domingo, 29 de maio de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Vanessa Fernandes luta contra anorexia

A atleta portuguesa Vanessa Fernandes luta contra um esgotamento nervoso e anorexia, escreve a edição desta sexta-feira do Correio da Manhã, e receberá da parte do Comité Olímpico de Portugal (COP) um apoio financeiro para o pagamento dos tratamentos médicos.

A atleta portuguesa estará actualmente a recuperar da anorexia nervosa e bulimia cujos primeiros sintomas das doenças surgiram logo nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, onde conquistou a medalha de prata na prova de triatlo.
Citado pelo Correio da Manhã, o pai da atleta frisou que a prioridade é «que a Vanessa recupere a vontade de viver e que volte a gostar dela».
O presidente do COP, Vicente Moura, anunciou que uma verba no valor de 44 mil euros será disponibilizada para o pagamento dos tratamentos médicos da atleta, conta a agência Lusa.
Para o dirigente a prioridade «é recuperar a mulher» de modo a no futuro recuperar «uma atleta que já deu muito ao desporto português».
Vicente Mouro garantiu ainda que a verba angariada, fruto de uma cooperação com o Instituto de Desporto de Portugal e com a Federação Portuguesa de Triatlo, será disponibilizada até Dezembro.
Vanessa Fernandes, de 25 anos, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a par do título mundial em 2007 e do bicampeonato do Mundo de duatlo, em 2007 e 2008.
Perante as notícias avançadas a participação da atleta lusa nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, está em dúvida
Disponivel: http://sol.sapo.pt/inicio/Desporto/Interior.aspx?content_id=19652 > acesso em 28 de maio

Mulher ganha R$ 18 milhões após plástica dar errado


Leeds (Inglaterra) - A empresária Penny Johnson, de 49 anos, foi reembolsada em seis milhões de euros após ficar com o rosto parcialmente paralisado por conta de uma cirurgia plástica. Por conta da sequela, Penny tinha vergonha de se apresentar aos clientes - o que acabou levando ao fim de sua empresa, conta o jornal The Sun.

Segundo a empresária, o cirurgião Le Roux Fourie resolveu fazer um "experimento" que deu errado. As contas de Penny apontavam para um ganho de 54 milhões de euros por perdas e danos morais, além dos 600 mil euros que ganhava por ano com sua empresa.




O juri, no entanto, discordou da britânica e concedeu o pagamento dos 6 milhões de euros, apenas. O juiz afirmou que a preocupação de Penny com "o resultado que poderia ter obtido" acabou afetando seu julgamento. Ela firmou que a cirurgia a deixou com o rosto deformado e, de acordo com seus três filhos, um "olho de monstro".



A empresária não conseguia fechar o olho direito por conta da sequela nos nervos e chegou a prender as pálpebras com fita adesiva para conseguir dormir.



O cirurgião admitiu negligência no caso e havia concordado em pagar nove milhões de euros. Ele ainda afirmou que a crise na empresa de Penny falhou por conta de razões comerciais, e não do procedimento.
 disponivel: http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2011/5/mulher_ganha_r_18_milhoes_apos_plastica_dar_errado_166569.htmlacesso 28 de maio

“A década do aumento de seios”, nos EUA

Por aqui, desde a década de 90, as cirurgias de mama estão em alta.
Segundo dados divulgados pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, as cirurgias para implante de seios aumentaram em 40% na última década. Só em 2010, cerca de 300.000 mulheres se submeteram ao procedimento para aumentar o tamanho dos seios.



Os dados da entidade americana revelam uma alta na procura por cirurgias para aumento de mamas e pela mastopexia, ao mesmo tempo em que mostram um declínio na procura por cirurgias como rinoplastia, lipoaspiração e aumento de lábios.



Em 2010, os cirurgiões plásticos americanos realizaram 296.203 implantes mamários, um aumento de 2% em relação a 2009 e um salto de 39%, desde 2000. As cirurgias de mastopexia, em 2010, atingiram a cifra de 90.000 casos, 9% a mais em relação a 2009 e 70% a mais em relação a 2000.



Nos EUA, 82.871 cirurgias foram realizadas para reduzir o tamanho da mama, um aumento de 6% em relação a 2009, mas um declínio de 2% em relação aos registros de 2000. Deste contingente de redução de mamas, 18.280 cirurgias foram realizadas em homens.



Os números americanos revelam ainda que cerca de 21,7 mil operações foram realizadas para remover os implantes mamários, em 2010, o que significa 9% a mais do que em 2009, mas uma queda de 47%, desde 2000.



Em alta por aqui também... Por aqui, desde a década de 90, as cirurgias de mama estão em alta. Dados da pesquisa Cirurgia Plástica no Brasil, realizada pelo Datafolha e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, revelam que as intervenções estéticas mais realizadas no País são aumento de mama (21%), lipoaspiração (20%) e abdômen (15%). Em seguida vêem redução de mama (12%), pálpebras (9%), nariz e plástica de face (7% em cada).



“Há muitas razões para o aumento da procura pela cirurgia de aumento de mama, dentre estas, podemos destacar algumas: hoje, temos muitos mais estudos e evidências científicas que comprovam que o implante de silicone não contribui para um risco maior de câncer de mama. Este foi um medo muito comum de muitas mulheres, durante muitos anos”, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.



Outro ponto a favor das candidatas a fazer uma cirurgia para aumento de mamas é a própria evolução das próteses de silicone. “Tenho visitado algumas fábricas de próteses de silicone, pois ao recomendar um produto X ou Y a uma paciente preciso ter todas as informações sobre o produto que estou indicando. De uma maneira geral, temos bons produtos disponíveis no mercado, hoje”, conta Ruben Penteado.



O médico destaca também que em relação à década anterior, o material empregado na confecção das próteses evoluiu muito, bem como a sua durabilidade. “A disponibilidade no mercado de próteses de silicone com gel de alta coesividade e com revestimentos texturizados vem proporcionando resultados muito próximos dos naturais nas mamoplastias de aumento. Este fato incentiva muitas mulheres a se submeterem à cirurgia”, conta o diretor do Centro de Medicina Integrada.



Em queda... Os números da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos também revelam que procedimentos muito populares têm perdido espaço nos Estados Unidos, na última década, tais como: . Lipoaspiração: 203.106, uma queda de 43%
.Rinoplastia: 252.261, uma queda de 35%
.Blefaroplastia: 208.764, queda de 36%
.Lifting facial: 112.955, queda de 16%.



“No Brasil, a cirurgia de calvície, a dermolipectomia de braço e a suspensão da coxa são procedimentos que apresentam baixas”, conta Ruben Penteado.



Menos invasivos... Outra tendência registrada nos EUA é a substituição de procedimentos cirúrgicos por tratamentos menos invasivos, desenvolvidos na última década. Observe a relação dos procedimentos não-invasivos mais populares, realizados no ano passado, em comparação com o ano de 2000: .Aplicação de toxina botulínica: 5,4 milhões, um aumento de 584% na década
.Preenchimentos de rugas: 1,8 milhões, um aumento de 172 %, na década
.Depilação a laser: 937.601, um aumento de 27% na década.



“No Brasil, os procedimentos não cirúrgicos, apesar de não serem os mais freqüentes (14%), são numerosos também. Os mais realizados são os preenchimentos (92%) e a aplicação da toxina botulínica (91%). Além de peeling (53%), laser (24%) e suspensão com fios (21%)”, informa o cirurgião plástico Ruben Penteado.



Perfil dos pacientes-As mulheres continuam sendo o maior público-alvo dos cirurgiões plásticos americanos: representam 91% dos procedimentos estéticos realizados em 2010. Procedimentos estéticos em pacientes com idade entre 40 e 54 anos aumentaram 6%, no ano passado, respondendo por cerca de metade de todos os procedimentos. Pacientes com mais de 55 anos foram submetidos a 3,3 milhões de procedimentos cosméticos, no ano passado, um aumento de 4% face ao ano anterior. Entre os mais jovens, 2,4 milhões de procedimentos foram realizados em pessoas na faixa dos 30 anos, um aumento de 4% em relação a 2009.



No Brasil, “a maior parte das cirurgias estéticas são feitas em mulheres também, em pessoas na faixa etária que vai de 19 a 50 anos (72%), mais especificamente, 38% de 19 a 35 anos e 34% de 36 a 50 anos”, informa o cirurgião plástico Ruben Penteado.[Twitter: http://twitter.com/rubenpenteado].

Disponivel: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=159870> acesso 28 de maio

28 de maio, Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher



Problemas cardiológicos, que até pouco tempo eram conhecidos por atingir os homens, passam a incidir mais em mulheres. A informação vem da Associação Americana de Cardiologia, referência mundial em saúde do coração, a qual tem realizado estudos que mostram que as doenças cardiovasculares não são exclusividade dos homens. As pesquisas científicas ainda são recentes, tiveram início somente na década de 90, e revelam que o coração das mulheres é mais vulnerável a infartos do que se supunha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também faz um alerta: as doenças do coração são a principal causa de morte de mulheres no mundo.



Alguns fatores de risco como diabetes, depressão, hipertensão, obesidade e tabagismo - comuns a homens e mulheres -, também são mais nocivos ao organismo feminino que ao masculino. Além disso, as mulheres ainda contam com outros agravantes, como o uso da pílula anticoncepcional, que associada ao hábito de fumar, aumenta a síntese no fígado de fibrinogênio - substância que desempenha um papel importante na coagulação do sangue.



Outro item importante para a saúde do coração é a prática de exercícios físicos, segundo o médico Luiz Fernando Kubrusly, diretor clínico do Hospital VITA Batel. "Em 2002, sugeria-se a prática de meia hora diária de exercícios físicos. Agora a indicação é para que as mulheres pratiquem vinte minutos diários de atividades. Pois, com uma frequência de cinco a sete dias por semana, durante 20 minutos, o risco de ataque do coração cai mais de 30%", avisa.



