domingo, 28 de fevereiro de 2010

VAIDADE MASCULINA ... AUMENTA A PROCIRAR POR PLASTICAS!

NÃO É NENHUMA NOVIDADE, TALVEZ MAIS UM DOGMA DO MUNDO MODERNO, MAS VALE SABER QUER OS NUMEROS AUMENTARAM
 Cirurgia Plástica: É a vez deles! [27-02-2010]



Apesar de o público masculino representar uma pequena fatia na procura por cirurgias plásticas estéticas, cerca de 12%, como aponta a Pesquisa Datafolha, encomendada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), “dia após dia, a frequência dos homens está aumentando”, pondera a cirurgiã plástica Léa Mara Moraes, membro titular da SBCP. “Aos poucos, eles estão chegando e se preocupando mais com o corpo.”
Das 629 mil cirurgias plásticas estéticas realizadas em 2008, pouco mais de 55 mil foram realizadas em homens. “Os procedimentos mais procurados pelos homens são rinoplastia, lipo, rejuvenescimento facial e toxina botulínica”, comenta a médica.

Rinoplastia – Esta técnica serve para harmonizar traços e corrigir imperfeições. “O nariz é um ponto muito marcante da face e transformá-lo de forma radical pode desarmonizar o rosto. Por isso, são respeitadas as características de cada paciente, como tipo de pele, formato e tamanho do rosto”, fala a cirurgiã. A indicação deste tipo de cirurgia é para depois dos 15 anos, quando os ossos nasais já estão completamente formados. Associar a correção estética ao aspecto funcional em apenas um ato cirúrgico é bastante frequente. “Comumente há correção de desvio de septo e de hipertrofia dos cornetos, mas também há aquelas cirurgias com foco estritamente estético, como para melhorar a giba (‘ossinho’) ou nariz volumoso.” A rinoplastia é classificada como cirurgia de baixo risco para o paciente, podendo ser realizada com cirurgia local e sedação.

Lipoaspiração – É recomendada para os casos em que há acúmulo de gordura localizada. Esta é uma das técnicas mais indicadas para quem quer melhorar o contorno corporal, pois pode ser utilizada na cintura, axilas, braços, joelhos e culotes. A técnica consiste na introdução de uma cânula de aspiração de gordura, de calibres que variam de 3 a 5 mm por pequenos orifícios em torno de 0,5cm , por onde a gordura é retirada. Os orifícios são estrategicamente feitos para que fiquem praticamente imperceptíveis, ou seja, as cicatrizes são mínimas.

Rejuvenescimento facial – O processo de envelhecimento facial é decorrente da flacidez e queda tanto de musculatura quanto de pele e gordura. Dispomos hoje de várias técnicas na cirurgia plástica para promover o rejuvenescimento, entre elas podemos citar os procedimentos minimamente invasivos e os tratamentos mais profundos ou cirúrgicos. Dentre os métodos não cirúrgicos utilizados para o rejuvenescimento da face estão os preenchimentos, lasers, peelings e a toxina botulínica. Nos métodos cirúrgicos, indicados para pacientes com flacidez mais acentuada, existem a videoendoscopia de face, blefaroplastia (cirurgia de pálpebras) e lifting facial.

Toxina Botulínica – Esta substância é uma grande aliada para corrigir imperfeições na parte alta da face, como pés de galinha e rugas de expressão na testa. Segundo Léa, “a toxina, quando é injetada, liga-se aos terminais nervosos e tem o poder inibir a liberação de acetilcolina, que é o neurotransmissor responsável por enviar os impulsos elétricos que contraem o tecido muscular”. O efeito é uma paralisação do movimento muscular, produzindo um efeito relaxante nas rugas. A aplicação da toxina não requer anestesia e é feita no consultório médico com agulhas bem finas. Os primeiros resultados de aplicação na região dos olhos, por exemplo, devem aparecer em 24 horas. Mas o resultado final aparece em cinco dias. Os efeitos duram de quatro a seis meses.

Ginecomastia – É o aumento das glândulas mamárias em homens, o qual pode provocar muito constrangimento, principalmente em adolescentes. As causas mais comuns são obesidades e alterações hormonais. A cirurgia plástica de correção de ginecomastia é o tratamento mais indicado para os homens que se sentem incomodados com a aparência. O procedimento consiste na lipoaspiração da gordura no local, podendo em casos mais acentuados haver remoção de pele também. “Na maioria dos casos o paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia da cirurgia, havendo necessidade de utilizar uma malha compressiva no tórax por período de 4 semanas.”



sábado, 27 de fevereiro de 2010

O CORPO CLAMA OU RECLAMA?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010-
PARABÉNS UM TEXTO COM VÁRIOS AUTORES QUE EU ASSINO EMBAIXO E TAMBÉM UTILIZO EM MEU TRABALHO. ENCONTREI NO BLOG http://zelmar.blogspot.com/2010/02/o-corpo-fala.html

O corpo fala Olga de Mello*

Sociedade: Brasileiras das classes populares mostram atitude aberta tanto em relação à vida como à estética corporal e não se submetem a padrões rígidos,     constata pesquisadora carioca.

Aparência de magra: para mulheres das classes C e D,
"discurso ideológico que envolve a dieta e o embelezamento
perde a força diante do preço dos alimentos e desses produtos",
diz psicóloga

Cartão de visita, atestado de sucesso, comprovante de trabalho e construção pessoal. As múltiplas definições dos estudiosos para a simbologia em torno do corpo brasileiro refletem a obsessão nacional que, travestida sob uma falsa noção de cuidados com a saúde, se tornou um produto de culto e consumo. Se o fortalecimento financeiro das classes emergentes permitiu sua aproximação de outras camadas da população no uso de produtos e mecanismo de embelezamento, ainda há peculiaridades próprias de cada cultura na exposição desses corpos, principalmente os femininos.

"A mulher pobre tem uma relação mais liberta e mais lúdica, menos persecutória, com o corpo, vestindo roupas que o recobrem, mas não o encobrem, com uma apropriação criativa dentro de outro padrão estético", observa a psicóloga carioca Joana Vilhena de Moraes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Nos últimos dois anos, Joana entrevistou mulheres das comunidades de Rio das Pedras, Rocinha e Parque da Cidade para uma pesquisa que complementa seu trabalho anterior, enfocando os cuidados estéticos da população feminina de classes média e alta na zona sul carioca, descrito em "O Insustentável Peso da Feiura" (PUC/Garamond). A nova pesquisa já foi convertida no livro "Com Que Corpo Eu Vou? Sociabilidade e Usos do Corpo em Camadas Populares", a ser lançada no mês que vem.
No levantamento, a psicóloga constatou, além da franca exibição dos corpos, a pouca reserva ou cautela das entrevistadas quanto à privacidade. Elas abriam as casas, recebiam Joana no quarto, trocavam de roupa na frente dela, desfilavam diferentes trajes, cozinhavam, ralhavam com os filhos. "Participar da pesquisa confere visibilidade social para essas mulheres, enquanto as de classe média e alta preferem dar entrevistas por telefone ou em lugares públicos. Essa atitude franca, aberta, também está no prazer ao exibir o corpo, sem submissão a padrões rígidos de magreza, já que a comida tem a ver com opulência e prosperidade", diz Joana.Apesar de procurar fazer ginástica e se inscrever em hospitais públicos para cirurgias de redução de estômago, essas mulheres não reverenciam os rígidos padrões estéticos nacionais, preferindo a exuberância de Ivete Sangalo ao corpo magro de Gisele Bündchen. A vida saudável proporcionada por uma alimentação adequada e ingestão de produtos de baixas calorias é uma utopia que elas desprezam. "O discurso ideológico que envolve a dieta e o embelezamento perde a força diante do preço dos alimentos e desses produtos. Elas assumem, sem paranoias, o prazer que podem desfrutar de corpos fora de forma. O uso do corpo e da sexualidade são plenos", afirma Joana.

