domingo, 30 de agosto de 2009

HOMENS RECORREM A LIPOASPIRAÇÃO, PARA MANTER A CINTURINHA...



NÃO FOI SÓ O RONALDINHO QUE SE VALEU DA LIPOASPIRAÇÃO PARA OBTER UM CORPINHO MAIS ATRATIVO!!!

SEGUE MATERIAL ENCONTRADA NO SITE DA VEJA http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2128/cinturinha-pilao-494842.html
Por Caio Barretto Briso
02.09.2009

Heudes Regis

Criada no fim da década de 70, a técnica de lipoaspiração – que consiste em retirar gordura do corpo por meio de um sistema de aspiração a vácuo, feito com a incisão de cânulas de, no máximo, 3 milímetros – começou a atrair homens há cerca de dez anos. "No início, eles eram poucos e pediam horários especiais, além de fazerem questão de entrar pela porta lateral da clínica, para não ser vistos", lembra o cirurgião plástico Paulo Matsudo. "Hoje, 25% dos meus pacientes pertencem ao sexo masculino." Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, são realizadas no estado 1 200 lipos em homens por ano (13% do total). Entre as figuras famosas que já entraram na faca, ou melhor, na cânula, estão o apresentador Gugu Liberato, o publicitário Roberto Justus e o jogador corintiano Ronaldo – que não nega nem confirma a informação. "Os homens muitas vezes têm gorduras localizadas que não somem com exercícios físicos", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, José Yoshikazu Tariki. Era esse o problema do relações-públicas André Petri, de 25 anos. Cansado de malhar quase todos os dias durante cinco anos e não perder as gorduras do quadril, em outubro de 2006 ele recorreu à lipo para aspirar essa região. "Foi uma forma de me sentir melhor comigo mesmo", diz. "Caminhar sem camisa no Ibirapuera ou ir à praia de sunga deixou de ser um problema."
Alexandre Battibugli
Ronaldo: operação para deixar de ser "Ronalducho"Além do preconceito em queda, há outra explicação para a mudança do comportamento masculino: a competição profissional. "Para manterem sua posição em uma empresa ou mesmo buscarem outros cargos, os homens que-rem parecer mais jovens do que são", afirma Renato Saltz, presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. E há quem faça lipo para ficar bem com a mulher ou a namorada. É o caso do empresário Josimar Tremeschini, de 52 anos, que resolveu sugar as gordurinhas depois que sua mulher, dez anos mais jovem, colocou próteses de silicone nos seios. O resultado da cirurgia dela o estimulou a fazer uma lipo no abdômen e na cintura, em outubro do ano passado. Tremeschini entrou na sala de cirurgia às 8 horas de uma quinta-feira e, às 14 horas, já estava em casa, com 4 quilos a menos. "Eu me cobrava muito", diz. "Agora, não corro o risco de ficar achando que ela vai querer trocar de marido

NOSSO CORPO E OS NÚMEROS


ENCONTREI ESTE MARETIAL NO SITE VIDA FEMININA E VALE TRANSCREVE-LO NA ÍNTEGRA:

Conheça a tabela periódica do nosso corpo


Dos 116 elementos químicos presentes na natureza, 14 são essenciais ao equilíbrio nutricional do organismo
O funcionamento do corpo humano consiste em uma série de reações químicas, executadas pelos órgãos internos. Nesse processo, os alimentos fornecem a energia responsável pela atividade das moléculas, formadas por elementos químicos presentes no emaranhado de números e siglas da tabela periódica.Quando se fala em metais necessários para uma vida saudável, todos pensam imediatamente em ferro. Alguns, mais antenados com a nutrição ortomolecular, em zinco e selênio. A maioria desconhece que, entre as 116 substâncias da tabela periódica, 14 são essenciais para o equilíbrio nutricional. O cálcio, por exemplo, é vital para a formação dos ossos; já o sódio, elemento principal do sal de cozinha, pode trazer danos ao coração se consumido em excesso. Outros são pouco conhecidos e têm nomes estranhos. É o caso do molibidênio, presente em pequena quantidade no organismo e rapidamente absorvido no estômago e intestino delgado. Onde encontrá-lo? Nas ervilhas.Os 14 metais importantes para o ser humano são conhecidos popularmente como sais minerais e estão presentes nos alimentos. Quem não come bem, seja por não ter acesso aos alimentos ou por uma opção dietética, precisa de suplementação. Químicos, médicos e nutricionistas explicam melhor:Um por umIodoMetal do grupo 7 e número atômico 53, cuja função fisiológica é a de garantir o funcionamento da tireóide, a glândula vital do corpo humano. A deficiência leva ao hipotireoidismo. Mas o uso excessivo também é prejudicial especialmente para grávidas, pois o feto pode apresentar retardo mental. Em contato com a pele, prejudica o funcionamento da tireóide. O iodo é encontrado em quantidades variáveis nos alimentos e na água de beber. Os frutos do mar, tais como moluscos, lagostas, ostras, sardinhas e outros peixes de água salgada são ricos em iodo. A quantidade ideal para um adulto é o consumo de 5g de sal por dia. Hipertensos precisam de orientação médica para colocá-lo no cardápio.SódioElemento químico de número atômico 11, do grupo 1, tem um papel fundamental no metabolismo celular como, por exemplo, na transmissão do impulso nervoso. Participa também nos processos de contrações musculares e na absorção de nutrientes pelas células. A carência _ extremamente rara _ causa anorexia, náuseas, depressão, tonturas, dores de cabeça, dificuldade de memorização, fraqueza muscular e perda de peso. O excesso é bem mais prejudicial. Uma maior incidência da hipertensão na atualidade é atribuída ao consumo exagerado de sal na alimentação, em especial no mercado de fast food e alimentos industrializados. Para se ter uma noção, um tablete de caldo de carne já supre a necessidade diária de uma adulto, de apenas 1,5g.MagnésioDe número atômico 12, este metal pertence ao grupo 2. Pesquisas revelam que o mineral apresenta um papel importante na performance em esportes de resistência. Ele está presente principalmente nos músculos e ossos, para ajudar na contração muscular e metabolismo energético. Também combate o estresse e os sintomas da tensão pré-menstrual. Na alimentação, é encontrado na banana, cereais integrais, semente de girassol, maçã, lentilha, tofu, limão, mel e atum. A deficiência é rara, mas é preciso prestar atenção em distúrbios que aumentam o risco de deficiência de magnésio, como a doença celíaca e a de Crohn, má absorção alimentar e alcoolismo crônico. Quem tem deficiência de magnésio deve consumir diariamente uma xícara e meia de chá com sementes de abóbora.ManganêsQuando está em falta no organismo, esse elemento pode provocar baixo crescimento, anormalidades do esqueleto, disfunções reprodutivas, menor tolerância à glicose e alteração no metabolismo dos carboidratos e das gorduras. O metal é do grupo 7 e tem número atômico 25. Também é um excelente antioxidante, presente em cereais integrais, nozes, leguminosas, abacaxi e chás. Homens com mais de 19 anos devem ingerir 2,3mg do mineral diariamente. Já mulheres precisam consumir 1,6mg por dia. Uma colher de sopa de gérmen de trigo contém 2mg.ZincoAtua no controle cerebral dos músculos, ajuda na respiração dos tecidos, participa no metabolismo das proteínas e carboidratos. Sua falta provoca a diminuição dos hormônios masculinos e favorece o diabetes. Como atletas perdem zinco pelo suor, eles podem se tornar deficientes desse mineral mais rapidamente. Um dos sinais de deficiência de zinco é o aumento de resfriados. As principais fontes do metal de número atômico 30 do grupo 12 são alimentos ricos em proteínas, como carnes, frango e peixe. Um bife grande de carne bovina supre as necessidades diárias de um adulto.CromoUm santo remédio na prevenção e tratamento de diabetes, o cromo é um metal cinza e quebradiço, pertencente ao grupo 6. Está relacionado ao metabolismo da glicose, pois age aumentando os efeitos da insulina, ou seja, melhorando a captação da glicose pelas células. A sua falta provoca a resistência à ação da insulina, um agravante para o surgimento de diabetes. O mineral está disponível nos cereais integrais, carnes, feijão e no brócolis. Na tabela periódica, recebe o número 24. A dosagem ideal diária está contida em dois bifes médios de carne bovina.SelênioBem cotado entre os adeptos da medicina ortomolecular, o selênio faz parte do grupo 16. A castanha-do-pará é a principal fonte dessa substância, presente também nos ovos, arroz integral, peixes e carne de frango. Na tabela periódica, é o número 34. Entre as funções desempenhadas pelo selênio, destacam-se a participação na síntese de hormônios tireoidianos, a ação antioxidante, combatendo o envelhecimento das células. Coma uma castanha-do-pará ao dia e mantenha a dose ideal de selênio.FlúorConhecido por sua eficiência no combate às cáries, o flúor é um elemento químico, pertencente ao grupo 7 e de número atômico 9. Depois de ser absorvido pelo estômago e pelo intestino delgado, esse mineral começa a desempenhar sua principal função: a formação de ossos e dentes. Além da pasta dental enriquecida, outra boa fonte é a sardinha enlatada. Os chás são importantes fontes de flúor também. A ingestão de 1,5l de água fluoretada supre a necessidade diária para quem tem carência.CálcioÉ o mais abundante no organismo. Constitui cerca de 1,5% a 2% do peso do corpo humano _ 99% está nos ossos e dentes e o 1% restante está no sangue e células. Não é um sal mineral, como alardeiam os rótulos de suplementos alimentares e vitamínicos. É um metal do grupo 2 da tabela periódica (metais alcalino-terrosos). O número atômico é o 20. No quesito alimentação, é encontrado nos derivados do leite de vaca e da soja. Outra fonte são as folhas verde-escuras, como espinafre, brócolis e agrião. Previne raquitismo, osteoporose, unhas fracas e queda de cabelo; reduz o colesterol; melhora a hipertensão arterial e é usado no tratamento contra a obesidade. O excesso provoca a calcificação excessiva dos ossos e tecidos moles, o surgimento de cálculos nos rins e interfere na absorção de ferro pelo organismo. A necessidade diária de uma pessoa adulta é de 1000mg, o equivalente ao consumo diário de um prato de repolho, brócolis e couve manteiga; dois copos de leite integral com três colheres de sopa de amaranto e uma fatia média de tofu. FósforoNo corpo humano, 85% da quantidade total de fósforo estão nos ossos, mas esse metal do grupo 15 e número 15 também é necessário para o bom desempenho das células. Combinado ao cálcio, ele forma o maior componente dos ossos e dentes. Nos alimentos, está disponível nas carnes vermelhas, tâmara, salsa, brócolis, miúdos, gema de ovo, espinafre e no brasileiríssimo caldo de cana. Um copo de leite supre a necessidade diária de fósforo. O total médio de potássio recomendado a um adulto pode ser conseguido com a ingestão de uma batata média cozida, quatro colheres de sopa de feijão e três bananas, divididas entre as refeições diárias.PotássioTodos se lembram do tenista Gustavo Kuerten saboreando uma banana nos intervalos dos jogos de tênis. O atleta estava simplesmente repondo os índices de potássio eliminados pelo esforço físico dispendido durante a partida. A banana é um dos alimentos mais ricos desse mineral/metal, de número atômico 19, pertencente ao grupo 1. O potássio é um nutriente vital e representa uma importante função no corpo reduzindo os níveis de sódio e ajudando a manter o equilíbrio. Além da banana, ele está disponível nas folhas verde-escuras, água de coco, cenoura, leite, carne, sementes de girassol, tomate e batatas.MolibidênioPouco conhecido, é o mineral número 42 e está incluso no grupo 6. Está presente em pequena quantidade no organismo e é rapidamente absorvido no estômago e intestino delgado. As principais fontes dele são ervilha, feijão e lentilha. É importante para a estabilização do ácido úrico no organismo. Três colheres de sopa de feijão preto contêm a quantidade ideal a ser consumida por dia.CobreA deficiência de cobre é rara, mas traz complicações sérias: anemia crônica, baixa pigmentação, deficiência no crescimento e queda no sistema imunológico, deixando o organismo propenso a infecções. Na quantidade certa, melhora o metabolismo da glândula tireóide. O metal pertence ao grupo 11, com número atômico 29. Em uma reação química, uma das ações desse mineral consiste em dar elétrons com maior facilidade. Ou seja: é um ótimo antioxidante (substância que combate os radicais livres, responsáveis pela formação das placas de gordura nas artérias). Para garantir uma boa nutrição, basta consumir fígado, frutos do mar, nozes, grãos integrais, ervilha e ameixa. A dose diária, de 900mcg, equivale, por exemplo, a quatro colheres de sopa de feijão roxo.FerroQuando se pensa em uma alimentação saudável, todos se lembram da importância do ferro, essencial para o combate de anemias e desnutrição infantil. Tão vital que o Ministério da Saúde incluiu o mineral no preparo das farinhas industrializadas. Além de ser um antioxidante, o ferro está envolvido em tarefas como o transporte de oxigênio para todas as células e de elétrons para a produção de energia e síntese de DNA. Na tabela periódica, ele faz parte do grupo 8, com número atômico 26. Na alimentação, as carnes vermelhas destacam-se por conter ferro heme, um tipo melhor absorvido pelo organismo. Para homens e mulheres, de 19 a 50 anos, o consumo diário de ferro deve ser de 12mg, em média. Para quem é vegetariano, uma boa dica é o consumo de produtos ricos em vitamina C durante as refeições. Três colheres de sopa de feijão e um bife médio de carne bovina contém a quantidade diária ideal.

