domingo, 19 de abril de 2009

Um pouco da história da mulher....

Mulher
Custódio Mesquita e Sadi Cabral (1939)
Não seiQue intensa magia

Teu corpo irradia
Que me deixa louco assimMulher
Não seiTeus olhos castanhosProfundos, estranhos
Que mistério ocultarãoMulher
Não sei dizerMulher
Só sei que sem alma
Roubaste-me a calma
E a teus pés eu fico a implorar
O teu amor tem um gosto amargo
E eu fico sempre a chorar nesta dor
Por teu amor
Por teu amorMulher
CABE DIZER QUE NÃO SOU FEMINISTA, SIMPLESMENTE ESTUDO MULHERES E SOU MULHER, MÃE, ESPOSA, FILHA, PUBLICITÁRIA, PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NA AREA DE COMUNICAÇÃO E GOSTARIA DE DIVIDIR UM POUCO COM TODOS MINHAS REFLEXÕES. CONFORME SOLICITADO BREVEMENTE TEREMOS A HISTÓRIA DO HOMEM.
PARA COMEÇAR AI VAI UM POUCO DO SÉCULO XX

Século XX – O século da Mulher, segundo Blecher
PUBLICAÇÃO DA EDITORA ABRIL , 1999 – 25 A 33

Década de 1900
“Entre revistas e almanaques o pitoresco e lugar-comum: para homens, resenhas política; para mulheres, moda e religião”.
1900 - O Abre Alas, de Chiquinha faz sucesso no primeiro carnaval do século e é considerada a primeira marcha brasileira.
1906 - Fundado o primeiro educandário feminino, O Colégio Nossa Senhora de Santana, em Aracaju.
1908 – Nicolina de Assis recebe a medalha de ouro na Exposição Nacional do Rio de Janeiro. É considerada a pioneira na arte da escultura. Suas obras podem ser encontradas em praças, jardins e cemitérios de diversas cidades.
1910 – É fundado o Partido Republicano Feminino, no Rio de Janeiro, pela professora Leolinda de Figueiredo Daltro. O objetivo do partido foi promover a cooperação feminina em nome dos interesses do país.

Década de 1910
“A imagem que se faz do “belo sexo” está associada à idéia de fragilidade física e mental. Mas, contra tudo e contra todos, ela quer ser advogada, datilógrafa, telefonista e até enfermeira na guerra”.
1910 – A população brasileira é de 24 milhões de habitantes. Durante todo o
ano, ocorrem greves por aumento de salários e pela redução das
jornadas de trabalho que chegavam a catorze horas diárias.
1914 – Eugênia Moreira, primeira jornalista de que se tem notícia, defende que “ a mulher será livre somente no dia em que passar a escolher seus
representantes”.
1917 – Greve das operárias da seção feminina da fábrica de tecidos Crespi, emSão Paulo, por aumento de salário. A Professora Leolinda Daltro lidera uma passeata exigindo a extensão do voto às mulheres.



Década de 1920
‘Uma revolução no guarda-roupa e no comportamento feminino ganha as páginas de revistas na década do Modernismo. Leitoras aflitas perguntam o que fazer com relação a seus “senhores maridos” que não lhes permitiam “a imoralidade das novas modas”.
1921 – A escritora Maria Lacerda de Moura propões a disciplina da “História da Mulher, sua missão social” nos currículos de escolas femininas.
1922 – Anésia Machado torna-se a primeira aviadora a transportar passageiros em vôos.Bertha Lutz cria a Federação Brasileira pelo voto Progresso Feminino. Anita Malfatti e Tarsila do Amaral brilham na Semana de Arte Moderna
Em São Paulo.
1927 – A Constituição do Rio Grande do Norte concede, pela primeira vez nopaís, o direito de voto às mulheres.
1929 – O juiz de Direito Aloísio de Meneses faz um despacho favorável a
Emiliana Emery Viana, para que ela fosse admitida como eleitora no Espírito Santo.