A exposição dos corpos no Brasil, particularmente na zona sul carioca, é um fenômeno único para estrangeiros, como o antropólogo francês Stephane Malysse. Radicado em São Paulo, onde é professor na USP, Malysse percebeu o corpo "mais presente" no Rio do que na França, quando visitou a cidade pela primeira vez em 1996. Dois anos depois, iniciava a pesquisa sobre a corpolatria brasileira diante do olhar de quem vem de outros países. O culto ao corpo modelado pelas academias de ginástica era maior nas classes médias e altas. Já o desnudamento de homens e mulheres fora dos limites praianos era comum entre os que vinham das classes C e D.

"O corpo é um cartão de visita no Brasil e a musculatura, uma extensão sexual do gênero. A roupa amplia o corpo brasileiro, não serve para esconder, camuflar imperfeições. Na França, mulheres jovens a partir dos 20 anos vestem-se como suas mães, porque isso tem a ver com o amadurecimento, chegar a uma outra etapa da vida. Aqui é justamente o contrário", constata Malysse.

Retardar ou retirar marcas do tempo não é vaidade para as brasileiras, mas sinônimos de asseio ou saúde, diz Joana Vilhena de Moraes, lembrando que desde a estabilização da moeda, em 1994, há um aumento anual de 30% nas cirurgias plásticas. Ela destaca ainda que 44% da população feminina brasileira gasta 20% do seu salário em estética.

"Dentro de uma sociedade consumista, artigos de beleza viraram sinônimos de asseio, de saúde. Por isso, cosméticos nem são mais considerados supérfluos. Cuidar de si passou a ser uma obrigação e uma nova jornada de trabalho para a mulher. A beleza é vista como um dever e uma obrigação e não um direito", afirma Joana.

Fora do Brasil, o panorama é outro, garante a antropóloga Mirian Goldenberg, que tem acompanhado grupos de brasileiras e alemãs de classes média e alta, todas acima de 40 anos. "Aqui, o corpo é um verdadeiro capital, como já dizia Pierre Bourdieu. As mulheres não têm outro tipo de valorização e o corpo se transformou em mecanismo de ascensão social. Na Alemanha, a diferença começa por não haver tantas mulheres de cabelos tingidos. O amadurecimento não é visto como um estigma, mas como a época em que estão no auge da realização profissional", diz a antropóloga, que relata em seu livro "Coroas" (Record) a dificuldade em formar um grupo de discussão sobre envelhecimento com mulheres acima de 50 anos. O problema não era integrar o grupo, mas chamá-lo de coroas, como queria Mirian.
"Permaneço a única participante do grupo. Todas as indicações para rebatizá-lo ridicularizavam a velhice, reafirmando a juventude e a sexualidade em corpos maduros. Algumas sugeriam que se chamasse 'jovens coroas' ou 'coroas gostosas'", conta.

Segundo a antropóloga, as alemãs maduras consideram falta de dignidade os desvarios cometidos em nome da aparência mais jovem. "A mulher acima dos 40 anos tem um discurso de libertação, sente-se capaz de usufruir o momento em que seu corpo não é objeto de tanto desejo. No Brasil, o que escuto é o desespero das mulheres que se sentem invisíveis por não ser mais olhadas como ser sexual. Na Alemanha, nesse momento elas comemoram a liberdade. A aparência está dissociada da sexualidade, tanto que é comum pessoas mais velhas namorarem. E lá eles têm Ângela Merkel, que não precisou da beleza para chegar ao poder", comenta Mirian.

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*Olga de Mello, pesquisadora carioca - para o Valor, do Rio

Fonte: Valor Econômico online - Caderno EU & Fim de Semana, 26/02/2010

As cirurgias plasticas estão sendo investigadas no interior de SP. Será que o cerco se fecha?

MP investiga cirurgias plásticas irregulares na região
fonte:

http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?289653
Operações seriam feitas nos fins de semana em santas casas de cinco cidades
26/02/2010 - 14:40
EPTV

O Ministério Público investiga supostas irregularidades em cirurgias estéticas realizadas em hospitais da região, que não têm condições adequadas e nas quais atuariam médicos plantonistas. As operações seriam feitas em santas casas, durante os finais de semana, nas cidades de São Simão, Santa Rosa de Viterbo, Serrana, e Jardinópolis, na região de Ribeirão Preto e em Descalvado, na região Central.
Há três meses, a enfermeira Sabrina Machado da Silva, de 31 anos, morreu após fazer uma lipoaspiração em um domingo, na Santa Casa de São Simão. Durante a cirurgia ele sofreu quatro paradas cardíacas e teve que ser removida para um hospital de Ribeirão Preto, onde não resistiu. O laudo do Instituto Médico Legal apontou como causa da morte hemorragia aguda provocada por instrumento cirúrgico.
Segundo o promotor de Justiça de São Simão, Tiago Essado, além do hospital não ter a estrutura necessária para a cirurgia, o anestesista estava de plantão e, por conta disso, teve que deixar a sala de cirurgia várias vezes.“São duas funções e, no nosso entendimento, precisa ter uma pessoa distinta para cada um delas”, afirma Essado

De acordo com o Conselho Regional de Medicina, o médico que acumula atendimento do SUS durante uma cirurgia pode ter o registro cassado.

O advogado do anestesista e o diretor da Santa Casa de São Simão não foram encontrados para comentar o assunto. O advogado do médico que fez a operação em Sabrina disse que só vai se manifestar após a conclusão do Ministério Público.

fonte:http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?289653

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

crianças insatisfeitas com o proprio corpo

Fonte: http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=66312
PARA PENSAR: NOTICIA DO SITE G1

16h43min - 17/02/2010

Pesquisa mostra que crianças e adolescentes estão insatisfeitos com o corpo

4 mil alunos da rede municipal de São José dos Campos foram ouvidos

Cuidar do cabelo, do corpo, praticar um esporte, são hábitos de uma vida saudável. O problema é quando o exagero e a insatisfação geram conflitos, e a imagem do espelho não agrada nunca. Pior ainda, é quando essa vaidade excessiva começa cedo, entre os adolescentes.

A baixa autoestima também pode desenvolver doenças sérias, como a depressão, por exemplo. Uma pesquisa da rede municipal de ensino de São José dos Campos revela que a maioria dos meninos e meninas, com idades entre nove e catorze anos, não gosta da própria aparência.

As meninas valorizam pequenos detalhes, ressaltam qualidades, são ousadas nas escolhas e seguem tendências. Nos meninos a vaidade também está presente. O que chama atenção é que isso acontece cada vez mais cedo nas crianças e adolescentes. “eu tenho que tomar banho, arrumar o cabelo, fazer maquiagem, passar batom, por brinco, pulseira”, conta Mariane de Oliveira, de 12 anos.

O problema é quando a imagem ideal não é alcançada. Talles Luques sabe bem como é isso “Começo a chorar às vezes, porque eu não gosto do jeito que eu sou gordo. Os outros ficam zoando comigo, dizendo que eu sou gordo, aí eu fico triste com isso”, admite o estudante de 11 anos.
É em ambiente escolar que muitos conflitos aparecem. Nessa vivência em grupo as comparações entre os amigos são automáticas, as brincadeiras da turma, às vezes são cruéis e levam a uma busca pela perfeição que em muitas vezes é frustrante. “Queria ser magro, mais bonito, mudar de aparência. Os outros iriam parar de zoar comigo, parar de me xingar e iriam me tratar melhor do que como me tratam agora”, completa Talles.



Estar fora dos padrões é uma das maiores cobranças dos jovens. A pesquisa aplicada na rede municipal de ensino de São José dos Campos entrevistou mais de 4 mil estudantes, meninas e meninos e revelou que 60% das alunas estão insatisfeitas com corpo, sendo que 75% estão dentro dos padrões normais de peso para a idade.
Já no caso dos meninos, 70% não gostam da forma física e mais da metade deles estão saudáveis. “Eles tem uma imagem corporal que não é a realidade, as meninas são magras, mas já reclamam que tem barrigas, os meninos querem ter um porte atlético. A preocupação é que isso pode gerar frustração, baixa autoestima, levar a transtornos alimentares como bulimia e anorexia”, Explica Virgínia Oliveira Silva, coordenadora do projeto.
Letícia Leite, mesmo estando dentro doa padrões de peso para a idade, tem certeza que é gorda e briga com a balança. "Todas as minhas amigas que tem 13 anos pesam cinquenta quilos ou menos e eu peso cinquenta e quatro quilos, aí eu me sinto mal por isso. Minha mão não quer que eu emagreça, mas meu pai fica zoando, me chamando de gordinha", conta a estudante de 13 anos.