O médico explica que, ao realizar atividades físicas, além de melhorar a saúde em todos os aspectos, é possível treinar o coração e usá-lo como um guia para ajudar a obter os resultados desejados. Além disso, personalizar os treinos de acordo com os objetivos é primordial.



Ao observar o funcionamento do corpo, especialistas concluíram que há faixas de batimentos cardíacos nas quais o organismo responde de forma diferente a cada uma delas - são as chamadas Zonas de Batimentos Cardíacos Alvo ou Zonas de Treinamento. Existem faixas em que a pessoa deve se exercitar para alcançar cada objetivo que deseja: perda de gordura, aumento de resistência física, entre outros.



Como achar a Zona de Batimentos Cardíacos Alvo?

A Zona de Batimentos Cardíacos Alvo pode ser achada com um método simples. Basta diminuir a idade da pessoa de 220 para calcular o Batimento Cardíaco Máximo (BCMax). Na sequência escolhe-se o objetivo de treinamento e multiplica-se o resultado obtido do Batimento Cardíaco Máximo pelas porcentagens correspondentes, com isso acha-se a Zona de Batimento Cardíaco Alvo. Conforme informações abaixo.



Zonas de Treinamento ....................................................... Batimento Cardíaco Máximo

Saúde do coração / Zona de aquecimento ........................... 50% - 60%

Queima de gorduras / Zona de Fitness ................................ 60% - 70%

Resistência / Zona Aeróbica ............................................... 70% - 80%

VO2 Máximo / Zona de Performance/ Zona Anaeróbica ......... 80% - 90%

Esforço máximo / Zona da Linha Vermelha .......................... 90% - 100%



Exemplo: uma pessoa com 30 anos tem o seguinte Batimento Cardíaco Máximo (BCMax): 220 - 30 = 190. Supondo que o objetivo do treinamento dessa pessoa seja a queima de gordura, a Zona de Batimentos Cardíacos Alvo dela seria entre 114 (190 x 60%) e 133 (190 x 70%) batimentos cardíacos por minuto.



"É bom lembrar sempre que a prevenção continua sendo o ‘melhor remédio’. Mulheres de todas as idades devem fazer uma visita anual ao cardiologista, principalmente antes de iniciar atividades físicas, e adotar hábitos mais saudáveis", conclui Dr. Kubrusly.

Disponivel: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=22602&op=saudeAcesso em 28 de maio

terça-feira, 24 de maio de 2011

Líder feminista de 88 anos é homenageada no Rio

A história de uma jovem deputada que acaba de assumir o mandato e luta pela igualdade de salários entre homens e mulheres parece bastante atual, mas foi lembrada hoje durante homenagem à líder comunista e feminista Zuleika Alambert, santista de 88 anos que se estabeleceu no Rio de Janeiro depois de dez anos de exílio, entre 1969 e 1979.

Suplente de deputada estadual pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), Zuleika tornou-se titular em setembro de 1947, aos 25 anos. Apresentou um projeto de abono de Natal - precursor do 13º salário - e outro que instituía a remuneração sem distinção de sexo.

Hoje, a homenageada ouviu muitos discursos elogiosos e falou pouco. "Até hoje a igualdade salarial é uma causa das mulheres", lembrou a deputada estadual Aspásia Camargo (PV-RJ), que entregou uma Moção de Congratulações a Zuleika. Com a extinção do PCB, a deputada comunista perdeu o mandato em 1948, mas intensificou a atuação no partido, especialmente na luta para fazer avançar o papel das mulheres.

"Muitos comunistas não concordavam que as mulheres no PCB fossem além da luta contra a carestia e a luta pela paz", lembrou o ex-militante do partido e hoje dirigente do PPS Givaldo Siqueira. "Foi uma resolução da Zuleika que definiu a Partido Comunista como um partido feminista", contou.

Durante a homenagem, foram lembrados vários episódios da vida da líder feminista, que teve dois casamentos, o primeiro deles com o dirigente comunista Armênio Guedes. Na juventude em Santos, durante a Segunda Guerra Mundial, Zuleika se engajou na Liga de Defesa Nacional, que combatia contra o Estado Novo e exigia o rompimento do governo Vargas com os países do Eixo.

Ao lado das companheiras Heloísa Ramos, mulher de Graciliano Ramos, e Jovina Pessoa, liderou o boicote dos estivadores, que se recusavam a desembarcar os produtos espanhóis no Porto de Santos. Era uma reação ao regime ditatorial do general Francisco Franco na Espanha, oficialmente neutra, mas aliada de Alemanha, Itália e Japão. Mais tarde, os trabalhadores do porto foram os principais cabos eleitorais de Zuleika na campanha para uma vaga na Assembleia Legislativa paulista.
 Disponível em:
http://www.dgabc.com.br/News/5887797/lider-feminista-de-88-anos-e-homenageada-no-rio.aspx acesso em 24 de maio
PARECE QUE FOI ONTEM

















domingo, 22 de maio de 2011

O corpo de um bailarino

THIAGO SOARES
O corpo de um bailarino é sempre um dos comentários mais observados e desejados por muitos, mas nem sempre um corpo belo é sinal de um corpo saudável.
A rotina de um bailarino é bastante pesada, isso já se sabe, e para isso muitos bailarinos seguem dietas e dietas para manter seu corpo e sua resistência, mas nem sempre essas dietas acarretam um bom resultado físico, mental e psicológico.

A cobrança de um corpo perfeito para dança é feita desde início da carreira de um bailarino. Mas o que seria um corpo perfeito para dança?

Um corpo magro, definido, leve, esses e outros adjetivos podem sim ser considerados um corpo perfeito para dança.

Ter um corpo magro, definido, leve é bonito isso é fato. Mas será que vale apena emagrecer ao ponto de você arriscar sua própria vida para atingir esse tão desejado corpo, apenas para seguir um padrão?

Às vezes é se arriscar e cair onde nem menos pode se imaginar.

Neste caso é melhor nem se arriscar.

Mas para atingir esse corpo é preciso se esforçar e confiar e si mesmo e não levar esse esforço para o lado negro, pois assim irá se afundar nesse, e não terá um resultado favorável para sim mesmo.

Lembrar que todo bailarino é uma pessoa normal como qualquer outra e independente do que seja tem uma vida fora dos palcos e da dança. E sim tem que amar a si próprio e nunca fazer nada para seu mal nada que possa vim a lhe prejudicar, e ter limites, pois nem sempre um corpo belo é sinal de um corpo saudável. E não se esqueça de sempre procurar ajuda de um especialista, pois você estará mexendo com o seu material de trabalho.

Postado por Vida de um Bailarino às 10:31 Enviar por e-mail

NUNCA PENSAMOS NO CORPO DO BAIRALINO, SOMENTE NA VIDA DA BAILARINA

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Campanha contra anorexia no Libano



"A realidade nem sempre olha na sua cara – Anorexia mata", no Líbano.






Mais alguns anuncios impressionantes

O anúncio chamado "boca" foi feito pela Publicis agência de publicidade, na Espanha. Foi lançado em Abril de 2001.







Outras campanhas contra a norexia

O anúncio com o título "Cabide" foi feito pela agência de publicidade Publicis, na Espanha. Foi lançado em Abril de 1999.


Este é o slogan chocante de uma campanha israelense sobre transtornos alimentares.

Um anúncio, uma mensagem – '15% das mulheres que sofrem de anorexia morrerão este ano’. Mas é a imagem projetada exclusivamente para uma organização independente em Israel para difundir o conhecimento sobre estes transtornos alimentares que têm atraído a atenção dos críticos em todo o mund



Esta é a mais recente campanha publicitária para o Fórum Crisalide, a associação italiana envolvida na luta contra o problema da bulimia e anorexia.




A campanha visa conscientizar as jovens que imitar a moda pode levar uma pessoa a se tornar cada vez mais magra e, consequentemente, convidando a doença mortal, como bulimia e anorexia, comum entre as meninas jovens.







Campanhas contra a anorexia Em favor da vida

Martin Stadhammar, diretor criativo da Grey de Estocolmo e Bård Oskar Director Hobbyfilm de Estocolmo se reuniram e criaram uma campanha para a sociedade nacional chamada Anorexia/Bulimia na esperança de aumentar a conscientização sobre a doença e coletar doações.




Feita pela agência de publicidade McCann-Erickson em Israel. Foi produzida em novembro de 2010.




Feito pela agência de publicidade Saatchi & Saatchi Simko, na Suíça. Foi lançado em abril de 2007.




disponivel em http://linksweb.net.br/as-mais-chocantes-campanhas-anti-anorexia/acesso em 19 de maio

19 de maio Dia da ajuda a obesidade e aos transtornos alimentares

[terceiro programa dedicado ao tema da obesidade e alimentação]




15h-16h: alguns psicólogos da Universidade do Minho lançaram um programa para ajudar pessoas com problemas alimentares; trata-se de um programa de ajuda personalizado e confidencial para pessoas com problemas de alimentação, nomeadamente a anorexia, a bulimia e a perturbação de ingestão alimentar compulsiva. Especializada na intervenção em problemas do comportamento alimentar, a equipa já desenvolveu diferentes planos interventivos direccionados para as necessidades de cada paciente. “Esta é uma forma simples, gratuita, individual e anónima de ajudar pessoas com problemas de alimentação”, certifica Eva Conceição, uma das psicólogas do grupo.

(Os interessados podem dirigir-se ao Serviço de Psicologia, da Escola de Psicologia, no Campus de Gualtar, em Braga, ou marcar consultas através do e-mail comportamentoalimentar@gmail.com)



Esta iniciativa dirige-se essencialmente a indivíduos com dificuldades em controlar e manter uma alimentação equilibrada, mostrando-se constantemente preocupados com o corpo e a forma corporal.



