segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um quarto dos homens gostariam que a parceira fizesse cirurgias cosméticas


Um estudo recente já havia revelado que a maior parte das pessoas em um relacionamento sério gostaria que seu amado perdesse peso. Agora, uma nova pesquisa diz que esse desejo vai além de uma simples dieta: um quarto dos homens pensa que a parceira deveria fazer cirurgias plásticas para melhorar a aparência.
A pesquisa foi conduzida pelo site VoucherCodesPro.co.uk, e contou com as opiniões de 1248 homens. A primeira pergunta respondida foi se a esposa deveria ou não fazer algum procedimento estético, com 24% dos participantes respondendo “sim”.
Apenas 19% deles disseram que não gostariam que suas mulheres passassem por uma cirurgia. Em seguida, eles revelaram quais operações gostariam que elas fizessem.
A grande vencedora foi a lipoaspiração, com 57% dos votos masculinos, seguida pelo aumento dos seios e cirurgia dental. Plásticas no nariz também estavam no topo da lista, com 42%.
Quando perguntados se contariam sobre esse desejo para as suas amadas, apenas 12% admitiram que falariam a verdade. A grande razão para esconder a vontade foi não achar que a aparência da parceira poderia ser melhorada, com 76% de votos. Outros 52% disseram esconder para não magoar as mulheres e 23% para evitar discussões e brigas.
 
 
UM DADO ALARTAMENTE E QUESTIONAVEL. POIS O CORPO A QUEM PERTENCE???/

terça-feira, 16 de abril de 2013

Belas, ricas e casadas

Carta Fundamental

Tory Oliveira

O que é preciso para ser uma princesa? A antropóloga Michele Escoura fez essa pergunta para meninos e meninas de duas escolas públicas e uma particular do interior de São Paulo. As respostas dos 200 alunos de 5 anos reuniram as seguintes características: ser jovem, bonita, magra, possuir joias e vestidos e casar-se com um príncipe. O objetivo da pesquisa era entender como as princesas de duas animações da Disney influenciavam a visão de feminilidade de meninos e meninas da pré-escola.
 A antropóloga Michele Escoura
A antropóloga Michele Escoura
As reações das crianças diante de duas histórias centradas em protagonistas femininas – Cinderela (1950) e Mulan (1998) – mostraram que a ideia de “princesa” para elas está associada a obter sucesso no amor romântico e possuir beleza tradicional. “Esse ideal de feminilidade está presente na sociedade como um todo, e as princesas da Disney traduzem isso para essa faixa etária”, analisa Michele.
Os primeiros passos para a pesquisa foram dados ainda durante a graduação em Ciências Sociais na Universidade Estadual Paulista (Unesp), quando a antropóloga passou a se interessar pelo campo dos estudos de gênero. Fundada na década de 1960, a área procura investigar como a sociedade influencia na construção da masculinidade e da feminilidade. Partindo desse pressuposto, Michele passou a investigar a primeira infância. “Quando comecei a entrar em contato com as crianças, percebi que Cinderela era uma referência muito presente no cotidiano das meninas, que falavam sobre a personagem e tinham muitos produtos”, relata.
A popularidade da personagem, criada na década de 1950, intrigou a antropóloga, que resolveu estudar o que o filme poderia estar ensinando para as meninas. No entanto, uma das razões encontradas para o sucesso de Cinderela é comercial. A personagem faz parte da marca “Princesas Disney”, criada em 2000 com o objetivo de licenciar a imagem de personagens específicas para diversos tipos de produto. “As crianças conhecem as personagens pelos produtos e só depois buscam os filmes”, conta.
A pesquisa se ampliou durante o mestrado na Universidade de São Paulo, quando Michele passou a analisar o que os pequenos entendiam e aprendiam com as personagens. Na época, a Disney dividia as princesas entre “clássicas” e “rebeldes”. Do lado clássico ficavam personagens como Cinderela, Branca de Neve e Bela Adormecida. Já Ariel (A Pequena Sereia), Jasmin (Aladin) e Mulan foram classificadas como rebeldes. Por causa da divisão, Michele delimitou o estudo a duas obras de animação, cada uma com um tipo de princesa. A primeira é Cinderela, clássico adaptado do francês Charles Perrault, sobre a menina bondosa impedida de ir ao baile real pela madrasta malvada e que é ajudada por uma fada madrinha e reconhecida pelo príncipe encantado por meio de seu sapatinho de cristal. O outro filme é Mulan, animação de 1998 protagonizada por uma jovem corajosa que se traveste de homem para representar sua família no exército da China.
Jovens e loiras
Entre 2009 e 2011, Michele passou a frequentar as salas de aula de cada escola ao longo de quatro meses, três vezes por semana. A pesquisadora assistiu aos dois filmes com crianças de três escolas nas cidades de Marília e Jundiaí, no estado de São Paulo. Durante as sessões, anotava os comentários feitos espontaneamente pelos alunos e, após os filmes, pedia que as crianças desenhassem a parte de que mais gostaram e explicassem o porquê. “Ficou claro que Mulan, ao contrário de Cinderela, não era considerada uma princesa”, conta Michele. Algumas crianças afirmaram que Mulan não era uma princesa porque a chinesa não chegava a se casar no fim da história – apenas é sugerido um encontro com seu par romântico.
Uma menina discordou e reconheceu Mulan como princesa, mas desenhou a personagem, dona de traços orientais e cabelo escuro, com o cabelo amarelo, loiro. “As crianças já compreendem que o padrão de beleza mais valorizado é esse”, afirma Michele.
A posse de joias, coroas e vestidos também foi apontada pelos pequenos como a marca que caracterizava uma princesa, assim como a juventude. A antropóloga explica que esse ideal de beleza está presente não só nas princesas da Disney, mas também em novelas, revistas femininas e na mídia de modo geral. “O risco é as crianças só terem contato com um único referencial de beleza e feminilidade. Precisamos valorizar e dar importância para outros tipos de feminilidade.”
Para Michele, as princesas estão mudando conforme novas personagens femininas ganham características diferentes em filmes mais recentes. “A Disney acompanha essa transformação social que amplia o papel da mulher”, analisa. A antropóloga acredita, porém, que há espaço para mudanças ainda maiores. “Mulan é uma heroína corajosa, mas que ainda mantém traços de feminilidade arraigados, como a centralidade na beleza e no amor romântico. Será que não podemos avançar mais?”
fonte: 

