segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Por que Gordos Felizes incomodam tanto?

Sunday, 30 January 2011

Por que Gordos Felizes incomodam tanto?
Por: Dona Farta

Depois de um longo e tenebroso inverno, Titia Farta está de volta! E mais uma vez pra tentar “desenhar” aquilo que as pessoas insistem em não entender: Preconceito X Igualdade de Direitos.
Não há melhor exemplo pra desenvolver o assunto neste momento do que a “febre” Big Brother Brasil – reality show que está em sua 11ª edição e que, críticas à parte quanto à sua qualidade ou utilidade, mais uma vez lança uma polêmica que pode ser bem válida.
A polêmica, no caso, atende pelo nome de Paula. “Paulinha” – para aqueles que já ficaram “íntimos” –, a loirinha-furacão de Roraima que em pouco mais de duas semanas de programa já monopolizou todas as rodas de discussão sobre o BBB.

Antes de mais nada, preciso deixar BEM claro que não tenho procuração pra defender Paulinha ou quem quer que seja, e nem pretendo fazer isso, até porque não a conheço e estou tão vendida quanto vocês, refém da edição *cof cof* “imparcial” da TV Globo e da meia dúzia de informações que circulam na mídia sobre os participantes.




O que eu gostaria de fazer, sem defender nem crucificar ninguém, é aproveitar a polêmica pra mais uma vez manifestar minha indignação com o preconceito nojento que as pessoas têm contra os gordos, e que, ao contrário do que gostaríamos, sempre pode nos surpreender de maneira negativa, haja vista tudo que Paulinha já passou dentro do BBB – ser apelidada de “jabulani” e “miss piggy”, dentre outras coisas – , sem contar tudo que as pessoas têm falado sobre ela aqui fora.



A polêmica começou na estréia do programa, quando Paulinha apareceu espremida num minúsculo vestido preto que ostentava cada detalhe do seu corpo roliço. “Menina vulgar e sem noção”, bradavam alguns! “Está envergonhando a classe das gordinhas”, reclamavam outras. Essas, inclusive, da própria “comunidade plus size”.



Era apenas o começo porque Paulinha não estreou no reality show naquele vestido de gosto duvidoso à toa. O vestido, digamos assim, era uma pequena amostra de sua personalidade – ousado, extravagante, assanhado e, dependendo do ponto de vista, beirando a vulgaridade. Assim é Paula, ou pelo menos é assim que ela (ou a edição do programa) tem se mostrado.



Até aí, qual a novidade? Estamos na 11ª. edição do BBB e mulheres extravagantes, ousadas e que beiram a vulgaridade (ou mergulham nela de cabeça) não surpreendem mais. Há quem diga, aliás, que o objetivo de uma mulher ao entrar num reality show é a exposição mesmo, porque se elas não faturarem o prêmio principal, pelo menos faturam alguma grana com a exposição de seus corpos em revistas e sites do ramo depois. Desde que o Mundo é Mundo é assim, quer dizer, desde que o BBB é BBB é assim.



E por que raios então a nossa “Beth Ditto” loira (como diz o querido amigo @stapafurdyo) causou tanto furor, se não foi a primeira e nem será a última mulher a se expor desta maneira num reality show?



Ora, pelo motivo óbvio: Porque ela, segundo os padrões estéticos “vigentes”, é GORDA. E enquanto GORDA não poderia participar de um reality show como o BBB, e, participando, não poderia ser ousada, assanhada ou vulgar, porque isso, ora ora, é uma exclusividade das magrelas e/ou gostosonas.



Onde já se viu uma mulher gorda cheia de autoestima? Onde já se viu uma mulher gorda que pensa que pode sair por aí seduzindo quem ela bem entende? Onde já se viu uma mulher gorda que se permite usar roupas ousadas e aparecer na televisão desse jeito? Que absurdo!, dizem alguns! Que vergonha!, dizem outros.



Diante de tanta indignação, a pergunta que não quer calar é: num reality show como o BBB, por onde já passaram mais de 70 mulheres ao longo dos últimos 10 anos, mulheres de (quase) todas as raças, cores, estilos, idades e comportamento; num reality show em que mulheres já se permitiram transar dentro da casa, compartilhar e/ou trocar de “namorados”, já “pagaram peitinho” e outras cositas más e já ultrapassaram todos os limites da compostura e/ou vulgaridade, por que raios justamente a Paulinha é pega pra Cristo? A resposta, mais uma vez, é óbvia: Porque ela é GORDA.



O problema, meus amores, é que para as pessoas em geral o Gordo é sempre alguém que “paga o preço” de ser gordo com frustrações sexuais. Para as pessoas, o Gordo é aquele que sempre terá problemas/complexos com seus corpos, dificuldades para estabelecer relacionamentos e outras coisas do tipo. Para as pessoas o Gordo, por mais “feliz” que demonstre ser, é alguém que vai ser sempre condenado a viver sob a sombra de seus complexos, porque ser gordo é feio, logo, não é possível ser feliz assim.



Ora, Ora, Ora… Eis a nossa personagem do momento aí pra dar um tapa na cara da sociedade e mostrar que não é bem assim.



Paulinha incomoda demais porque não precisa levantar bandeiras a favor da fartura para se sentir segura, nem se esconder atrás de um discurso politicamente correto. Ela não precisa comer pouco pra fazer a linha “sou gorda porque tenho problemas genéticos e não porque como muito”. Ela não precisa vestir burca pra fazer a linha “tenho noção de que meu corpo não atende os padrões e por isso vou ser discreta”. Ela não precisa abrir mão dos seus prazeres nem fazer linha nenhuma, porque ela é – ou pelo menos é assim que a tenho visto – autêntica. Tem autoconfiança, acredita na sua beleza (e particularmente acho-a muito bonita mesmo), no seu corpo e no seu poder de sedução. Não vincula sua possibilidade de viver qualquer situação ao seu corpo – são coisas independentes. Ela é o que é e faz o que acha que deve fazer sem usar seu corpo roliço como escudo pra se podar. Isso se chama CORAGEM. E por isso incomoda tanto, especialmente os covardes reféns dos padrões!



Vejam que não estou aqui “defendendo” as atitudes da Paula, tampouco crucificando. Assim como todo mundo, tenho também minhas reservas quanto ao que, vez ou outra, considero exagero, mas… e daí? Por acaso ela está lá como representante de uma classe? Por acaso ela é Embaixatriz da Moral e dos Bons Costumes? Por acaso ela deve satisfações sobre o modo como escolheu viver a mim, a você, a qualquer um?
Se trocentas mulheres de diversos comportamentos já participaram do BBB agindo como bem entendiam, por que raios Paulinha não pode? Pode sim! E você tem todo o direito de reprová-la. Só não pode vincular sua reprovação ao fato de ela ser Gorda, porque aí sim, é preconceito. Puro e Autêntico Preconceito.
Numa discussão sobre o tema outro dia num post de um colega no Facebook, uma moça debateu comigo insistindo que “Paulinha tem problemas de autoestima e se finge de segura, mas se fosse segura não agiria como uma piranha” (sic!). Quer dizer, para esta moça – e ela é só um exemplo num mar de gente que pensa assim – o fato de Paulinha ser atirada tem ligação direta com sua autoestima, e ela precisa ser vulgar porque é o único modo que tem de conseguir alguma coisa. Raciocínio bem medíocre, diga-se de passagem. Se isso não é preconceito, eu não sei mais o que é.
Por que diabos ninguém questiona a autoestima das magrelas que, tal qual Paulinha (ou até de maneira mais ousada) também são “atiradas”? Por que ninguém dizia, por exemplo, que a Fani do BBB 7 tinha problemas de autoestima já que ficou o programa inteiro dividindo Diego Alemão com a Siri? Por que ninguém questionou a autoestima das moças que se envolveram sexualmente e/ou em carícias ousadas sob o edredom com participantes em outras edições?
Apedrejam Paulinha porque ela age exatamente como a grande maioria das mulheres que participa de um reality show – ela se expõe – mas não devia exclusivamente porque é Gorda e, enquanto Gorda, tinha que mostrar recato para avalizar o estigma preconceituoso de que gordos são frustrados e infelizes.Balela!
Por isso sou tão fã de Paulinha, apesar de conhecê-la tanto quanto conheço os demais participantes: quase nada. Não tenho instrumentos suficientes para julgar nenhum deles – e nem pretenderia – mas Paulinha ganhou meu respeito e admiração porque, sem dúvida, uma coisa ela é, pelo menos no BBB: Bem resolvida!
E num universo de pessoas – especialmente mulheres – mal resolvidas com seus corpos, vítimas da balança e da folha de alface de cada dia, uma mulher gorda, que come 8 fatias de pão de uma vez (como o “gentil” Pedro Bial fez questão de frisar outro dia), e mesmo assim acredita no seu poder de sedução, na sua beleza, permite-se usar biquínis minúsculos e vestidos escandalosos, causa mesmo muito incômodo e muita inveja!
A cereja do bolo foi ela ter ficado com Cristiano, o galã da casa. Não importa se ele ficou com ela por atração ou por estratégia de jogo – dizem que ele só quis fazer a linha do cara legal que pegou a gordinha (mais um preconceito?). O fato é que, não tivesse Paulinha segura de si, não teria se jogado nos braços do homem mais cobiçado da casa, temeria ser rejeitada, temeria levar um fora, temeria viver, como, aliás, temem muitas mulheres – gordas ou não.
O exemplo Paulinha é uma ótima ilustração para o que acontece o tempo todo na “vida real”. Falo com conhecimento de causa, inclusive. Perdi a conta das vezes em que fui taxada de vulgar (e outros adjetivos menos lisonjeiros) simplesmente porque me permitia usar as mesmas roupas que as magras, porque me sentia linda, me permitia namorar, badalar, causar por aí. E como sempre fui do time das Fartas, isso incomodava muita magrela “sem sal” que achava que a “competição” comigo estava ganha e quebrava a cara.
Porque, sim, é possível ser gorda e feliz. Mais que isso, é possível ser gorda e não viver em função disso – é só um corpo, que alguns acham atraente e outros não. É possível ser gorda e linda, interessante, gostosa, despertar desejos e ter uma vida sentimental / sexual plenamente feliz.
Sem moralismos, porque cada um tem seus limites morais de acordo com a própria história e as próprias crenças. Sem julgamentos, porque cada um tem liberdade de viver do jeito que bem entender. Sem preconceitos, porque no fundo no fundo um corpo é apenas um corpo – exposto ou não, e ninguém vai além se não houver conteúdo que o sustente.
Mais que um corpo magro ou gordo, há que se ter personalidade. E isso nossa Paulinha tem mostrado ter de sobra! Ressalvados os exageros, fica o exemplo!

Beijos Fartos, e, Go, Paulinha!!!