Em estúdio vai estar Paulo Machado, coordenador do programa de ajuda personalizada para pessoas com problemas de alimentação (ele que é professor catedrático da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, em Braga, e director do Centro de Investigação em Psicologia da U. Minho; em 1993, concluiu o doutoramento em Psicologia Clínica, na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos da América).

Publicado por jpmeneses em 18.05.2011

Etiquetas: anorexia, Universidade do Minho, semana da obesidade, psicologo, perturbação de ingestão alimentar, bulimia, Paulo Machado
 disponivel http://www.tsf.pt/blogs/maiscedo/archive/2011/05/18/19-de-maio-de-2011-ajudar-quem-tem-problemas-alimentares-anorexia-bulimia-e-perturba-231-227-o-de-ingest-227-o-alimentar-compulsiva.aspx: acesso em 19 de maio

Gordura não migra por causa de lipo, afirma especialista

Gordura não migra por causa de lipo, afirma especialista


maio 19th, 2011
Author: Assessoria

No dia 6 de maio, a Folha de S.Paulo publicou uma pesquisa polêmica realizada na Universidade de Colorado, nos EUA, que afirma que a lipoaspiração pode reduzir a gordura das coxas e quadril, mas, com o tempo, traz novas curvas não desejadas em outras áreas, como abdome e braços. A matéria atribui isso a um processo de migração da gordura do ponto onde houve a cirurgia para outras partes do corpo.



Os resultados do estudo vêm causando discussão na classe médica. Segundo Sebastião Guerra, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a pesquisa é muito tendenciosa no que diz respeito às conclusões, pois em uma lipoaspiração bem feita o resultado permanece na área onde ocorreu o procedimento.



“Na lipoaspiração, o núcleo da célula é aspirado, matando-a e impossibilitando-a de exercer qualquer função, até o acúmulo de gordura. Se o paciente realiza a operação e não mantém uma dieta controlada, nem faz exercícios físicos, voltará a engordar, porém em outras partes que não foram aspiradas. Por isso se tem a impressão que a gordura ‘migra’ para outras áreas do corpo, o que não é verdade”, explica Guerra.



Existem fatores que agravam essa situação apresentada. Entre eles, a tendência do indivíduo ao acúmulo de gordura em determinadas partes do corpo, sua idade, ritmo de vida, dieta, e a prática ou não de exercícios físicos. “Essa é uma discussão muito questionável. Qualquer lipoaspiração deve ser seguida de uma dieta rigorosa e exercícios físicos, para que o trabalho do profissional não se perca e o paciente fique frustrado ao perceber que, apesar da intervenção, continua a ganhar peso”, afirma Guerra.



Confira aqui a matéria sobre a pesquisa na íntegra. (Link para a matéria na Folha de S. Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/912189-lipoaspiracao-faz-gordura-mudar-de-lugar-mostra-pesquisa.shtml
DISPONIVEL EM:plink.com.br/noticias/?tag=lipoaspiracao-bem-feita ACESSO EM 19 DE MAIO

NÃO SEI SE É UM DIREITO DE RESPOSTA MAS VALE A PENA CONFERIR




A anorexia e o mito da beleza

Postado em 16/05/2011 às 22:51 por Claudia Matarazzo
Comentários
Atualmente, há um endeusamento da profissão de modelo. Ser modelo é quase o máximo. Não tenho nada contra quem escolhe e/ou exerce a profissão. O problema é tentar corresponder a essa expectativa de forma perfeita. Ao equacionar a fórmula fama= forma perfeita= ser magérrima, desde muito jovens as meninas flertam com perigos como a anorexia – para citar apenas um – e, eventualmente, sucumbem.


Anorexia: um fantasma para a geração atual (Foto: Thinkstock)

Ora, o tal peso ideal – com todos os números, medidas e correspondências em massa muscular, corpórea etc. – é simplesmente impossível de alcançar. Não passa de uma invenção da indústria da beleza para que as pessoas consumam, gastem, iludam-se. E, principalmente, que continuem a persegui-lo gastando e consumindo cada vez mais.
A doença ocorre hoje muito mais em decorrência dos costumes do que da classe social. Por imposição de um padrão de beleza irreal e perigoso ditado pela mídia, poderosíssima.
Tão poderosa que até mesmo a nobreza se curva aos seus ditames: a princesa Victoria, filha da rainha Silvia da Suécia, já padeceu da doença. Atualmente a princesa Letizia, mulher do Príncipe das Astúrias da Espanha, e a rainha Rânia da Jordânia podem ser vistas com silhuetas perigosamente esbeltas. Há rumores de que ambas estejam lutando contra esse fantasma.
Provavelmente a anorexia existiu também no século XIX e até antes. Mas aposto que com muito menos frequência. Há hoje uma assustadora distorção de valores! É preciso refletir seriamente e tomar providências drásticas e rápidas para reverter esse processo. E isso apenas as mães de toda essa geração de meninas podem fazer. Daí, a enorme responsabilidade.
Que garotas sem preparo ou em idade vulnerável caiam nesse tipo de armadilha conceitual é até compreensível – embora trágico. Mas que pais e mães dêem força e atropelem a infância das meninas para que aos doze anos comecem a ganhar dinheiro e passem fome é criminoso.
Além do fato de que cachê nenhum paga o sofrimento atroz de ver um filho minguar aos poucos até morrer. E não por falta de víveres, mas por falta de informação e de consciência – deles próprios e de quem os criou.
NÃO CUSTA LEMBRÁ-LAS SOBRE O TEMA.  SALVEM NOSSOS CORPOS

Barriga feminina chapada não é tão importante para os homens

Apesar do desejável corpo violão, gordurinha extra é bem aceita pelo público masculino

Se você é do tipo que se mata nos exercícios abdominais para ficar com a barriga chapada e fazer sucesso com o sexo oposto, observe esses dados: uma pesquisa realizada pelo Delas, na qual mais de três mil homens responderam sobre a parte do corpo feminino que mais admiram, o abdome ficou em último lugar, com 8% dos votos. O bumbum, campeão absoluto, levou 40% das respostas, seguido pelos seios (35%) e pernas (17%).



Mais sobre homens:

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Homens preferem internet ao namoro



Para as mulheres, no entando, a circunferência da cintura parece ser um drama. Segundo o mesmo estudo, com participação de mais de cinco mil mulheres, 45% delas fariam algum tipo de correção na região da barriga – a lipoaspiração ficou em primeiro lugar, com 25% dos votos, e, logo em seguida, a abdominoplastia somou 20% das intenções.



Dono do abdome mais exibido da Rede Globo, o ator Marcos Pasquim analisa outras partes no corpo feminino antes da barriga. “Eu não acho que seja uma parte chamativa. Primeiro vem a boca, as mãos, e por aí vai”, diz ele. Colega de profissão, Max Fercondini concorda: “Fora o sorriso e o olhar, olho o rosto como um todo, e depois reparo nas pernas. Nunca tinha parado pra pensar na barriga; vou até começar a reparar mais”, promete. (Não, Max, continue assim).





Foto: AP Ampliar

Violão de fazer inveja! As curvas generosas da cantora Beyoncé

“As mulheres que estão muito preocupadas em ter um abdome seco não sabem o que realmente atrai os homens”, diz Fernando Gomes, publicitário de 29 anos. “Nunca me desinteressei por uma mulher só por causa da barriguinha”. Para Hélio Andrade, analista de sistemas, 33 anos, o corpo feminino apreciável tem mais a ver com a harmonia das curvas do que com os centímetros da cintura. Uma gordurinha aqui outra ali não incomoda, desde que seja discreta, sem exageros. Segundo o gerente de projetos Daniel Fernandes, 30 anos, no “mundo real”, todas as mulheres têm uma gordurinha no abdome. E incomoda? “Um pouco, mas existem outras coisas que incomodam muito mais numa relação”, diz.



Ironicamente, a opinião dos homens parece pesar pouco quando o assunto é se sentir à vontade com a própria cintura e, por consequência, desejável e sexy. Qual mulher nunca ouviu do namorado a declaração sincera de que “você está ótima!” – e, mesmo assim, continuou cismada com a aparência? Na busca pela barriga de tanquinho, madrinhas de bateria representam sonhos, e o espelho, muitas vezes, um carrasco.

No jogo da conquista, o corpo tipo violão é a preferência absoluta dos homens (35%) – independente de gordurinhas localizadas. Tendo como referência os seios, a cintura tem que ser menor e o bumbum maior. As chamadas marombeiras, com barriga tanquinho e perna musculosa, ficaram em ultimo lugar, com apenas 1% da preferência masculina. Um viva à Beyoncé.

acesso em 19 de maio de 2011
MENINAS MALHAR É BOM , MAS SE SACREFICAR É DEMAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

A História da Intimidade - Mary Del Piore

Uma breve história do Brasil  Mary Del Priori e Renato Venancio Editora Planeta, 2010





Uma breve história do Brasil, lançamento da Editora Planeta para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, é uma parceria de Mary Del Priore e Renato Venancio. Nesta obra, os autores delineiam o panorama da história nacional, concentrando-se em expor temas indispensáveis para a compreensão de momentos formadores da história do Brasil.




Historiadora lança inventário sobre o erotismo no Brasil
Mais do que um tratado sobre sexo, o volume espreita a intimidade de nossos antepassados
Patrícia Rocha
patricia.rocha@zerohora.com.br



Houve um tempo em que, em se tratando de amor e sexo, praticamente tudo era pecado ao sul do Equador. Preliminares, beijos, toque? Motivos mais do que suficientes para maridos e mulheres se confessarem ao padre. Como mandava a Igreja — e naquela época a maioria temia em desobedecer —, o ato sexual deveria ter como único e nobre propósito a procriação, e tudo que fosse feito para evitar a concepção ou simplesmente ter prazer era malvisto.



Essa era a regra que imperava no Brasil Colônia, assim como em muitos outros países sob influência da Igreja Católica em que o medo de pecar perseguia casais até no leito sagrado do matrimônio. E é justamente neste período que demarca o início do detalhado e saboroso inventário da sexualidade e do erotismo no Brasil presente no recém-lançado livro Histórias Íntimas, da historiadora Mary Del Priore.



