quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cresce o numero de plásticas candestinas

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a lipoaspiração é a operação mais comum entre os brasileiros, atrás do implante de silicone nos seios. As estatísticas demonstram que, por ano, são feitas no país 90 mil cirurgias de lipo, número que se refere apenas a operações realizadas por cirurgiões plásticos habilitados.


É possível que haja um percentual ainda maior na clandestinidade. A revista Veja publicou que a cirurgia feita por médicos sem especialização contribuiria com mais 90 mil, aproximadamente, ou seja, mais de 180 mil por ano.

Para o cirurgião plástico Adriano Peduti, é importante orientar a população sobre o assunto.

“Essa realidade apresentada, em que praticamente metade dos procedimentos é feita por médicos não habilitados, é um risco, porque a maioria das complicações e mortes está associada a estes procedimentos clandestinos, feitos por médicos não registrados na SBCP”, esclarece.

Para quem deseja fazer uma operação sem riscos, o cirurgião destaca algumas regras importantes. “O primeiro passo é buscar referências do profissional, que podem ser através de indicação de amigas. A internet também é um veículo muito usado ou o próprio site da SBCP, que consta se o médico pertence à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica”, alerta Peduti.

Outro fator importante é estar ciente se o médico opera em ambiente adequado. “Um hospital que conte com centro cirúrgico instrumentado, com UTI para responder a tempo a eventual complicação. É recomendável evitar cirurgias em clínicas e estar atento a um bom pré-operatório, com a realização de exames. Uma série de cuidados que, quando seguidos, tornam a cirurgia plástica extremamente segura”, frisa. Cuidados que evitam índices de morte como há registros no Brasil, onde é de 1 para 50 mil, por choque anafilático ou parada cardiorrespiratória não tratados imediatamente. A pessoa que vai se submeter a uma cirurgia tem todo o direito de pedir uma vistoria do ambiente onde será realizada sua operação. “Na verdade, isso é recomendado sempre pela SBCP, pois o paciente tem que ir para a mesa de cirurgia o mais instruído possível, conhecendo os benefícios, mas também os riscos. Questionar, argumentar que tipo de anestesia vai ser feita são atitudes fundamentais”, destaca o cirurgião plástico.

Disponivel em: http://jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SA%DADE,33002> acesso em 2 de setembro de 2010

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