quarta-feira, 27 de abril de 2011

O vinho e as mulheres

Publicado em 26.04.2011, às 11h38
Por Amanda Loyo



Nicole-Barbe Ponsardin, conhecida como a viúva Cliquot, foi uma das responsáveis pela melhoria e divulgação do Champagne
Estou abrindo uma “brecha” na série de vinhos americanos para falar sobre o interesse das mulheres pelo mundo dos vinhos, um universo conhecidamente masculino.
Realmente, as mulheres têm se interessado não apenas em degustar o vinho, como também em aprender sobre este mundo tão rico em cultura, história e, claro, detalhes. A prova disto foi o curso que ministrei, em março, no Club du Vin, em homenagem a elas. Foram duas turmas e não deu para quem quis! O interesse das mulheres foi tanto que despertou até a curiosidade da imprensa, com a TV Jornal e a Globo preparando matérias sobre o assunto.
E as perguntas que me fizeram foram: Por que as mulheres estão se interessando tanto pelos vinhos? Quais são os vinhos que mais agradam as mulheres? E muitas outras.

E quais são os vinhos que mais agradam as mulheres? Vários! Depende muito do estilo de cada uma
Bom, não é de hoje que temos mulheres inseridas neste mundo masculino. Uma das grandes responsáveis pela melhoria e pela divulgação do Champagne, no mundo inteiro, foi Nicole-Barbe Ponsardin, conhecida como a viúva Cliquot, uma grande mulher que fez história no século 19 e continua fazendo até hoje.
Outras mulheres fazem história, como Jancis Robinson, uma das maiores autoridades no mundo do vinho, atualmente. Master of Wine , crítica de vinhos, escritora (livros, sites, revistas)... estas são apenas algumas de suas façanhas.
Filipa Pato e Susana Balbo são exemplos de renomadas enólogas, responsáveis pela elaboração de grandes vinhos, em Portugal e na Argentina, respectivamente. Um dos grandes vinhos chilenos, o Clos Apalta (eleito o melhor vinho de 2008 pela Wine Spectator), é elaborarado também por uma mulher, Andrea León. Aliás, todo o time de enólogos da Casa Lapostolle é formado de mulheres.
Eu, Amanda Loyo, não deixo de ser um exemplo de mulheres adentrando o mundo dos vinhos, levando conhecimento e incentivo a várias pessoas, homens e mulheres. Outras sommeliers que atuam aqui e em outras partes do Brasil são Fabiana Gonçalves (autora do blog Escrivinhos), com quem já tive oportunidade de degustar várias taças de vinhos; Lis Cereja, que comanda a loja (e bistrô) de vinhos Saint VinSaint e autora do livro “Superdicas para entender de vinho” e com quem tive uma boa conversa logo que voltei para o Brasil; e Alexandra Corvo, que comanda a Escola de Vinho “Ciclo das Vinhas” e colunista da Contigo (já assinou também a coluna online da Veja São Paulo); dentre outras inúmeras e talentosas mulheres que estão espalhadas no Brasil e mundo afora fazendo com que as pessoas tenham acesso a bons vinhos e que possam, cada vez mais, aprender e entender sobre este mundo cheio de nuances, mistérios e aromas.
Não sei dizer o que fez com que as mulheres passassem a se interessar por um assunto que apenas os homens costumavam falar (e se gabar!). Acho que quisemos nos libertar! Chegar num restaurante e escolher o que queremos beber, entrar numa loja e saber identificar um bom vinho, poder oferecer um jantar e escolher o melhor vinho para acompanhar o cardápio da noite... Uma série de motivos!
E quais são os vinhos que mais agradam as mulheres? Vários! Depende muito do estilo (e do paladar, principalmente) da mulher. Algumas preferem os mais suaves, outras já gostam de vinhos robustos, tânicos, complexos. Entretanto, no geral, as mulheres gostam bastante de espumantes leves e refrescantes; de alguns vinhos brancos como Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling, Chenin Blanc...; e tintos mais macios, como aqueles das uvas Merlot, Carmenère, Grenache, Pinot Noir... Um bom vinho alentejano e, claro, os vinhos com muita intensidade de fruta, como os do Douro, ou um saboroso Malbec argentino, e ainda, um Zinfandel.
Geralmente, os vinhos com muita madeira, muito tanino, ou aromas intensamente herbáceos não agradam tanto o delicado paladar feminino.
Agora, nossos queridos maridos, namorados e amigos já sabem, mais ou menos, o que nos agrada e podem, da próxima vez, escolher um vinho que iremos apreciar tanto quanto eles.
Queria agradecer a todas as mulheres que compareceram ao curso “Mulheres Enófilas” e, claro, às leitoras desta coluna e dizer-lhes que continuem degustando e aprendendo sobre este mundo fascinante, que é o mundo dos vinhos.

Disponivel em: http://ne10.uol.com.br/coluna/enogourmet/noticia/2011/04/26/o-vinho-e-as-mulheres-268402.php acesso em 27 de abril de 2011

Lipoaspiração diminui e levanta o bumbum

Corpo esguio, com pouca gordura e sem esforço. É o que muitas mulheres procuram e encontram através da lipoaspiração. Apesar do método não emagrecer e apenas retirar a gordura localizada, é a segunda intervenção estética mais realizada no Brasil e corresponde a 20% das 457 mil cirurgias para aumentar a beleza realizada no Brasil, segundo dados do Instituto Datafolha.Para quem nasceu com um bumbum um pouco “avantajado” e quer diminuí-lo um pouco, uma alternativa é recorrer à lipoaspiração. Segundo o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, há várias técnicas para a redução dos glúteos, até mesmo para quem está um pouco acima do peso. “Lipoaspirar os culotes é uma maneira de elevar o bumbum, pois os culotes o tracionam para baixo. A pessoa pode fazer um teste em casa, na frente do espelho, é só comprimir os culotes contra as coxas que o bumbum irá subir”, explica.
O cirurgião também aponta outro truque infalível – a lipoaspiração na região acima do bumbum, chamada de região coccígea. Fazendo o procedimento neste local as costas aumentam e o bumbum diminui. “Táticas como esta que fazem as pacientes ficarem satisfeitas, mas é necessário procurar um profissional qualificado e que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica”, alerta.
A vantagem é que a lipo visa à harmonia. “Ela vai diminuir o bumbum conforme as proporções do corpo, tendo excelentes resultados e definindo a silhueta, deixando-a mais harmônica”, ressalta Pacheco. O médico explica que é feita uma demarcação no corpo da paciente, com indicações topográficas e sinais que demonstram as regiões com maior quantidade de gordura. “É utilizada uma caneta especial com uma tinta que não sai com álcool, assim é possível fazer a antissepsia da pele. Como a marcação é feita com a paciente em pé, na hora da cirurgia, quando ela estiver deitada, a gordura vai se deslocar levemente. Mas se o profissional tiver anos de experiência, ele saberá os lugares, os tipos de cânulas e os diâmetros a serem utilizados”, afirma.
Para as cicatrizes ficarem escondidas, a paciente fica de biquíni ou roupa íntima, assim é possível determinar os locais onde os cortes serão feitos. “Este é um detalhe importante para esconder os cortes”, conclui o cirurgião.

Doutor Alderson Luiz Pacheco (CRM-Pr 15715)

Disponivel emhttp:
//www.vistolivre.xpg.com.br/lifestyle/bem-estar/lipoaspiracao-diminui-e-levanta-o-bumbum acesso em 27 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

A verdadeira beleza

MENSAGEM RECEBIDA POR UMA ALUNA:
VALEU PAMELA
Oi Profa, lembrei de vc!! rsrs
Beijos e feliz Páscoa

A verdadeira beleza

Estamos vivendo um tempo em que a beleza física é a grande preocupação. Prolifera o número de academias de ginástica para a malhação, aumenta o número de clínicas de estética.
As artistas são questionadas a respeito dos seus segredos para se manterem belas, jovens e de corpo perfeito.
Observa-se que as adolescentes em especial buscam o mundo da moda, desejam se tornar modelos, não medindo esforços para isso.
Em nome da beleza física, homens e mulheres se submetem aos tratamentos mais diversos, internam-se em clínicas especializadas, passam finais de semana em locais de repouso.
E cada um tem a sua fórmula especial, o seu segredo de beleza: alimentação balanceada, beber muita água, comer frutas e vegetais, tomar sol em horas certas, cremes, massagens, terapias com ervas, banhos, etc.
Uma das grandes atrizes do cinema americano, a belga Audrey Hepburn, que marcou sua presença nas telas vivendo a adolescente espirituosa e sofisticada, quando indagada a respeito, sintetizou em dez itens as suas dicas de beleza.
Primeiro - se desejar lábios atraentes, fale palavras de ternura.
Segundo se pretender ter olhos encantadores, procure ver sempre o lado positivo das pessoas.
Terceiro para uma silhueta esguia, compartilhe a sua comida com aquele que tem fome.
Quarto - para cabelos bonitos, deixe uma criança passar os dedos entre eles uma vez ao dia.
Quinto - para a postura, caminhe com sabedoria, pois você nunca andará só.
Sexto - nunca despreze ninguém. Muito mais do que as coisas, as pessoas devem ser restauradas, revividas, requisitadas, perdoadas.
Sétimo - lembre que se um dia precisar de uma mão amiga, você a encontrará na extremidade de cada um dos seus braços. Na medida em que você for envelhecendo, descobrirá que tem duas mãos - uma para ajudar a você, a outra para ajudar os outros.
Oitavo - a beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, na imagem que ela carrega ou no penteado de seus cabelos.
A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, pois esta é a porta de entrada para o seu coração, o lugar onde o amor reside.
Nono - a beleza de uma mulher não está num tipo de rosto, mas a verdadeira beleza numa mulher está refletida na sua alma, no carinho que ela cuidadosamente dá, na paixão que ela mostra.
E, finalmente, o décimo e último item a beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.
***
A verdadeira beleza reside além da imagem física, que é sempre passageira.
A verdadeira beleza é a do espírito que se irradia pelo semblante, iluminando os olhos, adoçando os gestos, modulando a voz.
A verdadeira beleza resiste ao tempo, ao passar dos anos e se expressa na meiguice do olhar, na serenidade da face, no carinho dos gestos.
A verdadeira beleza é imortal.