Fontes: Química Wilma Araújo, professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília; nutricionista Roney Araújo; médica ortomolecular Sylvana Braga e a nutricionista funcional Joana Lucyk

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

DANIELE HIPOLITO TAMBÉM SE RENDE A LIPO E GERA POLÊMICA ESPORTIVA


Quando voltou das férias após mais um exaustivo ciclo olímpico, em janeiro, Daniele Hypolito percebeu que havia algo errado com seu corpo. Com 24 anos e três Olimpíadas no currículo, ela já estava acostumada ao esforço extra para acabar com os quilinhos a mais adquiridos nos momentos de lazer. No entanto, desta vez, a malhação e a boca fechada não resolveram o problema. A experiente atleta resolveu então radicalizar. Partiu para uma lipoaspiração que acabou com as gordurinhas no abdômen e lhe trouxe de volta algo fundamental para competir: a autoestima.
Daniele fez a cirurgia no início de maio. Ela não fala em números, mas garante que os momentos de desconforto durante os treinos - recém-operada, a pele tende a se esticar - têm valido a pena.
- Achei que seria uma solução boa para mim, então segui minha cabeça e procurei as pessoas certas. Meu médico disse que, se não precisasse fazer nada, ele ia falar. Tive total apoio da minha família, que é o mais importante. Tem pessoas que vão concordar, tem pessoas que não vão. Mas o importante é a pessoa se sentir bem, independentemente de ser atleta ou não - afirma.
Daniele diz ter feito o procedimento pensando em seu desempenho na ginástica. No entanto, para João de Moraes Prado Neto, presidente da filial regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a lipoaspiração traz mais resultados estéticos do que esportivos.
- Se você tem uma atleta que apresenta gordura localizada, ela pode fazer (uma lipoaspiração) sem problemas. Mas a cirurgia vai remover 200mg, 300mg de gordura. Isso não faz diferença em relação à performance - explica.
Algumas atletas não têm pudor ao assumir que foram para a sala de cirurgia por causa da vaidade. Um exemplo é a jogadora Virna, do vôlei. A potiguar, que colocou silicone em 2000, não descarta outros procedimentos no futuro.
- Só não pode virar uma dependência. Tem mulheres que vivem querendo mudar. Neste caso, o problema é interno, vira uma doença. Se for só um ajuste, que vai fazer você se sentir melhor, por que não?
Juliana Veloso quis ficar menos 'popozuda'
Também há nove anos, a saltadora Juliana Veloso fez um procedimento pouco usual. Insatisfeita com o tamanho de seu bumbum, decidiu fazer uma lipoaspiração para deixá-lo menor e não chamar tanta atenção.
- Dizem que anatomicamente poderia fazer alguma diferença para o meu esporte, mas no meu caso eu fiz porque não me sentia bem. O médico não queria tirar, mas eu não aguentava mais as piadinhas na rua, o fato de me identificarem em competições internacionais como “aquela do bundão” - lembra.
A atleta, que dará à luz Pedro até o fim deste mês, tentará, apenas com dieta e exercícios, acabar com os 14kg adquiridos por causa da gravidez.
- Eu só faria uma cirurgia depois de ter esgotado todas as minhas possibilidades. Sou contra fazer isso só para emagrecer, ainda mais para atletas. Temos que tomar cuidado, porque esse tipo de procedimento está ficando muito banalizado. É uma cirurgia e tem seus riscos - alerta.
Postado por tipos de doenças às
09:38



A BALANÇA CONFESSA ...



Especiais
O outro lado da balança
27/8/2009
Por Alex Sander Alcâncara
Agência FAPESP – A atividade física é capaz de restaurar a sensibilidade dos neurônios envolvidos no controle da saciedade, o que pode contribuir para a redução da ingestão alimentar e, consequentemente, do peso corporal. Essa é uma das conclusões de um estudo apresentado durante a 24ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizada em Águas de Lindoia (SP) na semana passada.
O trabalho aponta evidências de que mamíferos obesos apresentam falhas na transmissão de sinais em neurônios que controlam a saciedade. Essas falhas podem ser determinantes para a prevalência da obesidade. Até então se achava que o exercício físico aumentaria o gasto energético e que, apenas por isso, provocaria a diminuição do peso.
O estudo, intitulado “Sistema nervoso central e o controle da ingestão alimentar: o papel do exercício físico”, foi realizado por Eduardo Rochete Ropelle, pesquisador da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Obesidade e Diabetes.
“O papel do exercício pode ir além da simples queima de calorias. Pode causar uma melhora no sistema nervoso, controlando a saciedade e diminuindo o apetite. Em outras palavras, é possível que a atividade física controle o outro lado da balança”, disse Ropelle à Agência FAPESP.
Devido ao grande número de pessoas interessadas, o trabalho de Ropelle foi apresentado em dois dias na reunião da Fesbe. O estudo, segundo o pesquisador, é um projeto paralelo ao seu doutorado, que tem apoio da FAPESP, intitulado “Caracterização da transmissão do sinal da insulina e da leptina no hipotálamo de ratos com tumor de Walker 256”.
“O estudo sobre a atividade física está dentro da discussão da minha pesquisa – que trata do controle da ingestão alimentar –, mas no caminho inverso porque no doutorado abordo a anorexia promovida por pacientes com câncer”, explicou, ao destacar a contribuição do seu orientador José Barreto Campello Carvalheira, também da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
A base do trabalho envolve dados sobre a ação de certos hormônios, como a insulina e a leptina, sobre o cérebro. O sistema nervoso central é considerado a “caixa preta” do controle energético.
O hipotálamo (que entre outras funções controla a temperatura corporal) é a principal estrutura do cérebro responsável pelo controle da ingestão alimentar. Segundo Ropelle, várias evidências indicam que dietas ricas em ácidos graxos saturados causam problemas na transmissão de alguns hormônios, como insulina e leptina, no sistema nervoso central.
“Esses hormônios controlam a saciedade e, à medida que a pessoa ingere gordura em excesso, essa sinalização é perdida. Assim, alguns fenômenos intracelulares acontecem impedindo a ação hormonal”, explicou.
Até agora se estimava que o gasto energético provocado pela atividade física seria a principal arma para combater e tratar a obesidade. “O que propomos é que, além de promover o gasto energético, o exercício físico também é capaz de modular esses hormônios no sistema nervoso central”, disse. A atividade física seria capaz de reverter esse fenômeno, possibilitando que o paciente volte a ter a transmissão do sinal para a saciedade. Comer mais aumenta a fome
Nos testes feitos com animais obesos, submetidos a uma dieta rica em gordura, os hormônios perderam a capacidade de regular o apetite, ou seja, a obesidade envolveria um círculo vicioso comportamental: quanto mais se come, mais se quer comer.
A atividade fez com que a sinalização do apetite no cérebro dos animais voltasse a níveis normais. Esse efeito durou de 12 a 16 horas. “Observamos que animais obesos submetidos à atividade física voltam a comer na mesma proporção que o animal magro. À medida que ele faz o exercício, parece que ele volta a entender a hora de parar, voltando a comer nos níveis considerados normais”, destacou.
A pesquisa é inteiramente experimental e não foi testada em humanos. Algumas evidências, de acordo com o autor, mostram que em seres humanos o exercício físico é capaz de alterar o comportamento alimentar, mas a avaliação é mais complexa.
“É muito difícil acompanhar e colocar um valor numérico no caso de testes em humanos, porque, ao colocar alguém para fazer atividade física e dizer a ele que vai controlar a ingestão alimentar, tira-se a condição natural. No animal, fica mais fácil e é um bom modelo metabólico de obesidade induzida por dieta”, disse.
A explicação para a redução da ingestão alimentar e do peso corporal nos roedores submetidos à atividade física pode ser atribuída à interleucina-6, uma molécula produzida no hipotálamo em resposta ao exercício.
De acordo com o estudo, o animal que faz exercício tem o nível de interleucina-6 aumentado no tecido hipotalâmico, sendo ela responsável por melhorar a sensibilidade de insulina e leptina.
“Sabe-se que o prejuízo causado pela dieta na sinalização desses hormônios é mediado por um processo inflamatório. E a interleucina-6 é capaz de aumentar a expressão de uma outra proteína, a interleucina-10, sendo que, essa sim, tem uma atividade antiinflamatória”, disse Ropelle.
Segundo o pesquisador, a atividade física pode ser benéfica para o “apetite dos obesos”. Haveria uma espécie de equilíbrio dinâmico para evitar tanto o acúmulo excessivo de energia quanto o gasto excessivo.
Os resultados apresentados pelo estudo são inéditos na literatura científica, aponta Ropelle, e foram submetidos para publicação na revista Nature Neuroscience.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A AUTORIDADE FALA SOBRE CIRURGIAS PLÁSTICAS