A recomendação da psicóloga Fabiana Luckemeyer é que os pais ajudem nessa difícil fase de aceitação dos filhos. “No dia a dia do adolescente, trabalhar esse autocuidado, que seria um esporte, uma boa alimentação, elogiar, não só a aparência, mas as características pessoais do adolescente para que eles se autoafirmem”, conta Fabiana.
Os pais devem ficar atentos também aos sintomas de transtornos alimentares, citados na reportagem. Na bulimia, um dos sinais pode ser a alimentação exagerada num curto espaço de tempo seguida de vômito autoinduzido. Há também o uso indiscriminado e perigoso de laxantes e diuréticos
Na anorexia, o processo é inverso, o jovem deixa de comer por acreditar que está acima do peso, quando não está. Há uma visão distorcida do próprio corpo. Nas meninas, pode haver interrupção do ciclo menstrual e tanto nos sintomas da bulimia quanto da anorexia, é fundamental procurar ajuda médica imediatamente.



JOVENS COM ANOREXIA TÊM MAIS GORDURA NOS OSSOS

CAROS... MAIS UMA NOTÍCIA SOBRE SAUDE CORPORAL: UM ESTUDO SOBRE A BBC 
FONTE:  http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=196351
UOL/Boa Saúde
Pessoas com anorexia nervosa têm impressionantes altos níveis de gordura dentro da medula óssea, segundo pesquisadores do Hospital da Criança em Boston, nos Estados Unidos. Avaliando a imagem da ressonância magnética dos joelhos de 20 garotas com anorexia e 20 garotas saudáveis da mesma idade, os pesquisadores notaram que as primeiras tinham maior conteúdo de gordura - visualizada como medula amarela - e menos da metade do conteúdo de medula vermelha.
De acordo com os autores, a medula óssea vermelha é funcional e altamente produtora de células, estando presente no nosso corpo principalmente até os 25 anos de idade. A partir dessa faixa etária, esse tipo de medula é, aos poucos, substituído pela medula amarela que possui baixa funcionalidade e é formado por gorduras.
“É um contrassenso que uma jovem magra com quase nenhuma gordura subcutânea estaria armazenando gordura em sua medula”, ressaltou a pesquisadora Catherine Gordon. “A formação óssea é muito baixa em garotas com anorexia, e este é um problema particular porque são adolescentes em crescimento, que deveriam estar formando ossos em nível máximo. Mas, por causa das alterações hormonais induzidas pela má nutrição, a medula para de produzir as células necessárias para formar os ossos. Ao contrário, as células-tronco são levada em direção à formação de gorduras”, explicou.
VAMOS ACOMPANHAR ESSE ESTUDO COM MAIS ATENÇÃO E SEGUIR O DESENROLAR DOS FATOS. NÃO COMO SENSACIONALISMO, MAS PENSANDO NA SAÚDE DAS PESSOAS.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Enfim a TV continua dando aulas de saúde e estética...

Tem gente que não gosta de mulher pêra. Mas também tem muita gente que adora. “Acho que os homens preferem as mulheres assim. Então, estou satisfeita”, diz a modelo Danielle Paiva. “Meu atual marido adora meu corpo assim. Ele falou que, se eu fizer uma lipoaspiração, ele até me larga”, conta a cabeleireira Vera Carvalho.


Gosto não se deveria discutir. Mas a ciência, metida que é, achou que era o caso de meter a colher nessa fruteira. Um estudo internacional revisou várias pesquisas sobre os efeitos da gordura abdominal e a das coxas, quadril e bumbum, a chamada gordura periférica, e decretou: ter o corpo em forma de pêra é melhor para a saúde do que ser do estilo maçã.
“Eu concordo com essa pesquisa. Inclusive, não tenho doença nenhuma, sou perfeita. Tenho muita saúde. Mesmo assim, com isso tudo grande”, ressalta Vera, apontando para os quadris.

Os tecidos gordurosos servem para armazenar energia. Conforme o corpo precisa, essa energia é liberada sob a forma de ácidos graxos. A gordura acumulada ao redor da cintura é facilmente liberada quando solicitada. Já a gordura periférica fica lá e funciona mais para necessidades de energia de longo prazo.
Por isso, quanto mais gordura na área abdominal, maior a chance de os ácidos graxos circularem pelo corpo e acabarem se acumulando nos músculos e em órgãos como o fígado.

Essa quantidade maior de ácidos graxos pelo corpo é uma das razões que explica porque muita gordura na barriga aumenta o risco de ter doenças cardíacas e diabetes. Mas não é a única. A gordura periférica não é apenas menos prejudicial: ela pode trazer benefícios para a saúde. “É bom, mas não quero pra mim”, resiste a dentista Ingrid Calheiros.
“A gordura acumulada no quadril e coxa é benéfica porque produz algumas substâncias que são benéficas para o organismo. São substâncias que sinalizam para o cérebro que você está alimentado. Então, você diminui a quantidade de alimentos porque aquela substância aumentou e você sabe que está bem alimentado e, principalmente, ela produz algumas substâncias que atuam nos vasos como antiinflamatórios. Ou seja, são substâncias que evitam a ocorrência de inflamação da parte interna dos vasos, que pode causar a obstrução desses vasos”, explica o médico Ricardo Meirelles, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo.
Para saber se você tem risco alto ou baixo de ter doenças cardíacas e diabetes, existe uma fórmula. Meça a circunferência abdominal e divida pela medida do quadril. “O importante é que a fita não fique muito presa, ela tem que ficar meio solta”, explica a endocrinologista Luciana Lopes.
Foi o que o Fantástico fez, com a ajuda da doutora Luciana, no galpão de uma escola de samba: um pomar carregado de pêras, com todo o respeito.

Para as mulheres, se a conta da cintura dividida pelo quadril der menor do que 0,85 o risco para problemas cardíacos é baixo. Para homens, o valor de referência é 0,90. Menor do que isso, o risco é baixo. Maior, risco alto.

Conclusão: no pomar do samba está sobrando saúde.
ANTES DE QUALQUER CONCLUSÃO FAÇA UM CHECK UP E CONVERSE COM SEU MEDICO

MULHERES COMO OUTDOOOR!!!!

Modelos desfilam com o corpo pintando no circuito Campo Grande




Foto: Antonio Reis/Especial para Terra



Reduzir Normal Aumentar Imprimir Pense rápido: o que vem primeiro à sua cabeça quando você pensa em Carnaval? Se a resposta envolve mulheres com pouca roupa, talvez haja futuro para você no mercado publicitário de Salvador.

Foi esse tipo de associação que inspirou a campanha publicitária de alguns estabelecimentos da cidade, como óticas e salões de beleza. Eles 'alugaram espaço' no corpo de algumas moças, que saem em vários blocos da capital baiana com o anúncio pintado pelo corpo nu.

Com esse marketing de guerrilha, a expectativa dos anunciantes é que algum folião lembre do produto que é divulgado nas partes das moças.
http://diversao.terra.com.br/carnaval/2010/noticias/0,,OI4268982-EI14620,00-Corpo+feminino+serve+ate+de+outdoor+em+Salvador.html



MUSCULOS OU CORPOS ESCULTURAIS PARA A FESTA DE MOMO?

BEM ADEQUADO PARA O PERÍODO DE PÓS-CARNAVAL. AFINAL CORPOS FORTALECIDOS FEMININOS DEVEM VIRAR FORTALEZAS. AFINAL O QUE QUEREMOS CONQUISTAR ? MAIS ESPAÇO?  MAIS FORÇA? MAIS MÚSCULOS? OU SIMPLESMENTE MAIS AMOR?
ENFIM ENCONTREI ESTE TEXTO NO BLOG DO RONALDO

Mulheres musculosas: elas são bonitas?