Pâmela Yogi da Silva



Noivas encaram cirurgias plásticas para subir ao altar de bem com o corpo

andressa.oestreich@pioneiro.com
Que mulher nunca quis eliminar aquelas gordurinhas localizadas que tanto incomodam, turbinar os seios ou corrigir alguma imperfeição no corpo? Atualmente é difícil encontrar alguém totalmente satisfeito com as suas formas.
Uma pesquisa recente revelou que apenas 8% das mulheres está em paz com o corpo, enquanto o restante acredita que outras pessoas reparam em seus defeitos físicos. E para mudar essa situação, grande parcela delas está recorrendo aos centros de estética.
A preocupação em relação à beleza aumenta quando a mulher está prestes a subir ao altar. Para chegar ao dia do casamento de bem com o corpo, muitas noivas estão encarando o bisturi sem medo. Mas é preciso tomar algumas precauções antes de se submeter a um procedimento cirúrgico.
O cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, alerta que a cirurgia deve ser planejada e feita com antecedência.
— Dependendo do tipo de cirurgia a recuperação é lenta e os resultados finais podem levar até um ano para aparecerem — ressalta.
De acordo com o médico, fazer uma consulta com um profissional especializado para receber a orientação adequada quanto aos procedimentos necessários e os fatores que podem influenciar o pós-operatório é fundamental.

Métodos preferidos
No ranking de cirurgias plásticas escolhidas pelas noivas antes do dia do casamento estão lipoescultura, implante de silicone nos seios e otoplastia, o famoso procedimento que corrige as 'orelhas de abano'.
Segundo o cirurgião Alderson Luiz Pacheco, a lipoescultura é indicada para quem deseja retirar as gorduras do abdômen, coxas, culotes e quadris e injetar em outras partes do corpo. O pós-operatório é de cerca de dois meses e os resultados aparecem a partir do sexto mês após a cirurgia.
Já nos implantes de silicone, deve-se ficar atento aos inchaços do pós-operatório que desaparecem, normalmente, em dois meses. Os resultados podem ser vistos pelo menos seis meses depois do procedimento, mas, conforme explica o médico, as noivas devem ter em mente que após a gravidez o formato dos seis implantados pode mudar, alterando o resultado da cirurgia.
A otoplastia é a cirurgia mais simples. Leva, em média, duas horas e a cicatriz é praticamente invisível. Os resultados também aparecem mais rápido: cerca de 12 semanas depois do procedimento cirúrgico.

http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/almanaque/19,812,3280145,Noivas-encaram-cirurgias-plasticas-para-subir-ao-altar-de-bem-com-o-corpo.html acesso em 24 de abril

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Rio é a capital brasileira com maior número de pessoas acima do peso


 Mais de 50% da população da cidade precisa perder peso
A cidade do Rio de Janeiro, apesar de ser famosa pelo culto ao corpo, é considerada a capital brasileira com o maior número de pessoas acima do peso, quando analisado o percentual de adultos acima dos 18 anos que possuem Índice de Massa Corporal acima de 25kg/m2, de acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde.

A capital fluminense conta com 52,7% da população com sobrepeso, destes 56.5% são do sexo masculino e 49.1% do sexo feminino. Quando considerado o número de obesos, quase 16% dos cariocas estão em condições consideradas críticas.
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/rio-e-a-capital-brasileira-com-maior-numero-de-pessoas-acima-do-peso-20110420.html ACESSO EM 22 DE ABRIL
TANTA PREOCUPAÇÃO COM O CORPO NÃO SIGNIFICA O CONTROLE COM O PESO. APENAS ESTÉTICA

Se fosse real, a Barbie seria anoréctica

A Barbie em tamanho real está a ser usada numa campanha de consciencialização contra a anorexia e outros distúrbios alimentares.
Maria João Serra
destak@destak.pt

A ideia foi de Galia Slayen, uma norte-americana que sofreu anorexia nos tempos de escola e decidiu ampliar a Barbie para os 1, 80 metros de altura, mas mantendo as suas proporções. O resultado foi uma boneca anoréctica.
Mantendo as proporções originais, a Barbie fica com 46 cm de cintura, 99 cm de busto, 84cm de quadril e um peso que não ultrapassa os 50 kg.
Diz a jovem que as crianças são bastante influenciadas pela ditatura da magreza, muito influenciada por modelos como a Barbie, já que tem sido um ícone de formas e de beleza ao longos dos anos.

Mas a Mattel, marca fabricante das bonecas, parece não concordar com a afirmação, e já enviou um e-mail a Galia dizendo que a boneca “nunca foi modelada nas proporções de uma pessoa real”. “Hoje em dia as meninas são influenciadas por muita coisa em muitos locais, é fundamental que os pais sejam responsáveis", acrescentou.

Disponivel em: http://www.destak.pt/artigo/93261-se-fosse-real-a-barbie-seria-anorectica acesso 22 de abril

Alemanha - Inédito: Uma muçulmana na capa da Playboy


Pela primeira vez na história da publicação, uma mulher muçulmana posou nua para a Playboy - na sua versão alemã, que chegou ontem, quarta-feira, às bancas.
Pela primeira vez na história da publicação, uma mulher muçulmana posou nua para a Playboy - na sua versão alemã, que chegou ontem, quarta-feira, às bancas.
Sila Sahin, de 25 anos, natural da Turquia. assume a decisão de se despir para a famosa publicação como uma forma de reagir à repressão que sofreu durante a infância. "Queria sentir-me livre", diz a jovem que aparece em 12 páginas da edição alemã da Playboy.

A reacção da família é que foi péssima: considerando que o acto é uma ofensa à sua religião, todos os familiares cortaram totalmente relações com a jovem modelo. "Só espero que um dia os meus pais voltem a falar comigo", confessa Sila. Mas não se mostra arrependida - e diz sentir-se como "uma Che Guevara a lutar pela liberdade de escolha".

DEISPONIVEL http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1835442&seccao=Europa ACESSO EM 22 DE ABRIL
O MUNDO GLOBOLIZADO, COM SEUS CORPOS EM TRANSITO

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Que beleza. O Brasil movimenta R$50 bilhoes em Beleza por ano


O Brasil já é um dos países que mais gastam com produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, serviços de spas e de cirurgias plásticas. No total, o chamado mercado da vaidade já movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano Por Carlos Eduardo Vali
Toda mulher pode ser bonita. Bastam 15 minutos diários e US$ 5 ao ano em creme facial.” A afirmação, creditada à pioneira da indústria da beleza Helena Rubinstein, em 1902, necessita de uma série de adaptações mais de 100 anos depois. Os US$ 5 anuais se transformaram em muito mais dinheiro – em 2009, por exemplo, o consumo per capita dos brasileiros com produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos chegou a US$ 146,6, segundo a empresa de pesquisas britânica Euromonitor. A expectativa é de que, até 2013, atinja US$ 178. Já os 15 minutos diários dedicados à beleza se transformaram em muito mais tempo. Afinal, a preocupação vai além dos cremes de rosto. Horas e horas são dedicadas à aplicação de produtos de beleza, às visitas às academias de ginásticas, salões de beleza, clínicas e spas.
E isso não é uma exclusividade das mulheres. Cada vez mais homens, jovens e até mesmo crianças consomem produtos e tratamentos estéticos. “Há dez anos, eu praticamente não tinha clientes homens”, afirma o cirurgião plástico Alexandre Senra. “Hoje, eles representam quase 30% do meu público e muitos são executivos de bancos.” Tanto que o mercado brasileiro de produtos e serviços de beleza já movimenta mais de R$ 50 bilhões anualmente.
Com isso, o Brasil alçou-se ao posto de terceiro maior mercado global de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, tendo comprado R$ 27,5 bilhões em 2010. Está atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão. O País é, ainda, o vice-campeão mundial em cirurgias plásticas estéticas e reparadoras, cerca de 1,9 mil por dia. Os americanos, líderes nessa área, realizam o dobro.
As explicações para que o brasileiro consuma tantos produtos de higiene são sociológicas. “O clima tropical e a herança indígena justificam o fato de tomarmos mais de um banho por dia”, afirma José Vicente Marino, vice-presidente de negócios da fabricante de cosméticos Natura. Outra razão está na história recente, como a ampliação, desde a década de 1990, do papel da mulher na sociedade e o forte crescimento econômico dos últimos anos. O mercado vem crescendo por volta de 10%, em média, por ano, desde 2007.

A Natura, por exemplo, mais do que dobrou de tamanho desde 2005, quando faturou R$ 2,3 bilhões. No ano passado, chegou a R$ 4,8 bilhões. Grandes marcas internacionais também experimentaram os benefícios com as preocupações estéticas dos brasileiros. As operações locais da Avon conseguiram o feito de ultrapassar em vendas a matriz americana, tornando-se a número 1 do grupo no mundo. Entre 2006 e 2010, as vendas da Avon aumentaram 70% no Brasil, superando a casa do US$ 1,5 bilhão. No segundo semestre do ano passado, a companhia enfrentou escassez de produtos, pois a demanda chegou a ser três vezes superior à sua média histórica.