 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Simone de Beauvoir

14.04 - Há 27 anos partia Simone de Beauvoir
(filósofa, ensaísta e escritora francesa).

"É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta."
- Simone de Beauvoir

Biografia
Simone de Beauvoir (1908-1986) foi uma escritora e ensaísta francesa. Teve relacionamento amoroso duradouro com o filósofo Jean-Paul Sartre. Sua obra mais conhecida é o livro “O Segundo Sexo”. É considerada uma das maiores representantes do pensamento existencialista francês.

Simone de Beauvoir nasceu em Paris. Era filha de um advogado. Teve educação católica e já tinha planos na adolescência de ser uma escritora. Quando jovem, fez exames para o bacharelado em matemática e filosofia. Estudou letras e filosofia na Universidade de Sorbonne, onde conheceu intelectuais proeminentes como Merleau-Ponty.

Simone de Beauvoir foi uma das escritoras mais influentes do ocidente. Suas ideias tratavam de questões ligadas à independência feminina e o papel da mulher na sociedade. Sua obra refletia também a luta feminina e as mudanças de papéis estabelecidos, assim como a participação nos movimentos sociais. O livro que melhor condensa suas experiências é “O Segundo Sexo”.

No romance “Os Madarins” (1945), Beauvoir escreveu indiretamente a biografia de sua vida com o filósofo Sartre, que o conheceu em Sorbonne em 1929, e viveu com a escritora um relacionamento aberto durante boa parte da vida. Outros livros, “Memórias de uma Moça Bem Comportada” (1958) e “A Força da Idade” (1960) são prolongamentos naturais de sua vida com o filósofo-escritor em situações diversas.

Outras obras importantes de Beauvoir: “Todos os Homens São Mortais” (1946) “A Força das Coisas”, (1964) e “A Velhice" (1970), só para citar alguns.

Simone de Beauvoir morreu de pneumonia aos 78 anos, em Paris.
Fonte: E-biografias
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Conheça o nosso Blog: http://www.elfikurten.com.br/

Quem você pensa que é para me julgar?


