segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A nova cara do Brasil: Jovens da classe C conquistam mercado de trabalho qualificado

 

Há muito se fala que uma revolução silenciosa está em curso. Quase sempre, para se referir a avanços tecnológicos e suas implicações nas nossas vidas desavisadas. De fato, o mundo digital todo dia põe de cabeça para baixo e arremessa em tornado as certezas dos que cresceram analógicos e ainda balbuciam o alfabeto de bytes. No entanto há outras mudanças radicais se dando para além do universo de gadgets, aplicativos e afins – tão ou mais inovadoras e ousadas quanto. É o caso dos jovens que formam a nova classe C brasileira.
De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular, a nova classe média nacional não só rompe com um padrão que se perpetuava há décadas em nossa sociedade como tem em suas mãos o poder de ditar o rumo da economia brasileira nos próximos anos. E o mais interessante: essa ruptura é ocasionada não por aspectos meramente financeiros e sim, necessariamente, pelo nível de escolaridade.
Com a estabilização da economia e o surgimento de novas oportunidades no mercado de trabalho, esses jovens da classe C obtiveram nível de instrução formal maior que seus pais; consequentemente desempenham atividades profissionais mais intelectualizadas e têm uma remuneração superior. Só para se ter uma ideia da dimensão desse fenômeno, de cada 100 jovens desse grupo social, 68 estudaram mais do que os pais.
Os resultados apontados pelo estudo, que analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE), mostram, por exemplo, que as profissões mais adotadas por homens e mulheres da classe C com idade entre 45 e 65 anos são: domésticos, comerciários, trabalhadores da construção civil, cozinheiros e zeladores, nesta ordem. Nesta mesma faixa etária e social, apenas 9% têm nível superior de ensino, 26% têm nível médio, 58% têm ensino fundamental e 7% não têm instrução.
Quando estes mesmos critérios são observados na população da classe C com idade entre 18 e 25 anos, constata-se a grande mudança. Quatorze por cento têm nível superior, 65% têm nível médio, 20% tem ensino fundamental e somente 1% não tem instrução. As profissões mais comuns nesse recorte populacional também são outras. Em primeiro lugar vêm os comerciários, seguidos por auxiliares administrativos, operadores de telemarketing, caixas e bilheteiros e recepcionistas.
O mesmo não se repete nas classes A e B. Nestas, são mínimas as variações no nível de escolaridade entre pais e filhos. Setenta e um por cento das pessoas com idade entre 45 e 65 anos têm nível superior contra 74% dos que têm entre 18 e 25 anos, por exemplo. Ambos os grupos também compartilham profissões como advogados, bancários e gerentes de produção.
Vida Real
Mais que em estatísticas, essa mudança de perfil da nova geração da classe média é palpável, próxima. Basta um olhar mais apurado para nosso entorno e percebe-se o que a pesquisa mostra.
Histórias de muitos, como o coordenador de marketing Emanuel Costa Maranhão, 27 anos, dão conta de traduzir para o mundo real o que os números sinalizam. Filho de Elza, um empregada doméstica que cursou até a 4ª série do ensino fundamental, e Manoel, um bombeiro hidráulico semi-alfabetizado, Emanuel está concluindo a faculdade de Publicidade. Há seis anos, trabalha no grupo de comunicação O POVO e hoje coordena um departamento. Antes de engatar na profissão tão sonhada, no entanto, enfrentou vários desafios.
“Meu pensamento era terminar o segundo grau e logo arrumar um emprego, porque é assim que todo mundo pensa onde eu nasci e me criei, no Lagamar”, conta. “Terminei o colégio e fui trabalhar. Já trabalhei de muita coisa. Meu primeiro emprego foi numa oficina mecânica, sabe? (risos). Mas sempre tive o sonho de fazer faculdade. Isso me parecia muito difícil, um sonho distante, mas a vontade estava lá”, lembra.
As mudanças na vida de Emanuel, logicamente, implicaram mudanças na vida de seus pais. Hoje casado e pai de Lolita, de um ano e três meses, o rapaz conseguiu convencer a mãe a deixar a última casa em que trabalhava. “O cara não pagava ela direito, atrasava… Não valia mais a pena ela continuar”, justifica. O pai também não trabalha mais, por conta de problemas na coluna. “Ele só pega um trabalho aqui e outro ali, mas é raro”. As contas da casa são divididas entre os dois irmãos mais novos de Emanuel, Elzenir e Eduardo, que ainda moram com os pais, e pelo próprio coordenador de marketing, que arrumou emprego novo para a mãe. Elza, hoje, é a babá da neta. Enquanto Emanuel e sua esposa trabalham, é ela quem toma conta da menina. E recebe um salário para isso.
“O sonho que eu achava tão impossível antigamente, hoje está bem mais fácil. Não sei se pela questão financeira do País, se pela Internet… mas o mundo mudou muito nesses cinco anos – e isso nem é muito tempo, né? Todo mundo tem acesso a todas as informações o tempo todo. Lá no Lagamar mesmo, todo mundo tem computador em casa, tem muita lan house… É um mundo muito mais amplo esse de hoje”, analisa Emanuel, sintetizando páginas e páginas de pesquisa com sua experiência de vida.
ENTENDA A NOTÍCIA
A nova geração da classe média deixa para trás o modelo “Tal pai, tal filho” e torna-se a maior força motriz da economia brasileira, investindo em formação profissional e sendo a porta de entrada das novas tecnologias
NÚMEROS
19mi de jovens economicamente ativos
Dos 21 milhões de jovens economicamente ativos, 19,5 milhões são das classes C e D
16% das pessoas entre 16 e 25 anos das famílias da classe C recebem algum tipo de mesada.
A renda anual total de jovens das novas classes C e D é de R$ 96,6 bilhões contra R$ 41,4 bilhões da renda média anual dos jovens das classes A e B.
ONTE: Data Popular com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE)
RENDA DAS CLASSES SOCIAIS
Classe A – Mais de 20 salários mínimos/mês (acima de R$ 10.240)
Classe B – De 10 a 20 salários mínimos/mês (de R$ 5.120 a R$ 10.240)
Classe C – De 3 a 10 salários mínimos/mês (de R$ 1.536 a R$ 5.120)
Classe D – De 1 a 3 salários mínimos/mês (de R$ 512 a R$ 1.536)
Classe E – Até 1 salário mínimo/mês (R$ 512)
Renda familiar por mês
FONTE: Data Popular com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE)
 

jovens de classe C e a escolaridade

Nice de Paula (Email)
Publicado:24/04/13 - 7h00
Atualizado:24/04/13 - 15h29

Allan Lopes da Silva é porteiro, mas pagou cursinho particular para filha Samara. Ela conseguiu passar no vestibular e está fazendo faculdade na PUC. Já a filha mais nova, Amanda Moreth da Silva vai fazer o pré-vestibular
Foto: Carlos Ivan / Agência O Globo
Allan Lopes da Silva é porteiro, mas pagou cursinho particular para filha Samara. Ela conseguiu passar no vestibular e está fazendo faculdade na PUC. Já a filha mais nova, Amanda Moreth da Silva vai fazer o pré-vestibular Carlos Ivan / Agência O Globo
RIO - Se a expansão da renda e do poder consumo marcaram a ascensão de quase 40 milhões de brasileiros à classe C na última década, o aumento da escolaridade parece ser a principal mudança entre os membros mais jovens destas famílias. Mas não a única.