Vaidade: os homens já representam 30% dos clientes do cirurgião plástico Alexandre Senra
O crescimento do mercado nacional da vaidade também pode ser sentido nos negócios de spas e de clínicas de beleza. Os primeiros espaços, localizados no interior de alguns Estados de maior poder aquisitivo, como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, começaram a aparecer no País no início da década de 1980. Na última década, os spas foram deixando para trás o bucolismo das pequenas cidades interioranas, tomando de assalto as capitais. “Quando inauguramos nossa primeira unidade, em São Paulo, fomos um dos primeiros spas urbanos”, afirma Gustavo Albanesi, um dos proprietários da rede Buddha Spa e presidente da Associação Brasileira de Clínicas e Spas. Hoje, há mais de mil spas no País. Segundo ele, a maior parte das novas unidades são abertas em grandes cidades, atraindo um público diferente, que não pode se ausentar de seu trabalho e que inclui pessoas com menos de 30 anos. O tratamento por uma hora costuma custar entre R$ 90 e R$ 120, um valor que passou a atrair a classe B.
Assim como os spas, um dos últimos bastiões da beleza em que as classes C e D não adentraram são as cirurgias plásticas. Mas isso não impede de os 4.975 cirurgiões registrados no Brasil cuidarem de um mercado de mais de R$ 600 milhões por ano. “Na década de 1960, as cirurgias eram coisa para reis e rainhas, no rastro da projeção alcançada pelo Ivo Pitanguy”, afirma o cirurgião Senra. “Hoje, são acessíveis a uma faixa mais ampla da população.” As intervenções mais procuradas são para colocação de próteses de mama, lipoaspiração e abdome.

Mas há efeitos colaterais da expansão do mercado brasileiro. O famigerado “apagão de mão de obra” chegou aos salões de beleza, que consomem cerca de um terço de toda a produção da indústria de xampus, condicionadores e esmaltes. O exército de 20 milhões de pessoas que trabalham formalmente na área não é suficiente para suprir a procura.
Há um déficit de 13% de cabeleireiros e de 25% de manicures no País, de acordo com Remy de Sousa, presidente da Associação dos Cabeleireiros Unissex do Brasil. “O maior problema do mercado de cabeleireiros é o alto nível de informalidade”, diz Sousa. “Há 275 mil salões regulares apenas na cidade de São Paulo. Mas esse número deve ser muito maior, principalmente contabilizando a periferia.”

Disponivel em: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/54543_QUE+BELEZA
acesso em 18 de abril
E OS CORPOS VÃO SE RECONSTRUINDO DIARIAMENTE

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cartaz mostra candidata com os seios à mostra

«Dois grandes argumentos», assim era o slogan de campanha, não foram suficientes para que a candidata às eleições municipais de Ciutadella, em Menorca, Espanha, Sole Sánchez, mantivesse nas ruas o seu cartaz de campanha eleitoral em que aparecia com o peito tapado apenas por umas mãos de homem.






Será que em política todos as armas valem? Em Espanha, uma candidata às eleições locais «mostrou» os seus argumentos de peso
A Esquerda de Menorca não gostou e fez queixa ao Instituto da Mulher contra a candidata do Partido Democrático de Ciutadella, com o argumento de que aquele era um «uso sexista» da candidata e, por isso, um atentado contra a dignidade das mulheres.



Ao jornal «20 Minutos», Sola Sánchez contra-argumentou, dizendo que a Esquerda de Menorca «comportou-se de forma infantil» perante a situação, porque «só viu um peito à mostra e não um casal». Os «dois grandes argumentos» de Sánchez acabaram por não ser suficientes e o cartaz teve mesmo de ser retirado e substituído por um inocente outdoor com a imagem de uma urbanização que o partido critica.

ttp://www.tvi24.iol.pt/internacional/espanha-cartaz-candidata-peito-eleicoes-tvi24-/1246613-4073.html

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os 7 pilares da Mulher


Lucy voltou para os bancos da universidade aos 40 anos depois de enfrentar um furacão nos negócios. Fernanda entrou na terapia para alinhar cabeça e coração e resolver o impasse entre carreira e família – ficou com os dois. Silvia trocou um homem casado que era uma fria por um namorado que a faz feliz. Elizete fez dieta, mudou de trabalho e encontrou um novo amor após um divórcio e uma séria crise de idade. Todas elas (as histórias completas você encontra nesta reportagem) derrotaram a baixa autoestima. Se as mulheres conhecem bem essa guerra, por que algumas voltam das batalhas amarguradas enquanto outras retornam vitoriosas e cheias de aventuras para contar? A resposta é: autoestima. Ela pode sofrer ataques, mas, se for sólida, conseguiremos nos manter em equilíbrio. Apresentamos os sete pilares que sustentam essa força e os conselhos das guerreiras que souberam construí-la ou resgatá-la. Você também pode.



1 Família

Autoestima se aprende em casa. Se os pais (ou os adultos que cumprem essa função) nos amam, respeitam e acolhem nosso modo de ser em vez de nos criticar e desejar que sejamos diferentes, a tendência é crescermos com uma autoimagem positiva. Segundo a psicóloga Heloisa Fleury, coordenadora do Departamento de Psicologia do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, é possível identificar o legado do amor-próprio na mulher que sabe cuidar bem de si mesma, fazendo escolhas voltadas para o seu bemestar. Na visão da especialista, quando as necessidades básicas da criança – alimento, atenção, carinho, educação voltada para o convívio e a possibilidade de se expressar sem medo – não são atendidas, mais tarde podem surgir ansiedade, depressão, sentimentos de desvalia, dificuldade em manter relações. A autoestima fica destruída. Na vida adulta, dá para superar algumas feridas da infância e reconstruir o amor-próprio, mas isso exige empenho e terapia. “A tendência é que as marcas do passado – e as ideias a respeito de si e do mundo – tornem-se ‘verdades’ para o resto da vida”, diz a psicóloga. De todo modo, com o tempo a família de origem deixa de ser a única referência. Amigos, professores, parceiros podem nos incentivar a reconhecer nosso potencial, reformulando velhas crenças. Questione- as sempre. E, se sente falta de alguma aptidão, por que não tentar aprendê-la? Cuidado com a autocrítica exagerada. Seja mais generosa, habitue-se a conversar consigo mesma. Assim, poderá aceitar- se mais em vez de se recriminar.



2 Autoconhecimento

Só quem se conhece bem consegue construir uma autoestima elevada. Mas, afinal, o que é se conhecer bem? É investigar, com coragem, seus defeitos e, sem modéstia, suas qualidades, tornando-se sua melhor amiga. “A partir daí, resta saber aceitar ou tentar minimizar o que não pode ser mudado”, diz a psicodramatista Adelsa Cunha, presidente da Federação Brasileira de Psicodrama. É o que defende também a coach Regina Silva, da consultoria Gyrasser, em São Paulo. “Sem uma noção clara de nosso potencial e limite, ficamos muito vulneráveis às opiniões negativas. Baqueamos diante de conflitos e situações que nos desqualificam”, explica ela. Quebre essa lógica descobrindo estratégias para potencializar os pontos fortes e neutralizar os fracos. Para mapeá-los, tente este exercício: “Anote os comportamentos que a incomodam, verifique o que os provoca e busque formas de desativá-los”, sugere Regina. Por exemplo, se você se boicota adiando coisas importantes e quer mudar isso, verifique com que se distrai nesse momento e quais desculpas utiliza para os atrasos. Marque um prazo curto para realizar determinada tarefa – seja uma atividade do trabalho ou a visita ao dentista. O que importa é criar situações em que fique evidente se você conseguiu ou não atingir as metas determinadas. A cada pequena conquista, a satisfação cresce e a autopercepção aumenta. Aos poucos ganhará clareza sobre suas motivações íntimas, o que vai ajuda- lá a se libertar de comportamentos desfavoráveis e a adotar outros, mais alinhados com seus sonhos.



3 Inteligência

Autoestima também é uma questão de sentir-se capaz. Você a exercita toda vez que diz: “Eu posso”. Faça mentalmente um inventário das suas boas ideias. Vale aquele relatório do trabalho que foi elogiado pelo chefe, a solução que você deu para um conflito familiar ou a capa nova que bolou para o sofá, pois a inteligência se manifesta nas grandes e nas pequenas coisas que fazemos. Sentir-se autônoma é prodigioso. “Se eu acredito que consigo dar conta, avanço, me aventuro mais e inevitavelmente vou aprender novidades, inclusive sobre mim mesma, reforçando o circuito da confiança”, afirma Adelsa Cunha.



A inteligência tem a ver com a capacidade de encontrar saídas para problemas cotidianos. Uma forma de potencializar essa força é observar os efeitos que ela causa ao nosso redor. Acostumadas com os próprios talentos, nem sempre os valorizamos na medida certa. Mas de repente alguém que olha de fora ou que foi beneficiado por uma iniciativa nossa aponta como essa criatividade destravou alguma encrenca do dia a dia ou aliviou as tensões de uma equipe. A inteligência aplicada ao cotidiano é muito produtiva, dá um toque de leveza e otimismo e mantém você com os pés no chão – e isso é importante. Porque quem abusa da autoconfiança pode dar passos maiores do que as pernas ou cair na arrogância. Autoestima é fundamental, mas não pode ser confundida com narcisismo ou egoísmo. Gostar de si combina muito com gostar dos outros, trocar ideias em vez de tentar impor as suas, enfim, usar to dos os dons a favor do bem comum.



