segunda-feira, 10 de abril de 2017

LEGO cria linha de super heroínas para empoderar meninas

Após divulgar uma coleção inspirada nas mulheres que fizeram história na NASA, a dinamarquesa LEGO sai na frente mais uma vez. Agora, com a coleção Super Heroes Girls que, como o nome diz, traz super-heroínas das histórias em quadrinhos da DC Comics.
A linha traz diversos personagens diferentes, como a Batgirl, Mulher Maravilha e Harley Quinn. Segundo a marca, a intenção é ressaltar a questão da amizade e espírito de equipe, que desenvolvem a coragem e autoconfiança necessárias para enfrentar os problemas que surgem ao longo da vida.
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Ao trazer heroínas para as brincadeiras do dia a dia das crianças, a empresa empodera as meninas, permitindo que elas descubram seu potencial e assumam os papéis que bem desejarem.
A coleção, indicada para crianças entre 7 e 12 anos, pode ser encontrada em lojas de brinquedo e na própria loja da LEGO, e custam entre R$149,99 e R$229,99.
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Imagens © Divulgação

Por que achamos que ser magro é bonito?

Ser magra é a prioridade nº1 de muitas das mulheres. Essa obsessão não surgiu do dia para a noite: ela é fruto de um ambiente mais cruel do que você imagina

Novo produto genial ajuda a perder 12 quilos em 4 semanas. Sopa detox, suco detox, água detox. Dieta da sopa, da lua, do pepino, da batata doce, pra secar a barriga. Em um passeio rápido pelas notícias e listas engraçadas em sites de entretenimento, não é nada difícil pinçar alguns exemplos de uma obsessão pela magreza. As palavras-chave, ali em cima, não enganam – a gente acha exemplos demais, até. Mas por que queremos tanto emagrecer? Por que achamos que magreza = beleza?
A preocupação com o ponteiro da balança está longe de ser apenas uma preocupação com a saúde. Essa neura com o peso não vem dos tempos mais remotos. Basta espiar as obras de arte dos séculos passados e ver que a figura feminina idealizada ali concentrava mais gordura do que as top models de hoje. O quadril largo, as coxas generosas, o rosto mais cheinho eram traços pra lá de valorizados nas musas – o que você pode conferir na obra que abre essa nota, As Três Graças, de Peter Paul Rubens, feita em 1635.
Ainda que o padrão em si tenha mudado pra valer, a lógica por trás dele permanece. “Os padrões que aparecem ao longo da História são, como regra, acessíveis a poucos”, aponta a psicóloga Joana de Vilhena Novaes, Coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza e representante da Fundação Dove para a Autoestima no Brasil.
Quando fazer as três refeições básicas diariamente era um luxo e morrer de fome era um destino comum para as pessoas, a gordura alcançava status de privilégio. Agora, já que temos mais comida à disposição, mais jeitos de conservá-la e nossos armários ficam carregados de biscoitos, salgadinhos e similares, comer é fácil. Portanto, não é de estranhar que as modelos extremamente magras sejam colocadas em um pedestal. É mais difícil ser muito magra com tantas calorias à disposição.
O corpo magro e jovem também exige cada vez mais procedimentos estéticos e cirurgias para atingir a dita “perfeição” – ou, pra ser mais direto, exige grana, que vira mais um obstáculo. Imagina só o dinheiro necessário para bancar o 1,5 milhão de cirurgias plásticas realizadas anualmente só no Brasil, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética.
Mas não é essa a única explicação que surgiu para a mudança nos padrões. Uma delas veio do livro O Mito da Beleza, da jornalista americana Naomi Wolf, publicado na década de 90. A sacada dessa publicação foi relacionar o novo modelo com a emancipação das mulheres, quando tantas delas assumiram postos de trabalho e quando seus direitos passaram a ser assegurados. Em poucas palavras, Naomi defende que há mecanismos que dominam a mulher na sociedade – e, depois de se libertar de um deles, surgiu outro, o tal mito da beleza.
E daí viriam os sacrifícios todos, as dietas malucas, as técnicas cirúrgicas incrementadas a cada mês – justamente porque a sociedade passou a pregar que os malabarismos eram necessários para que as mulheres fossem aceitas. E os dados trazidos pela autora assustam, já que demonstram como, pouco a pouco, o problema avançou e tomou forma. As modelos passaram a ser 23% mais magras do que uma mulher padrão (e não mais 8%, como costumava ser, com as moças mais cheinhas).
De 1966 e 1969, a porcentagem de alunas que se consideravam gordas saltou de 50 para 80%. Com a onda de dieta ganhando força, Naomi Wolf comparou as calorias que “deveriam” ser ingeridas para alcançar o corpo perfeito – 800, 1.000 calorias diariamente. Para ter uma ideia, no gueto de Lodz, em 1941, em pleno nazismo, os judeus se alimentavam de rações que tinham de 500 a 1.200 calorias por dia. Não é à toa que chegamos a extremos de magreza por aí.
Hoje, só no Brasil, um terço das meninas que estão no 9º ano do Ensino Fundamental já se preocupam com o peso, de acordo com uma pesquisa de 2013 do IBGE. A nível global, a probabilidade de que uma moça com idade entre 15 e 24 anos morra em decorrência de anorexia é 12 vezes maior que por qualquer outra causa. O Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry constatou que cerca de 60% das alunas no ensino médio já fazem dieta. A preocupação com a balança chega a atingir meninas com 5 anos de idade.

