sexta-feira, 3 de abril de 2015

'Bonita é a mãe': ensaios fotográficos questionam patrulha ao corpo feminino

 
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Projeto da fotógrafa Renata Penna quer mostrar as histórias que os corpos contam

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Valéria Mendes - Saúde PlenaPublicação:01/04/2015 14:00Atualização:02/04/2015 12:08
fonte http://sites.uai.com.br/app/galerias/saudeplena/2015/04/01/interna_galeria_saudeplena,1066/bonita-e-a-mae-conheca-o-trabalho-da-fotografa-renata-penna.shtml'Se nada mais pode ser igual do lado de dentro depois que gestamos e parimos nossos filhos, porque seria igual do lado de fora?' - Renata Penna, idealizadora do projeto 'Bonita é a mãe' (Reprodução Facebook / Renata Penna - http://bonitaeamae.tumblr.com/ e Reprodução Facebook)
"Se nada mais pode ser igual do lado de dentro depois que gestamos e parimos nossos filhos, porque seria igual do lado de fora?" - Renata Penna, idealizadora do projeto 'Bonita é a mãe'

A mudança no corpo após a gravidez é um tema que tem mobilizado as redes sociais e pautado discussões na mídia tradicional sobre a patrulha ao corpo feminino. O debate também tem servido de inspiração para projetos fotográficos que mostram que o conceito de beleza não cabe dentro de um padrão. Quem não se lembra do post da canadense Tanis Jex-Blake, de 33 anos, que foi ao Facebook dizer que treze anos após dar à luz ao filho mais velho – ela é mãe de cinco – teve coragem de voltar a usar biquíni, mas acabou sendo ridicularizada e agredida na praia por um trio de jovens? Tanis fingiu que dormia, mas viu o grupo simular que iria chutá-la e ouviu comentários sobre as suas estrias "Olha que coisa mais nojenta e desagradável".




O desabafo da canadense foi compartilhado por mais de 8 mil pessoas e dizia: “Sinto muito se a minha primeira tentativa, em 13 anos, de me bronzear de biquíni em público incomodou vocês. Sinto muito se minha barriga não é plana e firme. Sinto muito que minha barriga esteja coberta de estrias. Mas NÃO lamento que o meu corpo tenha abrigado, protegido e alimentado CINCO seres humanos fabulosos, saudáveis, inteligentes e maravilhosos. Quero que vocês saibam que, enquanto olhava seus corpos jovens perfeitos, só conseguia pensar comigo mesma: ‘que grande e incrível façanha seus corpos fizeram?’ (...) Também quero que vocês saibam que mantive minha cabeça erguida, firme, fingindo que o que vocês fizeram não teve efeito sobre mim, mas eu chorei no carro no caminho de casa. Obrigada por arruinarem meu dia. São pessoas como vocês que tornam esse mundo feio e detestável.”

Na semana passada, mais uma imagem de uma mãe de biquíni ganhou as redes sociais. Dessa vez, em tom empoderado pela maternidade, a blogueira do ‘The Chic Site’, Rachel Hollis, mãe de três filhos de 8, 6 e 2 anos, publicou uma foto com a legenda: “Tenho estrias e uso biquíni. Tenho uma barriga que é permanentemente flácida de ter gestado três bebês e eu uso um biquíni. Meu umbigo é flácido... (que é algo que eu nem sabia que era possível antes!!) e eu uso um biquíni. Eu uso um biquíni, porque eu estou orgulhosa deste corpo e de cada marca nele. Essas marcas provam que eu fui abençoada o suficiente de carregar meus filhos e que a barriga flácida significa que eu trabalhei duro para perder o peso que eu podia. Eu uso um biquíni porque o único homem cuja opinião importa sabe pelo que eu passei para estar assim. Esse mesmo homem diz que nunca viu nada mais sexy do que o meu corpo, com marcas e tudo. Elas não são cicatrizes, moças, são estrias e você as ganhou. Ostente esse corpo com orgulho! #HollisHoliday”
Além de iniciativas isoladas sobre as mudanças do corpo após a maternidade, fotógrafos mundo afora também têm se dedicado a registrar a beleza feminina após a maternidade. O projeto ‘Bonita é a mãe’, de autoria da brasileira Renata Penna quer mostrar as histórias que os corpos contam e, inclusive, está aberto para mães que desejem participar (saiba mais aqui). Por enquanto, os ensaios têm acontecido apenas em São Paulo, mas a ideia é expandir para outras cidades brasileiras. “Se nada mais pode ser igual do lado de dentro depois que gestamos e parimos nossos filhos, porque seria igual do lado de fora?”, questiona Renata na descrição do projeto. 


No Tumbrl que ela criou para divulgar as imagens, a fotógrafa sintetiza a proposta do trabalho: “Eu quero ver exposto esse corpo real, bonito, vivido, feito de sentimento. Esse corpo que se dobra, que se contorce de dor, de prazer, de alegria, de desejo. Esse corpo onde se rabisca uma história, esse corpo que é único e não se compara a nenhum outro. A beleza dele é essa, e é a maior do mundo. A mais significativa também.”
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