4 Beleza

O segredo é aceitar quem você é, cuidar-se com carinho e ter um olhar generoso para seu corpo e sua história. Parece simples, mas para muitas mulheres a aparência é o ponto vulnerável da autoestima. O psicoterapeuta paulista Marco Antonio De Tommaso, que atende as agências de modelo Elite e L’Equipe, perguntou a 140 modelos que notas dariam, de 0 a 10, para seu rosto e corpo. A média foi 7,2 para o rosto e 6,3 para o corpo. “A esmagadora maioria, 92%, faria plástica se pudesse”, conta o psicólogo. Essa insatisfação, segundo ele, resulta de um padrão de beleza imposto por nossa cultura. Tommaso explica que a beleza pode ser definida de três modos: 1. ser bonita, que tem a ver com os traços do biótipo (formato dos olhos, espessura dos lábios, medidas proporcionais etc.), o que depende de genética e sorte; 2. estar bonita, que demanda produção (ginástica, alimentação, roupas, acessórios etc.), e isso exige nosso empenho; 3. sentir-se bonita, que está ligado à autoestima. Esta última é, segundo ele, a mais importante. “Às vezes, achamos uma pessoa linda, mas, conforme conversamos com ela, seu brilho desaparece. O contrário também acontece: aquela mulher que à primeira vista não chama a atenção vai nos cativando e se tornando extremamente atraente quando a conhecemos um pouco mais”, diz Tommaso. O segredo dela? Uma autoestima imbatível. Para conquistar isso, é preciso libertar-se dos padrões e desenvolver sua identidade estética. “Descubra aquilo que a torna única e aprenda a valorizar seus diferenciais”, aconselha o psicólogo.



5 Amigos

Eles confirmam que somos companhias interessantes toda vez que nos chamam para sair. Pelos olhos e comentários dos amigos, lembramos que somos engraçadas, que nosso ombro é valioso... enfim, que somos importantes. Para a psicodramatista Adelsa Cunha, o olhar carinhoso do outro é fundamental para a nossa autoimagem. Quem cultiva essa rede fraterna cria um ambiente propício às trocas afetivas, que fazem florescer o amor-próprio. Sem contar que uma amiga de verdade é um refúgio para as horas de dor, medo, tédio e tudo o que pode abalar nossa fé na vida ou em nós. “A presença solidária dos amigos funciona como um sinal de que merecemos ser amados”, diz Adelsa. Nem sempre nossos confidentes têm respostas para nossos dilemas. “M as o simples fato de oferecerem atenção produz fôlego novo”, afirma a terapeuta Fátima Cardoso, de São Paulo. E essa via é de mão dupla. Pode notar: quando nos sentimos meio desanimadas, basta uma amiga pedir nossa opinião para nos recompormos e nos distanciarmos de nossos problemas. Isso é bom para as duas. Amigos trazem novas perspectivas, enriquecendo nossa visão do mundo. Ficamos mais interessantes por causa deles. Basta lembrar o cinema, as conversas, as risadas, as viagens e até as brigas que temos com eles. Então, pense duas vezes antes de se fechar em casa quando o ego estiver meio ferido. O recolhimento às vezes é necessário, mas não o isolamento. Partilhar as emoções é um modo de digerir o que nos acontece. E nada como bons amigos para nos consolar ou nos fazer rir dos próprios dramas.



6 Amor

O afeto acende a nossa luz e nos oferece uma chance de evoluir. “Nos momentos em que estamos inundados de amor, tudo brilha. Melhoram a pele, o humor e o pique”, descreve a psicóloga Fátima Cardoso. Mas nem todos os relacionamentos cumprem esse papel. Quem nunca ouviu falar de amores demolidores, que só jogam a gente para baixo?



Um alerta: a principal característica de toda relação destrutiva é a tentativa de um dos amantes de transformar o outro no que ele quer. “A tenção quando um namorado vive criticando suas iniciativas, seus amigos e seu jeito de ser”, observa Adelsa Cunha. E, se é você que não vê nada de bom no outro, por que permanece ao lado dele? “Se esse romance funciona como alimento ou ameaça, isso depende dos dois envolvidos, pois a relação é complementar”, explica Adelsa. Ficar reclamando dos homens não resolve. A questão é: por que você escolheu esse parceiro e, se já descobriu que ele é uma fria, o que está fazendo aí? Tenha coragem de botar o dedo na ferida, pois a mulher com autoestima baixa costuma se sabotar sem perceber. “Ela se contenta com menos”, afirma a psicodramatista. Quem se acha feia e pouco inteligente, por exemplo, poderá investir em relações complicadas só para provar que com ela nada dá certo. Uma terapia ajuda a desatar essa neura. Para Fátima, os amores construtivos surgem quando reconhecemos o nosso valor e também o do homem escolhido, admitindo as diferenças sem que isso desqualifique ninguém. Ao nos tornarmos boas companhias, aumentamos a chance de ser bem-amadas.



7 Reconhecimento

Não dá para negar: uma lustrada no ego é fermento para a autoestima. “Quando o que fazemos é valorizado pelos outros, isso nos fortalece. Vivemos em comunidade, e entender essa interdependência nos torna mais maduros”, afirma a consultora em relações humanas Teresa Campos Salles, da FranklinCovey Brasil, empresa de desenvolvimento pessoal, em São Paulo. Segundo ela, o reconhecimento promove um ciclo virtuoso. “A gente pensa: ‘Faço benfeito, sou reconhecida. Vou tentar fazer melhor para ser reconhecida novamente’. Só não vale ficar dependente de elogios. Nossas ações devem ser aprovadas, antes de tudo, por nossa consciência.” O reconhecimento que revigora é aquele que nos mantém conectadas ao que é importante também para nós, não só para os outros. “Uma excelente vendedora pode se tornar uma gerente de vendas apenas razoável, pois nesse cargo terá outras responsabilidades e será cobrada por elas. É possível que até ganhe mais, mas vai desviar o foco do que gosta de fazer e acabará desmotivada”, explica Teresa. Casa haja um descompasso entre os seus esforços e os resultados obtidos, analise se você está no lugar certo. E se, mesmo recebendo elogios, seu ânimo cai, redobre a atenção. “Pode ser um indício de que estamos nos desligando de nossa essência”, aponta a consultora. Quando o coração apertar, escute-o. Mude rotas se necessário.Tente libertar-se de ideais de sucesso que não são seus e reconheça os próprios desejos. Admirar-se é tão importante quanto ser admirada.



Entrei para a terapia

Hoje ela está de bem consigo mesma e credita isso à terapia, que fez durante dez anos. Antes de se tratar, a fonoaudióloga Fernanda Egydio, 34 anos, casada, mãe de um garoto de 6 anos e de uma menina de 4, tinha “um desconforto permanente”. A chegada dos filhos foi o momento mais agudo dessa angústia. Fernanda mergulhou num dilema: estudou para ter uma carreira, mas queria estar perto das crianças. Acatou a sugestão do marido e parou de trabalhar. Em pouco tempo, a rotina doméstica derrubou sua autoestima. Nessa fase, o tratamento terapêutico foi fundamental. “Sobretudo porque me fez entender que o que eu pensava, o que eu sentia e o que eu fazia não estavam combinando”, conta. Racionalmente, ela queria ser uma mulher independente e produtiva. Mas sentia medo de desapontar o marido e culpa por não estar 24 horas presente no cotidiano dos filhos. “Minha grande demanda para a terapia era equilibrar três esferas: pensar, sentir e agir”, diz. Conseguiu. Aos poucos, organizou-se e passou a delegar tarefas em casa, como encarregar a empregada de fazer as compras de mercado ou deixar a babá levar a caçula à aula de natação. “Comecei a abrir espaço para mim mesma na agenda da casa e dos filhos”, conta. Os planos incluíam viajar a sós com o marido. Para tranquilizar os pequenos durante essa ausência, Fernanda fazia o que batizou de “paninhos da saudade”, bordados com o retrato do casal e palavras carinhosas. As amigas adoraram e passaram a fazer encomendas. Ela decidiu retornar ao mercado abrindo uma loja, a Maria Paninho, com esse e outros mimos que evocam a vida em família.



CONSELHOS DA FERNANDA 1. “Primeiro é preciso querer mudar. Se o desejo for genuíno, a terapia pode ajudar a descobrir o caminho para atingir a meta.” 2. Seja verdadeira consigo mesma. Se não está legal, assuma. Olhe de frente as próprias fraquezas e deficiências porque isso fortalece. Você vencerá o medo de se arriscar a fazer algo diferente.



Virei o jogo no trabalho

Lucy Duro Matos Andrade Silva, 50 anos, vivia uma situação profissional confortável nove anos atrás. Atuava como distribuidora de uma firma de cosméticos. Tinha acabado de montar um espaço de 100 metros quadrados e os negócios iam bem. Mas a empresa mudou algumas regras, elas não deram muito certo e Lucy se viu obrigada a encerrar as atividades. “Foi um baque. Tinha investido tudo naquele empreendimento e, de repente, precisava recomeçar numa idade em que o mercado de trabalho já não está mais tão favorável.” Tirou forças de sua paixão pela educação. Voltou a estudar, fez uma nova graduação em pedagogia e vários cursos de pós-graduação e especializações na área de gestão de pessoas. Acabou montando uma consultoria em desenvolvimento profissional e estreou na vida acadêmica dando aulas em duas universidades. Chegou mesmo a lançar um livro de psicologia aplicada, Acordou com o Pé Esquerdo? (ed. Evoluir), para partilhar os ensinamentos que a ajudaram a dar essa grande virada, que, claro, botou o amor-próprio lá em cima.



CONSELHOS DE LUCY 1. Se passar por um revés na carreira, não negue seu sofrimento. Você tem todo o direito de sofrer quando suas expectativas são frustradas. Mas depois é preciso reagir. Não se feche na dor, não fique paralisada. O importante é seguir em frente. 2. Aproveite para avaliar se alguma coisa de que você gosta muito poderia se tornar uma opção profissional. Quando você se entrega a uma atividade que adora, há mais chances de sucesso. A paixão é um excelente combustível. 3. Acredite no seu potencial. E não hesite em estudar para adquirir novas habilidades se sentir que isso é necessário. 4. É importante romper com velhos padrões de comportamento e abrir-se para novos horizontes. Para tanto, leia mais livros e revistas e vá em busca de conhecimento e de experiências. Converse com pessoas que passaram por situações semelhantes. Enfim, mantenha- se aberta para a fase que virá.



