sábado, 26 de fevereiro de 2011

EUA: Traços étnicos conflitam com ideiais de beleza em cirurgias



Correções no nariz, aumento de seios e remodelação das pálpebras asiáticas estão entre os procedimentos mais procurados em NY

Ther New York Times
26/02/2011 08:05
No Queens, os cirurgiões se concentram no nariz arrebitado que seus pacientes chineses querem mais discretos. As mulheres russas no Brooklyn aumentam os seios, enquanto os coreanos em Chinatown diminuem a mandíbula.
Conforme a demanda por correções cirúrgicas aumenta ao redor do mundo, Nova York tem desenvolvido uma série de nichos de mercado que permite que muitos imigrantes da cidade obtenham realces que são cuidadosamente adaptados às suas preferências culturais e ideais de beleza.





Foto: The New York Times

O cirurgião plástico Steve Lee mostra mudanças feitas nas pálpebras de uma paciente de ascendência asiática

Assim como eles podem encontrar folhas de uvas libanesa ou tigelas de sopa vietnamita com aquele gostinho de casa, os imigrantes podem encontrar cirurgiões capazes de recriar o decote da cantora mexicana Thalia ou os olhos brilhantes de Hyori Lee, a cantora pop coreana.
Eles também podem encontrar um número crescente de médicos que oferecem planos de parcelamento para ajudá-los a pagar pelas operações. Se o preço ainda for alto demais, a cirurgia ilegal por profissionais não licenciados está disponível em muitos bairros.
Ao remodelar as pálpebras asiáticas e as silhuetas latinas, essas clínicas especializadas fornecem uma perspectiva sobre as aspirações e inseguranças dos imigrantes na Nova York do século 21 – um retrato corrigido com Botox, é claro.
"Quando um paciente chega com um determinado contexto étnico e uma certa idade, nós sabemos que ele ou ela está procurando", disse o Kaveh Alizadeh, presidente doo Grupo de Cirurgiões Plásticos de Long Island, que possui três clínicas na cidade. "Nós somos uma espécie de sociólogos amadores”.
Alizadeh, ele próprio um imigrante do Irã, admite que os resultados podem parecer menos ciência do que estereótipos. Ainda assim, ele e outros médicos que trabalham em comunidades étnicas dizem poder detectar tendências: muitos egípcios fazem lifting no rosto. Muitos italianos remodelam os joelhos. Alizadeh diz que seus conterrâneos iranianos favorecem a mudança de nariz.



Demanda

E não há dúvida sobre o aumento da procura em bairros de imigrantes, onde o mandarim e o árabe são falados na sala de cirurgia e os pacientes vão dos "18 aos 80 anos" de idade, como um médico explicou.
Cerca de 750 mil asiáticos nos Estados Unidos fizeram cirurgia plástica em 2009 – cerca de 5% da população da Ásia, e mais do dobro desse número em 2000, segundo projeções da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos. Entre os latinos, o número foi de cerca de 1,4 milhões, quase 3% dessa população e um aumento de três vezes em relação a nove anos antes. Em 2009, cerca de 4% dos brancos foram submetidos a um submetidos a um procedimento cosmético.

Em Nova York, novas clínicas foram abertas nos enclaves de imigrantes, e as existentes se expandiram para acompanhar a demanda.
A mudança estética é, em muitos aspectos, uma tradição entre os imigrantes da cidade. Um século atrás, nos primeiros dias da cirurgia cosmética, judeus europeus foram submetidos a operações no nariz e imigrantes irlandeses tiveram suas orelhas presas para trás na tentativa de parecer "mais americanos", disse Victoria Pitts-Taylor, professora de sociologia na Faculdade do Queens, que tem escrito sobre as atitudes da população imigrante em relação à cirurgia plástica. "A maior parte dessas operações era feita para corrigir problemas de assimilação", disse Pitts-Taylor.

Hoje, as motivações parecem tão variadas e complexas quanto os procedimentos. Em vez de tentar se encaixar em seu novo país, muitos imigrantes buscam adotar as tendências de sua cultura de origem. "Meus pacientes são orgulhosos de parecer latinos", disse o Jeffrey S. Yager, que fala espanhol e triplicou o tamanho de sua clínica desde a abertura em 1997 em Washington Heights, um bairro dominicano em Manhattan. "Eu não entendo os pacientes que querem ocultar a sua origem étnica".



*Por Sam Dolnick

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/eua+tracos+etnicos+conflitam+com+ideiais+de+beleza+em+cirurgias/n1238113592364.html

SOMOS QUEM SOMOS? OU TEMOS QUE ALTERAR NOSSOS TRAÇOS HEREDITÁRIOS??? COMENTEM,





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