 Editora Globo
LULI RADFAHRER é Ph.D. em comunicação digital na ECA-USP, onde dá aula há mais de dez anos. Trabalha com internet desde 1994 e já passou por (e fundou) várias empresas da área
 
 
 
O Facebook está cada dia mais próximo de uma aldeia global. Infelizmente está mais para aldeia do que para global. Pouco importa a capacidade da rede de conectar pessoas e ideias ao redor do mundo, boa parte do tempo empenhado ali é desperdiçada em fofocas e linchamentos públicos.

Os covardes estão cada vez mais valentes no mundo digital. Protegidos (ou melhor, escondidos) das consequências de uma verdadeira interação social, estimulados a dizer a primeira coisa que lhes passar pela cabeça e apoiados pelo reforço de um grupo intolerante e fofoqueiro que parece não ter mais nada a fazer, eles não economizam deboches, insultos e humilhações variadas.

Praticamente não há dia sem julgamento. É o blog da babá, a mulher que transou na praia, a apresentadora de TV acima do peso... Como velhas fofoqueiras debruçadas em suas janelas a vigiar o que acontece na praça, pessoas modernas, informadas, aparentemente bem-educadas, conscientes e esclarecidas, por falta de assunto nas mídias sociais, não perdem uma oportunidade para crucificar o próximo.

O diferente é alvo de ataques e repetidas humilhações ou depreciações feitas por aqueles que buscam a popularidade e o reconhecimento à base de intolerância. Chame a agressão de bullying, stalking ou assédio, pouco importa. No espetáculo das redes, todos fazem o papel de espectador — e, como no Big Brother, se dedicam ao voyeurismo do grotesco, que seja para reclamar de sua repugnância. Quase ninguém sai em defesa da vítima. A maioria age como uma plateia ou torcida.


Editora Globo
O resultado é triste: ao transformar todo mundo em celebridade e todo perfil em palco, as redes que chamamos de sociais deixam seus usuários cada vez mais sós, intolerantes e mimados, enclausurados em seus reinos unitários, ranzinzas como velhas bruxas, cheios de “amigos” mantidos a uma cuidadosa distância.

Ao interagir com o mundo por interfaces, aos poucos perde-se a capacidade de compreender o outro, de tentar imaginar seu ponto de vista. Quem se isola e se deixa moldar pelo grupo que frequenta acaba por perder a identidade e se tornar um zumbi, preso ao brilho das múltiplas telas, escrevendo qualquer coisa para mostrar que está vivo, esperando ansiosamente por resposta.

A tecnologia, não se pode esquecer, é só uma ferramenta. É o uso que se faz dela que traz o seu verdadeiro valor. Quando as pessoas com quem se convive são reduzidas a uma foto e um conjunto de linhas de texto, fica muito mais fácil atacá-las, ignorá-las, julgá-las. Ou esquecê-las
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI334187-17774,00-QUEM+VOCE+PENSA+QUE+E+PARA+ME+JULGAR.html

e voce o que pensa ????
mande sua opinião 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Brasil: líder em perfume e desodorante

Abihpec divulga dados do setor de higiene, perfumaria e cosméticos, que movimentou R$ 84 bilhões em 2012

Roseani Rocha| » ENVIAR E-MAIL »
11 de Abril de 2013 08:30
Abihpec confirma Brasil como maior consumidor mundial de fragrâncias e Brand Finance coloca Natura – líder na categoria no País - na lista de 50 marcas mais valiosas do mundo
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Abihpec confirma Brasil como maior consumidor mundial de fragrâncias e Brand Finance coloca Natura – líder na categoria no País - na lista de 50 marcas mais valiosas do mundo
Crédito: Divulgação
A depender dos dados de consumo, o brasileiro é o povo mais perfumado do mundo. Informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) confirmaram a manutenção do Brasil como líder mundial no consumo de fragrâncias e desodorantes em 2012, ano em que as vendas líquidas ex-factory (volume saído de fábrica, sem adição de impostos) do setor como um todo cresceram 15,62% e atingiram R$ 34 bilhões. Em preço ao consumidor, a indústria manteve a marca de US$ 42 bilhões (R$ 84 bilhões), alta de 0,3% sobre 2011.