Mudei de namorado

Durante dois anos, a divulgadora Silvia Cristina Ruffulo Arditi, 44 anos, viveu um relacionamento que, no fundo, sabia que não ia dar em nada. “Era a história clássica do homem casado que dizia não suportar mais viver com a mulher doente, mas não se separava porque tinha medo de que ela o afastasse dos filhos”, diz Silvia. Na época, ela era comissária de bordo da Varig; o namorado em questão, um piloto da mesma companhia. “Ele me humilhava de todas as formas. Prometia que viria me ver e não aparecia, teve caso com outra comissária...” O romance só acabou quando ela saiu do emprego. “Fiquei na pior, tive que vender o carro para pagar minhas contas, e ele sumiu. Quando eu mais precisava, não me deu o menor apoio. Vi que estava sozinha”, lembra. “Antes dele, eu havia namorado caras bacanas, bonitos, alguns queriam casar. Mas, quando ia ficando sério, eu me desinteressava e os traía. Preferia os complicados, como esse piloto”, diz. “Na minha terapia, entendi que isso era um reflexo de baixa autoestima: eu acreditava que não merecia ser amada.” A luta para se recolocar no mercado de trabalho alimentou seu amor-próprio. Hoje atua como divulgadora de aparelhos auditivos. Sua função é visitar otorrinos para mostrar os equipamentos. “Eles elogiam minha inteligência e facilidade de comunicação. Comecei a ver que eu tinha valor.” Renovada, ela conheceu o atual namorado há um ano e meio. “Ele me aceita como sou, é carinhoso e atencioso. Vivemos uma relação de cumplicidade.”



CONSELHOS DE SILVIA 1. Pare de se “amaldiçoar” dizendo: “Nunca vou encontrar alguém legal”. Abra-se para receber coisas boas que elas aparecem. 2. O fato de haver pouco homem não significa que precise aceitar o primeiro que surgir ou permanecer com alguém que não a satisfaz, imaginando que não encontrará outro. O medo de ficar sozinha leva a escolhas erradas. Calma. Mantenha-se disponível até encontrar um homem que valha a pena.



Fiz as pazes com minha idade

Na virada dos 39 para os 40 anos, a esteticista Elizete Batista, 47, viu seu casamento de 18 anos chegar ao fim. As duas filhas já estavam moças, e as mudanças hormonais indicavam menopausa precoce. O ex se casou outra vez e a nova mulher dele, mais jovem, logo ficou grávida. “Entrei em parafuso. Pensei: ‘Agora acabou mesmo, vou ficar velha e sozinha’. Com humor oscilante, alternava momentos de alegria com outros de tristeza. Tinha insônia. Não estava feliz nem com a minha idade nem com meu corpo”, diz ela. Para tentar virar o jogo, saía todo fim de semana para a balada, bebia para esquecer e sempre arrumava paqueras. Não funcionava. “Na segunda-feira voltava o vazio. Eu estava à beira da depressão”, conta Elizete, que, na época, trabalhava como secretária. Sua insatisfação era geral. Para sair desse estado, resolveu investir em si mesma. Matriculou- se num curso para esteticista, fez um pouco de terapia e procurou um médico para controlar o peso. Chegou a pesar 80 quilos, mas já perdeu 13 com a ajuda de remédios para controlar a ansiedade, reeducação alimentar e academia. Também contribuiu para a estabilidade emocional o novo namorado, que ela conheceu há quatro anos numa sala de bate-papo da internet. “Vivemos quase um casamento, só que morando cada um em sua casa, e estamos bem felizes.”



CONSELHOS DE ELIZETE 1. Não deixe a peteca cair quando se sentir por baixo. Ficar chorando em casa não adianta. É nos momentos de crise que temos que nos cuidar mais. Eu sempre fui vaidosa, e isso me ajudou. Investi em coisas que pudessem me deixar mais bonita e confiante. 2. Arrisque- se um pouco, não tenha medo de experimentar situações novas. Sempre é tempo de aprender e fazer descobertas. Entendi que idade não é limite para nada. Estudar e iniciar outra profissão depois dos 40 para mim foi uma conquista. 3. Não desista do amor. Depois de uma fase sozinha, encontrar meu atual parceiro me fez muito bem.




Mulher nota 9

Você conhece uma mulher assim: quando a gente pergunta qual a sua maior qualidade, ela não sabe responder, mas, quando perguntamos pelo pior defeito, ela se apruma e diz com um prazer maldisfarçado: "Sou perfeccionista demais!" Provavelmente, ela é igualzinha à mulher que aparece todos os dias no espelho do seu banheiro. Confesse: você também não é uma faz-tudo exemplar?Meninas, hora de nos reavaliar. Coffee-break. Temos de descobrir aonde, afinal, queremos chegar com essa busca desenfreada pela perfeição. Fingimos que consideramos o perfeccionismo um defeito, mas, no fundo, é nosso orgulho maior. Só que esse orgulho tem um preço. Quem foi que disse que, ao assumirmos certas atribuições outrora masculinas, teríamos que virar as mestras em eficiência, as Ph.D. em produtividade? Não foi para isso que se fez a revolução feminista. Que eu me lembre, foi para nos libertar, não para nos enjaular.No entanto, é assim que nos encontramos hoje: presas a uma expectativa de sucesso absolutamente insana. E não bastasse todo o nosso empenho em ser a melhor profissional, a melhor mãe, a melhor esposa, ainda fazemos nossa parte para salvar o planeta: fechamos torneiras, economizamos combustível, só compramos produtos biodegradáveis com embalagens recicláveis e evitamos sacolas plásticas, já que plástico é um veneno. Ufa! Já foi mais fácil viver.Antigamente, no tempo daquelas senhoras de cabelo branco, tudo o que uma mulher almejava era que as camisas do marido fossem bem passadas, que a casa não apresentasse sinal de poeira e que as crianças tirassem boas notas no colégio. Era sopa no mel. Dávamos conta de tudo e sobravam tardes e tardes para pensar no que faríamos se fôssemos donas do próprio nariz. De repente, entendemos que o nariz era realmente nosso e de ninguém mais. Era a senha para invadir o mundo deles, que sempre foi mais estimulante e divertido. Passamos a trabalhar, a ter o próprio dinheiro, a viajar sozinhas, a sair à noite com as amigas, a praticar esportes, a ler os jornais, a ter opinião, gozar, fumar, dirigr, votar, trair e coçar - era só começar. Por pouco não deixamos crescer o bigode, mas nem tudo em Frida Kahlo é inspirador. Ser valente, raçuda e corajosa, sim, pero perder a vaidade, jamás.Atualmente, mulheres tripulam foguetes, presidem países e são autoras de descobertas científicas. Mas você, que não é astronauta nem presidente de nada nem candidata a Einstein, anda se cobrando dessa maneira por quê? Era para ser divertido, lembra? Só que sua agenda está mais cheia do que a da Condoleezza Rice. Você não consegue se conceder meia hora para fazer as unhas. Está tão estressada que quase cai aos prantos quando seu patrão dá uma bronca. E você não dorme, criatura! Acredita mesmo que cinco horas por noite é suficiente? Suficiente para pescadores! Você passa seu creme anti-rugas antes de se deitar e, quando acorda, elas estão todas lá, quadruplicadas pelo cansaço. E nem adianta tentar encontrar uma horinha para aplicar Botox porque sua dermatologista está sem hora livre até abril - ela é mulher como você, portanto, outra maluca viciada em agenda cheia. Estamos todas perdendo feio para este que devia ser nosso aliado, mas virou um inimigo: o tempo.É do psicanalista Contardo Calligaris a frase: "Não é tão importante ser feliz, mais vale ter uma vida interessante". Pergunte a si mesma: assumir tantos compromissos e ser tão tirânica em relação ao seu de sem penho está fazendo você mais feliz? Se a resposta é não, pare tudo e troque por uma vida mais interessante




Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo as filhas no colégio e busco, almoço com elas, estudo com elas, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer não. Culpa por nada, aliás.Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? A ter o tempo a favor, e não contra.A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for súper, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C, mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.



Depoimentos a Juliana Diniz:



Impulso para mudar

"Sem controlar minha ansiedade, ficava até 2 horas da manhã trabalhando para cumprir prazos apertados com o máximo de perfeccionismo. Me dei conta do absurdo quando um cliente me perguntou: "Você não tem filhos, não é? A julgar pela hora em que envia e-mails, não dever ser mãe". Não sou mesmo, mas levei um susto com a frase. Hoje trabalho num ritmo diferente."

Teresa Cristina Machado, 44 anos, de Brasília

Perfeccionista assumida



"Sou fisioterapeuta e tenho uma clínica de estética. Acordo às 5h30, faço natação, pilates, vou para o trabalho e fico lá até 21 horas. Me dedico para obter resultados, ser reconhecida como a melhor. Me sinto feliz quando chego exausta em casa, porque sei que estou no caminho certo para alcançar o que desejo. Também quero que meu filho seja o melhor: depois da escola, tem aula particular e sessões com a fonoaudióloga, o que ajuda no rendimento escolar. Como não gosta de estudar, fico no pé".