Os padrões de beleza mudam. Mudam-se os tempos, mudam-se os gostos estéticos. Os filósofos gregos quando começaram a discutir o “belo” acabaram por criar uma espécie de cânon de beleza. Alguns daqueles valores referenciaram a sociedade daquela época. Entretanto, outros foram eternizados. Permanecem, pois reproduzem leis invariáveis da estética. Estas estariam relacionadas à capacidade de produzir prazeres autênticos. Platão, por exemplo, fala da relação entre harmonia e bondade de caráter, do bom comportamento, da simplicidade, da alma humana dotada de bons sentimentos, amor. O belo, portanto, não estaria apenas na aparência, naquilo que se vê na exterioridade.
Mas aqui a proposta não é refletir sobre o pensamento teórico que fundamenta as discussões estéticas. Apenas intenciono pensar alto sobre o que publicou a Época na edição desta semana. A revista traz uma ótima reportagem sobre a beleza feminina no século XXI. Com o título “A beleza da força”, a Época sugere que o corpo musculoso parece representar uma nova estética feminina. São mulheres que malham, que gastam horas na academia para definir braços, coxas, abdome, bumbum. Elas têm mais que medidas perfeitas e corpos durinhos – com pouca ou nenhuma flacidez. Possuem músculos.



A pergunta que norteia a reportagem é: essas mulheres saradas são realmente bonitas?



Difícil responder. O assunto é polêmico. Gostos são culturais. E numa sociedade onde se convive com a diversidade, nem sempre o que agrada a um grupo de pessoas é capaz de agradar a todos.



Nas passarelas, por exemplo, não há espaço para mulheres bem torneadas. Lá é o reino das magras, quase anoréxicas. As formas não são valorizadas. Por isso, não é incomum dizer que as modelos são uma espécie de “mulher cabide”.
Os produtos de mídia – na tevê, revistas etc – também destacam as magras. Mas os tipos são um pouco mais variados. As “gostosas” são as que mais fazem sucesso. Elas aparecem nas capas das publicações, são referência de saúde e beleza – além de serem as preferidas dos fotógrafos para as revistas de fofocas e celebridades.
Mas e no mundo real? No reino das milhões de anônimas espectadoras desse padrão estético que domina a moda e a mídia?
Uma coisa é certa: elas estão insatisfeitas. São pressionadas a reproduzirem a beleza das modelos, atrizes e das musas do carnaval. Se olham no espelho e só conseguem ver o que falta. Ou que o que sobra. E é verdade… Anda sobrando muito mais. Afinal, tem crescido o número de pessoas com sobrepeso ou obesidade.
Bem, no mundo real, o que nós homens também opinamos – ou pelo menos gostaríamos de nos fazer ouvidos -, agradam os olhos aquelas que preservam a feminilidade. E aqui a aparência tem importância, mas não é só isto. Somos capazes de ignorar uma ou outra celulite, algumas curvinhas fora do lugar.

Mulheres fortes parecem ocupar o lugar do homem. Músculos são sinais de força – historicamente, característica muito mais masculina.

Desejamos mulheres que sejam diferentes de nós. De corpo e alma. Queremos mulheres que cuidem do corpo, mas que saibam que preferimos formas graciosas e preservem o jeito feminino de ser.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

MANUAL DA VEJA E AS MUSAS DO CARNAVAL

Carnaval -Mundo das musas em expansão - MATERIA DA VEJA. INSISTINDO EM NOS APRESENTAR SERIAMENTE AS MUSAS DO CARNAVAL

Rainhas do samba precisam dar duro para crescer em todas as direções e impressionar na avenida. Regime de trabalhos forçados inclui malhação da pesada, suplementos poderosos e próteses além da imaginação
Seios:
350 mililitros de silicone. "O básico do Rio", explica Mirella Santos
Alimentação: Várias barras de cereais e no mínimo cinco shakes de proteína por dia. Fora a comida, propriamente. "Fácil, fácil, eu descambo e como todo dia pastel, brigadeiro e coxinha"

Braços: Exercício relativamente moderado. "Qualquer pesinho que eu pego, já fico grande em cima. Mas carrego o Latino no colo"

Quadris :São 105 trabalhados centímetros. "Uso calça 42 masculina. Menor que isso não passa no meu bumbum"

Coxas: Ela empurra 300 quilos no leg press. "Deus me livre de ter as coxas da Gisele Bündchen"

No Carnaval, sabe-se, tudo é possível. Até o fenótipo de Valesca Popozuda, a funkeira carioca, parecer absolutamente normal. Basta olhar as fotos das soberanas da avenida neste ano para notar que a explosão corporal preconizada por Valesca, que já era um projeto em permanente expansão, atingiu novos píncaros. Neste reino do "ão" - coxão, bração e outras características aumentativas do tal fenótipo -, sobressai a espetacularmente musculosa Mirella Santos, 26 anos, destaque da escola Grande Rio. O currículo de Mirella não é exatamente impressionante - mulher do cantor Latino, ex-participante do reality show A Fazenda, carreira de modelo "inclusive na Turquia" -, mas seu empenho em se transformar em colosso muscular é um caso de exemplar dedicação. Há quatro anos, pesava 57 quilos. Hoje, a balança bate em 69. A circunferência de sua coxa é igual à do jogador Roberto Carlos, 64 centímetros, e o conjunto só se acomoda em jeans tamanho 42, com cintura evidentemente ajustada. "Menor que isso não passa no meu bumbum", explica.
A rotina de exercícios e alimentação de Mirella neste período pré-carnavalesco é comparável ao treinamento de um comando Seal da Marinha americana. A reportagem de VEJA tentou segui-la por um dia e confessa: falhou fragorosamente. Os grupos musculares são alimentados diariamente com pratos gigantescos e cinco intragáveis suplementos alimentares à base de proteína. Enjoaram? Pois ainda nem chegamos ao treino de musculação. Mirella faz exercícios de agachamento com uma barra de 100 quilos nas costas - o suficiente para deixar a reportagem de VEJA no chão, logo de cara. Para modelar as coxas portentosas, ela empurra com pés e pernas, num instrumento medieval chamado leg press, 300 quilos. A reportagem tentou, não saiu do lugar e foi empurrada para fora da sala de ginástica (e, de dor, passou três dias sem poder andar direito). Mirella tem a força, e se orgulha disso. "Outro dia, tirei o Latino da piscina com um braço só. A Lucilia estava lá e ficou impressionada", conta. Lucilia é a Diniz, herdeira do Grupo Pão de Açúcar e a mais nova grande amiga do casal. Aos intrigantes que esquadrinham a amizade procurando o que não existe, Mirella reserva boas risadas. "O que acontece é que eu e o Latino tiramos a Lucilia daquela vidinha de playboy de São Paulo. E ela adorou a gente", esclarece, chacoalhando as correntinhas. Sim, porque Mirella malha com rímel, base, blush, seis brincos, quatro anéis, três correntinhas, unhas postiças rosa-choque, top, short e meião. Este, esclareça-se, é um modismo característico do Rio, onde o uniforme completo de malhação entre as ratas, ou gatas, de academia consiste em um macacão bem decotado e a tal da meia grossa, branca e esticada até o joelho, igualzinho a Letícia Spiller na novela. Reza a lenda que a mulher que põe silicone ganha o meião para acompanhar o pacote.

"AGORA SUAVIZEI"

Gracyanne, a pioneira: depois de quatro anos em que, avalia agora, cresceu "demais", vai sair à frente da bateria da Unidos de Vila Isabel "mais fininha", com meros 102 centímetros de quadris, 77 de cintura e 65 de coxa

Pioneira do pneumático modelo de beleza que agora predomina no Carnaval, Gracyanne Barbosa, 26, rainha da bateria da Unidos de Vila Isabel (e modelo, o que mais?), delineia certa contenção. "Eu fiz escola com esse meu corpo. Mas perdi o limite. Cresci demais e, agora, suavizei", afirma Gracyanne, que planeja aparecer "mais fininha" neste ano. Não que algum ser normal da espécie feminina conseguisse sequer se aproximar do regime carnavalesco de Gracyanne. Ela faz leg press com massacrantes 600 quilos e ingere nada menos que 32 claras de ovo por dia. "Levo a omelete numa marmita e como até dentro do carro", explica. Mesmo na versão suavizada, mede 102 centímetros de quadris, 77 de cintura e 65 de coxa.




