sábado, 11 de julho de 2015

“E SE DON JUAN FOSSE MULHER?”

A igualdade de géneros é potenciadora de muitas discussões modernas, uma delas é o porquê das mesmas atitudes serem julgadas, de forma diferente, consoante o sexo que as pratica. “E se Don Juan Fosse Mulher?” é o livro de Conceição Carrilho que conta a história de Marinela, uma mulher cuja vida mudou depois de ter lido o “Don Juan” de Molière.

E se Don Juan fosse mulherO título é apresentado, amanhã (9), na livraria Bertrand, situada na Avenida Central, mais concretamente no Liberdade Street Fashion. “E se Don Juan Fosse Mulher” é um livro que, conta Conceição Carrilho no seu blogue, foi publicado há sete anos, com outro nome. Nasceu “Quando Marinela Salero Cortez decidiu imitar Don Juan” (Ed. Campo das Letras) e, apesar da “adoração pela irreverente Marinela”, a autora sentiu que “a heroína deste romance (…) pecava por falta de esmero da sua criadora. O livro estava trapalhão, muito aquém do fôlego que esta sedutora exigia” e Conceição Carrilho sentiu-se frustrada.
Os anos foram passando e, no verão de 2014, a autora decidiu dar um “retoque” à personagem que o pedia.
“Percebi, então, que certas criaturas que julgámos ter sido nós a criar, se transformam, afinal, no nosso Criador e fazem de nós pobres bonecos, joguetes nas suas mãos. Meti de imediato mãos à obra, operando todas as transformações que Marinela me exigiu. Rezo para que desta vez ela não amue.” escreveu.
Conceição Carrilho não nasceu em Braga mas é bracarense. Após se ter licenciado em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Nova de Lisboa, em 1983, veio para a Universidade do Minho ser professora de Literatura. Mais tarde partiu para a França para “conhecer melhor a pátria da revolução francesa e os seus espíritos aguerridos”, retornando a Braga mais tarde. Começou a escrever no jornal local, Diário do Minho, , entre 1995 e 1997, alertando para o caos urbanístico, e em 2001 integrou a Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados, responsável por uma série de iniciativas, “sobretudo contra as horríveis passagens aéreas que desfiguram de forma brutal o centro da cidade”. Entre 2002 e 2006, esteve à frente do Departamento de Francês da UMinho e em maio de 2013 decidiu abandonar a profissão de professora e dedicar-se a outros projetos.
Um deles foi este “E se Don Juan Fosse Mulher?”. Antes, a escritora já havia publicado obras como “Da impossibilidade de viver sem ter lido o D.Quixote”, “Quando Marinela Salero Cortez decidiu imitar Dom Juan” e “Esmeralda odiava ser fotografada”.
Marinela está cansada da conversa da mãe sobre a necessidade de se casar”; “Finalmente Marinela tem uma amiga!”; “A descoberta erótica do mundo: A primeira noite donjuanesca de Marinela”; “Pélaga está aflita com a vida escandalosa de Marinela”; “Mais vale tarde do que nunca: mulheres, imitem-me, que não se arrependerão”, “Marinela disserta sobre as vantagens da precariedade e da mobilidade: mudar e de emprego e de homem, eis o segredo de uma vida feliz!” e “Marinela é despedida e decide viajar pelo mundo” são alguns dos capítulos que preenchem a primeira parte do livro. Curioso?
fonte http://www.gazetadorossio.pt/cultura/e-se-don-juan-fosse-mulher/