 

Os filhos da chamada nova classe média são mais informados, conectados à internet e têm opiniões menos conservadoras sobre a mulher e o homossexualismo do que seus pais, revela o estudo "Geração C", que acaba de ser concluído pelo Instituto Data Popular. Trata-se de um perfil dos cerca de 23 milhões de jovens de 18 a 30 anos com renda mensal entre R$ 219 e R$ 1.019 e representam 55% dos brasileiros dessa faixa etária.
— Esse jovem vai ser um adulto muito diferente do pai. A educação é o grande diferencial, óbvio. Mas eles já estudaram mais do que os pais e isso traz uma série de desdobramentos, como aumento da renda da família, empregos melhores, mais informação. A primeira geração de universitários da família é menos conservadora, não vê mais a mulher como dona de casa, não vai querer do governo bolsa família, e sim desoneração de impostos para computadores. Eles vão mudar a cara do Brasil — diz Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular. Segundo ele, o ápice da mudança será em 2022, quando essa geração estará no auge de sua atividade produtiva.
Tomando por base dados da Pesquisa Nacional de Amostra do Domicílios (Pnad) do IBGE e entrevistas com mais de duas mil famílias, o estudo conclui que os filhos da classe C passam quase 50% mais tempo na escola do que seus pais, enquanto na classe A, esse aumento é de 20%. E de cada R$ 100 que recebem, R$ 70 são destinados às despesas da família. Nas classes mais altas, a contribuição é de 20%.
— Ele ajuda mais por causa da necessidade da família. Mas o que mais chama atenção nessa pesquisa é ver que os jovens são os novos formadores de opinião. É para ele que o pai pergunta sobre o que vai ser comprado, para onde a família vai viajar. E eles têm uma força eleitoral muito grande — afirma Meirelles.
Aumenta o acesso à universidade
Uma tese de doutorado defendida mês passado na UFMG revela que, nos últimos dez anos, aumentou o acesso de filhos de pais analfabetos ou com pouca escolaridade ao ensino superior. Cruzando números da Pnad 2009 e do Censo 2010, o sociólogo Arnaldo Mont’alvão, autor da pesquisa, mostra que filhos de pais com ensino fundamental completo têm duas vezes mais chances de chegar à faculdade do que aqueles com pais analfabetos. Se os pais tiverem ensino médio, a chance aumenta para quatro vezes; e alunos cujos pais têm curso superior têm 16 vezes mais chances de chegar à faculdade do que os filhos de pessoas sem qualquer educação formal.
Já foi pior. Na última década, a vantagem dos filhos de pais com ensino fundamental caiu 3%, com ensino médio encolheu 6%, e com ensino superior, 12%.
— A diminuição da influência da escolaridade dos pais sobre a progressão dos filhos ao ensino superior significa que uma proporção maior de estudantes cujos pais não tiveram muitas oportunidades educacionais conseguiu atingir este nível educacional nos últimos anos — diz Mont’alvão.
Os fatores que ajudam os jovens das classes populares a alcançarem níveis de escolaridade elevado são temas de outra pesquisa, que ainda está sendo realizada por Manoel de Almeida Neto, professor da PUC-MG.
— A segurança econômica propiciada pelo aumento da renda das famílias melhora a probabilidade desse aluno chegar ao curso superior. Ele deixa de trabalhar para investir na educação, o que exige da família uma série de sacrifícios. Mas, com uma renda apropriada, isso passa a ser visto como possibilidade efetiva e não mais algo que 'não é para você’ — explica Neto.
Que o diga Samara Silva, 20 anos, aluna do curso de Comunicação Social da PUC-RJ. Filha do zelador Alan Lopes da Silva, 49 anos, e da diarista Georgina Moreth da Silva, 51, ela sempre estudou em escola pública, mas os pais pagaram um pré-vestibular, que a ajudou a entrar na faculdade, onde depois conseguiu bolsa integral.
— Nunca me imaginei vivendo esse sonho. Reconheço o esforço dos meus pais. O que estou tendo, eles não puderam ter — diz Samara.
No ano em que jovem fez cursinho, os gastos da família foram reduzidos ao extremo.
— Deixamos de visitar os parentes, comprar roupas e coisas para casa. E hoje ainda gastamos muito dinheiro com transporte e alimentação dela — diz Alan, já pronto para repetir tudo de novo com filha mais nova, Amanda, de 18 anos.
Segundo Manoel Neto, além da renda há outros fatores que ajudam os estudantes pobres a atingirem níveis de escolaridade superior. Para ele, o Pró-Uni, programa do governo federal que concede bolsas de 50% a 100% para universitários com renda familiar per capita de 1,5 a três salários mínimos, também foi fundamental:
— A isenção na taxa de vestibular parece pouco, mas será importante porque fará com que ele pelo menos tente. A redução do número de filhos na famílias também ajuda, pois permite que elas invistam mais neles.
É o que acontece na casa da família Almeida, em Caxias, na Baixada Fluminense. A renda mensal de R$ 2.500 que o pai, André Castro de Almeida, de 38 anos, recebe como caminhoneiro é dividida entre as despesas da casa, a faculdade da esposa Tatiana Santos Almeida, de 32 anos, que custa R$ 673, e a escola da filha Giovanna, de 3 anos, que leva outros R$ 320.
— Já trabalhei em escolas públicas e elas não dão uma boa base para crianças. Para garantir uma boa educação para minha filha, precisamos fazer muitos sacrifícios: cortamos telefone e internet, moramos longe da família, não podemos comprar eletrodomésticos ou um sofá melhor — diz Tatiana.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/jovens-da-classe-tem-maior-escolaridade-conexao-internet-sao-menos-conservadores-8195394#ixzz2uG3AlcRU
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CRM de Roraima alerta sobre cirurgias plásticas feitas na Venezuela

 

Baixo custo de procedimentos cirúrgicos tem atraído muitas roraimenses.
CRM diz não haver garantia para cirurgias feitas em outros países.

Do G1 RR
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CRM alerta sobre riscos de cirurgias feitas fora do Brasil (Foto: Arquivo/G1 RR)CRM alerta sobre riscos de cirurgias feitas fora
do Brasil (Foto: Arquivo/G1 RR)
Para terem um corpo 'perfeito', inúmeras roraimenses têm ido para Venezuela em busca de cirurgias plásticas estéticas. Elas são atraídas pelas ofertas de baixo custo para procedimentos como abdominoplastia, mamoplastia, lipoaspiração e lipoescultura no país vizinho. Mas, segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM/RR), Alexandre Marques, as consequências podem ser as piores possíveis.
Ele afirma que há várias mulheres retornando da Venezuela com sequelas irreversíveis, infecção grave, abertura nos pontos, necroses e rejeição das próteses. Diante da gravidade dos casos, o CRM alerta a população para que não faça cirurgias plásticas em outro país, por não haver garantia quanto à qualidade, procedência e controle das próteses e outros materiais usados.