DI´PONIVEL < http://grandesmulheres.com/weblog/?p=3646 > ACESSO EM 31 DE JANEIRO
NÃO ACOMPANHO NENHUM BBB MAS O TEMA GORDO NÃO HÁ COMO PASSAR BATIDO
CPMENTEM O ASSUNTO AGUARDO!!!!!!







segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Vaidade em excesso pode indicar doença mental

Kirna Mota Nascimento - Redação Saúde Plena



Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo (USP) com 350 pessoas constatou que fazer uma plástica atrás da outra e nunca estar feliz com a aparência pode ser sinal de transtorno mental. A autora do estudo, a dermatologista Luciana Conrado, explicou que esse problema, que é conhecido como “dismorfofobia” (transtorno dismórfico corporal) ou “Síndrome de Quasímodo” (uma referência ao Corcunda de Notre Dame – personagem de Victor Hugo), atinge 14% das pessoas que já fizeram ou pensam em fazer alguma intervenção estética.
Pessoas que têm a doença se acham mais feios do que são, tem uma preocupação exagerada com algum defeito que elas pensam ter ou que é imperceptível. Porém, vale lembrar que todos podem ter momentos de baixa autoestima, mas para a ‘feiúra imaginaria’ se tornar um transtorno o incômodo tem de ir muito além de reclamações sobre o corpo.

O caso mais exemplar é o do cantor Michael Jackson, que morreu no ano passado. Outro que ganhou espaço na mídia internacional é o da socialite estadunidense Jocelyn Wildenstein, que gastou cerca de US$ 4 milhões (quase R$ 6,5 milhões) em plásticas para obter a aparência de um felino.

Luciana Conrado acrescenta que não há causas determinadas para o transtorno. O incomodo exagerado com a aparência pode acontecer aos poucos ou, então, de uma hora para a outra. O que se sabe é que muitas pessoas apresentam outros problemas psicólogas associados. “Mais de 80% desses pacientes já tiveram casos de depressão”, disse ela.

Há estudos que relacionam a incidência de dismorfofobia com anorexia ou então com TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Muitas vezes, o transtorno é confundido com vaidade excessiva, timidez ou fobia social. O grande problema é a dificuldade de diagnóstico. É muito difícil saber que uma pessoa tem a doença sem conhecer todo o histórico.
Além da anorexia e da dismorfobia, outro transtorno que pode ser desenvolvido por excesso de vaidade é a vigorexia, caracterizada pelo excesso de musculação, é o que está se tornando mais frequente. O vigoréxico se vê muito fraco e tem uma compulsão por se tornar mais forte, seja através de exercícios físicos ou do uso de drogas, como anabolizantes. Um ambiente que hipervaloriza a estrutura corporal pode deflagrar o distúrbio em quem tem tendência. Esse trantorno é mais comum em homens, especialmente os de 18 a 35 anos, com baixa autoestima e visão distorcida do próprio corpo. Eles costumam dedicar pelo menos 3 a 4 horas diárias à modelação física. “Os mais propensos são os homens com baixa autoestima, perfeccionistas, com tendência obsessiva-compulsiva, depressiva e de ansiedade. A saída é aceitar o seu tipo de corpo e entender que a mídia promove, frequentemente, imagens não realistas do corpo masculino
Porém mulheres também podem desenvolver o transtorno. Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, a cantora pop Madonna, de 50 anos, é uma das vítimas da doença. Ela dedica pelo menos 3 horas diárias à malhação. “Os músculos de Madonna não são superdimensionados com relação ao de um atleta olímpico, porém o que é incomum é o quanto harmônicos e bem-definidos eles são”, avaliou Martin MacDonald, especialista em “body composition” (composição corporal, em tradução livre) da Universidade de Loghborough, da Grã-Bretanha, à Folha Universal.
É importante que as pessoas que comecem a emagrecer muito rápido, ou que malham muitas horas por dia, que tem um crescimento muscular exagerado em pouco espaço de tempo, que fazem plásticas seguidas, que sempre reclamam do corpo ou de alguma parte específica de forma exagerada, sejam observados e encaminhados a um especialista. Essas doenças tem cura, mas o tratamento é longo e delicado.



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Beleza não paga imposto

Se a frase "no Pingo Doce, o aumento do IVA é zero" faz tremer de zelo o Gabinete Técnico-jurídico do ICAP, que dizer da promessa da L"Oréal de "oferta do IVA - 23%"?


Os anúncios da empresa de cosméticos andam na rua. Uma foto de Bárbara Guimarães e uma frase que lhe é atribuída ocupam mais de metade do reclame. "A beleza não paga imposto", diz. A meio do cartaz, um círculo simulando um autocolante com um raio de sol afirma: "Oferta do IVA* - 23%". O asterisco remete para umas linhas em letras minúsculas de que nem me apercebi ao ver o anúncio num "mupi".
A mensagem é claríssima. A consumidora tem um desconto que corresponde ao IVA. Tal como a do Pingo Doce, a campanha metaforiza. O desconto de 23% ganha uma identidade alternativa, a de "oferta do IVA". Como ninguém pode fazer a "oferta" do IVA, um imposto universal nas transacções comerciais, este anúncio arrisca-se a ser considerado "publicidade enganosa" pelo Gabinete Técnico-jurídico do Instituto Civil de Autodisciplina da Comunicação Comercial (ICAP), como aconteceu no final de Dezembro com os anúncios do Pingo Doce (ver O Manto Diáfano n.º 391). Mas não há problema: se seguisse pelo mesmo caminho, o ICAP teria de condenar quase toda a publicidade, o que lhe daria trabalho em excesso e contrariaria bastante a sua razão de existir.

A campanha de L'Oréal é mais uma que recorre a pessoas conhecidas ou celebridades, tendência que ocupa mais de um terço da publicidade feminina, como tentei mostrar analisando uma revista para mulheres (ver O Manto Diáfano n.º 390). Há, entretanto, uma campanha actual em que a celebridade surge enviesadamente. Refiro--me aos anúncios de imprensa de Nespresso.
Sim, da Nespresso, mas não os protagonizados por George Clooney, agora coadjuvado por John Malkovich em cenas extra-terrestres. Uma série de reclames da marca mostram "desconhecidos" que trabalham na empresa. Por exemplo, este: "Quando cria cápsulas recicláveis, Christophe retira o protagonismo a George Clooney." Ou este: "George Clooney confia a Juan Diego a selecção dos melhores grãos de café."



Cada foto mostra um anónimo num local de trabalho (armazém no primeiro caso; plantação de cafezeiros no segundo). Tal como fez o "Público" com uma série de retratos aos candidatos presidenciais, os publicitários colocaram um painel com um fundo neutro por trás dos anónimos de Nespresso, bem como um foco de iluminação. Isto é, a foto apresenta-se como um retrato frontal a corpo inteiro e olhar directo para a câmara, mas em simultâneo autodenuncia a artificialidade, a transitoriedade da condição de conhecido de Christophe ou de Juan Diego. O "ambiente" deles não é a fama, por isso o observador dos anúncios vê o aparato do fotógrafo em locais "normais". As fotos dos candidatos presidenciais no "Público", usando o mesmo processo, também pretendiam indiciar tratar-se de candidatos a Belém, mas não de retrato oficial, porque, quanto a esse, só haverá um, depois de 23 de Janeiro, e decerto não mostrará os equipamentos do fotógrafo.

O texto dos anúncios explica quem são os desconhecidos: "o Christophe" (o tratamento por "o" e apenas pelo nome próprio mostram a pouca importância da personagem) é, "inglesmente", "Sustainable Development Project Leader" (não podiam traduzir, já agora? Era fácil.); Juan Diego é engenheiro agrónomo.
Ao surgirem na publicidade de Nespresso em contraponto a Clooney, mas em situação de arrancados transitoriamente ao anonimato, os desconhecidos trabalhadores da empresa trazem um pouco de realidade a uma campanha sedutora passada no domínio da ficção com estrelas e personagens vindas do Céu.

Disponivel em: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=464101 Acesso em 21 de janeiro



Pai de modelo que morreu anoréctica acusa hospital de homicídio

O pai da modelo Isabelle Caro, que morreu a 17 de Novembro com anorexia, anunciou ontem que apresentou queixa contra o hospital Bichat, em Paris, por homicídio involuntário.

Segundo um comunicado lido pelo produtor Ludovic Andolfo, próximo da família citado pelo Le Figaro, Christian Caro entende que ao contrário do noticiado depois da morte da filha, «Isabelle não morreu vítima de pneumonia, mas de casos sucessivos de negligência do pessoal médico do hospital Bichat».
A modelo tornou-se globalmente famosa quando, em 2007, expos o corpo fragilizado à objectiva de Oliviero Toscani, um ano depois de ter estado em coma prolongado com 25 kg (e 1,65m).
O choque pretendido foi conseguido e abalou consciências para a anorexia, doença de que sofria desde os 13 anos.
Christian Caro recordou a forma como a filha, na fase final da vida, alertou para os perigos da doença e anunciou que criará uma fundação com o nome de Isabelle : «A totalidade do montante dos seus direitos de imagem reverterá totalmente para aí. O seu combate contra esta doença não deve parar. Temos de alertar todas e todos os que sofrem dela, pois não há necessidade de chegar à beira da morte para aproveitarem a vida».
Disponivel em< http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=9547> acesso em 21 de janeiro

Pensando em todas as meninas, suas família e suas amigas, vale a pena estar em alerta. Comentem e divulguem aos seus.

Suicidou-se mãe de Isabelle Caro, manequim francesa que morreu de anorexia

Suicidou-se mãe de Isabelle Caro, manequim francesa que morreu de anorexia

A mãe de Isabelle Caro, ex-manequim francesa que morreu de anorexia, suicidou-se quarta-feira à noite.
A notícia é avançada pelo The Times, que cita o padrasto da modelo, que deu a cara numa campanha de sensibilização para a anorexia. Christian Caro disse ainda que apresentou uma denúncia por «homicídio» contra o hospital onde Isabelle morreu, considerando ter havido negligência médica.

«Marie [mãe de Isabelle] sentia-se culpada porque a levou ao hospital de Bichat [norte de Paris]. Ela não queria ir a esse hospital», explicou. 13:50 - 20-01-2011
Disponível em: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=243085 > acesso em 21 de janeiro


A REAÇÃO É EM CADEIA. A DITADURA DA MAGREZA NÃO PODE ACABAR COM UMA FAMÍLIA
DÊ SUA OPINIÃO, COMENTE, PASSE PARA OS SEUS

Taquarense morre após lipoaspiração

Faleceu no dia 27 de dezembro passado, o taquarense João Alberto Petry, de 31 anos. Ele passava por uma cirurgia de lipoaspiração em uma clínica, quando teve uma parada cardíaca e precisou ser transferido para a UTI do hospital Conceição.


Depois de permanecer por 19 dias em coma, João sofreu nova parada cardíaca, dessa vez, irreversível. Dias após, em 1º de janeiro, também faleceu sua avó, Helena Petry, viúva de um dos fundadores dos calçados Chaplin de Taquara. Helena tinha 94 anos e estava internada em função de Alzheimer. O neto João Alberto era filho da professora Thaiz Rejane Konrath Soares e do advogado Carlos Alberto Petry.

Disponível em: http://www.jornalpanorama.com.br/?p=25706 > acesso em 21 de janeiro
DEIXE SEU COMENTÁRIO SOBRE O ASSUNTO.....

Filtro Solar engorda!!! Será??????