A categoria fragrância faturou R$ 5,4 bilhões (15,9% do total) e a de desodorantes, R$ 3,3 bilhões (9,7% do total). O crescimento médio de fragrâncias nos últimos cinco anos foi de 14,2% e o de desodorantes, de 15,3%.

Mas o País também é destaque em outras categorias, nas quais ocupa a vice-liderança mundial no consumo. São elas: Banho (R$ 3,4 bilhões, com crescimento médio de 15,7% nos últimos cinco anos); Cabelos (a maior no mercado interno, com faturamento de R$ 7,7 bilhões e crescimento de 7,7%); Infantis (R$ 1,3 bilhão, crescimento de 17,9%); Masculinos (R$ 4,1 bilhões e crescimento de 16,2%); e Proteção Solar (R$ 1,1 bilhão e crescimento de 11,2%).

No cômputo geral, o Brasil segue como terceiro maior player global, com 9,6% de share, atrás somente dos EUA, que tem 15,9% e do Japão, com 10,9%. A perspectiva é de que por aqui o setor repita até 2017 o crescimento de dois dígitos que vem registrando já há 17 anos, alavancado por fatores como o aumento da expectativa de vida, da renda da classe C e a modernização de fábricas e ganhos de produtividade. Também pelo lado da indústria, o esforço em inovação tem sido primordial para competir nesse mercado. As companhias do setor investiram ano passado R$ 13,6 bilhões em ativos, pesquisa & desenvolvimento e fortalecimento das marcas. O valor é 18% maior que o realizado em 2011.

Natura entre as marcas mais valiosas do mundo

A consultoria Brand Finance também acaba de divulgar a lista das 50 marcas de cosméticos mais valiosas do mundo. E somente a Natura figura no ranking, em 20º lugar, com valor de marca de US$ 1,84 bilhão (na edição de 2012, a empresa estava na 17ª posição).

No topo aparece, como no ano passado, a marca de produtos anti-idade Olay, que pertence à americana Procter & Gamble, cujo portfolio de cosméticos é restrito, mas a marca Olay sozinha vale US$ 11, 7 bilhões. Na sequência, estão a francesa L’Oréal, que subiu da terceira posição para a vice-liderança (valor de US$ 8,69 bilhões); a Neutrogena, marca de dermocosméticos da J&J (com US$ 6,9 bilhões); em quarto lugar a alemã Nivea (US$ 5,8 bilhões); e na quinta posição está a francesa Lancôme (US$ 5,5 bilhões).

Completam o Top 10 da Brand Finance a Avon (US$ 5,1 bilhões), Dove (US$ 4,2 bilhões), Estée Lauder (US$ 3,8 bilhões), Biore (US$ 3,3 bilhões) e Christian Dior (US$ 2,9 bilhões).

A lista considera todo o universo da beleza, mesclando marcas de grande consumo às de luxo, assim como aquelas direcionadas ao consumidor final às que se relacionam mais com profissionais da beleza, ou b2b.

Leia mais sobre a disputa entre as empresas do setor no Brasil na edição 1554, desta semana, do Meio & Mensagem.
 

domingo, 7 de abril de 2013

Meninas ficam adultas mais rápido e preocupam especialistas





Nada será como antes. As meninas estão crescendo mais rápido. Já têm curvas, comportamentos e hábitos de consumo de adultas que movimentam no mundo uma indústria de US$ 15 bilhões (R$ 33 bilhões) anuais. Por volta dos dez anos, essas garotas começam a mudar o jeito de vestir, falar e agir. Querem usar roupas mais insinuantes e, para desespero dos pais, deixar de ser BV ou BVL (na gíria teen, boca virgem ou boca virgem de língua). Porém, o que mais preocupa os especialistas é que essa aceleração no comportamento se reflete no corpo com intensidade cada vez maior. “Atualmente, os seios crescem mais cedo e a menstruação chega, em média, aos 12 anos. Significa que ela pode ocorrer entre dez e 14 anos”, explica o médico especialista em adolescentes Maurício Souza Lima, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

