em que seus assassinatos são publicados (entre 1980 e 2010: mais de 92 mil mulheres assassinadas; 43,7 mil somente na última década. Esse número saiu de 1.353 mortes no período para 4.465, um aumento de 230%).
A foto de Bruno na capa da Placar comemora o fato de, desenvolvidos e felizes com o progresso econômico nacional nos últimos 30 anos, termos apenas pequenos problemas como, por exemplo, o fato de uma mulher ser vítima de homicídio a cada 1 hora, 57 minutos e 43 segundos no ano de 2010. Em 2001, a média era de 2 horas, 15 minutos e 29 segundos. A capa que causa espanto é a mesma capa que vai para assinantes no qual esta situação acontece normalmente – está acontecendo agora.
A esquerda, capa da Revista Placar, edição abril/2014. A direita, uma resposta feita por Cyntia Mesquita Beltrao e Rosiane Pacheco, divulgada por vários grupos feministas na rede.
A esquerda, capa da Revista Placar, edição abril/2014. A direita, uma resposta feita por Cyntia Mesquita Beltrao e Rosiane Pacheco, divulgada por vários grupos feministas na rede.
Alguém falou em um comentário sobre essa capa que a equipe da revista foi “corajosa”. Por coragem, eu entendo o ato de ir contra a normalidade, o ato de fissurar o sistema, não de apoiá-lo, complementá-lo, confirmá-lo. Eu entenderia como corajosa uma edição da Placar que trouxesse as muitas e muitas mulheres que já foram vítimas de uma lógica perversa presente dentro do futebol (e outros esportes), espaço onde o sexo feminino nem é mais tratado como coisa, já que as coisas têm algum valor. Coragem temos que ter nós, mulheres, para nos depararmos com esse rosto circulando nos meios de alta visibilidade. Coragem temos que ter nós, mulheres, quando colocamos os pés na rua. Coragem temos que ter nós, todas, todos, para não aceitar nunca que esse País continue dentro dessa normalidade.
Autora
Fabiana Moraes é jornalista e mora em Recife. Esse texto foi publicado originalmente em seu perfil do Facebook, no dia 24/04/2014. Você pode acompanhá-la no Facebook e no Twitter.
Em maio de 2013, fez a reportagem especial do Jornal do Commercio: Ave Maria, sobre violência contra a mulher.
Maria Aparecida, Maria da Conceição, Maria do Socorro, Maria da Penha, Maria de Fátima, Maria do Carmo, Maria das Dores, Maria Madalena, Maria de Lourdes. Mulheres batizadas com o nome da mãe de Jesus, todas elas, exceto Madalena, com os títulos de Nossa Senhora. Foram assassinadas brutalmente por seus maridos, genros, colegas. Assassinadas pela conivência familiar e pela conivência do Estado. Mortas pelo silêncio e pela naturalização da violência contra a mulher. Neste mês de maio, sempre dedicado à Virgem Maria, o Jornal do Commercio traz, na edição impressa e na internet, as histórias dessas também divinas mães, filhas e irmãs. Elas representam a triste procissão de mulheres mortas no contexto da violência doméstica, responsável por quase a metade dos homicídios femininos no Brasil.
Atualização
Tem circulado mais do que eu esperava o post sobre a capa da Placar com o ex-goleiro e assassino Bruno. Uma pessoa da equipe me escreveu. No texto, classifica Bruno como excelente jogador e figura “polêmica.” Por isso, a necessidade jornalística de falar em alto e bom som sobre ele. Isso me impressiona demais. Esvazia-se o significado da palavra para preenchê-la com outro sentido. “Polêmico” era Nelson Rodrigues, que os rapazes do futebol, aliás, deveriam conhecer muito bem. “Polêmico” era Paulo Francis, que falava genialidades e disparates. Chamar o rapaz de “polêmico” é antes de tudo uma maneira de atenuar o horror cometido por ele, uma forma de higieniza-lo e, é claro, de justificar seu lugar nessa infeliz capa.
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fonte http://blogueirasfeministas.com/2014/04/a-capa-da-placar-com-bruno-faz-parte-da-normalidade-do-feminicidio-no-brasil/

