sábado, 8 de janeiro de 2011

Anorexia a partir dos sete anos


Apesar de o pico de incidência ser a adolescência, os transtornos alimentares também afectam crianças, de ambos os sexos, entre os 7 e os 9 anos





A Associação dos Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos (AFAAB) recebe, em média, um pedido de ajuda por dia, feito, maioritariamente, pelos familiares de jovens doentes. Apesar de o pico de incidência ser na adolescência, a anorexia e bulimia aparecem cada vez mais cedo, entre os 7 e os 9 anos, atingindo ambos os sexos. O tratamento existe e passa pelo acompanhamento psicológico.

"Quem tem distúrbios alimentares não assume a doença. Buscam a perfeição do corpo, que, para eles, é a magreza excessiva", explicou ao CM Adelaide Braga, da AFAAB.
Em Portugal, não existem números concretos da incidência destas doenças. Porém, há muitas histórias de pessoas que travam uma dura batalha contra estes problemas psicológicos. A mais recente é a de Isabelle Caro, a actriz francesa falecida em Novembro. Adelaide Braga culpa a sociedade, que desdramatiza estas patologias, que, segundo diz, "são as mais mortíferas do foro psiquiátrico".
Enquanto a anorexia se traduz por uma recusa alimentar para perder peso, na bulimia, a restrição alimentar é interrompida por crises de ingestão compulsiva, seguidas de manobras purgativas ou jejuns prolongados. "Qualquer anoréctica vê-se muito magra, mas tem grande resistência a aumentar de peso", explica a psiquiatra Dulce Bouça, alertando para os efeitos da doença: osteoporose precoce, problemas cardíacos, alterações do metabolismo das gorduras e açúcares e, em último, suicídio.



ANOREXIA SEM DIAGNÓSTICO
Os distúrbios alimentares – anorexia e bulimia – afectam todas as idades e, em alguns casos, não se chega ao diagnóstico, porque as pessoas conseguem esconder a doença até à velhice. "Na idade adulta, apesar de os maus hábitos alimentares estarem mais enraizados, a mentalidade é semelhante à da adolescência", explica Adelaide Braga, da AFAAB. Em criança, começam por deixar de comer em frente dos pais e, quando comem, adoptam determinados rituais à mesa, como colocar uma quantidade muito pequena de comida no prato e esconder o corpo dentro de roupas pretas e largas. Apesar de a sociedade actual promover a magreza e o culto do corpo, a especialista nega que os transtornos alimentares sejam um produto social. As causas são genéticas, psicológicas e familiares.

Disponivel em< http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/anorexia-a-partir-dos-sete-anos171511467 > Acesso em 8 de janeiro













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