Não venham, porém, com essa história de moderação para Valesca Popozuda. Com o atributo que lhe valeu o apodo expandido com 350 mililitros de silicone, Valesca, neste ano, aumentou também a prótese dos seios. "Botei quatro-oito-cinco", informa. Dez dias depois da nova cirurgia, ela participou, nua e pintada, de um ensaio da escola Porto da Pedra. Por causa da imprudência, pegou uma pneumonia e passou sete dias internada. "Mas vou desfilar nem que seja de cadeira de rodas", antecipa.
QUATRO-OITO-CINCO"

Valesca, a maior de todas: depois de aumentar o silicone dos seios para 485 mililitros, a rainha da Porto da Pedra pegou pneumonia e está de repouso. Mas vai desfilar "nem que seja de cadeira de rodas"



Com tantas candidatas dispostas a desdobrar fibra por fibra a musculatura corporal, as altas instâncias carnavalescas precisam fazer certa ginástica linguística. A Mangueira, por exemplo, inventou uma nova categoria de fortonas, a de musa da escola. Uma delas é Nicole Bahls, 24 (currículo: ajudante de palco do Pânico na TV e ex-namorada de Thor, 18, filho de Luma de Oliveira e Eike Batista, com quem terminou porque "era muito cansativo ir todo fim de semana para a casa dele em Búzios, de helicóptero"). Nicole leva muito a sério os preparativos para a função na avenida. "O exercício de quatro apoios é como escovar os dentes para mim; faço todo dia, toda hora", conta. Em um ano e meio, subiu de 48 para 61 quilos graças a uma dieta de crescimento muscular que já incluiu macarrão no café da manhã. Seu diferencial: "Meu silicone é cônico. É melhor que os ovais, porque deixa o peito mais empinado". Ao contrário de outras da musculosa categoria, Nicole avança num assunto proibidão: "Tomo um remedinho que acelera os batimentos cardíacos. Com ele, tenho vontade de ficar dez horas por dia na academia". Uma das colegas com quem vai dividir as honras da avenida, Mariana Souza, 24, prevê que o desfile em posição destacada vai ajudá-la a esquecer um dissabor. Em 2008, foi temporariamente retirada de circulação por envolvimento com clonagem de cartões de crédito e acusada de formação de quadrilha, estelionato, receptação e furto. "Sou inocente. Foi tudo culpa de um amor bandido", esclarece. Alguma dúvida de que o Carnaval das novas e musculosas musas será inesquecível?
ENFIM COMO SER NORMAL E PERFEITA
FONTE: http://veja.abril.com.br/270110/mundo-musas-expansao-p-096.shtml

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

PARA LER E REFLETIR

VALE A PENA LER TAMBÉMN ESTA HISTÓRIA
Sofia (nome fictício a pedido da entrevistada)
Publicação: 08/02/2010 08:00

Tenho 27 anos e tenho dismorfia corporal desde cerca os 8 anos de idade. Quando eu tinha 5 anos uma tia que morava comigo dizia que eu era muito feia quando nasci, que eu parecia um sapo porque nasci prematura. Também havia um amigo do meu irmão que tinha uma irmã que estudava comigo no jardim. E lembro que ele me chamava de feia e eu começava a chorar. A psicóloga explicou que como pessoas do meu convívio falavam que eu era feia, e com a idade que eu estava a minha personalidade ainda estava em formação. Então parei de me ver como eu era e comecei a me ver como os outros falavam. Aos 8 anos ou- me lembro um dia que fui ao banheiro e quando me olhei no espelho comecei a chorar. Meu pai veio ver o que estava acontecendo e eu falei em meio as lágrimas "eu sou feia". Foi quando comecei a fazer terapia. Fiz cerca de dois anos de terapia. Em nenhum momento a psicóloga falou para meus pais que se tratava de Dismorfia Corporal. Talvez nem ela soubesse.
Depois dos meus 15 anos sempre me falavam pra eu entrar em uma agência de modelo porque eu tinha corpo para isso. Tenho 1.77 de altura, 60 kg, pele clara e olhos verdes. Sou descendente de italianos. De tanto falarem mas eu me ver muito feia para ser modelo, resolvi aos 19 entrar para uma agência, já que assim eu poderia descobrir o meu valor e ver uma beleza em mim que eu não conhecia até então. Não deu certo. Fiz dois books em duas agências diferentes, mas eu já fazia as fotos sem confiança. Então o resultado das fotos era o reflexo de como eu me via e não de como eu era. Rasguei praticamente todas as fotos.
Aos 21 anos voltei a fazer terapia. Foram 6 meses de terapia toda semana. E mais uma vez eu achava que não estava chegando a lugar nenhum. Acabei arranjando um emprego e larguei a terapia novamente.
Foi quando comecei a ter distimia (sentimento de tristeza contínuo por mais de 2 anos) e não sabia. Achava normal me sentir triste já que a vida não é um mar de rosas pra ninguém.
Apesar de todos dizerem que eu era bonita, aquilo me parecia um consolo. Quando as pessoas diziam que eu tinha uma beleza exótica, aquilo pra mim era uma forma diferente de dizerem que eu era feia. A gente cria as coisas na nossa cabeça.
Quando eu ia a alguma festa, achava que todos reparavam na minha "feiúra". Se eu via que alguém estava me observando nunca achava que a pessoa estava me achando bonita. Logo pensava que estava pensando "nossa, como ela é extremamente feia, nunca vi algo igual".
Sou publicitária e deveria entender que o papel da mídia é esse mesmo, de impor um padrão de beleza. O corpo perfeito, o cabelo perfeito, a pele perfeita, tudo para gerar vendas. Mas apesar de saber na teoria, na prática isso não acontecia.
Aos 24 anos decidi que eu ia mudar essa visão que eu tinha de mim. Comecei a cuidar de mim, sempre me arrumando, me maquiando para me sentir bonita. E assim foi dos 23 aos 26 anos. A insatisfação comigo passou para a insatisfação com o mundo. Eu pensava na desigualdade social da minha cidade e de outros países. Nos maus-tratos aos animais domésticos e selvagens. Na destruição das florestas e assim por diante. Eu tomava as dores do mundo. Eu já estava com depressão e não sabia. Achava que a vida era difícil pra todo mundo. Pra quem não é? Começou a ser difícil pra levantar da cama e trabalhar e também deixei de sair de casa aos finais de semana.

