sexta-feira, 7 de maio de 2010

A volta das curvas perigosas e porque elas não desaparecem



http://www.vogue.it/en/vogue-curvy/the-curvy-blog/2010/05/the--curvy--met-gala
07.05.2010

01h44
A volta das curvas perigosas e porque elas não desaparecem


Claudio R. S. Pucci/Especial para Terra
Na falta de pessoa melhor, podemos culpar a modelo Twiggy por transformar o corpo esquelético em padrão de beleza no final dos anos 1960. Até ela aparecer divulgando a minissaia, as grandes representantes do panteão de sex symbols femininos tinham formas generosas, fartos peitos e grandes coxas. Foi a época de Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Gina Lolobrigida, Sophia Loren, Jane Mansfield, Bettie Page, Brigitte Bardot, Ava Garner, entre outras, todas com a famosa característica de "ter o que pegar".


Mesmo nos anos 1970 e 1980, mulheres como Linda Carter, a eterna Mulher-Maravilha ou a atriz Kathleen Turner de Corpos Ardentes, lutavam bravamente para preservar aquilo que serve de fantasia a quase todos os homens, as curvas femininas, perdendo cada vez mais espaço para magérrimas como Brooke Shields, Farrah Fawcett, Bo Derek, Cheryl Ladd, Jacqueline Bisset e cantoras como Debbie Harry e Joan Jett.
Tudo parecia perdido no século 21, já que os desfiles de moda são repletos de cabides que andam, Madonna e Lady Gaga dão o tom do corpo feminino na música, e até mesmo a voluptuosa Catherine Zeta-Jones aparece sem suas famosas coxas em foto recente (culpou a forma física pela preparação para o musical A Litte Night Music, em cartaz na Broadway) e, de repente, as cheinhas contra-atacam. É só ver os corpos de Beyoncé, Jessica Simpson, Scarlett Johansson, Christina Hendricks (a secretária Joan Holloway da série Mad Men), Mariah Carey, Salma Hayeck e Eva Mendes para notar aquilo que os estilistas e as revistas femininas teimam em negar: nós, homens, adoramos mulheres com um algo a mais.


E é só a gente dizer isso para as garotas começarem a reclamar que isso não acontece na vida real e que ainda vamos atrás das magrinhas. O que buscamos mesmo é proporção no corpo. Obviamente que mulheres muito acima do peso não estão em harmonia e acabam tendo maior rejeição. Agora aquelas que possuem proporção nas suas formas, mesmo que o número na balança não seja o padrão instituído pela moda, ainda são bem mais atraentes que as chamadas ¿vara-pau¿.


E as brasileiras não podem reclamar já que aqui um dos padrões de beleza é justamente a coxa e a bunda grande. Scheila Carvalho foi escolhida a mulher mais sensual do Brasil tantas vezes pelos leitores da revista VIP que eles deram um prêmio honorário à menina e a tiraram das competições futuras e ainda temos a Mulher-Melancia, a Mulher-Samambaia e Preta Gil. E convenhamos, nenhuma das duas têm exatamente um corpinho de Audrey Hepburn. O que é interessante, porém, é que lá fora a sensação é a mesma.
A Universidade de St Andrews na Escócia soltou um relatório no ano passado mostrando que os rapazes de lá preferem uma Kate Winslet a uma Victoria Beckham. Um bando de jovens entre 18 e 26 anos tiveram que dar notas em relação à saúde, peso e atratividade de 84 fotos de rostos de garotas da universidade. As meninas em peso normal foram consideradas mais saudáveis e atraentes que aquelas que estavam abaixo do peso ou muito acima.


Ainda no campo científico, pesquisadores do estado da Geórgia, nos Estados Unidos, provaram que garotas com curvas ativam as mesmas áreas do cérebro masculino que trabalham com "recompensas" e que também são acionadas por álcool ou drogas. Ou seja, as curvas nos deixam viciados e mais tontos ainda.


E enquanto elas se matam de fazer dieta para atender a algum clamor psicológico acabam ficando sem saber que ter um bumbum grande é bom para a saúde. Pelo menos foi o que apareceu no começo deste ano no International Journal of Obesity, quando um time de Oxford mostrou que a gordura no traseiro e nas coxas acaba limpando o corpo de ácidos danosos e age como um antiinflamatório, prevenindo as artérias de se entupirem. O mesmo não acontece se a gordura se acumular na cintura, fato danoso à saúde por poder causar problemas cardíacos e diabetes.
Com tudo isso em mente, só podemos fazer como os pintores renascentistas, o sabonete Dove e a Vogue italiana, que lançou recentemente o site Vogue Curvy devotado ás musas e à moda das moças com forte silhueta: louvar o corpo feminino do jeito que ele é e nos perder nas suas maravilhosas curvas perigosas. E que atire um comprimido de Herbalife aquele que não gosta disso. comunicar erros nesta matéria
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=204603



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