sábado, 10 de abril de 2010

Procura por cirurgias plásticas cresce entre as adolescentes

SOMENTE UMA LEMBRANÇA DO QUE ACONTECE HOJE


http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=287002

Foto: Divulgação Cada vez mais adolescentes fazem lipoaspiração e prótese de mama
Bruna Carolina Carvalho
Segundo uma pesquisa realizada pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), 37.740 mil cirurgias plásticas foram realizadas, entre setembro de 2007 e agosto de 2008, em adolescentes com menos de 18 anos. Isso representa 8% do total de plásticas feitas no país.
Essa maior procura por jovens, em sua maioria meninas, pode ser conseqüência da ditadura da beleza imposta pela mídia. Cada vez mais adolescentes fazem lipoaspiração e prótese de mama para tentar se encaixar em certos padrões.
A estudante Flávia Florido, hoje com 20 anos, colocou uma prótese de silicone nas mamas aos 17. “Eu não me sentia bem comigo mesma. Não gostava de ir à praia de biquíni”, conta.
O psicólogo José Moucachen acredita que esse grande número de cirurgias plásticas em adolescentes está mais relacionado ao aumento do poder aquisitivo das famílias brasileiras. “Com o aumento do poderio econômico as falsas necessidades, os supérfluos, passam a ser adquiridos”.
Segundo a Dra. Luciana Pepino, médica e Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela SBCP, as cirurgias mais procuradas são as de prótese de mama, as lipoaspirações, a rinoplastia (cirurgia no nariz), otoplastia (cirurgia na orelha) e a ginecomastia (redução da mama em homens).
Acima do senso estético é dever do cirurgião plástico avaliar fisicamente e psicologicamente os benefído procedimento proposto. “Toda a boa equipe de cirurgia plástica tem uma equipe de psicólogos”, afirma José Moucachen.
O completo desenvolvimento físico é fator primordial. Sem o corpo estar completamente formado, os resultados podem ser desastrosos.
A avaliação física, a primeira consulta, avaliação do endocrinologista e a presença dos pais são essenciais para uma cirurgia bem sucedida. “Minha mãe sabia o quanto era importante pra mim e me apoiou desde o começo”, afirma Flávia Florido.
Moucachen acredita que o jovem deve buscar outros atributos, que não a beleza física, para sentir-se bem. “A adolescência é uma idade do status, na qual o jovem busca inclusão social em grupos. Mas ele não pode apoiar a sua auto imagem apenas na beleza plástica”.
Redação: Bruna Carolina Carvalho

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