TEXTO PRA SER LIDO, E REFLETIDO. COMENTE ESTOU AGUARDANDO 

domingo, 27 de abril de 2014

Como cirurgiões plásticos sul-coreanos estão criando problema com fotografia de passaporte

Publicado em 21.04.2014
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Os cirurgiões plásticos sul-coreanos, ao que parece, são muito bons no que fazem. No entanto, são até bons demais para os funcionários de aeroportos da Ásia.
Isso porque cada vez mais cidadãos de países vizinhos, como a China ou o Japão, visitam a Coreia do Sul com o objetivo de se submeterem a cirurgias plásticas. Porém, quando esses viajantes estão prestes a voltar para casa, eles podem enfrentar um problema inesperado: a fotografia do passaporte.
De acordo com os websites coreanos “Onboa” e “Munhwa”, alguns hospitais coreanos estão emitindo agora um “certificado de cirurgia plástica”, a pedido dos visitantes estrangeiros. Como todos nós sabemos, os funcionários que trabalham na segurança dos aeroportos são muito rigorosos quando o assunto é a pessoa se parecer com a foto que aparece no seu documento de identificação. Estes certificados podem, supostamente, ajudar a tornar a passagem pela imigração um processo mais tranquilo para todos e acabar com a necessidade de os funcionários do aeroporto entrarem em contato com o hospital para confirmar os procedimentos realizados no turista em questão.
Os certificados incluem o número do passaporte do paciente, a duração da sua estadia, o nome e a localização do hospital, bem como o selo oficial do hospital para oficializar o documento. Os viajantes podem mostrar os formulários para os funcionários da imigração em sua viagem de volta para casa.
Esta prática de emissão de certificados de cirurgia plástica teve início aproximadamente três anos atrás, mas aumentou significativamente nos últimos meses com o número crescente de visitantes que tem viajado até a Coreia do Sul para melhorar o visual por meio de operação.
A maioria dos pacientes é de classe média alta ou alta e vive nas grandes metrópoles em expansão da China. Chen Shui, de 36 anos, é uma paciente da cidade de Chengdu e conta que, apesar de décadas da ênfase socialista na igualdade de gênero, as mulheres ainda enfrentam discriminação na sociedade, principalmente as jovens solteiras, com seus vinte e tantos anos, que são chamadas de “shengnu” ou “mulheres que sobraram”. No local de trabalho, Shui alega que os empregadores buscam mulheres jovens e atraentes.
Segundo Shui, a popularidade de celebridades como Angelababy – modelo, atriz e cantora de Hong Kong que, segundo rumores, teria passado por uma reformulação total no rosto na Coreia e agora goza de “status de deusa” na China – está ajudando a liberalização da sociedade.
Recentemente, o jornal local “The Korea Times” informou que o aumento do turismo médico de pacientes chineses na Coreia também tem sido o resultado da falta de confiança dos locais nos próprios médicos chineses. “É a mistura da desconfiança em relação ao sistema de saúde chinês com o fator psicológico”, explica o cirurgião plástico sul-coreano Park Byong-Choon. “Pais chineses vêm para a Coreia até mesmo para a realização do parto. A morte de uma jovem cantora na mesa de um cirurgião chinês há alguns anos fez as pessoas pensarem duas vezes antes de passar por uma operação dessas em casa”, completa.
Na China, clínicas de estética não são de propriedade dos médicos, e sim de empresários licenciados que pagam os médicos. De acordo com Park, mesmo os bons médicos não são páreos para o marketing de massa e é difícil saber quem é quem em um mercado tão saturado. “Além disso, existem cirurgiões inescrupulosos em busca unicamente de maximizar os lucros. Com tantos resultados de cirurgias mal-feitas, os pacientes acham que é melhor ir direito para a Coreia, mesmo que isso signifique ter que acabar pagando mais. Nem mesmo o Partido Comunista Chinês consegue controlar esse fluxo”.
Segundo o site “Onbao”, o número de turistas que foram à Coreia do Sul com objetivos médicos em 2011 foi de 2.545 pessoas. No ano passado, após apenas dois anos, esse número já aumentou dez vezes, para 25.176 visitantes. [Kotaku e Korea Times]