Navegando nos blogs queridos achei essa entrevista dr. Lair Ribeiro concedida ao blog Arrase!, na qual ele faz revelações surpreendentes sobre o uso do filtro solar. Dados que nunca são divulgados, esclarecidos de maneira acessível pelo consagrado médico e autor.
Meninas estou pasma, agora não sei mais em que acreditar!!! E EU.... SELMA ENCONTREI ESTA ENTREVISTA NO BLOG http://nubiaibi.blogspot.com/2011/01/filtro-solar-engorda.html >


Arrase!: Os filtros solares não funcionam?
Dr. Lair Ribeiro: Os filtros solares brasileiros em sua maioria não funcionam e ainda engordam.
Porque não funcionam: O que causa estragos na pele são os raios UVA, e a maioria dos filtros solares brasileiros só protegem contra os raios UVB. As pessoas usam filtros solares comerciais sem saber que não estão sendo protegidas dos raios que realmente causam os estragos: Os raios UVA.
As marcas de filtros solares costumam citar na embalagem "proteção UVA/UVB" e logo em seguida citam algo como "proteção de largo espectro". Isso quer dizer que a proteção UVB é a indicada no rótulo: FPS 15, 30 ou qualquer outro, mas a proteção UVA que é medida em PPD não existe, fica disfarçada com a tal frase "proteção de largo espectro".
Isso é uma forma genérica de não se dizer nada, uma forma de disfarçar a falta de proteção UVA.

Arrase!: E quanto ao fato do filtro solar engordar?
Dr. Lair Ribeiro: Engordam. Por exemplo, outro dia uma moça me mostrou com orgulho um tubo de filtro solar FPS 100, disse que havia pagado uma fortuna e que achava que agora estava protegida.

E eu perguntei:
Desde quando você está usando esse filtro?
Há alguns meses.
E quantos quilos você engordou desde que começou a usar esse filtro?
Ela parou, pensou e disse: uns sete quilos.
Isso é uma verdade que quase ninguém sabe, isso não é divulgado.
Os filtros solares brasileiros em sua maioria contêm como agente principal uma substância chamada 4-metil benzilideno cânfora (4-mbc).
Essa substância bloqueia a função da tireóide e com isso a atividade estrogênica cresce, o nível de estrogênio aumenta.
Em resumo: o 4-metil benzilideno cânfora é absorvido através da pele e desencadeia uma maior produção de estrogênio que é um hormônio feminino.
O aumento de estrogênio engorda e faz aparecer a celulite.
Nos homens que usam filtro solar, ocorre o aumento do tecido mamário e o arredondamento dos glúteos, dando-lhes uma forma típica do corpo feminino. O homem fica com ‘peito e bunda’.
Além desses fatores, o 4-metil benzilideno cânfora é altamente cancerígeno.
Por todos esses motivos, o 4-metil benzilideno cânfora é uma substância que está proibida em muitos países, mas não no Brasil.
Arrase!: Podemos engordar mesmo se usarmos esses filtros solares comuns só em uma área pequena como o rosto?
Dr. Lair Ribeiro: Sim, dá no mesmo. O rosto é um lugar que absorve muito.
Arrase!: Existe algum filtro solar que não engorde?
Dr. Lair Ribeiro: Filtros solares que tenham Tinosorb como princípio ativo, já que essa substância protege dos raios UVA, não engorda e não é cancerígena.
Arrase!: O sol afinal é causador de problemas ou não?
Dr. Lair Ribeiro: Em 1903, o Dr. Niels Ryberg Finsen ganhou o prêmio Nobel de medicina estimulando o uso da luz solar na cura de doenças. Ele já sabia na época, que o sol desencadeia a produção de hormônio D3 (o que conhecemos como vitamina D, mas que na verdade é um hormônio).
A partir daí, muitas doenças foram tratadas com a luz solar. Hoje sabemos que a vitamina D é o hormônio mais poderoso no corpo humano, e é responsável por controlar pelo menos 10% dos genes do corpo de uma pessoa.
Atualmente, existe uma deficiência de vitamina D nas pessoas. Elas acordam, entram no carro na garagem sem sol, dirigem até o trabalho onde passam no mínimo 8 horas sem sol, voltam para casa à noite.
Não tomam sol, e quando tomam, tomam com medo, se instalou uma paranóia de que o sol faz mal, tomam sol cheias de filtros solares que não bloqueiam o que realmente causa danos: raios UVA.
As pessoas têm medo de ficar com melanoma (câncer de pele) se tomarem sol, mas paradoxalmente, quanto menos as pessoas tomam sol no mundo, mais cresce a incidência de melanoma e de cânceres diversos como de pulmão, próstata, colo, e de doenças como o diabetes, o raquitismo, doenças cardíacas, perda de dentes.
A incidência dessas doenças aumenta na medida em que as pessoas se afastam do sol.
O sol diminuiu e o melanoma aumentou. As pessoas não sabem que a maioria dos casos de câncer de pele aparecem em áreas onde não se toma sol: área interna da coxa, axilas, etc.
Arrase!: E como se proteger do fotoenvelhecimento?
Dr. Lair Ribeiro: De nada adianta tentar combater o fotoenvelhecimento usando filtros que não protegem dos raios UVA.
Além disso, o que mais envelhece o ser humano é a falta de produção de vitamina D.
Entre os 20 e os 70 anos de idade, o ser humano vai perdendo a capacidade plena de produção de vitamina D, o que só é conseguido tomando sol diariamente, e não fugindo do sol como as pessoas vêm fazendo.
Usar um filtro que proteja dos raios UVA ajuda muito também.
Arrase!: Como escolher um filtro solar eficiente e que não engorde?
Dr. Lair Ribeiro: Filtro solar eficiente é o que tenha proteção UVA e UVB. Pouco adianta usar um filtro que proteja somente contra raios UVB.
E filtro solar que não engorda não deve conter 4-metil benzilideno cânfora (4-mbc).
Arrase!: Como saber se o filtro escolhido protege contra os raios UVA?
Dr. Lair Ribeiro: Para começar, as pessoas já erram jogando dinheiro fora com filtros solares com altos índices FPS sem saber o que estão fazendo.
Para entender corretamente, FPS é o índice que determina o tempo em que uma pessoa pode ficar ao sol sem ficar vermelha.
Se eu for explicar de uma maneira acessível seria assim: uma pessoa vai para o sol ao meio dia, de biquíni, liga o cronômetro e marca quantos minutos leva para sua pele começar a ficar vermelha. Vamos dizer que a pele dela começou a ficar vermelha em 20 minutos.
Se essa pessoa resolver usar um filtro com FPS 15, isso quer dizer que sua pele estaria protegida por um tempo 15 vezes maior: 20 X 15 = 300. Nesse caso isso daria 300 minutos ou 5 horas, o que significa que com esse FPS essa pessoa poderia ficar ao sol por 5 horas sem ficar vermelha.
Se a mesma pessoa resolvesse usar um filtro com FPS 70, estaria protegida por 15 X 70 = 1400 minutos, ou 20 horas. Mas quem fica 20 horas sob o sol? As pessoas gastam dinheiro com filtros de FPS elevados sem se darem conta de que isso é inútil, dinheiro indo pelo ralo abaixo.
Uma pessoa comum não fica 20 horas sob o sol, quando muito, fica em torno de 4 ou 5 horas. Assim, usar um filtro solar de FPS 70 no caso dessa pessoa, é uma besteira.
O erro já começa aí. O índice FPS indica quanto o produto protege contra a radiação UVB. O índice PPD indica quanto o produto protege contra a radiação UVA.
As pessoas estão acostumadas a ver qual é o FPS, mas o que elas devem checar mesmo é se no rótulo do produto consta o PPD, ou seja, o fator de proteção contra raios UVA. Somente se estiver escrito o PPD no rótulo, o produto será útil contra os raios UVA.
Arrase!: Qual o índice PPD adequado para proteção contra raios UVA?
Dr. Lair Ribeiro: O índice adequado de PPD é sempre aquele que estiver numa quantidade em ao menos metade do índice FPS. Por exemplo, se você comprar um filtro solar com FPS 30, o fator adequado de proteção PPD será 15. (metade de 30 = 15)
Verifique sempre na embalagem se constam esses dois índices: FPS e PPD.
Se só constar o FPS, não adianta nada.
Arrase!: Como usar corretamente o filtro solar?
Dr. Lair Ribeiro: Primeiro, usando um filtro que proteja dos raios UVA.
Segundo, fazendo uso do filtro de modo adequado: vá para o sol, tome em torno de 20 a 30 minutos de sol sem protetor e somente após esse período passe o protetor.
Agora estou louca para ler todos os rótulos dos meus filtros solares, afff!!!

Disponível em < http://nubiaibi.blogspot.com/2011/01/filtro-solar-engorda.html > Acesso em 21 de janeiro


INCRÍVEL TANTOS ANOS E ESFORÇOS PARA QUE TODOS USEM FILTRO SOLAR MESMO SEM SOL E UMA REPORTAGEM PODE POR TUDO A PERDER. GOSTARIA DE LER ALGO MAIS FUNDAMENTADO SOBRE O ASSUNTO.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os riscos da lipoaspiração

Devido ao esforço necessário para obter um emagrecimento saudável, ou seja, dieta saudável e exercício, algumas pessoas optam por um procedimento cirúrgico denominado lipoaspiração. Mas, será que a lipoaspiração é um procedimento que proporciona um emagrecimento seguro?


Na lipoaspiração, uma cânula que pode ter diferentes diâmetros é inserida no paciente no local onde há acúmulo de gordura. Esta cânula aspira à gordura localizada do corpo do paciente.

É importante saber que a lipoaspiração não é um meio de emagrecer. Ela é indicada para as pessoas que possuem um acúmulo de gordura localizada que não se consegue eliminar através de exercícios físicos e cuidados na alimentação.

Por ser uma cirurgia, a lipoaspiração apresenta diversos riscos, dentre os quais:

Embolia: ocorre se a placa de gordura ou a placa de sangue se desloca, obstruindo os vasos sanguíneos.

Infecções: Pode ocorrer em qualquer cirurgia. O local da incisão pode infeccionar com bactérias, por isso, é importante manter a região limpa.

Reações alérgicas a anestesia: você pode ser alérgico ao principio ativo da anestesia, podendo mesmo ser intoxicado o que leva o coração a parar.

Perfurações viscerais: durante a lipoaspiração o médico não consegue observar onde inseriu a cânula o que aumenta o risco de danos em órgãos internos.

Necrose da pele: a pele da área onde foi feita a lipoaspiração pode necrosar, mudar de cor e cair.

A lipoaspiração não pode ser feita em pessoas que apresentam excesso de peso exagerado ou muita flacidez na pele. Também é contra-indicada para pessoas hipertensas, alérgicas ou arrítmicas.

O procedimento não pode ser feito em pessoas com menos de 18 anos.

Precauções antes de uma cirurgia:

Procure saber se o médico é confiável. Consulte o CRM da região para se informar sobre o médico. Procure um médico que seja especializado em cirurgia plástica.

Nunca faça a lipoaspiração no primeiro médico que consultar: busque uma segunda e até uma terceira opinião de outros especialistas para que não reste nenhuma duvida.

Visite o local onde fará a lipoaspiração: confirme se seu funcionamento é autorizado pela ANVISA.