Além disso, é necessário que o paciente que vai se submeter a qualquer procedimento médico conheça a qualificação do profissional responsável, o que é quase impossível, em se tratando de profissionais de outros países. Os Conselhos de Medicina do Brasil não têm nenhum poder para punir administrativamente profissionais que não tenham registro no país.
“Queremos alertar os pacientes, em particular as mulheres, para que tenham muito cuidado ao irem para Venezuela, ou a qualquer outro país, a fim de se submeterem a cirurgias plásticas. O indicado é que as façam aqui mesmo no Brasil, que procurem um médico especialista e de qualificação reconhecida", reafirma Marques, acrescentando que, se houver qualquer intercorrência, o próprio médico que fez o procedimento poderá corrigir em tempo hábil.
saiba mais
Para o cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Antero de Almeida Frisina, não é aconselhável em nenhuma hipótese a realização de cirurgia em outro país, pois o paciente quando retorna ao Brasil, se tiver sofrido dano físico ou emocional em consequência de um erro médico, ou uso de material inadequado, não terá nenhum respaldo jurídico nem dos Conselhos de Medicina.
Ainda segundo ele, é inaceitável fazer uma cirurgia plástica três dias após a chegada a um país e retornar 15 dias depois, já que é necessário um acompanhamento pós-cirúrgico, tão importante quanto o procedimento.
“As pessoas que estão viajando para outros países, em particular os roraimenses que se dirigem à Venezuela, têm que saber que não podemos contar no país vizinho com as regras de segurança da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Os três hospitais da cidade receberam pacientes com sérias complicações. Entre eles, um caso de uma mulher que voltou sem o umbigo. O médico que a operou nem se preocupou em resolver o problema”, comentou Antero.
fonte: http://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2014/02/crm-de-roraima-alerta-sobre-cirurgias-plasticas-feitas-na-venezuela.html

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cirurgia para colocar silicone cresce 30% a 2 meses dos desfiles

Atualizado: 02/02/2014 02:01 | Por Roberta Pennafort, estadao.com.br
Colocação de implantes nos seios e nas nádegas e lipoaspiração são os procedimentos mais procurados
Cirurgia para colocar silicone cresce 30% a 2 meses dos desfiles
"Gabriela. Seios turbinados para ser rainha de bateria no Rio "
RIO - Magrinha e baixinha, a fisiculturista pernambucana Gabriela Bayerlein, de 33 anos, 1,58 metro e 54 quilos, nunca se sentiu incomodada por ter seios pequenos. Mas, desde que foi convidada para ser rainha de bateria da escola de samba carioca Renascer de Jacarepaguá, ela se convenceu: tinha de colocar silicone para se destacar na Marquês de Sapucaí.
Foram 305 mililitros em cada seio. "Eu sempre relutei, não queria ficar artificial. Em 15 dias me decidi e, desde que fiz a cirurgia, em dezembro, me apaixonei, fiquei muito mais bonita", conta Gabriela, que participa de competições como "fitness model" e está em quinto lugar no ranking mundial.

Mesmo entre as mulheres que não participam dos desfiles, a busca por procedimentos como colocação de implantes – nos seios e nas nádegas – e lipoaspiração cresceu nos meses que antecedem o verão e o carnaval.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, tradicionalmente o mês mais disputado nos centros cirúrgicos ainda é julho, por ser período de férias e mais frio, o que torna o pós-operatório mais confortável. O período entre a segunda quinzena de dezembro e o meio de janeiro, entretanto, tem despontado: o movimento sobe 30% em relação à "baixa temporada".

Prazos para sambar. No caso da lipo, um procedimento mais simples, em duas semanas já dá para sambar. Mas às pacientes que colocam silicone é recomendado um período de recuperação de três meses. "Em vez de viajar para a praia, as pessoas estão preferindo usar o dinheiro para a cirurgia, e aproveitam o período de descanso para isso", diz o presidente da SBCP, João de Moraes Prado Neto.

No caso de Gabriela Bayerlein, o repouso não foi respeitado, por causa dos ensaios da escola. Ela nota os novos olhares. "O corpo fica mais feminino. A escola vai homenagear o cartunista Lan e por isso procurou uma mulher com tipo bem brasileiro." Curiosamente, o cartunista é conhecido por desenhar mulatas de quadris generosos, e Gabriela é loura e tem músculos definidos.

Presidente da Silimed, fornecedora de próteses de silicone para todo o Brasil e mais 70 países, Gabriel Robert calcula que a demanda aumente em quase 50% nos meses de novembro e dezembro. Ele disse que as brasileiras têm preferido tamanhos de implantes cada vez maiores. "A venda de prótese de glúteo vem crescendo bastante: 90% nos últimos dez anos. As técnicas estão se aprimorando, e as pessoas vêm perdendo o medo de fazer a cirurgia."

Parcelamento. Para a classe média, outro fator que puxa a cirurgia para dezembro e janeiro é o pagamento do décimo terceiro salário. Em clínicas mais acessíveis, é possível parcelar em até dois anos o serviço. A colocação de prótese de silicone, no Rio, custa por volta de R$ 10 mil, e a lipoaspiração, R$ 8 mil.
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/story-brasil.aspx?cp-documentid=262067747

Mulher que inspirou filme 'Philomena' é recebida pelo Papa Francisco


'Acredito que o papa se unirá a minha luta', disse irlandesa após encontro.
Busca por filho entregue à adoção é retratada em filme indicado ao Oscar.

Da France Presse
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Philomena Lee durante visita ao gabinete da senadora Claire McCaskill em Washington, nos Estados Unidos, no dia 30 de janeiro de 2014 (Foto: Paul Morigi/Getty Images for The Weinstein Company/AFP)Philomena Lee em Washington, no dia 30 de
janeiro (Foto: Paul Morigi/Getty Images for The
Weinstein Company/AFP)
Inspiração para o filme "Philomena", que narra a história de uma mulher que tenta encontrar o filho arrancado de seus braços por uma instituição católica, a irlandesa Philomena Lee se encontrou nesta quarta-feira (5) com o Papa Francisco, no Vaticano.
Philomena, de 80 anos, participou da audiência de Francisco na praça de São Pedro e, ao final, foi apresentada ao Papa.
Philomena estava acompanhada de Steve Coogan, o ator britânico e co-produtor do filme. No filme - sucesso de crítica e bilheteria - Philomena é vivida pela atriz Judi Dench. Dirigido por Stephen Frears, 'Philomena' concorre ao quatro categorias do Oscar, inclusive melhor atriz e melhor filme.
"É uma honra ter encontrado o papa Francisco", afirmou a mulher, que foi acompanhada também por sua filha. "Como se vê claramente no filme, sempre tive uma profunda fé na igreja e em sua vontade de reparar os erros cometidos no passado", disse Philomena.
Em 1952, ainda adolescente, Philomena Lee engravidou após uma aventura amorosa.
Considerada uma "mulher indigna" por sua família na conservadora e católica Irlanda, Philomena foi mandada para o convento de Roscrea, onde deu à luz um menino, a quem deu o nome de Anthony.
Aos quatro anos, Anthony foi separado de Philomena e entregue a um casal norte-americano.
Philomena ficou calada durante 50 anos, até que um dia decidiu procurar o filho com a ajuda de Martin Sixsmith - interpretado por Steve Coogan - um jornalista da BBC que a acompanhou até os Estados Unidos.
Atualmente Philomena Lee está à frente do projeto "Philomena Project", que consiste em ajudar outras mães a encontrar seus filhos e luta para que o governo irlandês promulgue uma lei que permita a consulta aos registros de crianças adotadas.
"Espero e acredito que o papa Francisco se unirá a minha luta para ajudar as milhares de mães e de filhos a colocar um fim em sua dolorosa história", disse Lee.
"Espero que o Papa veja o filme. Ele é um cara legal, isso fará bem pra ele, não?", brincou Stephen Frears no Festival de Veneza, onde o filme foi muito bem recebido.
Poucos dias depois, o porta-voz do Vaticano disse que "o papa não assiste filmes".
Judi Dench e Steve Coogan em 'Philomena' (Foto: Divulgação )Judi Dench e Steve Coogan em 'Philomena' (Foto: Divulgação )

Estupro e o corpo da mulher


Sinto total estranhamento a este tipo de atitude e cultura

Fiquei estupefato com o caso de estupro coletivo autorizado por líderes tribais na Índia, relatado pela mídia. Casos como esses crescem, no mundo inteiro.