Heroínas nos games: são as preferidas pelo público masculino

Os homens querem mais mulheres protagonistas nos games, sim
E eles também reconhecem a objetificação dos corpo feminino nos jogos. E agora? Será que isso muda?
A representação de gênero em videogames tem se tornado uma pauta bem forte nas discussões atuais da internet. Claro que isso colide com diversas questões feministas, que comentamos até mesmo quando rolou o escândalo do Gamergater em 2014. Mas nesta quinta-feira (09) o site da Time divulgou uma pesquisa mostrando que os meninos gamers estão mais do lado do sexo feminino nessa luta do que elas pensam.
Por um bom tempo as mulheres foram sempre a mocinha da história. Quando existiam super-heroínas nos HQs, não passavam reflexos de um personagem principal masculino - Batman e Batgirl - funcionando como um par complementar e não como a salvadora do mundo. Mas os tempos vão mudando, felizmente, a sociedade vai pensando de novas formas e os jovens sentiram que isso não era legal. Sentiram que faltava espaço para mais mulheres fortes na ficção, seja de games, filmes, animes, HQs etc.
E isso pode ser visto no estudo feito pela educadora americana Rosalind Wiseman. Ao observar a reação negativa de seus alunos em relação a propaganda do jogo "Game Of War", a pesquisadora quis entender como um comercial estrelado pela beleza de Kate Upton poderia desagradar tanto os meninos. De uma forma geral, a repulsa dos meninos tinha a ver com a posição passiva da modelo nas cenas. Ela não lutava, não encarava inimigos. Apenas desfilava em seu cavalo com uma roupa sensual. Assim, Rosalind foi percebendo que ele querem, SIM, ver as mulheres poderosas e detonando tudo.
Mais de 1.400 estudantes de ensino fundamental e médio dos Estados Unidos foram entrevistados em 2014. Nos resultados, a maioria considerou que as mulheres ainda são objetificadas dentro dos games. Quanto a ver mais protagonistas do sexo feminino nas franquias, isso parece ser bem aceitável já que 78% dos meninos disseram que o gênero do personagem não é importante e, logo depois, 55% disse que sente vontade de ver mais mulheres ocupando o papel principal.
Não é de se admirar que jogos em que o poder feminino está bombando estejam fazendo bastante sucesso. Pelas informações da pesquisa, colocar uma protagonista em "Assassin's Creed: Syndicate" foi a melhor decisão da Ubisoft para renovar a série
fonte: ://www.purebreak.com.br/noticias/heroinas-nos-games-pesquisa-diz-que-homens-gostam-de-jogar-com-personagens-do-sexo-feminino-sim/16272

Mulher é mulher de qualquer jeito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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fonte: http://activa.sapo.pt/moda/2015-07-10-Dama-de-Copas-da-premios-a-mulheres-que-mostram-que-ficar-bem-biquini-nao-depende-do-corpo


Dama de Copas dá prémios a mulheres que mostram que ficar bem de biquíni não depende do corpo

A Dama de Copas lançou o desafio e já conta com muitas participações.

DIVULGAÇÃO
10 JULHO 2015, 14:24


A Dama de Copas lançou um concurso nas redes sociais para promover a imagem real das portuguesas, desafiando as suas clientes a mostrarem como os biquínis podem favorecer o corpo feminino 'real'.
A empresa portuguesa especializada em Bra Fitting lança, pela primeira vez, um concurso defendendo o conceito de peça de banho para todos os tamanhos.  
O concurso iniciou-se no dia 1 de Julho, e a Dama de Copas irá premiar uma cliente por semana com um vale de 50€ para gastar na loja. A vencedora será anunciada todos as terça-feiras e o novo concurso começará na quarta-feira. 
 As clientes só terão que publicar uma foto em biquíni no seu perfil usando a hashtag #omeubiquinicerto e identificar a Dama de Copas no Instagram(@damadecopaslisboa ou @damadecopasporto) ou no Facebook (@Dama de Copas), a mais original dessa semana será escolhida como a vencedora. Para além do prémio de 50€ que podem ganhar todas as semanas, as melhores fotos serão também partilhadas no Facebook e Instagram da Dama de Copas
O objetivo do concurso é mostrar que todas as mulheres se podem sentir lindas e confortáveis, mesmo sem terem corpo de modelo porque o problema está na roupa de banho e não nas portuguesas. 
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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Revolução de 32 mobilizou homens e mulheres como a Maria Espingarda

09/07/2015 13h25 - Atualizado em 09/07/2015 16h57

Professora de São João da Boa Vista pegou em armas e perdeu trabalho.
Quartel virou ruína e memórias do confronto na região estão em risco.