Década de 1930
“ A nova mulher fuma, usa farda para ir à guerra, faz política, vota e canta
por direito iguais: Consciente, afinal do que valho,?
Mas deveres contém meu dever.
E hoje aos homens igual no trabalho.
Em direitos, igual devo ser!” (Hino Feminista)
1930 – A população brasileira é de 37 milhões de pessoas, setenta por cento
vivem no campo. O senado aprova projeto que estende o direito de voto às mulheres o direito de voto às mulheres, porém, com a revolução de 1930, as atividades parlamentares são suspensas.
1932 – Getúlio Vargas publica o novo Código Eleitoral, garantindo o voto
secreto e o direito das mulheres ao voto.
1933 – Carlota Pereira de Queiroz é a única mulher eleita para a Assembléia Constituinte.
1934 – As mulheres votam pela primeira vez. A catarinense Antonieta de
Barros, elege-se deputada estadual – a primeira negra a exercer cargo Político no Brasil.

Década de 1940
“O Brasil vai à guerra com os EUA. O “american way of life” chega à terra do jeitinho: rádio, cinema e fofocas sobre os astros seduzirem as ouvintes brasileiras ouvintes da radionovela Em Busca da Felicidade.
1940 – Criado o salário mínimo.
1941 – Vai ao ar a primeira radionovela, Em Busca da Felicidade,
patrocinada pela Colgate.
1946 – Acontece a Primeira Exposição do Livro Feminino”, no Rio de
Janeiro, organizada pela feminista Adalzira Bittencourt.
O presidente e general Eurico Dutra proíbe o jogo e ordena o
Fechamento dos cassinos em todo país.
1948 – A delegação olímpica brasileira conta com 11 atletas depois de
12 anos sem atletas.
1949 – Marlene derrota Emilinha Borba no concurso de Rainha do
Rádio.
A igreja católica lança a campanha da Legião da Decência
para moralizar os costumes e fortalecer a família.

Década de 1950
“ Os limites impostos pela moral dos anos 40 haviam sido ultrapassados. Marilyn Monroe é o símbolo sexual da década, e a mulher” boazuda, como Marta Rocha, faz imenso sucesso. Para casar,
porém ,os homens ainda buscam “ a mulher direita”, ingênua, romântica e, claro, virgem.”
1950 – Fundada a Associação das Mulheres Brasileiras Médicas.
1951 – Aprovada pela Organização Internacional do Trabalho, em 19 dejunho, a Convenção de Igualdade de Remuneração entre o Trabalho masculino e feminino para funções iguais.
1954 - Marta Rocha perde o título de Miss Universo sob a alegação De possuir “duas polegadas a mais de quadris”.Dinah Silveira de Queirós recebe o prêmio Machado de Assis” da Academia Brasileira de Letras.

Década de 1960
“ A pauta é feminista. Por que os homens são superiores?Por que não
podemos mandar em nosso corpo? Por que não temos direitos iguais?
Por que precisamos ter tantos filhos se já existe a pílula anticoncepcional? Respondendo a tantas perguntas, a mulher conquista, pouco a pouco, o seu espaço na sociedade.”
1962 – O presidente João Goulart reforma o Código Civil e concede
direitos à mulher casada: a chefia da família passa a ser exercida pelo marido com a “colaboração” da esposa. É fabricada a primeira pílula anticoncepcional no Brasil.
1963 - Mulheres queimam sutiãs nas ruas defendendo a tese de que
o privado é político, nosso corpo nos pertence”.
1964 – O conselho Nacional de Desportos (CND) proíbe a prática
do futebol feminino.
1966 – A minissaia é inventada na Inglaterra.
1967 – A Constituição de 1967 concede aposentadoria integral às
mulheres com trinta anos de serviço.
1968 – O trabalho feminino é regulamentado e é proibida a discriminação do sexo.

Década de 1970
“Difícil ser mulher. Mais difícil ainda ser mulher brasileira. Principalmente nos anos 60 e 70, quando as feministas queimavam
sutiãs em praças públicas para chamar a atenção para a luta pelos seus
direitos”. Sylvia de Castro, jornalista e autora de livros infantis.
1973 – Lançada em outubro a revista Nova, a primeira a falar claramente sobre o prazer sexual da mulher.
1975 – As Nações Unidas instituem o Ano Internacional da Mulher.
Aparece o Movimento Feminino (MFA) unido à luta pela redemocratização do país.
1977 – A escritora Rachel de Queiroz torna-se a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.
Aprovada a Lei do Divórcio – 6.515. Com a aprovação dessa
lei, homens e mulheres puderam legitimar um segundo casamento.
1979 – Estréia Malu Mulher, da rede Globo, cuja proposta era compor
um retrato da condição da mulher urbana e de classe média
brasileira.

