quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Aparência é fundamental, e daí?

ESTE É UM TEXTO QUE EU GOSTARIA DE TER FEITO  FALA O QUE PENSO, ESTUDO E QUESTIONO. PARABENS VIVIANE FELIZ 2010.
FONTE: http://www.amalgama.blog.br/12/2009/aparencia-e-fundamental/
Aparência é fundamental, e daí?




30–12–2009 --- Envie para um amigo --- Tuitar por Viviane Moreira * –
A forma desperta olhares. O que tem forma é para ser visto. O olhar distingue bem a forma. Quem olha remodela com seu olhar a forma. Entre forma e aquele que vê: a aparência. Se a forma não pudesse ser vista… É assim que funciona desde que o homem foi dotado de visão para reconhecer o belo e o feio. Uma bela aparência na nossa sociedade abre portas em diversas esferas. É um fator que favorece socialmente o homem e a mulher. A aparência conta na entrevista de um emprego e aponta um lugar de destaque na sociedade. Entretanto, a fixação da aparência como valor trouxe mudanças nas relações sociais, afetivas e na subjetividade.

A busca desmedida pelo ideal de uma bela aparência tem sido associada a doenças como anorexia, bulimia e ao aumento do número de vítimas de danos estéticos, alguns irreversíveis, causados por intervenções cirúrgicas desastrosas.
Padrões de beleza são incorporados pelo homem, e se modificam. O imaginário compõe a forma da beleza de uma época. O que simboliza a beleza muda com o tempo. Gianecchini não faria sucesso nos tempos de 007, quando as mulheres suspiravam pelo peito farto de pelos do Sean Connery. Na literatura, algumas musas dos Românticos eram alvas e lânguidas, possuíam traços de fragilidade e eram adoradas por serem inacessíveis. As heroínas despertavam amores impossíveis de se consumar. A mulher de hoje inspiraria esse perfil?O que é ter uma bela aparência qualquer um com senso estético, até uma criança, pode responder, mas quem diz hoje o que é bonito, o que é feio? A mídia, a moda, a ciência e a indústria estética reverenciadas pelo clamor do espetáculo.
Fatores além da permissividade e da passividade explicam a dimensão do culto ao espetáculo: o esvaziamento de ideais, o esvaecimento do pensamento e até da inteligência. Numa cena do filme As Invasões Bárbaras (Denys Arcand), quando os amigos se reúnem para se despedirem do querido amigo Rémy, um deles lamenta: “A inteligência desapareceu.”
Mas se a aparência moldada pelo mercado ordena as relações sociais hoje – e não é exagero dizer que as relações afetivas não ficam fora desse ordenamento -, se os padrões que simbolizam o belo não estão mais sob o domínio do imaginário do sujeito, pois não é tão-somente ele enquanto indivíduo quem os cria, o que lhe resta de autonomia na arte da forma? Esta é uma questão que parece escapar do sujeito narcisista da atualidade.
O homem enquanto ser social precisa se inserir na civilização. Tem que conviver com outros homens. O laço social nos une. Temos que conter nossas pulsões, agressividade, para nos inserirmos na cultura. É a condição da civilização. “Sem as renúncias pulsionais não haveria civilização” (Renato Mezan em Freud, pensador da cultura). Portanto, a cultura requer “economia psíquica do ser humano”. Sem sacrifício das pulsões a cultura não sobrevive. Sem cultura não há política, não há direito, não há sociedade.
Hannah Arendt “detestava a celebridade, mas celebrava o aparecer e o espetáculo”. “Admitia o ‘aparecer’ como uma condição para cada um revelar a sua singularidade e o senso político como um ‘gosto’ de mostrar, de observar, de se lembrar e de contar.” (Julia Kristeva em O gênio feminino – a vida, a loucura, as palavras: Hannah Arendt)
Arendt encontrou em Kant (Crítica da faculdade de julgar) a chave para a sua abordagem do julgamento: a ideia de uma pluralidade de espectadores. Para Kant, “o mundo sem espectadores seria um deserto”. “Sem eles os belos objetos não teriam como aparecer, pois estes são criados pelo julgamento dos espectadores e dos críticos.” O espectador kantiano é interessante “enquanto instância do julgamento”. “O gosto é a particularidade que caracteriza os espectadores e fundamenta a comunicabilidade e o julgamento, por ser o sentido mais singular e o mais partilhável. Prefigura a faculdade de julgar e de discernir o verdadeiro do falso.” “O gosto é intrinsecamente político.”
Com Kant e Arendt aprendemos que o gosto é o nosso sentido mais confiável no exercício de aprovação ou desaprovação. Com ele experimentamos sensações imediatas de prazer ou desprazer que dizem do nosso ser. A comunicabilidade do que agrada ou desagrada é inerente ao gosto. A visão pode nos tapear, a audição também. Pensamos que não ouvimos o que nos desagrada, e acreditamos que ouvimos o que não foi dito, pois preferimos o não-dito ao que não queremos ouvir.
O gosto não permite tais enganos. Um bebê sabe disso e nos “diz” do que gosta e do que não gosta. Se não gostar de um alimento ele reage: regurgita-o. Se insistirmos que coma, ele faz careta, fecha a boca e desata no choro, e fim de papo. Então compreendemos que aquele alimento não foi aprovado. Ele não gostou. Ao agir assim, o bebê exercita suas faculdades de julgamento e comunicação a partir da sensação de desprazer advinda do gosto.
Tenho impressão de que estamos nos descuidando do sentido do gosto. Antenados demais nas cartilhas de bom gosto, nas dicas de certo e errado e nos manuais da boa forma obedecemos aos apelos das tendências do momento com subserviência mecânica. Dependentes do olhar técnico estamos deixando de lado a singularidade do gosto: o que nele é nosso. Assim, abrimos mão do prazer do gosto. E, se estamos levando pouco a sério o gosto, estamos ligando o “piloto automático” para o prazer de viver a vida com os sabores que ela generosamente nos oferece. Estamos franqueando nosso sentido mais privado por onde a vida pulsa de verdade – a troco de quê?
Segundo pesquisas realizadas por especialistas, a ansiedade com as festas de Natal e Réveillon aumenta os níveis de estresse por causa da cobrança de felicidade. Todos temos que parecer felizes, pois não há espaço para a aparência de outro sentimento. É bom não esquecer que viver no conforto do parece-ser pode ter certo fascínio, mas a vida forjada na aparência pode não significar nada.
* Viviane Moreira, Belo Horizonte-MG, não é artista, não é psicanalista, não é filósofa.


O ORGULHO DE SER GORDINHA

'Fat pride', o orgulho de ser gordinha


Por Natalia Cuminale
Dos Vigilantes do Peso ao balão intragástrico. A atriz Fabiana Karla já tentou quase todas as fórmulas e simpatias para perder peso. "No começo, até emagreci, mas os doces me amam", brinca a Dra. Lorca da atração humorística Zorra Total, da Rede Globo. A certa altura, porém, ela decidiu parar de se lamentar pelos quilos extras e assumir as dobras. Sentiu-se bela assim. "Preconceito existe desde que nascemos, mas podemos escolher se vamos aceitar isso ou não", diz Fabiana, disparando contra a tão falada ditadura da magreza. "Agora, as pessoas estão se empenhando em respeitar o espaço dos outros - e acredito que estou contribuindo para isso." Vale acrescentar: Fabiana foi convidada para assumir o papel de rainha de bateria de uma escola de samba carioca - posto tradicionalmente reservado a beldades mais enxutas.

A atriz não está só nessa mudança. Em tempos de lipoaspiração, intervenções plásticas radicais, inibidores de apetite e soluções supostamente mágicas para manter o corpo esbelto, cresce o movimento contrário à já citada ditadura da magreza: o fat pride - ou "orgulho de ser gordo". E suas protagonistas já começam a conquistar o apoio do mundo da moda e de segmentos da comunidade médica.

Beth Ditto, vocalista da banda The Gossip, pode ser considerada um dos ícones do fat pride. Posou nua em duas capas de revistas britânicas, NME e Love – uma especializada em música, e a outra, em moda, respectivamente. Além disso, criou uma marca de roupas para mulheres cujo manequim é avantajado. Já a atriz Brooke Elliott está representando as gordinhas na TV: é a protagonista da série americana Drop Dead Diva, em que interpreta uma advogada cuja vida é atropelada por um tsunami quando uma modelo magra e fútil reencarna em seu corpo. Há ainda outras referências na TV, que vão desde a rainha dos talk shows Oprah Winfrey até programas como More to Love, em que um homem precisa escolher entre pretendentes gordinhas, e Dance Your Ass Off, reality parecido com o Dançando com as Estrelas - mas com dançarinos rechonchudos.