No mundo, os cientistas se esforçam para compreender o fenômeno. Desde o ano passado, um time de especialistas de 12 países, financiado pela União Européia, dedica-se ao estudo dos fatores que precipitam o fim da infância e sua relação com a alimentação. Nos países desenvolvidos, nota-se que o aumento de casos de crianças que entram na puberdade bem antes do tempo médio – com surgimento de pêlos pubianos e seios já a partir dos cinco ou seis anos – está ligado ao crescimento da obesidade infantil. “Esses são casos especiais, que precisam de tratamento”, diz a ginecologista Rosana Simões, da Universidade Federal de São Paulo. O cientista brasileiro Júlio Licínio, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, explica a ISTOÉ uma das principais hipóteses que ligam precocidade e alimentação. “Mais numerosas nos obesos, as células de gordura produzem o hormônio leptina. No laboratório, animais que tomaram leptina tiveram puberdade e amadurecimento dos órgãos sexuais antes do tempo. Pode ser o que ocorre com essas crianças”, diz.

A sociedade tem grande participação na mudança. “As meninas estão submetidas a uma forte pressão social que as empurra para a erotização precoce. Desde pequenas, estão expostas a outdoors de apelos sensuais, a programas de tevê e capas de revistas que apontam para o erotismo. Elas percebem o valor que a sociedade dá a isso”, diz a educadora e psicóloga Rosely Sayão. No Brasil, a televisão contribui muito. Nossos pequenos ficam quatro horas e 51 minutos por dia em frente da tevê, um recorde mundial. “Além disso, 80% da programação a que assistem é para os adultos”, afirma a psicanalista de infância e adolescência Ana Olmos.

Esse ambiente envolve meninos e meninas de tal modo que muitos trocam a infância pela adolescência antes mesmo de passar pela puberdade, a fase das transformações provocadas pelos hormônios. Diante desse contexto, qual é o papel dos pais? “Eles devem deixar claro que não pactuam com determinadas vestimentas ou estilo de vida. Mesmo que isso torne a filha diferente da maioria das colegas”, afirma Rosely.

Agir desse modo vai contra as expectativas teens, mas surte efeito. Apesar dos protestos da filha Beatriz, 11 anos, sua mãe, Debora Belintani, deu-lhe um celular que apenas recebe ligações, monitora as conversas na internet e não a deixa pintar os olhos para ir à escola. “Dou liberdade controlada para que ela se sinta segura para crescer”, explica Debora, que conversa muito com as mães de amigas mais próximas da filha. Dessa lista faz parte a psicanalista Maria Helena Fernandes, mãe de Elisa, dez anos. “Cabe aos pais aceitar a diferença de geração, manter-se sempre próximos dos filhos e não ceder na tarefa de dizer o que eles podem fazer”, diz Maria Helena. Muitas vezes, proibir a filha de beijar na boca antes dos dez anos, por exemplo, pode aliviar a cobrança sobre as crianças. Segundo a psiquiatra americana Susan Linn, autora do livro Crianças do consumo, a infância roubada (Editora Instituto Alana, 322 págs.), lançado esta semana no Brasil, uma em cada três crianças americanas entre dez e 11 anos acredita que a pressão para que façam sexo antes de estarem preparadas é um grande problema.

Se a cabecinha dessas meninas ainda não está pronta para absorver tantas mudanças, o mesmo não se pode dizer do mercado. As indústrias da moda e da beleza, ávidas para lucrar com os anseios gerados pela apropriação precoce dos valores adultos, lançam sem parar novidades para a garotada. De maquiagem a jóias, roupas de grife e bufês infantis com serviço de cabeleireiro, já é possível encontrar de tudo na fatia de mercado chamada de tween pelos publicitários (fusão de teen com between – entre, em inglês), relativa aos pré-adolescentes. Só a moda infanto-juvenil brasileira movimenta R$ 10 bilhões ao ano, o que corresponde a um terço de toda a roupa consumida no País. E são exatamente as garotas que dominam a cena. “Cerca de 60% da moda nacional é dirigida ao público feminino. Desse total, outros 60% são consumidos por garotas entre dez e 18 anos”, diz Sara Kalili, diretora do Teen Fashion, semana jovem de moda cuja terceira edição começa no dia 29. Faz sentido. “Os cuidados com as roupas e o visual fazem parte da auto-afirmação do adolescente. Eles não querem roupas de crianças e são novos demais para se vestir como adultos. Precisam da sua própria moda”, diz a empresária Christiane Rocco, da grife Spezzato Teen, uma das primeiras a investir nesse público.