Do G1 São Carlos e Araraquara FACEBOOK
Há 83 anos, os paulistas pegavam em armas para exigir do presidente Getúlio Vargas uma Constituição. A região de divisa com Minas Gerais foi palco de várias batalhas, mas não preservou os materiais relacionados à participação na Revolução. Graças a historiadores e familiares de soldados, porém, é possível recuperar memórias e ter a dimensão da coragem dos homens e mulheres que lutaram nesses locais em 1932.
Maria Sguassábia lutou na Revolução de 32 e prendeu um tenente mineiro (Foto: Reprodução/EPTV)Maria Sguassábia lutou na Revolução e prendeu
um tenente mineiro (Foto: Reprodução/EPTV)
Uma das combatentes foi Maria Sguassábia, a Maria Espingarda, heroína de São João da Boa Vista que foi para a linha de frente nos confrontos.
“Ela também ajudava a lavar a farda do irmão, e ela viu quando um dos soldados deixou, jogou a arma e desertou. E ela então foi, pegou a arma, vestiu a farda do irmão e se juntou aos soldados”, afirmou a aposentada Therezinha Sguassábia, sobrinha de Maria.
Ela lembrou também que a tia fez história ao prender um tenente mineiro. “Quando ela tirou o capacete, o quepe, e ele viu que ela tinha um cabelo comprido, ele falou ‘Meu Deus, eu fui preso por uma mulher’”, contou.
(...) ela então foi, pegou
a arma, vestiu a farda
do irmão e se juntou
aos soldados"
Therezinha, sobrinha de Maria Sguassábia
“Temos muito orgulho da história dela, da história da nossa família, de outros combatentes também terem feito tão bonito por São Paulo”, completou a professora Ana Laura Sguassábia.
O pai da aposentada Neyde de Lima Santos Corbelli também lutou, entrou em batalha emVargem Grande do Sul, e ela conviveu com Maria Espingarda, que se tornou inspetora de alunos após 32.
“Nós perdemos a Revolução e o chefe do outro lado soube que era uma mulher e que era professora, pegou e tirou ela do cargo. Quer dizer, uma arbitrariedade terrível”, lamentou Neyde. “Era mulher verdade, mulher herói e de grande audácia”, elogiou.
Hotel que servia de quartel aos paulistas em 1932 está abandonado (Foto: Eder Ribeiro/EPTV)Hotel que servia de quartel aos paulistas em
32 está abandonado (Foto: Eder Ribeiro/EPTV)
Abandono
O quartel da tropa na região era o Hotel São Paulo, em Águas da Prata, um prédio amplo e imponente que, abandonado há anos, virou abrigo para moradores de rua.
Parte do teto desabou e as portas e janelas estão perdendo os vidros. Sem qualquer placa que mencione o passado do espaço, quem passa pela área nem imagina a importância da estrutura para a luta dos paulistas.
“Estratégias todas da revolução, os ataques e contra-ataques, foram decididos neste local, então é um ponto da mais alta importância e não ficou nenhum registro, não tem uma placa, não tem um monumento, não se tem nada contando a importância que teve para a história não só de São Paulo, para a história do Brasil”, criticou a historiadora Neusa Menezes, que escreveu um livro sobre a luta.

