segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Mulher é condenada a 1 ano de prisão no Irã por tentar ver jogo de vôlei

http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/11/mulher-e-condenada-1-ano-de-prisao-ira-por-tentar-ver-jogo-de-volei/
Mulher é condenada a 1 ano de prisão no Irã por tentar ver jogo de vôlei



Ghoncheh foi acusada de fazer ‘propaganda contra o Estado’; campanha online pede libertação da estudante
Por Redação
Uma mulher foi condenada no Irã a um ano de prisão por tentar ver uma partida de vôlei. Ela foi acusada de violar as leis de segregação do país, que proíbem as mulheres de assistir a eventos esportivos masculinos. “Hoje, o presidente do tribunal me mostrou a sentença, na qual minha cliente é condenada a um ano de prisão”, disse à agência de notícias ILNA Mahmoud Alizadeh Tabataí, o advogado da jovem detida, Ghoncheh Ghavami.
Ghavamí, de 25 anos, tem nacionalidade iraniana e britânica. Ela é estudante de Direito na Universidade de Londres e graduada na Escola de Londres de Estudos Orientais e Africanos (SOAS). No dia 20 de junho, a jovem foi a uma partida da seleção iraniana de vôlei no estádio Azadi de Teerã, na companhia de várias ativistas dos direitos femininos.
Todas exigiam liberdade para que as mulheres pudessem comparecer a esse tipo de evento. Várias delas foram detidas pelas Forças de Segurança e liberadas sob fiança, mas Ghavami foi detida novamente, ao retornar à delegacia dez dias depois para pedir de volta seus objetos pessoais. Umacampanha online pede a libertação da estudante e já conta com mais de 23 mil adesões na página criada no Facebook.
Foto de capa: Free Ghoncheh Campaign/AP

Sexo e as Nêgas: racismo, sexismo e silenciamento

fontehttp://www.revistaforum.com.br/blog/2014/11/sexo-e-negas-racismo-sexismo-e-silenciamento/

novembro 20, 2014 20:11
Sexo e as Nêgas: racismo, sexismo e silenciamento <span class=icon-lock></span>
A desinformação leva muita gente a pensar que a insatisfação dos militantes é desproporcional, mas é notável que há sérios problemas de representatividade perpetuados pela Rede Globo e sua programação
Por Jarid Arraes
Sexo e as Nêgas parece ser uma máquina de gerar controvérsias. A série global de Miguel Falabella já enfrentou protestos de vários grupos, entre eles militantes do movimento negro, ativistas feministas e intelectuais que declararam repúdio aos estereótipos racistas e sexistas reproduzidos pelo programa. Quem pensou que as críticas eram fogo de palha, acabou se equivocando: mesmo diante dos esforços da Globo e de Falabella, os embates permanecem firmes.
Para quem não está habituado com as reivindicações dos coletivos negros e feministas, a forma como Sexo e as Nêga foi alvo de protestos foi impactante. Muita gente se mobilizou, principalmente nas redes sociais, com páginas de repúdio que chegam a reunir mais de 30 mil pessoas. Entre os protestos presenciais, um grupo do Levante Popular da Juventude de São Paulo se reuniu em frente aos estúdios da Globo e, além de fazer um “escracho” com palavras de ordem e cartazes, também pichou a fachada da emissora com a palavra “racista” abaixo de seu logo.
A desinformação leva muita gente a pensar que a insatisfação dos militantes é desproporcional, mas é notável que há sérios problemas de representatividade perpetuados pela Rede Globo e sua programação. São muitos anos de um poderoso império, que vende e dissemina o racismo e o machismo sem enfrentar maiores consequências. Com a série Sexo e as Nêgas, uma nova forma de demandar mudanças vem provando que a internet e a politização coletiva de grupos de mulheres, sejam esses grupos feministas ou não, têm muito a oferecer.
Esta reportagem faz parte da edição 174 da Revista Fórum Semanal, para assinar e continuar lendo, clique aqui. Contribua com um jornalismo independente. 