Faça todos os exames necessários antes de fazer a cirurgia: é necessário o exame físico do paciente, histórico clinico, raios-X de Tórax, hemograma, exame cardiológico, coagulograma (que avalia o sistema de coagulação do sangue).

Não se deixe levar por preço baixo e facilidade de pagamento. A segurança vem antes de tudo. E, antes de optar pela cirurgia, tenha certeza de que já tentou os outros métodos. Afinal, uma dieta balanceada e exercícios físicos são métodos de emagrecimento mais seguros e fazem bem à saúde!

Disponivel < http://www.dicasgratisbrasil.com/os-riscos-da-lipoaspiracao/ > acesso em 19 de janeiro de 2011

Transtornos de imagem crescem no verão


Saiba como a identificar os distúrbios
Familiares precisam estar atentos aos sintomas


KAMILA ALMEIDA
kamila.almeida@zerohora.com.br

A imagem do corpo extremamente magro da modelo e atriz francesa Isabelle Caro chocou o mundo em 2007. Isabelle, que havia entrado em coma um ano antes ao pesar 25 quilos — ela media 1m65cm — , tornou-se símbolo de uma campanha contra a anorexia. No ano passado, anunciou que chegara aos 42 quilos, mas acabou morrendo no dia 17 de novembro, aos 28 anos, o que só foi revelado em dezembro. O fato levantou novamente a polêmica sobre os transtornos de imagem relacionados ao perfil de beleza que nunca é atingido.
Considerada um problema psiquiátrico, a anorexia é um dos que mais matam — de 20% a 25% dos casos resultam em falência do organismo. Uma boa parcela acaba em internação hospitalar e a maioria consegue conviver bem com a doença ao longo da vida. Assim, aconteceu com a jovem N.*, 20 anos.
Há cinco anos, após uma crise de fúria, precisou ser internada durante um mês. O ataque foi desencadeado depois que a mãe insistiu que a filha comesse uma fatia de bolo. Após receber alta, precisou tomar cinco tipos diferentes de remédios para aplacar a ansiedade e a depressão.
— Em momentos de crise, cheguei a beber xampu para vomitar. Queria parar de me sentir gorda, nojenta. Me chamavam de esquelética, mas a imagem que eu via o espelho refletir era de uma obesa — conta a jovem, que cursa Nutrição e mora em Canoas.
Medindo 1m58cm, a jovem chegou a pesar 35 quilos. Hoje mantém 43 quilos. Não era o caso de abrir o apetite. Fome ela tinha de sobra. O fato é que se sentia impotente diante de um prato de comida.
— Eu ficava nervosa, as mãos suavam. Isso era pior diante de outras pessoas. Parecia que todo mundo estava me olhando e me julgando. Eu queria comer, mas não conseguia.
A dificuldade em lidar com a comida se desenvolveu na garota por volta dos sete anos, mas foi aos 13 que se tornou mais problemática. Depois de meia década com a doença adormecida, a relação com o alimento mudou bastante, mesmo assim é uma luta diária para não ter recaídas.
— Amo estar viva e comer é algo necessário. Me sentia muito mal ter tanta gente morrendo de fome e eu com essa "doença de rico"— afirma.
A doença da jovem de Canoas preocupa os especialistas e já está se tornando uma epidemia, que tende a aumentar no verão, conforme a psicóloga e terapeuta familiar Ieda Zamel Dorfman. Se antes o descaso com o alimento e a rebeldia dos adolescentes eram vistos como "coisas da idade", de alguns anos para cá, vem deixado o meio médico em alerta.
— Os pais precisam ficar mais atentos ao comportamento dos filhos. Assim que notarem qualquer sinal do problema devem buscar um especialista e impedir que a doença fique incontrolável. Doenças como essas não são aceitas pela sociedade, mas é o paciente quem menos aceita — diz a endocrinologista Patrícia Santafé.
*Os nomes foram omitidos a pedido dos personagens
A modelo e atriz francesa Isabelle Caro causou polêmica ao posar nua, em 2007, para uma campanha contra a anorexia, mostrando seu corpo devastado pela doença. Isabelle havia sido hospitalizada devido a problemas pulmonares e, segundo amigos, estava bastante fraca. A imagem de seu corpo extremamente magro, feita pelo fotógrafo Oliviero Toscani — conhecido por suas ideias provocadoras e pelos anúncios da grife Benetton — para uma campanha organizada pela marca de roupas italiana No- I- ita, rodou o mundo e incitou amor e ódio de diversos segmentos. Na época, Isabelle explicou que tinha aceitado posar para alertar as jovens sobre o perigo das dietas, da ditadura da moda e da anorexia. Ela morreu no dia 17 de novembro, aos 28 anos.
ANOREXIA
Fatores desencadeantes
— Baixa autoestima: paciente se acha muito gorda, começa a emagrecer e não sabe a hora de parar.
— Desilusão amorosa: o namoro terminou e ela começa a achar que é porque está gorda e se emagrecer vai se tornar mais atraente.
— Adolescentes em busca da beleza definida pela sociedade
Características da doença— Atinge a faixa etária entre os 11 e 18 anos, mantendo uma média de 10 meninas para um menino
— Magreza extrema. A doença se manifesta aos poucos no cérebro, e a paciente chega a perder mais de 10 quilos em três meses.
— O problema não é a ausência de fome, mas sim o pavor de se alimentar e engordar.
— A visão fica distorcida com relação à imagem diante do espelho. Quanto mais emagrecem, mais acham que estão gordas.
Atenção aos sinais
— Deixam de comer. Sempre que chamados para uma refeição, dão alguma desculpa ou mentem que comeram na casa de um amigou ou no colégios
— Ficam irritados com frequência e sempre acham que as pessoas estão contra ele.
— Não querem mais participar de atividade familiar e se afastam dos amigos.
— Optam por roupas largas para disfarçar a perda de peso.
— Começam a adotar estratégias para provar que estão se alimentando, como cozinhar. Passam a preparar refeições em demasia e a oferecer para a família, mas não comem.
— Diminuição importante da ingestão de líquido
Tratamento
— O primeiro passo é fazer com que o paciente ou familiares identifiquem os sintomas.
— Somente um grupo formado por psicólogos, psiquiatras, nutricionistas, endocrinologistas e terapeutas familiares pode ajudar a reverter o transtorno.
— Como os viciados em drogas, os anoréxicos estão sempre sujeitos a recaídas. Por isso, o acompanhamento médico deve ser constante.
— Internação hospitalar é necessária em casos de extrema desnutrição.
Consequências
— A perda exagerada de massa óssea por conta do déficit alimentar pode levar à osteoporose precoce.
— A ausência de nutrientes no organismo pode provocar atraso na menstruação. Interfere na fertilidade.
Dicas para a família
— Mantenha horários para as refeições e organize para que todos compareçam e se sentem à mesa.
— Fique atento aos sinais. Como são confundidos com características da adolescência, muitos pais não dão a devida atenção.
— Tente manter o diálogo e arrume meios de reforçar a autoestima do seu filho. Dizer coisas do tipo "como essa roupa ficou bem em você" ou "como você está bonita hoje" são algumas das dicas.
— Procure ajuda assim que desconfiar do comportamento do seu filho em relação à comida. Quanto mais cedo chegar a ajuda médica, mais fácil é para contornar a doença.
— Provavelmente, seu filho não aceitará que tem algum problema. Insista sem conflitos. Lembre-se: ele não acredita que esteja doente e não se enxerga magro como você o vê.


... BULIMIA
- Fatores desencadeantes

 Perdas — separações, mudanças e outros fatores estressantes para a paciente e/ou para sua família   
— Ansiedade
Características da doença
— Compulsão alimentar: a pessoa come mais do que o normal e de maneira voraz.
— Para compensar o descontrole e prevenir o aumento de peso, induz o vômito, abusa de laxantes e diuréticos
— Preocupação excessiva com a forma corporal e o peso
— Trata-se de um círculo vicioso, geralmente desencadeado pelo sentimento de baixa auto-estima.
Atenção aos sinais
— Atos exagerados como devorar uma torta inteira ou comer um prato de feijão com arroz no meio da tarde às escondidas.
— Idas imediatas ao banheiro após as refeições para vomitar.
— Queixas constantes de dores no estômago ou na garganta.
— Mudança de humor e irritabilidade, como choro e raiva constantes.
— Inchaço entre o rosto e o pescoço.
— Calosidades nos dedos podem ser um indício de que a pessoa está provocando o vômito.
— Obsessão por exercícios físicos.
Consequências
— Deterioração dos dentes: o vômito tem ácido que compromete o esmalte dos dentes, podendo resultar, inclusive, em cáries
— Gastrite
— Dores de garganta
— Problemas no esôfago, resultado do refluxo do conteúdo do estomago durante os vômitos
— Síndrome de intestino irritável (tem como sintomas dor e distensão abdominal e há um aumento no número de evacuações e amolecimento das fezes).
— Desidratação como consequência do uso de medicamentos como diuréticos



..VIGOREXIA
Fatores desencadeantes
— Baixa autoestima e fragilidade emocional
Característica
— Faz parte de um subtipo do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), chamado de Transtorno Dismórfico Corporal.
— Em geral, é o personal trainer quem encaminha o paciente para o tratamento, mas a família deve estar atenta aos sinais de obsessão.
Sinais
— Por mais musculoso que seja, o indivíduo se olha no espelho e enxerga alguém fraco, magro demais
— Uso de qualquer produto para conquistar a forma física almejada, como anabolizantes e medicamentos veterinários injetáveis, prejudiciais à saúde.
— A vida social e profissional começa a ser afetada, e o paciente tem dificuldade para dispensar energia em outro foco que não seja a malhação.
— O máximo de tempo do dia é gasto com malhação.
— Se isola na academia para conseguir o que ele quer com o corpo.
— Se olha pelo menos seis vezes por dia no espelho.
Tratamento
— Terapia e uso de antidepressivos que repõem a transmissão de serotonina no cérebro.
Consequências
— Exigem demais do coração e também de outros órgãos vitais, podendo desencadear problemas crônicos, como cardiopatias.
— Ansiedade generalizada.
— Insônia.
— Depressão.
— Déficit de atenção.
Dicas
— O excesso de malhação pode causar problemas na musculatura, por isso é bom sempre ter um ortopedista de confiança a quem consultar.
— Procure um especialista e fale sobre as suas angústias para entender o motivo que faz com que os músculos sejam tão importantes para você.

Fontes: Ieda Zamel Dorfman, psicóloga e terapeuta de família, e Patrícia Santafé, endocrinologista (para bulimia e anorexia) e Elisabeth Meyer, terapeuta comportamental, e Willian Gunningham, professor da Faculdade de Psiquiatria da Universidade Federal da Bahia (para vigorexia).


CADERNO VIDA - ZH Disponível em :< http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Segundo%20Caderno&newsID=a3174513.xml: > acesso em 19 de janeiro de 2011

Jovens sofrem com a preocupação excessiva com o corpo

A anorexia pode matar e é um mal que pode atingir qualquer pessoa; veja

Do R7, com Record.T
A obsessão doentia por um corpo mais magro não é uma doença que afeta apenas as modelos. A anorexia pode matar e é um mal que pode atingir qualquer pessoa.