Eu lembro quando eu não conseguia mais tomar banho. Muita gente acha que a pessoa com depressão tem preguiça. Preguiça porque ela não toma banho, porque ela não sai de casa, porque ela não vai trabalhar. Preguiça é falta de vontade, desleixo, descaso, sem disposição. Depressão é você querer fazer, e você não conseguir nem tentar, não se tem mais forças. É o desânimo, a desesperança.
Eu rezava todas as noites para ter força para levantar o outro dia e trabalhar. Todos os dias eu chorava pois via que eu estava no meu limite. De ter tentado até o fim das minhas forças e não ter conseguido. Eu já tinha conversado com os meus pais e colocada toda a situação. Além de eles já conhecerem essa história desde quando eu era pequena. Mas eles não conseguiam entender. É como uma pessoa com anorexia. Ela pode tentar te explicar de todas as formas de que ela se vê gorda. Você tenta entendê-la, mas é difícil aceitar que uma pessoa tão magra, ao ponto de se ver os ossos dizer que se vê gorda. E comigo era assim. Só que ao invés de me ver gorda eu me via feia. Um feia extremo que me deixava desfigurada. Ao me olhar no espelho eu via olhos muito grandes e saltados, um nariz que não combinava com o meu rosto. Dentes muito tortos e desalinhados, olheiras profundas e muitas manchas (sardas) no rosto.
Em junho de 2009 comecei a procurar na Internet os tipos de transtornos psicológicos que existiam. Tinha que ter alguma explicação para tudo isso. Li de problemas do sono a esquizofrenia. Foi quando cheguei ao "Transtorno Dismórfico Corporal" e me vi descrita em cada linha.
Poucos dias depois eu estava no serviço com uma angústia muito forte. Vi que eu precisava de ajuda. Liguei para uma psicóloga que tinham me indicado há 2 anos atrás e, segurando a voz de choro, marquei uma consulta para o final da tarde.
Não consegui mais trabalhar. Eu só chorava e pedi para que meu chefe me dispensasse aquele dia. No final da tarde fui até o consultório e a psicóloga logo falou que eu tinha Dismorfia Corporal. Me senti mais aliviada em saber que pela primeira vez um profissional sabia o que estava falando. Ela me encaminhou para o psiquiatra já que eu estava visivelmente com depressão. O psiquiatra me afastou uma semana do trabalho e comecei a tomar Citalopram 20 mg. Junto com a medicação comecei a fazer terapia cognitiva. As sessões de terapia me faziam refletir. Em vez de ela argumentar, ela me questionava, devolvendo uma pergunta para os meus argumentos e que me faziam refletir se a minha forma de pensar tinha mesmo fundamento. A medicação que eu estava tomando não estava fazendo o efeito esperado e acabei piorando. O psiquiatra trocou minha medicação de Citalopram 20 mg para Procimax 40 mg. Comecei a ter dias mais tranqüilos, sem aquela angústia. Algo que eu não sentia há anos.
Um dia (2009) fui ao dermatologia e falei "quero tirar essas manchas do rosto" (que na verdade são sardas clarinhas). O dermatologista não questionou e me passou uma pomada (ácido) para o rosto. Passava todo dia, a pele do meu rosto trocou toda, ficou vermelha porque a pele nova era muito sensível. O resultado? As sardas não saíram nem ficaram mais fracas. Tenho sardas nos braços, no colo, nas costas e no rosto. Nada muito chamativo, mas que me incomodam.
Apesar de ainda não me ver diferente, sabia que com o tratamento psicológico um dia eu me olharia no espelho e ia me ver como realmente eu sou. As sardas não iam sair, nem meu nariz ia mudar, mas eu ia aceitar eles.
Nas vezes que procurei sobre dismorfia corporal na Internet, só encontrei matérias sobre o assunto mas nenhum blog de alguém que tivesse essa doença. Ao contrário da Anorexia que existem muitos blogs, até mesmo de meninas que acham que anorexia é um estilo de vida. Foi ai que decidi que eu faria um blog contando a minha história, o meu dia a dia, assuntos relacionados a dismorfia corporal, livros a respeito do assunto, outras celebridades ou anônimos com o mesmo caso. O blog não chega a ser uma válvula de escape para mim. Gosto de ver que outras pessoas que também tem dismorfia corporal quando encontram o blog se sentem mais aliviadas em ver que não são as únicas que passam por isso. Recebo email de pessoas que falam que também tem dismorfia, mas que não deixam comentários nos posts do blog. É um tanto difícil ainda quebrar paradigmas e falar sobre os nossos medos.
Morei em Santa Catarina desde quando nasci. E sempre achei que no Sul há uma cobrança maior de beleza que no restante do país. Como para a minha profissão Rio de Janeiro e São Paulo possuem um campo de trabalho melhor, uni as duas coisas e me mudei em janeiro de 2010 para o Rio de Janeiro.

TODOS TEM QUE TER DIREITO E VOZ PARA SE EXPRESSAR
FONTE: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/02/08/cienciaesaude,i=171694
/DEPOIMENTO+SOFIA+NOME+FICTICIO+A+PEDIDO+DA+ENTREVISTADA.shtml


DEPOIS DE UMA LIPO, QUE TAL SER CAPA DE REVISTA

DEPOIS DE UMA LIPO. MAQUIADA E BEM TRADA TODAS NÓS PODEMOS SER MARAVILHOSAS E POSARMOS PARA A REVIST BOA FORMA. BEM PERTINHO DO CARNAVAL. SERA QÉ SOMENTE COM A REDUCAÇÃO ALIMENTAR ELA CHEGARIA LÁ.????

Giovanna Antonelli, 33 anos, é capa da edição de fevereiro da revista Boa Forma, que chega às bancas nesta sexta-feira (12). Nas imagens, ela aparece de biquíni e mostra forma impecável. Ela engordou 20Kg há 4 anos, durante a gravidez do filho Pietro (que completa cinco anos em maio próximo) e disse que conseguiu recuperar a boa forma com reeducação alimentar. Ela também fez uma lipoaspiração depois da gravidez. "Entendi que a gente pode até comer o que quiser depois dos 30, mas o preço é alto. Engorda mesmo!"
FONTE: http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI4259779-EI13419,00-Giovanna+Antonelli+aparece+de+biquini+em+capa+de+revista.html

A MIDIA CONQUISTOU IMENSO PODER NA IMPOSIÇÃO CORPORAL E CULTURAL FEMININA. SABEMOS QUE NÃO É TÃO SIMPLES , COMO ESSE DISCURSO COLOQUIAL E COTIDIANO INTERPRETADO PELAS ATRIZES GLOBAIS, QUE AS MULHERES ANÔNIMAS SERÃO LINDAS E MARAVILHOSAS. EM PRIMEIRO LUGAR, DEVEMOS SER ACEITAS E NOS ACEITARMOS COMO SAU´DÁVEIS E QUETIONAR ATÉ QUE PONTO SÃO FELIZES AS MULHERES QUE NECESSITAM TESTEMULHAR SEU SUCESSO PELO CORPO, E NÃO POR ELAS MESMAS.

PHOTOSHOP X MULHER X CORPO X GORDURA

DEPOIS DE 5 DIAS SEM INTERNET EM CASA, RETOMO MEUS TEXTOS. ME DESCULPEM O DESABAFO.... MAS AQUI NO BUTANTÃO, FORAM: 4 DIAS SEN ÁGUA, 1 DIA SEM TVA E 5 SEM INTERNET. DÁ PRA VIVER ASSIM???? VEJAM QUE LEGAL O TXTO QUE ENCONTREI NO BLOG:http://caleidoscopyo.blogspot.com/2010/02/revolucao-photoshop.html MAIS UM DESABAFO...

Asséptico. Foi nisso que o photoshop transformou os corpos femininos. Nós abrimos as revistas e não vemos mais curvas, dobras, manchas, pêlos, estrias e etc. Vemos corpos cujo tom de pele é uniformizado, a luz é corrigida, tudo, até mesmo os POROS, são reparados. Essa é a imagem de corpos nus a que estamos acostumados.

Com as mulheres é pior. Além de toda a história de séculos de opressão e tal e coisa eu credito também à gordura a culpa desta história. Um corpo masculino bonito é feito basicamente de músculos bem trabalhos, já as formas tipicamente femininas são moldadas com gordura. Seios, a curva da cintura, coxas e bumbuns redondos, tudo feito de gordura. E a gordura é uma vaca! Tecido molinho, que balança, temperamental e que se enche de celulite.

E daí você tem duas formas de eliminar essa vilã fisiológica. As duas são tão antinaturais que comprometem o funcionamento do corpo feminino tal como corpo fêmeo. Ou você malha, malha e malha até ficar uma pilha de músculos e diminuir a taxa de gordura corporal, ou você emagrece, emagrece e emagrece tanto que não sobra uma reserva de lipídios para contar história.

O ciclo hormonal feminino PRECISA de gordura para funcionar, o tecido adiposo É um órgão endócrino. Sem contar que, no final das contas, ao trocar a imprevisibilidade dos nossos 20%, 30% de “massa gorda corporal” por músculos ou ossos, acaba-se por trocar 6 por meia dúzia. O corpo ainda continua desagradável. Afinal, quem gosta de ver um saco de osso desfilando na passarela? Ou então aquela barriga cheia de gominhos, quadrada, das saradonas? E ai entra o photoshop de novo, para se criar curvas onde não existem.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

REPÚDIO AO GAME QUE EXPLORA O CORPO FEMININO - nada faltava mais nada

Da Redação DA BANDEIRANTES - SITE OFICIAL
http://www.band.com.br/jornalismo/tecnologia/conteudo.asp?ID=260214
não faltava mais nada...  leiaim e repassem.....