Uma em cada três mulheres é vítima de violência no mundo, mostra OMS novembro 21, 2014 09:12

novembro 21, 2014 09:12http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/11/uma-em-cada-tres-mulheres-e-vitima-de-violencia-mundo-mostra-oms
Estudo da Organização Mundial de Saúde revela que cerca de 100 milhões a 140 milhões de mulheres são vítimas de mutilação genital e aproximadamente 70 milhões se casam antes dos 18 anos, frequentemente contra a sua vontade
Por Agência Lusa
Uma em cada três mulheres é vítima de abusos físicos em todo o mundo, indica uma série de estudos divulgados hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Entre 100 milhões e 140 milhões de mulheres são vítimas de mutilação genital e cerca de 70 milhões se casam antes dos 18 anos, frequentemente contra a sua vontade.
Os dados indicam que 7% das mulheres correm o risco de sofrer violência em algum momento das suas vidas.
A violência, exacerbada durante conflitos e crises humanitárias, tem consequências dramáticas para a saúde física e mental das vítimas.
“Nenhuma varinha de condão vai eliminar a violência contras as mulheres. Mas a prática revela que é possível realizar mudanças nas atitudes e nos comportamentos, que podem ser conseguidos em menos de uma geração”, afirmou Charlotte Watts, professora na Escola de Higiene e Medicina Tropical em Londres e coautora dos documentos.
Os investigadores apuraram que mesmo nos casos em que existe legislação forte e avançada de defesa das mulheres, muitas continuam a ser vítimas de discriminação, violência e falta de acesso adequado a serviços jurídicos e de saúde.
Os autores sustentaram que a violência contra as mulheres só vai retroceder se os governos colocarem mais recursos na luta e reconhecerem que ela prejudica o crescimento econômico.
O documento também sustenta que os líderes mundiais deverem mudar legislações e instituições discriminatórias que encorajam a desigualdade e preparam o terreno para mais violência.
Foto de capa: Arquivo / Agência Brasil

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Para alertar sobre violência, artista provoca com desenhos de “princesas” machucadas

novembro 25, 2014 12:32http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/11/para-alertar-sobre-violencia-artista-provoca-com-desenhos-de-princesas-machucadas/
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/11/para-alertar-sobre-violencia-artista-provoca-com-desenhos-de-princesas-machucadas/Para alertar sobre violência, artista provoca com desenhos de “princesas” machucadas
Com objetivo de marcar o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, o artista italiano Alexsandro Palombo criou ilustrações de diversas personagens famosas agredidas por seus companheiros
Por Redação
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual e cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas a sexo forçado. Embora essas violações sejam comuns ao cotidiano de milhares de mulheres, muitas casos ainda são tratados de forma restrita à esfera familiar.
Para romper essa tentativa de silenciamento em relação ao assunto, o movimento feminista comemora o 25 de novembro, desde 1981, como o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. Neste ano, a ONU Mulheres promove uma série de atividades que serão promovidas até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
E, com o objetivo de chamar a atenção para a data de uma forma diferente, o artista italiano Alexsandro Palombo idealizou a campanha “Coward” (do inglês, covarde), em que cria ilustrações de personagens famosas com o rosto machucado por seus companheiros.
Branca de Neve, Cinderela, Jasmine, Ariel, Marge Simpson, Olivia Palito e Wilma Flinstone são algumas das personagens femininas da ficção que aparecem com as fotos de seus maridos estampadas com a palavra ‘covarde’, em referência a episódios de violência doméstica.
Confira abaixo alguns dos desenhos da campanha:
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Ariel





















cinderela71328
Cinderela





















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Marge Simpson





















olivia_palito71330
Olivia Palito





















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A história do ódio no Brasil