A pedido do Governo de São Paulo na época, outro hotel da cidade virou um hospital para os feridos em combate. Nele também não há nenhuma menção à Revolução.
Paulistas pegaram em armas para exigir uma Constituição (Foto: Reprodução/EPTV)Paulistas pegaram em armas para exigir de Getúlio
Vargas uma Constituição (Foto: Reprodução/EPTV)
Na montanha do bairro Cascata, onde aconteceram combates, também faltam informações. Não há nada que indique que no local, em 26 de julho de 32, foi travada uma batalha com nove horas de duração, 10 mortos e 48 feridos.
“Aqui foram feitos os primeiros prisioneiros paulistas. Como eles tinham muita amizade com muitos caldenses, o pessoal de Poços de Caldas, eles acharam que podiam negociar até com o comando de lá, se propuseram a negociar e foram rendidos, ficaram presos em Poços de Caldas”, contou Neusa.
São Sebastião da Grama também foi campo de algumas batalhas. Os paulistas ficavam no Morro do Serrotinho e havia uma trincheira onde eles se abrigavam dos ataques dos mineiros, porém o ponto exato desse espaço se perdeu. Nem mesmo as balas, encontradas há alguns anos, permaneceram para contar a história.
“Quando nós éramos crianças, nós vínhamos frequentemente atrás de bala e achávamos muita bala de fuzil”, contou o historiador Arnaldo Bollos.
História
Em 1930, um ano depois da crise do café, Getúlio Vargas assumiu o país. No governo provisório, o presidente nomeou interventores para governar São Paulo. Contrariados, os grandes fazendeiros de café começaram a organizar um movimento no estado para derrubar Vargas e pedir uma nova constituição no país.
Como as reivindicações não foram atendidas, os paulistas começaram a se manifestar nas ruas contra o governo de Vargas. Em um desses protestos, em maio de 1932, uma reação policial provocou a morte de estudantes que militavam contra o governo, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais dos nomes (MMDC) se tornaram símbolo da revolução.
A revolução de 32 teve duração três meses. Neste período 135 mil homens participaram da batalha. Do lado paulista, 850 soldados perderam a vida.
fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/07/revolucao-de-32-mobilizou-homens-e-mulheres-como-maria-espingarda.html acessado em 10/07/2015 

Meg Ryan. A cirurgia que deu errado, DE NOVO!!!!!


Meg Ryan está no centro de uma polémica por causa da forma como apareceu em público recentemente. Meg apareceu com a imagem completamente renovada e com o rosto com feições completamente diferentes.
Esta não é a primeira vez que ficamos muito surpreendidos com alterações na imagem de algumas celebridades. Recentemente também tinha acontecido com Renée Zellweger e também com Nicole Kidman.
A lista de pessoas que já recorreram a tratamento de estética não termina, mas agora é Meg Ryan que está no centro de todas as atenções. Com 53 anos, a actriz está agora com uma cara, que a imprensa internacional, apelida como “nova”.
De acordo com o “El País”, a mudança não passou despercebida e todos se questionam se a actriz recorreu ou não a cirurgias plásticas.

Link permanente da imagem incorporada
NOTICIA PUBLICADA NO JORNAL PORTUGUÊS. ELA FOI TEMA NA EUROPA


FONTE: http://www.ionline.pt/artigo/401346/meg-ryan-mais-uma-plastica-que-correu-mal-?seccao=vida_i ACESSO EM 10/07

Imagens humanizam e mostram atrizes e atores pornô como 'pessoas reais'


REDAÇÃO EM 

Em janeiro deste ano, o fotógrafo Roger Kisby foi a um evento em Las Vegas, nos Estados Unidos, chamado AVN Adult Entertainment Expo, uma exposição de entretenimento adulto que acontece na cidade anualmente. Lá, ele resolveu fotografar algumas estrelas pornô de um ângulo diferente do que estamos costumados a ver.
"Fazer isso foi uma espécie de desafio, saber como fotografá-los de um modo que nunca tinha sido feito antes", explicou ao site Huffington Post. "Essas são pessoas que são fotografadas constantemente. Como posso fazer algo um pouco mais genuíno e autêntico?"
atriz-porno-estereotipo-08
Kisby criou uma série com os rostos de atores e atrizes pornô para humanizá-los e tirar esse estereótipo de que eles são sempre sensuais e dispostos a fazer sexo.
"Como faço para chegar na essência do que eles são? Meu pensamento era fazer retratos simples, isolados com um fundo preto. Eu queria mostrá-los como pessoas reais, seres humanos", conclui.
fonte: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7416151736344300616#editor/target=post;postID=3124399121014623145 > acesso 10/07/2015