Em muitos países árabes o estupro é algo legal do ponto de vista dos costumes, chegando o estuprador a casar com a vítima, caso ele queira. Em caso contrário, ela pode inclusive ser mau vista, indo parar em uma espécie de asilo para mulheres estupradas.

Do ponto de vista de homem ocidental, sinto total estranhamento a este tipo de atitude e cultura.

No entanto, somos o que somos enquanto ser humano, graças ao outro. Explicando melhor. O que sei da vida agradeço ou repudio o que vi em outras pessoas, começando com os da minha família, depois o rol de amigos e parentes, a ampliação de relacionamentos com colegas e professores nas escolas que frequentei, e esse arco social vai se ampliando no decorrer da vida toda.

O outro é o meu referencial de encanto e desencanto, nas diferentes vivências que temos com a sociedade. A referência produz valores, estes são traduzidos por normas e éticas, fundamentos de toda sociedade.

Os valores que produzem um corpo ético e moral mudam com o decorrer dos tempos. Alguns continuam como item petrificado. Roubar, matar, enganar, continuam repudiados pela sociedade.

No entanto, o que era absoluto, tende hoje a ser tornar relativo. A homossexualidade, o uso de drogas, o aborto e de modo geral o que cada um faz com seu corpo, não mais é visto como regulados pela sociedade como um todo, caiu no âmbito do privado.

O que está posto é que, o que você faz com o seu corpo, diz respeito a você e a mais ninguém. Este novo tipo de visão tem o seu lado positivo e negativo. O individualismo comanda o corpo social.
Numa sociedade tipicamente mercadológica, o valor do mercado vale mais que valores éticos familiares ou comunitários. Vender e comprar são o que importa. E sexo, e corpo feminino sempre venderam bem.
" Se um artista usa um objeto na TV, seja de forma casual ou pela propaganda subliminar, logo os “telenoiados” saem no desespero das compras compulsivas, para está igual ou semelhante a seus ídolos"

A vulgarização do corpo seja masculino, mas principalmente feminino atraí a atenção de todos. Para os homens aumenta a libido, mas conhecido vulgarmente como tesão. De onde vem esse aumento?
Todos sabem o efeito que causa a televisão através dos comerciais e das novelas. Se um artista usa um objeto na TV, seja de forma casual ou pela propaganda subliminar, logo os “telenoiados” saem no desespero das compras compulsivas, para está igual ou semelhante a seus ídolos.

Os adereços e roupas de hoje, ditados por uma moda capitalista, mostram cada vez mais o corpo, que deve ser tratado em academias e com roupas justíssimas ou com corpos quase pelados, servindo para fomentar desejos cada vez mais ardorosos e sem nenhum pudor.

A mulher enquanto ícone feminino virou fruta, uma é melancia, outra morango, outra jaca. Haja vulgarização do sexo feminino, que na imaginação masculina viram coisas comestíveis.
Inventaram o concurso de miss “bumbum”, uma das misses do ano passado só não poderia ser chamada de santa, por medo de ser processada pelo divino.

Uma Banda Bahiana da cidade de Vitória da Conquista lançou recentemente um vídeo onde rapazes correm atrás de uma moça e um dos trechos da música é direta quando diz: ...Mas eu tô com medo. Você vai me machucar?”“, pergunta a jovem. "Sou o seu tigrão gostoso. Só precisa relaxar. É na hora do espanto que o bicho vai pegar, toma, toma, então toma"

Se somarmos a estes atributos a exposição exagerada do corpo e os atos de violência física contra pessoas indefesas, levam a uma prática de estupro com número crescente.
Pense: Ao ver um desses reality Show, onde você sente mais vibrar no seu corpo? Seu cérebro? Ou as partes libidinosas?

O exemplo televisivo chega até a sociedade que reage de forma diversa e não programada por “Boninhos”, e outros que atrás da câmara exploram o corpo das pessoas, como se estivesse num açougue.

Vai uma picanha ai?


PEDRO FELIX
é escritor em Cuiabá.

Meyer, 18, tomou medida para chegar a 60 cm de cintura. Jovem também gastou R$ 27 mil em cirurgias plásticas


BBC
Os dias que antecedem à escolha da nova miss Venezuela são uma prova de fogo para a jovem Meyer Nava, de 18 anos, que mora em uma comunidade pobre no bairro de Santa Cruz na capital, Caracas.
2012: Transexual de 18 anos chega à semifinal do Miss Inglaterra
BBC
Rotina de jovem Meyer foi um dos temas de documentário da BBC sobre a preparação das candidatas para o Miss Venezuela


Para chegar aos 60 centímetros de cintura, ela, que sonha em se ver coroada como a "mais bela" do país, colocou uma pequena rede de plástico dentro da boca para se obrigar a comer menos. O objetivo, conta a jovem, é dificultar a deglutição de alimentos sólidos e forçá-la a ingerir somente líquidos, como sopas.
A rotina excruciante de Meyer em busca do corpo perfeito foi um dos temas de um documentário da BBC, que buscou analisar os bastidores de um dos principais eventos de entretenimento do país.
Dividida em três episódios, a série mostra os treinos, os preparativos e as frustrações das jovens venezuelanas que participam do concurso.
Em entrevista à modelo Billie DJ Porter, que apresenta o programa, Meyer conta que sua família a ajudou a levantar o equivalente a R$ 27 mil para custear cirurgias plásticas e, assim, aumentar suas chances de vencer a competição.
No primeiro episódio do documentário, a apresentadora decidiu viver na pele o dia a dia de uma competidora. Auxiliada pelo preparador da atual Miss Venezuela, ela encarou uma carga intensa de exercícios físicos, mas soube que suas medidas ainda estavam aquém do mínimo exigido para tentar um lugar no pódio. "Você precisa de mais 10 centímetros de busto", disse o preparador a Billie, rindo.
Importância
Conhecida por suas belas mulheres, muitas das quais Miss Universo, a Venezuela dá atenção especial ao concurso, que existe desde 1952. São ao todo de 26 a 28 mulheres – o número pode variar anualmente – que desfilam seus atributos para tentar conquistar o troféu de mais bela do país.
Desde 2013, o Miss Venezuela é separado em duas categorias: o Miss Venezuela (que seleciona representantes para o Miss Universo, Miss Internacional e Miss Terra) e o Miss Venezuela Mundo (cuja escolhida compete no Miss Mundo).
O concurso é transmitido pela televisão na Venezuela e por toda a América Latina. Em janeiro, o assassinato da ex-miss Mónica Spear causou grande comoção na Venezuela.
Mónica foi miss Venezuela em 2004 e vinha atuando como atriz de sucesso. Ela e o marido, o empresário irlandês Henry Thomas Berry, foram mortos em uma estrada na região central do país.
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/mundo-insolito/2014-02-11/candidata-a-miss-poe-rede-na-boca-para-emagrecer-antes-de-concurso.html