A indústria da beleza também lucra com a vaidade precoce das meninas brasileiras. As vendas de cremes e loções para crianças e adolescentes tiveram um crescimento de 204,6% em seis anos. O feito ajuda a entender por que as consumidoras mirins – pasmem! – já estão quase tão acostumadas a usar batom quanto as mulheres adultas, como mostra um levantamento do instituto Ipsos Brasil. Entre janeiro e dezembro de 2005, a instituição ouviu 19,7 mil mulheres para saber mais sobre seus hábitos de consumo. Nada menos que 69% das crianças de dez a 12 anos afirmaram usar batom com freqüência. Entre as mulheres acima de 13 anos, esse número não passou dos 68%. Um bom motivo para as mamães esconderem o estojo de maquiagem.

http://iparaiba.com.br/noticias.php?noticia=40778&categoria=5&titulo=meninas+ficam+adultas+mais+rapido+e+preocupam+especialistas
 

sábado, 6 de abril de 2013

Pra que consumir tanto?

 


Por Selma Felerico - Ed. 21 - 02/04/2013
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Selma Felerico -
Inspirado em artigo publicado no jornal Valor Econômico, por Alexandre Rodrigues em 22 de março de 2013, trago hoje uma reflexão sobre o novo grupo de consumidores que opta por consumir menos, somente o essencial. Segundo Alexandre Rodrigues: “Como os movimentos artísticos do século passado que lhe emprestam o nome, o minimalismo do século XXI prega a redução do estilo de vida ao essencial. O fenômeno ganhou uma vertente importante a partir da digitalização da cultura e da internet. As músicas se tornaram MP3, descartando os CDs. Serviços como o Netflix, que passam filmes em “streaming”, e “torrents” feriram de morte os DVDs. Os livros ainda resistem, mas para muitos é questão de tempo – a Amazon já vende mais livros eletrônicos do que físicos e hoje uma biblioteca inteira pode ser guardada e lida em um “tablet” ou Kindle. Veio a crise na economia mundial e a ideia de consumir menos ganhou novos adeptos.” Ainda segundo o texto do valor Econômico nos últimos anos, vários estudos de psicologia revelaram os efeitos negativos do consumismo. Os indivíduos consumistas são mais ansiosos, infelizes e antissociais, concluíram, de acordo com dois pesquisadores americanos, Tim Kasser e Aaron Ahuvia. Em 2012, um trabalho conduzido por Galen V. Bodenhausen, da Universidade Northwestern, também nos Estados Unidos, chegou às mesmas conclusões, acrescentando que entre os consumistas desenfreados as taxas de bem-estar eram mais baixas do que em outros grupos.
De acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia, onde antropólogos estudaram por nove anos 32 famílias de classe média americana. Fotografaram cada objeto que entrava nas casas, registrando todos os produtos eletrônicos, móveis entre outras coisas. E constataram que gerenciar a quantidade de objetos acumulados é uma das prioridades de qualquer morador adulto. E curiosamente 75% das garagens estavam tão lotadas de quinquilharias que já não permitiam a entrada dos carros.
“Há cada vez mais pessoas pensando que é insustentável a quantidade de objetos que carregamos pela vida”, diz Alex Castro, escritor carioca, que vive em um apartamento de 22 metros quadrados, em Copacabana, com poucos objetos.
Amigos não acredito que a sociedade consumista atual tenha pensado no assunto, mas vale a pena observar esse movimento individual de alguns.

Texto Adaptado por Selma Felerico – Fonte: disponível em <http://www.valor.com.br/cultura/3055660/menos-e-mais#ixzz2OqzKQL7F> acesso em 27 de março de 2013.

Dirigir carro sobre duas rodas vira moda na Arábia Saudita


A juventude abastada da Arábia Saudita elegeu uma nova moda: dirigir carros sobre duas rodas. O estilo de direção arriscado, conhecido como "esqui de lado", está se tornando bem popular em estradas mais desertas do país, de acordo com a agência Reuters. O carro chega a passar sobre jovens sentados no asfalto. Os sauditas se dizem inspirados por filmes de ação e clipes de rappers americanos. As fotos abaixo foram feitas em rodovia na cidade de Ha'il, no Norte do país:
Fotos: Reuters
O esqui realizado em outra localidade saudita / Reprodução-YouTube
O vídeo abaixo foi postado no YouTube por um grupo que pratica o "esqui de lado":