fevereiro 26, 2014 17:59
A história do ódio no Brasil
Se tivesse nascido no Brasil, Gandhi não seria um homem sábio, mas um “bundão” ou um “otário”
Por Fred Di Giacomo, do Gluck Project
As decapitações que chocam nos presídios eram moda há séculos e foram aplicadas em praça pública para servir de exemplo nos casos de Tiradentes e Zumbi (Reprodução/Gluck Project)
“Achamos que somos um bando de gente pacífica cercados por pessoas violentas”. A frase que bem define o brasileiro e o ódio no qual estamos imersos é do historiador Leandro Karnal. A ideia de que nós, nossas famílias ou nossa cidade são um poço de civilidade em meio a um país bárbaro é comum no Brasil. O “mito do homem cordial”, costumeiramente mal interpretado, acabou virando o mito do “cidadão de bem amável e simpático”. Pena que isso seja uma mentira. “O homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva”, explica o sociólogo Antônio Cândido. O brasileiro se obriga a ser simpático com os colegas de trabalho, a receber bem a visita indesejada e a oferecer o pedaço do chocolate para o estranho no ônibus. Depois fala mal de todos pelas costas, muito educadamente.
Olhemos o dicionário: cordial significa referente ou próprio do coração. Ou seja, significa ser mais sentimental e menos racional. Mas o ódio também é um sentimento, assim como o amor.  (Aliás os neurocientistas têm descoberto que ambos sentimentos ativam as mesmas partes do cérebro.) Nós odiamos e amamos com a mesma facilidade. Dizemos que “gostaríamos de morar num país civilizado como a Alemanha ou os Estados Unidos, mas que aqui no Brasil não dá para ser sério.” Queremos resolver tudo num passe de mágica. Se o político é corrupto devemos tirar ele do poder à força, mas se vamos para rua e “fazemos balbúrdia” devemos ser espancados e se somos espancados indevidamente, o policial deve ser morto e assim seguimos nossa espiral de ódio e de comportamentos irracionais, pedindo que “cortem a cabeça dele, cortem a cabeça dele”, como a rainha louca de Alice no País das Maravilhas. Ninguém para 5 segundos para pensar no que fala ou no que comenta na internet. Grita-se muito alto e depois volta-se para a sala para comer o jantar. Pede-se para matar o menor infrator e depois gargalha-se com o humorístico da televisão. Não gostamos de refletir, não gostamos de lembrar em quem votamos na última eleição e não gostamos de procurar a saída que vai demorar mais tempo, mas será mais eficiente. Com escreveu  Sérgio Buarque de Holanda, em “Raízes do Brasil“,  o criador do termo “homem cordial” : “No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedica­dos a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente pró­prio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação im­pessoal” Ou seja, desde o começo do Brasil todo mundo tem pensando apenas no próprio umbigo e leva as coisas públicas como coisa familiar. Somos uma grande família, onde todos se amam. Ou não?
O já citado Leandro Karnal diz que os livros de história brasileiros nunca usam o termo guerra civil em suas páginas. Preferimos dizer que guerras que duraram 10 anos (como a Farroupilha) foram revoltas. Foram “insurreições”. O termo “guerra civil” nos parece muito “exagerado”, muito “violento” para um povo tão “pacífico”. A verdade é que nunca fomos pacíficos. A história do Brasil é marcada sempre por violência, torturas e conflitos. As decapitações que chocam nos presídios eram moda há séculos e foram aplicadas em praça pública para servir de exemplo nos casos de Tiradentes e Zumbi. As cabeças dos bandidos de Lampião ficaram expostas em museu por anos. Por aqui, achamos que todos os problemas podem ser resolvidos com uma piada ou com uma pedrada. Se o papo informal não funciona devemos “matar” o outro. Duvida? Basta lembrar que por aqui a república foi proclamada por um golpe militar. E que golpes e revoluções “parecem ser a única solução possível para consertar esse país”. A força é a única opção para fazer o outro entender que sua ideia é melhor que a dele? O debate saudável e a democracia parecem ideias muito novas e frágeis para nosso país.
Em 30 anos, tivemos um crescimento de cerca de 502% na taxa de homicídios no Brasil. Só em 2012 os homicídios cresceram 8%. A maior parte dos comentários raivosos que se lê e se ouve prega que para resolver esse problema devemos empregar mais violência. Se você não concorda “deve adotar um bandido”. Não existe a possibilidade de ser contra o bandido e contra a violência ao mesmo tempo.  Na minha opinião, primeiro devemos entender a violência e depois vomitar quais seriam suas soluções. Por exemplo, você sabia que ocorrem mais estupros do que homicídios no Brasil? E que existem mais mortes  causadas pelo trânsito do Brasil do que por armas de fogo? Sim, nosso trânsito mata mais que um país em guerra. Isso não costuma gerar protestos revoltados na internet. Mas tampouco alivia as mortes por arma de fogo que também tem crescido ano a ano e se equiparam, entre 2004 e 2007, ao número de mortes em TODOS conflitos armados dos últimos anos. E quem está morrendo? 