Com 33 kg, Barbie humana brasileira desmente suspeita de anorexia

2014 às 00h15
Vice-campeã Narumi Kataiama diz que sempre foi magra e é uma pessoa saudável
Fabiana Grillo, do R7*
Narumi Kataiama desmente anorexiaEduardo Enomoto/R7
Com 1,53 e 33 kg, a vice-campeã do concurso Barbie humana brasileira, Narumi Kataiama, 19 anos, parece ter anorexia, mas garante ser uma pessoa saudável. Mesmo exibindo um corpo extremamente magro, a jovem atribui a “falta de gordura” à genética.
— Sempre fui magrinha, desde pequena. Por conta disso, minha mãe ficou preocupada e me levou ao endocrinologista, mas ele disse que meu físico veio da genética. Além disso, sou de origem japonesa e não tenho tendência a engordar.
Com a menor cintura já confirmada no mundo das bonecas humanas, Narumi está muito abaixo do peso, segundo seu IMC (Índice de Massa Corporal). O normal para sua altura e peso seria o IMC ficar entre 18,5 e 24,9, mas seu índice é 14.
Anorexia faz jovens viverem pesadelo e pode levar à morte
Narumi conta que aos 14 anos chegou a pesar 24 kg e que já investiu tempo na academia para tentar ganhar uns quilinhos extras, mas o projeto não foi bem-sucedido.
— Ganhava dois quilos e quando parava a academia perdia tudo. Tentei tomar suplemento de proteína, mas também não adiantou. Então, resolvi me aceitar do jeito que sou e fazer atividade física apenas para me manter uma pessoa saudável e não ser sedentária.
No quesito alimentação, a vice-campeã garante ter um cardápio bem variado, sem abrir mão de doces e fast food.
— Meu prato preferido é batata frita. Se pudesse comeria todos os dias.


Segundo ela, o segredo da boa forma é comer a cada três ou quatro horas.
Sem querer revelar o peso, a barbie campeã, Lindsay Woods, 19 anos, conta que chegou a perder 12 quilos em seis meses.
— Nem sempre fui magra e aos 14 anos achei que precisava perder peso. Minha mãe ficou preocupada porque emagreci muito rápido e até pensou em anorexia.
Lindsay admite não ser fã de atividade física, mas garante estar satisfeita com o corpo.
— Não sou nenhuma obcecada por ser magra. Se pudesse, só mudaria meu nariz, porque ele é um pouco torto.
Sinais de anorexia
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar que se caracteriza pela perda excessiva de peso decorrente da falta de comida. De acordo com o endocrinologista e nutrólogo, João César Castro Soares, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a doença é mais comum em adolescentes do sexo feminino.
— A cada dia a anorexia se manifesta de forma mais precoce nas meninas, especialmente pelo padrão de beleza veiculado na mídia. Além disso, a internet também tem muitos sites de apologia ao distúrbio, o que é muito preocupante.
Para identificar o problema, o médico diz que é importante os pais observarem se o filho está perdendo peso muito rápido, recusa-se a fazer as refeições com a família, está mais isolado ou até mesmo provoca o vômito.
— Alguns quadros de anorexia podem vir associados com bulimia, que é a indução do vômito. Outras adolescentes também recorrem ao uso de laxantes e diuréticos para emagrecer.
Segundo Soares, a anorexia tem cura e o tratamento é multidisciplinar, com acompanhamento de psiquiatra, endocrinologista e nutricionista.
— Se não tratada adequadamente, a anorexia pode evoluir para um quadro de desnutrição que associado à baixa resistência do organismo leva a morte. Quase 10% dos pacientes com este transtorno alimentar morrem.
*Colaborou: Luiz Guilherme Sanfins, estagiário do R7
http://noticias.r7.com/saude/com-33-kg-barbie-humana-brasileira-desmente-suspeita-de-anorexia-11022014

Dançarina norte-americana que já fez mais de 200 cirurgias plásticas fica com movimentos limitados


A primeira operação de Monique Allen, de 58 anos, foi aos 22 para mudança de sexo. Hoje ela já teve todas as partes de seu corpo modificadas e se considera uma viciada em cirurgias plásticas

                          
MONIQUE JÁ TEVE TODAS AS PARTES DO CORPO MODIFICADAS (Foto: Reprodução)
Monique Allen, de 58 anos, mora em Orange Country, na Califórnia, e desde criança já sabia o que era. Nascida em uma família tradicional, a dançarina, que nasceu como um menino, revelou para seus pais, aos 12 anos de idade, que se sentia uma garota. Aos 22, ela passou pela primeira cirurgia para mudança de sexo. "Cresci em uma família de classe média: mãe, pai, irmã, cachorros... com três anos eu já sabia quem era. Não sabia que existia um nome ou uma cirurgia para isso, mas tinha certeza de que era uma menina", contou Monique ao jornal britânico "Daily Mail".
Após a primeira mudança, ela queria mais. "Cirurgia nunca me assustou. Depois da mudança de sexo me senti completa. Comecei minha vida novamente." A vontade de outras mudanças começou quando passou a frequentar festas em Hollywood. "Estava saindo com pessoas como eu. Nunca soube que tinham mais pessoas assim. Eu ia a boates e via outras garotas que fizeram ciurgias e pensei: 'bem, posso fazer uma plástica no nariz porque ele sempre foi pequeno e queria que fosse maior."
Com 28 anos, Monique já estava viciada nas cirurgias plásticas. "Sou engraçada, extrovertida e amo ser glamourosa. Tenho duas cirurgias nas pálpebras, uma para abrir os olhos, já passei por mais de 20 no nariz, coloquei preenchimento nos lábios 20 vezes, removi o silicone nos seios de oito a 12 vezes, oito cirurgias nas mamas e nas nádegas e fiz reescultura nas mamas quatro vezes", revelou a dançarina ao jornal britânico. No total, as intervenções cirúrgicas custaram mais de 500 mil reais.
A DANÇARIA TEM MAIS DE 200 OPERAÇÕES  (Foto: Reprodução)
Tudo isso já trouxe várias consequências para ela, que passa por sérios problemas de saúde. "É como quando você toma sua primeira bebida, às vezes bebe duas ou três e está satisfeita, mas um alcoólatra não consegue parar. Quando terminava uma cirurgia, já estava pensando na outra", disse.
"Tenho muitas marcas e cicatrizes das cirurgias", afirma. Monique conta que precisou remover uma parte do silicone no rosto e cortaram alguns de seus músculos, fazendo que uma parte da face caísse. "Fiquei com esse lado torto por um ano. Foi um ponto baixo na minha vida e quero esquecer."
saiba mais

A dançarina estima que tem cerca de 12 litros de silicone no corpo. Entre as consequências sérias das cirurgias, a americana teve seus movimentos limitados e foi forçada a parar de dançar. Uma parte do silicone injetado nas nádegas vazou para as pernas, dificultando sua mobilidade. "Tive sérios problemas com as minhas pernas. O silicone vazou e por isso sou considerada uma pessoa com problemas de locomoção". Apesar de tudo isso, Monique pretende se submeter a mais cirurgias plásticas. "Ainda faço. Uma vez viciada, sempre viciada. Poderia ir amanhã ao médido e pedir para ele fazer uma...amo", afirmou ao "Daily Mail".

