Mulheres plus size estão em alta no mercado da moda

27/02/2011 08:08

De desfiles a lojas segmentadas, novo cenário é comemorado tanto por empreendedores do setor quanto por consumidoras, que hoje têm opções de peças para valorizar o corpo de acordo com cada estilo







Uma dificuldade que se transformou em oportunidade. É assim que se resume a história da empreendedora Carla Alves de Oliveira, proprietária da loja Universo GG, especializada em moda plus size.
Nenhuma pesquisa de mercado indicou a Carla em que segmento apostar no ramo do comércio. Foi questão de ‘sentir na pele’ mesmo. “Sempre fui gordinha e tive que lidar com a falta de opção de roupas para mulheres como eu, principalmente quando era mais jovem. Não existia loja na cidade que oferecesse o que eu queria usar no tamanho ideal para mim”, comenta, contando que por várias vezes, quando era adolescente, chegou a comprar roupas que não lhe serviam para que uma costureira copiasse o modelo.
Desafio transformado em oportunidade de negócio

Carla Alves de Oliveira, da Universo GG, se transformou em empreendedora para atender mulheres como ela: plus size“Resolvi abrir a loja por isso, para atender as pessoas que enfrentavam a mesma dificuldade que eu”, pontua. Hoje, em sociedade com os pais, Carla mantém duas lojas Universo GG no Centro da cidade. A moda plus size, segundo ela, é uma adaptação da moda apresentada nas passarelas do universo fashion. “Houve e ainda está havendo um trabalho intenso por parte das confecções para criar os mesmos modelos, mas corrigindo as imperfeições e valorizando o corpo das mulheres plus size com peças que garantem melhor caimento”, explica. Jovialidade

Ao contrário do que era comum num passado não tão distante, hoje a moda plus size traduz jovialidade, elegância e discrição na medida certa. “Inauguramos a primeira loja com uma numeração maior pensando nas senhoras. Mas hoje isso mudou, o perfil das mulheres brasileiras é diferente e a moda maior atende bem mulheres de todas as idades, desde as mais jovens”, explica Marli Costa Santos, sócia-proprietária das lojas Aluarte Brasil - são duas voltadas especificamente às mulheres plus size.

Estratégia

Fernanda Rocha, proprietária da Artgga Fashion, no Mercadão da Cidade, conta que apostou no segmento em Jundiaí porque percebeu que havia demanda. “Tenho uma loja em Santana do Parnaíba há cinco anos e mantenho um site para divulgação. Pela internet, percebi que aumentava a cada mês o número de novas clientes que eram da região de Jundiaí. Então ,resolvi apostar”, diz.
Luana Rocha da Silva, vendedora, substituiu as calças de moletom e camisetas largas pelo traje esporte fino


Segundo Fernanda, as mulheres plus size querem peças atuais, que misturem elegância, conforto e beleza. “Elas querem se sentir bonitas e sexy como qualquer mulher. E hoje a moda permite isso”, comenta, contando que os shorts, vestidos e blusas decotadas fizeram sucesso na coleção verão 2011.

Sem perder a elegância

“Sou alegre, descontraída, me aceito do jeito que sou e não tenho problema algum com a minha autoestima”, declara Natacha Almeida, 27 anos, gestora de negócios.
Casada há um ano, ela conta que os quilos a mais nunca representaram um problema nem mesmo para os relacionamentos afetivos.
“Sou recém casada, mas estou com o meu marido há seis anos. Ele sempre me aceitou da forma como sou. Não sou gorda porque sou relaxada, é genética, é meu biotipo, sempre fui assim ”, comenta.

De acordo com a psicóloga Luciane Alves, a autoestima não está relacionada com a aparência física, mas em como a pessoa se sente consigo mesma. “As pessoas precisam aprender a se cuidar, primeiro cuidar do interno e consequentemente do externo. Não exigir demais de si mesmo, mas sim aprender a valorizar aquilo que se tem” , diz, lembrando: “Se estou bem resolvida internamente, naturalmente me sentirei bem numa relação. Se meu mundo interno está bem trabalhado, saberei lidar com minhas ‘imperfeições’”.
Não se preocupar com a opinião dos outros é uma dica da psicóloga. E deste assunto Natacha entende bem. “Sempre fui gordinha, mas nunca me incomodei com o que as pessoas achavam da minha aparência. Durante a adolescência foi um pouco complicado, mas não por me sentir diferente e sim porque queria usar as roupas da moda e não tinha onde comprar”, recorda.