A juventude abastada da Arábia Saudita elegeu uma nova moda: dirigir carros sobre duas rodas. O estilo de direção arriscado, conhecido como "esqui de lado", está se tornando bem popular em estradas mais desertas do país, de acordo com a agência Reuters. O carro chega a passar sobre jovens sentados no asfalto. Os sauditas se dizem inspirados por filmes de ação e clipes de rappers americanos. As fotos abaixo foram feitas em rodovia na cidade de Ha'il, no Norte do país:
Fotos: Reuters
O esqui realizado em outra localidade saudita / Reprodução-YouTube
O vídeo abaixo foi postado no YouTube por um grupo que pratica o "esqui de lado":

cada foto uma historia

Em 1974, aos 36 anos, a atriz Romy Schneider (1938-1982) sentiu a necessidade de recuperar a confiança, para provar que ainda era bonita. Para isso Romy chamou... um fotógrafo que conhecia bem: o franco-italiano Giancarlo Botti. A sensual e mitológica atriz foi clicada nua em seu apartamento em Paris. "Eu sei que posso dar ao luxo de me mostrar nua", confidenciou a atriz na época. As fotos acabaram publicadas no livro “Romy - C'est la vie” de Giancarlo Botti, com prefácio de Michel Piccoli (Editora Schirmer / Mosel).Ver mais
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Maria da Penha, da dor à lei.Veja a historia da mulher cuja vida mudou, mudou vidas.

 A mulher cuja vida mudou, mudou vidas.Lei Maria da Penha

A mulher cuja vida mudou, mudou vidas.Lei Maria da Penha Foto: Divulgação
Maria da Penha, da dor à lei

A mulher cuja vida mudou, mudou vidas. (Foto: Estadão Conteúdo)
Fortaleza, Ceará. Maio de 1983. Um casal, com três filhas pequenas, chega em casa. O marido é economista e professor universitário. A mulher, farmacêutica bioquímica com mestrado em parasitologia. Ela põe as crianças para dormir. Ele vai para a sala e liga a TV. Ela toma banho e vai se deitar. De repente, acorda com um tiro nas costas. Imediatamente pensa: "Acho que meu marido me matou". Desmaia. Quando recobra a consciência, vê muitas pessoas à sua volta. São os vizinhos. Assustados, enquanto esperam a ambulância, comentam que houve uma tentativa de assalto. O marido está na sala com o pijama rasgado e uma corda enrolada no pescoço. Por enquanto, só ela sabe que o homem - que sempre agrediu a ela e às crianças - está fazendo um teatro. Mais tarde as investigações vão provar que o marido foi o autor do disparo. Mas o terror não acabou naquela noite. Depois de várias cirurgias e meses de hospital, presa para o resto da vida a uma cadeira de rodas, ela sofrerá um segundo atentado dentro do banheiro da casa. O marido tentará eletrocutá-la. Não consegue, pois ela grita e a babá das filhas aparece.
O nome dele é Marco Antonio Heredia Viveros. O dela, Maria da Penha Maia Fernandes. Vinte e três anos depois do tiro nas costas, a mulher seria homenageada dando seu nome à Lei 11.340, assinada pelo presidente Lula, em 2006. A Lei Maria da Penha que responsabiliza autores de ameaças, agressões, assassinatos embaixo do guarda-chuva da violência doméstica. Mas Maria da Penha é uma entre uma multidão de outras que são submetidas à violência por parte de namorados, noivos, maridos, amantes atuais ou ex. O caso da farmacêutica demonstrou para a opinião pública que a violência doméstica ocorre em qualquer classe social e nível de escolaridade.

No Brasil, desde que a Lei Maria da Penha entrou em vigor, o número de mulheres que discam o Ligue 180 - um SOS Mulher - cresceu 600%. A pergunta é: a violência encrudesceu, ou as mulheres estão denunciando mais? É a própria Maria da Penha quem responde: "Acho que a população está mais ciente de que existe uma lei para proteger as mulheres vítimas de violência." A ministra Eleonora Menicucci, titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), vai nessa mesma linha de raciocínio: "O aumento de denúncias significa que as mulheres estão acreditando mais nas políticas públicas. Estão acreditando que a impunidade do agressor está chegando ao fim."