'Vaidade é a procura pelo equilíbrio entre o ego e o exterior', diz Pitanguy

Em uma breve, mas não pouco interessante palestra para a 13ª Mostra PUC-Rio, nesta terça-feira, o mestre da cirurgia plástica, Ivo Pitanguy discutiu o tema "envelhecer com dignidade". Exemplo vivo do tema do debate, Pitanguy expôs e discutiu padrões de beleza. Através da história e da transformação da estética ao longo do tempo, o cirurgião tentou decifrar as nunces da busca pela beleza.
O nariz, por exemplo, o médico destacou como um símbolo de virilidade na Grécia antiga. Os seios femininos descreveu como órgão mais feminino da mulher. Com muita simpatia e modéstia, Ivo comparou os cirurgiões plásticos com pintores e escultores de séculos atrás e destacou que o mais importante na busca pela beleza é respeitar as diferenças e particularidades de cada raça. "Cada raça tem sua própria beleza", destacou.
Para Pitanguy, a grande procura por intervenções cirúrgicas se dá em função da discrepância entre a forma como as pessoas são vistas e como olham a si mesmas. Para ele, a relação entre o que as pessoas são e o que querem que os outros pensem que elas são é que é o maior motivador para as transformações cirúrgicas. Pitanguy destacou que desde sempre o homem se preocupava com o envelhecimento e com a estética.
Muito bem humorado, o médico falou do aumento do número dos homens que buscam cirurgias plásticas. Ele destacou também que apesar da "febre do silicone", o procedimento mais realizado no país é o face-lifting, cirurgia que diminui as rugas e marcas de expressão. Para esse procedimento, as mulheres que têm entre 40 e 49 anos, são as que mais procuram a intervenção.
Deixando a vaidade exagerada de lado, Ivo Pitanguy esclarece que a busca pela beleza, seja ela imposta ou não, sempre foi um anseio dos homens. "A estética, que muda de acordo com a era, civilização e cultura, sempre foi importante para todas as sociedades e em pleno século 21, com o avanço da medicina e tecnologia, isso não haveria de ser diferente".
FONTE: BLOG DO SIDNEI REZENDE -

até os quadrinhos querem salvar as mulheres...



Quadrinhos e internet se aliam contra repressão no Irã

Mónica Faro.
Madri, 25 ago (EFE).- As histórias em quadrinhos e a internet se aliaram para denunciar as irregularidades do processo eleitoral iraniano em "Persépolis 2.0", que recria na rede a famosa graphic novel "Persépolis", com novos textos que falam dos protestos contra o Governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
Das mais de 300 páginas de "Persépolis", publicada em 2000, dois jovens exilados identificados apenas como Payman e Sina selecionaram cerca de 100 quadrinhos e mudaram os textos dos balões para dar sentido a uma nova história.
Os internautas podem baixar o conteúdo da história em quadrinhos na íntegra pelo site "www.spreadpersepolis.com" e pedem a divulgação da obra pelas redes sociais virtuais.
Os quadrinhos e o próprio título da história lembram como, diante do bloqueio de centenas de páginas e blogs por parte do Governo iraniano, as redes sociais se transformaram no maior agente de mobilização e em uma vitrine para mensagens de denúncia.
"Persépolis 2.0" começa a se destacar em redes como Twitter e Facebook, onde já existe um grupo criado por uma estudante italiana e formado por mais de 70 usuários, no qual se encontram links para a página da história em quadrinhos e para a obra original de Satrapi.
Além disso, todos os quadrinhos estão disponíveis em um álbum do site Flickr, o portal de troca de fotografias frequentado por milhões de usuários de todo o mundo.
Com este salto para dentro da rede, a obra de Satrapi, levada ao cinema e indicada ao Oscar de Melhor Filme de Animação em 2008, tem um novo capítulo que se soma aos quatro volumes do "Persépolis" original.
A queda do xá de Pérsia, o advento da república islâmica e a guerra do Irã contra o Iraque são o pano de fundo dos primeiros volume de "Persépolis", narrados por uma jovem Marjane Satrapi que não pretendia escrever sobre sua vida, mas sobre a história de seu país e, segundo explica no livro, "sobre a situação política vivida".
Entretanto, sua experiência de morar anos na Áustria e voltar a uma Teerã mais repressiva foi o fio da meada da graphic novel que aproximou milhares de leitores ao valioso testemunho de uma mulher que foi educada por uma família progressista no Irã.
Trinta anos depois do original, em "Persépolis 2.0" também há violência, execuções, manipulação midiática e as mulheres como protagonistas, assim como nos protestos contra os resultados das eleições presidenciais de 12 de junho.
A história em quadrinhos termina no dia 21 de junho deste ano com a morte da jovem Neda Agha Soltani, estudante assassinada durante os distúrbios pós-eleitorais e transformada em um ícone das manifestações depois que sua imagem foi divulgada ao redor do mundo.
Sina e Payman, que incluem em seu site uma pequena introdução na qual apresentam a obra de Satrapi, se transformam com "Persépolis 2.0" em mais dois embaixadores de um país no qual dois terços da população tem menos de 32 anos.
Embora todos os quadrinhos sejam da obra de Satrapi, Payman e Sina preferem esclarecer que "os pontos de vista expressados (em "Persépolis 2.0") não refletem necessariamente os da autora". EFE

terça-feira, 25 de agosto de 2009

mulheres irreconhecíveis!!!!

Um grupo de chinesas propovou uma tremenda confusão no aeroporto Xangai HOngqiao. Elas valtavam da Coreia do Sul , onde fizeram várias cirurgias plásticas e ficaram irreconhecíveis. Os oficiais chineses não conseguiram idenficá-las nas fotos dos seus passaportes, e foram necessários vários minutos para encontrar em cada uma o ponto que não sofreu alteração, e que servisse como sinal de identificação, segundo o China Daily.

domingo, 23 de agosto de 2009

CIRURGIAS PLASTICAS...FAZER OU NÃO FAZER???


UM TEXTO QUE QUESTIONA AS CIRUGIAS PLÁSTICAS?


22/08/2009 - 18:36
Adalgisa trai o próprio passado: ela era contra cirurgias plásticas


Em 13 de julho de 2008, à Folha de S. Paulo, a miss Brasil 1958 Adalgisa Colombo disse que era totalmente contrária a cirurgias plásticas em misses e candidatas a título de miss. Em 21 de agosto de 2009, ao portal
Terra, Adalgisa, Gigá, Dagô, cospe na própria história e dá outra versão, influenciada pelas chantagens da gangue de Evandro Hazzy.Para Adalgisa, “ter que fazer cirurgia plástica” é cair no conto-do-vigário de cirurgiões plásticos inescrupulosos e coordenadores falsários. Usar os mesmos recursos de venezuelanas, ucranianas, etc. é transformar nossas misses de hoje em verdadeiras Florences Griffith Joyner da impunidade missológica nacional. Florence, corredora americana, morreu de cancer em 1998 ao descobrir tardiamente que tomara anabolizantes para conseguir os resultados que conseguiu nas Olimpiadas de Verão de Seul, dez anos antes. E, onze anos após o passamento de Flo-Jo, a gaúcha Bruna Felisberto foi vítima de uma plástica mal-feita no nariz. Chamaram-na de todos os adjetivos aqui impublicáveis.Adalgisa Colombo nunca conheceu Marion Jones. No mesmo ano que Natália Guimarães QUASE trouxe o título de Miss Universo para este país que, segundo Herbert Vianna, “alguém (que não foi a Demi Lovato, a Miley Cyrus, a Selena Gomez e os Jonas Brothers cantando em clipe ambientalista do Disney Channel) te disse um dia que era nosso”, a corredora americana admitiu ter participado dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, sob o efeito de esteróides anabolizantes e devolveu TODAS as suas medalhas ao Comitê Olímpico Internacional (COI).Jones conquistou três ouros e dois bronzes dopada, foi punida pelo Comitê Olímpico de seu país e anunciou o fim de sua carreira. Por aqui, Natália Anderle, Larissa Costa e n misses estaduais são as Marions Jones da fraude siliconada que credencia representantes brasileiras à derrota em concursos internacionais. Dagô é complascente com esses crimes ao defender a transformação de misses em anteprojetos eleitoreiros-direitistas de Flo-Jos ou Marions, respaldados pelo monopólio da Globo.Gigá defende a impunidade de misses estaduais para que estas não percam as suas coroas mesmo sabendo que posaram nuas contra os seus regulamentos. Em 2004, a então Miss United States Teen Kari Ann Peniche foi destituída por ter posado para a revista Playboy a dez dias do fim de seu reinado, quando as fotos já tinham sido publicadas. Em 2009, Michelle Fernandes da Costa, miss Pernambuco que participou de uma gincana do monopólio de Hannah Montana (não é o No Limite!), não recebeu qualquer tipo de punição de seu coordenador, Miguel Braga, por ter desnudado sua pele e exposto seus poros e suas ancas e curvas axilares, púbianas-vaginais-reprodutivas e amamentadoras-mamárias nas páginas da edição brasileira da mesma publicação, pertencente ao grupo Abril-Naspers.Adalgisa, que já assumiu ter feito plásticas para manter a aparência presente na matéria do Terra, nunca conheceu Kari Ann Peniche.Adalgisa não conhece a história de Vanessa Williams do Ugly Betty.Nem de Tara Conner.Nem de Katie Rees.Nem de ninguém.Porque, nesta terra de gigantes, ninguém é cidadão.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

EM BUSCA DA PERFEIÇÃO....