Plásticas deixam mulheres irreconhecíveis na Coreia do Sul

22 de abril de 2014 • 16h22


Hospitais passam a emitir certificados depois dos procedimentos, já que alguns pacientes que vêm de fora passaram a ter problemas com o controle de passaporte

Quando decidem “entrar na faca”, as pessoas geralmente esperam ficar com uma aparência ligeiramente diferente e melhor do que antes. Mas, na Coreia do Sul, vem acontecendo algo um pouco mais impactante: alguns cirurgiões são tão talentosos que acabam deixando os pacientes irreconhecíveis. Com informações do site do jornal britânico Daily Mail.
Algumas pessoas que vêm de fora para se tratar no país ficam com os traços tão diferentes que acabam tendo dificuldade na imigração quando tentam retornar para casa. Por este motivo, alguns hospitais estão recorrendo a “certificados de cirurgia plástica”, para que os pacientes possam voltar para a terra natal sem transtornos, segundo informam os sites coreanos Onboa e Munhwa.
As mulheres geralmente aumentam os olhos, 'empinam' o nariz e diminuem o queixo
Foto: Jewelry MedicalPs/Facebook / Reprodução
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Esses documentos incluem o número de passaporte da pessoa, o nome do hospital onde foi operada e a duração da visita à Coreia do Sul. O objetivo é facilitar a vida dos passageiros no controle de passaportes, já que o problema parece estar se tornando cada vez mais comum. Em 2009, 23 chinesas tiveram que lutar para retornar ao país de origem depois de passarem por cirurgias.
As mulheres foram paradas pelo controle de passaporte porque foi observado que, no documento, não tinham olhos tão grandes, narizes empinados e queixos delicados, conforme reporta o China Daily. Após uma checagem rigorosa, elas foram autorizadas a voltar para a China, mas foram advertidas a renovar os passaportes imediatamente.
A Coreia do Sul se tornou rapidamente uma referência em cirurgia plástica e a região concentra o maior número de procedimentos cosméticos per capita, de acordo com números divulgados no ano passado pela International Society of Aesthetic Plastic Surgeons. Além disso, uma em cada 77 pessoas do país atualmente se submete à cirurgia plástica em uma tentativa de melhorar a aparência.
Ainda, cerca de 20% das mulheres com idades entre 19 a 49 anos em Seoul admitem ter passado por cirurgia e um dos procedimentos mais populares envolve a redução do excesso de pele na pálpebra superior, para que os olhos fiquem maiores e mais "adequados" com o padrão de beleza ocidental. 

eza.terra.com.br/plasticas-deixam-mulheres-irreconheciveis-na-coreia-do-sul,fe9750e843a85410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

Turistas precisam de certificado para provarem identidade após plásticas

3/04/2014 06h00 - Atualizado em 23/04/2014 06h00


Hospitais da Coreia do Sul emitem documento para facilitar volta para casa.
Aumento do 'turismo médico' seria principal razão para a medida.

Do G1, em São Paulo
103 comentários
Devido ao aumento expressivo do chamado “turismo médico” na Coreia do Sul, atraindo um grande público de países vizinhos, instituições médicas começaram a emitir uma série de documentos para auxiliar os pacientes durante a volta para casa, caso haja problemas entre a feição do viajante e sua foto no passaporte.
Para provarem identidade, pacientes que buscam cirurgia plástica na Coreia do Sul recebem 'documento' atestando que fizeram procedimento estético no país (Foto:  Reprodução/Weibo/Qingdao)Para provarem identidade, pacientes que buscam cirurgia plástica na Coreia do Sul recebem 'documento' atestando que fizeram procedimento estético no país (Foto: Reprodução/Weibo/Qingdao)
De acordo com o jornal “The Korea Times”, alguns hospitais coreanos começaram a emitir uma espécie de “certificado de cirurgia plástica” para pessoas de outros países que visitam o local em busca de procedimentos estéticos.
O jornal explica que esse tipo de documentação especial seria para facilitar a vida de quem volta para o país de origem, como China e Japão, e precisa provar que é a pessoa que está em seu passaporte ao passar pela imigração.
A demanda teria aumentado significativamente devido à baixa confiança que os pacientes têm em médicos chineses, aponta o periódico.
A Coreia do Sul é considerada a "campeã" em quantidade de cirurgias plásticas no mundo.