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar que se caracteriza pela busca incessante pela magreza. A vítima tem uma distorção da própria imagem corporal e, por mais que esteja magra, continua se achando gorda. Para perder peso, para de comer totalmente, passa a fazer exercícios físicos intensos e, muitas vezes, provoca o vômito.

É uma doença multifatorial, ou seja, é causada por vários fatores, como genético, biológico, psicológicos, familiar e sócio-cultural. O que os especialistas têm percebido é uma mudança maior no fator cultural, que poderia explicar a diminuição da idade entre as pacientes.

O endocrinologista João César Soares dá mais detalhes sobre o assunto.
Assista o video no link: http://noticias.r7.com/saude/noticias/jovens-sofrem-com-a-preocupacao-excessiva-com-o-corpo-20110116.html

A Anorexia é uma coisa difícil de tratar, porque o bulímico sabe que precisa de ajuda. É aquele indivíduo que provoca vômito para emagrecer. O anorético não. Ele se sente bem assim, não se sente doente.

Rosana Marques morreu aos 23 anos de idade. A doença foi desencadeada aos 15 - foram oito anos de batalha, em uma verdadeira corrida contra o tempo.

A mãe, que também se chama Rosana, lembra da fatalidade.
 Ela comia muito pouco. Entrava no quarto com o prato de comida, cuspia o alimento e escondia debaixo da cama para eu não ver.

Disponivel em < http://noticias.r7.com/saude/noticias/jovens-sofrem-com-a-preocupacao-excessiva-com-o-corpo-20110116.html > Acesso em 19 de janeiro de 2011




Redução de estomago, lipoaspiração, plasticas em geral?


DISPONÍVEL EM< http://postsabeiramar.blogspot.com/2011/01/reducao-de-estomago-mamoplastia.html acesso em 19 de janeiro de 2011
O CORPO TORNOU-SE MAIS SAGRADO AINDA?

Atenção Distribuidores corpo magro Care, gerar suas próprias ligações

Parabéns por ser um magro Body Care Representante. Cuidados com o corpo magro tem um futuro muito brilhante e estou certo de que deseja estar no meio dela. Você não pode confiar totalmente nos outros para crescer a sua rede eléctrica. É hora de sair e começar a trazer seus próprios membros. Você não só vai começar a ganhar bônus extra rápido, mas você também vai ficar em cima da curva de rendimentos.

Referindo-se aos clientes Cuidados com o corpo magro é tão simples como conversar com as pessoas que estão familiarizados com. O produto é incrível eo sistema para promover o negócio está disponível. Você tem sites para enviar as pessoas para e você pode contar aos amigos e familiares que você sabe como chegar lá. Embora, você não quer ter pessoas que você conhece de dispersão quando você entra numa sala. Isso acontece quando você está sempre lançando o seu empreendimento. Não é uma boa maneira de manter os amigos.
Estratégias estão lá fora para expor o seu negócio na World Wide Web. Isso não requer a compra de leads, efectuar chamadas ou enviar e-mail manualmente as pessoas de uma lista que você comprou. Por favor, não entrar na armadilha de se investir em ligações ... vai levar a pura frustração com resultados rentáveis.
O que você quer é ter as pessoas busca-lo. Isso vai deixar você para atender o telefone e monitorar os distribuidores que você tem. Você pode criar suas próprias ligações que são direcionados para laser Cuidados com o corpo magro.
Ponha-se na posição de quem está sendo caçado em vez de ser o caçador. Interromper as pessoas perseguindo por aí, deixe-os vir até você. Comece-se posicionado na lista do top 10 no Google. Este é o lugar onde se encontra ... novamente as pessoas irão procurar, encontrar e leva começará derramar dentro Isso tudo é tudo no piloto automático.
A leva você gerar será de muito boa qualidade porque está cá em baixo. Sua taxa de conversão de novos membros Cuidados com o corpo magro será skyhigh. Utilizar a internet como o caminho é foi concebido para ser utilizado. Afinal, o Google é um buscador e um particularmente bom nisso. Não custa nada para o Google. Aproveite isso.
Muitas pessoas estão tentando perder peso em excesso e / ou à procura de ganhar algum dinheiro adicional. Você pode pegar um pedaço dessa ação. A melhor parte de aprender a gerar suas próprias ligações é quando você faz isso, pode ser feito por outras oportunidades no futuro. É uma habilidade aprendida que pode ser usado repetidas vezes.

Versão em Português: http://www.polomercantil.com.br

Fonte do artigo: http://pt.articlesnatch.com

Disponivel em: http://artigo.polomercantil.com.br/article_display/article_display.php?article_id=atencao_distribuidores_corpo_magro_care,_gerar_suas_proprias_ligacoes__228565 > acesso em 19 de janeiro de 2011

Grupo de mulheres nerds se reúne na Campus Party para combater a maioria masculina

publicado em 19/01/2011 às 06h00: atualizado em: 19/01/2011 às 15h27


Meninas dizem que ainda há preconceito contra elas no mundo tecnológico


Garotas representam menos de 30% dos participantes do acampamento tecnológico
...A Campus Party, evento que reúne apaixonados por tecnologia até o próximo sábado (22) em São Paulo, é uma grande reunião dominada por homens. Embora o número de mulheres participantes cresça desde a primeira edição, em 2008, o encontro ainda tem poucas mulheres: apenas 27% do público.
Mesmo sendo minoria, um grupo de amigas virtuais espalhadas por todo o Brasil criou o blog Garotas CPBR para trocar informações sobre tecnologia, internet e é, claro, a Campus Party.
Elaine Cecília Gatto, bacharel em engenharia de computação e mestre em ciência da computação e porta-voz da turma, conta como juntou pela internet as amigas para se encontrarem no maior acampamento nerd do país.
- A nossa rede tem cerca de 110 garotas e fazemos transmissões pela Twitcam – [serviço de transmissão de vídeo em tempo real via Twitter] e criamos um grupo no serviço do Google para que possamos trocar ideias e mostrar aos meninos que nós podemos entender tanto de tecnologia quanto eles.

Elaine disse que o ideal seria um evento desse tipo com metade do público masculino e metade feminino e revela já ter sofrido preconceito, mesmo que de maneira sutil, por ser mulher e adorar assuntos considerados como “tipicamente masculinos”.
...- O que eu percebi numa entrevista de emprego foi uma resistência da parte da companhia em me contratar, pelo fato de eu ser mulher e formada em computação. Tem um preconceito de que mulher é mais lenta que os homens, que eles programam melhor e a gente prova o contrário.

A campuseira Thalita di Paula Ferreira Araújo, que trabalha como coordenadora de marketing em Fortaleza, diz que mulheres que adoram informática às vezes provocam olhares desconfiados por parte dos homens.
- Parece aquela história de que mulher não sabe dirigir, mas quando a gente mostra que entende do assunto, eles se surpreendem. Nessa área de tecnologia, como em qualquer outro setor, a mulher ganha cada vez mais espaço para mostrar que também sabem.
Para festejar a presença de parte do grupo na Campus Party, Elaine comprou e revendeu camisetas personalizadas com o nome do blog e o perfil de cada garota no Twitter. Algumas delas vão participar na próxima sábado (22) de uma mesa redonda formada apenas por mulheres para debater o tema “onde estão as mulheres na informática”.
Disponível em< http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/grupo-de-mulheres-nerds-se-reune-na-campus-party-para-combater-a-maioria-masculina-20110118.html > acesso em 19 de janeiro de 2011
..

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Raposa, coelho, chinchila: pele animal aparece nas passarelas cariocas

Já no primeiro dia da temporada carioca de inverno 2011 – desta vez, além do Fashion Rio, há também os desfiles do Fashion Business e do Rio-à-Porter (feira de negócios do Fashion Rio) – foi possível notar uma tendência nas passarelas que deram início à maratona de desfiles: pele.

Mas nem pense em pele à mostra, como aconteceu no verão 2011. A aposta de Patrícia Viera, Carlos Miele e Victor Dzenk são as peles para aquecer os corpos do frio. Até aí, nenhuma grande novidade. Afinal, no inverno passado já era possível encontrar peças de pele nas lojas brasileiras de prêt-à-porter.
Mas um fato chamou a atenção dos fashionistas: ao invés de usarem materiais sintéticos, que hoje têm tecnologia de ponta e podem perfeitamente compôr looks glamourosos, os estilistas apostaram em peles verdadeiras – Patrícia, acostumada a trabalhar com couro, usou pele de cabra e de coelho; Miele investiu na de raposa e coelho (usada no capuz da jaqueta tipo aviador masculina); já Victor preferiu pele de chinchila tingida de rosa e azul.
Sorte deles que o PETA não apareceu
Disponivel em < http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/raposa-coelho-chinchila-pele-animal-aparece-nas-passarelas-cariocas > Acesso em 17 de janeiro de 2011

Com quantas chinchilas se faz o casaco de pele mais cobiçado do planeta

Luxo abaixo de zero
Por Christian Carvalho Cruz - Artigo do Caderno Alias de 16 de janeiro de 2011 - Domingo

O sr. Carlos Perez é um argentino com quase 40 anos de Brasil com tudo o que um argentino com quase 40 anos de Brasil tem direito: esbelto, elegante, bigode e cavanhaque grisalhos sobre o rosto jovial, mullets (ah, sempre os mullets) e uma conversa agradavelmente milongueira. Vez ou outra o sr. Perez, que tem 64 anos, se dá o direito de abrilhantar o colóquio com uma gíria ou um palavrão bem brasileiros, mas encharcados de sotaque portenho. É o jeito dele. O sr. Perez fez a vida por aqui criando chinchilas, um roedor de meio quilo e 35 centímetros, originário dos Andes, com alta cotação no mercado de casacos de pele - e, por conseguinte, nos closets da alta roda mundial. Vestindo um guarda-pó branco adornado no bolso com o brasão de sua empresa, a Master Chinchila, o sr. Perez sai da cabana de onde toca o negócio, numa chácara em Itapecerica da Serra, Grande São Paulo, e se adianta: "Os ativistas pelos direitos dos animais dizem que eu mato chinchila para madame se proteger do frio. E é isso mesmo que eu faço. Mas faço com todas as autorizações e licenças ambientais, e chinchila minha não sofre. Nem na vida nem na morte. Elas têm do bom e do melhor, isso eu posso lhe assegurar".