MAIS UMA ENTREVISTA QUE BUSCA ENTENDER A INSATISFAÇÃO CORPORAL DA HUMANIDADE...

http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=38&id_coluna=32
Colunas
18 de Agosto de 2009 - 0h02
A Busca da Beleza Ideal
Regina Abrahão *
Mas afinal, o que é beleza? Pressupondo que um conceito de tamanha subjetividade não deveria ser medido ou calculado, como justificar os procedimentos a que mulheres (e homens) de todas as idades e cada vez de mais classes sociais se submetem para enquadrarem-se nos rígidos padrões impostos pela modernidade?
Não saberia dizer ao certo desde quando esta obsessão pela perfeição surgiu. Lembro de já ter lido sobre espartilhos tão apertados que provocavam desmaios, faixas apertando os pés para estes não crescerem, argolas para alongar o pescoço, moças que comiam pouco ou nada na frente dos pretendentes para demonstrar delicadeza. Bárbaros costumes? Tanto quanto a retirada cirúrgica de costelas para moldar a cintura, ou de molares e pré-molares para afinar o rosto.A neurótica busca da perfeição estética encontrou um campo fértil na pós-modernidade. Se tudo o que produzimos tem prazo de validade reduzido, porque conosco seria diferente? Para sobreviver nesta sociedade de ninfas, não bastam os valores culturais e intelectuais. Não por acaso, o aumento de cirurgias plásticas foi de 300% nos últimos nove anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cirurgias que entes só eram feitas em pacientes a partir de 50 anos, agora são solicitadas já a partir dos 18. Correção de nariz, queixo, implante de silicone nos seios ou nádegas, sem falar na campeã absoluta, a lipoaspiração. (1)A busca de beleza ideal cria seus monstros-filhos e os deixa pelo caminho. A anorexia, uma vez que pessoas belas são magras. Quebrando alguns mitos, anorexia não atinge só mulheres, de classe média ou classe média alta. Atinge pessoas de todas asclasses, 80% mulheres, principalmente adolescentes. Até 25% dos anoréxicos podem morrer. Bulimia, que pode ocorrer junto com a anorexia, e acontece em todas as idades. A vigorexia, que é a prática exagerada por exercícios físicos, ocorre mais com homens, em quaisquer idades. Dietas milagrosas, que terminam por conduzir o organismo à subnutrição são comuns em todas as idades e classes sociais.A diferença entre o saudável cuidado com o corpo e a neurose com o cuidado com o corpo pode ser notado no tempo e nos recursos gastos, e com a dimensão dada a determinados fatores. Em casos mais graves, a busca pela beleza transforma-se em doença, chamada síndrome dismórfica corporal, quando a pessoa passa a ter uma visão distorcida sobre si mesma enxergando seu corpo completamente diferente do que ele é.O ideal de beleza perseguido, porem, não traz como efeito colateral a resolução dos problemas de auto-estima, de segurança. Este ideal nem ao menos pode ser alcançado, já que pode mudar a qualquer momento, com a mesma velocidade que mudam as cores da moda de cada estação. Não faz muito que a moda era ter seios mínimos; hoje a moda os quer fartos. Marilyn Monroe e Sofia Loren, hoje não fariam sucesso. Nem Twwigy. E o que dizer dos rostos de Barbie, todos parecidos? Mesmo com os procedimentos menos invasivos, as chamadas caras de boneca são indisfarçáveis, todas parecidas, nunca se sabe se estão tristes ou alegres. E já foram piores.Claro que cuidados com o corpo são bons e necessários. Cremes, tintas para o cabelo, perfumes, óleos, esmaltes, são necessários, fazem bem para qualquer auto-estima feminina ou masculina, e fazem parte da rotina de milhares de pessoas no mundo todo, que não fazem disto uma doença. Por que o problema não está nem no creme nem na cirurgia plástica, mas sim em quem faz da beleza física a meta de vida, o fim em si da vida, que passa tanto tempo em busca desta beleza por fim nem vê a vida passar.Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), das 616.287 mil intervenções realizadas no ano de 2004, 365.698 mil (59%) foram estéticas e 250.589 (41%) reparadoras. A grande procura ainda é a lipoaspiração que lidera o ranking com 54% da preferência principalmente entre as mulheres que, no mesmo ano somaram 425.288 mil (69%) - contra 190.999 mil homens (31%) - interessados em cirurgia plástica

EXERCÍCIO DEMAIS, NÃO É SAÚDE!!!!CUIDADO!!!


VALE A PENA LER, MATERIA DIVULGADA NO ESTADÃO SOBRE ESPRTE, EXERCÍCO, CORPO, SAÚDE... O HEDONISMO E O CONSUMISMO NOS LEVA A CONSUMIR O CORPO E NÃO PARA O CORPO......


http://www.estadao.com.br/noticias/geral,praticar-exercicios-em-excesso-pode-viciar-diz-estudo,420858,0.htm
Praticar exercícios em excesso pode viciar, diz estudo
Atividade física produz alterações no cérebro e poderia ser usada para tratar viciados em drogas.

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A prática de exercícios físicos em excesso pode se tornar um vício, segundo uma pesquisa realizada por cientistas da Tufts University, em Washington, Estados Unidos. Os pesquisadores analisaram ratos que realizaram exercícios em excesso, correndo em rodas próprias para a prática. Logo depois da corrida, os animais receberam uma dose da droga naloxona, que produz sintomas como tremores, movimentos involuntários nas pálpebras e bater de dentes em usuários de heroína. Ao receber a dose, os ratos apresentaram sintomas de síndrome de abstinência, assim como os viciados em heroína. Segundo os cientistas, quanto mais exercícios os ratos fizeram, mais sérios foram os sintomas. "Exercícios, assim como certas drogas, levam à liberação de neurotransmissores como endorfinas e dopamina, que estão associados a sensações de prazer", disse o responsável pelo estudo, Robin Kanarek. De acordo com os pesquisadores, os resultados podem ser aplicados em novos tratamentos para viciados em drogas. Isso porque a equipe concluiu que, se o excesso de exercícios vicia, talvez, para se sentirem melhor, viciados em drogas devessem ser tratados com exercícios moderados em vez remédios. Anorexia O estudo, publicado na edição de agosto da revista científica Behavioral Neuroscience, também ajuda a esclarecer os mecanismos por trás de uma condição conhecida como anorexia atlética. O doente diagnosticado com essa condição faz exercícios de forma compulsiva para emagrecer e a atividade se torna um vício tão poderoso como a dependência por drogas, levando à perda ainda maior de peso. Os cientistas alertam, no entanto, que apesar dos perigos dos exercícios em excesso em alguns casos, os resultados da pesquisa não devem servir de desculpa para aqueles em busca de uma desculpa para não praticar exercícios. "Assim como na alimentação e em outros aspectos da vida, a moderação parece ser a chave. Exercícios, enquanto não interferem com o resto da sua vida, são importantes para a saúde física e mental", disse Kanarek. Experimento Durante várias semanas, 44 ratos machos e 40 ratos fêmeas, separados em dois grupos, foram monitorados pelos pesquisadores. Um grupo foi deixado à vontade para se exercitar, o outro foi deixado inativo. Algum tempo depois, todos os ratos receberam doses de naloxona, um remédio usado para tratar pacientes que tomaram overdoses de heroína e que produz sintomas imediatos de síndrome de abstinência. Os ratos inativos e ativos responderam de forma bem diferente à droga, que foi administrada em doses proporcionais aos pesos dos animais. Os que haviam se exercitado apresentaram sintomas similares aos de ratos viciados em narcóticos. Já aqueles que permaneceram inativos apresentaram reações mínimas à droga. A reação dos ratos ativos à naloxona indica que eles teriam sofrido as mesmas alterações nas regiões dos seus cérebros associadas ao prazer que ratos viciados em drogas. Segundo os pesquisadores, uma maior compreensão dos comportamentos que provocam a liberação das substâncias químicas associadas ao prazer (como as endorfinas e as dopaminas) no cérebro pode auxiliar na criação de tratamentos que incorporem a prática moderada de exercícios. Especialistas frequentemente se baseiam em estudos com ratos para pesquisar e desenvolver tratamentos em humanos porque as duas espécies apresentam similaridades em seus sistemas nervosos. BBC Brasil -

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Falando um pouco mais de corpo e seus transtornos alimentares...



Um terço dos obesos que procura tratamento tem transtorno alimentar
Plantão Publicada em 19/08/2009 às 11h10mO Globo


Mais uma noticia publicada no site http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/08/19/um-terco-dos-obesos-que-procura-tratamento-tem-transtorno-alimentar-757471265.asp, que merece ser comentada com vocês....