Pela internet, a modelo e atriz Joy Nash colaborou com o movimento ao postar o bem-humorado vídeo A Fat Rant, em que sustenta uma tese que até pouco tempos parecia indefensável: é possível ser gorda e feliz. Leia a entrevista com Joy. No mundo da moda, o debate em torno da revolução da imagem do corpo perfeito foi incentivado pela revista americana Glamour. A foto de uma modelo nua com a barriga saliente ganhou destaque internacional e se tornou assunto de vários programas de TV nos Estados Unidos. "Essa foi a foto mais incrível que eu já vi em uma revista feminina", disse uma leitora em um dos milhares de comentários sobre a imagem. Com a repercussão positiva, Glamour repetiu a dose, desta vez com várias modelos nuas e com formas avantajadas.



Gordinhas nos trópicos - Seguindo o exemplo americano, o Brasil passou a debater mais o assunto. As gordinhas começaram a ser ouvidas em programas televisivos de grande audiência. Daí surgiu o boom: linhas de telefones congestionadas, caixas de e-mails lotadas e crescimento substantivo de acessos em páginas voltadas para esse público. O blog Mulherão, da jornalista Renata Poskus Vaz, registrou um salto na audiência, de 70 visitas, em março, para 130.000, em novembro. Leia entrevista com a blogueira.




O fundador da agência World Models, Flamir da Silva, recebeu mais de 25.000 contatos de mulheres com perfil plus size e que gostariam de trabalhar como modelos. E esse interesse súbito foi sentido em outros sites e agências relacionados a mulheres com esse biotipo. Até a brasileira Fluvia Lacerda, referência no segmento de modelos plus size no exterior, sentiu a novidade. "Eu costumava dizer que não tinha muito mercado no Brasil, mas percebi que agora existe esse movimento. Aos poucos, a consumidora brasileira vai reivindicar a chance de ter a mesma calça jeans das modelos em tamanhos maiores", prevê Fluvia. Leia a entrevista com a modelo.



Publicitário e presidente da agência W/Brasil, Washington Olivetto concorda que o mercado está abrindo os olhos para mulheres que fogem dos padrões estéticos das passarelas. "A comunicação está percebendo que o processo de venda é mais efetivo quando é sincero", diz Olivetto. Ele lembra que a valorização da "beleza real" é uma preocupação antiga de uma famosa marca de sabonetes, a Dove. Em 2004, a fabricante Unilever fez uma pesquisa global com 3.200 mulheres entre 18 e 64 anos. O resultado foi assustador: apenas 2% consideravam-se bonitas. "A partir daí, a marca quis contribuir com ampliação de um padrão de beleza que, hoje, provoca uma busca do inatingível pelas mulheres. As pessoas têm tamanhos, formas e aparências diferentes, mas todas têm a sua beleza", comenta Rafael Nadale, gerente de marketing da Unilever.



Primeira modelo plus size a participar da campanha da Dove, em 2004, Carolina Angrisani é atriz de comerciais desde 1994. "O mercado sempre foi muito preconceituoso e com ofertas de trabalhos pejorativas", diz. "Mas é bom saber que estão abrindo oportunidades para esse perfil."



Nem tudo são flores no caminho das mulheres que se aventuram nesse mercado - como, aliás, acontece também às mais enxutas. Muitas pseudo-agências se aproveitam do momento - e é preciso tomar cuidado. "Houve um boom de meninas querendo ser modelos, mas a quantidade de trabalhos não aumentou proporcionalmente", alerta Kátia Ricomini, editora e fotógrafa do site Criatura GG. Para ela, para tornar-se uma modelo plus size, a candidata precisa muito mais do que um manequim 44. "É preciso ter altura mínima, manequim certo e fotogenia. É uma profissão como outra qualquer", conta.


Plus Size Fashion Week' - Outro setor que está crescendo é o de vestuário tamanho GG. Até pouco tempo atrás, comprar roupas grandes era sinônimo de dor de cabeça. Mas isso está começando a mudar. "Você se percebe a presença, ainda que tímida, de lojas especializadas para as gordinhas. Isso vai se multiplicar", diz Olivetto. No início de 2010, as marcas voltadas para os tamanhos maiores vão mostrar seus modelos no maior evento para esse público do país, o Fashion Weekend Plus Size - que ocorre simultaneamente à tradicional São Paulo Fashion Week.





Eveline Albuquerque, estilista e proprietária da loja Eveíza Silhueta Plus, é uma das empresárias que vai apostar no evento de nicho. Em 2009, ela abriu uma nova loja em São Paulo, onde revende para outros estabelecimentos, e está negociando um ponto em um shopping center paulistano. O crescimento do negócio tem girado em torno de 20% ao ano. "Percebemos um mercado solto e passamos a nos especializar", conta Eveline, que está no ramo há 25 anos.



As defensoras do fat pride rebatem críticas de alguns segmentos da comunidade médica, que veem no movimento uma apologia à obesidade. Nada disso. Para elas, trata-se do direito de buscar a felicidade, a realização pessoal e profissional e o bem-estar - tudo isso sem precisar cortar calorias ou fazer malabarismos para entrar em uma calça manequim 38 ou 40. "Ser gorda não é mais desculpa para você não ser feliz. Você vai se assumir ou se vender para o resto da vida como uma gorda coitadinha?", cutuca Renata Poskus Vaz, do blog Mulherão.

PARABENS A MATERIA DO BLOG OLHOS DE ETERNIDADE http://olhoseternos.blogspot.com/2009/12/fat-pride-o-orgulho-de-ser-gordinha.html
VAMOS REFLETIR SOBRE O ASSUNTO....
VALE A PENA REPENSAR O QUE FAZEMOS COM NOSSOS CORPOS

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

anorexia e bulemia nevosa . O que é????

MAIS UM POUCO SOBRE A ANOREXIA E BULEMIA DO BLOG.
FONTE: http://web-educar.blogspot.com/2009/12/anorexia-e-bulimia-nervosa.html


"O sucesso não é o final e o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para seguir em frente."

27/12/2009Anorexia e Bulimia Nervosa





O que é Anorexia Nervosa?
É um transtorno alimentar, ou seja, um distúrbio do ato de comer, em que as pessoas evitam ingerir alimentos pelo medo exagerado de ganhar peso, e assim chegam a níveis abaixo do mínimo que seria o normal para sua altura. Essas pessoas, na maioria mulheres, têm plena certeza de que são gordas, e a simples idéia de virem a ganhar poucos gramas na balança, as apavora e gera ansiedade e angústia. Por reação da própria natureza, às vezes são invadidas por uma fome voraz que as faz comer e induzir vômito. Mas o que sempre está presente do ponto de vista psíquico é o pensamento repetitivo de que estão obesas e precisam perder peso e a fixação em comida.

Quais outras características podem sinalizar a Anorexia Nervosa?
Além dessa obsessão pela idéia do emagrecimento, é comum que colecionem receitas e cozinhem para que os outros a sua volta comam "por elas". As mulheres têm seu ciclo menstrual interrompido por no mínimo três semanas consecutivas, pois a falta de gordura no corpo não deixa que os hormônios femininos fiquem nos níveis normais. E o corpo perde as características delineadas de fêmea, devido ao emagrecimento exagerado. Mesmo assim, permanecem em constante dieta com restrição exagerada de calorias e estão sempre insatisfeitas com sua aparência física e com a crença de que estão gordas. As anoréxicas desenvolvem rituais estranhos em torno da alimentação e muitas vezes comem escondidos. Outra obsessão são os exercícios físicos que chegam a ser praticados em exagero para acelerar a perda de peso e compensar o mínimo de ingestão alimentar, quando não são do tipo que vomitam.

É um transtorno alimentar freqüente em bailarinas, manequins ou moças e moços que já sofreram críticas por terem “barriguinhas” ou um pouco de peso excessivo. A Anorexia Nervosa faz com que a vivência da forma do corpo seja distorcida e gera sofrimento, ou da própria pessoa, ou da família, que vê a pessoa definhar e morrer aos poucos, pois a doença provoca perda da massa muscular, do esmalte dos dentes, da motivação, irritabilidade, da produção escolar ou no trabalho.Muitas moças chegam a necessitar de internamento hospitalar devido ao risco de perder a própria vida, pois a queda dos níveis de sais minerais, vitaminas e calorias necessárias para o coração e o cérebro funcionarem, pode provocar desmaios em lugares imprevistos e paradas cardíacas e respiratórias.