Década de 1980
“ A cantora Eliane de Grammont foi a vítima mais famosa da violência contra a mulher.Por causa dessa e de outras mortes, as mulheres foram às ruas exigir justiça e defender a tese de que “quem ama não mata”
1980 – Surge o lema: “Quem ama não mata”. Ganha fôlego o SOS-
Mulher, que se traduziria na criação de delegacias especiais
De atendimento à mulher.
Estréia o Programa TV Mulher. A novidade é um quadro sobre Comportamento sexual apresentada por Marta Suplicy.
1984 – Fafá de Belém é a musa do movimento das Diretas Já.
1985 – a Câmara dos Deputados cria o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
1988 – A nova Constituição garante que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.
1989 –Luiza Erundina é eleita a primeira prefeita da cidade de São Paulo.

Década de 1990
‘ Em um século, a mulher brasileira enfrentou tabus, revoluções e
preconceitos. A maioria, felizmente, olha para trás e garante que
valeu a pena. 75% das mulheres que trabalham e 75% das que não
trabalham afirmam levar uma vida melhor que suas mães.’
1992 – Os jovens cara-pintadas vão as ruas exigir o impeachment do
presidente Fernando Collor.
1994 – Roseana Sarney, do Maranhão, é a primeira mulher eleita
governadora.
1996 – O Congresso Nacional obriga os partidos políticos à
inscreverem no mínimo 20% de mulheres em suas chapas.
As jogadoras Sandra Pires e Jacqueline Silva são as
primeiras brasileiras a ganhar o ouro olímpico.
1997 – Sucesso eleitoral: as mulheres ocupam 7% das cadeiras da
Câmara dos Deputados e 7,4% do Senado. No Executivo, a
Participação ainda é pequena: 6% das prefeituras brasileiras.
AMANHÃ CONTINUAREMOS COM O SÉCULO XXI

Cerca de 1% a 4% da população sofre de bulimia ou anorexia


17/02/2009 - 20:30 Da equipe Portal VIA

Os homens podem não dizer isso explicitamente, mas há ocasiões em que todos tendem a pensar nas mulheres como objetos --principalmente quando elas estão de biquíni e não mostram o rosto. É isso o que acaba de mostrar um experimento realizado nos Estados Unidos com 21 homens heterossexuais estudantes de pós-graduação, apresentado em Chicago, na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Avanço da Ciência).Talvez seja esse o efeito que explica sucesso que dançarinas mascaradas --como as personagens Tiazinha e Feiticeira-- costumam ter na televisão brasileira. O experimento usou máquinas de ressonância magnética para mostrar que os circuitos cerebrais ativados nos homens durante a observação de um corpo feminino sensual desprovido de identidade são os mesmos que os permitem de reconhecer uma ferramenta, um objeto inanimado. "Tecnicamente, podemos usar uma espécie de eufemismo neurológico e dizer que o homem não tem essa atitude de uma forma premeditada. É algo que ele não racionaliza", afirma Susan Fiske, professora de Psicologia da Universidade de Princeton, uma das mentoras do experimento. Ela mostrou que o córtex pré-motor dos homens --uma das partes do cérebro mais envolvidas no reconhecimento-- foi a área cerebral mais ativada nos voluntários que observavam fotografias de um colo feminino.Essa parte do cérebro também é acionada quando é feita uma interpretação mecânica de uma imagem -em oposição a interpretações sociais.Questionada pela reportagem sobre o possível viés cultural que o estudo possa ter --só americanos participaram do experimento-- Fiske disse não crer que o resultado mudaria se o experimento fosse feito em países, como o Brasil, onde mulheres de biquíni são comuns.Fiske selecionou seus voluntários após aplicar um questionário a todos. Eles também precisaram passar por análises neurológicas. Só então os participantes puderam ser submetidos ao teste dentro de uma máquina de ressonância magnética funcional, que registra as atividades cerebrais.Praia ou escritórioNo total do teste, cada participante ficou diante de 160 imagens. Elas eram de mulheres e de homens. Nos dois casos, foram apresentadas durante o experimento fotos com roupas de trabalho e também em trajes de banho.Imagens de rostos humanos, para medir a capacidade de reconhecimento de cada participante do teste, também foram exibidas.Basicamente, a intenção era medir o grau de bem-estar dos voluntários após terem visto imagens de mulheres e de homens, tanto com o corpo exposto quanto coberto com roupas de trabalho. As imagens não eram pornográficas nem eróticas, disse Fiske. Os registros foram tabulados por meio de análises estatísticas de uso corrente por psicólogos.De acordo com a pesquisadora americana, os seus resultados apresentados agora têm algumas implicações práticas. "Um dos desdobramentos pode ser o fato de que um patrão, por exemplo, pode beneficiar certas companheiras de trabalho em detrimento dos demais funcionários da empresa, dependendo de como ele idealiza aquele corpo", diz a psicóloga.Susan Fiske afirma que seus resultados também indicam que atitudes machistas de intimidação estão relacionadas com uma menor ativação de uma área do cérebro estudada por ela e envolvida na racionalização do pensamento, o córtex pré-frontal médio. "O sexismo hostil prediz uma menor ativação do córtex pré-frontal médio", afirma a pesquisadora. As informações são da Folha Online.