Andréa Fonseca, 32 anos, do Rio de Janeiro

Depois do colapso



"No banco em que eu trabalhava, assumia tarefas dos colegas para agilizar o processo. Tinha medo de errar e vivia revendo os mínimos detalhes. Só comia lanches e não tinha horário para sair. Depois de um ano, fui perdendo a voz. Passei por uma cirurgia para retirar um nódulo e tive que aprender a exigir menos de mim. Mudei de seção, ganhei um cão, voltei a namorar e me sinto mais feliz"

Cintia Diniz, 31 anos, de Mairiporã (SP)

Pressão interna



"Por três anos, fui secretária executiva em São Paulo. Voltava muito tarde para casa e só via meu bebê dormindo. Não era essa a mãe que queria ser. Então me mudei para uma fazenda do meu avô. Tanta calma me entediou e decidi dar aulas de línguas numa cidade vizinha. Achei que o campo alteraria meu jeito de viver, mas engatei o mesmo ritmo alucinante. Abandonei algumas aulas, mas não paro. Sou do tipo que aos sábados arruma o guarda-roupa"

Fernanda Sarreta Francisco, 30 anos, de Comendador Gomes (MG)




A NOVA REVOLUÇÃO FEMININA

Nós já vimos este filme: a mulher heroína achava que o céu era o limite. E corria sem parar para garantir a perfeição em todas as áreas: trabalho, casamento, filhos, amigos. Resultado: stress ou ressentimento por não sentir seu esforço valorizado. Hoje, a revolução feminina é outra: continuamos ligadas ao que acontece ao nosso redor, mas já aprendemos que nem tudo é responsabilidade nossa. É possível – e desejável – escolher as batalhas e poupar fôlego para o que importa. Estamos em um novo patamar: deixando de ser “multitarefa” para ser “multi-interessada”.
Para situar melhor o estilo multitarefa, imagine a seguinte situação: você está organizando um jantar para amigas que não vê há tempos e quer tudo impecável. Por isso, se encarrega de cada detalhe: compras, jantar, decoração... Arruma um tempinho até para procurar fotos antigas dessa turma e preparar um álbum de recordação. No dia marcado, você passa horas no mercado e na cozinha, mal tem tempo de conversar com todas as convidadas. Até que, na despedida,elas dizem a palavra mágica: estava tudo perfeito! Será mesmo? Ocupada em servir e fazer acontecer você nem conseguiu curtir direito suas amigas queridas. Esse é o retrato da mulher multitarefa,que, com o mesmo afinco com que prepara um encontro informal, cuida da carreira, dos filhos, da casa, da vida conjugal, social do MBA e de tudo mais que aparecer pela frente. Enfim, uma heroína que realiza 1 001 tarefas por dia, mas se esquece do principal: o bem-estar e, sobretudo, o prazer. E quantas de nós não levam a vida assim, exigindo o máximo de si a cada passo? Será que ainda precisamos mostrar para o mundo que damos conta de tudo para nos sentirmos dignas de respeito e admiração? E de onde veio esse modelo de mulher 1 001 utilidades?



A ressaca
Os especialistas dizem que a origem está na revolução feminina, disparada entre 1960 e 1970, quando as jovens lutaram para mostrar que tinham competência não só para administrar o lar mas para conquistar o mercado de trabalho. Essa fase da história feminina foi uma guerra – tivemos que abrir caminho à força, lutando contra machismo e discriminações variadas e tendo que lidar com a culpa por dar menos atenção à família e aos filhos. A boa notícia é: vencemos. Ufa! Claro que não é fácil manter todas essas conquistas,mas o momento é outro. Ao comparar as gerações,isso fica evidente. “Minha mãe teve uma vida mais desafiadora do que a minha”, diz Adriana Fonseca de Souza, empresária e designer, 43 anos e dois filhos. “Quando eu e meu irmão éramos pequenos, com 7 e 3 anos, ela se separou do meu pai e voltou a trabalhar e estudar. Era enfermeira e instrumentadora cirúrgica, o que exigia longas horas de jornada. Hoje percebo que ela era uma ‘faz tudo’, superperfeccionista. Queria que os filhos fossem os mais educados, a nossa casa a mais organizada e assim por diante”, conta. “ Os custos da revolução feminina foram altíssimos”, avalia Mary Del Priore, historiadora especializada no gênero feminino. “Não queremos mais ser pressionadas a fazer tudo. Vivemos agora uma ressaca desse movimento. E queremos uma configuração diferente.”



A transição
Na passagem do modelo multitarefa para o multi-interesse, continuamos conectadas aos múltiplos papéis, mas mais seletivas quanto às tarefas que queremos assumir – mais livres e menos sujeitas às pressões sociais. “As pesquisas recentes indicam que a mulher continua proativa e articulada no trabalho, porém não aceita mais abdicar da vida pessoal”, informa Lívia Barbosa, antropóloga e diretora do centro de estudos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo. Sandra Decó concorda. Aos 43 anos, casada e mãe de uma moça de 20, ela dirige o próprio escritório de advocacia, mas não é workaholic. Hoje sei que a realização pessoal precisa vir em primeiro lugar para que os outros aspectos também sejam satisfatórios. Mas cresci ouvindo da minha mãe que o trabalho era o mais importante e passei parte da minha vida acreditando nisso. Até descobrir que valia a pena me dedicar mais à família, aos amigos e a mim mesma”, afirma. Sim, dentro dessa nova lógica, a mulher está no centro – conectada aos seus desejos íntimos e valorizando muito a qualidade de vida.

Voltemos então à anfitriã do início da matéria. Como ela se portaria nessa nova versão multi-interessada? Talvez combinasse de cada amiga trazer algo para o jantar ou até pedisse uma pizza. Afinal, sua meta seria se divertir, e não fazer uma recepção perfeita. Ela tem consciência de que sua energia é finita e dispõe-se a administrá-la de modo a não ficar exausta bem na hora de curtir a festa. Claro, parece fácil fazer essa transformação (de multitarefa para multi-interesse) quando se trata de um jantar, mas, quando entram em jogo maternidade, casamento, trabalho, dinheiro, fica mais complicado. Mas as chaves são as mesmas: priorizar, delegar, equilibrar. “É preciso dividir responsabilidades”, observa a empresária Adriana. “Eu me inspiro numa frase do ex-presidente Ronald Reagan: ‘Cerque-se das melhores pessoas, delegue autoridade e não interfira’.” Para ela, enxergar a capacidade dos outros e abrir mão de controlar tudo é libertador.



A evolução
Desde os anos 1960, não só as mulheres progrediram mas também os homens e toda a sociedade. “Os papéis se flexibilizaram. Eles hoje cuidam mais dos filhos e da casa, e isso faz parte da evolução”, julga Rosane Mantilla de Souza, professora titular da pósgraduação de psicologia clínica da Pontifícia Universidade Católica, de São Paulo. Além disso, novas tecnologias facilitam a vida. “Na minha residência, posso ser mulher, mãe, profissional e dona de casa. Não preciso mudar de endereço para desempenhar funções diferentes, o que representa economia de tempo e de energia”, afirma Miriam Vasconcellos, 35 anos, advogada, que largou o emprego numa multinacional em São Paulo para trabalhar em esquema de home-office como consultora jurídica. Assim, ganhou três horas diárias (que “deixava” no trânsito), aproximou-se do filho, de 3 anos, e passou a fazer ginástica três vezes por semana. Toda escolha, porém, implica perdas. O dinheiro caiu pela metade e Miriam teve de renegociar com o marido a divisão das contas. Tornar-se dona do seu tempo e ganhar bem-estar era também a meta de Christina Vogler Rossatto, 48 anos. “Minha rotina era intensa. Além de cuidar da casa e dos meus filhos, fazia trabalhos filantrópicos e ainda acompanhava meu pai, que estava doente, em exames e consultas. Vivia estressada e em função dos outros”, lembra ela. Há seis anos, começou a praticar ioga, estabeleceu prioridades e diminuiu a autocobrança. “Hoje já sei em que quero investir minha energia, não preciso ser impecável em tudo.” Sobrou tempo para passear, encontrar as amigas, ler um livro. “Aprendi a me respeitar, a valorizar o meu tempo e a me acolher. Não sucumbo mais a todas as pressões, sigo meus valores.” A autoestima agradece.



6 passos para a virada
1 PRIORIZE E REORGANIZE

Nem todas as coisas são importantes ou urgentes. Pare de sonhar com um dia de 48 horas. O tempo tem limite e você também. Crie rotinas realmente viáveis.
2 PEÇA AJUDA

Delegar e confiar são os atributos indispensáveis da mulher moderna e multi-interessada.

3 DIGA NÃO

Você nunca poderá agradar a todo mundo o tempo todo. Nem precisa. Aprender a recusar é sinal inequívoco de sabedoria.
4 PARE DE JULGAR

Procure cobrar menos de si mesma e dos outros. O alívio será imediato e perceptível.

5 ADMINISTRE CONFLITOS

Eles não significam fracasso, apenas sinalizam que existem pessoas e interesses diferentes. Então, relaxe...

6 CUIDE-SE

Para ser generosa, é preciso ter o que oferecer. Alimente sua força com bons tratos, bons filmes, livros e boas companhias...

Nós já vimos este filme: a mulher heroína achava que o céu era o limite. E corria sem parar para garantir a perfeição em todas as áreas: trabalho, casamento, filhos, amigos. Resultado: stress ou ressentimento por não sentir seu esforço valorizado. Hoje, a revolução feminina é outra: continuamos ligadas ao que acontece ao nosso redor, mas já aprendemos que nem tudo é responsabilidade nossa. É possível – e desejável – escolher as batalhas e poupar fôlego para o que importa. Estamos em um novo patamar: deixando de ser “multitarefa” para ser “multi-interessada”.