História de mulher que perdeu família durante ditadura é atração em Brasília

25/04/2014 15h32 - Atualizado em 25/04/2014 15h32


Peça teatral 'Aurora' estreia neste sábado (26), às 21h, no Espaço Funarte.
Personagem fala da dor pela perda do Marido e do filho durante o regime.

Do G1 DF
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Cena da peça "Aurora", em cartaz neste sábado (26), no Espaço Funarte, em Brasília (Foto: Dayse Hansa/Divulgação)Cena da peça "Aurora", em cartaz neste sábado (26), no Espaço Funarte, em Brasília (Foto: Dayse Hansa/Divulgação)
Estreia neste sábado (26) no Espaço Funarte, em Brasília, o espetáculo teatral “Aurora”, que narra a história de uma mulher que perde o marido e o filho no período da ditadura militar no Brasil. A peça é encenada na sala Plínio Marcos, às 21h, e pode ser vista gratuitamente.
saibaA trama gira em torno da vida de uma mulher que se casou com um líder estudantil no período em que o país era governado por militares. Em 1968, o marido dela desaparece. Anos depois, o filho dela sai em busca do pai e também some.

Na montagem, a personagem espera encontrar os restos mortais dos parentes e narra os sentimentos de quem perdeu dois dos mais importantes entes para o regime da época.

A peça é encenada pela atriz Tereza Padilha, nascida no Rio de Janeiro, mas radicada em Brasília. Ela tem desenvolvido pesquisas teatrais com a temática da violência. O espetáculo encerra a programação artística do 54º aniversário de Brasília.


fontehttp://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/04/historia-de-mulher-que-perdeu-familia-durante-ditadura-e-atracao-em-brasilia.html

sábado, 19 de abril de 2014

Número de americanas que faz cirurgia plástica para ter o “bumbum da brasileira” aumenta em Nova York

 

Ao menos 378 mil nova-iorquinas procuraram informações sobre o procedimento na internet nos últimos três meses


O BUMBUM DAS BRASILEIRAS É O MAIS DESEJADO EM NOVA YORK (Foto: Instagram)
O derriére das brasileiras faz sucesso entre as nova-iorquinas. O interesse pelo “Brazilian butt lifts”, em tradução livre “bumbum brasileiro empinado” cresceu de novembro do ano passado a janeiro deste ano. Pelo menos 378 mil nova-iorquinas, de acordo com matéria publicada no jornal americano “New York Post” procurou o site RealSelf para informações sobre a cirurgia – na qual a gordura do abdômen ou a parte inferior das costas é injetada nas nádegas.
As mulheres nova-iorquinas estariam em busca de um novo padrão de beleza. “Fitness é uma questão de moda. Curvas nos lugares certos são o novo sexy”, disse uma paciente de 35 anos à publicação que passou pelo procedimento para aumentar o bumbum recentemente.
BEYONCÉ E RIHANNA (Foto: Instagram)
Segundo David Shafer, um dos cirurgiões especializados na técnica, a cirurgia se tornou mais popular nos últimos meses. Shafer afirma que tem atendido, por semana, de 6 a 8 pacientes interessados em aumentar e dar um up em seus derrières. As cirurgias custam, em média, de 8 a 12 mil dólares (de 17 a 24 mil reais).
A onda do “bumbum das brasileiras” já chegou às celebridades. Katy Perry já fez injeções de lifting para o bumbum em 2011. A popstar injetou um cocktail de vitaminas, esteroides e antibióticos.
KATY PERRY FEZ INJEÇÕES DE LIFTING (Foto: Getty Images)
 

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...