http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_ultimas.php&intIdUltimaNoticia=70073

MAISUM TEXTO SOBRE A VISÃO DO HOMEM SOBRE A MULHER


PUBLICADO NO : 17/02/2009 - 20:30 Da equipe Portal VIA

Os homens podem não dizer isso explicitamente, mas há ocasiões em que todos tendem a pensar nas mulheres como objetos --principalmente quando elas estão de biquíni e não mostram o rosto. É isso o que acaba de mostrar um experimento realizado nos Estados Unidos com 21 homens heterossexuais estudantes de pós-graduação, apresentado em Chicago, na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Avanço da Ciência).Talvez seja esse o efeito que explica sucesso que dançarinas mascaradas --como as personagens Tiazinha e Feiticeira-- costumam ter na televisão brasileira. O experimento usou máquinas de ressonância magnética para mostrar que os circuitos cerebrais ativados nos homens durante a observação de um corpo feminino sensual desprovido de identidade são os mesmos que os permitem de reconhecer uma ferramenta, um objeto inanimado. "Tecnicamente, podemos usar uma espécie de eufemismo neurológico e dizer que o homem não tem essa atitude de uma forma premeditada. É algo que ele não racionaliza", afirma Susan Fiske, professora de Psicologia da Universidade de Princeton, uma das mentoras do experimento. Ela mostrou que o córtex pré-motor dos homens --uma das partes do cérebro mais envolvidas no reconhecimento-- foi a área cerebral mais ativada nos voluntários que observavam fotografias de um colo feminino.Essa parte do cérebro também é acionada quando é feita uma interpretação mecânica de uma imagem -em oposição a interpretações sociais.Questionada pela reportagem sobre o possível viés cultural que o estudo possa ter --só americanos participaram do experimento-- Fiske disse não crer que o resultado mudaria se o experimento fosse feito em países, como o Brasil, onde mulheres de biquíni são comuns.Fiske selecionou seus voluntários após aplicar um questionário a todos. Eles também precisaram passar por análises neurológicas. Só então os participantes puderam ser submetidos ao teste dentro de uma máquina de ressonância magnética funcional, que registra as atividades cerebrais.Praia ou escritórioNo total do teste, cada participante ficou diante de 160 imagens. Elas eram de mulheres e de homens. Nos dois casos, foram apresentadas durante o experimento fotos com roupas de trabalho e também em trajes de banho.Imagens de rostos humanos, para medir a capacidade de reconhecimento de cada participante do teste, também foram exibidas.Basicamente, a intenção era medir o grau de bem-estar dos voluntários após terem visto imagens de mulheres e de homens, tanto com o corpo exposto quanto coberto com roupas de trabalho. As imagens não eram pornográficas nem eróticas, disse Fiske. Os registros foram tabulados por meio de análises estatísticas de uso corrente por psicólogos.De acordo com a pesquisadora americana, os seus resultados apresentados agora têm algumas implicações práticas. "Um dos desdobramentos pode ser o fato de que um patrão, por exemplo, pode beneficiar certas companheiras de trabalho em detrimento dos demais funcionários da empresa, dependendo de como ele idealiza aquele corpo", diz a psicóloga.Susan Fiske afirma que seus resultados também indicam que atitudes machistas de intimidação estão relacionadas com uma menor ativação de uma área do cérebro estudada por ela e envolvida na racionalização do pensamento, o córtex pré-frontal médio. "O sexismo hostil prediz uma menor ativação do córtex pré-frontal médio", afirma a pesquisadora. As informações são da Folha Online.
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_ultimas.php&intIdUltimaNoticia=70073