Mais do que um tratado sobre sexo, o volume espreita a intimidade de nossos antepassados, quando a noção de privacidade ainda estava por ganhar força: nas casas de poucas peças, não raro até a cama era compartilhada por familiares; nas ruas, viajantes europeus chocavam-se ao avistar mulheres urinando a olhos vistos. Com riqueza de detalhes, a autora carioca mais uma vez atesta sua vocação para aproximar a história do grande público, com fluidez e tom coloquial, percorrendo hábitos de higiene (ou a falta deles), regras sociais, crendices, hipocrisias e costumes que caracterizaram a vida sexual e amorosa do brasileiro ao longo dos últimos séculos.



Dos primeiros tempos pós-colonização, a autora envereda pelo ápice da hipocrisia e da dupla moral no século 19, passando pelo transformado século 20 em que, nos revolucionários anos 70, Chico Buarque e Ruy Guerra convidavam todos a fazer "um pecado rasgado, suado a todo vapor", até chegar aos dias de hoje.



— É a passagem de uma sociedade extremamente repressiva, para quem o sexo era sujo, proibido, para uma sociedade em que hoje o sexo é ginecológico, o corpo se exibe, as pessoas não têm mais limites para expor a sua sexualidade — avalia Mary Del Priore, em entrevista por telefone desde o Rio.



Resta, agora, a quem vive no lado de cá da linha imaginária que divide o globo, perguntar-se quais serão os rumos da intimidade.



Donna - No livro A História da Intimidade, a senhora mostra como não havia privacidade no Brasil Colônia, seja nos quartos e camas compartilhados entre pessoas da família e no que se podia ver pelas frestas das paredes, seja no desfile de escravos seminus nas ruas. Como a senhora compara aquela ausência de privacidade com tudo que se revela hoje da vida privada nas redes sociais ou nas revistas de celebridades?

Mary Del Priore - O problema é a leitura que se faz dessa exposição. A nudez do Brasil Colônia, por exemplo, era sinônimo de pobreza material. O erotismo estava em ver uma mulher bem vestida e poder desnudá-la. E hoje estamos completamente nuas, independentemente de nossa forma física. Quando o biquíni ganhou força nos anos 80, uma parte da indústria achava que aquilo não iria para frente porque só poderia ser usado por mulheres de até 20 anos. Depois, elas não teriam formas em dia para usá-lo. E hoje há uma banalização total da nudez, qualquer pessoa está seminua na televisão, nas revistas de celebridades, na novela... Então, a pergunta que fica - e que não consegui responder - é onde está o erotismo hoje. Se o erotismo não consiste mais em despir a mulher com o olhar, como foi feito durante séculos, e agora está tudo tão explícito, onde está o erotismo?



Donna - A senhora comenta que no Brasil Colônia os seios não eram vistos como algo sensual, e sim uma fonte de alimento, associada à maternidade. Quando isso começa a mudar?

Mary - Nos anos 1970, com a introdução das academias de ginástica e a chegada da maldita Barbie (risos). A boneca vai passar a ser um modelo de corporalidade desejado pelas mulheres de elite e depois pelas mulheres de outras camadas. Isso, somado à democratização da cirurgia plástica, vai levar à busca de uma corporalidade que não tem nada a ver com a nossa mestiçagem, alterando a autoestima das brasileiras em relação a suas formas.



Donna - Já o bumbum foi, desde sempre, a preferência nacional?

Mary - É histórico. As relações sexuais eram por trás, embora proibidas pela Igreja, porque isso animalizaria um ato que deveria ser espiritualizado e voltado exclusivamente para a procriação. Mas, durante o século 19, com essa ênfase toda na procriação, a medicina sugeria que a posição de quatro era a que melhor facilitava a fecundação das mulheres _ e acaba que o lugar erótico era aquele que era possível de se ver, a bunda. E com os seios desvalorizados como eram (e convenhamos quem amamentou duas ou três crianças sabe perfeitamente sabe como é um peito depois da amamentação, e elas amamentavam bem mais filhos que isso), a gente imagina que a parte realmente atrativa era o baixo corporal, em especial a parte posterior.



Donna - Quais as raízes da imagem do Brasil, e mais especificamente da mulher brasileira, associada ao erotismo?

Mary - A prostituição sempre foi uma profissão comum entre mulheres muito pobres e, da mesma forma que se importou polacas, francesas no século 19, exportou-se brasileiras como prostitutas para a Europa no século 20. Momento também em que o nosso Carnaval começa a ser exportado via CNN, nos anos 80, quando também o Brasil passa a receber, a partir dos anos 90, o turismo de massa. Assim, se consolida essa imagem da mulher Brasil como fácil sexualmente.



Donna - Até então não havia essa imagem?

Mary - Sim, no século 19, os viajantes estrangeiros que passam pelo país são muito críticos em relação ao comportamento das mulheres. Mas, volto a dizê-lo, essa disponibilidade sexual da mulher brasileira foi muito marcada pela nossa pobreza _ era uma maneira de ganhar a vida. Há vários registros de viajantes que rapidamente se amasiam ou saem com as meninas que, muitas vezes, eram oferecidas pelas próprias mães. Isso tudo é o retrato de um país muito pobre.



Donna - O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro acaba de reconhecer a união homoafetiva como uma entidade familiar. Como a senhora avalia o peso dessa decisão em uma perspectiva histórica?

Mary - Tem um peso enorme, é o primeiro reconhecimento do Estado brasileiro dessa situação. Só é lamentável que esse tenha vindo do por um Tribunal Superior de Justiça e não pelo Congresso: os representantes do povo se abstiveram. Se olharmos a perseguição às minorias no Brasil, passamos pelas visitas da inquisição perseguindo os sodomitas, no século 19, o horror que os médicos e higienistas tinham do homoerotismo, creditando o vazio demográfico do país à falta de homens que queriam fazer filhos. Então, os homossexuais que no séculos 16 e 17 haviam sido perseguidos pelo desperdício de sêmen, nos séculos 18 e 19 o são porque se queria homens para os exércitos e para pais de família. Depois, nos anos 60 e 70, o êxodo que de homossexuais de cidades pequenas, para poder viver sua sexualidade em cidades grandes, é estarrecedor. Ao mesmo tempo, fica forte, nos anos 70, aquele modelo erótico que copia o tradicionalismo brasileiro, em que um é o macho, e o outro é o que vai tomar conta da casa. E hoje sabemos, inclusive de sexólogos e antropólogos, que não têm mais essa camisa de força de "sou homem ou sou mulher, ajo assim ou assado". Há uma fluidez nos papéis sexuais.



Donna - Se o século 19 era o do adultério, e o século 20, o da descoberta do corpo e da revolução sexual, como pontua o livro, o que a senhora diria que se insinua para o século 21?

Mary - Nosso grande problema no Brasil é sermos um na vida pública, liberados, a favor de tudo, sem limites, e outro na vida privada, machistas, racistas e homofóbicos. Espero que o século 21 seja o do encontro e que faça do brasileiro alguém mais evoluído, tolerante, que aceite as diferenças. O que não podemos continuar, e o livro caminha nesse sentido, é dando um passo à frente e dois atrás. Nos liberamos nos anos 80, mas esses também são os anos de violência extrema contra a mulher e do pavor da aids. Nos liberamos nos anos 70 com a pornochanchada, mas o herói da pornochanchada é um garanhão que pega todas e quer casar com a virgem. O problema do Brasil é que, no fundo, temos uma espécie de dupla personalidade em tudo que diz respeito à nossa sexualidade. Quando vamos, na intimidade, ser inteiros?