O ESRB (comitê de classificação de software de entretenimento, na sigla em inglês), demonstrou repúdio ao game Dead or Alive Paradise, para o PSP. Segundo divulgado nesta quarta-feira (3) pelo órgão norte-americano que estabelece a censura recomendada para jogos eletrônicos, o título é permitido apenas para maiores de 18 anos por conter cenas de "voyeurismo assustador".
O game, segundo o comitê, permite aos usuários "observar mulheres adultas vestidas em biquínis curtos balançar seus seios". O texto, que explica a classificação, diz ainda que o corpo feminino é exposto em "partidas de vôlei, na piscina, na praia e na frente da câmera".
O título coloca usuários em minijogos para que ganhem créditos para comprar presentes para as personagens, ganhando confiança delas para poder aproximar a câmera nos mais diversos ângulos. "Pais e consumidores deveriam saber que o jogo contém uma quantidade razoável de ´mau gosto´ e, algumas vezes, um voyeurismo assustador", diz o texto.
"O game também contém uma noção bizarra e errônea do que mulheres realmente querem (nas condições de terem duas semanas de férias pagas em um resort em uma ilha) - o Paraíso não significa sentar de pernas abertas com fio dental em cima de troncos de árvores", completa o ESRB. Confira o trailer da versão europeia do título acima.

CONTRADIÇÕES DA BELEZA - MODELO X VIDA REAL

BELISSIMO TEXTO PUBLICADO NO BLOG SIGNIFICANTES , SOBRE PSICANÁLISE:


http://significantess.blogspot.com/2010/02/contradicoes-sobre-beleza-feminina.html

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
 

Contradições sobre a beleza feminina
Por Ligia Martins de Almeida em 26/1/2010


A mídia não chegou – e talvez nunca chegue – a um consenso quando se trata de beleza feminina. Ao mesmo tempo em que endeusa as modelos supermagras (é só conferir as fotos de revistas de moda como Elle e Vogue) e faz as mulheres comuns se sentirem inferiores, denuncia que as modelos estão magras demais, como se viu no noticiário da semana sobre a São Paulo Fashion Week:
"`Gente, o que é isso, essa menina está doente?´ A frase, de um `fashionista´ sentado na primeira fila de um desfile da SPFW, ilustra um espanto recorrente na atual edição do evento: as modelos estão mais magras do que nunca. Prova disso é que estilistas estão tendo dificuldades em montar seus castings, fazem ajustes de última hora e escolhem peças estratégicas que escondam os ossos saltados das modelos. Na SPFW da magreza radical brilham modelos na faixa dos 18 anos, que têm índice de massa corporal, calculado pela Folha, igual ao de crianças de nove anos. No mundo dos adultos, a Organização Mundial da Saúde chama esse índice de magreza severa" (Folha de S.Paulo, 20/01/2010).
"O retorno da celeuma sobre a esqualidez das modelos nos desfiles de moda é uma útil investida crítica sobre o que a sociedade da ostentação e do consumo vem fazendo com o corpo humano, especialmente o corpo da mulher...
Juntamente com a maquilagem, a moda acaba expressando um crescente desapreço pelo próprio corpo na busca de sempre nova identidade. É verdade que o que se vê nos desfiles de moda rarissimamente se vê nas ruas e mesmo nas cerimônias de grande ostentação social. Portanto, uma insatisfação atendida muito mais pelo anúncio do novo do que por sua concretização" (O Estado de S.Paulo, 22/01/2010).
Uma linha para as curvilíneas
A explicação para a excessiva magreza das modelos é dada (também na Folha de S.Paulo) pela modelo Aline Weber: "Três coleções atrás, no auge do pânico antianorexia, as pessoas pesavam as modelos no backstage para ver se elas estavam saudáveis. Agora, a poeira baixou. Se você engorda um pouco, todo mundo está ali pra te julgar. Se você emagrece, falam que você está linda". Em resumo, a culpa seria mesmo dos criadores de moda. Aline diz conhecer muitas meninas bulímicas e anoréxicas fora do Brasil. "As russas são as piores", conta.
É uma pena que a discussão vá morrer com o fim da Semana de Moda. As modelos vão continuar magérrimas, "por tomar cafezinho em vez de comer", como disse um dos entrevistados da Folha, "por problemas de droga", como disse outro, ou por terem que se adaptar ao padrão parisiense de moda (das mulheres magras com seus ossos que precisam ser disfarçados pelo Photoshop, segundo um "fashionista"). A mídia só vai falar das trabalhadoras da moda (as jovens modelos que ainda não chegaram ao posto de celebridade) durante os desfiles do meio do ano. Talvez o assunto "magreza" nem entre em pauta. E as pobres leitoras, até lá, vão continuar bombardeadas com matérias de moda mostrando modelos magérrimas e, nas revistas femininas, textos que ensinam a entrar em forma para escolher o modelito da edição.

Enquanto isso, nos Estados Unidos – com transmissão pelo canal pago GNT, que se orgulha de ser o grande divulgador de moda no Brasil – a apresentadora Oprah Winfrey continua trabalhando para melhorar a auto-estima das mulheres normais (obesas na opinião dos "fashionistas"). Semana passada, enquanto os jornais brasileiros discutiam a magreza das modelos que apareciam nos lançamentos de moda, ela dedicou quase um programa inteiro ao lançamento de um jeans feito especialmente para as mulheres "curvilíneas", ou seja: mulheres com tudo farto: das pernas aos peitos. Mulheres que, segundo ela, jamais tinham conseguido encontrar um jeans que passasse por suas grossas coxas.

Pode até ser apenas um lance de marketing, já que a própria Oprah, bem gordinha, se declarava confortável no novo jeans, mas mereceu longos aplausos da platéia onde, aliás, não havia nenhuma mulher anoxérica. Essa linha para as curvilíneas – ou seja, o biotipo brasileiro – continua fora de nossas revistas e jornais.

E NÓS SOMOS PASSIVAS, REFLEXIVAS, OU SIMPLESMENTE FELIZES

cuidado bronzeado demais pode se tornar uma doença

REPAREM COMO AS VEZES CHEGA SER UM EXAGERO A EXPOSIÇÃO SOLAR E O TOM DO BRONZEADO. MAIS UMA PREOCUPAÇÃO PARA SERMOS PERFEITA????
FONTE: : http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=244469

Obsessão pelo bronze pode ser uma doença

04 de Fevereiro de 2010
Transtorno recente recebe o nome de tanorexia e afeta duas vezes mais mulheres. A alta temporada atiça a vontade de exibir na estação mais quente do ano um corpo todo bronzeado. Mas ficar exposto ao sol por muito tempo, além de aumentar as chances de surgimento de problemas como câncer de pele e catarata, pode ser, por si só, uma doença. E, tão nova quanto as recentes pesquisas que tentam entender a fixação pelo bronzeamento, e a faixa etária em que esse distúrbio costuma aparecer.

A obsessão por adquirir um tom de pele mais escuro é chamada de tanorexia –a expressão deriva de "tan", termo em inglês que significa "bronzear-se". Trata-se de um tipo de dismorfobia ou Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), que gera uma visão distorcida da própria imagem, resultando numa preocupação excessiva com algum aspecto físico, como a busca incessante por um corpo magro que afeta quem sofre de anorexia. Os tanoréxicos são verdadeiramente viciados em tomar sol, ir a câmaras de bronzeamento artificial ou passar autobronzeadores para manterem-se morenos o ano todo. A pessoa pode estar completamente morena ou até queimada pelo sol, mas, ao olhar-se no espelho, vê-se branca ou pálida, o que a leva a uma maior exposição ao sol e aos raios ultravioletas.





PERFIL



A tanorexia afeta principalmente pessoas entre 25 e 35 anos, embora seja cada vez mais frequente a ocorrência de casos entre menores de idade. Uma pesquisa realizada com 400 estudantes universitários mostrou que 27% deles poderiam ser considerados portadores do distúrbio. O levantamento revelou ainda que quatro em cada dez jovens entrevistados começam a frequentar aos 17 anos câmaras de raios ultravioletas para alcançar um bronzeado mais rápido.