E não é à toa que as vítimas mais comuns sejam as mulheres. A nutricionista Paola Altheia, responsável pelo blog Não Sou Exposição, vai além para explicar a tendência. “Enquanto a moeda de valor masculina na sociedade é dinheiro, poder e influência, a das mulheres é a aparência”, crava. Para a ala feminina, essa pressão toda desemboca em não apenas um modelo estético, mas um modelo de vida. Para ser linda e desejada, para ter um marido perfeito, o emprego dos sonhos, você só tem que ser… magra. Simples né?
Mas nem tanto: um dos casos clássicos foi o da dieta da princesa, que fez muito sucesso há algum tempo atrás – no caso, era a princesa Kate Middleton, esposa do Príncipe William, do Reino Unido. Ela, como toda princesa deve ser, é bem magra. O corpo vem de um sacríficio que Kate teve de fazer: o regime incluía muitas proteínas e quase nada de carboidrato. Já dá para perceber que não é lá muito saudável. O que repercutia no imaginário feminino era muito mais a idealização da princesa: a dieta era só mais um modo de alcançá-la.
E essa estrutura se repete por aí. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (a Unifesp), em 2002, analisou o valor nutricional de 112 dietas que apareciam nas revistas brasileiras à época. Resultado: só uma delas atendia a requisitos mínimos para garantir a nutrição da pessoa, e a maioria esmagadora era cilada, prejudicando a saúde da pessoa que buscava a boa forma.

Com a ascensão da internet, a coisa piorou. Tumblr, Facebook, Instagram, Twitter e as outras tantas redes sociais colaboram para a obsessão por corpos cada vez mais magros. Esses sites espalham com uma velocidade assustadora ideias sobre a imagem corporal que atingem pessoas do mundo todo, de todas as idades, até mesmo aquela priminha de 12 anos que dá os primeiros passos na web.
Exemplos disso são os desafios, que rodam por aí, a fim de “comprovar” que determinada pessoa é magra. Se você consegue cumpri-los, parabéns, você é uma vencedora. Se não, feche a boca. O mais recente é o “collarbone challenge“, que começou na China. Mulheres têm que enfileirar o maior número possível de moedas na clavícula, as famosas “saboneteiras”. Quanto mais moedas, mais enxuta a moça é.
Já o “bellybutton challenge” quer que as mulheres encostem no umbigo passando o braço por trás do corpo. Mas atingir tal proeza não é só uma questão de ser ou não magra: fatores como flexibilidade e estrutura óssea também entram em jogo. Encostar no umbigo não é indicativo de nada: muito menos de que alguém está magro ou gordo.
A gravidez, que antes era um território seguro, aparentemente entrou no jogo. A nova moda é a “mãe fitness”, com barriga pequena e sarada (mesmo com o volume extra, já que abriga um bebê). Se uma mulher “comum” já se sentia fracassada por não conseguir voltar ao seu peso original – ao contrário das famosas, como vemos por aí -, imagine agora que a obrigação de ser sarada também afeta o período gestacional.
São mais e mais imagens (muitas vezes retocadas) que ditam um modelo só. “A imagem da modelo alta, magra, longilínea, caucasiana, sem rugas, celulites, manchas ou mesmo poros é incessantemente repetida, como uma norma. Esta é a origem do sentimento de inadequação”, reforça Altheia.