Para situar melhor o estilo multitarefa, imagine a seguinte situação: você está organizando um jantar para amigas que não vê há tempos e quer tudo impecável. Por isso, se encarrega de cada detalhe: compras, jantar, decoração... Arruma um tempinho até para procurar fotos antigas dessa turma e preparar um álbum de recordação. No dia marcado, você passa horas no mercado e na cozinha, mal tem tempo de conversar com todas as convidadas. Até que, na despedida,elas dizem a palavra mágica: estava tudo perfeito! Será mesmo? Ocupada em servir e fazer acontecer você nem conseguiu curtir direito suas amigas queridas. Esse é o retrato da mulher multitarefa,que, com o mesmo afinco com que prepara um encontro informal, cuida da carreira, dos filhos, da casa, da vida conjugal, social do MBA e de tudo mais que aparecer pela frente. Enfim, uma heroína que realiza 1 001 tarefas por dia, mas se esquece do principal: o bem-estar e, sobretudo, o prazer. E quantas de nós não levam a vida assim, exigindo o máximo de si a cada passo? Será que ainda precisamos mostrar para o mundo que damos conta de tudo para nos sentirmos dignas de respeito e admiração? E de onde veio esse modelo de mulher 1 001 utilidades?



A ressaca

Os especialistas dizem que a origem está na revolução feminina, disparada entre 1960 e 1970, quando as jovens lutaram para mostrar que tinham competência não só para administrar o lar mas para conquistar o mercado de trabalho. Essa fase da história feminina foi uma guerra – tivemos que abrir caminho à força, lutando contra machismo e discriminações variadas e tendo que lidar com a culpa por dar menos atenção à família e aos filhos. A boa notícia é: vencemos. Ufa! Claro que não é fácil manter todas essas conquistas,mas o momento é outro. Ao comparar as gerações,isso fica evidente. “Minha mãe teve uma vida mais desafiadora do que a minha”, diz Adriana Fonseca de Souza, empresária e designer, 43 anos e dois filhos. “Quando eu e meu irmão éramos pequenos, com 7 e 3 anos, ela se separou do meu pai e voltou a trabalhar e estudar. Era enfermeira e instrumentadora cirúrgica, o que exigia longas horas de jornada. Hoje percebo que ela era uma ‘faz tudo’, superperfeccionista. Queria que os filhos fossem os mais educados, a nossa casa a mais organizada e assim por diante”, conta. “ Os custos da revolução feminina foram altíssimos”, avalia Mary Del Priore, historiadora especializada no gênero feminino. “Não queremos mais ser pressionadas a fazer tudo. Vivemos agora uma ressaca desse movimento. E queremos uma configuração diferente.”



A transição

Na passagem do modelo multitarefa para o multi-interesse, continuamos conectadas aos múltiplos papéis, mas mais seletivas quanto às tarefas que queremos assumir – mais livres e menos sujeitas às pressões sociais. “As pesquisas recentes indicam que a mulher continua proativa e articulada no trabalho, porém não aceita mais abdicar da vida pessoal”, informa Lívia Barbosa, antropóloga e diretora do centro de estudos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo. Sandra Decó concorda. Aos 43 anos, casada e mãe de uma moça de 20, ela dirige o próprio escritório de advocacia, mas não é workaholic. Hoje sei que a realização pessoal precisa vir em primeiro lugar para que os outros aspectos também sejam satisfatórios. Mas cresci ouvindo da minha mãe que o trabalho era o mais importante e passei parte da minha vida acreditando nisso. Até descobrir que valia a pena me dedicar mais à família, aos amigos e a mim mesma”, afirma. Sim, dentro dessa nova lógica, a mulher está no centro – conectada aos seus desejos íntimos e valorizando muito a qualidade de vida.



Voltemos então à anfitriã do início da matéria. Como ela se portaria nessa nova versão multi-interessada? Talvez combinasse de cada amiga trazer algo para o jantar ou até pedisse uma pizza. Afinal, sua meta seria se divertir, e não fazer uma recepção perfeita. Ela tem consciência de que sua energia é finita e dispõe-se a administrá-la de modo a não ficar exausta bem na hora de curtir a festa. Claro, parece fácil fazer essa transformação (de multitarefa para multi-interesse) quando se trata de um jantar, mas, quando entram em jogo maternidade, casamento, trabalho, dinheiro, fica mais complicado. Mas as chaves são as mesmas: priorizar, delegar, equilibrar. “É preciso dividir responsabilidades”, observa a empresária Adriana. “Eu me inspiro numa frase do ex-presidente Ronald Reagan: ‘Cerque-se das melhores pessoas, delegue autoridade e não interfira’.” Para ela, enxergar a capacidade dos outros e abrir mão de controlar tudo é libertador.



A evolução

Desde os anos 1960, não só as mulheres progrediram mas também os homens e toda a sociedade. “Os papéis se flexibilizaram. Eles hoje cuidam mais dos filhos e da casa, e isso faz parte da evolução”, julga Rosane Mantilla de Souza, professora titular da pósgraduação de psicologia clínica da Pontifícia Universidade Católica, de São Paulo. Além disso, novas tecnologias facilitam a vida. “Na minha residência, posso ser mulher, mãe, profissional e dona de casa. Não preciso mudar de endereço para desempenhar funções diferentes, o que representa economia de tempo e de energia”, afirma Miriam Vasconcellos, 35 anos, advogada, que largou o emprego numa multinacional em São Paulo para trabalhar em esquema de home-office como consultora jurídica. Assim, ganhou três horas diárias (que “deixava” no trânsito), aproximou-se do filho, de 3 anos, e passou a fazer ginástica três vezes por semana. Toda escolha, porém, implica perdas. O dinheiro caiu pela metade e Miriam teve de renegociar com o marido a divisão das contas. Tornar-se dona do seu tempo e ganhar bem-estar era também a meta de Christina Vogler Rossatto, 48 anos. “Minha rotina era intensa. Além de cuidar da casa e dos meus filhos, fazia trabalhos filantrópicos e ainda acompanhava meu pai, que estava doente, em exames e consultas. Vivia estressada e em função dos outros”, lembra ela. Há seis anos, começou a praticar ioga, estabeleceu prioridades e diminuiu a autocobrança. “Hoje já sei em que quero investir minha energia, não preciso ser impecável em tudo.” Sobrou tempo para passear, encontrar as amigas, ler um livro. “Aprendi a me respeitar, a valorizar o meu tempo e a me acolher. Não sucumbo mais a todas as pressões, sigo meus valores.” A autoestima agradece.



6 passos para a virada

1 PRIORIZE E REORGANIZE

Nem todas as coisas são importantes ou urgentes. Pare de sonhar com um dia de 48 horas. O tempo tem limite e você também. Crie rotinas realmente viáveis.



2 PEÇA AJUDA

Delegar e confiar são os atributos indispensáveis da mulher moderna e multi-interessada.



3 DIGA NÃO

Você nunca poderá agradar a todo mundo o tempo todo. Nem precisa. Aprender a recusar é sinal inequívoco de sabedoria.



4 PARE DE JULGAR

Procure cobrar menos de si mesma e dos outros. O alívio será imediato e perceptível.



5 ADMINISTRE CONFLITOS

Eles não significam fracasso, apenas sinalizam que existem pessoas e interesses diferentes. Então, relaxe...



6 CUIDE-SE

Para ser generosa, é preciso ter o que oferecer. Alimente sua força com bons tratos, bons filmes, livros e boas companhias...

 dISPONÍVEL< http://claudia.abril.com.br//forum-mulher-brasileira/rpt-revolucao-feminina.shtml ACESSO EM http://claudia.abril.com.br//forum-mulher-brasileira/rpt-revolucao-feminina.shtml

MULHERES NÃO SÃO PERFEITAS


Querer ser realizada é legitimo. Quer ser perfeita só atrapalha o objetivo final. Especialistas e mulheres antenadas mostram as novas trilhas do sucesso No começo deste ano, a analista de recursos humanos Mariana Galdino Adenson, 28 anos, de São Paulo, viu seu mundo desmoronar com o término de uma relação de quase uma década. Mas o que parecia ser o fim da linha revelou-se o início de uma nova era. “ Sempre busquei a perfeição em tudo. Nunca admiti que nada saísse do controle. Eu havia acabado de trocar de emprego e estava me dedicando bastante à empresa quando meu casamento acabou. O choque foi tão grande que resolvi mudar de vida”, conta. Foi mesmo uma guinada espetacular: Mariana trocou seus planos de carreira na nova empresa por uma viagem de cinco meses para a Califórnia. “Percebi que vivia em função de manter uma estabilidade irreal e decidi enfrentar o desconhecido”, diz. Em uma universidade americana, ela se viu rodeada de idiomas e costumes estranhos. “Entender que não havia apenas um jeito certo de fazer as coisas foi um grande aprendizado para mim. Parei de me cobrar tanto e de julgar os outros. Hoje estou de volta ao Brasil e pronta para recomeçar. Passar pelo que eu mais temia e sobreviver mostrou que sou muito mais do que o emprego ou o casamento.”




Mariana viveu a crise muito jovem e aprendeu com ela. É bem mais comum, porém, as pessoas questionarem suas rotas na meia-idade. “Tenho várias pacientes na faixa dos 40 anos que estão no auge da carreira, mas insatisfeitas com a vida pessoal”, diz a psicóloga familiar Gisele Sydow Kizahy, de São Paulo. Para ela, é sinal de que a busca por uma boa posição no mercado fez com que muitas mulheres deixassem para trás valores preciosos. “Quando acordam, nem sempre dá para recuperar a intimidade com os filhos e o marido ou simplesmente o prazer de ter um hobby”, alerta. É um cenário bem diferente do que costuma acontecer com os homens, que em geral se satisfazem com o sucesso profissional e financeiro – pois assim reforçam o papel de provedores. Nós sempre queremos ir além. “Mulheres são multitarefa. Conseguem se dedicar ao trabalho, ao marido, aos filhos, à casa... Muitas abrem mão de si mesmas para dar 100% em tudo. Mas o preço disso é alto e um dia a fatura chega”, afirma Gisele. Pode chegar em forma de culpa, frustração, medo, ansiedade ou solidão... E não adianta tentar simplificar a charada achando que basta abdicar da carreira. Gisele observa que as mulheres que jogaram todas as fichas na família podem sofrer ainda mais. “Elas percebem que os filhos cresceram e foram embora, o marido vive para o trabalho e elas estão sozinhas, sem amigos, sem a juventude e sem a função social que possuíam”, explica.