RIO - Cerca de 30% dos obesos que procuram tratamento para a obesidade apresentam transtorno de compulsão alimentar periódica, um tipo de distúrbio que atinge até 5% da população. Os dados são da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que mantém um programa de orientação para pacientes com transtornos alimentares.
Segundo Sérgio Carlos Stefano, psicólogo do Programa de Orientação aos Pacientes com Transtornos Alimentares (PROATA), na universidade, o distúrbio é mais prevalente que a anorexia e a bulimia (que atingem 0,5% e 1% da população respectivamente), mas muitas vezes não recebe a atenção adequada.
O problema também atinge pessoas com peso normal, deixando-as mais propensas a desenvolver a obesidade no futuro. O distúrbio compulsivo afeta homens e mulheres na mesma proporção e costuma surgir entre os 20 e 30 anos. É definido, atualmente, por episódios recorrentes de ingestão, em curto espaço de tempo, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em uma situação normal, seguido por um sentimento de culpa e angústia profundas.
- Para se ter noção do tamanho do descontrole e da gravidade da situação, há casos de pessoas que já quebraram os dentes por comer comida até mesmo congelada - explica o psicólogo.
Porém, esta compulsão nada tem a ver com a fome que vem após a privação de comida ou a prática de exercícios. Quem, eventualmente, passa longos períodos do dia sem se alimentar e depois assalta a geladeira não se enquadra na compulsão, frisa o especialista.
Os sintomas da compulsão alimentar incluem comer muito e mais rapidamente do que o normal; comer até sentir-se empanturrado; comer demais quando não está sentindo realmente fome; comer sozinho por ter vergonha da quantidade que consome; sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente e angústia pela compulsão. Para se caracterizar como compulsão, a frequência dos episódios deve ser igual ou superior a duas vezes na semana, nos últimos seis meses. O tratamento tem controle e é feito com psicoterapia e antidepressivos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Qual a cirurgia plastica mais procurada???

Eis a fonte de mais uma materia sobre as cirurgias plasticas e os números
11/08/2009
Rinoplastia domina operações estéticas
Quando alguém passa a não se achar bonito, uma das primeiras coisas que vêm à cabeça é pôr a culpa no nariz. E é fácil entender o motivo. Do ponto de vista estético, ele é o que atrai o olhar das pessoas em primeiro lugar, por ser o ponto mais elevado da face. Por isso, é elemento fundamental para a simetria e beleza do rosto. Tanto é que a rinoplastia, ou cirurgia plástica do nariz, é a mais conhecida das operações estéticas.
De acordo com o cirurgião plástico Adriano Peduti Batista, entre as principais correções de nariz está a de dorso, que é a parte do osso mais elevada e a ponta do nariz, além das relacionadas à queixa funcional ou respiratória. “Existem, hoje, duas linhas de trabalho na rinoplastia estética: a aberta e a fechada. A rinoplastia aberta, conhecida também como exorinoplastia, é baseada em tirar menos, moldando mais. Por ser menos agressiva e mais preocupada com a função, esse tipo de procedimento compromete menos a respiração do que a cirurgia fechada”.

Essa operação possibilita mais controle, resultado melhor em longo prazo e menor índice de complicações. “Para o paciente, a única diferença é uma pequena cicatriz embaixo do nariz, e em 99% dos casos, é imperceptível”, explica o cirurgião.
Tendências. Para o cirurgião, houve uma transformação no conceito de rinoplastia. Nas décadas de 70 e 80, existia o padrão do narizinho fino e muito projetado, antigamente conhecido como nariz de plástico. Todo mundo que batia o olho via que era plástica. “O atual objetivo da rinoplastia é conseguir um nariz mais harmônico, sem que as pessoas percebam que foi alterado. O nariz tem que ficar natural e compatível com a face da pessoa. Não adianta a paciente chegar ao consultório e pedir o nariz igual ao de uma atriz. É preciso que o modelo escolhido seja compatível com o rosto dessa pessoa”.

Complicações. O cirurgião alerta, porém, para o cuidado com essa cirurgia. É preciso buscar especialistas de acordo com o que se deseja. Se a intenção é uma modificação estética, é importante procurar um cirurgião plástico. Se a dificuldade compromete a saúde, é necessária a visita a um otorrino, a fim de que novas operações sejam evitadas. “De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Prado Neto, especialista em rinoplastia secundária e terciária, que são os casos de reoperação, em torno de 40% dos pacientes chegam ao consultório em busca de cirurgias secundárias. Este índice mostra um resultado ruim”, destaca Peduti.
Desvio de septo. É uma deformação do nariz em que um lado é mais largo que o outro, gerando o comprometimento das vias respiratórias. Entre as causas desse problema estão os fatores congênitos. Porém, pode se apresentar ao longo da vida, através de traumas, como cirurgia ou fratura nasal, por exemplo.
Para esses casos, a única solução são cirurgias corretivas, cuja principal restrição é o fator idade. “De maneira geral, exige-se que o paciente tenha a idade mínima entre 15 e 17 anos, para que as estruturas do nariz estejam totalmente desenvolvidas”, destaca Peduti.

domingo, 9 de agosto de 2009


MAIS UMA NOTICIA QUE DEVE SER CONSERVADA NA ÍNTEGRA... PRINCIPALMENTE QUANDO FALAMOS EM BELEZA... E A BUSCA DA ETERNA JUVENTUDE...


TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO JORNAL: DIÁRIO DE TAUBATÉ....


DIÁRIO DE TAUBATÉ
ANO XXXIV • Diretor Fundador: Stipp Júnior (1940-2007) • Diretora Responsável: Iára de Carvalho Taubaté - Vale Industrial do Paraíba • Edição Nº 10759
07/08/2009
Queixo, papo e pescoço... eles entregam a idade!!
Quando a pessoa começa a envelhecer, papada, queixo e pescoço também passam a sentir o peso da idade. Mais do que isso, a idade da pele pode ser contada por diferentes fatores que ajudam ou não a aparência.
Com o tempo, a pele muda, aos poucos ela deixa de ter a fragilidade e a maciez típica da “pele de bebê” ou mesmo a beleza e brilho da “pele jovem”, para se tornar mais seca e enrugada. Isso tudo independente da idade, já que a pele é resultado de muitos fatores, inclusive externos, como a exposição excessiva aos raios solares.
Muitas pessoas procuram a cirurgia plástica a fim de recuperar o tempo perdido. Segundo o cirurgião Dr. Alexandre Barbosa, “o principal ponto que precisamos saber é a idade certa da pele, e não de anos vividos. Já que uma pele de uma pessoa com 30 anos pode parecer muito mais velha do que a pele de uma mais idade.” O que podemos salientar é que os cuidados que devemos ter com a pele no cotidiano resulta em uma melhor aparência.
“Se uma mulher toma muito sol ao longo de sua vida, é claro que a pele dela será mais ressecada e com mais rugas, já aquela senhora de 60 anos que se cuidou, terá uma pele menos prejudicada”, afirma Dr. Alexandre.
Mas se o espelho é cruel, o bisturi pode proporcionar resultados fantásticos, abaixo seguem algumas dicas de cirurgias plásticas mais comuns em cada faixa etária. Vale lembrar que não há a fórmula do rejuvenescimento e que cabe ao médico dizer onde e como fazer um procedimento cirúrgico, por isso a procura por um bom cirurgião é imprescindível.
Dr. Alexandre Barbosa conclui que o mais ideal é que a mulher ao longo do seu amadurecimento e envelhecimento vá fazendo pequenas correções no rosto e pescoço, gradativamente para evitar uma grande cirurgia.
45 anos: Ataque o papinho!
Geralmente é nessa idade que os primeiros sinais do tempo começam a aparecer. A queda natural na produção de hormônios prejudica a aparência jovem da face. Uma das primeiras mudanças é a perda da definição do queixo, especialmente pela adiposidade que vai se formando nesta região, criando o famoso queixo duplo. “Além da papada, pode haver a queda das bochechas. Essas alterações fazem com que o queixo passe de uma forma quadrangular, o que é menos harmônico”, enfatiza Dr. Alexandre. A indicação é uma pequena lipoaspiração, que não retire toda a gordura do pescoço, o que ocasionaria a fixação da pele no músculo, piorando o aspecto estético.
55 anos: Recupere a linha mandibular!
Aos 55 anos, as mulheres normalmente estão caminhando para a sua segunda cirurgia de face, pois a primeira costuma ser realizada entre os 40 e 50 anos. Quem nunca passou por uma intervenção pode apresentar uma queda das estruturas faciais – superficiais e profundas – muito mais acentuadas. Além disso, a perda da definição da mandíbula é bastante evidente. Para recuperá-las, a colocação de uma prótese de silicone no queixo é uma boa saída. Já para aquelas linhas verticais no pescoço (que costumam ser decorrentes da flacidez do
do músculo chamado platisma). Este procedimento irá justamente reforçar essa musculatura.
© 1996-2007 Diário de Taubaté - Todos os direitos reservados
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sábado, 8 de agosto de 2009

O CORPO TAMBÉM PRECISA DE GORDURA... MAS QUAL????


ENCONTRE ESTE TEXTO NO SITE ABN


E DEVEMOS PENSAR SOBRE O QUE COMEMONS, E QUAL É O COLESTEROLA BOM... A VAI UMA AJUDA...