Pois a madame talvez até gostasse de visitar as instalações do sr. Perez, apesar do barro formado pelas infatigáveis chuvas estivais e do cheiro de amônia produzido pela urina de 4 mil chinchilas reunidas. Os animais do sr. Perez têm gaiola individual à disposição, ambiente climatizado por equipamentos de ar condicionado, ração especial à base de cereais, água filtrada e renovada e, uma vez por semana, direito a banho de bicarbonato de sódio. As porcarias que as chinchilas do sr. Perez fazem são absorvidas por uma cobertura de lascas secas de pinho (um produto denominado maravalha), trocadas diariamente. Tirante a amônia, o recinto não cheira mal. De súbito o sr. Perez estanca diante de uma das gaiolas. Ele abre a portinha, retira uma chinchila acinzentada lá de dentro e, com sincera preocupação na voz, lamenta: "Ela está com a orelhinha caidinha... Precisamos ver isso, pode ser uma infecçãozinha". O sr. Perez costuma se referir às partes das suas chinchilas no diminutivo. É assim também quando ele pega uma pele já pronta para virar casaco, esticadinha, fofinha e limpinha, e explica o que são aqueles buraquinhos. "Aqui são os olhinhos, aqui as orelhinhas e aqui as patinhas." Outrossim, quando explica como efetua o abate (e nesse caso, apesar de todo o conforto disponível, a madame talvez não quisesse ser uma chinchila do sr. Perez): "Tem criador que primeiro a adormece com éter. Eu confesso que não tenho tempo, porque chego a abater 200 num único dia. Seguro a chinchila pelo rabo, deixando-a cabeça para baixo. Então, pego o pescocinho dela e o viro para cima, num ângulo de 90 graus. Aí dou um tranco, uma esticadinha. Com isso, secciono a medula de forma rápida e indolor, ela morre instantaneamente. O barulho é o de um palito de dente quebrando". Para onde vai a carne depois que a pele é retirada? Os criadores do sul do País fazem churrasco. O sr. Perez, que diz preferir uma boa picanha, enterra. Suas chinchilas vivem exatos 360 dias.
Churrasco. O sr. Perez diz que a pele de chinchila não é a mais cara do mundo, porém o casaco feito dela o é. Uma pele de chinchila de altíssimo padrão (graúda, pelos longos, sem falhas, pretíssimos no dorso e branquíssimos na barriga) vale 80 dólares americanos. Uma pele do afamado vison com qualidade equivalente é 25% mais cara. A diferença: um casaco de chinchilas na altura do joelho consome 200 chinchilas; um de vison, 60 visons; e um de dálmatas, 101 dálmatas - mas essa é outra questão, a madame haverá de convir. Não por outro motivo, o sr. Perez, que preside a Associação Brasileira dos Criadores de Chinchila Lanífera (Achila), gosta de puxar brasa para a sua chinchila. "Hoje, um casaco de vison é classe média. Se ele carregar a etiqueta de um estilista famoso, muito famoso, pode custar uns US$ 15 mil." Chinchila, não. Chinchila é o must. "Tem casaco de chinchila de US$ 70 mil", garante o sr. Perez. E esse foi um patamar alcançado graças aos criadores, que foram se aperfeiçoando, e também aos estilistas, com sua mania de exclusividade. O sr. Perez lembra que certa feita o saudoso Clodovil Hernandes quis lançar uma linha de sandálias de tiras de pele de chinchila em parceria com um grande magazine. "Consultei a Versace, sempre um farol no mundo das peles, e me lembro até hoje da resposta que me chegou por fax: ‘Quando a empregada doméstica tiver uma sandália de chinchilas, a patroa vai deixar de desejar o casaco’."
Mas a chinchila não faz exatamente a cabeça do sr. Luiz Mori, dono de uma empresa fundada pelo pai dele que há mais de 60 anos reforma, conserta e armazena adequadamente os casacos de pele da high society brasileira, particularmente a paulistana, embora ele também tenha clientes nas aprazíveis Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília. O sr. Mori possui até câmaras frias a 12 graus centígrados, livres de poeira, umidade e luz do sol, para conservar os casacos em seu pleno esplendor. "Tenho peças com mais de 50 anos de idade aqui", ele diz, orgulhoso. Mas, em questão de moda, explica o sr. Mori que casaco de chinchila, sempre tricolor (preto, cinza e branco), é marcante por demais. Não dá para ir a dois casamentos seguidos com ele. O que vão dizer? Que madame só tem um casaco de pele. "Enquanto um bom vison preto, mesmo que tingido, ou um castor marrom-escuro são mais neutros. É luxo sem espalhafato." Logo se vê que o sr. Perez é fã de um pretinho de peles básico, uma peça mais curinga, por assim dizer.
O famoso gângster americano Frank Lucas aprendeu isso da pior maneira. Em 1971, ele cobriu-se de chinchilas para assistir à luta de Mohamed Ali e Joe Frazier no Madison Square Garden, em Nova York. Seu casaco, tão longo que lambia o chão, tinha custado US$ 100 mil. E o chapéu, igualmente de chinchilas, US$ 25 mil. "Foi um erro", admitiu o sr. Lucas, hoje com 80 anos, em sua autobiografia. As chinchilas derrubaram o sr. Lucas do trono do qual ele movimentava US$ 1 milhão por dia comercializando heroína no Harlem e adjacências porque, naquela noite da luta, o sr. Lucas, vestido de madame, chamou exageradamente a atenção dos policiais presentes. Obviamente, eles quiseram saber quem era o crioulo repleto de peles da cabeça aos pés que tinha um lugar muito melhor que o do Frank Sinatra. Tivesse o sr. Lucas optado pela raposa prateada da Sibéria ou pela nútria (o nosso bom e velho ratão-do-banhado) ou até pelo simplório coelho (a carne de vaca das peles), estaria ele ainda traficando por aí.
Enfim, imputa-se ao preço ligeiramente alto e à necessidade de certa parcimônia no usar a explicação para não haver casacos de chinchila prontos no mercado. Se madame quiser, tem de encomendar. O trade funciona da seguinte maneira: madame pede a seu estilista de confiança a feitura de um memorável casaco de chinchilas; ele vai solicitar as peles a um mercador do ramo, que sairá pelo mundo em busca delas; provavelmente esse mercador passará pela Argentina e pelo Brasil, os dois maiores produtores mundiais de peles de chinchila na atualidade. Não é tão simples quanto parece. As chinchilas diferem muito entre si - há grandes, médias, pequenas, cinzas, pretas, beges e uma infinita variedade de meios-tons entre essas cores. O bom gosto de madame requererá 200 chinchilas minimamente parecidas, para que o casaco resulte uma peça uniforme - afinal isso aqui não é roupa de festa junina. Ao mercador, portanto, caberá encontrar essas 200 peles semelhantes entre os mais de 5 mil fornecedores espalhados pelo mundo.
O 420 criadores brasileiros associados à Achila promovem quatro vendas públicas de peles por ano. Na mais recente, em dezembro, um mercador canadense veio para comprar 27 mil peles, mas só encontrou 8 mil que preenchiam suas necessidades, pagando US$ 45 dólares, em média, cada. Madame está coberta de razão: 27 mil peles significam 135 casacos lindos de morrer. Mas onde estarão todos esses chinchilosos, raramente vistos na Champs-Elysées, na Via Montenapoleone, na Fifth Avenue ou na Calle Serrano? "Na China", resume o sr. Perez. "Os chineses compram 95% de nossa produção."
E são as chinesas também que garantem a alta do mercado de peles mesmo nesta desgraceira de crise, em que os ricos europeus e americanos se veem impelidos ao sacrifício de comprar menos. O sr. Perez faz uma conta célere e pouco científica para madame ter noção da ordem de grandeza. A China contém 1,4 bilhão de chineses. Se metade for mulher, temos 700 milhões de chinesas. Imaginemos que haja 10 milhões de milionárias. Finalmente, se 0,1% das milionárias quiser um casaco de pele, serão necessários mil casacos. E, se a preferência for pelas chinchilas, precisar-se-á de 200 mil animais. A Argentina produz 100 mil peles de chinchila por ano, o Brasil, 70 mil e os outros países, juntos, 30 mil. Ou seja, a produção anual só seria suficiente para abastecer a China, não houvéssemos trabalhado com esses números soltos, exemplos subdimensionados. "Na realidade, falta pele na China", regozija-se o sr. Perez.
Coincidência ou não, é da China que vem a maior inspiração para os ativistas da International Anti-Fur Coalition (IAFC), ou Coalizão Antipele Internacional, uma ONG israelense que almeja banir o hábito da madame de se aquecer mediante o sacrifício de bichinhos. Eles dizem que os criadores chineses são os mais cruéis, esfolam animais ainda vivos e valem-se, inclusive, de peles de cães e gatos para fazer brinquedos de pelúcia. "Usar casaco de pele animal em pleno século 21, com o tanto de tecnologia que temos disponível para a criação de tecidos sintéticos, é uma atitude imoral", diz o sr. Fábio Paiva, da ONG Holocausto Animal, braço verde-amarelo da IAFC. "Essa conversa de que os animais criados em cativeiro para esse fim não sofrem é balela. Animais não são propriedade do ser humano. Apropriar-se indevidamente deles e matá-los já é sinônimo de sofrimento. Não importa se é indolor ou não, morte é morte. E matar bicho para preencher sei lá que tipo de vazio existencial de alguém não é coisa que se faça."

Passar bem, madame. Volte sempre.

Disponivel em < http://m.estadao.com.br/noticias/suplementos,luxo-abaixo-de-zero,666639.htm> acesso em 17 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Executivas de Fantasia

19-jul-2010 FGV


Até hoje, a estratégia dominante entre as marcas que buscam aliar seus nomes à imagem de celebridades era fazer uso da boa e velha propaganda. Acontece que algumas empresas estão dando um jeitinho de camuflar essa tática de divulgação de um modo bem diferente. A moda agora é inventar um cargo para determinadas personalidades, independentemente da experiência ou conhecimento técnico que elas possam (ou não) ter.
Eis a era dos executivos de fantasia. A inglesa Victoria Beckham é o mais recente exemplo dessa geração.
A ex-integrante da banda Spice Girls, hoje famosa por ser a esposa do jogador de futebol David Beckham e por consumir artigos de luxo compulsivamente, foi contratada pela montadora Land Rover para assumir o cargo de executiva de design da linha de carros Range Rover. Antes dela, em janeiro deste ano, os comandantes da Polaroid usaram o mesmo artifício para tentar ressuscitar, literalmente, a marca da máquina fotográfica que imprime fotos instantaneamente. Eles contrataram a exótica cantora Lady Gaga, para o cargo de diretora de criação. Mais famosa por seus trajes, maquiagem e penteados esdrúxulos que por seu talento musical, Lady Gaga também não possui nenhuma experiência ou conhecimento técnico para assumir um cargo executivo.
Os exemplos não param por aí. Trabalhar como designer de carro, criadora de máquina fotográfica ou estilista não é tão fácil como as celebridades fazem parecer. para alcançar o cargo de designer chefe de uma montadora leva-se, no mínimo, mais de uma década. Criar um produto tão complexo como uma câmera, então, nem se fale. No fundo, as celebridades servem apenas como uma grife para assinar em baixo. “Os consumidores não se preocupam se elas são, de fato, executivas”, diz Rander Enes, professor de marketing management da FGV. “O que importa é que o nome delas está lá.”
O diretor de design da Land Rover, Gerry McGovern, também mostra que não se preocupa se algum dia a senhora Beckham desenhou em uma prancheta. “Victoria Beckham entende de produtos de luxo e é uma fã da Range Rover. Acredito que esta nomeação acrescenta uma nova dimensão à minha equipe de design, à medida que continuamos a projetar produtos para atrair um público mais vasto”, diz McGovern. “No caso da Land Rover, é preciso mostrar que a marca não fabrica apenas 4x4 para serem usados fora da cidade. Também são veículos de luxo, que podem ser utilizados no dia a dia e Victoria traz essa associação de bom gosto com praticidade e multifuncionalidade”, diz Selma Felerico, professora da ESPM. Já no caso de Lady Gaga, ela trará um refresco para a imagem da Polaroid, um produto ultrapassado em tempos de era digital.