O distúrbio afeta duas vezes mais mulheres do que homens, embora seja cada vez mais comum o número de meninos fixados em adquirir um tom de pele mais escuro. O crescimento tem a ver com o "bombardeio constante para estar bonito". Na visão dos especialistas, as pessoas acabam sendo influenciadas por um padrão estético predominante em revistas, filmes e desfiles de moda. Culturalmente, associa-se o estar bronzeado com a beleza e a saúde. "É ‘mais do mesmo’ fenômeno"



IMAGEM / FOTOS NA LUTA CONTRA A ANOREXIA

noticia encontrada no site terra :
http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI4233421-EI1497,00.html sobre fotos que ajudaram uma inglesa se curar da anorexia...



Com 1,63 m, 35 kg, cabelos ralos e usando roupas de crianças, ignorava qualquer apelo da família até que seu pai lhe mostrou, em 2008, uma fotografia recente ao lado de uma tirada quando tinha peso normal. Ficou chocada. "Parecia 30 anos mais velha e, finalmente, pude ver o que todo mundo podia: uma mulher morrendo. Queria voltar a parecer como a mulher que costumava ser", disse ao jornal Daily Mail.

Samantha passou a introduzir aos poucos mais alimentos à sua dieta e decidiu se fotografar mensalmente por 16 meses para registrar seu progresso. Resolveu também tornar seu diário fotográfico público com o intuito de ajudar outros doentes. "Graças ao diário, podia ver meu rosto mudando. Minhas bochechas estavam preenchendo, as rugas eram menos visíveis e minha pele não era mais cinza. Meu cabelo parecia mais saudável também."
Por volta de maio do ano passado, já havia voltado a usar a antiga numeração de roupa. Mas, ao longo do processo, precisou muito do apoio da família. No começo, chorava durante todas as refeições, achando que cada pedacinho de comida a deixaria gorda.
O problema começou em 2005, ano em que a balança marcou seu maior peso. "Li um artigo que dizia que beber chá verde podia ajudar a emagrecer. Então, comecei a beber duas xícaras por dia e perdi quase 6 kg em dois meses. Me senti tão fantástica que bebia cada vez mais chá." Foi aí que sua alimentação se reduziu a apenas 800 calorias por dia.

Anorexia
Segundo a Associação Brasileira de Transtornos Alimentares (Astral), a anorexia nervosa está associada à baixa autoestima e possui como principal característica a recusa em se alimentar regularmente. O anoréxico geralmente se acha gordo ou tem um medo incontrolável de engordar. Por isso, controla obsessivamente a quantidade de comida.
Considera-se doente quem está entre 10% a 15% abaixo do peso médio correspondente à idade, sexo e altura. De qualquer forma, deve-se ficar atento à privação de alimentos, mesmo que a pessoa ainda esteja dentro do peso, porque o hábito pode levar à patologia.

ENFIM VALE REFLETIR , EM COMO A MIDIA PODE AUXILIAR ESTAS MULHERES...


mais uma mulher morre após lipo....

NOTICIA ENCONTRADA NO BLOG : http://arlonijunior.wordpress.com/2010/02/05/dona-de-casa-morre-apos-lipoaspiracao-em-joao-pessoa/
Dona de casa morre após lipoaspiração em João Pessoa


5/02/2010
(O Globo)
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/02/04/dona-de-casa-morre-apos-lipoaspiracao-em-joao-pessoa-915784470.asp

Mais um caso de morte durante uma sessão de lipoaspiração aqui no nosso Brasil. Muito se fala em relação aos locais em que estas cirurgias deveriam ser executas, do curriculo dos cirugiões etc etc mas a verdade é que este procedimento é altamente invasivo. Não só isso, como em qualquer cirurgia, deve-se fazer uma extensa bateria de exames para se ver se o paciente é alérgico a algum tipo de medicamento, anestesia etc etc etc. Só então, após se certificar de que tudo irá correr bem durante a lipoaspiração, pode-se arriscar a se deitar numa mesa de cirurgia.
Mas meu comentário aqui é outro. Será que não temos mais tempo para tentar moldar o corpo usando de outros meios, seja com dietas e exercícios, o que eu acredito que seria muito mais benéfico do que tentar chegar ao corpo ideal queimando etapas e se submetendo a poucas horas de cirurgia? Mudar os hábitos alimentares, caminhadas etc possuem mais benefícios do que apenas o estético.
Isso também me chama a atenção para duas coisas:
1) O imediatismo desenfreado que a sociedade moderna nos submete diariamente. Correr pra isso, voar para aquilo, falta de tempo para comer, tudo pronto pra aqui, pra agora, pra ontem. O ser humano não tem mais tempo para si, para a família, para aproveitar o mundo a sua volta. Ninguém mais tempo para fazer uma refeição saudável, para caminhar com seus filhos, enfim, viver. O sendentarismo está tão grande que o número de pessoas obesas (desde a infância) vem aumentando significativamente nos últimos anos. Portanto, a correria do mundo moderno força as pessoas a correrem inclusive com a mudança do seu visual, tentando recuperar os anos perdidos de displicência consigo mesmo. Imagino como será daqui a alguns anos quando a medicina estiver mais avançada e remédios aparecerem para perder instantaneamente gorduras localizadas, ganhar massa muscular em segundos etc etc etc. Bons hábitos vão se perder em troca de “bons remédios” para cuidar da aparência – afinal hoje em dia a aparência é tudo, a índole é mera coadjuvante na nossa sociedade, cada vez mais decadente e necessitada de bons exemplos.
2) Falando em aparência, muito antigamente o belo eram as gordinhas, retratadas em inúmeras pinturas de artistas famosos e que atravessaram os séculos. Hoje muito se fala em ditadura da moda, dos corpos malhados e delineados, dos padrões Miss Universo, das atrizes de TV etc etc etc. Acho que se for contar a parcela da população que é magra, realmente magra sem nenhuma gordurinha em excesso dever ser talvez 5% da população mundial. A grande maioria tem uma barriguinha aqui, uma celulite ali, isso quando não entramos na porcentagem dos obesos. Agora, se formos contar a parcela mundial de pessoas ditas “perfeitas”, com o corpo que seria alvo de qualquer TV, revista masculina e por aí vai, acho que não dever chegar nem a 1% do todo. Digo das realmente nascidas “perfeitas”, pois o que vemos aí, as ditas “modelos” são resultado de uma séria de exercícios pesados, suplementos alimentares, dieta rigorosíssimas e muito mais, porque se não fosse isso cairiam talvez nos 5% que comentei, se tanto. A maioria das mulheres não nasce com aquele corpo que todos admiram. Mas a sociedade impõe padrões de beleza e alimenta o preconceito de quem não está dentro deles. Na TV vê-se propagandas onde o magro é o belo, e quem não o é está fora!
Não sou contra o exercício para se manter bem e em forma, pelo contrário, todos nós devemos atuar neste sentido – cuidar de nós mesmos. Um corpo magro ou dentro dos seus limites aceitáveis dever ser reflexo de toda uma situação e condicionamento fisico, alimentação e vida saudáveis. Mas malhar e suar para poder se encaixar em padrões que estão fora da realidade mundial só segrega, além de criar neurose na cabeça de quem “não está dentro deles”, fora que isso é uma grande hipocrisia porque é só olhar em volta e ver como são as mulheres “reais”, seja mães, irmãs, amigas, namoradas etc. Qual é o real padrão de beleza? É a minoria que deve ditar as regras, mulheres anoréxicas que nem podem beber a quantidade necessária diária de água para não engordarem ou são as mulheres que trabalham por aí, no dia-a-dia, nos bancos, repartições, lojas, empresas etc?

Minha percepção é que o mundo se preocupa com coisas pequenas e deixa outras de lado, bem mais sérias. Tanta fome e pobreza no mundo e quem tem a possibilidade de comer bem não o faz pra não engordar… É realmente um contrasenso…
Deixo aqui um site interessante falando sobre “Mulheres Reais”. Aborda o tema da mulher perfeita versus a mulher real, a mãe-de-família que tem mais preocupações no dia-a-dia do que ser perfeita para um mundo que não é perfeito pare elas (nem para nós):

http://theshapeofamother.com/

E viva aquele belo pedaço de pizza, cheio de queijo e com rodelas generosas de calabresa

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...