Passem o saleiro, João Ubaldo Ribeiro



Quase todo mundo é intimidado por números e "verdades científicas". O sujeito apoia uma asnice em estatísticas que não ocorre a ninguém questionar e aquilo é aceito sem maiores indagações. É o que sucede, por exemplo, com as afirmações taxativas, que ouvimos pela televisão, segundo as quais a lei seca no trânsito já salvou (meu número é chutado, não lembro agora os deles, mas não vêm ao caso) 4.228 vidas este ano, ou qualquer coisa assim. Eu pergunto como é que se sabe isso? Procuram-se no domingo os vivos que circularam de carro no sábado e pergunta-se se eles deixaram de beber na noite precedente por causa da lei seca? E, se tivessem bebido, inevitavelmente morreriam? Como é que se sabe, e com tanta precisão, quantas mortes haveria, sem a lei seca? Já tentei achar a fórmula que eles aplicam, mas é difícil.
A mesma coisa acontece com as novidades publicadas nas páginas de ciência dos jornais. Todo dia alguém revela algo antes desconhecido e achamos mais um consolo, nesta vida sobre a qual sabemos tão pouco e na qual só temos certeza mesmo da morte. Uma verdade científica parece nos dar a sensação de que o mundo, afinal, pode ser parcialmente explicado - se não a Criação, pelo menos o seu funcionamento. E, se pode ser explicado, pode ser também parcialmente controlado, embora de vez em quando a natureza nos faça ver que não é bem assim.
Suspeito que, para a maioria dos leitores de jornais e revistas, os cientistas são uma espécie de comunidade de intelectos superiores, distinta do restante de humanidade e imune às fraquezas comuns. Do jeito que falam nas descobertas e afirmações científicas, é de se crer que algumas pessoas acham até que os cientistas moram num lugar à parte, talvez num grande complexo de habitações e laboratórios, onde imperam as verdades objetivas, imparciais e indiscutíveis.
Mas, como suas contrapartidas na "vida civil", os cientistas são de carne e osso, gostam de dinheiro e querem ter sucesso. Têm família para sustentar e expectativas a preencher. Um número enorme não faz pesquisa pura, mas aplicada. Não sei que porcentual deles (para começar, talvez não haja uma definição unanimemente aceita para a categoria) é assalariado de grandes empresas de alimentos industrializados, entidades que congregam grupos econômicos e laboratórios de medicamentos. Todos eles são sujeitos a pressões e estresse e alguns deles, novamente como no resto da população, não estão acima de distorcer, manipular ou interpretar tendenciosamente resultados, para atingir os objetivos de seus empregadores, para vender livros ou para ganhar fama.
E a verdade científica (sosseguem, que não vou entrar na bobajada sobre física quântica que atrai tanta gente, aqui é só o ramerrão mesmo) vive mudando, como todos testemunhamos, praticamente a cada dia. Assim de cabeça, todo mundo lembra o ovo, endeusado antigamente, demonizado contemporaneamente e agora redimido e até recomendado. E o tempo em que manteiga era veneno absoluto, devendo ser substituída pelas hoje abominadas margarinas. Ouvi, faz muito tempo, uma conversa sobre como o apogeu da exaltação da margarina se deu numa época em que havia grandes excedentes de produção de milho, ingrediente delas, e buscava-se um meio de desovar essa produção. Não tenho certeza de que a informação é exata, mas, se não for, muitas outras, parecidas e esquecidas, certamente serão.
De novo me arrisco a estar errado, mas vocês estão bem lembrados de todo o terrorismo feito por causa da gripe inicialmente chamada de suína? Ia ser um novo flagelo da humanidade e não se passava um dia sem informações alarmantes de alguma parte do mundo, relatos de mortes suspeitas, casos de contágio em massa e assim por diante. E a campanha de vacinação no Brasil, principalmente entre os idosos, não teve lá tanto sucesso, a convocação precisou ser muito reiterada. Claro, claro, são coisas de quem acredita em conspirações (eu às vezes acredito), mas o fato é que muita gente, inclusive cientistas, ganhou dinheiro com essa gripe. E nunca se vai de fato saber se quem lucrou com a gripe não colaborou com o clima de quase pânico instalado, ou pior.
Não se fala muito mais nisto, mas o exame da dedada, para dar um exemplo em outra área, envolve duas "verdades científicas" diametralmente opostas. A Organização Mundial de Saúde desaconselha aos homens (ou seja, acha prejudicial que se faça) o exame da dedada e declara inútil a medição do PSA. Os urologistas dizem que a verdade científica é deles e a OMS está errada. Como leigo, não sei em quem botar fé, mas um diabinho mordaz me sopra cá um comentário sobre a opinião dos urologistas. A 500 contos a dedada, malda ele, qualquer um sustenta que ela é indispensável.
Finalmente, aproveitem o domingo e encarem uma feijoada com todas as carnes e embutidos salgados. Há nova verdade científica sobre o sal, saída na semana passada. Um estudo publicado na revista da Associação Médica Americana concluiu que o sal não tem nada do vilão em que o transformaram. Ele agora não causa mais problemas de pressão arterial. Aliás, pelo contrário, pois o estudo afirma que os que comem pouco sal são os que correm maior risco de derrames e ataques cardíacos. Ou seja, os muitos entre vocês que já se acostumaram à comida sem graça e a nem chegar perto de um salgadinho sofreram em vão e ainda ficaram em maior risco do que os que ingerem sal a gosto. É bom não adiar a desforra muito tempo, porque daqui a pouco emite-se nova verdade sobre o assunto, as verdades duram cada vez menos. Mas devem vir outras boas por aí e já espero que a banha de porco seja reabilitada, vou ficar de olho no site do National Pork Producers Council
SÁUDE O CORPO SAUDÁVEL... BEM ESTAR BEM

Atropelando o humanismo



fonte: O Estado de São Paulo 15 de maio de 2011

Nunca antes tivemos tanta liberdade, informação e consumo, em termos gerais. Mas o que temos feito disso? A liberdade se confunde facilmente com o egoísmo, com a exaltação publicitária do “eu faço o que quiser” e o medo de assumir compromissos. A informação não produz cidadãos mais conscientes e debates melhores, pois poucos se interessam por ideias gerais e pelo que aconteceu antes de nascerem. O consumo se torna patologia, em que sempre se olha para o que não se tem, ou seja, para o que o outro tem, mesmo que não haja a menor necessidade de ter aquilo. Com tanta valorização do dinheiro e da aparência, fica mais difícil encontrar amizade e amor verdadeiros, que dependem da confiança no outro em momentos difíceis; e se deterioram rapidamente a arte da conversa e o gosto pela leitura, sem os quais é difícil vencer a imaturidade. Em uma frase, o humanismo tem sido atropelado por nossa vida acelerada.



Abro um site noticioso, por exemplo, e lá estão as notícias mais lidas do dia: “1) Ivete Sangalo cai no palco durante show em Petrolina; 2) Rafinha Bastos causa polêmica após brincar sobre órfãos no Dia das Mães; 3) Elefante de filme com Robert Pattinson sofreu maus tratos; 4) Whitney Houston começa a fazer novo tratamento de reabilitação; 5) Justin Bieber se defende de críticas de atriz de CSI”. Parem o mundo, quero descer! Você pode dizer que boa parte da culpa é da mídia, mas note que nenhuma dessas “reportagens” estava no alto da página, onde se costumam pôr as manchetes mais importantes. E você pode alegar que a permanência em cada uma dessas páginas não passa de 30 segundos, que então o leitor não lhe dá tanta relevância, mas quem disse que a maioria vai gastar mais de um minuto em um assunto mais relevante? Celebridades são “seguidas” mais e mais porque parecem ter tudo: beleza, bajulação e bilhões.



Fala-se muito que nossos tempos são marcados pela diversidade, por não haver tendências hegemônicas, etc. No entanto, li há algum tempo Danuza Leão descrevendo um jantar de dez casais, digamos, no qual oito das mulheres usavam a mesma marca de sapato, com a mesma sola vermelha. A pior uniformidade, porém, é a mental. É a que dita que não basta ter meia dúzia de bolsas, não basta ter um carrão, não basta levar as crianças para uma praia; é preciso ter dezenas de bolsas, carrões ainda mais vistosos, fotos das crianças em Paris. Como disse o escritor Pedro Bandeira, o brasileiro dá mais valor a um tênis do que a um livro. Afinal, está disposto a pagar R$ 300 pelo primeiro, mas diz que R$ 40 pelo segundo é caro – assim como diz que não tem tempo para ler, mas passa horas e horas diante da TV ou nas redes virtuais. A capacidade de concentração está em declínio; muitas coisas são feitas ao mesmo tempo, nenhuma com a devida consistência. Exibir vale mais que saber.



Outra consequência desse mundo cada vez mais frívolo se mostra em ambientes de trabalho de todos os tipos. De olho nas promoções e nos bônus, passar o colega para trás começou a ser atitude elogiável, assim como trabalhar mais horas, mesmo que em prejuízo da vida familiar e do ócio. Funcionários dão aos clientes a desculpa de que “o sistema não permite”, incapazes de contestar essas ordens para não ser acusados de não ter “inteligência emocional”. Nas ruas das grandes cidades, a gentileza vai sarjeta abaixo; SUVs fazem uma luta darwinista pela sobrevivência do mais caro. Mulheres optam pelo papel de bonequinhas de ricaços, e há mais e mais estilistas para vesti-las e cirurgiões para repuxá-las. Jovens vivem com os pais até quase os 40 anos, enfileirando cursos e bicos para adiar a responsabilidade de uma carreira decente e continuando a se vestir do mesmo jeito. Crianças dizem que seu sonho é serem famosas, não importa em quê ou como.



A esta altura, alguns leitores podem estar pensando que esse consumismo e essa alienação são produtos do capitalismo ou da modernidade. Mas o fatalismo ideológico, marxista ou culturalista, não leva a lugar nenhum. Sem o capitalismo moderno, em que a busca do lucro é moderada por regras comuns e em parte transformada em benefícios coletivos, não teríamos tanta liberdade, informação e consumo. Nem preciso dizer como liberdade e informação são fundamentais, para evitar tiranias e respeitar diferenças, e mesmo o consumo tem papel importante em nosso conforto e, sim, em nossa identidade. A culpa não é do sistema, mas do que fazemos dele. Para contrapor essa onda de individualismo exacerbado é preciso uma mudança de mentalidade, não o aumento ou a diminuição do Estado, e relembrar os valores das qualidades interiores e da cultura geral, daquilo que não se pode rotular a partir da forma e do status. “Ninguém sabe o que sou quando rumino”, escreveu Machado de Assis, cansado de ser julgado por seu aspecto exterior. Ser não é aparecer.



CADERNOS DO CINEMA
Não fui ver Thor por causa de Kenneth Branagh, o diretor, mas por causa do meu filho, Bernardo. Mas, enquanto decidia se é ou não o pior filme que já vi (talvez seja o pior filme caro que já vi), não pude deixar de sentir uma espécie de vergonha por Branagh. Afinal, admirei muito seus filmes baseados em Shakespeare, Henrique V, Muito Barulho por Nada e Hamlet, entre outros trabalhos como ator e diretor. Não, não fiz comparação nenhuma em minha mente, mesmo que ele próprio tenha se encarregado de dizer que viu elementos shakespereanos na história do filho de Odin e seu conflito com o irmão...

Fui ao cinema conferir um filme de super herói, como vejo, com algum prazer, um Batman, Homem Aranha ou Homem de Ferro. E o que vi foi o desfile dos efeitos especiais mais cafonas que Hollywood já conseguiu pagar, com atuações para lá de canastronas de nomes como Natalie Portman e Anthony Hopkins, num enredo que não empolga, com um protagonista que se parece com um robô loirinho. Quase não há humor – voluntário, digo – e as sequências de ação são as mais velhas do gênero, com homens pendurados em pontes e brigas de socos inverossímeis. Não há uma frase que preste, o que me obriga a recorrer a Shakespeare também, a um personagem que Branagh já representou, Iago: “Put money in thy purse”. Embolse o dinheiro, Kenneth.