93% dos mortos por armas de fogo no Brasil são homens e 67% são jovens. Aliás, morte por arma de fogo é a principal causa de mortalidade entre os jovens brasileiros. Quanto à questão racial, morrem 133% mais negros do que brancos no Brasil. E mais: o número de brancos mortos entre 2002 e 2010 diminuiu 25%, ao contrário do número de negros que cresceu 35%. É importante entender, no entanto, que essas mortes não são causadas apenas por bandidos em ações cotidianas. Um dado expressivo: no estado de São Paulo ocorreram 344 mortes por latrocínio (roubo seguido de morte) no ano de 2012. No mesmo ano, foram mortos 546 pessoas em confronto com a PM. Esses números são altos, mas temos índices ainda mais altos de mortes por motivos fúteis (brigas de trânsito, conflitos amorosos, desentendimentos entre vizinhos, violências domésticas, brigas de rua,etc). Entre 2011 e 2012, 80% dos homicídios do Estado de São Paulo teriam sido causados por esses motivos que não envolvem ação criminosa. Mortes que poderiam ter sido evitadas com menos ódio. É importante lembrar que vivemos numa sociedade em que “quem não reage, rasteja”, mas geralmente a reação deve ser violenta. Se “mexeram com sua mina” você deve encher o cara de porrada, se xingaram seu filho na escola “ele deve aprender a se defender”, se falaram alto com você na briga de trânsito, você deve colocar “o babaca no seu lugar”. Quem não age violentamente é fraco, frouxo, otário. Legal é  ser ou Zé Pequeno ou Capitão Nascimento.  Nossos heróis são viris e “esculacham”
Se tivesse nascido no Brasil, Gandhi não seria um homem sábio, mas um “bundão” ou um “otário”.
O discurso de ódio invade todos os lares e todos os segmentos. Agora que o gigante acordou e o Brasil resolveu deixar de ser “alienado” todo mundo odeia tudo. O colunista da Veja odeia o âncora da Record que odeia o policial que odeia o manifestante que odeia o político que odeia o pastor que odeia o “marxista” que odeia o senhor “de bem” que fica em casa odiando o mundo inteiro em seus comentários nos portais da internet. Para onde um debate rasteiro como esse vai nos levar? Gritamos e gritamos alto, mas gritamos por quê?
Política não é torcida de futebol, não adianta você torcer pela derrota do adversário para ficar feliz no domingo. A cada escândalo de corrupção, a cada pedreiro torturado, a cada cinegrafista assassinado, a cada dentista queimada, a cada homossexual espancado; todos perdemos. Perdemos a chance de conseguir dialogar com o outro e ganhamos mais um motivo para odiar quem defende o que não concordamos.
O discurso de ódio invade todos os lares e todos os segmentos (Reprodução/Gluck Project)
Eu também me arrependo muitas vezes de entrar no calor das discussões de ódio no Brasil; seja no Facebook, seja numa mesa de bar. Às vezes me pergunto se eu deveria mesmo me pronunciar publicamente sobre coisas que não conheço profundamente, me pergunto por que parece tão urgente exprimir minha opinião. Será essa a versão virtual do “quem não revida não é macho”? Se eu tivesse que escolher apenas um lado para tentar mudar o mundo, escolheria o lado da não-violência. Precisamos parar para respirar e pensar o que queremos e como queremos. Dialogar. Entender as vontades do outro. O Brasil vive um momento de efervescência, vamos usar essa energia para melhorar as coisas ou ficar nos matando com rojões, balas e bombas? Ou ficar prendendo trombadinhas no poste, torturando pedreiros e chacinando pessoas na periferia? Ou ficar pedindo bala na cabeça de políticos? Ficar desejando um novo câncer para o Reinaldo Azevedo ou para o Lula? Exigir a volta da ditadura? Ameaçar de morte quem faz uma piada que não gostamos?
Se a gente escutasse o que temos gritado, escrito e falado, perceberíamos como temos descido em direção às trevas interiores dos brasileiros às quais Nélson Rodrigues avisava que era melhor “não provocá-las. Ninguém sabe o que existe lá dentro.
Será que não precisamos de mais inteligência e informação e menos ódio? Quando vamos sair dessa infantilidade de “papai bate nele porque ele é mau” e vamos começar a agir como adultos? Quando vamos começar a assumir que, sim, somos um povo violento e que estamos cansados da violência? Que queremos sofrer menos violência e provocar menos violência? Somos um povo tão religioso e cristão, mas que ignora intencionalmente diversos ensinamentos de Jesus Cristo. Não amamos ao nosso inimigo, não damos a outra face, não deixamos de apedrejar os pecadores. Esquecemos que a ira é um dos sete pecados capitais. Gostamos de ficar presos na fantasia de que vivemos numa ilha de gente de bem cercada de violência e barbárie e que a única solução para nossos problemas é exterminar todos os outros que nos cercam e nos amedrontam.
Mas quando tudo for só pó e solidão, quem iremos culpar pelo ódio que ainda carregaremos dentro de nós.
Confira mais textos do Glück Project
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/02/a-historia-do-odio-no-brasil/

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