A constatação também aparece no livro de Naomi Wolf, que citamos lá em cima. “Uma fixação cultural na magreza feminina não é uma obsessão pela beleza feminina, mas uma obsessão pela obediência feminina”. Qualquer mulher que desobedeça um padrão, voluntariamente ou involuntariamente, é taxada de feia, estranha ou desleixada. Afinal, o corpo da mulher está aí para ser observado.


 
Pela Web

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Violência contra a mulher ganha campanha mundial

07/03/2013 08h47 - Atualizado em 07/03/2013 13h47

Violência contra a mulher ganha campanha mundial

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O Ministério Público do Mato Grosso do Sul encampou a campanha “Noiva”, de combate à violência contra a mulher, que será lançada amanhã

Do Progresso
O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, será usado em várias partes do mundo para o lançamento de uma campanha internacional de combate à violência contra a mulher. O Brasil é um dos países que encamparam a campanha “Noiva”, lançada em toda Europa em novembro do ano passado. No Mato Grosso do Sul, o movimento tem o apoio e a promoção do Ministério Público Estadual.
A campanha “Noiva” foi lançada pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), na Europa, em 25 de novembro de 2012, para o Dia Internacional para a Erradicação da Violência Contra a Mulher e, agora, é lançada em Mato Grosso do Sul por meio de termo de cooperação celebrado entre MPMS e APAV.
A ação é também uma parceria do Ministério Público com o Governo Federal, já que os recursos utilizados para a impressão de folders, cartazes e painéis são oriundos de convênio com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça.
De acordo com o MPE, o lançamento da campanha europeia no Brasil é extremamente relevante porque apresenta à sociedade e aos órgãos públicos o fato de que a violência doméstica e familiar é temática universalizada e acontece independe de etnia, de classe social ou cultural, em razão da ainda presente desigualdade nas relações sociais de gênero. Uma campanha internacional informa também da preocupação mundial com a proteção dos direitos humanos das mulheres.
“A campanha ‘Noiva’ apresenta-nos, pela contradição, o verdadeiro sentido de uma união afetiva. O que é um casamento? Tem de ser ‘até que a morte nos separe’ quando nele não se encontra companheirismo e proteção?”, diz campanha.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul já deu início ao lançamento da campanha “Noiva” na Capital. Com o objetivo de divulgar o atendimento às mulheres que sofrem violência doméstica, o material traz imagens fortes de mulheres agredidas.
A violência contra as mulheres e meninas é um flagelo global que afeta milhões em todo o mundo, e tem sido uma preocupação da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Acabar com a violência contra as mulheres é uma questão de vida e morte”, disse o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, na abertura da sessão de duas semanas da Comissão sobre o Status da Mulher, em Nova York. “O problema permeia todos os países, mesmo nas regiões mais estáveis e desenvolvidas.”
Eliasson ressaltou que são necessárias múltiplas abordagens para resolver esta questão, desde governos implementando políticas para capacitar as vítimas e perseguir penalmente os agressores, até que a cultura da violência seja quebrada, tomar uma parte equitativa.
“A violência contra a mulher permeia tanto zonas de guerra quanto comunidades estáveis, tanto capitais quanto zonas rurais, tanto espaços públicos como a esfera privada”, disse Eliasson. “Uma vez que é uma característica inaceitável da vida diária, temos de responder em todos os lugares e em todos os níveis”, disse.
http://www.progresso.com.br/caderno-a/brasil-mundo/violencia-contra-a-mulher-ganha-campanha-mundial

Mais campanha contra a violência domestica

TJPE faz campanha incentivando denúncia de violência doméstica

Em parceria com empresas de ônibus, cartazes vão circular pela RMR.
Telefone 180 é serviço nacional gratuito para que vítimas denunciem abusos.