Com o avanço da doença, passam a dormir muito, pela falta de disposição e ata para evitar a comida.
Existem tipos diferentes de Anorexia Nervosa?

Sim. O DSM IV descreve dois tipos. Um em que o indivíduo apenas recusa-se a manter o peso corporal no nível normal e priva-se de comer sem, no entanto, envolver-se em auto-indução de vômitos e abuso de diuréticos e laxantes. No outro tipo de Anorexia Nervosa, os jejuns prolongados alternam-se com episódios de comer compulsivo, e posterior purgação através de vômitos e abuso de laxantes e diuréticos.

Como se trata a Anorexia Nervosa?
Em geral a Anorexia Nervosa está associada à depressão e por isso é tratada com antidepressivos, às vezes combinados com estabilizadores do humor e psicoterapia.A psicoterapia atua sobre a aceitação da pessoa em relação à sua doença e ajuda o indivíduo a se regrar prevenindo e identificando recaídas. Identificar situações que favorecem a depressão, com suas obsessões e compulsões, e o retorno dos sintomas é um trabalho que exige tempo e paciência, bem como aceitar a medicação como ajuda e não como estorvo ou desgraça.
O que é a Bulimia Nervosa?
É um transtorno alimentar em que o indivíduo tem episódios freqüentes de ingestão alimentar compulsiva, isto é, sem controle. Em pouco tempo o bulímico consome grande quantidade de alimentos e de preferência, alimentos de muita caloria e de fácil acesso. Existe um sentimento de “falta de freio” sobre o comportamento de comer e o indivíduo sente-se incapaz de parar, mesmo que sua idéia inicial tenha sido de comer pouco.Em geral come muito rápido e chega a passar mal, pois ingere grandes quantidades de comida num período de tempo determinado. Para compensar a ingestão alimentar exagerada, o bulímico faz longos períodos de jejum, induzem vômitos, usam laxantes, diuréticos, enemas e praticam exercícios físicos de forma obsessiva.
O Bulímico é aquele indivíduo gordo que come muito?
Não. Em geral o bulímico mantém seu peso no nível normal ou pouco acima do normal e por isso seu problema passa despercebido. Alimentam-se pouco na frente dos outros e quando a sós comem compulsivamente.Depois se "desintoxicam" passando longos períodos dentro do banheiro para induzirem vômitos, e tem suas “manhas” para que ninguém perceba seus rituais. Ou fazem jejuns prolongados, ou dietas de sopas absurdas e passam o dia fazendo exercícios.

Que outros sinais indicam a Bulimia Nervosa?
Como na Anorexia Nervosa, há o interesse exclusivo por alimentos e calorias e rituais alimentares; obsessão por exercícios físicos; a presença de depressão grave e o comer escondido como prática comum.O que diferencia a Bulimia Nervosa é basicamente o peso basal e o comportamento mais oscilante do humor, que o faz oscilar também o padrão alimentar. A bulímica busca com mais freqüência o tratamento, pois sabe que seu problema está fora do normal. Não tem aquela “certeza absoluta” da anoréxica. Unhas curtas para a provocação dos vômitos, o sinal dos dentes no dorso da mão indicando também a “devolução da comida”, a distorção da imagem do corpo, as manchas nos dentes pelo ácido que volta do estômago, rouquidão e irritação na garganta, provocadas pelo mesmo ácido. São esses os sinais passíveis de observação.Alguns bulímicos têm problemas de dependência de drogas e álcool e de furto compulsivo (cleptomania), devido à impulsividade.

Todo Bulímico induz vômito?

Não. Existe a bulimia sem purgação. Neste caso o peso é mantido devido aos jejuns e exercícios físicos praticados obsessivamente.

Como é tratada a Bulimia Nervosa?
Como na Anorexia Nervosa, na Bulimia Nervosa há presença de Depressão. Por isso, os antidepressivos são aconselhados, juntamente com estabilizadores do humor, na maioria dos casos.No aspecto da psicoterapia a questão gira em torno do controle da alimentação, tipicamente obsessivo, e da dismorfia corporal (imagem corporal distorcida e busca de defeitos constantes pelo corpo). É quase regra que o bulímico padeça de sentimento de culpa após seus rituais de comer compulsivo e tenha dificuldades nos relacionamentos interpessoais. Há algo seu que sempre esconde (vômitos, comer, beber, furtar) e se mantém em segredo.

Simone Marchesini
Psicóloga Responsável CRP: 08/04760

Voltando a falar de mulheres: Eis o livro o de Vera Fiori que mostra o que elas querem

vale a pena publicar na integra a noticia publicada pela agencia estado
fonte:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/12/28/livro+mostra+o+que+elas+querem+9257425.html
28/12 - 00:03 - Agência Estado


mostra o que elas querem Por Vera Fiori São Paulo, 22 (AE) - Na comédia "O Que As Mulheres Querem" (´What Women Want´), o publicitário vivido pelo ator Mel Gibson sofre um acidente com o secador de cabelo, desmaia e, quando volta a si, consegue ouvir os pensamentos das mulheres. Assim, a partir da perspectiva feminina, aproveita o seu novo dom para criar campanhas que "falem" com e para elas.


Bingo! Das telas para a realidade, também o mercado precisa de um tratamento de choque, acordando para o fato de que as mulheres são responsáveis por mais de 70% do consumo, mas, apesar desse potencial de compra, não estão nada satisfeitas com algumas categorias de produtos e serviços.
Este é o tema do livro "Women Want More - How to Capture Your Share of the World's Largest, Fasted-Growing Market", de Michael J. Silverstein e Kate Sayre, sócios do The Boston Consulting Group, consultoria em gestão empresarial.
A publicação - um guia que mapeia o comportamento feminino e aponta nichos de mercado com potencial para serem explorados - resulta de uma ampla pesquisa, feita no ano passado com 12 mil mulheres em 22 países. As entrevistadas responderam ao BCG via email, preenchendo um questionário com 120 questões abertas e de múltipla escolha. Foram abordados temas como vida profissional e doméstica; renda individual e familiar; divisão de tarefas domésticas; despesas e insatisfações com alguns segmentos de compras e serviços; administração do tempo e estresse; felicidade; lazer; fontes de frustração.

Como era de se esperar, sobrecarregadas e com responsabilidades múltiplas em relação à família, não importando o país de origem, as mulheres vivem o drama de serem empurradas para o mercado de trabalho sem que disponham de estruturas que aliviem o fardo pesado. As categorias campeãs de queixas femininas: serviços financeiros e médicos, seguros de vida e de carro, e indústria automobilística. Ainda, abordagem grosseira de marketing e vendas, e incapacidade do mercado de apresentar soluções que poupem tempo.
Entre as categorias top, estão comida, fitness, beleza e roupas. Com base nesses segmentos - já que são os que satisfazem às consumidoras e nos quais estariam dispostas a gastar mais -, os autores mencionam alguns cases de mercado, entre eles, a Banana Republic (loja com calças jeans para todos os biotipos, idades e estilos), NutriSystem (delivery popular nos Estados Unidos de pratos prontos saudáveis), a rede de academia de ginástica Curves (programas específicos só para mulheres), o videogame Wii Fit da Nintendo (jogo de malhação), Dove, Natura, entre outras marcas.

O que elas têm que as outras não têm? Sobretudo, sabem se conectar com o universo feminino, trabalham com o conceito da diversidade e economizam o precioso tempo da mulher moderna. É o caso da empresa que prepara pratos prontos diet e do videogame Wii Fit, com exercícios de ioga, alongamento e aeróbica, que podem ser feitos em casa. Sucesso entre o público feminino, a "academia portátil" vendeu 12 milhões de cópias em 2007.
Os segredos do sucesso das empresas bem sucedidas, segundo os autores, estão fundamentados em quatro pilares: identificar oportunidades, pesquisar o funcionamento de segmentos de produtos e detectar falhas, responder de forma efetiva aos pontos de insatisfação e aperfeiçoar serviços prestados às consumidoras.
Hoje, há 1 bilhão de mulheres trabalhando, que controlam US$ 12 trilhões do total de US$ 18,4 trilhões gastos no consumo global de bens não essenciais. No mundo todo, a família depende do salário delas, lembrando que no Brasil, segundo dados do IBGE, em 2006 a marca de mulheres chefes de família era de 18,5 milhões. Isso é bom, mas também é ruim. Se de um lado estão no centro das decisões e do poder econômico, de outro, ainda respondem pela educação, saúde, alimentação e serviços gerais que envolvem a família. Resultado: a busca por tempo e dinheiro leva mulheres do mundo todo à beira de um ataque de nervos.