Artista 'esconde' cicatrizes de mastectomia com tatuagens


REDAÇÃO EM 

Há alguns anos o tatuador norte-americano David Allen recebeu uma proposta incomum de uma cliente que tinha lutado contra o câncer de mama e passado pela mastectomia e reconstrução das mamas. Adriana pediu para o artista esconder suas cicatrizes causadas pela cirurgia com tatuagens de flores.
Tatuagem-Câncer-de-Mama-David-Allen (1)
David aceitou o desafio e, em entrevista ao site My Modern Met, relatou que isso mudou a sua vida como profissional. De acordo com o tatuador, o processo foi impressionante e exigiu confiança de ambos os lados. Hoje, Allen continua em busca de clientes com cicatrizes que desejam esconder através de tatuagens.
Tatuagem-Câncer-de-Mama-David-Allen (2)
Existem outros artistas que fazem trabalhos semelhantes com mulheres que tiveram câncer de mama. Muitos deles estão presentes na plataforma P.INK, que conecta os sobreviventes da doença com tatuadores que têm experiência em trabalhar com cicatrizes associadas à mastectomia.
Tatuagem-Câncer-de-Mama-David-Allen (3)

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terça-feira, 7 de julho de 2015

A ideologia do gênero


Zarcillo Barbosa
Nesta semana, estados e municípios devem aprovar seus planos de educação, com metas e estratégias para o setor até 2024 (que pretensão!). A movimentação é grande na tentativa de inclusão, ou de exclusão, de itens relacionados à teoria do gênero. Aqui mesmo em Bauru, autoridades católicas, evangélicas e vereadores já procuraram a secretária de Educação para barrar “a coisa”. As pessoas aprendem desde o primário a pensar “gênero”, em masculino e feminino. Mas, desde o meu tempo a molecadinha do Grupo já falava em “tabela do meio”. A partir dos anos 1970, surgiu o conceito de que masculino e feminino são meras construções sociais. Independem do sexo biológico de cada indivíduo. Rousseau já dizia que ninguém nasce bom ou mau: a sociedade é que o transforma, ou forma. Quando o bebê nasce, se é menino, usa roupinhas azuis; se menina, cor-de-rosa. Os brinquedos são separados em bonecos do Batman para um e Barbie, para a outra. Com base na ideologia de gênero, “as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam culturalmente” (A Dialética do Sexo, Firestone). Homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como masculino; mulher e feminino tanto um corpo masculino como um feminino (Butler).

“Ideologia”, entendida como um conjunto de ideias, pensamentos, doutrinas ou visões de mundo, qualquer que seja seu motivo inspirador, exige discussão aberta. Inclusive sobre os estratagemas daqueles que desejam implantá-la sem dizer com todas as letras o que pretendem. Há boas intenções, como a de ensinar que as diferenças existem, de forma a evitar discriminações na escola contra coleguinhas efeminados ou masculinizados. Há a questão do machismo e da igualdade de oportunidades para ambos - diversos - os sexos. Devem e precisam ser discutidos. O problema mais sensível é o que trata dos limites entre as responsabilidades de família e escola na educação das crianças sobre temas morais e de valores. O sistema educacional, no Brasil, já amarga uma vergonhosa classificação nos indicadores internacionais. Não conseguimos ensinar matemática, português, biologia, com eficiência, e o Estado ainda quer se meter a educador sexual. Teríamos que priorizar conteúdos que preparem as crianças para a vida. Mas, tudo é sexo, defendia Freud. Se ele exagerou, temos, pelo menos, que convir que a sexualidade seja importante para a vida. Militantes dessa linha não querem só direitos e oportunidades iguais para homens e mulheres. Para alguns de seus expoentes, a própria divisão do mundo entre homens e mulheres é um mal a ser combatido. 

Para os sociólogos, uma ideologia se distingue de uma ciência porque não tem como fundamento uma metodologia exata capaz de comprovar essas ideias. O grupo que defende uma ideologia frequentemente tenta convencer outras pessoas a seguirem a mesma ideologia. Para Karl Marx, ela mascara a realidade. É um discurso ou ação que mascara um objeto, mostrando apenas a sua aparência e escondendo algo muito mais complexo. O velho Marx atacava dizendo que a ideologia da classe dominante tinha como objetivo manter os mais ricos no controle da sociedade. Entendo que se defende, na questão de gênero, não uma ideologia, mas uma visão de parte da sociedade mais livre e que acredita nessa forma de “avanço”. 