Diferença entre o bom e o mau colesterol e dicas para saúde
Dr. Daniel Magnoni. cardiologista e nutrólogo, esclarece a diferença entre o bom e o mau colesterol para saúdeSÃO PAULO [
ABN NEWS ] - O colesterol é uma substância necessária ao nosso organismo, mas quando suas taxas no sangue se elevam, tornar-se um perigoso fator de risco. Ele é o resultado do metabolismo das gorduras saturadas com algumas subdivisões, sendo duas importantes: HDL, o bom colesterol, e LDL, o mau colesterol. O nível do LDL pode estar elevado por dois fatores principais: o genético e a dieta. O fator genético é o mais importante, porém dietas inadequadas também elevam o coleterol ruim."A maior parte do colesterol é fabricada pelo próprio corpo, cerca de 70%, no fígado, enquanto que apenas 30% provém da alimentação. Existem pessoas que já nascem geneticamente destinadas a serem grandes produtoras dessa substância. O colesterol não tem nada a ver com excesso de peso, pois indivíduos magros podem ter níveis de colesterol alto. O colesterol só existe nos alimentos de origem animal entre os mais ricos em gorduras saturadas temos: carnes, frutos do mar, miúdos, gema de ovo, leite e derivados, lingüiça, salsicha, salame e presunto, enquanto os óleos e azeites comuns não têm colesterol", explica o cardiologista e nutrólogo do HCor, Dr. Daniel Magnoni.Segundo o nutrólogo, o bom colesterol é fundamental para a vida porque faz parte da constituição da membrana celular (capa que reveste as células dos tecidos) e constitui-se em matéria prima para a fabricação da bile, dos hormônios e da vitamina D e seu excesso é que o torna danoso. No sangue ele pode estar livre ou fazendo parte das chamadas lipoproteínas (aglomerado de colesterol, proteínas e gorduras que circulam pelas artérias e veias). O LDL é o que participa da formação das placas de gordura (aterosclerose) que obstruem as artérias. "Os alimentos funcionais elevam o colesterol bom diminuindo o ruim. Para reduzir o colesterol é preciso comer mais fibras, frutas com casca e verduras, cereais, grãos, aveia, alimentos integrais, soja e maçã. É importante eliminar o consumo de maionese, preparações a base de coco, bolachas recheadas e alimentos cremosos. Outra dica importante é ler com atenção os rótulos dos alimentos e evitar os que contêm gorduras saturados e hidrogenadas e comer alimentos mais grelhados e cozidos", explica o especialista.A diferença do bom e ruim - Engana-se quem vê o colesterol apenas como vilão. Na verdade, trata-se de uma gordura muito importante para o funcionamento do organismo. Há dois tipos: o HDL, que protege o organismo. Já o LDL, chamado de colesterol ruim, é responsável pela formação de placas que, com o tempo, obstruem as artérias", esclarece Dr. Daniel Magnoni, chefe do setor de nutrologia e nutrição clínica do HCor - Hospital do Coração. Dicas do cardiologista e nutrólogo do HCor para o controle do colesterol:

1) Alterar todo o consumo de leite e derivados para as versões desnatadas. Na corrida da indústria alimentícia para atender a demanda de alimentos nutritivos, menos calóricos e com sabor agradável, o leite e seus derivados estão bem adiante. Os leites e iogurtes desnatados, os queijos magros e com baixo teor de colesterol, as margarinas sem gordura trans hidrogenadas e com adição de fitosteróis, as maioneses sem colesterol têm chegado ao mercado atendendo essa demanda de sabor e nutrição, com baixas calorias;

2) Aumentar o consumo de fibras solúveis, uma vez que é benéfica ao metabolismo em geral e ao das gorduras, em especial;

3) Reduzir o consumo de carne vermelha e de proteína animal, porque geralmente estes alimentos são consumidos acima das recomendações médicas (20% do valor calórico total ou em torno de 0,8-1,0g de proteína/kg/dia). O hábito do brasileiro de organizar um churrasco, a cada final de semana, faz das carnes vermelhas as grandes fontes de colesterol;

4) Evitar o consumo de camarão, frutos do mar e vísceras como fígado;

5) Diminuir o consumo diário dos ovos (limitá-los a três por semana), pois uma gema de ovo de galinha contém, em média, 300mg de colesterol, quantidade máxima recomendada de ingestão de colesterol para um dia inteiro. Sorvetes, doces gordurosos e bolos que levam ovos e manteiga em suas receitas também são ricos em colesterol;

6) Reduzir o consumo de massas, pães e doces em geral;

7) Reduzir o consumo calórico.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Nosso corpos, nossos pães de cada dia



Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Corpos femininos, mais uma mercadoria no capitalismo
Publicamos abaixo artigo escrito por Diana Assunção, Livia Barbosa e Babi Dellatorre para o Jornal Palavra Operária da Liga Estratégia Revolucionária.
Enquanto escrevemos esse artigo, 4 milhões de mulheres, meninas e meninos são explorados sexualmente no mundo inteiro. O Brasil é o primeiro país no ranking latino-americano em relação ao tráfico de mulheres
[1]. É também líder na lista de países com maior incidência de crimes de pornografia pela internet, e o terceiro colocado dentre os países com índice de abusos sexuais de crianças e adolescentes[2]. Ao mesmo tempo, a sociedade patriarcal na qual vivemos naturaliza uma imagem abusiva das mulheres enquanto objetos sexuais para desfrute de terceiros, incentivando a busca de um estereótipo de beleza caro, muitas vezes inalcançável para a maioria de nós, reforçando a idéia de que as mulheres já se “emanciparam” sexualmente. Mas a sexualidade, especialmente a feminina[3], é reprimida sempre e quando não está diretamente relacionada com a reprodução. Também, a decisão e autonomia das mulheres sobre seu próprio corpo são consideradas crime pela justiça burguesa de nosso país, resultando na morte de milhares de mulheres todos os anos por conta dos abortos clandestinos. É desta ordem patriarcal que o capitalismo se apropria para perpetuar a sua ordem de exploração.
Patriarcado e propriedade privada
Nas sociedades patriarcais sempre se transmitiu a idéia de que há um modelo normal e regular de estruturas familiares e relações sexuais que deveriam ser seguidas. Isso porque, como demonstra Friederich Engels, em A origem da família, da propriedade privada e do Estado, a opressão das mulheres foi e segue sendo extremamente funcional para a perpetuação da propriedade privada dos meios de produção, no caso das famílias proprietárias, e para a reprodução da força de trabalho, no caso das famílias expropriadas. Olhando para o desenvolvimento histórico das estruturas familiares a partir da perspectiva materialista, Engels argumenta que a ordem social em que vivem os homens de determinada época está condicionada pelo desenvolver-se das forças produtivas, do trabalho humano. Isso significa que a organização política e até mesmo familiar do homem se dá, com inúmeros nexos e mediações, a partir da garantia do suprimento das necessidades mais fundamentais da reprodução da vida – desenvolvimento das forças produtivas e reprodução/perpetuação da espécie humana. A necessidade histórica de perpetuar dentro do núcleo familiar, passando de pai para filho, os instrumentos de caça e coleta e o rebanho criado pelo homem e, por isso, alterando a anterior divisão das famílias em gens matrilineares para famílias patriarcais monogâmicas, pontua, segundo Engels, a origem da opressão da mulher. Nesse sentido, o domínio dos homens sobre suas casas e mulheres coincide com o desenvolvimento da idéia de propriedade, materializada no que chamamos de herança, como uma forma de repassar aos seus filhos (e apenas os seus) os bens acumulados. Isso significou a obrigatoriedade de garantir a legitimidade dos filhos. É como parte deste processo que vai surgindo com grande força na sociedade o direito paterno e a monogamia, que conformam o chamado patriarcado. O que então surgiu séculos antes do capitalismo, combinado a ele se transforma num pilar da exploração capitalista, pois o papel da mulher na família permite aos exploradores que não tenham que arcar com a manutenção da vida dos operários, que será garantida pelas mulheres (alimentação, roupa limpa, cuidado com as crianças).
Com esses contornos, durante séculos, as mulheres se configuraram como um grupo socialmente subordinado, cuja sexualidade, para garantir a eficiência da herança, sempre foi especialmente reprimida. A idéia de que as mulheres pudessem ter autonomia sobre seus corpos e também sobre sua sexualidade, questionando o papel que cumprem em seus lares, subjugadas a uma estrutura familiar opressora, sempre pareceu perigosa para a classe dominante. Estes temiam que as mulheres tomassem consciência de sua potencialidade revolucionária ao perceber que a sociedade capitalista é incapaz de acabar com a opressão de gênero e por isso seria necessário se aliar a única classe capaz de subverter a ordem, a classe trabalhadora. A história nos mostrou que nos grandes processos de luta de classes as mulheres fizeram importantes experiências na divisão do trabalho cotidiano e político avançando na conquista da consciência política que a sociedade burguesa jamais nos permitirá. Aliado a isso, a idéia de que a mulher, seu corpo e subjetividade, devem ser exclusividade do marido está relacionada ao fato desta ser considerada mais uma das propriedades privadas do homem em seu núcleo familiar, sendo assim um ser cuja vontade a ele seria submissa. Ainda que essa opressão se dê, em diferentes contextos históricos, de forma mais aberta ou mais dissimulada, o fato é que muitas mulheres seguem vivendo de forma frustante, muitas vezes como “proletárias do proletário”, nas palavras de Flora Tristán, uma importante lutadora do século XIX, que utilizou essa frase para exemplificar a relação de desigualdade que existia dentro dos matrimônios entre a classe trabalhadora.
Do corpo ideal ao corpo vendido
Toda essa estrutura patriarcal subordina as mulheres ao papel de objeto: se antes a mulher era vendida como uma reprodutora pelos pais à um marido, hoje seu corpo é vendido em comerciais de cerveja, por exemplo. A democracia burguesa não nos deu o direito de não ser “coisa”, ao contrário, naturalizou sermos comparadas a animais irracionais e objetos (“éguinha pocotó”, “cachorras”, “mulher melancia” etc.). Isso porque a sexualidade feminina é definida segundo o prazer masculino (muitas vezes à força), tendo seus corpos estigmatizados por um modelo de beleza alucinante e inalcançável, que também acaba reforçando outras opressões, pois se trata de um esteriótipo de beleza pautado nas pelas brancas, cabelos lisos, o corpo esbelto, e, além disso, na juventude.
O capitalismo abre as portas então para uma apropriação mercadológica dos corpos femininos, a começar por essa ditadura do padrão de beleza, que se expressa desde produtos que não atendem a pessoas fora desse padrão, até as relações de afetividade, cujo valor principal em nossa sociedade são as aparências e estes mesmos padrões. Desde aí o corpo feminino passa a ser um objeto sempre a se modernizar conforme as “novas tendências” ditadas pela indústria da moda e do “comportamento”. Por trás dos corpos “perfeitos” nas revistas, estão cada vez mais casos de jovens (quase crianças) vítimas da anorexia, ou mulheres com deformações e mutilações por conta de cirurgias na busca por um corpo “perfeito” – o que já levou muitas mulheres a perderem a vida.
Mas essa é somente uma das facetas que podemos falar. A idéia de que somos propriedade dos homens se expressou, por exemplo, em Minas Gerais, com o assassinato, aparentemente sem motivo, de diversas mulheres desde o começo do ano. As investigações encontraram um padrão nas escolhas das vítimas: eram todas mulheres. Somamos a isso os casos de assédio sexual nos locais de trabalho, que são utilizados como forma de chantagem com as trabalhadoras. E também os escandalosos casos de assédio e estupro nas moradias estudantis da USP e dos campi da UNESP que permanecem no “silêncio dos corredores” dessas moradias. Mas é preciso entender ainda mais profundamente essa questão. No capitalismo, não somente se “vende” a idéia de um corpo feminino ideal e de que somos propriedade dos homens... no capitalismo se vendem os corpos femininos. Mulheres são vítimas de poderosas redes de tráfico de mulheres, que contam muitas vezes com a cumplicidade de orgãos do governo ligado a indústria do turismo que incentivam a idéia da “mulata” brasileira como “patrimônio histórico” do país, mulheres essas que são destituídas da opção de terem uma vida e um emprego pleno, mas transformadas em mais uma mercadoria para aumentar as riquezas de um punhado de empresários. Os dados referentes ao tráfico internacional são estarrecedores: dos brasileiros que cruzam o Atlântico vítimas do tráfico, 90% são do sexo feminino. Espanha, Holanda, Itália, Portugal, Suíça e França são os principais destinos das brasileiras, e suas origens são majoritariamente dos estados de Goiás, São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na Europa cerca de 500 mil mulheres são traficadas por ano, sendo desse total, 75 mil o equivalente a mulheres brasileiras, ou seja, 15% das vítimas. Em relação às redes de tráfico dentro do país, as regiões mais atingidas pelo tráfico de mulheres, crianças e adolescentes são a Norte e a Nordeste, as mais pobres do Brasil. Amazonas, Maranhão e Pernambuco lideram o ranking nacional, onde milhares de mulheres são levadas para zonas de garimpo e para o turismo sexual, assim como países vizinhos como Guiana Francesa, Venezuela, Bolívia e Suriname segundo a Pesquisa Sobre Trafico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil (Pestraf).
Nós somos sujeito, e não objeto
O fato de milhões de seres humanos serem explorados para que se mantenha no poder uma minoria é um princípio que potencializa ainda mais essa estrutura patriarcal. Por isso, toda e qualquer forma de divisão dentro da classe trabalhadora é muito útil à classe dominante, pois dificulta que as trabalhadoras e trabalhadores se enxerguem enquanto uma mesma classe. Ao mesmo tempo, é uma forma de fortalecer a exploração da classe dominante, que se utiliza de todas as formas de opressão para disseminar os piores preconceitos, naturalizando diferenças salariais e condições de trabalho pelo sexo, por exemplo. Queremos dizer um não a tudo isso. Queremos dizer que o fato das mulheres viverem nessa miséria, condena a sociedade a não poder avançar nas suas mais mínimas necessidades. Que é por isso, então, que as mulheres devem se colocar como sujeito de suas próprias vidas, se organizando politicamente e se levantando contra esta ordem. E, particularmente, devem enxergar na classe trabalhadora um aliado estratégico. Porque, como demonstramos acima, essa ordem patriarcal que nos condena a ser propriedades de terceiros, hoje é garantida pelo capitalismo que potencializa assim nossa opressão, nos explorando duplamente, em nossos locais de trabalho e também em nossa segunda jornada, por meio do nosso trabalho não pago em nossos lares.
Por isso, exigimos educação sexual em todos os níveis do ensino público, sem intervenção da Igreja, para que as jovens possam conhecer e desfrutar de sua sexualidade como decidam. Exigimos punição a todos os estupradores e violentadores que seguem impunes em nosso país. Exigimos o direito ao aborto legal, livre, seguro e gratuito para que as mulheres possam decidir sobre seu próprio corpo com a autonomia que devem ter. Exigimos o direito à maternidade plena, com possibilidade de atendimento de qualidade nos hospitais públicos. Exigimos o fim das redes de tráfico de mulheres e crianças e a conivência dos governos. Exigimos o fim das ditaduras de uma beleza inalcançável, de padrões racistas, da propaganda abusiva. Mas acreditamos que a luta por todas essas reivindicações é inseparável da luta pelo fim desse sistema social e seu Estado, ou seja, é inseparável da luta por uma outra sociedade livre de toda a exploração e opressão que hoje condenam a humanidade, mas que aprisionam de forma mais cruel a nós mulheres.
*Diana Assunção é trabalhadora da USP e dirigente da LER-QI. Livia Barbosa é assistente social e Babi Dellatorre estuda na UNESP de Rio Claro. Todas integram o grupo de mulheres Pão e Rosas.
UM BELO TEXTO QUE ENCONTREI NO BLOG: http://3.bp.blogspot.com/_gGwBSNRDkZg/SZYsXjSY0GI/.png