PERFIS DISTINTOS

É interessante comparar o comportamento das brasileiras (576 entrevistadas) com o das demais mulheres do mundo, no quesito estresse, dinheiro, gastos e valores. O nível de estresse das brasileiras é de 55%, contra 45% (índice consolidado das entrevistadas de outras nacionalidades). Quanto ao bolso, 46% das brasileiras dizem poupar menos do que gostariam, versus 42%; 36% não conseguem pagar as contas do mês versus 14%; 29% gastam tudo o que ganham no mês versus 19%; 14% guardam uma reserva para o futuro versus 25%, e 29% não poupam versus 18%.



Quanto às expectativas econômicas para o futuro, as mulheres do Brasil são muito mais otimistas, tanto na visão global de mercado (91% x 71%) como em relação à saúde financeira pessoal (86% x 67%). O dinheiro é prioridade para as brasileiras (55%), mais do que para as mulheres de outros países (44%). As daqui gostariam que seus maridos ganhassem mais dinheiro, planejassem as finanças da casa e as ouvissem, nessa ordem.



Tanto aqui como em outras partes do mundo, os principais motivos de discussões com os parceiros são: dinheiro (as brasileiras são as mais estressadas neste quesito, com 56%), divisão das tarefas domésticas, educação dos filhos, horários de trabalho. Os segmentos nos quais as brasileiras gastam mais são: comida (76%), produtos para cabelo (74%), perfumes (73%), cremes (73%) e roupas (71%).



Para as outras mulheres, comida também é uma maior fonte de prazer (65%), seguida de roupas (57%), cremes (56%), produtos para casa (56%) e cosméticos (53%). Haja espelho: 46% das brasileiras se acham bonitas versus 33% das demais. A ordem de categorias que geram mais insatisfação difere: para as brasileiras, os carros estão em primeiro lugar (61%) e, para as demais, este posto é ocupado por investimentos da área financeira (47%).
A pesquisa aponta uma larga diferença quanto aos sentimentos negativos. As brasileiras sentem-se mais zangadas (39% x 25%), solitárias (30% x 26%), decepcionadas (29% x 24%) e não atraentes (25% x 18%). Este último dado talvez tenha a ver com o culto ao corpo, pois 68% das mulheres do País se acham acima do peso.
o campo dos relacionamentos, as brasileiras parecem menos confiantes: 64% acreditam que vão estar com o mesmo parceiro daqui a cinco anos. Já a expectativa das outras mulheres é de 70%. Os maridos ainda deixam a desejar na divisão de tarefas: 19% dos brasileiros ajudam em casa regularmente, versus 25% dos homens dos demais países. Quando essa ajuda se dá "raramente", os índices sobem dos dois lados: 45% versus 39%. E sobre a participação nos cuidados com os filhos: 45% versus 39%, respectivamente. No ranking global, os que menos colaboram são os japoneses, e os que mais colaboram, os indianos.
No índice global, a grande surpresa é o sexo, que anda meio em baixa. Segundo a pesquisa, as coisas que deixam as mulheres extremamente felizes são os animais de estimação (42%) e, em seguida, sexo (27%) e comida (19%). Surpreendentemente, apenas 5% citaram compras. Não é por acaso que crescem a olhos vistos as feiras, lojas e serviços para pets, um mercado em franca expansão.



SINTONIA

Segundo os autores, para estarem em conexão com as mulheres, as empresas devem levar em conta o que elas mais querem: amor (77%), saúde (58%), honestidade (51%) e bem-estar emocional (48%). Se investissem em valores mais humanos, as empresas conquistariam a admiração das consumidoras. Um bom exemplo é a indústria de cosméticos Natura, que ganhou destaque no estudo. A empresa brasileira é citada como modelo a ser seguido não apenas pela qualidade de seus produtos e abordagem ao público feminino, como também pela honestidade (não prometem acabar com as rugas, fazendo jus ao slogan Verdade em Cosméticos), respeito pelo meio ambiente e sustentabilidade.



O livro aponta as oportunidades comerciais no mercado brasileiro, como cosméticos que atendam à diversidade de etnias; bebidas alcoólicas (vinhos, cervejas, destilados) para mulheres, megastores com produtos mais sofisticados, e serviço de venda online e transações bancárias, incluindo planos de financiamento e maior número de seguradoras de carros.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Poema de Natal Fernando Pessoa e mais frases



Poema de Natal
Natal... Na província neva.

Nos lares aconchegados,

Um sentimento conserva

Os sentimentos passados.



Coração oposto ao mundo,

Como a família é verdade !

Meu pensamento é profundo,

Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça

A paisagem que não sei,

Vista de trás da vidraça

Do lar que nunca terei !

Frases de Fernando Pessoa




Frase de Fernando Pessoa: O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O Homem é do tamanho do seu sonho.Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Tuda vale a pena quando a alma não é pequena

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Tenho em mim todos os sonhos do mundo

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Eu amo tudo o que foi

Tudo o que já não é

A dor que já não me dói

A antiga e errônea fé

O ontem que a dor deixou

O que deixou alegria

Só porque foi, e voou

E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo...

Álvaro de Campos ( Fernando Pessoa )



Frase de Fernando Pessoa:Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.

Ambos existem; cada um como é.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar..

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:E que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio.



Frase de Fernando Pessoa:E que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,

mas na intensidade com que acontecem.

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O verdadeiro cadáver não é o corpo (...), mas aquilo que deixou de viver(...)"

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:A arte é a auto-expressão lutando para ser absoluta.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Haja ou não deuses, deles somos servos.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Eu sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Quero para mim o espírito desta frase,

transformada a forma para a casar com o que eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe porque ama, nem o que é amar

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência, não pensar...

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca há-de poder, porque se perde em querer.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Despreza tudo, mas de modo que o desprezar te não incomode. Não te julgues superior ao desprezares. A arte do desprezo nobre está nisso.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Para viajar basta existir.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos).

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria.

Fernando Pesso



Frase de Fernando Pessoa:Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Nunca sabemos quando somos sinceros. Talvez nunca o sejamos. E mesmo que sejamos sinceros hoje, amanhã podemos sê-lo por coisa contrária.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado. E os gregos viam muito lucidamente, por isso pouco sentiam. De aí a sua perfeita execução da obra de arte.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Tudo que existe existe talvez porque outra coisa existe. Nada é, tudo coexiste: talvez assim seja certo..

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Eu sou aquilo que perdi.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Deus quer, o homem sonha e a obra nasce.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Os homens são fáceis de afastar. Basta não nos aproximarmos.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão...

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O pensamento pode ter elevação sem ter elegância, e, na proporção em que não tiver elegância, perderá a ação sobre os outros. A força sem a destreza é uma simples massa.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O amor é um sonho que chega para o pouco ser que se é.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O génio, o crime e a loucura, provêm, por igual, de uma anormalidade; representam, de diferentes maneiras, uma inadaptabilidade ao meio.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O verdadeiro sábio é aquele que assim se dispõe que os acontecimentos exteriores o alterem minimamente. Para isso precisa couraçar-se cercando-se de realidades mais próximas de si do que os fatos, e através das quais os fatos, alterados para de acordo com elas, lhe chegam.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:PEDRAS NO CAMINHO?

GUARDO TODAS, UM DIA VOU CONSTRUIR UM CASTELO...

FERNANDO PESSOA



Frase de Fernando Pessoa:Todos temos por onde sermos desprezíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Para sêr grande, sêr inteiro; nada teu exagera ou exclui; sêr todo em cada coisa; põe quanto és no mínimo que fazes; assim em cada lago, a lua toda brilha porque alta vive.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:A ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como se sente que são.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Conhece alguém as fronteiras à sua alma, para que possa dizer - eu sou eu ?

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do Mundo....

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Ter opiniões é estar vendido a si mesmo. Não ter opiniões é existir. Ter todas as opiniões é ser poeta.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:A fé é o instinto da ação.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:As figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que as reais.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa: Correr riscos reais, além de me apavorar, não é por medo que eu sinta excessivamente - perturba-me a perfeita atenção às minhas sensações, o que me incomoda e me despersonaliza.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Ler é sonhar pela mão de outrem. Ler mal e por alto é libertarmo-nos da mão que nos conduz. A superficialidade na erudição é o melhor modo de ler bem e ser profundo.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O povo nunca é humanitário. O que há de mais fundamental na criatura do povo é a atenção estreita aos seus interesses, e a exclusão cuidadosa, praticada sempre que possível, dos interesses alheios.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Ver e ouvir são as únicas coisas nobres que a vida contém. Os outros sentidos são plebeus e carnais. A única aristocracia é nunca tocar.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Falar é ter demasiada consideração pelos outros. Pela boca morrem o peixe e Oscar Wilde.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O verdadeiro cadáver não é o corpo (...), mas aquilo que deixou de viver(...)