Do G1 PE
Ônibus do Grande Recife vão circular até o dia 15 de setembro com cartazes da campanha (Foto: Divulgação/TJPE)Ônibus do Grande Recife vão circular até o dia 15
de setembro com cartazes da campanha
(Foto: Divulgação/TJPE)
Até o dia 15 de setembro, os ônibus da Região Metropolitana do Recife vão veicular cartazes da campanha "Silêncio não protege, denuncie". Idealizada pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do Recife, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a iniciativa pretende estimular a denúncia de casos de violência doméstica através do telefone 180, serviço que funciona 24 horas e é gratuito.
"Qualquer pessoa pode ligar, não precisa ser só a vítima", explicou a juíza Roberta Viana Jardim, em exercício na 1ª Vara. "O que queremos é dar poder à mulher, que ela se sinta segura para denunciar o sofrimento que está passando. Aqui nós temos um trabalho psicossocial que é muito importante, pois mesmo que a mulher não tenha mais contato com o agressor após a denúncia, as duas pessoas vão ter outros relacionamentos, então precisamos acompanhar o psicológico delas, para que estejam aptas a isto", disse Jardim.
Ainda segundo a juíza, a importância da campanha também reside na divulgação de informações sobre programas de proteção para mulheres que sofrem abusos. "Não precisa ser necessariamente o companheiro [quem pratica a agressão]. Muitas mulheres são agredidas por filhos, pais e até outras mulheres. Elas precisam saber que existe um local seguro onde podem relatar sobre problemas".
O TJPE também irá divulgar a campanha online, através do perfil do tribunal no Twitter. Tanto delegacias da mulher quanto delegacias comuns estão aptas a receberem denúncias de violência doméstica. Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, responsável pelo serviço telefônico 180, cerca de 70% das agressões relatadas à Central de Atendimento à Mulher são praticadas pelo companheiro ou ex-marido das vítimas. Quase 60% das mulheres atendidas pelo serviço afirmam ser agredidas diariamente.

Celebridades 'apanham' em campanha de artista contra violência doméstica


  • 26 novembro 2015
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Direito de imagemALEXSANDRO PALOMBO
Image captionAngelina Jolie na versão 'com hematomas', de Alexsandro Palombo, que quis 'que as pessoas refletissem sobre violência doméstica'
Um artista e ativista italiano criou um trabalho inusitado para chamar a atenção ao problema da violência doméstica que muitas vezes acaba sendo encoberta pela falta de denúncias.
Para mostrar que qualquer mulher está sujeita ao problema e incentivar vítimas a não ficarem caladas, Alexsandro Palombo acrescentou roxos e marcas de violência sobre imagens de famosas como Angelina Jolie, Emma Watson e Madonna - que teriam cedido fotos suas para a campanha, lançada nesta semana para marcar o Dia Internacional de Luta pelo fim da Violência contra a Mulher.
Direito de imagemALEXSANDRO PALOMBO
Image captionEmma Watson, a Hermione da série 'Harry Potter', também cedeu foto para a campanha
O trabalho tem o slogan "A vida pode ser um conto de fadas se você quebrar o silêncio. Nenhuma mulher está imune à violência doméstica", acompanhado pela hashtag em inglês #STOPVIOLENCEAGAINSWOMEN".
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Image captionKristen Stewart, da série 'Crepúsculo'
"Fiz essa série porque queria que as pessoas refletissem sobre essa questão, que é muito importante", afirmou Palombo. "A violência doméstica é um 'câncer social' que pode afetar qualquer pessoa, seja você uma pessoa normal ou uma celebridade", completou.
Direito de imagemALEXSANDRO PALOMBO
Image captionCantora Madonna com hematomas para simbolizar a violência doméstica
As modelos Kim Kardashian e Kendall Jenner, e a atriz e cantora Miley Cyrus também estampam a campanha.
"As celebridades escolhidas são perfeitas para interpretar esse papel - mostrando que ninguém está imune à violência - e para espalhar essa mensagem pela arte", observou Palombo.
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Image captionA cantora Miley Cyrus também participa da campanha
"O silêncio mata mais do que doenças ou acidentes. Para derrotar a violência doméstica, é preciso educar as pessoas com respeito e igualdade e conscientizá-las sobre o problema. Cada um de nós pode fazer algo para conscientizar as pessoas e mudar esse cenário."
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Image captionGwyneth Paltrow, atriz vencedora do Oscar, aparece em imagem com hematomas no rosto
Essa não é a primeira vez que Alexsandro Palombo manipula imagens de personagens conhecidos para chamar a atenção sobre assuntos polêmicos. Ele abordou o preconceito contra pessoas com deficiência e o apoio a mulheres que enfrentaram o câncer de mama usando princesas da Disney, e colocou os Simpsons no famigerado campo de concentração de Auschwitz para marcar os 70 anos de sua liberação e relembrar os horrores do holocausto.
Direito de imagemALEXSANDRO POMBO
Image captionA modelo Kim Kardashian na campanha de Alexsandro Palombo
fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151125_violencia_domestica_celebridades_rm

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

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