RODAPÉ
É um livro estranho, o novo de Don DeLillo, autor de Ruído Branco, Libra e Submundo, para citar meus preferidos. Não que isso seja ruim. Ponto Ômega mal chega a ter personagens, pois a convivência entre um documentarista, um especialista em guerra e sua filha é mais meditada do que narrada, partindo de uma instalação sobre Psicose, o filme de Hitchcock. Em alguns momentos a novela, por seu tom quase inerte e metafórico, lembra algumas das piores coisas de Paul Auster, mas DeLillo escreve melhor e nos conduz por aquele mundo meio pré-apocalíptico com categoria e sem páginas demais.



No entanto, eu queria que Elster falasse mais sobre: “Eu tinha uma mente esfomeada. Uma mente pura. Eu enchia cadernos com as minhas versões das filosofias todas. E agora, olha como estamos. Inventando narrativas folclóricas do final”. E sobre a necessidade contemporânea de chegar a uma “transformação sublime da mente e da alma ou a uma convulsão do mundo”. E frases como a que encerra o livro na página 102: “Às vezes bate um vento da chuva e arrasta os pássaros que se veem pela janela, pássaros espectrais que vagam na noite, mais estranhos que os sonhos”.



POR QUE NÃO ME UFANO (1)
Vamos supor que uma pessoa tenha objeções a construir um metrô naquele específico cruzamento da avenida Angélica por questões de custo ou logística, ou que levante a questão ainda não levantada de que há muitos bairros sem metrô em São Paulo e não faz muito sentido que um deles passe a ter duas estações no intervalo de 600 metros (o que só acontece em grandes entroncamentos como Sé e Vergueiro). Mas não foi isso que aconteceu.
O que ditou a rejeição de parte dos moradores de Higienópolis – nem se sabe se maioria, suspeito que não seja – foi o preconceito, a noção errada de que a estação atrairia camelôs e mendigos (“gente diferenciada”) e degradaria o bairro (como um dia disseram até do shopping). Ao contrário, seria uma valorização tremenda para quem vive ali perto. Um dos maiores problemas de São Paulo é o transporte público, mas a cultura do carro como status domina a cidade e atrapalha muito. Pelo visto, meu sonho de ir trabalhar de metrô não vai se realizar nunca, a não ser que eu mude de cidade.



POR QUE NÃO ME UFANO (2)
Ouço que um livro didático distribuído pelo governo a mais de 4 mil escolas, Por uma Vida Melhor, diz que construções como “Os livro estão emprestado” e “Os menino pega os peixe” podem ser consideradas corretas... Digamos que elas não deixam de comunicar seu sentido, no registro oral; afirmar que não estão erradas é outra coisa. Não vem de hoje esse populismo dos linguistas brasileiros, uma “zelite” sentada em gabinetes acadêmicos, mas parece que depois do governo Lula eles “está” mais à vontade que nunca.

Interrompo meus textos sobre corpo feminino e mulher para colocar esta pérola do escritor Daniel Piza.
 Valeu, foi um órimo motivo para acordar no domingo e ler o estadão
disponivel em http://www.danielpiza.com.br/interna.asp?texto=2809 acesso em 18 de maio

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Corpos em Revista


NOSSA PRIMEIRA REUNIÃO SOBRE A PERCEPÇÃO DAS MULHERES FOI UM SUCESSO.UM SÁBADO RICO EM IDEIS, PERCEPÇÕES, OPINIÕES. UM DEBATE CALOROSO, COMO NÃO PODIA DEIXAR DE SER, EM SE TRATANDO DE MULHERES.
 AGRADEÇO E ESPERO QUE TODAS POSSAM CURTIR AS REVISTAS/ MATÉRIAS ENTREGUES
EXCELENTE MÊS PARA TODAS

domingo, 8 de maio de 2011

Origem do dia das mães

Dia das MãesOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Nome oficial Mother's Day (inglês)

Dia das Mães (português)

Día de las Madres (espanhol)




O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio.

Dados históricos
A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Reia, a Mãe dos deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Julia Ward Howe, autora de O Hino de Batalha da República.
No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Em Portugal, o Dia da Mãe é celebrado no primeiro domingo de Maio.
Em Israel o Dia da Mãe deixou de ser celebrado, passando a existir o Dia da Família em Fevereiro.
Datas fixas

3 Março Geórgia

8 Março Albânia, Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Roménia , Moldavia, Butão

21 Março Egito, Síria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait

7 Abril Grécia

10 Maio México, Guatemala, Bahrein, Hong Kong, Índia, Malásia, Qatar, Singapura

15 Maio Paraguai

26 Maio Polônia

27 Maio Bolívia, República Dominicana

12 Agosto Tailândia (Aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit)

15 Agosto Bélgica e Costa Rica (Dia de Atención De Maria)

8 Dezembro Panamá


Segundo Domingo Fevereiro Noruega

Primeiro Domingo Maio Portugal, Lituânia, Hungria, Cabo Verde, Espanha, Moçambique, Angola

Segundo Domingo Maio África do Sul, Austrália, Bélgica, Brasil, China, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Finlândia, Grécia, Itália, Japão, Canadá, Cuba, Países Baixos, Nova Zelândia, Áustria, Peru, Suíça, Formosa, Turquia, EUA, Venezuela

Último Domingo Maio França (se coincide com Pentecostes, é transferido para o primeiro domingo de Junho), Suécia

Terceiro Domingo Outubro Argentina, Bielorrússia

Início do Mês Outubro Índia
Primeiro Dia da Primavera Palestina, Líbano
2 semanas depois do Natal Jugoslávia

disponivel: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_das_M%C3%A3es acesso em 8 de maio de 2011
Quando decidimos realizar incisões cirúrgicas para a eliminação de algumas gordurinhas, muitos pontos devem ser levados em consideração
A procura por cirurgias plásticas vem aumentando no Brasil, ainda mais quando estamos perto do verão, que é a estação perfeita para mostrar o corpo e se esbanjar com biquínis modernos. Na verdade, quem não gosta de estar na moda e desenterrar aquela peça para curtir com a família e pegar um bronze? (contraditório) Mas, na hora de optar por incisões corretivas, muitos pontos devem ser considerados para que a beleza não traga dor de cabeça.
O procedimento que as mulheres mais procuram é a lipoaspiração, que ocupa o 2° lugar, com 90.000 lipos realizadas no país — os números foram apontados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). O procedimento trata diretamente da redução do volume de gordura corporal, em áreas localizadas, dando maior contorno ao corpo. "Não devemos esquecer que o procedimento não é feito para que o paciente perca peso, pois a mudança se dá na silhueta corporal e não na balança.", afirma o diretor do Centro Nacional - Cirurgia Plástica, Arnaldo Korn.Segundo Korn, o paciente deve obter como primeiro passo, a escolha do profissional, que deve ser feita rigorosamente. Conforme a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, apenas 4.700 cirurgiões plásticos brasileiros são habilitados, ou seja, possuem atestado de especialista, que é conferido pelo órgão, para certificar a segurança e qualidade desse profissional.Outro ponto discutido pelo diretor é que a saúde deve estar em dia. Antes de realizar os procedimentos cirúrgicos, o médico deve solicitar exames de sangue, verificar a condição cardíaca do paciente e checar se ele apresenta hérmicas na região a ser operada (a existência de hérmicas facilita a perfuração de um órgão vital). "Todos esses processos são fundamentais para que a cirurgia ocorra como planejada.", destaca ele.

O tamanho da área lipoaspirada, também deve ser analisado criteriosamente, pois o total de gordura retirada não deve passar de 7% do peso do paciente, a soma das regiões a ser operadas não pode representar mais do que 40% da sua área corporal. “A cirurgia leva, em média, de 1 a 3 horas, de acordo com a extensão a ser tratada. O paciente poderá ficar internado durante algumas horas ou um dia, dependendo do tamanho da área e anestesia utilizada (local com sedação, peridural e geral).

De acordo com Arnaldo Korn, uma vez que os pontos são retirados no 4° ou 7° dia, o paciente deve tomar cuidado também com o pós-operatório, utilizando a cinta, que evita inchaços, e a drenagem linfática, que impede a formação de fibroses. Recomenda-se a administração de antibióticos. Esse processo requer quatro dias de repouso, porém, o paciente só poderá praticar esportes físicos intensos após um mês de cirurgia, “Esse processo evita qualquer tipo de imprevisto, na recuperação do indivíduo.”, destaca Korn.
Para auxiliar no pagamento dos procedimentos, muitos cirurgiões plásticos trabalham com empresas que prestam serviço de financiamento, que parcelam o valor no Centro Nacional de Cirurgia Plástica. (Com informações Estilo Press)(Fonte: idest.com.br)

disponivel; http://www.idest.com.br/sg/?noticia=25751: aceso em 8 de maio de 2011