A longa batalha
Após as duas tentativas de assassinato por parte do marido, Maria da Penha iniciou várias batalhas contra a impunidade de seu agressor. Mas as portas e os ouvidos das autoridades se fecharam, mesmo tendo Marco Heredia como único suspeito dos crimes. Um ano depois dos fatos, ele é detido. Alega inocência, é liberado. Apenas em 1991 ele vai ao tribunal e é condenado a 15 anos de prisão. Mas o julgamento é anulado. Fato parecido aconteceu no julgamento do jornalista Pimenta Neves - assassino confesso da ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide. O Brasil inteiro viu pela TV que, apesar de condenado, Pimenta saiu livre para o conforto de sua casa. Finalmente, o réu teve seu último recurso negado pelo STF e cumpre pena de 15 anos.

Marco Heredia, em 1996, vai para um segundo julgamento. É condenado a dez anos e seis meses de reclusão, mas ganha o direito de recorrer em liberdade. Nesse tempo, tendo seu algoz solto, Maria da Penha segue engajada na luta por justiça. Ela escreve o livro Sobrevivi... Posso contar. Ganha aliados nos grupos organizados de feministas e de direitos humanos. Em agosto de 1998, sua denúncia chega à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Depois da análise dos fatos, a OEA adverte o Brasil. Claramente recomenda que Marco Antonio Heredia Viveros seja responsabilizado, sob pena do governo brasileiro ser declarado conivente com a violência contra a mulher.

Dezenove anos e cinco meses depois da tentativa de assassinato que a deixou paraplégica, Maria da Penha vê Heredia ser finalmente preso. Ele cumpriu menos de 1/3 da pena em regime fechado. Hoje está em liberdade condicional. Marco também escreveu um livro, no qual jura inocência. Igual inocência que jurou o goleiro Bruno quando do desaparecimento da ex-amante Elisa Samudio. O réu só confessou saber do assassinato de Elisa no último dia do julgamento. Na opinião de Maria da Penha: "Se a Lei que leva meu nome tivesse sido devidamente aplicada, talvez Elisa estivesse viva". É fato, a moça fez várias denúncias de ameaças e maus-tratos por parte do Bruno. Todas em vão.

Maria da Penha trabalha todos os dias para que a Lei 11.340 seja plenamente divulgada em todo o país e levada a sério pelos operadores de Justiça. Ela participa de encontros, reuniões, seminários. Sabe que sua história e seu nome são símbolos. Mais do que isso, eles são uma esperança para que outras mulheres vivam uma vida livre da violência. E que os agressores paguem. A impunidade dói tanto quanto as violências sofridas.


 FONTE:Yahoohttp://www.meionorte.com.br/noticias/geral/maria-da-penha-da-dor-a-lei-veja-a-historia-da-mulher-cuja-vida-mudou-mudou-vidas-202771.html

Conheça a história da mulher que vive a vida de uma vampira e é viciada em sangue humano!

 



vamp

Michelle, 29, é uma tatuadora americana que tem um vício bem bizarro. Ela é viciada em beber sangue humano e sangue animal. A “vampira” chega a beber 36 litros de sangue de porco por semana, mas diz que prefere beber sangue humano.

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Ela começou a beber sangue ainda adolescente, depois de ficar deprimida e se cortar, ela ficou apaixonada em ver o sangue escorrendo do seu braço. Michelle nunca mais se cortou, mas a partir desse momento, nunca mais parou de beber sangue.

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Nos últimos dez anos, Michelle já bebeu sangue o suficiente para encher 23 banheiras, estima-se que foram 4.500 litros de sangue.

Ela estoca sangue de animal no congelador e já é seu costume beber sangue humano uma vez por semana. Michelle compara seu vício com o de um fumante.

Porém, Michelle não fica só na bebida não, ela inovou a culinária Ela mistura sangue com sopa, frita e mistura até no drink Bloody Mary.

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Quando tem que beber sangue animal, ela prefere o de porco ao bovinos. Para a vampira, sangue de porco é mais salgado e tem a consistência de vinho.

Michelle bebe o máximo de sangue humano que pode. Ela afirma que sangue de homem e de mulher são diferentes, e que o masculino é mais grosso. No entanto, ela não se classifica como uma vampira.

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