A gestora de negócios Natacha Almeida preza pela discrição
Quando o assunto é moda, Natacha gosta de acompanhar as tendências e de se vestir bem. Mas nada de chamar a atenção. Roupas estampadas e muito coloridas ou justas demais não combinam com o estilo da gestora de negócios. “Prefiro peças que me deixem passar despercebida”, conta.

Luly Zonta, jornalista do BOM DIA Bauru, conta sobre o dia a dia de uma mulher determinada, bem resolvida e com a autoestima elevada
Meu sonho é dormir gorda e acordar, magra. Mas por enquanto, sou uma obesa (sim, infelizmente, já passei dos estágios de fofinha, cheinha, etc) de bem com a vida, mas que fica p... da vida quando (e isso é quase sempre) não consegue achar uma roupa que sirva, seja na prateleira das lojas ou do meu próprio guarda-roupa, que por incrível que pareça tem peças do tamanho M ao 56 e todas ainda me cabem. Ufa!Luly Zonta



O problema dos padrões vale para roupa de crianças e de magrelas também, mas eles têm opção, os gordos não.
As grifes GG até estão se proliferando, mas.... Hello!!! Desde quando só gente idosa ou de mau gosto plus size!E não basta alargar a calça e a camiseta, tem que lembrar que a cava é maior, o cavalo, e lembrar que gente acima do peso tem o direito de usar uma estampa colorida e moderna, uma saia mais curta e não no meio da perna, o que desfavorece o biotipo... É incrível, mas também não acho decotes para comprar. Isso tudo me deixa com um humor péssimo.
Os lojistas não entendem que as gordas dão a vida por uma roupa que lhe devolvam as pazes com o espelho, que as façam sentir normais e por que não chamar a atenção por sua elegância?
Tenho o privilégio de ser considerada uma gorda moderna e bem-vestida e isso não vem da família, dos meus amigos de redação ou da turma do São Paulo Fashion Week, evento que cubro desde 1997. Mas confesso publicamente que é um pouco de truque: fico atenta às modelagens que me favorecem (graças à genética sou gorda por inteiro e não sou tão baixinha, tenho 1,67), aposto no preto apesar de amar cor, e o pulo do gato é investir em sapatos e colares compridos que desviam a atenção e alongam a silhueta. Hoje, os colares fazem parte de mim.
É claro que sonho com uma minissaia ou um tomara-que-caia, mas com três boas peças: um vestido básico, uma calça reta e uma regata ou top com mangas para quem tem vergonha de exibir os braços roliços, é possível compor looks do dia-a-dia até a balada chique. Nada que salto e pérolas não resolva.
Mas voltando às lojas, quando encontro uma roupa que gosto (e que me serve) acabo fazendo um pequeno estoque. Tenho três calças de malha larguinhas iguais, sete blusas do mesmo modelo, mas com cores diferentes e dois vestidos que achei a minha cara iguais.
Essa história é engraçada, numa sexta tarde da noite quando saí do jornal vi o vestido na vitrine e surtei, passei o fim de semana sonhando com ele, mas como estava de plantão, a escala não me permitiu experimentá-lo. Contudo, na segunda-feira ele ainda estava lá à minha espera, mais feliz ainda fiquei quando ele me serviu como luva. Era tanta alegria... O vestido agora era meu. Aliás, ele e o irmão dele, porque na dúvida da cor do detalhe (flores enormes por sinal), dividi em três vezes e levei os dois. O mais engraçado ainda foi uma mulher no semáforo que virou para o marido e disse: "eu quero o jardim daquela gorda". Eu, feliz da vida, linda e gorda no vestido florido, caí na gargalhada.

Disponivel <http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Dia-a-dia/46760/Mulheres+plus+size+estao+em+alta+no+mercado+da+moda> acesso em 28 de fevereiro de 2011
MAGRAS E GORDINHAS BOA SEMANA. COMECEM A SEMANA BEM E REPENSEM SEUS CORPOS DE MANEIRA SAUDÁVEL. COMENTEM

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