Fernando Pessoa



PFrase de Fernando Pessoa:ode ser que nos guie uma ilusão; a consciência, porém, é que nos não guia.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Todo o prazer é um vício, porque buscar o prazer é o que todos fazem na vida, e o único vício negro é fazer o que toda a gente faz.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O amor é um sonho que chega para o pouco ser que se é.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O génio, o crime e a loucura, provêm, por igual, de uma anormalidade; representam, de diferentes maneiras, uma inadaptabilidade ao meio.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Conhece alguém as fronteiras à sua alma, para que possa dizer - eu sou eu ?

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do Mundo....

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Ter opiniões é estar vendido a si mesmo. Não ter opiniões é existir. Ter todas as opiniões é ser poeta.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:As figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que as reais.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O povo nunca é humanitário. O que há de mais fundamental na criatura do povo é a atenção estreita aos seus interesses, e a exclusão cuidadosa, praticada sempre que possível, dos interesses alheios.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:É Talvez o Último Dia da Minha Vida



Frase de Fernando Pessoa:É talvez o último dia da minha vida.

Saudei o sol, levantando a mão direita,

Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,

Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.

Alberto Caeiro ( Fernando Pessoa)



Frase de Fernando Pessoa:Nenhuma ideia brilhante consegue entrar em circulação se não agregando a si qualquer elemento de estupidez. O pensamento colectivo é estúpido porque é colectivo: nada passa as barreiras do colectivo sem deixar nelas, como real de água, a maior parte da inteligência que traga consigo.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O mais alto de nós não é mais que um conhecedor mais próximo do oco e do incerto de tudo.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Ser imoral não vale a pena, porque diminui, aos olhos dos outros, a vossa personalidade, ou a banaliza. Ser imoral dentro de si, cercada do máximo respeito alheio.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:O campo é onde não estamos. Ali, só ali, há sombras verdadeiras e verdadeiro arvoredo.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Quero para mim o espírito desta frase,

transformada a forma para a casar com o que eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:Tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Fernando Pessoa



Frase de Fernando Pessoa:A renúncia é a libertação. Não querer é poder.

Fernando Pessoa


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Peru de Natal Mário de Andrade - um personagem da barra funda como eu!!!!!



O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.
Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a idéia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.



Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a idéia de fazer uma das minhas chamadas "loucuras". Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, de uma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de "louco". "É doido, coitado!" falavam. Meus pais falavam com certa tristeza condescendente, o resto da parentagem buscando exemplo para os filhos e provavelmente com aquele prazer dos que se convencem de alguma superioridade. Não tinham doidos entre os filhos. Pois foi o que me salvou, essa fama. Fiz tudo o que a vida me apresentou e o meu ser exigia para se realizar com integridade. E me deixaram fazer tudo, porque eu era doido, coitado. Resultou disso uma existência sem complexos, de que não posso me queixar um nada.
Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes...), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas "loucuras":
— Bom, no Natal, quero comer peru.
Houve um desses espantos que ninguém não imagina. Logo minha tia solteirona e santa, que morava conosco, advertiu que não podíamos convidar ninguém por causa do luto.
— Mas quem falou de convidar ninguém! essa mania... Quando é que a gente já comeu peru em nossa vida! Peru aqui em casa é prato de festa, vem toda essa parentada do diabo...
— Meu filho, não fale assim...
— Pois falo, pronto!
E descarreguei minha gelada indiferença pela nossa parentagem infinita, diz-que vinda de bandeirantes, que bem me importa! Era mesmo o momento pra desenvolver minha teoria de doido, coitado, não perdi a ocasião. Me deu de sopetão uma ternura imensa por mamãe e titia, minhas duas mães, três com minha irmã, as três mães que sempre me divinizaram a vida. Era sempre aquilo: vinha aniversário de alguém e só então faziam peru naquela casa. Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. Na verdade ninguém sabia de fato o que era peru em nossa casa, peru resto de festa.
Não, não se convidava ninguém, era um peru pra nós, cinco pessoas. E havia de ser com duas farofas, a gorda com os miúdos, e a seca, douradinha, com bastante manteiga. Queria o papo recheado só com a farofa gorda, em que havíamos de ajuntar ameixa preta, nozes e um cálice de xerez, como aprendera na casa da Rose, muito minha companheira. Está claro que omiti onde aprendera a receita, mas todos desconfiaram. E ficaram logo naquele ar de incenso assoprado, se não seria tentação do Dianho aproveitar receita tão gostosa. E cerveja bem gelada, eu garantia quase gritando. É certo que com meus "gostos", já bastante afinados fora do lar, pensei primeiro num vinho bom, completamente francês. Mas a ternura por mamãe venceu o doido, mamãe adorava cerveja.
Quando acabei meus projetos, notei bem, todos estavam felicíssimos, num desejo danado de fazer aquela loucura em que eu estourara. Bem que sabiam, era loucura sim, mas todos se faziam imaginar que eu sozinho é que estava desejando muito aquilo e havia jeito fácil de empurrarem pra cima de mim a... culpa de seus desejos enormes. Sorriam se entreolhando, tímidos como pombas desgarradas, até que minha irmã resolveu o consentimento geral:
— É louco mesmo!...Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado:assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão.— Não senhora, corte inteiro! Só eu como tudo isso!

Era mentira. O amor familiar estava por tal forma incandescente em mim, que até era capaz de compouco, só-pra que os outros quatro comessem demais. E o diapasão dos outros era o mesmo. Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo, amor, paixão de mãe, paixão de filhos. Deus me perdoe mas estou pensando em Jesus... Naquela casa de burgueses bem modestos, estava se realizando um milagre digno do Natal de um Deus. O peito do peru ficou inteiramente reduzido a fatias amplas.
— Eu que sirvo!
"É louco, mesmo" pois por que havia de servir, se sempre mamãe servira naquela casa! Entre risos, os grandes pratos cheios foram passados pra mim e principiei uma distribuição heróica, enquanto mandava meu mano servir a cerveja. Tomei conta logo de um pedaço admirável da "casca", cheio de gordura e pus no prato. E depois vastas fatias brancas. A voz severizada de mamãe cortou o espaço angustiado com que todos aspiravam pela sua parte no peru:
— Se lembre de seus manos, Juca!

Quando que ela havia de imaginar, a pobre! que aquele era o prato dela, da Mãe, da minha amiga maltratada, que sabia da Rose, que sabia meus crimes, a que eu só lembrava de comunicar o que fazia sofrer! O prato ficou sublime.
— Mamãe, este é o da senhora! Não! não passe não!
Foi quando ela não pode mais com tanta comoção e principiou chorando. Minha tia também, logo percebendo que o novo prato sublime seria o dela, entrou no refrão das lágrimas. E minha irmã, que jamais viu lágrima sem abrir a torneirinha também, se esparramou no choro. Então principiei dizendo muitos desaforos pra não chorar também, tinha dezenove anos... Diabo de família besta que via peru e chorava! coisas assim. Todos se esforçavam por sorrir, mas agora é que a alegria se tornara impossível. É que o pranto evocara por associação a imagem indesejável de meu pai morto. Meu pai, com sua figura cinzenta, vinha pra sempre estragar nosso Natal, fiquei danado.
Bom, principiou-se a comer em silêncio, lutuosos, e o peru estava perfeito. A carne mansa, de um tecido muito tênue boiava fagueira entre os sabores das farofas e do presunto, de vez em quando ferida, inquietada e redesejada, pela intervenção mais violenta da ameixa preta e o estorvo petulante dos pedacinhos de noz. Mas papai sentado ali, gigantesco, incompleto, uma censura, uma chaga, uma incapacidade. E o peru, estava tão gostoso, mamãe por fim sabendo que peru era manjar mesmo digno do Jesusinho nascido.
Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imaginei que gabar o peru era fortalecê-lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru que a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora.
— Só falta seu pai...
Eu nem comia, nem podia mais gostar daquele peru perfeito, tanto que me interessava aquela luta entre os dois mortos. Cheguei a odiar papai. E nem sei que inspiração genial, de repente me tornou hipócrita e político. Naquele instante que hoje me parece decisivo da nossa família, tomei aparentemente o partido de meu pai. Fingi, triste:
— É mesmo... Mas papai, que queria tanto bem a gente, que morreu de tanto trabalhar pra nós, papai lá no céu há de estar contente... (hesitei, mas resolvi não mencionar mais o peru) contente de ver nós todos reunidos em família.E todos principiaram muito calmos, falando de papai. A imagem dele foi diminuindo, diminuindo e virou uma estrelinha brilhante do céu. Agora todos comiam o peru com sensualidade, porque papai fora muito bom, sempre se sacrificara tanto por nós, fora um santo que "vocês, meus filhos, nunca poderão pagar o que devem a seu pai", um santo. Papai virara santo, uma contemplação agradável, uma inestorvável estrelinha do céu. Não prejudicava mais ninguém, puro objeto de contemplação suave. O único morto ali era o peru, dominador, completamente vitorioso.
Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever «felicidade gustativa», mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.
Mamãe comeu tanto peru que um momento imaginei, aquilo podia lhe fazer mal. Mas logo pensei: ah, que faça! mesmo que ela morra, mas pelo menos que uma vez na vida coma peru de verdade!
A tamanha falta de egoísmo me transportara o nosso infinito amor... Depois vieram umas uvas leves e uns doces, que lá na minha terra levam o nome de "bem-casados". Mas nem mesmo este nome perigoso se associou à lembrança de meu pai, que o peru já convertera em dignidade, em coisa certa, em culto puro de contemplação.
Levantamos. Eram quase duas horas, todos alegres, bambeados por duas garrafas de cerveja. Todos iam deitar, dormir ou mexer na cama, pouco importa, porque é bom uma insônia feliz. O diabo é que a Rose, católica antes de ser Rose, prometera me esperar com uma champanha. Pra poder sair, menti, falei que ia a uma festa de amigo, beijei mamãe e pisquei pra ela, modo de contar onde é que ia e fazê-la sofrer seu bocado. As outras duas mulheres beijei sem piscar. E agora, Rose!...