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

CUIDADO COM CIRURGIAS PLÁSTICAS E LIPO....








Mais uma vez Sesa suspende cirurgias de implante mamário e lipoaspiração na Grande Vitória

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Vigilância Sanitária Estadual, suspendeu o procedimento de cirurgia plástica em mais três estabelecimentos da Grande Vitória. Na Clínica Aleixo, onde foram confirmados dois casos de infecção por micobactéria, está suspenso, desde 14 de julho, o procedimento de implante mamário. Já no Hospital Santa Mônica, em Vila Velha, e no Hospital São Francisco, em Cariacica, estão suspensas a lipoaspiração e a lipoenxertia.
Estas duas unidades não tiveram o protocolo de limpeza e esterilização aprovados pela fiscalização da Vigilância Sanitária Estadual, por isso não tinham permissão para realizar os procedimentos. Além disso, o Santa Mônica não notificou um caso suspeito de infecção por micobactéria. Esse caso entrou com material para investigação laboratorial, desde a segunda (3).
O Estado tem, no total, quatro pessoas com a doença, registradas em 2009, e dois casos em investigação. Um dos dois casos da Clínica Küster que estavam em investigação, relativo a uma cirurgia realizada em 2008, se trata de recidiva, ou seja, reaparecimento de uma doença ou um sintoma, após período de cura mais ou menos prolongado. O outro caso continua em investigação laboratorial.
A suspensão das cirurgias é a segunda maior gradação de punição que a Vigilância Sanitária do Estado pode adotar, atrás apenas da interdição total. Os outros serviços oferecidos pela Clínica continuam funcionando.
Essas não são as primeiras unidades que realizam cirurgia plástica que são punidas com a suspensão. No último dia 10 de julho, a Sesa também suspendeu as cirurgias de implante mamário realizadas na Clínica Küster, em Vila Velha, onde foram registrados dois pacientes contaminados pela doença.
Inspeção. Desde a notificação do primeiro caso deste ano, a Vigilância Sanitária realiza fiscalização em hospitais e clínicas em todo o Espírito Santo. Fora o Hospital São Francisco, Clínica Aleixo e Santa Mônica, outras 21 unidades foram verificadas e, no momento da inspeção, não foram observadas irregularidade.
A fiscalização verifica especificamente os protocolos que formalizam os processos de trabalho relacionados à esterilização de materiais, à organização do controle de infecção hospitalar em relação à busca de casos, e à regularidade do controle da entrada, da armazenagem e distribuição de insumos usados em cirurgias plásticas.
Reavaliação. A Sesa também está realizando nova investigação clínica em pacientes que se submeteram à cirurgia de videolaparoscopia em 2007 (durante a primeira ocorrência da doença no Estado), mas que tiveram resultado negativo para a doença na época.
Dos 48 pacientes procurados, 20 já foram consultados ou têm consulta agendada. Oito não querem se submeter à consulta e os demais estão sendo localizados.
ANVISA. No último mês de julho, técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estiveram no Estado por três dias investigando, em conjunto com a Vigilância Sanitária do Estado, os dois casos confirmados da Clínica Küster. As investigações foram direcionadas aos produtos utilizados nas cirurgias de implante mamário.
Este trabalho complementou a fiscalização da Vigilância Estadual, iniciada após a notificação do primeiro caso de micobactéria deste ano e que resultou em algumas medidas. Além da suspensão dos procedimentos, foram realizados reunião de esclarecimento com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da Clínica; inspeção sanitária no Centro de Materiais Esterilizados (CME) do estabelecimento; visitas técnicas; e reforço na fiscalização das clínicas e hospitais capixabas que realizam cirurgias plásticas.
Micobactéria no ESOs casos:2007- 195 confirmados- 194 com alta do medicamento, mas com monitoramento médico2008- 16 confirmados- 10 com alta do medicamento, mas com monitoramento médico


VALE A PENA LER ESTA NOT´CIA E TOMAR MUITO CUIDADO ANTES DE ALTERAR SEU CORPO!!!!!

A ANOREXIA NÃO É DE HOJE




ENCANTOS DE SISSI A romântica história dos filmes estrelados por Romy Scheineder na década de 1950 pouco se assemelha à vida de Elizabeth da Áustria, a imperatriz Sissi. Casada aos 16 anos com seu primo, o imperador Franz Joseph I, ela não se adaptou à corte e sofria de depressão e anorexia - com 1,73 metro, pesava 45 quilos.A imperatriz cresceu ao ar livre, andando a cavalo e praticando esportes. Desacostumada às rígidas regras da corte e com problemas de convivência com a sogra, Sissi preferiu a solidão. Decidiu morar em uma residência à parte, longe do palácio. Teve quatro filhos, mas manteve contato apenas com a caçula. Vaidosíssima, adepta de dietas malucas (algumas vezes, só tomava líquidos), parou de se deixar retratar aos 42 anos. Morreu esfaqueada em 1898, aos 60 anos, por um anarquista italiano, em Genebra, na Suíça.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

ANALISE O TÍTULO DA MATÉRIA: PERCA PESO COMO UM HOMEM


a MATÉRIA É BOA... MAS PRECISAMOS PERDER PESO COMO UM HOMEM...