Dose certa

O caminho para não cair nessa armadilha é equilibrar melhor a vida – como se ela fosse uma pizza, que tivesse de ser dividida em fatias iguais para o trabalho, a família, o amor, o lado pessoal. “Um dos segredos das mulheres felizes é que elas aceitaram a existência dos altos e baixos e, quando um setor não vai bem, investem nos outros para dar a volta por cima”, explica a terapeuta. Mas é claro que dividir direito a tal pizza é mesmo um desafio. A diretora de arte Isa Silva Souza Reis, 38 anos, de São Paulo, casada há dez anos com Alexandre, quase perdeu o marido por trabalhar demais e num horário complicado. “Em 2000, eu entrava às 14 horas no meu emprego e só saía de madrugada, quando meu marido já estava dormindo. No início, até brincávamos com a situação, mas foi perdendo a graça.” Como só podiam ficar juntos nos fins de semana, as brigas começaram. “Alexandre reclamava que eu passava mais tempo no trabalho do que em casa, que vivia cansada, sem paciência e não dava atenção a ele”, lembra. Para preservar o casamento, Isa aceitou um emprego com um salário menor. “Jamais me arrependi, amo meu marido, sei que fiz a escolha certa. Minha rotina é corrida, mas hoje consigo conciliá-la com a vida pessoal.” Segundo Flora Victoria, vicepresidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Isa foi capaz de colocar em prática uma nova concepção de sucesso, baseada na flexibilidade, e mais focada no prazer do que na obrigação. “As mulheres realmente bem-sucedidas são aquelas que descobrem que podem se realizar de diversos modos. Sobretudo, elas desempenham cada um de seus papéis com gosto e não só porque têm de dar conta do recado.”



Medidas espertas

Flora Victoria, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, ensina a redimensionar metas:



EQUILIBRE A RODA DA FORTUNA Desenhe um círculo com quatro pedaços: carreira, amor, família e vida pessoal. Pinte seu porcentual de satisfação em cada área. Observe: a roda só gira quando equilibrada.



DEFINA OBJETIVOS POSSÍVEIS E comece a planejar como vai alcançálos. Não queira tudo para ontem.



FAÇA A CONTA CERTA Quanto custa deixar cada projeto 100%? Terá retorno equivalente ao empenho?



GUIE-SE PELO PRAZER Liberte-se da necessidade de agradar ou de provar que pode. Foque mais na sua satisfação e tudo fluirá melhor.



ADOTE CRITÉRIOS REALISTAS Não procure pelo em ovo sempre. Tente também ver o que está bom.



SEJA FLEXÍVEL Troque a noção de trabalho duro por trabalho esperto, que inclui criatividade. A rigidez impede que veja soluções novas.
disponivel em
http://claudia.abril.com.br/forum-mulher-brasileira/rpt-felizes-nao-perfeitas.shtml acesso em 14 de abril
NEM SEMPRE PERFEIÇÃO É SINONIMO DE FELICIDADE



Califórnia terá lei contra escova progressiva "brasileira"

Produto criado por empresa americana tem formol, componente que já é proibido no Brasil

Os tratamentos estéticos brasileiros são conhecidos em todo o mundo. De cirurgias plásticas a escovas progressivas, as brasileiras são sinônimo de inovação quando o assunto é beleza.
Aproveitando a onda, uma empresa norte-americana lançou nos Estados Unidos o produto Brazilian Blouwout Zero, ou escova brasileira, em tradução livre.
Logo que chegou às prateleiras, o kit à base de açaí fez o maior sucesso. Prometendo cabelos lisos, hidratados e sem frizz, os produtos de uso profissional agora correm perigo e devem ser proibidos pela justiça da Califórnia, nos Estados Unidos.
Segundo a justiça local, a empresa é acusada de esconder de seus clientes que o produto contém formaldeído em sua formulação, um componente químico que pode causar câncer. Em outras palavras, o tal formaldeído é, na verdade, o formol.
No pedido de proibição nos Estados Unidos consta que o produto libera grandes quantidades do componente em forma de gás, o que é extremamente perigoso para a saúde. Um dos principais problemas enfrentados pela empresa é que as embalagens não avisam sobre a fórmula.
A empresa responsável pelo produtos tem 30 dias para regularizar a situação e recorrer do pedido.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu o uso de escovas com formol no Brasil.

Disponivel; http://entretenimento.r7.com/moda-e-beleza/noticias/california-tera-lei-contra-escova-progressiva-brasileira-20110413.html acesso 14 de abril

NOSSA IMAGEM SEMPRE É QUESTIONADA AO FALARMOS DE QUALIDADE??????

sábado, 9 de abril de 2011

Pressão para parecer mais jovem começa a afetar os homens

Cada vez mais os americanos parecem estar recorrendo aos liftings faciais

Um novo relatório da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica mostra que o número de procedimentos cosméticos entre os homens nos Estados Unidos aumentou 2% no ano passado em comparação a 2009. O relatório mostra que os homens passaram por mais de 1,1 milhões de procedimentos cosméticos, incluindo cirurgias e métodos minimamente invasivos, naquele país.
“Os homens estão mais atentos à aparência”, disse o Dr. Phillip Haeck, presidente da sociedade americana. Entretanto, as razões que levam mais homens a recorrer às clínicas cosméticas podem variar. “Tudo depende da categoria”, disse o especialista.
O número de cirurgias de redução de mamas, por exemplo, teve um aumento de 6%. “Isso acontece porque eles estão mais atentos à aparência. Eu chamo este tipo de cirurgia de segredinho sujo dos homens”, brincou o cirurgião.
Eles se sentem envergonhado com essa condição. Eles não querem que ninguém fique sabendo que passaram pela cirurgia, mas ficam super empolgados com o resultado. Eles podem freqüentar a piscina sem a vergonha de já ter tido mamas para um sutiã tamanho 44”, disse ele.
Segundo Haeck, a maioria dos homens que passa pela redução de mamas tem menos de 30 anos de idade. “A cirurgia é cara para essa faixa etária. Mas, eles estão cansados de passar vergonha”, ele diz.
“Essa geração representa a vanguarda dos baby-boomers. Eles são super em forma e estão sempre atentos para manter o corpo em dia. Estes homens prestam muita atenção na aparência, essa estória de envelhecer com dignidade não é pra eles”, disse ele.
Aparentemente, a pressão para parecer mais jovem também afeta outros tipos de homens – principalmente aqueles que estão à procura de emprego. Haeck disse que já escutou o seguinte pedido: “Você tem de fazer algo para me ajudar, eu preciso de um emprego e tenho medo de acabar não conseguindo porque vão achar que pareço velho demais”. O especialista diz que este é um tema recorrente para os homens desempregados ou interessados em mudar de emprego.
Ele diz que já observou que as mulheres que recorreram à cirurgia cosmética geralmente estimulam os maridos a fazerem o mesmo. Segundo dados da sociedade americana, em 2010, as cirurgias de lifting facial tiveram um aumento de 14%, as plásticas de orelhas de 11%, as injeções de Botox de 9%, as lipoaspirações de 7%, as reduções de mamas de 6% e as cirurgias de olhos e dermoabrasões de 4%, em comparação aos mesmos dados de 2009.
Entretanto, alguns procedimentos foram realizados com menor frequência, apesar de se manterem entre os mais procurados pelos homens. Segundo dados do relatório, o número de plásticas de nariz caiu 4%, os peelings químicos 3% e as microdermoabrasões 10%.

O Dr. Seth R. Thaller, chefe de cirurgias plásticas e reconstrutivas da University of Miami Miller School of Medicine concordou que mais homens estão recorrendo aos procedimentos cosméticos para combater os efeitos da idade. “Eles não querem um rosto de 25 ou 30 anos, eles só querem parecer mais jovens”, disse ele.
Thaller também afirmou que mais homens estão recorrendo à redução de mamas por se sentirem envergonhados com a condição. E ele diz que não são somente os adultos que fazem esta opção, mas também os adolescentes.
Os planos de saúde geralmente cobrem os procedimentos cosméticos e, na opinião de Thaller, eles não são caros. “E será que qualidade de vida e bem estar têm preço?”, ele questiona.
Segundo Haeck, um lifting facial nos Estados Unidos custa a partir de US$10.000 e os honorários médicos para a redução de mamas e a lipoaspiração saem, em média, por US$3.013 e US$2.884, respectivamente. Ele ressalta que os custos de internação e honorários médicos variam de país para país.
Sem dúvida os procedimentos menos invasivos custam menos. Ele diz que uma aplicação de Botox, por exemplo, sai em torno de US$375, enquanto que a microdermoabrasão custa menos de US$200 nos Estados Unidos.
Mesmo que os homens acabem voltando ao consultório para um procedimento adicional depois do primeiro, Haeck diz que as mulheres ainda são maioria no campo da cirurgia cosmética. Segundo o especialista, elas representam 92% dos procedimentos realizados em seu consultório.

Segundo dados do relatório, os procedimentos cirúrgicos mais procurados pelos homens são a plástica de nariz, a cirurgia de pálpebras, a lipoaspiração, a redução de mamas e o transplante capilar.
A aplicação de Botox ocupa o primeiro lugar na lista dos procedimentos menos invasivos, seguida de depilação a laser, microdermoabrasão, peeling químico e preenchimento de vincos faciais.

Disponível em: http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=7&idnot=45928 > acesso em 9 de abril

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...