Mário de Andrade (1893-1945), nasceu em São Paulo, mostrando desde cedo inclinação pela música e literatura. Seu interesse pelas artes levou-o a realizar em São Paulo, de parceria com Oswald de Andrade, a Semana de Arte Moderna, que rasgou novas perspectivas para a cultura brasileira. Sua obra, essencialmente brasileira, reflete um nacionalismo humanista, que nada tem de místico e abstrato. "Macunaíma", baseada em temas folclóricos é, geralmente, considerada a sua obra-prima.

O texto acima foi extraído do livro "Nós e o Natal", Artes Gráficas Gomes de Souza, Rio de Janeiro, 1964, pág. 23..
Conheça a vida e a obra de Mário de Andrade visitando "Biografias".
FONTE: http://www.releituras.com/marioandrade_natal.asp


RECEITA DE ANO NOVO CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

Receita de Ano Novo - CDA

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade


domingo, 20 de dezembro de 2009

MESMO COM ESTE FINAL MELANCOLICO DE 2009 ainda acredito nas palavras do giorgetti

Prezado professor Belluzzo:



Em primeiro lugar quero lhe dizer que é uma satisfação poder finalmente tratar alguém ligado ao futebol pelo título de professor sem que isso soe como uma piada melancólica. Em seguida, com enorme atraso, gostaria de cumprimentá-lo pela sua eleição à presidência do Palmeiras. Ela não é só boa para o clube, é importantíssima para todo o esporte brasileiro. Traz para o centro da arena das decisões e do debate as qualidades de um intelectual acostumado a tratar problemas de forma racional, clara e objetiva.


No Brasil temos profunda dificuldade em lidar com a racionalidade. Com enorme rapidez o confronto de idéias, quando existe, evolui para entreveros pessoais, ódios, rancores e atitudes francamente irracionais e impensadas. Os resultados da sua presença e da sua maneira de proceder já aparecem - por exemplo, no último Palmeiras x São Paulo, que transcorreu sem problemas, coisa quase impensável dado o que houve nas últimas partidas entre as duas equipes. O entendimento entre as diretorias foi pacífico e civilizado, fazendo com que esse procedimento automaticamente se espalhasse por outros setores dos dois clubes.



Não houve questionamentos menores, nem se acirraram os ânimos inutilmente com atitudes sem sentido. É assim que procede alguém que dirige, alguém à frente de um clube grande, de massa.Por isso, estou seguro de que sua eleição é uma novidade mais do que necessária, mais do que esperada nesse futebol tão medíocre, mediocridade que infelizmente começa com os dirigentes. Mas não há por que continuar me alongando em elogios inúteis: sua biografia fala por si e os resultados poderão ser verificados por todos.



Queria aproveitar a ocasião para me deter em outro lado da sua personalidade: o lado boleiro. Esse lado interessa particularmente ao palmeirense. O senhor, lembro bem, foi um excelente centroavante, que poderia ter se tornado profissional de futebol. Aliás, como outros intelectuais. Seria oportuno alguém se ocupar um dia de um estudo sobre os intelectuais boleiros neste país. Teria enormes e gratas surpresas, como o senhor mesmo, ou, apenas como outro exemplo, Ismail Xavier, um dos maiores, talvez o maior, entre os estudiosos do cinema brasileiro, que atuou exatamente no seu Palmeiras, quase se tornando profissional. Pois bem, caro professor, é ao antigo centroavante que dirijo a pergunta: não seria uma delícia se o senhor tivesse podido enfrentar a defesa do Palmeiras? Não é o sonho de qualquer centroavante enfrentar uma zaga como a do clube que o senhor dirige? Não seria uma dádiva de Deus, se o senhor pudesse fazer gols de cabeça sem sequer ter de sair do chão? Imagine então o que o senhor não faria ao ver três zagueiros pela frente, (às vezes dois, nunca se sabe bem), sempre mal postados e dando trombadas?



Sua posição, por outro lado, deve fazer com que entenda perfeitamente o drama do Keirrisson: o senhor gostaria de receber aqueles passes que vêm do meio de campo do Palmeiras, exceção honrosa de Claiton Xavier? Ou quantos gols acha que faria recendo cruzamentos como os que vêm da direita do ataque do seu time?



Por isso, professor, gostaria que me perdoasse o atrevimento de lhe dar um conselho: no momento em que algum "professor" sugerir uma contratação, antes de aprová-la consulte o centroavante que foi um dia.



FONTE http://bianco.futblog.com.br/47684/CARTA-ABERTA-AO-PROF-BELLUZZO/


Estadão - 05/04/2009










PARABENS GIORGETTI SOMOS GUERREIROS OU BRAMEIROS


Domingo,, 13 de Dezembro de 2009


Guerreiros ou BRAMEIROS
Ugo Giorgetti





Não sei por que ando pensando muito num comercial da Brahma que andou, ou anda, pelas televisões. De fato ele não me sai da cabeça. Fiquei tão intrigado que recorri até ao site do Clube de Criação de S.Paulo, onde não só o encontrei na íntegra, como tive a surpresa de encontrar também declarações do diretor de marketing da Brahma que, por sua vez, vieram aumentar meu assombro. Queria, logo de início, pedir licença ao diretor da empresa para refutar uma de suas declarações. Diz ele: "Com a campanha não queremos impor nada a ninguém. Queremos apenas ser porta-vozes do povo brasileiro." Bem, meu porta-voz esse comercial não é, isso eu posso garantir. E, espero, também não seja de boa parte do povo brasileiro. Para quem não sabe, o comercial descreve a atitude ideal do torcedor brasileiro em relação à Copa do Mundo que se aproxima.



Consta de uma sucessão de imagens bélicas e melodramáticas, onde supostos torcedores carrancudos, gritam, choram e batem no peito. Para deixar ainda mais claro a observadores menos atentos que o que se espera realmente são guerras e batalhas, mistura essas cenas com outras, fictícias, devidamente produzidas e filmadas, de um grande exército medieval em ação

Se as imagens falam por si, o pior é o som. Vozes jovens alucinadas urrando palavras de ordem num tom ameaçador, histérico, a lembrar manifestações das mais radicais e intolerantes agrupamentos que, infelizmente, existem no interior de qualquer sociedade. Eu me permito transcrever algumas das frases vociferadas: "Eu queria que a seleção fosse para a Copa, como quem vai para uma batalha!" "Eu quero guerreiros!", "Vamos para a guerra juntos! 180 milhões de guerreiros!" "Sou guerreiro!" No final do filme, num golpe de surrealismo que faria as delícias de Luis Buñuel, o locutor, contrariando o tom anterior de toda a mensagem, recomenda sabiamente: "Beba com moderação."