Homem gasta fortuna para ficar parecido com o diabo



Inglês já gastou mais de 40 mil reais em modificação corporal Algumas pessoas gastam muito dinheiro com cirurgias plásticas para...
por Jarbas Aragão


Inglês já gastou mais de 40 mil reais em modificação corporal
Algumas pessoas gastam muito dinheiro com cirurgias plásticas para ficar mais bonitas ou para corrigir alguma imperfeição em seu corpo. Há quem peça aos médicos para alterar seus traços desejando ficar mais parecido com alguma celebridade.
Contudo, um inglês de 43 anos se tornou uma espécie de “sensação” na Inglaterra nos últimos dias por causa de suas cirurgias. Atendendo hoje pelo nome de Diablo Delenfer, o ex-segurança Gavin Paslow, esteve em um popular programa de TV para contar como gastou mais de 10.000 libras (cerca de 40 mil reais) em cirurgias para ficar parecido com o Diabo.
Ele inciou sua difícil jornada em 2007, colocando primeiramente chifres, na verdade implantes de teflon. Depois, foram alterações nos dentes para ficarem parecendo presas, seguido da bifurcação da língua.
homem diabo
Aos poucos foi cobrindo o rosto e parte do corpo com tatuagens e deixou as orelhas pontudas. A parte mais arriscada de sua transformação foi a recente tatuagem nos olhos. um procedimento que poderia lhe deixar cego, caso a córnea fosse perfurada. Segundo ele, todo esse esforço valeu a pena. Mas não foi isento de dor, pois pela lei do Reino Unido, os procedimentos de modificação corporal devem ser realizados sem anestesia.
Apesar de sua aparência assustadora, ele diz que sua motivação nada a ver com suas inclinações religiosas. “Eu sou uma curiosidade humana. A modificação do corpo é a jornada da minha vida. É um pouco estranho, um pouco excêntrico, mas eu sou assim. Escolhi me tornar o Homem Diabo, porque tudo o mais já tinha sido feito. Eu não sou satanista, é apenas para minha diversão”.
Ele faz apresentações onde se autodescreve como “artista da modificação do corpo”. Mas engana-se quem pensa que ele está satisfeito. Diablo já anunciou que implantará parafusos em seu crânio numa uma tentativa de criar um moicano de metal. Além disso, estuda maneiras de implantar uma cauda orgânica.
homem diabo 2


http://noticias.gospelprime.com.br/homem-vira-diabo-delenfer/

Espanholas registram corpo em cartório contra nova lei do aborto

14 de Fevereiro de 2014 - 18h06         


Cerca de 200 espanholas protestaram de uma forma inusitada contra a nova lei anti aborto que pode ser aprovada no país: elas registraram em cartório pedido de propriedade sobre o próprio corpo.




As mulheres estão fartas de que todo mundo decida sobre o corpo feminino, dizem ativistas| Foto: Divulgação

O ato ocorreu, no último dia 5, em cartórios de seis cidades espanholas: Madri, Barcelona, Bilbao, Sevilha, Pamplona e Pontevedra. Nas duas primeiras, os cartórios aceitaram os pedidos e já estão fazendo os trâmites necessários.


Segundo a ativista Yolanda Domíngues, o ato foi pensado para mostrar que as mulheres estão "fartas de que todo mundo decida sobre o corpo feminino".

"Foi uma maneira de reivindicar o direito de decidir sobre nosso corpo. Já que nos tratam como objetos, queremos reforçar que 'meu corpo é minha propriedade'", explicou a ativista.Yolanda também afirmou que mulheres do mundo todo, inclusive do Brasil, se mostraram animadas em realizar ações parecidas

O premiê Mariano Rajoy apresentou o projeto anti aborto no final do ano passado. Nele, o aborto só será considerado legal na Espanha se for fruto de um estupro ou se houver risco de morte para a mãe ou para o fato. A lei vigente hoje, de 1985, considerada uma das mais avançadas da Europa, permite o aborto até a 14ª semana de gravidez sem nenhuma restrição.

Nesta terça-feira (11) o PSOE, partido de esquerda espanhol, tentou retirar o projeto da pauta do Congresso, mas acabou sendo derrotado em votação secreta.

Fonte: Brasil de Fato
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=8&id_noticia=235903

Mulheres têm menor taxa de desemprego da história

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC
Ari Paleta/DGABC
O mercado de trabalho acolheu ainda mais as moradoras do Grande ABC. Em 2013, a taxa de desemprego das mulheres da região atingiu menor patamar histórico, com 11,1%. Para se ter noção da importância do percentual, em 2010, por exemplo, o resultado era de 14,4%. Em 2012, 11,9%. E uma das hipóteses para esse cenário é a maior distribuição das empregadas em funções que antes eram vistas, pelos patrões principalmente, exclusivas dos homens.

As informações são da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) do Seade/Dieese. A série histórica teve início em 1999, quando o desemprego da mulher atingiu 24,8%.

Os percentuais são calculados sobre a PEA (População Economicamente Ativa). A PED é uma estatística que ilustra o mercado de trabalho do Grande ABC por meio de questionários aplicados em 600 famílias. Entram no levantamento pessoas com ou sem carteira de trabalho assinada que residem na região. Autônomos também entram na conta. Pela metodologia, é possível estimar que 20% dos entrevistados atuam fora das sete cidades.

SEM PRECONCEITO

A PED não apresenta dados aprofundados sobre as informações das mulheres no mercado do trabalho em 2013, mas revela que houve redução na taxa de ocupação das empregadas domésticas, por exemplo, que pode sinalizar migração para outros segmentos.

Na avaliação do técnico da Fundação Seade e coordenador da PED, Alexandre Loloian, esse pode ser um dos movimentos que explicam a redução do desemprego feminino. “O emprego doméstico é 97% composto por mulheres.” A taxa de ocupação das empregadas domésticas passou de 5,4%, em 2012, para 4,8%, em 2013. E no mesmo período, indicou o especialista, três setores tiveram incremento e podem ter dado espaço a essas profissionais.

No caso das empresas de transporte, armazenagem e correio, o índice de ocupação passou de 5,8% (2012) para 6,2% (2013). Já os negócios de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas elevaram o número de ocupados de 16,3% para 17,4%. Por fim, a indústria de transformação, que tem como histórico mais mão de obra masculina, pontua Loloian, passou de 26,1% para 26,2%.

“O avanço da tecnologia de alguma forma rompe o limite da força física como um predicado indispensável. Isso significa que uma mulher pode trabalhar em armazenamento, operando um empilhadeira tranquilamente, ou mesmo em outras funções que antes exigiam mais esforço”, avalia Loloian.

A metalúrgica Luziane Maria Dantas, 46 anos, é exemplo de que o serviço, que antes era considerado pesado e ainda tem a maioria formada por força masculina, pode ser feito por uma mulher. Moradora de Santo André, ela atua como operadora de máquinas na Panex, em São Bernardo, há 19 anos.

“Gosto muito do serviço que eu faço. E tem algumas funções, como a operação de prensa, que as mulheres podem assumir tranquilamente”, avalia. Ela afirma ainda que não há preconceito dos colegas de trabalho, pois todos convivem muito bem.