A estratégia de adotar uma celebridade é mais comum no mundo da moda, mas até mesmo nessa área, digamos, mais descontraída, existem algumas bizarrices. É o caso de Lourdes Maria Leon, ou simplesmente Lola, filha da cantora Madonna, que no dia 30 de junho, com toda a experiência que seus 13 anos de vida já lhe proporcionaram, tomou posse do cargo de diretora criativa da Material Girl. A grife será lançada por ela e sua mãe em agosto. O difícil é acreditar que uma menina que nem chegou à adolescência saiba decifrar o gosto das mulheres.

(Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro - 16/07/2010)

Disponivel em: http://management.fgv.br/node/451> acesso em 13 de janeiro de 2011

Grifes de olho nas fofinhas

Marcas de luxo, como Marc Jacobs, Chanel e Valentino, preparam coleções que vão até o número 52, e miram um mercado de US$ 27 bilhões
Por Natália Mestre
Quanta inveja (raiva?) as mulheres normais já não passaram ao assistir aos glamourosos desfiles de moda de Paris e Nova York e perceber que jamais entrarão num daqueles modelitos maravilhosos apresentados pelos estilistas badalados?
Pois esses dias de tortura e tormento fashion estão com os dias contados. Pelo menos para as fãs de Marc Jacobs, Chanel, Alexander McQueen, Valentino, Dolce&Gabbana, Fendi e Oscar de la Renta. Todas essas grifes anunciaram, no início do terceiro trimestre, que irão comercializar modelos de suas criações em tamanhos que vão bem além da rigidez fashion – que só permite lugar ao sol para as silhuetas que vão do 34 ao 40 (sendo bem condescendente).

Desfile de manequins acima do peso, da marca City Chic, em evento de moda australiano

O movimento é estratégico comercialmente e mexerá com a imagem institucional dessas marcas. A decisão dessas grifes, ícones do mercado de luxo, indica que a moda premium acordou para um gigante desprezado: um mercado estimado em US$ 27 bilhões em todo o mundo, segundo dados do Global Purchasing Group – a Organização Mundial da Saúde aponta pelo menos 1,6 bilhão de pessoas obesas no mundo, e a projeção é de que 2,3 bilhões de pessoas cheguem a 2015 acima do peso.

Nas araras da loja de departamentos Saks 5Th Avenue, em Nova York, é que essa tendência irá debutar a partir de outubro. As roupas, que antes iam até o G – que equivaleria ao nosso 44 (também sendo bem condescendente) –, vão ser vendidas agora em Extra Grande (que seria o equivalente ao nosso 52).
Robert Duffy, sócio do estilista Marc Jacobs e presidente da marca, anunciou que a grife também terá uma linha de roupas adaptadas para as mulheres de silhueta maior. Há tempos grifes e estilistas vêm sendo pressionados para deixar de usar modelos tão magras nas passarelas, que propagam o padrão estético anoréxico como algo normal e uma meta a ser atingida.

Na Semana de Moda de Paris, em março, Marc Jacobs já criou para a Louis Vuitton modelos retrôs, com saias e vestidos de cintura bem marcada, porém volumosos. Um alívio para os corpos mais curvilíneos, que, embaixo de todo o volume, podem acolher a normalidade de seus manequins mais cheinhos sem constrangimento.
Na mesma onda, revistas conceituadas de moda, como a edição francesa da “Elle” e a “V Magazine”, estamparam editoriais dedicados ao guarda-roupa plus size – termo utilizado para definir as pessoas que vestem tamanhos muito grandes de roupas. Já existe um pequeno batalhão de beldades mais voluptuosas à disposição dos estilistas e dos produtores de moda, nas agências de modelos.



Curvas fashion: ensaio fotográfico com modelos fora do padrão tradicional revela uma tendência:

a aposta das marcas de luxo numa população que já soma 1,6 bilhão de consumidores
Duas das mais requisitadas são a americana Crystal Renn, a plus size que já fotografou para Jean Paul Gaultier, e a brasileira Flúvia Lacerda. E até mesmo semanas de moda dedicadas somente à modelagem mais avantajada já estão acontecendo, como a Full Figured Fashion Week, em Nova York.

Na semana passada, foi anunciado que a badalada Semana de Moda de Nova York terá pelo menos um desfile de roupas plus size. “A sociedade deseja que a moda seja mais democrática e o luxo não poderia ficar de fora dessa corrente”, avalia Selma Felerico, coordenadora da pós-graduação em comunicação da ESPM, em São Paulo.
“As grifes estão se abrindo para um grupo com grande potencial econômico, mas que não se encaixava no mercado”, explica Ellen Kiss, coordenadora do curso avançado de marketing para produtos e serviços de luxo da ESPM, em São Paulo.





Luxo peso-pesado: acima, a atriz "plus size" Dirty Martini posa para a renomada lente

do estilista Karl Lagerfeld, da Chanel, em ensaio pela "V Magazine"



Além disso, levantar a bandeira da moda democrática, assim como algumas marcas utilizam a bandeira ecológica, costuma ser uma ação positiva para a imagem da grife. “As pessoas adquirem simpatia pela marca.Como aconteceu com a campanha pela real beleza da Dove, com mulheres de diferentes biotipos”, diz Ellen.
No entanto, existem especialistas que alertam para os dogmas do luxo, que ressaltam o conceito da exclusividade. “Entendo que não faz sentido as marcas deixarem os consumidores que estão acima do peso de fora do negócio.

Mas acredito que o verdadeiro luxo é fazer roupas sob medida. Dessa forma, atende-se esse cliente (acima do peso), mas se mantém o conceito da exclusividade”, contrapõe Silvio Passarelli, diretor do programa do MBA Gestão de Luxo da Faap, em São Paulo. Passarelli destaca que o grande desafio agora será expandir, abrigando esse novo e polpudo mercado, mas conservando o DNA da marca.

Disponivel em : http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/31559_GRIFES+DE+OLHO+NAS+FOFINHAS
acesso em 13 de janeiro de 2011
ISTO É Dinheiro Nº edição: 672

Estilo
20.AGO - 21:00
Atualizado em 23.08 - 10:58




quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O eterno estica e puxa

As mulheres sonham em ter um corpo como o de Gisele Bundchen. Os homens gostariam muito de ser como Mark Wahlberg.


Esses são os dois primeiros colocados do “14º Annual America’s Most Wanted Celebrity Body Parts” (algo como “Anuário dos Corpos Mais Desejados”) que acaba de ser publicado.

A pesquisa – compilada pelos cirurgiões plásticos Richard Fleming e Toby Mayer, ambos de Beverly Hills – apresenta quais são os pedidos mais comuns dentre os pacientes que se submetem a intervenções estéticas nos Estados Unidos.

A atriz Jennifer Aniston vem em segundo lugar nas categorias “Corpo” e “Cabelo” mais desejados.

À reportagem da “Fox News”, os médicos afirmaram que no ano passado foi grande a procura por uma aparência o mais natural possível. “Se olharem bem a lista notarão que os nomes citados são os dos naturalmente bonitos”.



Os vencedores do 14º prêmio anual entre os famosos são:
Corpo feminino: Gisele Bundchen - Jennifer Aniston - Penelope Cruz 
Corpo masculino:Mark Wahlberg- Channing Tatum - Tyson Beckford
Nariz feminino:Natalie Portman - Emma Stone - Nicole Kidman

Nariz masculino:Jude Law- Josh Duhamel -Ben Affleck
Cabelo feminino:Taylor Swift - Jennifer Aniston - Kim Kardashian
Cabelo masculino:Jon Hamm- George Clooney - Chris Pine
Olhos femininos:Anne Hathaway- Mila Kunis-Megan Fox
Olhos masculinos:Hugh Jackman Jake Gyllenhaal  Ian Somerhalder
Lábios femininos: Scarlett Johansson   Angelina Jolie  Christina Aguilera
Lábios masculinos:Ashton Kutcher  Viggo Mortensen Brad Pitt





Infelizmente, milhares de experiências por computador já comprovaram que mesclar o cabelo perfeito de um ao corpo incorrigível do outro resulta em algo parecido com o Chucky. Então, avacalhemos de vez: o homem perfeito tem o corpo esbelto do Ronalducho, lábios do Wando, cabelo do Neymar, pele do Lúcio Mauro, olhos do Lúcio Mauro Filho, pelos do Tony Ramos, nariz e bochechas do Luciano Huck e o queixo do Suplicy. Melhor do que isso só a Geisy Arruda, ops, Marcela Temer

Walcyr Carrasco faz lipoaspiração e se recupera em casa

O autor Walcyr Carrasco recorreu a uma lipoaspiração para retirar gordurinhas indesejáveis do corpo. Nesta segunda-feira (10), ele falou sobre o assunto em seu Twitter. "Amigos, já cheguei em casa. Estou com uma cinta para comprimir a cintura, a cabeça enfaixada e morto de sono! Vou tirar mais um cochilo", escreveu ele, dando a entender que a lipo na barriga não foi sua única cirurgia.



Walcyr continua, sempre bem-humorado: "Imaginem: eu de espartilho para segurar a lipo e uma faixa verde na cabeça! E com a barba por fazer! Estou espantoso! O pior é que agora tenho que usar uma faixa de bailarina na cabeça, em torno do queixo. E o médico só encontrou uma verde!".

Ex-treinador acusa lutador de UFC de fazer lipoaspiração

Ex-preparador físico do brasileiro Thiago “Pitbull” Alves, Andre Benkei concedeu entrevista ao site fightersonly em que acusou o antigo pupilo de ter feito uma lipoaspiração para poder bater o peso e lutar no UFC.

- Me sinto feliz em saber que ele está satisfeito com o que tem agora e desejar-lhe boa sorte. Já me disseram que agora há três profissionais e uma lipoaspiração tentando fazer o que eu fiz antes. Muito bom para ele.
O impasse teve início quando o atleta resolveu trocar de preparador já que sentia cada vez mais dificuldade para pesar no limite da categoria meio-médio (77 kg). Em sua penúltima luta, contra Jon Fitch, no UFC 117, Pitbull não conseguiu atingir o limite de peso e foi multado em 20% de sua bolsa. Para se ter uma idéia, Thiago pesa normalmente pouco mais de 90 kg.
Após seu último combate, Pitbull declarou que nunca se sentiu tão bem durante uma luta e que não sofreu para perder peso antes da pesagem. Ao falar sobre o assunto, Benkei foi enfático.
- Ele parece feliz na categoria, e bateu John Howard por pontos na última luta. Quando estava comigo, ele foi eleito o lutador do ano, disputou um título, e teve vários nocautes da noite e uma melhor luta da noite. Ele fez um bom dinheiro com isso.
Disponivel < http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20110111124406&cat=esporte&keys=extreinador-acusa-lutador-ufc-fazer-lipoaspiracao > acesso em 12 de janeiro

Transtornos Alimentares na Adolescência

 Criado por Letícia & Luciana • 10 janeiro, 2011
Os rígidos padrões de beleza difundidos em nossa cultura provocam nas pessoas uma insatisfação estética com seus corpos, desencadeando problemas de auto-estima e, em muitos casos, os chamados transtornos alimentares. Uma pesquisa realizada pela Unilever-Dove com 3.200 mulheres entre de 18 e 24 anos em 10 países revelou que apenas 2% delas se definem como belas. E, no Brasil, esse índice cai para 1%. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica indicam nosso país como o segundo do mundo onde mais se realizam cirurgias desse tipo, 13% só em adolescentes – no ano de 2003, foram 94.845 nessa faixa etária da população, sendo que mais da metade desse número corresponde a operações estéticas, que não estão relacionadas à saúde física.