O diretor de marketing da Brahma, no mesmo site do Clube de Criação continua: "A mensagem que queremos passar ao torcedor é que, além de ser a primeira marca brasileira a patrocinar oficialmente uma Copa do Mundo, o desejo da Brahma é despertar a atitude guerreira da seleção em todos os 190 milhões de brasileiros."

Com todo o respeito que tenho pela Brahma, cuja publicidade acompanho, até por dever de ofício, há mais de quarenta anos, e que me pareceu sempre celebrar a alegria e a irreverência popular, essas declarações inspiram alguns comentários.

O que eu espero da seleção é que jogue bola. Acho que o que nos derrotou em 2006 não foi a falta de guerreiros, mas foi o Zidane, que não era exatamente um guerreiro. Quanto aos 190 milhões, espero que honrem nossa tradição de saber perder, como fizemos em 1950 em pleno Maracanã, ou como fizemos em 1982, encantando o mundo. O resto é apenas apelar para o que há de pior na sociedade brasileira. Que é o que faz esse equivocado comercial dessa grande empresa. E de repente, a razão pela qual penso nele com tanta freqüência me aparece claramente: é que, de certo modo, o confundo com as cenas reais que aconteceram no estádio do Curitiba domingo passado. Ao revê-las me ocorre uma pergunta: os torcedores que, ensandecidos, fizeram o que fizeram no Paraná seriam "guerreiros" ou "brameiros"? Ou os dois? Infelizmente não foi possível alertá-los para invadirem e quebrarem tudo "com moderação".



CADERNO DE ESPORTES DOMINGO 13/12 OESTADAO

sábado, 19 de dezembro de 2009

Salve. Salve alguem proíbe propaganda enganosa

skip to main






FONTE http://photolov.blogspot.com/2009/12/gra-bretanha-proibe-veiculacao-de.html

Grã-Bretanha proíbe veiculação de anúncio de creme

Postado por I love photo on sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 A proibição da veiculação de um anúncio de um creme anti-rugas na Grã-Bretanha esta semana promete colocar mais lenha na fogueira na polêmica das correções digitais nas revistas femininas. A propanda suspensa trazia uma foto da modelo Twiggy, de 60 anos, praticamente sem marcas de expressão, sugerindo que o creme poderia fazer milagres no tratamento das rugas e das olheiras.


A suspensão do anúncio foi determinada pela Advertising Standard Authority, que recebeu mais de 700 reclamações das consumidoras. Segundo a ASA, o anúncio é "socialmente irresponsável" porque pode aumentar a percepção negativa que as mulheres têm do envelhecimento e da própria imagem. Além disso, a propaganda é enganosa, já que promete algo que o produto não faz.
" Não concordamos com imagens excessivamente tratadas em programas como o Photoshop "




Em nota, a instituição afirmou: "Consideramos que os consumidores poderiam ter uma expectativa irreal em relação ao produto com base nestas imagens. As mulheres sabem que modelos são maquiadas e produzidas antes das fotos, mas não concordamos com imagens excessivamente tratadas em programas como o Photoshop."
Em resposta a proibição, a Procter&Gamble, fabricante do creme, disse que não achava que as imagens teriam tanto impacto, principalmente por se tratar de um produtos para mulheres mais velhas, geralmente mais bem-resolvidas com sua autoimagem. Além disso, a empresa lembrou que existe sempre "diferenças entre imagens feitas por paparazzi e as feitas por profissionais da indústria da beleza". A P&G admitiu que os olhos de Twiggy foram "levemente" retocados no computador.


Fonte: O Globo

15 minutos de fama e uma nova mulher. SERÁ?

Quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


Cirurgias de Geisy Arruda custaram R$ 32 mil

Quer fofoca maior do que sair por aí contando quanto você gastou para ficar linda & maravilhosa? No caso da Geisy Arruda, ela não ficou linda nem maravilhosa, mas saiu contando por aí quanto gastou nas 500 cirurgias plásticas que fez.
Segundo o blog Mulher 7x7 da Revista Época, o extreme makeover da ex-universitária Xeissy custou um total de R$ 32 mil!
De onde ela tirou a grana? Bom, foi um presentinho humilde de seis mulheres que frequentam o salão de beleza do cabeleireiro paulista Julinho do Carmo, aquele papagaio de pirata que faz todas as mudanças de visual da moça.
Por enquanto ainda não sabemos como ficou o resultado das plásticas, mas estamos esperando pra ver a MUSA que ela vai ficar!

 médico revelou, porém, que não foi preciso mexer nos CULOTES! Vivaaaa!!!


Foto: Arte sobre foto Agnews






















Ela mexeu nos seguintes itens: costas; braços; flanco;barriga;coxas;joelho; axila;seios (silicone)
- bumbum (injeção de gordura)





O médico revelou, porém, que não foi preciso mexer nos CULOTES! Vivaaaa!!!


















































































































Nossos jovens e a droga e a bebida



Quase 10% de estudantes de 13 a 15 anos já usaram drogas--IBGE


RIO DE JANEIRO (Reuters) - Quase 10 por cento dos estudantes com idade entre 13 e 15 anos, que vivem nas capitais brasileiras e Distrito Federal, admitiram que já consumiram drogas pelo menos uma vez, segundo pesquisa inédita divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE.
A Pense -- Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, realizada pela primeira vez este ano -- apontou que 8,7 por cento dos estudantes das escolas públicas e privadas do 9o ano do ensino fundamental usaram algum tipo de droga ilícita como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy.
A pesquisa também indicou que 71,4 por cento dos alunos dessa faixa etária já experimentaram bebida alcoólica, dos quais 27,3 por cento disseram ter consumido nos 30 dias anteriores ao estudo.

A maioria consumiu em festas, mas quase 20 por cento deles disseram que compraram a bebida em uma loja, bar ou supermercado.

"A partir das pesquisas vamos aperfeiçoar as nossas políticas. O álcool nos preocupa, bem como o uso de drogas. Lançamos uma campanha de mídia enfocada no (combate ao) crack, que é uma droga perigosa, barata, penetrando na classe média e cria uma dependência rápida com efeitos dramáticos sobre a mente e o corpo dos usuários", disse a jornalistas o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao comentar os resultados da pesquisa.
"Sou totalmente a favor da regulamentação da publicidade sobre bebida alcoólica. Essa pesquisa mostra que há de fato uma indução precoce ao consumo abusivo de bebida alcoólica por conta da publicidade", acrescentou o ministro.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os estudantes do sexo masculino usam mais drogas ilícitas que as meninas.
O consumo de cigarro ao menos uma vez foi admitido por 24,2 por cento dos escolares, sendo que 6,3 por cento dos entrevistados admitiram ter feto consumo nos dias 30 anteriores.
A pesquisa mostrou ainda que cerca de um terço (30,5 por cento) dos alunos com idade entre 13 e 15 ajá mantiveram relação sexual alguma vez, sendo que 43,7 por cento eram homens e 18,7 por cento meninas.
A iniciação sexual na adolescência é maior nas escolas públicas ( 33,1 por cento) do que nas privadas das capitais do Brasil



s jovens entrevistados revelaram que têm o hábito de usar preservativo nas relações sexuais. O IBGE pesquisou que 75,9 por cento disseram que usaram preservativo na última relação sexual, sendo que em São Luís, apenas 68,3 por cento utilizaram e, em Rio Branco, no Acre, a frequência foi de observada em 82,1 por cento

A pesquisa do IBGE estimou que cerca de 618 mil jovens com idade entre 13 e 15 anos estavam matriculadas em uma escola pública ou privada nas capitais brasileiras e no Distrito Federal.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

Fonte> http://www.uniad.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2587:quase-10-de-estudantes-de-13-a-15-anos-ja-usaram-drogas-ibge&catid=29:dependencia-quimica-noticias&Itemid=94
70% dos jovens de 13 a 15 anos já beberam


Conclusão é de pesquisa do IBGE com 63 mil jovens de todas as capitais; dos que beberam, 22% ficaram bêbados ao menos uma vez



Quase 9% dos entrevistados utilizaram drogas ilícitas e 30,5% já transaram; 24% não usaram preservativo na última relação sexual



SAMANTHA LIMA - DA SUCURSAL DO RIO



Sete em cada dez adolescentes brasileiros entre 13 e 15 anos já consumiram bebida alcoólica. O primeiro contato com o álcool foi entre 12 e 14 anos. Quase 9% já utilizaram drogas ilícitas e 24% não usaram preservativo na última relação sexual que tiveram.

É o que revela a primeira Pesquisa Nacional de Saúde do Estudante, feita pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde. Foram ouvidos 63 mil jovens do último ano do ensino fundamental, sendo 80% de escolas públicas e 20% da rede privada, em todas as capitais.