A FONTE É:


Perca peso como um homem
Descobrimos como os homens emagrecem sem regimes malucos e jornadas exaustivas de exercício aeróbico. A boa notícia? Você pode aproveitar os segredos deles e eliminar os quilos extras sem contar uma caloria
Por Carolina Botelho // Ilustração Diego Loza
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A guerra dos cromossomos não dá trégua — os homens com o Y, nós com o X. Se eles têm maior quantidade de neurônios, nós sabemos usar os nossos muito bem, obrigada. Enquanto eles ganham 20% mais no mercado de trabalho, nós podemos mostrar que somos competentes e batalhar por aumentos salariais. Agora, levar vantagem para emagrecer... já é demais. É cientificamente provado que o sexo masculino perde mais rápido os quilinhos extras que comprometem a silhueta. Cansada de suar na esteira, comer saladinha com grelhado e demorar para ver o ponteiro da balança descer? Assuma seu lado macho man e perca peso como um homem.As regras de uma dieta saudável são as mesmas. A diferença é que os homens encaram o desafio com maior seriedade e persistência”, afirma a nutricionista Mariana Klopfer, da clínica Nutricius, em São Paulo. A ciência explica. Um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences mostra que eles têm mais facilidade de controlar a resposta do cérebro quando o assunto é a ingestão dos alimentos favoritos. A descoberta pode indicar uma diferença entre os sexos na percepção da resposta aos sinais corporais internos. Outro aliado fortíssimo do sexo masculino é sua taxa inferior de gordura e superior de massa muscular. A combinação aumenta o gasto calórico e, logo, auxilia na perda de peso. Não, Deus não nos premiou com um culote por maldade: nós precisamos dele para gerar bebês. “Por isso, as mulheres têm que lutar mais para perder medidas nas coxas, nos quadris e na cintura”, diz a endocrinologista Anete Hannud Abdo, do Programa de Atendimento ao Obeso, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Mesmo com as desvantagens biológicas, você pode adotar algumas estratégias do sexo oposto para acelerar o emagrecimento. Confira como superar mais essa afronta da mãe natureza.
>> encha o pratoEm outras palavras, pare de fazer a dieta da sopa, do chá e da proteína. Além de chatíssimas, elas não operam milagres duradouros. “A reeducação alimentar é a escolha da maioria dos homens. Eles comem de tudo com moderação, não têm o hábito de beliscar e respeitam os horários das refeições”, afirma a nutricionista Patrícia Davidson, consultora de WOMEN’S HEALTH. Siga a regra: 55-60% de carboidrato, 10-20% de proteína e 25-30% de gorduras. Além disso, não fique mais de 3 horas em jejum, inclua frutas e legumes no cardápio, opte por carnes magras, prefira carboidratos integrais e beba 2 litros de água por dia. Um homem de dieta precisa de 2 mil calorias por dia, e uma mulher, entre 1 200 e 1 500 — se não praticar atividade física. “A regra para emagrecer é ingerir 25 calorias para cada quilo de peso. Se consumir 30, manterá a forma. De 35 a 40, engordará”, diz a nutricionista Mariana Escobar.
>> aposente o chicotePermitir-se é o verbo da ordem. “A mulher sofre bem mais por não estar em um peso adequado. Já o homem consegue ser mais respeitado, na fase adulta, se está gordinho”, afirma a psicóloga Ruth Ascencio, de São Paulo. Não se martirize, portanto, por devorar um prato de lasanha. “Quando come-se com culpa, come-se mais. Afinal, já que estamos trapaceando na dieta, por que não abusar mais um pouco?”, pergunta Patrícia Davidson. Para não golpear as costas com um chicote a cada garfada, escolha um dia da semana para saborear o prato de que você mais gosta. “Mastigue sem culpa e volte no dia seguinte com o estímulo renovado”, afirma Patrícia. Se ainda não está convencida, leia isto: cientistas da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, constataram que quem reprime o desejo de comer acaba comendo quase o dobro do que aqueles que manifestam a vontade. E o detalhe é que o comportamento foi observado especialmente em mulheres.
>> eleve a temperaturaUm truque para fazer com que sua queima calórica se aproxime da masculina é usar a digestão em seu favor. Todo alimento para ser digerido gasta energia, sendo que alguns mais que outros. Você, evidentemente, vai abusar dos maiores consumidores: os termogênicos. Entre os principais estão gengibre, pimenta-vermelha, acelga, couve, brócolis, laranja, canela, guaraná, chá verde, água gelada, linhaça, salmão, sardinha, azeite e (viva!) chocolate amargo. Inclua pequenas porções na sua dieta, como um pedaço de gengibre de 2 centímetros, um tablete de 25 gramas de chocolate amargo e 1 xícara de chá verde antes das principais refeições. Bloquear a ação das gorduras no corpo é outra saída para tentar emagrecer mais rápido. A casca do maracujá batida no liquidificador — e adicionada a sucos ou vitaminas — diminui a taxa de açúcar no sangue, impede que o organismo absorva a gordura e o carboidrato excessivos dos alimentos, ajuda no controle do colesterol e melhora o funcionamento do intestino. Sim, você vai conseguir ir ao banheiro como eles, graças à fibra pectina, presente na casca do maracujá. “Ao ser ingerida, ela se transforma em gel, fazendo com que as partículas de gordura se liguem a ela, indo embora com as fezes”, diz Mariana Klopfer. Maçã, morango, ameixa, uva, carambola, casca de frutas cítricas, as partes brancas da laranja e da mexerica e a aveia também possuem quantidade razoável de pectina.

DIETA DEMAIS, TAMBÉM NÃO É BOM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Quando a dieta vira doença
A avalanche de informações confusas sobre nutrição complicou o ato de comer. Como saber se sua busca por alimentação saudável já é obsessão
Cristiane Segatto

Era para ser um jantar de bom relacionamento na casa de um diretor da empresa. Quando apertou a campainha, o engenheiro Orlando Marcondes Machado Filho esperava desfrutar um belo prato, um ótimo vinho e boas risadas na companhia da mulher, Crucita, e de outros dois casais. Todos salivaram quando o bacalhau chegou à mesa. Todos, menos Crucita. “Minha mente estava cheia de aflições”, diz ela. Em silêncio, a bioquímica se perguntava:
Será que usaram azeite extravirgem?
De onde veio esse peixe?
Que tipo de conservante foi usado nos condimentos?
A cenoura é orgânica?
Xi, não tem arroz integral
“Ficava pensando nas coisas invisíveis que fugiam ao meu controle e poderiam não ser saudáveis”, diz Crucita. “Enquanto eles tinham prazer, eu só sentia repulsa.” Por consideração ao marido, ensaiou a primeira garfada. Não chegou à segunda. Os anfitriões perceberam. Orlando não conseguiu esconder o constrangimento. O encontro acabou mais cedo.
O mesmo poderia ter acontecido ao casamento, tantas foram as brigas provocadas pela extrema preocupação de Crucita, de 46 anos, com o que a família coloca no prato. Esse distúrbio de comportamento tem nome: ortorexia nervosa. O termo é um neologismo baseado no idioma grego. Orthós significa correto e oréxis quer dizer apetite. A ortorexia foi descrita pela primeira vez em 1997 pelo médico americano Steven Bratman, autor do livro Health food junkies (algo como Viciados em comida saudável). A ortorexia ainda não é classificada como um transtorno psiquiátrico, como a bulimia e a anorexia (caracterizadas pelo medo excessivo de engordar). Mas é possível que isso ocorra em breve.
A grande preocupação do ortoréxico não é o peso. O que o apavora é ingerir alimentos que façam mal à saúde. Ele busca a garantia de que está livre de impurezas e de que vai conseguir evitar o aparecimento de doenças. Para isso, confere rótulos e os supostos benefícios de cada produto. Preocupa-se com a origem dos alimentos e raramente come fora de casa. Segue regras alimentares rígidas e, na maioria das vezes, baseadas em conceitos equivocados sobre o que seja de fato uma dieta saudável. Prefere não comer a ingerir qualquer coisa que julgue incorreta. O resultado, na maioria das vezes, é a magreza e a falta de nutrientes essenciais.
No começo, pode parecer esquisitice ou apenas uma escolha de vida, como a dos vegetarianos e dos macrobióticos. Com o tempo, porém, a extrema preocupação com a dieta prejudica outras áreas da vida. O sujeito se torna o chato inflexível, um estorvo nos eventos sociais, um problema para a família. E a maioria dos ortoréxicos não percebe. Ao contrário, acha que tem uma alimentação exemplar e tenta converter quem está por perto.
Crucita só se convenceu de seu radicalismo quando procurou uma nutróloga na expectativa de melhorar ainda mais a dieta que julgava adequada. A médica Daniela Hueb, que mantém um consultório em Bauru, no interior paulista, notou que a busca por saúde tinha virado doença. “Muita gente é ortoréxica e não sabe. Quem sabe resiste a procurar ajuda.”
As tantas restrições alimentares seguidas por Crucita durante anos provocaram danos físicos e emocionais. A carência de proteínas, cálcio, carboidratos e outras vitaminas provocou anemia, queda de cabelo, depressão e osteopenia (a fase precursora da osteoporose). Ela foi encaminhada a um psiquiatra e atualmente se trata com antidepressivo e ansiolítico. Ainda prefere alimentos orgânicos, leite sem conservantes, queijo branco, sucos naturais e consumir carne só de vez em quando. Mas tenta não ser radical. “Melhorei, mas o problema não desaparece de uma hora para outra.”
Como diferenciar a obsessão doentia do zelo alimentar que faz bem à saúde? Bratman sugere alguns sinais patológicos: gastar mais de três horas do dia pensando em alimentos saudáveis; preocupar-se mais com a qualidade da comida do que com o prazer em comê-la; julgar-se superior aos que não seguem a mesma dieta (leia o teste completo abaixo). Você reconhece essas pistas? O pensamento ortoréxico anda tão disseminado que é possível fonte: percebehttp://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI84225-15257,00-QUANDO+A+DIETA+VIRA+DOENCA.htmlr indícios dele no trabalho, na academia, NA FAMÍLIA

DIETA SAUDÁVEL PODE CHEGAR AOS EXCESSOS....

TUDO QUE É DEMAIS CANSA VALE A SUA OPINIÃO

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...