Gordura retirada na lipoaspiração pode voltar após um ano

Adotar hábitos saudáveis é essencial para manter o resultado da cirurgia


A gordura retirada durante uma lipoaspiração pode voltar um ano após a cirurgia, diz um estudo feito por cientistas da Universidade do Colorado e publicado no jornal especializado em problema de peso Obesity. Isso acontece principalmente quando as pessoas que passaram pelo procedimento têm um estilo de vida sedentário e continuam sem ter uma vida saudável após a cirurgia. Segundo os autores da pesquisa, mesmo que as áreas onde foi feita a lipoaspiração não voltem a ganhar gordura, outras partes do corpo começam a acumular tecido adiposo.
No Brasil, são realizadas mais de 140 mil lipoaspirações todos os anos, segundo dados do IBGE. Esse número faz do Brasil o segundo país que mais realiza lipoaspirações, perdendo apenas para os Estados Unidos.
O estudo foi feito com um grupo de 32 mulheres com idade entre 18 e 25 anos e com IMC (Índice de Massa Corpórea) menor do que 25, considerado um nível saudável. No decorrer do estudo, 14 voluntárias fizeram uma lipoaspiração sem mudar nenhum hábito em seu dia-a-dia após a cirurgia. Foram retirados cinco litros de gordura de cada uma das voluntárias, principalmente nas regiões dos quadris, coxas e abdômen.
Seis meses após o inicio no estudo, o grupo de mulheres que passou pela lipoaspiração apresentou uma redução na gordura corporal de 2,1%, enquanto o grupo de controle mostrou queda de 0,28%. Após um ano, os dois grupos apresentaram praticamente os mesmos níveis de gordura no corpo.
De acordo com os autores do estudo, a lipoaspiração é um procedimento seguro e que apresenta bons resultados, mas para que a gordura retirada não volte a acumular em outras partes do corpo é preciso ter hábitos saudáveis, como pratica de exercícios físicos e alimentação balanceada.
Riscos da lipoaspiração
A lipoaspiração está sujeita às mesmas complicações que qualquer outro procedimento cirúrgico. Problemas com essa cirurgia acontecem quando a indicação do procedimento não é precisa. Frequentemente, a lipoaspiração também é a saída procurada por pessoas que estão acima do peso, o que não é o mais indicado.
"A lipoaspiração não é um método de emagrecimento. É um procedimento destinado a remover gordura localizada, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal", explica o cirurgião plástico Ruben Penteado, especialista do Minha Vida.
O primeiro passo para não ter surpresas na hora da lipoaspiração é verificar se o profissional é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Depois, é conveniente conversar com pacientes que já foram operados por esse médico e verificar também se ele atua em bons hospitais e se a equipe dele é habilitada e treinada.
Ruben Penteado alerta que doenças cardíacas, alterações pulmonares, anemia, diabetes e hipertensão arterial precisam estar sob controle para que o paciente seja operado. Outra grande contraindicação diz respeito às alterações psicológicas, como depressão e doenças ligadas à autoimagem, como a anorexia e a bulimia. Nesses casos é preciso acompanhamento profissional psicológico antes da cirurgia.

sábado, 7 de maio de 2011

O Dia das Mães no século 21


BRASIL ECONÔMICO (SP) • EMPRESAS • 5/5/2011
SELMA FELERICO

Segunda principal data para o comércio brasileiro, atrás apenas do Natal, o Dia dasMães terá vendas que devem superar as do ano passado, na avaliação de59%dos varejistas, segundo pesquisa da Serasa Experian feita com961 executivos do setor em todo o país. A data carrega por meio da emoção um motivo para que todos encham o carrinho de compras: mãe, só tem uma . E este é o maior apelo das mensagens publicitárias vigentes entre a última quinzena de abril e a primeira demaio, seja emtelevisão, revistas, vitrines, sites e tambémoutras mídias, tradicionais e digitais. Todos são convocados a reverenciar as mães. É o momento de oferecer aos filhos consumidores e às próprias mães os saberes e os modos de viver bem: cuidar da casa, com móveis e artigos eletroeletrônicos; tratar da família, com convênios de saúde, tratamentos odontológicos e seguros; proporcionar lazer comviagens, passeios culturais e gastronômicos; comunicar-se com os familiares e amigos por meio das operadoras de telefonia e culminar coma conquista da beleza e juventude, que legitima o imaginário feminino e rege seus hábitos cotidianos e práticas de consumo, imperativo do século 21. Em consequência dessa preocupação padronizada e absorvida pelas mulheres de todas as classes sociais e faixas etárias,umleque variado de produtos e serviços, como cosméticos, aparelhos de ginástica, tratamentos estéticos, intervenções cirúrgicas, entre outros, veiculam na mídia. Ano após ano, cresce onúmero decampanhas publicitárias que enxergam na data a oportunidade de mostrar marcas estéticas e corretivas que reforçam a coerção emocional e social feminina. O culto ao corpo é umadas formas dehomenagear quemsempre cuidoudoindivíduo, que passa a ter a obrigação de presentear sua mãe, mesmo que seja de longe ou emsuas prestações. Acentua-se a presença de mulheres bonitas, jovens e magras em anúncios publicitários, sozinhas ou acompanhadas por seus filhos, sendo que a figura masculina representando o marido não tem sido encontrada com frequência. Assim, as modelos que representam as mães na mídia têm a aparência mais jovial e bem cuidada, confundindo os consumidores desavisados. Em consequência da eternização da juventude e do culto ao corpo, o Brasil é o terceiro maior mercado mundial de produtos de higiene pessoal, perfumaria e beleza comR$ 27,5 bilhões em2010, segundo o Euromonitor, atrás de EUA e Japão. A propaganda sinaliza tambémque os almoços festivos e calóricos foramsubstituídos por pratos decorados de folhas e carnes magras, contrária à famosa macarronada feita pela mama . Assim como os artigos de cozinha que tanto agradaram as mulheres do lar nas décadas de 1950 e 1960, foram substituídos por produtos alternativos nos anos de 1970; pelos Hi techs para a mãe com ombreira e cabelos esvoaçantes na década de 1980; assim como a mãe tecnológica e antenada do final do século 20 deu lugar amãe linda, leve e conectada do século 21.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A REPRESENTAÇÃO DO CORPO FEMININO 100 ANOS DEPOIS


Por Laéria Fontenele


Os Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, de Freud, foram responsáveis por dar prosseguimento à revolução promovida por sua obra canônica, A interpretação dos sonhos. Na obra de 1905, o concito de pulsão será o responsável por redimensionar o entendimento da sexualidade humana, ao mostrar o seu definitivo afastamento da ordem natural e puramente biológica, rompendo com a segregação psicopatológica, em relação às formas de manifestação sexual, consideradas desviantes por saberes que, mais do que científicos, eram morais. Nesse mesmo ano, a publicação do caso “Dora”, realiza importantes deslocamentos no que diz respeito a aspectos da vinculação entre sintoma, corpo e desejo na histeria.

A importância clínica e teórica desses textos fundamentais é plural e incomensurável, se considerarmos o pouco que nossa cultura avançou, desde então, com a inscrição nela impressas das descobertas freudianas acerca da sexualidade humana, uma vez que a incorporação de muitas de suas idéias exigiu, na mais das vezes, o mecanismo de admiti-las somente por meio de sua negação . Diante da pluralidade dessas contribuições, ressaltamos, sobretudo, o repúdio de Freud ao ódio à diferença, que, mesmo sendo correlativo à dificuldade de inscrição psíquica da diferença sexual, é algo que tem de ser submetido à apropriação simbólica. Dentre as diversas repercussões de suas teses acerca da sexualidade, e de seu fator preponderante na etiologia das neuroses, pretendemos destacar a contribuição de Freud para uma nova compreensão do feminino, especificamente no que diz respeito às mutações acerca da representação do corpo feminino empreendida pela nossa cultura e saberes nela circulantes sobre o tema.

O século XIX e início do século XX foram marcados por um discurso no qual o corpo feminino era representado como tributário do corpo da mulher, visto na sua condição puramente biológica. Apreende-se, nesse momento da história de nosso pensamento ocidental, então, o corpo feminino enquanto marcado por uma singularidade: o de ser tomado em sua face invisível. Tal invisibilidade transporia o domínio de sua superfície tangível, prestando-se a funcionar como enigma a ser interpelado e como ponto cego, a partir do qual o corpo feminino se mostraria em sua ambigüidade, dimensionado que estava a partir do princípio masculino como seu modelo referencial. A afirmação da preponderância do masculino por sobre o feminino é patente, então, através da afirmação do masculino como princípio universal, encontrando seu alicerce na suposição do feminino como variante inferior do masculino, tributária da própria forma como, nesse período, imprimia-se a definição social dos órgãos sexuais a partir de apropriações falseadas de suas propriedades naturais. (Bordieu,1999)

Associando-se feminino e corpo, observa-se, ainda, que a representação filosófica do corpo manifesta uma regularidade desde Platão até o positivismo moderno: a de ser tomado como o inimigo principal da objetividade (Jaggar e Bordo, 1997). Nessa constante, o predomínio da relação entre corpo feminino e baixo ventre – aludindo a forças naturais - e do masculino com a cabeça – representando as forças racionais – demonstra, com as devidas variações em momentos diferentes do pensamento filosófico, a dificuldade de abordar o Outro sexo para além de uma lógica misógina. Se, antes do final do século XIX, só era possível representar o corpo da mulher segundo o seu sexo biológico, é relevante a observação de que, em meados desse mesmo século , os discursos médicos sobre a histeria, associavam-na às perturbações dos órgãos genitais femininos, como exteriorização da face invisível do corpo. Por outro lado, essa forma de pensar o feminino e representá-lo dava-se a ver nos discursos sociais, que manifestavam as representações imaginárias do feminino como fantasma do anatômico, entrecruzando-se com o discurso mítico-religioso, pois este via, nesse fantasma-anatômico, a ligação entre a interioridade do corpo feminino e a face demoníaca da criação humana enquanto metáfora da vida. O discurso sobre o corpo apoiava-se, então, na idéia de que o corpo feminino continha em si uma dimensão obscura capaz de romper a ordem natural da exterioridade corpórea e produzir uma desordem invisível, indomável e, até mesmo, sobrenatural. (Swain, 1986)

O final do século XIX gesta uma série de transformações em tudo isso, a partir das repercussões da concepção romântica da mulher idealizada, cujo corpo afasta-se da dimensão puramente objetal, e isso a transforma num ser capaz de encarnar as múltiplas imagens femininas: a de virgem, mãe, esposa, dentre outras. No mesmo período, constrói-se o discurso médico sobre as doenças que acometiam as mulheres; nesse contexto, a histeria é eleita como modelo privilegiado da revelação entre corpo e feminino. Os tratados médicos sobre a histeria difundiram uma nosografia ideologicamente impregnada pelo lugar elevado que o romantismo veio conferir à mulher. No entanto, de seu pedestal, poder-se-ia vê-la, a partir do discurso médico, como vítima de sua corporeidade singular.