"Os números são esperados. Mas há duas questões: a primeira é que os pais devem dar exemplos positivos sempre e não apoiar o uso de drogas, lícitas ou ilícitas. Outra é que o governo deveria fazer campanha para mostrar os efeitos do consumo do álcool, como é feito com o cigarro", diz o pediatra Lauro Monteiro, editor do site Observatório da Infância.
"A pesquisa permite saber o que acontece e, assim, ajustar e aprofundar as políticas públicas", afirmou o ministro da Saúde, José Temporão. Segundo ele, para cada problema já existe uma política pública.
"A precocidade no uso do álcool está relacionada à propaganda massiva. Por isso defendo o projeto de regulamentação da propaganda desses produtos, em tramitação no Congresso", disse Temporão. O projeto prevê restringir a veiculação de cerveja e bebidas de menor teor alcoólico na TV das 21h às 6h. A medida já está em vigor para bebidas de maior teor de álcool.

Dos que já ingeriram álcool, 22% ficaram bêbados pelo menos uma vez. Dentre os entrevistados, 18,7% relataram que, nos 30 dias anteriores à pesquisa, foram conduzidos por motoristas alcoolizados. "Isso mostra que é importante intensificar as operações da Lei Seca", afirmou Temporão.

Os entrevistados eram predominantemente menores de idade, mas 18,5% relataram já ter dirigido. O IBGE salienta que os dados sobre direção preocupam porque 43,5% das mortes de jovens de 10 a 14 anos ocorrem em acidentes.
Em São Paulo, um em cada dez jovens já experimentou maconha, cocaína e crack, entre outras drogas ilícitas. Dados de pesquisas internacionais fornecidos pelo IBGE apontam que 18% dos jovens aos 15 anos usaram maconha em algum período. No Brasil, já usaram drogas 10,6% dos meninos e 7% das meninas. Temporão disse ter acabado de liberar R$ 280 milhões para tratamento e prevenção ao consumo de drogas.

No que se refere a sexo, 30,5% dos que estão concluindo o ensino fundamental já tiveram relações. Entre os meninos, o percentual chega a 43,7%, contra 18,7% entre as meninas. O preservativo foi usado por 75,9% deles na última vez em que fizeram sexo.






domingo, 13 de dezembro de 2009

O culto ao corpo




Prof. Ms. Ana Lúcia de Castro2


UNICAMP/FAPESP (Brasil)
Resumo

Este trabalho pretende lançar algumas pistas para a reflexão sobre a intensificação do 'culto ao corpo' nas sociedades contemporâneas, situando os momentos historicamente importantes para a constituição dessa prática no decorrer do século XX. Busca, ainda, relacionar o papel da mídia - impressa e áudio-visual - com a crescente preocupação imagética e estética experimentada pelos indivíduos nesta etapa contemporânea da modernidade.

Unitermos: Culto ao corpo; modernidade; meios de comunicação de massa.


Mais um pesquisador corporal

WILTON GARCIA


 É pesquisador e artista visual trabalhando com cinema, fotografia, vídeo, instalação e imagem digital desenvolvendo estudos sobre arte homoerótica e corpo contemporâneo. Formado em Letras pela PUC/SP, concluiu Mestrado em Imagem e Som e Doutorado em Comunicação e Estética do Audiovisual pela ECA/USP. Autor de Introdução ao cinema intertextual de Peter Greenaway (Annablume, 2000), A forma estranha – ensaios sobre homoerotismo e cultura (Pulsar, 2000). Também organizou, com Bernadette Lyra, os livros Corpo e Cultura (Xamã – ECA/USP, 2001), Corpo & Imagem (Arte&Ciência, 2002), com Rick Santos, A escrita de adé – perspectivas teóricas dos estudos gays e lésbic@s no Brasil (Xamã – NCC/SUNY, 2002) e com Urbano Nojosa, Comunicação & Tecnologia (Nojosa edições, 2003
Seus livros




domingo, 6 de dezembro de 2009

O CORPO COMO OBJETO DE ARTE PIERRE JEUDY

HENRI-PIERRE JEUDY

HENRI-PIERRE JEUDY é sociólogo do Centre National de la Recherche Scientifique — CNRS (Laboratório de Antropologia das Instituições e das Organizações Sociais — LAIOS) e professor de estética na Escola de Arquitetura de Paris-Villemin. Autor de obras sobre o pânico, o medo, a catástrofe, as memórias coletivas e os patrimônios, publicou entre outros Le Désir de catastrophe (Aubier, 1990), Éloge de l’arbitraire (PUF, 1993), L’Ironie de la communication (La Lettre volée, 1996), Sciences sociales et démocratie (Circé, 1997) e Le Corps et ses stéréotypes (Circé, 2001). Também é autor de obra romanesca: Les Sortilèges du gisant (Klincksieck, 1990) e Conte de la mère morte (La Lettre volée, 1997), e ainda de crônicas como Aligato (La Lettre volée, 1999).
O CORPO COMO OBJETO DE ARTE

O corpo, esse imenso canteiro para artistas...

Esta obra não pretende tratar do corpo na pintura ou na escultura, mas das incidências da criação artística e da literatura sobre sua estética quotidiana. A fantasia do corpo tomado como objeto de arte é um estereótipo de nossa idealização estética. Ela se constitui extraindo seus recursos das artes plásticas e da escrita literária.
Não se trata dos modelos de beleza ou do estetismo do dândi, mas dessa vertigem das imagens corporais que nos oferece a ilusão de nossas metamorfoses. As inscrições sobre a pele, a aparição do esqueleto, a visão do sangue e dos pêlos fazem do corpo a “matriz ideal da metáfora”.
Jamais o corpo foi tão exibido e interpretado ao mesmo tempo em que todo mundo concorda em dizer que ele é um enigma. Com a arte corporal e as performances artísticas, o corpo se faz obra viva. Em vez de ser falado, ele se torna linguagem. É a apologia do contágio estético! Esses novos símbolos da exibição artística puseram fim ao poder do espelho? Parece mais que a paixão do duplo prossegue: nos laboratórios de criação artística das imagens virtuais, é o mito do corpo puro que vem instituir a crença em uma nova corporeidade.
Sobre o livro
Desde as antigas práticas de mumificação do cadáver até o atual lifting, promotor da juventude de milhares de corpos vivos, não haveria uma teimosa inclinação humana voltada à transformação do corpo em objeto de arte? O fascínio pela exibição do corpo esculpido cotidianamente e a obsessão de estetismo não seriam maneiras de frear a labilidade das imagens corporais, ou ainda um modo de emoldurar a vida humana num campo estético fixo? O ideal da beleza suprema não exprimiria a inacessibilidade dos corpos tanto quanto a sublimação do desejo?
Henri-Pierre Jeudy não se furta a examinar questões desta natureza, tanto na arte quanto na vida quotidiana. Sociólogo, professor de estética e autor de diversos trabalhos sobre as artes e a cultura contemporânea, Jeudy desconforta o leitor pouco habituado à percepção de estereótipos que sustentam os ideais da beleza corporal hoje em expansão. Ele torna estes estereótipos visíveis, mesmo quando o corpo é colocado no centro dos dilemas da arte e da cultura: nunca como em nossos dias o corpo foi tão interrogado, vasculhado, interpretado e, ao mesmo tempo, tratado como a derradeira fronteira a ser desvendada, o último mistério a ser decifrado... o grande enigma. Para Jeudy, o estereótipo se faz presente, também, nesse meio paradoxal, resultando de uma alteridade produzida. Por isso, não crê numa singularidade anterior a toda estereotipia e percebe o corpo transformado em obra de arte numa miríade de circunstâncias, épocas e lugares, incluindo a literatura, a mitologia, a filosofia, as artes plásticas e a dança. O corpo como objeto de arte não deixa de ser, contudo, uma aposta dupla: na deliberação de sua morte e na sua imortalidade.
Ao longo dos capítulos, o risco do esteticismo emerge, também, junto à massa de discursos que vem se apoderando cada vez mais amplamente do corpo para interpretá-lo antes mesmo de suas performances. Mas o autor não salva o corpo e a arte deste risco. Ele intensifica as suas condições de possibilidade. Por isso, sua análise se descola rapidamente da busca de uma suposta singularidade perdida, ou de alguma descoberta que lhe garantisse revelar o último estereótipo da interpretação.



Denise Bernuzzi de Sant'Anna

Departamento de História – Pós-Graduação, PUC-SP

(Texto de orelha)








ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...