Há alguns anos o Ministério da Educação chegou a produzir um material didático sobre a sexualidade infantil, para ser distribuído nas escolas. O material foi rejeitado pela própria presidente Dilma, que se declarou “chocada”. Posteriormente, pretendeu-se tornar a Ideologia do Gênero conteúdo obrigatório no Plano Nacional de Educação, o PNE. O projeto foi rejeitado pelo Congresso Nacional. A bancada evangélica protestou sob o argumento de estarem querendo ensinar as crianças a se tornarem homossexuais. Deputados e senadores mantiveram apenas a regra simples e correta: “erradicação de todas as formas de discriminação”. 

Fica claro que a sociedade brasileira ainda não autoriza o Estado a exercer o papel de educador sexual de suas crianças. Principalmente num país onde, quem fala alto, ainda cria mulher sapiens, rola e mandioca, numa estranha simbologia fálica. 

O autor é jornalista e articulista do JC
fonte: http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=239362 acessado em 07/07/2015


Boudoir. Delicadeza e sensualidade em imagens íntimas

A sensualidade Boudoir nasceu na França do século XIX. E está em alta em Fortaleza, onde modelos amadores têm suas imagens capturadas por fotógrafos profissionais
NOTÍCIA1 COMENTÁRIOS
HUMBERTO MOTA
Estilo intimista do fotógrafo Humberto Mota, no Projeto Felina

“A procura pelos ensaios é feita por mulheres entre 18 e 35 anos. Elas buscam dar um ‘up’ na autoestima ou fazer algum tipo de surpresa para o seu par”, afirma o fotógrafo intimista Humberto Mota, idealizador do Projeto Felina’s. O valor varia de acordo com a utilização do espaço e o uso de materiais de maquiagem. O ensaio também é feito por casais.

Os locais mais indicados são quartos decorados de hotéis, motéis ou pousadas, mas pode ser realizado em estúdios ou na residência do fotografado. Os utensílios contemplam bolsas, acessórios no cabelo e calçados. Vestidos leves, blusas simples, lingerie... Ou sem peça de roupa alguma. Dependerá do gosto da pessoa fotografada, que pode cuidar do próprio figurino ou contratar um profissional.

A timidez, característica dos modelos amadores, é mais um elemento. “Cada fotografado se desenvolve de uma maneira diferente e busco respeitar espaços e limites. No mínimo, é complicado estar nu na frente de um estranho”, afirma.

Quem desconhece a técnica pode achar que qualquer traço de nudez remete ao ensaio íntimo. O fotógrafo Galba Sandras explica que a principal diferença está no direcionamento das fotos. “O ensaio íntimo é algo mais pessoal. É um trabalho para si. No nu artístico tento não identificar a pessoa. O boudoir recorre mais à expressão sensual do corpo”.


O sagrado femininoA beleza e a forma mais natural da mulher são expostas na avaliação da fotógrafa Carol Monteiro. “O ensaio mostra naturalidade, a intimidade e o sagrado feminino. Sem erotismo. Mas depende dos olhos de quem vê”, afirma. E para que as pessoas sejam fotografadas, destaca, tem de haver uma conexão. Diz que realiza o trabalho apenas com mulheres. “Não pode ser uma invasão. Vai depender da maneira que se chega e conversa. Elas se sentem mais à vontade também”.

Informa também que sentiu na pele a sensação de ser fotografada em um ensaio íntimo. “Quando se está do outro lado da câmera, não é fácil. Fiquei um pouco travada. A vergonha é uma maneira de formatação social. E aprendemos isso desde que crescemos”. 

ValorizaçãoGalba Sandras, fotógrafo, diz que o ensaio íntimo é um trabalho mais pessoal. Enquanto o nu artístico remete à identificação do personagem, o boudoir tenta exaltar a sensualidade do corpo feminino. O rosto é apenas mais um elemento
fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/dom/2015/06/27/noticiasjornaldom,3460835/boudoir-delicadeza-e-sensualidade-em-imagens-intimas.shtml

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...