A ruptura, provocada por Freud, (1988) acerca da concepção de histeria como um modo de manifestação do sintoma no corpo, determinado pela origem sexual das neuroses, foi decisiva para que, na cultura, a relação entre corpo e mulher fosse deslocada do eixo imaginário para o eixo simbólico, e para que, então, culturalmente, o corpo passasse a ser tomado como índice de um sistema de representações e não mais como signo de seu núcleo biológico. O discurso psicanalítico produzirá, então, uma nova forma de inteligibilidade sobre o corpo, capaz de um movimento de não-retorno aos outros discursos que a ela antecederam. Para que esse corte ocorresse, foi de fundamental importância a elaboração do conceito de pulsão e das noções de auto-erotismo e das teorias sexuais infantis, inaugurados por Freud em 1905.

O conceito de inconsciente associado ao de pulsão possibilitam a Freud destituir a soberania da tese que afirmava a existência do dualismo entre psíquico e somático. Notadamente, o que a clínica da histeria lhe permite formular é a existência de um impacto físico do real do inconsciente. A manifestação do sexual no corpo, a partir das bordas pulsionais e do investimento narcísico, atesta que o ato inconsciente, uma vez exercido no somático, produz uma ação plástica. Tal ação não seria factível do ponto de vista da consciência. Segundo Assoum, (1997) será através da inteligibilidade da manifestação do sexual no corpo que Freud realizará uma outra ruptura, igualmente decisiva, para a subversão do dualismo entre psíquico e somático: a disjunção entre o orgânico e o físico. Tal pode ser atestado no triunfo que o sintoma histérico obtém por sobre a anatomia, subvertendo-a a partir da atividade da fantasia.

A histeria, além de não mais ser exclusiva de mulheres, não mais poderá ser vista como o efeito da corporeidade sobre o psíquico ou como o seu contrário à prevalência no corpo de um efeito psíquico. Portanto, a prevalência de sintomas que têm no corpo a sua forma de expressão não será mais associada à mulher, mas ao feminino enquanto tangenciador do pólo da passividade. Disso resultará o primeiro passo para a realização da disjunção entre feminino e mulher e sintoma. Acresce-se a isso a tese de Freud acerca da existência de um saber endógeno em jogo na elaboração, pelo infante, das teorias sexuais infantis. Tal se daria através da corrente libidinal que passa pelo corpo infantil em decorrência das incidências nele existentes da fantasia do Outro parental. Seria esse saber o responsável, do ponto de vista estrutural, por dar suporte aos processos histéricos. Em outras palavras, a predominância do sintoma na histeria promove o acolhimento da fantasia pelo corpo. (Assoun, 1997). Portanto, algo muito diverso de uma causalidade relativa à anatomia do homem ou da mulher.

Um prolongamento importante da recusa relativa à causalidade orgânica, funcional e psicológica das particularidades falseadas do anatômico se dará a partir da elaboração do conceito de narcisismo, conseqüência das descobertas realizadas em 1905. No texto de 1914, merecem relevo as contribuições de Freud acerca da etiologia do sintoma na hipocondria, que atestam estar o organismo do sujeito humano submetido a uma lógica estranha à realidade consciente. A diferenciação entre histeria e hipocondria será realizada - ao contrário da psicopatologia anterior à época de Freud que as considerava, respectivamente, uma doença de mulheres e uma doença de homens – pela recusa da distância entre doença orgânica e doença imaginária. Na hipocondria, ocorreria uma transformação na economia da libido sob impacto do narcisismo semelhante à ocorrida nos estados de adoecimento.

Os progressos clínicos relativos ao entendimento da economia libidinal em ação na produção do sintoma – em decorrência das noções de auto-erotismo, narcisismo, primado do falo e fantasia – serão acrescidos, na segunda tópica, aos avanços correlativos à descoberta do conceito de repetição e dos conseqüentes redimensionamentos acerca do conceito de eu e de pulsão de morte. Novos deslocamentos serão operados quanto à junção entre sintoma, feminino, corpo e mulher. Será firmada, nesse momento, uma decisiva diferenciação entre feminino e feminilidade. O feminino virá a significar uma posição estrutural específica do sujeito frente à diferença sexual, enquanto a feminilidade seria um destino da sexualidade da mulher em conseqüência das diferenças a ela cabíveis na lógica edípica. A feminilidade seria, ainda, entendida no seu entrecruzamento com a cultura, que, segundo Freud, trabalharia no sentido de sua negação – sendo esta, incisivamente, por ele criticada; Freud, um feminista dos mais lúcidos que a história já conheceu.

O seu debate com os textos de inspiração feministas da época – hoje considerados eminentemente problemáticos por considerarem que a simples independência financeira da mulher e sua inserção no mercado de trabalho seriam suficientes para dissolver a negação da feminilidade pela cultura – é rico em ensinamentos, bem como diagnostica muitos dos impasses que o movimento feminista deparará em nossa época, marcada que está pelo cultivo do corpo feminino como objeto fetiche capaz de adquirir um brilho cada vez mais intenso a partir do cultivo do que Foucault (1986) nomeia de corpo inteligível e corpo prático: o primeiro abarcando as representações científicas, filosóficas e estéticas sobre o corpo feminino; e o segundo, a concepção cultural que abrange os modelos de saúde e as normas de beleza.

A incidência da disjunção feminino-mulher se fez presente nos movimentos sociais feministas, que dialogaram de forma dissonante com o saber freudiano, desconhecendo serem esses movimentos uma invenção discursiva que não teria se constituído sem a própria penetração cultural e científica do discurso freudiano acerca da sexualidade. No século XX, duas correntes feministas se fizeram predominantes: o feminismo que defendia a igualdade entre homens e mulheres; e o feminismo francês que defendia a diferença irredutível entre homens e mulheres. (Fontenele,2002)

O feminismo defensor da igualdade manifestou-se sobretudo nos planos sociais e políticos; e, muito embora, afirmasse a necessidade da mulher se manifestar como sujeito de seu discurso - em consonância com a psicanálise - por outro lado, negou a tese freudiana do primado do falo, confundindo o seu sentindo de operador simbólico com o órgão sexual masculino, e o acusava por esse equívoco de falocêntrico.

O diálogo do feminismo francês da diferença com a psicanálise foi diverso. Para esse movimento, a libertação da mulher não seria completa sem a transformação da linguagem como instrumento operacional da cultura e da sociedade. A intervenção feminina no âmbito cultural e criativo consistiria na proposta de uma nova ordem simbólica, baseada na desconstrução da linguagem de cunho androcêntrico e constução da expressão do diverso como singularidade irredutível e resistente à significação totalitária. (Naudier, 1997) Com isso, eles teriam enraizado, sobretudo, a lógica da diferença como afirmadora das particularidades do feminino e do masculino enquanto heterogeneidades, - o que, antes dessa demarcação, permitia a crítica da associação entre diferença e inferioridade do feminino. No entanto, a assimilação do conceito de diferença nesse contexto, não comportava a disjunção feminino-mulher e estava marcado pela confusão entre feminino e feminilidade.

O diálogo com o saber freudiano, baseado nessas incongruências, se deu não só no sentido de gerador de positividades e conquistas, mas também no sentido restritivo na medida em que elas defendiam a lógica fálica como eminentemente relativa aos homens e defendiam a construção de uma forma de expressão para além da lógica fálica; – o que sabemos ser incompatível com o saber psicanalítico, pois a lógica fálica é concernente ao mecanismo de recalque, e considerar as mulheres como sendo agenciadoras de uma lógica não fálica seria representá-las como loucas. O fato de a psicanálise defender que o feminino se posiciona para além do falo, demonstra uma lógica inclusiva e excedente quanto ao falo e não implica a sua exclusão.

Apesar disso, o efeito das lutas e de novos discursos que passam a circular, desde então, demonstram a importância da psicanálise para que o sujeito mulher agenciasse, em nossa cultura, um discurso sobre si mesma, edificando a historicidade do feminino quer do ponto de vista da forma como vai transpor os limites do invisível e do privado por sua inserção na esfera pública, quer por se faz ouvir, não mais sendo dita pelo biológico ou pela ordem médica. Com certeza, as rupturas empreendidas por Freud não foram suficientes para neutralizar o trabalho da cultura em detrimento da feminilidade, mas é nossa tarefa retomar sua letra e sua teima em dizer o que sabia ser de difícil apreensão.





Bibliografia:



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____________. Freud e a mulher. Rio: Jorge Zahar, 1993

BOURDIEU, P. A dominação masculina; Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.

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FOUCAUT, M. Vigiar e punir. História da violência nas prisões.Petrópolis: Vozes, 1986

FREUD, S. (1893-95). Estudios sobre la histeria; Em Sigmund Freud Obras Completas. Buenos Aires: Amorrortu Editores, 1987.

_________ (1905) Tres ensayos de teoria sexual. Em Sigmund Freud Obras Completas. Buenos Aires: Amorrortu Editores, 1987.

_________ (1905 [1901]). Fragmento de análisis de um caso de histeria. Em Sigmund Freud Obras Completas. Buenos Aires: Amorrortu Editores, 1987.

_________ (1933) La feminidad. Em Sigmund Freud Obras Completas. Buenos Aires: Amorrortu Editores, 1987

JAGGAR. Alison M. & BORDON, Susan R. (Org) Gênero, corpo, conhecimento; Rio de Janeiro: Record, Rosa dos Tempos, 1997

NAUDIER, D. Écriture Féminine, Écriture Subversive? En Suplément au numéro 120 de Actes de la Recherche en Sciences Sociales, décebre de 1997.

SWAIN, G. As metamorfoses da histeria no fim do século XIX, Em Swain, Gladys [et. al.] O Feminino: aproximações. Rio de Janeiro: Campus, 1986.

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