Loloian cita ainda o resultado de desemprego dos cônjuges, que também está em seu menor patamar histórico, de 8,3%. “E 60% são mulheres.” Ele acrescenta ainda que historicamente a distribuição de proporção das mulheres e dos homens era de, respectivamente, 55% e 45%. “Pela primeira vez passou para 51% e 49%.”
http://www.dgabc.com.br/Noticia/510810/mulheres-tem-menor-taxa-de-desemprego-da-historia-na-regiao?referencia=destaque-titulo-editoria

Mulher é nomeada a primeira chefe de redação da história da Arábia Saudita

Atualizado: 17/02/2014 10:54 | Por EFE Brasil, EFE Multimedia




Mulher é nomeada a primeira chefe de redação da história da Arábia Saudita
Mulher é nomeada a primeira chefe de redação da história da Arábia Saudita
Riad, 17 fev (EFE).- A jornalista Sumaya al Yabarti foi nomeada chefe de redação do 'Saudi Gazette', sendo a primeira mulher a ocupar esse tipo de cargo em um jornal em toda a Arábia Saudita, anunciou nesta segunda-feira a empresa.
O jornal anglófono esclareceu que Yabarti foi promovida do cargo de assistente de redação do jornal, ao qual chegou em 2011 após 10 anos no concorrente 'Arab News', também em inglês.
Yabarti disse esperar que a nomeação 'abra as portas para suas colegas no mundo profissional' e acrescentou, em declaração a seu veículo, que, por ser mulher, sua responsabilidade como chefe de redação 'será dupla'.
Seu antecessor, Khaled al Maíma, disse se sentir 'orgulhoso de deixar seu cargo para uma mulher jornalista', e expressou sua esperança de que as nomeações de mulheres sauditas em postos monopolizados pelos homens se tornem algo normal.
Maíma acrescentou que não é uma questão de gênero, mas das qualidades de Sumaya, que lhe deram essa oportunidade.
Apesar de que várias mulheres sauditas já ocuparam postos de liderança em periódicos e revistas do país, Yabarti é a primeira chefe de redação do país, informa o 'Saudi Gazette'.
Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2010, todos os direitos reservados
http://noticias.br.msn.com/economia/story.aspx?cp-documentid=262280857

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mudança em lei no Afeganistão impede que mulheres acusem homens de abusos sexuais





Alteração no código penal é considerada um retrocesso no combate à violência em um país onde matar pela honra é normal
afeganistao

Uma mudança no código de processo criminal do Afeganistão vai proibir que qualquer mulher deponha contra um parente que tenha abusado sexualmente dela. É um retrocesso ao progresso lento de combate à violência no país.
A alteração na lei, já aprovada pelo parlamento, aguarda apenas a assinatura do presidente do país, Hamid Karzai. Essa mudança é um ato de silêncio contra as vítimas. "O que está acontecendo é uma farsa", afirma Manizha Naderi , diretora do grupo Women for Afghan Women (em tradução livre, "Mulheres pelas Mulheres Afegãs", em entrevista ao jornal britânico "The Guardian". " Isso fará com que seja impossível julgar casos de violência contra as mulheres... As pessoas mais vulneráveis não vão conseguir."
De acordo com a nova lei, casos com o de Sahar Gul, de 15 anos, que ficou acorrentada pelos sogros em um porão, passando fome, sofrendo agressões e queimaduras porque se recusou a se prostituir, não poderão mais ser registrados no Ministério Público. Os assassinatos por pais e irmãos que não concordem com o comportamento da mulher, o casamento forçado ou a venda de meninas, serão quase impossíveis de punir.
Fonte: Marie Claire
http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questoes-de-genero/265-generos-em-noticias/23216-mudanca-em-lei-no-afeganistao-impede-que-mulheres-acusem-homens-de-abusos-sexuais

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A imagem da executiva muito além do tailleur


Diretora do Facebook se une à Getty Images para desafiar estereótipos relativos à mulher  


10 de fevereiro de 2014 | 21h 29

  
Getty Images aposta em imagens de mulheres mais jovens e modernas em situações de trabalho Getty Images     
Claire Cain Miller - The New York Times


SAN FRANCISCO - Há a mulher de negócios, de tailleur e óculos, carregando uma maleta. E também a mãe, sorrindo enquanto coloca leite no prato de cereais das crianças na mesa do café da manhã. E depois temos aquela mulher faz-tudo, segurando um laptop com uma mão e o bebê com a outra.
Essas imagens de bancos de imagens são conhecidas de qualquer pessoa que vê um anúncio ou folheia uma revista ilustrando mulheres que trabalham e famílias. E a sua onipresença prejudica jovens e mulheres, pois alimentam estereótipos ultrapassados, diz Sheryl Sandberg, executiva do Facebook que se tornou uma defensora das mulheres que chegam a postos de liderança.
Para tentar solucionar o problema, a organização não lucrativa de Sheryl, LeanIn.org, anunciou uma parceria com a Getty Images, uma das maiores provedoras de fotos pertencentes ao seu banco de imagens, para oferecer uma coleção especial de fotos representando mulheres e famílias de maneira mais afirmativa.
"Quando vemos imagens de mulheres, garotas e homens, com frequência elas se inserem em estereótipos que estamos tentando superar e você não pode ser o que não pode ver", disse Sheryl em uma entrevista.
A nova coleção de fotos traz mulheres profissionais, como médicas, pintoras, padeiras, soldados. E ainda garotas em skates, mulheres levantando peso e pais trocando as fraldas do bebê. Mulheres nos escritórios com trajes e cortes de cabelo contemporâneos, usando tablets ou smartphones - muito distinto das típicas fotos em bancos de imagens de mulheres dos anos 80 usando tailleurs e com uma maleta.
A parceria foi selada durante uma nova discussão no plano nacional sobre mulheres e trabalho, estimulada pelo sucesso do livro de Sheryl Sandberg, Lean In: Women, Work and the Will to Lead, e a possível campanha presidencial de Hillary Clinton. Sua mensagem tem potencial para atingir uma vasta camada da sociedade, por meio dos 2,4 milhões de clientes da Getty Images que utilizam sua coleção de 150 milhões de imagens.
E existe um apetite para as imagens. Os três termos mais buscados no banco de imagens da Getty são: "mulheres", "empresa" e "família".
"Uma das maneiras mais rápidas de conseguir que as pessoas pensem de modo diferente sobre alguma coisa é mudar o seu visual", disse Cindy Gallop, que dirige a filial nos Estados Unidos da agência de publicidade Bartle Bogle Hegarty. "O que ocorre com estas imagens é que elas atuam no nível do inconsciente para reforçar o que se acha que as pessoas deveriam parecer".
A parceria foi uma maneira da Lean In ampliar seu escopo depois de críticas de que os conselhos de Sheryl Sandberg são relevantes apenas para mulheres do mundo corporativo americano.
O grupo da Getty e da Lean In, liderado por Pam Grossman, diretor de pesquisa da Getty, responsável pelo acompanhamento das tendências visuais e demográficas, escolheu 2.500 imagens. E um quarto destas fotos são novas no arquivo da agência.
Quando os assinantes da Getty, como as agências de criação e as empresas de mídia, realizarem uma busca por termos relevantes, verão estas imagens ao lado das habituais, ou podem buscar especificamente a coleção Lean In da Getty.
A iniciativa é especialmente importante neste momento, disse Jonathan Klein, cofundador e diretor executivo da Getty, diante da explosão da comunicação baseada em imagens com as câmeras dos smartphones e aplicativos como Pinterest e Instagram.
"A imagem tornou-se o meio de comunicação desta geração e isso significa que a maneira como as pessoas são retratadas visualmente terá muito mais influência na maneira como são vistas e percebidas".
A Getty já havia adicionado novos tipos de imagens à sua coleção refletindo as mudanças na sociedade. Por exemplo, acrescentou ao seu banco de dados fotos de pessoas mais idosas praticando atividades físicas. Mas esta é a primeira vez que a Getty cria uma coleção em conjunto com uma organização não lucrativa e divide a receita obtida com a autorização de uso das suas fotos. O equivalente a 10% da receita obtida com as fotos irá para a LeanIn.org.
A maneira como a mídia retrata visualmente as mulheres em cargos de liderança é um assunto que periodicamente vem à tona.
No mês passado, por exemplo, um artigo de capa da revista Time sobre Hillary Clinton mostrou um salto alto pisando sobre um homem baixinho. O artigo de capa da Atlantic em 2012 sobre mulheres que trabalham, escrito por Anne-Marie Slaughter, era ilustrado por uma mulher com uma maleta e um bebê saindo dela.
O estereótipo feminino nos bancos de imagens também se tornou um meme na Internet, inspirando paródias como "Feminism, according to Stock Photography" (que mostra mulheres em terninhos, subindo escadas e usando luvas de boxe) e "Women Laughing Alone With Salad" (mulheres rindo à toa com a salada).
A coleção Lean In da Getty tem potencial para começar seus próprios memes (mulheres usando tablets perto de janelas à noite, por exemplo).
Mas ela mostra um grupo mais diversificado de pessoas, incluindo aquelas de idades, raças e corpos diferentes. "No Facebook, penso no papel do marketing em tudo isto, porque o marketing não só reflete como reforça os estereótipos", disse Sheryl. "Vamos nos associar a favor ou contra o sexismo?" /Tradução de Terezinha Martino
fonte: http://www.newsbox.com.br/noticias/negocios/a-imagem-da-executiva-muito-alem-do-tailleurdiretora-do-facebook-se-une-a-getty-images-para-desafiar-estereotipos-relativos-a-mulher-foto-getty-images/