Marco Antonio De Tommaso, psicólogo e membro da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade enxerga esse cenário de incessante busca pelo corpo ideal como uma espécie de “patologia cultural”, tendo a mídia como sua principal difusora. É grande o número de programas nacionais e internacionais que realizam radicais transformações estéticas ou concursos que premiam a perda de peso. A indústria da beleza (cosméticos, roupas, etc.) também é responsável pela propagação desses modelos idealizados e, através da publicidade, reforça cada vez mais a noção de que o sucesso está atrelado à magreza e à “boa aparência”. “A imensa maioria das heroínas de tevê é excepcionalmente magra. As que estão acima do peso ocupam papéis jocosos ou caricatos”, explica Tommaso.


A obsessão pelo corpo perfeito é mais freqüente entre adolescentes. Entre os transtornos alimentares mais comuns estão a anorexia e a bulimia nervosas (que matam em 20% dos casos e deixam seqüelas em 50%), e a obesidade. Embora o Ministério da Saúde não tenha dados estatísticos sobre essas patologias, estima-se que cerca de 2,5% das mulheres e 0,3% dos homens possam desenvolver anorexia ou bulimia. Já sobre a obesidade, os dados oficiais contemplam apenas indivíduos com mais de 20 anos e indicam 38 milhões de brasileiros com excesso de peso.
Adolescentes trocam dicas para emagrecer na Internet

Ana e Mia. Assim são chamadas, respectivamente, a anorexia e a bulimia nos diários virtuais mantidos por meninas portadoras dessas doenças. A fim de conseguirem apoio para continuarem doentes, essas jovens trocam, pela internet, práticas de como provocar o vômito, como enganar os parentes ou como suportar ficar dias sem comer. “A anorexia e a bulimia são dois grandes estados de solidão. Nesses sites, quando se encontram, elas não se acham tão doentes. Elas dizem que não é doença, é opção de vida”, explica Tatiana Moya, que defendeu tese na Universidade de São Paulo sobre transtornos alimentares.









Além disso, os blogs acabam atraindo garotas que têm todos os fatores de risco para desenvolver os distúrbio. “A menina que têm propensão à doença liga o computador e pronto. O estrago está feito”, conta Vanessa Pinzon, da Protad (Projeto de Atendimento, Ensino e Pesquisa em Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas de São Paulo). Para tentar diminuir esse tipo de influência, a comunidade médica está lutando para conseguir a proibição desses sites.









Insatisfação com o corpo

Uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas de São Paulo entrevistou 700 alunos universitários entre 17 e 25 anos e constatou alguns sintomas que podem provocar anorexia e bulimia nervosas. Segundo essa consulta, três em cada quatro estudantes não estão satisfeitos com o próprio corpo e 80% deles mudariam características físicas para melhorar a aparência. O fato alarmante é que 65% dos entrevistados tinham peso saudável para suas idades e alturas; 22% eram magros. Além disso, 13% afirmaram provocar vômitos ou tomar laxantes e diuréticos após as refeições, para não engordar.









Meninos e homossexuais

Apesar de serem patologias que atingem mais as mulheres, o número de meninos portadores das doenças vem crescendo. Segundo o Núcleo de Transtornos Alimentares e Obesidade da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, o número de garotos anoréticos ou bulêmicos cresceu cinco vezes de 2002 para 2003. De acordo com Niraldo de Oliveira Santos, especialista em transtornos alimentares do Centro de Estudos em Psicologia da Saúde, as imposições culturais contemporâneas alcançam também os meninos. “O sexo masculino não fica de fora da noção de que o corpo está associado ao sucesso nas relações interpessoais e profissionais. Para além das questões de gênero, o que observamos com freqüência nos transtornos alimentares é uma estratégia de demandar amor”.









No âmbito da homossexualidade, o índice dessas patologias entre aqueles do sexo masculino é semelhante ao das mulheres. Já entre as lésbicas, é quase nulo. De acordo com Santos, isso acontece porque os homens homossexuais estão mais envolvidos com a questão da imagem. “Fatores que se relacionam com o narcisismo, a valorização do estilo, do belo e do que é fashion implicam um aumento no consumo do que é apreciado pelo olhar, contribuindo com o aumento de casos de transtornos alimentares e da imagem corporal. O mesmo não se observa na homossexualidade feminina”, explica.









Anorexia

A anorexia nervosa se caracteriza por uma busca incansável pela magreza e pelo medo intenso de ganhar peso. De acordo com o Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas de São Paulo, a anorexia nervosa é nove vezes mais comum entre as mulheres do que entre os homens e seu pico de incidência é na adolescência (maior prevalência entre as meninas de 14 a 18 anos).









Para manter seu peso abaixo de um nível normal mínimo para sua idade e altura, as jovens impõem-se uma restrição total de comida ou fazem dietas rígidas. O medo de engordar é tanto que, apesar da excessiva perda de peso, essas pessoas mantêm hábitos alimentares doentios e estão sempre vigilantes quanto às calorias ingeridas.









Bulimia

Também muito mais freqüente entre as mulheres do que nos homens, a bulimia configura-se por ataques repetidos de comer compulsivo, seguidos de métodos para evitar o ganho de peso, como o vômito, o uso de laxantes e diuréticos, e o exercício físico exaustivo. Por sentirem vergonha de seus problemas alimentares, os bulêmicos tentam dissimular ou ocultar suas crises, nas quais chegam a ingerir até 20 mil calorias.









Obesidade

A obesidade é uma doença crônica caracterizada ela excesso de gordura corporal que pode provocar ou acelerar o desenvolvimento de problemas cardíacos, ósteo-articulares ou diabetes, podendo levar até a morte. O índice de massa corporal (peso dividido pela altura elevada ao quadrado) é a principal ferramenta para se diagnosticar a obesidade. Os obesos apresentam tal índice acima de 30kg/m2.









Causas

Múltiplas causas podem explicar o surgimento dos transtornos alimentares, como fatores psicológicos, neuroquímicos ou genéticos, mas a influência cultural é a principal responsável por desencadeá-los, especialmente nos casos de anorexia e bulimia. O culto ao corpo magro, encarado como símbolo de beleza, poder e modernidade, representa um golpe na auto-estima daqueles que não se encaixam no padrão estético instituído.









No caso da obesidade, maus hábitos alimentares, problemas emocionais e a tendência a fazer menos exercícios físicos podem explicar o surgimento da doença. Mas também é importante lembrar que, normalmente, os obesos têm uma menor eficiência em gastar energia em relação a indivíduos que se alimentam de quantidades calóricas semelhantes.









Tratamento

Uma das primeiras dificuldades no tratamento de pacientes que sofrem de transtornos alimentares é convencê-los de que estão doentes. Isso porque, em geral, os obesos não querem abrir mão de seus hábitos alimentares e os anoréticos e bulêmicos costumam desconfiar dos médicos, percebendo-os com inimigos que querem apenas engordá-los. Nos três casos, portanto, é necessário um acompanhamento psicológico, a fim de conseguir uma mudança de comportamento dessas pessoas.









Os casos de anorexia ou bulimia nervosa pedem uma dieta hipercalórica, muitas vezes acompanhada de antidepressivos, que tanto auxiliam no aumento do apetite como na elevação da auto-estima desses pacientes. Em quadros mais graves, os doentes devem ser internados e receber um tratamento intensivo.









O tratamento da obesidade deve aliar uma reeducação alimentar com exercícios físicos e medicamentos prescritos pelo médico. Só em casos de obesidade mórbida ou com complicações severas, os especialistas recomendam cirurgias, como a de redução do estômago.









Serviços de Saúde

O Sistema Único de Saúde (SUS) inclui os transtornos alimentares entre as doenças que demandam tratamento de alta complexidade. Os portadores de tais patologias podem contar com os centros credenciados que possuem atendimento psiquiátrico, ou nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPES). Entretanto, não há nenhum tipo de serviço específico, com profissionais especializados, dentro da rede pública de saúde.









Diante dessa carência, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens, proposta do Ministério da Saúde para a população de 10 a 24 anos, contempla os distúrbios da nutrição, visando fortalecer as ações de prevenção e assistência à saúde dos meninos e meninas que apresentem esse tipo de patologia.









Em São Paulo, o Hospital das Clínicas possui um Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares que, além de atender os doentes, oferece reuniões psicoeducacionais para os familiares desses jovens com médicos, nutricionistas e psicólogos especializados no assunto.









Abordagem midiática

Para muitos especialistas, a mídia pode ser considerada uma vilã, desencadeadora direta de transtornos alimentares. Os padrões de beleza amplamente difundidos, inclusive em programas juvenis, contribuem em grande medida para a insatisfação dos adolescentes em relação a seus corpos.









Entretanto, segundo o psicólogo Niraldo de Oliveira Santos, é preciso reconhecer que, ultimamente, os meios de comunicação vêm contribuindo para uma maior conscientização da questão. “A mídia tem sido responsável por expor esse problema, inclusive em camadas de níveis sócio-econômicos mais baixos, que antes tinham essas patologias subdiagnosticadas.









É importante alertar familiares, professores e amigos sobre os sintomas das doenças, sobre como lidar com os jovens com esses problemas”, diz Santos. Ainda assim, o especialista avalia que há poucas abordagens desse tipo. “A idéia tirânica de que você precisa ser magro para ser bem sucedido ainda ganha disparado”.









Identidade

Já para a nutricionista do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp, Elaine Cristina Vital, a presença dos transtornos alimentares nos programas televisivos para jovens é ao mesmo tempo informativa e estimulante. “Quando o tema é abordado em novelas como a Malhação, por exemplo, é interessante observar que muitas adolescentes que antes não tinham a patologia passam a se identificar com o personagem da tevê e desenvolvem a anorexia, a bulimia”, explica.
O diretor de pro-gramação não-musical da MTV, Zico Góes, concorda que a mídia contribui para desencadear essas doenças. Ciente disso, procura tratar o tema de maneira a não perpetuar os rígidos padrões de beleza instituídos. “Já fizemos alguns programas em que aborda-mos transtornos alimentares. Além de discutirmos o assunto, a gente não reza pela cartilha da beleza. Procuramos diversificar ao máximo a aparência de nossos apresentadores de forma a não contribuir para a construção dos estereótipos que acabam se repetindo nas tevês comerciais”.





--------------------------------------------------------------------------------

ONG explica campanha feminista com Cruzeiro, que vira destaque internacional

Ação é tida como a primeira de uma sequência de etapas de conscientização   João Vítor Marques /Superesportes  ,  Tiago Mattar /Superes...