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O CULTO AO CORPO, DESPERTA O CUSTO A BELEZA

VALE A PENA VER MAIS ESTE TEXTO......
O Culto da Magreza
Escrito por Maria Elizabeth Gatto




A excessiva preocupação com a beleza e a perfeição do corpo, na sociedade contemporânea, tornou-se um fenômeno de massa que atinge tanto as mulheres quanto os homens, exprimindo-se, porém, de forma mais clara e evidente para as mulheres, especialmente as mais jovens, através das caricaturas de feminilidade. A cultura do belo sexo, a época do belo sexo, o culto da magreza, a mística da beleza-magreza, a supremacia estética do feminino, o mito da beleza, a fixação cultural na magreza feminina, o ideal de magreza, a beleza da magreza, são expressões que evidenciam o lugar preponderante que o corpo da mulher; magro, jovem e esbelto, ocupa na dinâmica social moderna.
Existindo como dispositivos culturais, a estética do feminino e o culto do belo sexo exercem uma influência significativa sobre a condição as mulheres, que se sentem pressionadas a assimilar e corresponder ao padrão de beleza idealizado e supervalorizado, centrado na magreza. Com as imagens transmitidas pela mídia, as mensagens e ofertas das indústrias que exploram o ideal da beleza, o corpo é colocado em evidência e os cuidados e as práticas de beleza mobilizam os interesses femininos, pois é o corpo que a mulher deve moldar, para estar na moda de seu tempo.
A motivação para rejeitar ou alterar suas características físicas está, assim, relacionada à pressão social que ela enfrenta para adequar seus tributos físicos à percepção do corpo ideal, e tem forte influência sobre a relação entre a mulher e sua própria imagem, constituindo-se em uma forma de expressão de sua subjetividade.
Na busca por este corpo idealizado, a imagem do espelho ou de uma foto, é inadequada e insuficiente, pois sempre lhe falta algo. E a percepção desta ausência tem forte ascendência sobre a imagem que cada mulher tem de si própria, sobre o juízo que faz de si mesma e sobre o amor próprio, afetando a sua auto-imagem.
A imagem corporal refere-se à representação mental do próprio corpo, com as atitudes, sentimentos, fantasias e conflitos associados a ele.
Não é apenas uma construção cognitiva, mas também um reflexo dos desejos, atitudes emocionais e da interação com os outros.
O desenvolvimento de padrões alimentares inadequados, o comportamento de fazer dietas que buscam o emagrecimento, bem como o uso de recursos diversos de embelezamento, articulam maneiras de se lidar com a insatisfação da imagem corporal e com o controle do corpo.
Representam tentativas de reduzir a discrepância entre a imagem corporal real e a imagem idealizada, mas ao mesmo tempo se associam ao incremento da incidência do distúrbio dismórfico corporal e estão também na gênese dos transtornos alimentares, como a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, bem como na origem dos quadros clínicos da obesidade.
No intrincado tecido sociocultural e psicológico que constitui a cultura contemporânea, as mulheres parecem ser as maiores vítimas. Mas dependendo da singularidade e da subjetividade de cada uma, a extensão com que tais fatores irão interferir em suas vidas, varia dentro de um espectro que pode ir do normal ao patológico.
Neste contexto é relevante buscar uma compreensão dos aspectos do funcionamento psíquico e dos processos dinâmicos que possam estar se revelando na vida emocional destas mulheres, manifestando-se como intenso sofrimento e fortes angústias.
* Psicóloga, psicanalista, especialista em Transtornos Alimentares e Obesidade e Saúde Publica. Secretária Geral do Instituto Brasileiro Interdisciplinar da Obesidade (INBIO). Atua na área clinica há 30 anos.
http://www.inbio.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=14

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...