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Mulher que chegou aos 24 kg luta contra anorexia: 'já me sinto bonita'


Aline Alves, de 34 anos, está há quatro meses internada e luta para recuperar o peso e poder voltar para casa


  • Direto de Bauru
 
Foram quatro meses no hospital e a ex-gerente de restaurante Aline Alves da Silveira Souza, 34 anos, que mora em Bauru, no interior de São Paulo, viu sua vida mudar radicalmente. Ela sofre de anorexia nervosa e está internada no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, onde faz tratamento contra a doença. No período mais crítico do distúrbio alimentar, ela chegou a pesar 24 kg e a família entrou em desespero. Entre os únicos alimentos ingeridos por Aline na época estavam mamão, biscoito, água e isotônico. Por intermédio da filha de uma prima, o caso chegou ao conhecimento de uma médica psiquiatra, que solicitou internação com urgência. 

A imagem da mulher magra e com os ossos já muito visíveis chocou a psiquiatra que prestou os primeiros atendimentos e conseguiu um leito de internação na Santa Casa de Piratininga, município vizinho a Bauru, onde dá plantões. Porém, Aline precisaria de atendimento especializado e a família buscou o auxílio da imprensa. A vaga para internação no HC-SP surgiu dias depois. Hoje, a ex-gerente de restaurante está superando as dificuldades do tratamento contra a anorexia e já voltou a comer normalmente. No cardápio, estão frutas, verduras, legumes e carnes. Ela conta que se alimenta a cada três horas e que está próximo do peso considerado ideal para uma pessoa com 1,56 m de altura.


​“Eu posso comer de tudo, só que em pouca quantidade. Nada muito forte, como uma feijoada ou empadão, que eu gosto muito. Nada que vá pesar no meu estômago”, conta Aline. A alta médica deve acontecer em breve. A estimativa é que Aline saia do hospital em fevereiro, assim que alcançar a meta estipulada pelos médicos, que é de 45 kg. Depois dessa fase, ela terá acompanhamento ambulatorial uma vez por semana. 

Para quem sofre de anorexia, ganhar peso é motivo de ansiedade e pode agravar os sintomas. Por isso, a mãe dela, Terezinha Alves da Silveira Costa, diz que a família não sabe o atual peso de Aline e foi orientada pelos médicos a monitorá-la, evitando que ela consiga essa informação. “É uma regra do tratamento, para o paciente não ficar sabendo de jeito nenhum o peso que está para que não tenha nenhuma recaída”, explica Terezinha.

“Tem dias que parece que eu estou gorda, que a minha barriga está imensa. E nesses dias preciso ter muito cuidado. Só que eu aprendi alguns métodos, eu converso com alguém, eu coloco para fora de alguma maneira esse sentimento”, diz. Por conta dos bons resultados obtidos, Aline recebeu o aval dos médicos para passar o réveillon com a família em Bauru. Ela também tem autorização para ficar alguns finais de semana com eles e até a autoestima já foi resgatada. Antes ela preferia esconder o rosto, hoje não mais. “Já me sinto bonita. Tenho vontade de me arrumar, coisa que eu não fazia. Não tinha vaidade nenhuma”, comemora ela.

Com a guinada que deu nos últimos meses em sua vida, Aline está cheia de planos. Entre eles, está estudar e quem sabe até abrir um negócio próprio. “Não vejo a hora de voltar pra casa, ficar com a minha filha. Não vejo a hora de esse pesadelo acabar. Eu falo pesadelo porque foi muito ruim. Não vejo a hora de tudo acabar para eu poder tocar a minha vida. Quero voltar a estudar, trabalhar com o que eu gosto, que é gastronomia, e quem sabe até ter o meu próprio restaurante”, disse, entusiasmada. “A única recompensa que eu quero dela é a cura. É a cabeça dela boa, porque o resto eu corro atrás”, concluiu a mãe.

Exemplo
Com a repercussão do caso na imprensa, Aline virou exemplo de superação para mulheres que enfrentam o mesmo problema. Quando a família ainda procurava uma vaga de internação para o tratamento e Aline estava internada na Santa Casa de Piratininga, o caso foi exibido pela Rede Record, em reportagem do programa Hoje em Dia. Na ocasião, ela foi convidada a conhecer o estúdio da atração matinal assim que se recuperasse. Aline prometeu se esforçar.

Na última quinta-feira (23), dia do aniversário de Terezinha, a jovem conseguiu um dia de “folga” do hospital para aproveitar a companhia da mãe. As duas cumpriram a promessa de Aline e participaram ao vivo do programa nos estúdios da emissora na Barra Funda, em São Paulo. Ela pôde enfim conhecer o ídolo, o apresentador Edu Guedes. “Foi um sonho realizado, estou muito feliz. Me deu força para continuar. E eu vou ter meu restaurante e ele vai lá comer comigo (risos)”, brinca Aline que até cozinhou com o apresentador. 

“Ela está ajudando muita gente no hospital. Tenho certeza que tem muita gente lá que está passando pelo mesmo problema que ela. E a Aline diz que o sonho dela também é ajudar as outras pessoas, que possam se espelhar nela e conseguir reverter essa situação”, incentivou Edu Guedes durante o programa.

Aline adianta que pretende dar palestras para homens e mulheres que têm a mesma doença que ela. Teresinha, que precisou largar toda a sua vida no Rio de Janeiro para cuidar da filha, conta que também estará disponível para ajudar os pais de jovens que sofrem desse distúrbio. “Conheço como ninguém os sintomas e posso ajudar as pessoas a enfrentarem esse problema”, completa. 

UM POUCO DE SAÚDE NO MUNDO DA MAGREZA . HISTORIAS COMO ESSA SÃO CONSTANTES NA MIDIA. PARA QUEM ESTUDA ESTE ASSUNTO HÁ 10 ANOS, ESSE COTIDIANO FAZ PARTE DO CONTEXTO SOCIAL. COMO A POBREZA, A VIOLENCIA E OUTRAS MAZELAS SOCIAIS.  PRECISAMOS ACORDAR E ALERTA NOSSAS MENINAS
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ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...